Monday, March 24, 2008

Azambuja tem falta de casas para habitação social


Luis de Sousa vereador da Câmara Municipal de Azambuja com o pelouro da acção social, lamentou em sessão de câmara não ter ainda uma resposta do Estado no que toca ao aproveitamento das antigas casas dos guardas de Alcoentre.
Esta tem sido uma das reivindicações do executivo socialista, que há muito espera pela utilização dos bairros abandonados de Alcoentre, para serem transformados em bairros sociais.
Este assunto tem sido abordado insistentemente por parte da autarquia, mas o Estado ainda não passou para a câmara a gestão do bairro, algo que já estava acordado com o antigo director geral dos serviços prisionais.
Actualmente o bairro está quase desabitado. Sobra apenas uma casa que alberga uma família vítima de um incêndio há seis anos atrás. Uma situação de excepção que a câmara de Azambuja gostaria de ver alargada ás restantes casas.
Construídas para os funcionários dos estabelecimentos prisionais de Alcoentre, as casas foram sendo deixadas vagas ao longo dos últimos anos. Luis de Sousa justifica o abandono das habitações com o subsídio que o governo dá aos funcionários para a compra de casa “com esse subsídio conseguem comprar um apartamento no Cartaxo, Caldas ou Santarém, e vão-se embora”.
O resultado está à vista, diz o vereador “os bairros estão abandonados e está tudo a cair” acrescentando que a autarquia necessita daqueles imóveis para “realojar algumas famílias no âmbito da habitação social que vivem em barracas de chapa”.
O vereador acrescenta no entanto que a câmara já enviou algumas cartas ao Estado, destacando a situação social em que vivem algumas famílias, sendo que existem mesmo crianças referenciadas na comissão de protecção de crianças e jovens: por outro lado Luis de Sousa lamenta a venda de terrenos junto do estabelecimento prisional de Vale Judeus, sendo que estes voltaram a ser necessários para uma nova prisão. Agora e sem terrenos próprios, o Ministério da Justiça prepara-se para construir uma prisão na localidade de Virtudes, com tudo o que isso implica nomeadamente “o corte de pinheiros que é um dos pulmões de Azambuja”.
Mas os problemas de habitação social não se esgotam em Alcoentre. O outro pólo a “Quinta da Mina” luta há anos contra a falta de espaço.
Construído no início dos anos 90 para albergar as famílias de um bairro ilegal em Azambuja, o Bairro não teve problemas de maior no que toca à integração das primeiras famílias. Nos primeiros anos tudo correu bem, mas com o passar do tempo, alguns dos apartamentos começaram a ser ocupados ilegalmente por pessoas oriundas de fora do concelho, em grande maioria de etnia cigana. Os desaguisados constantes sobretudo entre famílias, trouxeram um clima mais tenso ás relações entre vizinhos. Ao memo tempo a falta de controlo da câmara da ocupação das casas, veio a agudizar o problema, que em muitos casos se traduziu na falta de pagamento das rendas, puxadas de luz e de água ilegais, bem como da TV Cabo e degradação das habitações.
Face a esta situação a autarquia está a negociar há alguns anos a saída das famílias de etnia cigana para outro espaço.
Durante algum tempo, as negociações estiveram num impasse, mas nos últimos meses a “câmara conseguiu chegar a acordo com a matriarca das famílias em causa” conforme explicou ao Vida Ribatejana Luis de Sousa.
A autarquia irá disponibilizar um terreno junto à ETAR de Azambuja para albergar as famílias em causa. Para já segundo Luis de Sousa o terreno já esta definido, falta apenas delinear o modelo de construção das habitações.
As casas que serão deixadas vagas na “Quinta da Mina”, serão recuperadas e colocadas ao serviço da habitação social. Na maioria, os apartamentos não têm soalho, as portas estão danificadas e as instalações de água e luz necessitam de ser revistas.

Tuesday, March 11, 2008

Uma cadeia na Mata Nacional das Virtudes


A construção de uma nova prisão na localidade de Virtudes parece ser irreversível. NO entanto tanto a câmara como os agentes económicos do concelho de Azambuja estão apreensivos quanto ao seu impacto. Não só a localização não é a mais acertada, como a criação de riqueza para o município pode ser relativa.



Joaquim Ramos presidente da Câmara Municipal de Azambuja disse em reunião de câmara que as Virtudes “é uma das fortes candidatas” à construção da nova prisão no distrito de Lisboa.
Têm sido recorrentes, sempre que se sabe quais as verbas inscritas em PIDDAC, as cartas de desagrado do presidente da câmara ao Estado, apelidando o documento frequentemente como “PIDDAC das Prisões” tais são as verbas afectas aos dois estabelecimentos prisionais existentes no concelho. Vale de Judeus e Alcoentre.
Desta vez o PIDDAC poderá aparecer com uma generosa verba para a construção da cadeia que deverá substituir o Estabelecimento Prisional de Lisboa e cuja nova localização poderá ser a mata das Virtudes na freguesia de Aveiras de Baixo.
Joaquim Ramos, salienta que essa localização ainda não está dada como certa, contudo o autarca lamenta que a mata das Virtudes possa vir a acolher uma infra-estrutura daquele género, até porque o terreno pertence ao Estado e a autarquia não tem ali qualquer palavra a dizer.
Aliás, é frequente a autarquia querer limpar os acessos à mata e ser impedida de o fazer, dado que não tem qualquer jurisdição sobre o terreno.
Joaquim Ramos vinca entretanto que a nova construção deverá ficar por de trás de um restaurante situado na zona da Guarita e ocupará cerca 30 mil metros quadrados “e não implica o encerramento Estabelecimentos de Alcoentre e Vale Judeus" é por isso uma terceira Cadeia no concelho de Azambuja.
O autarca diz entretanto ter “sentimentos contraditórios” face a este assunto. Ramos vinca que mesmo entre a vereação socialista, existem pensamentos diferenciados sobre os benefícios ou não para o município deste tipo de estruturas “e sei que há muitos colegas meus presidentes de câmara, que se andam a estaginhar para ter a prisão no seu território e inclusive a oferecer terrenos de borla para esse tipo de situação”.
Contudo Azambuja sai a ganhar porque “o Estado tem aqui terrenos”. Contudo Joaquim Ramos lamenta o facto que o Estado “tenha alienado perto de trezentos hectares de terreno que tinha em Alcoentre, uns meses antes de andar ao tio ó tio à procura de terreno para construir um novo estabelecimento prisional”.
O presidente da câmara, considera porém, e pese embora o facto da decisão ainda não estar tomada, que a autarquia pouco pode fazer para evitar a construção do equipamento, dado ser da competência do Estado.

ACISMA contra a prisão


A Associação de Comércio e Industria de Azambuja diz discordar da localização desta decisão governamental.
Segundo Daniel Claro porta-voz da associação não está em causa “a importância de um avultado investimento público num concelho como o nosso que nessa matéria, nomeadamente em termos do PIDAC, tem sido quase ignorado pelo governo”.
Contudo o responsável lembra que o município já tem duas cadeias poderá conotar “Azambuja em definitivo num concelho cujo paradigma fundamental do desenvolvimento, passará a ser conotado em larga medida com os estabelecimentos prisionais, com todas as consequências em termos de futuro que daí advirão” lembrando que a construção daquela estrutura fosse em Alcoentre, local onde estão as outras duas cadeias “este paradigma poderia ser em larga medida atenuado e os seus efeitos perversos diluídos”.
Por outro lado à semelahança do próprio presidente da câmara, Daniel Claro questiona Conde Rodrigues, secretario de Estado da Justiça sobre o facto de ter vendido o uma parcela de terreno de centenas de hectares em Alcoentre “e dois ou três meses depois resolve estudar a localização de uma cadeia exactamente na outra ponta do concelho e em terrenos que implicam directamente com a Mata Nacional das Virtudes” destacando que “a preservação e aprofundamento eram reconhecidas no próprio ante-projecto do PROT de Novembro de 2007 (Plano Regional de Ordenamento do Território)”.
O porta-voz da ACISMA interroga-se ainda quanto à transparência desta decisão e apela a Conde Rodrigues que explique “publicamente explicadas pelo Sr. Secretário de Estado. É uma exigência que deve ser feita por todos aqueles que neste concelho têm reflectido sobre os problemas do desenvolvimento sustentado”.
Por outro lado, Daniel Claro argumenta que este investimento poderá ter no futuro “efeitos positivos na economia e muitos mais teria se a sua localização fosse outra”, reforçando que a “localização é absolutamente absurda em termos de ordenamento do território”e que a “nossa condição de concelho com uma forte componente prisional condicionará no futuro investimentos de outra dimensão e a fixação em termos qualitativos quer de empresas quer de uma população”.
Quanto aos postos de trabalho, Claro diz não haver garantias que os trabalhadores sejam maioritariamente da zona de Azambuja “até porque outros estabelecimentos prisionais estão programados para fechar e evidentemente que os funcionários dessas estruturas serão deslocalizados” ao mesmo tempo que argumenta “nada garante que contribuam de uma forma assim tão decisiva para a economia local. Aliás basta olhar para Alcoentre para se perceber que esse potencial não é automático e que por exemplo Rio Maior retirou um efeito bastante mais positivo que o próprio concelho de Azambuja, nomeadamente em termos comerciais” disse.



Saturday, March 08, 2008

Fogo urbano numa arrecadação


Os bombeiros de Azambuja apagaram este sábado um incêndio que deflagrou numa arrecadação perto do largo espírito Santo (parque).

Ao todo foram cerca de dezena e meia de bombeiros que com o apoio de três carros de fogo urbano, driblaram as chamas evitando que se propagassem a uma vivenda anexa que ainda estava em estado de construção.

No local, os populares alertaram os soldados da paz para a existência de diluentes e algumas bilhas de gás, que supostamente estariam na arrecadação, mas que entretanto não se verificou.

Quanto ás causas do incêndio, estas ainda estão a ser apuradas, já que a casa estava desabitada e a arrecadação não tinha ninguém na altura do fogo, uma vez que já passava das oito da noite.

Os proprietários, que entretanto chegaram ao local, disseram desconhecer as origens do fogo, contudo salientaram que vão agora pedir responsabilidades aos empreiteiro, supostamente a única pessoa com acesso á obra.

Thursday, March 06, 2008

Crianças visitam os bombeiros


Cerca de 50 crianças do Centro Social e Paroquial de Azambuja, visitaram esta quinta-feira o quartel dos bombeiros de Azambuja.

Recebidos pelo comandante da corporação Pedro Cardoso, os jovens tentaram satisfazer a curiosidade natural de quem entra pela primeira vez num quartel de bombeiros e fica rodeado de inúmeros carros de fogo e ambulâncias, tendo em conta o que isso significa para o imaginário dos mais pequenos.

Das simples perguntas, ás mais complicadas, as crianças de um modo geral, saíram satisfeitas com a visita mas com uma sensação que poderiam estar ali o resto do dia sem se fartarem do assunto.

Para os bombeiros esta não foi mais uma visita. Foi uma visita de estudo, mas integrada no objectivo de aproximar os vários escalões etários da corporação.

Thursday, February 28, 2008

DAE: O aparelho que Salva Vidas


No concelho de Azambuja apenas os profissionais da Cruz Vermelha estão autorizados a usar um desfriblilhador.
Os bombeiros de Azambuja e Alcoentre também têm este equipamento, mas a mesma lei que os obriga a possuírem-no, impede-os de o usarem. Os comandantes dos corpos de bombeiros do concelho dizem que não podem, mas se for preciso utilizam-nos.



As ambulâncias dos corpos de bombeiros do país são obrigadas por lei a possuírem um desfibrilhador, porém são poucos os que os podem utilizar, já que a mesma lei que obriga os veículos de socorro a terem o equipamento, impede os soldados da paz de os usar, obrigando-os em casos agudos a aguardarem por um médico.
Esta é uma situação recorrente em todo o país, mas que os bombeiros querem que mude dentro da legislação que está para ser aprovada.
No entanto ao invés das corporações de bombeiros, os elementos da Cruz Vermelha podem utilizar o equipamento, mesmo sem supervisão médica.
Segundo José Torres comandante da Cruz Vermelha de Aveiras de Cima, todos os elementos daquela instituição estão credenciados para usar o equipamento. O responsável salienta que “todos os elementos têm reciclagens sobre o assunto, e lá para o final do ano irá um grupo fazer uma reciclagem” e vinca que “a vertente dos cursos da Cruz Vermelha não se fica pelas credenciações nacionais, porque a nossa estrutura permite-nos trabalhar em qualquer parte do mundo”.
Já nos bombeiros a situação é diferente. Em Alcoentre, Manuel Agostinho comandante da corporação, assume a que existência do equipamento é uma mais valia. O responsável diz que na teoria a associação não pode usar aquele equipamento “mas utilizamo-lo. E estou aqui para assumir a responsabilidade de o usar”.
Em Alcoentre existem dois DAE (Desfriblinhador Automático Externo) disponíveis nas duas ambulâncias de emergência da corporação. Manuel Agostinho assegura que os voluntários de Alcoentre têm pessoal devidamente formado, sob orientação de um cardiologista “que gere aquilo que fazemos” e lamenta o facto que o assunto não esteja a ser devidamente ponderado, e explica que na sua opinião “existe uma retracção que sejam apenas as equipes médicas a usar o equipamento”.
Uma situação que diz não ser a mais correcta e aponta os outros países da Europa como exemplo, onde existem esse equipamentos espalhados um pouco por toda a parte “nomeadamente em locais públicos”. Segundo Manuel Agostinho, os DAE podem ser usados por qualquer pessoa, desde que tenham os “os conhecimentos mínimos para os operar, não compreendemos porque é que em Portugal não se libera o seu uso”.
Manuel Agostinho diz que o DAE é fácil de operar “é um equipamento automático que analisa o que se passa ao nível do paciente, não há descargas não controladas” e o próprio equipamento faz a gestão passo a passo da sua utilização.
Pedro Cardoso, comandante dos bombeiros de Azambuja lamenta também o facto dos bombeiros não poderem usar o equipamento. Nas ambulâncias de Azambuja, existe apenas um desfibrilhador “porque o investimento é muito grande, cada equipamento custa perto de cinco mil euros” e lamenta que os bombeiros peçam com insistência formação “e ninguém nos dá. É uma guerra que tem existido com a Escola Nacional de Bombeiros, a liga e o ministério da saúde, e esperamos e desejamos que a nova ministra da saúde tenha uma abertura diferente” e diz ter esperança que o novo presidente do INEM, possa alterar as politicas que têm sido seguidas até aqui.
Pedro Cardoso lamenta também que em Portugal o DAE “seja considerado um acto médico, e que os médicos os possam utilizar”. O operacional diz que existem situações caricatas no país ao nível da utilização do DAE “como por exemplo, há elementos da SONAE que têm formação e podem utilizar. Segundo um jornal que hoje fala no assunto, todas as empresas deste grupo têm desfriblilhadores e podem usar”.
Cardoso é lacónico e peremptório. O comandante dos bombeiros de Azambuja diz que das autoridades “espero que nos façam o favor de nos dar formação e que nos façam o favor de deixar salvar pessoas” disse.


Castro de Vila Nova de São Pedro valorizado


A Câmara de Azambuja prepara-se para expropriar os terrenos onde está o castro de Vila Nova de São Pedro. O assunto já se arrasta há alguns anos, e a câmara diz não ter condições financeiras para pagar as verbas exigidas pelos proprietários.
Em breve o Castro será requalificado e será construído um centro de interpretação, tudo para valorizar o monumento



Ainda não existem datas concretas, mas a expropriação dos terrenos onde está o Castro de Vila Nova de São Pedro já é uma certeza.
Joaquim Ramos presidente da Câmara Municipal de Azambuja disse esta semana que a expropriação é a única forma de valorizar o Castro, porque todas as negociações com os proprietários dos terrenos foram goradas.
As declarações do autarcas foram proferidas no final de uma visita do executivo municipal à freguesia de Vila Nova de São Pedro, a freguesia mais a norte e mais distanciada da sede de concelho.
O assunto já se arrastava há vários anos, até porque o preço pedido pelos proprietários nunca foi consentâneo com as pertenças da autarquia.
O processo dará agora entrada no tribunal, e a autarquia quer candidatar a requalificação do Castro a fundos comunitários, “e inserindo nisso também a Casa João Moreira” vincando que ambos os projectos serão compatibilizados.
Joaquim Ramos salienta entretanto que todo o projecto de requalificação deverá ser integrado “numa intervenção mais ampla. Se não daqui a vinte ou trinta anos está tudo irremediavelmente perdido”.
Este projecto irá também beneficiar, segundo o autarca, do empreendimento turístico previsto para o alto concelho. Ramos lembra entretanto que a par desta situação. Está também um protocolo já assinado com a associação portuguesa de arqueólogos, anunciando também a construção de um centro de interpretação do Castro, que terá como local a casa João Moreira, adquirida pela autarquia há alguns anos.
Já em Outubro do ano passado, Marco Leal vereador com o pelouro do turismo, apontava a expropriação do terreno como a única alternativa para requalificar o monumento.
O vereador lamentava também que os populares de Vila Nova de São Pedro, não se envolvam nesta matéria “sinto pena que só se fale do Castro em época de eleições. Não só pela oposição, mas também por parte das pessoas de Vila Nova de São Pedro. Muitas delas moram lá há anos. Passam lá e nem sabem em que estado é que aquilo está”.
Todos os contactos feitos com os proprietários revelaram-se inócuos. Os autarcas lamentam o estado em que o monumento se encontra, contudo a autarquia necessita de uma autorização para fazer a limpeza do mato que entretanto cresce a olhos vistos.
Mas à volta do Castro a limpeza também é necessária. Há quem despeje lixo e entulho, mas há também os restos de um estaleiro, que ali funcionou enquanto decorriam as obras de saneamento da freguesia.
Joaquim Ramos presidente da autarquia, salienta entretanto que para o alto concelho está prevista a implantação de um projecto turístico.
O edil não avança com muitos pormenores sobre o assunto, remetendo para Março, qualquer declaração sobre o projecto, altura em será apresentado oficialmente à autarquia em forma de proposta.
Ramos considera que o projecto, que vai abranger as quatro freguesias do alto concelho (Alcoentre, Manique, Macussa, Vila Nova de São Pedro), poderá ser uma mais valia também para o castro, contudo rejeita a ideia que tal projecto funcione como alternativa à estratégia delineada com a implantação do aeroporto na Ota.
Joaquim Ramos diz que a ida da infra-estrutura para Alcochete veio acelerar o empreendimento turístico, que nunca esteve dependente da construção do aeroporto na Ota.

Executivo visita Vila Nova de São Pedro

Situada a norte do concelho de Azambuja, Vila Nova de São Pedro é a mais distante da sede de concelho. Talvez por isso, os habitantes da freguesia tentam fazer a sua vida vidada para o concelho vizinho do Cartaxo.
Contudo a abertura do nó do Cartaxo de acesso à Auto-Estrada do Norte, veio trazer mais gente e mais construção para a freguesia, mas sobretudo para os Casais de Além.
Lúcio Costa presidente da junta de freguesia, diz que localidade tem crescido nos últimos anos, e que nesta altura uma das principais preocupações prende-se com o abastecimento de água e saneamento básico.
Numa vista levada a cabo pelo executivo camarário, ficaram patentes as preocupações do presidente da junta. O autarca aproveitou o momento para dar a conhecer algumas das suas preocupações, como é o caso da conduta de abastecimento de água a Casais de Além. A infra-estrutura tem mais de 20 anos, e como está num terreno com um declive acentuado, pode a médio prazo vir a dar problemas. Assim e aproveitando algumas obras que decorrerão naquela parte da freguesia, Joaquim Ramos presidente da câmara, assumiu o compromisso de corrigir o traçado da conduta, anunciando o inicio do processo para esta semana.
Lúcio Costa esclareceu entretanto que a rede de águas “é muito antiga” e tendo em conta a qualidade de vida que diz querer manter na freguesia, esse é um assunto muito importante.
Longe dos grandes centros urbanos da região, Vila Nova de São Pedro consegue ainda “reter” o seu aspecto de alguma ruralidade. Esta é uma paisagem cujos autarcas do concelho querem manter a qualquer custo, mas manchada para já pela ETAR (Estação de Tratamento de Águas Residuais) que está situada no Vale de Almoster, cuja paisagem é protegida.
Esse é de resto um assunto também abordado na visita. Em 2001 Joaquim Ramos e o executivo assumiu com a população o compromisso da construção de uma nova ETAR. Algo que posteriormente passou para a empresa Aguas do Oeste e que ainda estuda uma solução para os tratamentos dos esgotos da freguesia.
Quanto a velha ETAR que nunca chegou a ser utilizada, há várias hipóteses em cima da mesa, uma das quais poderá ser a sua utilização para concursos de pesca desportiva.
Joaquim Ramos presidente da autarquia, salientou por seu lado que o contacto com a freguesia em causa foi importante, rejeitando a ideia que vive alheado das grandes questões do alto concelho, lembrando mais uma vez que o turismo deverá ser a alavanca para o desenvolvimento daquela zona.

Wednesday, February 13, 2008

Corte no abastecimento de água nos dias 14 e 15 de Fevereiro em Azambuja



A Câmara Municipal informa que ocorrerão cortes no abastecimento de água na Vila de Azambuja, nos dias 14 e 15 de Fevereiro.

No dia 14 de Fevereiro, entre as 09H00 e as 17H00 ocorrerá um corte de abastecimento de água na Rua dos Campinos, na Rua da Olaria e na Rua do Moinho.No dia 15 de Fevereiro, entre as 09H00 e as 12H00, ocorrerá um corte no abastecimento de água na Travessa do Gordo e na Rua Frei Jerónimo e poderão ocorrer perturbações de abastecimento na Rua Afonso Esteves de Azambuja, Largo do Paço e zonas adjacentes.

Este corte deve-se à substituição de infra-estruturas no âmbito das obras da "Recuperação da Vila de Azambuja - POLIS 5", que visa melhorar as condições de abastecimento de água.
FONTE: NIRP - NÚCLEO DE INFORMAÇÃO E RELAÇÕES PUBLICAS DA CMA

Monday, February 11, 2008

Nova Ponte entre Alverca e Alcochete

O bastonário da Ordem dos Engenheiros revelou hoje que no seminário agendado para terça-feira, para discutir a localização da terceira travessia do Tejo, vai ser apresentada a proposta para uma nova ponte entre Alverca e Alcochete. "Amanhã [terça-feira] vão ser apresentadas duas propostas alternativas [às ligações entre Chelas-Barreiro e Beato-Montijo], uma delas é uma travessia entre Alverca e Alcochete", afirmou Fernando Santo, em declarações à margem do seminário "Novo aeroporto de Lisboa na óptica do ambiente, do ordenamento do território e do desenvolvimento regional", que decorre nas instalações do LNEC. O bastonário não adiantou pormenores sobre esta nova proposta de travessia, não especificando se será rodo-ferroviária ou se será uma alternativa à ponte Chelas-Barreiro. O presidente do Laboratório Nacional de Engenharia Civil (LNEC) disse que a instituição "não tem tempo nem mandato" para estudar outras pontes, além das travessias Chelas-Barreiro e Beato-Montijo. "Essa hipótese não deve ser estudada agora", assegurou Carlos Matias Ramos, adiantando que o LNEC apenas irá estudar as duas travessias já conhecidas, porque são as que "têm estudos e traçados mais aprofundados". A travessia Alverca-Alcochete vai ser apresentada pelo engenheiro Luís Cabral da Silva.

NOTICIA-LUSA

Camara reclama 908 mil euros



A Câmara Municipal de Azambuja quer ser ressarcida das verbas inerentes a compensações dadas à Opel Portugal pelo Estado. Em causa estão 908 mil euros que a câmara de Azambuja reclama pelo facto da empresa não ter cumprido a sua parte do acordo e permanecido em Portugal.

A Câmara Municipal de Azambuja vai exigir do Estado português 908 mil euros. Trata-se das verbas referentes aos incentivos dados à Opel-Portugal, para que esta ficasse em Azambuja e mantivesse os postos de trabalho.
Os números agora apurados, referem-se ás isenções tributárias concedidas pelo governo, e entre as quais se encontram verbas referentes a impostos municipais.
Após o encerramento da empresa em Dezembro de 2006, a câmara de Azambuja anunciou que iria tomar medidas para que o município fosse ressarcido dos valores nunca recebidos, em virtude da empresa ter quebrado o acordo e posteriormente deslocalizada para Espanha.
Quase um ano depois, Joaquim Ramos, que classificou estas isenções como “irregulares” anunciou finalmente que à câmara cabe perto de um milhão de euros, referente a essas isenções.
Na última reunião do executivo, Joaquim Ramos disse que a autarquia iria colocar um processo contra o estado, para reaver essas verbas, e justificou o atraso neste processo, com o facto de “ter sido preciso colocar uma acção prévia no Tribunal Administrativo e Fiscal de Lisboa, para que o Estado fosse intimado, neste caso a Direcção Geral de Finanças para nos dar esses valores” explicando que neste processo foi necessário recorrer a tribunal para que o “Estado nos dissesse quais foram os montantes das isenções de receitas municipais que deu à Opel”.
O edil salientou que as isenções foram concedidas “irregularmente porque a assembleia municipal não as aprovou” e a autarquia também não teve voto na matéria.
Ao todo são 908 mil euros, mas a verba poderá subir ainda mais, pois no valor não estão consignados quaisquer juros de mora, nem os possíveis custos do processo. A acção já deu entrada no tribunal a 21 de Dezembro, aguardando agora o desenrolar do processo.
António Nobre, vereador da CDU, congratulou-se com a medida da autarquia e fez questão de lembrar que no último mandato, na altura como líder da bancada da CDU na assembleia municipal, (PGR) Procuradoria Geral da República e tribunal administrativo sustentando que a “assembleia municipal não tinha sido ouvida “ sobre esta isenção.
António Nobre recordou que à época a resposta Procurador - Geral Adjunto baseou-se no argumento que “como era um investimento no interesse dos trabalhadores não havia fundamento na altura para que a queixa prosseguisse” lembrando que inicialmente o que a CDU pedia era que “MP (Ministério Público) impugnasse a deliberação do governo”.
Mas o processo remonta ao ano 2000. Era primeiro-ministro António Guterres, que à época visitou a fábrica de Azambuja, enaltecendo o desempenho e a sua dinâmica.
Na câmara, de Azambuja foi mesmo apresentada pela CDU, uma proposta de acção judicial contra o Estado, mas foi chumbada pelo PS e por uma vereadora independente eleita pela CDU.
A proposta apresentada por António José Rodrigues, não terá merecido assim o acolhimento da maioria presidida na altura por Carlos Alberto Oliveira, que substituiu o anterior presidente João Benavente à frente dos destinos do município.
Como o PS não tinha maioria, fez então um acordo com Angélica da Conceição, vereadora independente nas lisdas da CDU, algo que na altura mereceu um forte protesto por parte dos comunistas.
Na altura a CDU argumentou que esta decisão do governo colocava em causa alegadas violações da Lei das Finanças Locais por não ter sido consultada a Assembleia Municipal de Azambuja, nem terem sido acautelados mecanismos de compensação.
Na altura o presidente da câmara, Carlos Alberto Oliveira realçou a importância económica da Opel para o concelho, os mais de mil postos de trabalho que assegurava. Também na altura a única vereadora do PS Vírginia Estorninho apresentou uma moção reivindicando compensações do Governo para a redução nas receitas municipais, mas que acabou também por ser rejeitada pelos socialistas e pela vereadora independente.
À época o ministério da economia revelou que por não estarem em causa impostos municipais, não havia lugar à intervenção da Assembleia Municipal.

Assalto na CLC

A Polícia Judiciaria está a investigar um assalto levado a cabo por cinco indivíduos à CLC (Companhia Logística de Combustíveis) em Aveiras de Cima.
O assalto realizado na madrugada de quarta-feira, tinha como objectivo levar a caixa Multibanco que se encontrava no exterior da empresa e para isso muniu-se de uma rebarbadora com a qual conseguiu levar alguns milhares de euros, segundo uma fonte ouvida pelo Vira Ribatejana.
O grupo de assaltantes actuou de rosto coberto e sob ameaça de arma de fogo, manteve sequestrados sete funcionários da empresa, enquanto durou o assalto, cerca de dez minutos.
Os assaltantes que se faziam transportar num jipe de matricula espanhola. Aproveitou a mudança de turno dos seguranças para levar a cabo a acção.
Segundo a nossa fonte,
Os assaltantes, que de acordo com testemunhos, tinham o plano bem elaborado, conseguiram retirar a caixa Multibanco que estava embutida na parede, que posteriormente abriram através do recurso a uma rebarbadora.
Ao local, acorreu de imediato a GNR de Aveiras de Cima, que por se tratar de um crime feito com ameaça de arma de fogo, o entregou à polícia judiciária (PJ)
A PJ acredita no entanto e segundo a agencia Lusa, que este crime possa estar ligado a outros semelhantes que ocorreram horas antes em Torres Vedras e em Pombal.

ASSALTO A VIATURAS Á PORTA DO CEMITÉRIO AZAMBUJA



Os assaltos à porta do cemitério de Azambuja estão a preocupar os cidadãos que ali se deslocam para visitar os seus entres queridos.
Segundo apurou o Vira Ribatejana, os assaltos têm sido mais frequentes, algo que não deixa a população indiferente ao sucedido, nem tão pouco as autoridades, que receberam algumas queixas por pequenos furtos.
A maioria dos assaltos é preocupante “porque dão-se em plena luz do dia” confidenciou um munícipe que não quis ser identificado ao nosso jornal.
Com efeito na última quarta-feira, Francisco Graça, bombeiro em Azambuja deslocou-se, como faz com alguma regularidade, ao cemitério para visitar a campa de Pedro Salema, o bombeiro falecido em Agosto último.
A visita que não durou mais de 20 minutos acabou da pior forma, com o carro vandalizado num pneu e num vidro e o furto de uma pasta que continha alguns documentos.
Segundo Francisco Graça, o carro estava estacionado à porta do cemitério, em plena Estada Nacional 3, e não há testemunhas do sucedido.
Nos últimos meses, algumas queixas têm chegado ao posto da GNR de Azambuja, mas segundo uma fonte, muitas pessoas preferem não apresentar qualquer queixa.
Ainda no último verão, outra viatura de marca Peugot foi vandalizada no memo local. Na altura também um pneu fora furado e a porta forçada para os meliantes chegarem junto de uma carteira.
Fonte da GNR salientou porém que não têm sido frequentes nas últimas semanas este tipo de furtos naquele local, contudo ao Vira Ribatejana a mesma fonte vincou que as autoridades reforça sempre a vigilância naquele espaço quando existe um maior fluxo de visitas ao cemitério, como é o caso dos fins de semana e feriados.

Thursday, February 07, 2008

Dois Tristes Tigres


Um casal de tigres provenientes do circo Chen, lançaram a confusão e alguns momentos de pânico em Azambuja, a passada quarta-feira.
Os dois animais fugiram de uma caravana, que por estar avariada, foi deixada em frente à Quinta da Marquesa em plena estada nacional 3.
Segundo Miguel Chen, proprietário do circo, em declarações ao Vira Ribatejana, os animais soltaram-se, enquanto o funcionário se deslocava ao Cartaxo para ir buscar água e comida para os felinos, e embora a viatura estivesse imobilizada desde as dez da noite de terça-feira, o alarme só foi dado pela madrugada, já perto das seis da manhã.
Alguns automobilistas, alertaram as autoridades locais, que em conjunto com os funcionários do circo estiveram envolvidas nas buscas, bem como todo um dispositivo de trabalhadores da Câmara Municipal de Azambuja e da GNR que comandou as operações no terreno.
Segundo Miguel Chen, os dois animais não eram perigosos, contudo o facto de não estarem no seu “palco” habitual, causou-lhes algum nervosismo, o que os tornou imprevisíveis.
Por volta das 7 da manha, e já com a luz do dia, os responsáveis do circo e os militares da GNR iniciaram as buscas. Os dois animais foram detectados bem cedo, mas a captura de um deles, uma fêmea com 120 quilos, tornou-se complicada.
O primeiro animal foi apanhado sem problemas ás 7.45 da manhã. Era o macho que não ofereceu qualquer resistência aos tratadores, que o conseguiram atrair para um local, onde posteriormente construíram uma jaula improvisada e embora o animal fosse manso, os responsáveis pelo circo optaram por enjaula-lo com algumas precauções. Ao longe foi possível a um ainda pequeno numero de populares testemunharem que a tenra idade do tigre ainda requeria algumas brincadeiras com os tratadores. Antes de entrar para a jaula, o animal ainda se enrolou na erva e brincou com algumas canas, como se de um gato doméstico se tratasse.
Localizado e imobilizado o primeiro felino, os homens avançaram em direcção à zona da guarita. Era lá que estava a Andra, uma fêmea nervosa e ferida numa pata, depois de tentar passar por uma cerca de arame farpado.
Durante mais de cinco horas, tratadores funcionários do circo e da autarquia tentaram em vão que Andra entrasse para uma outra jaula improvisada. Mas o animal estava nervoso e de vez em quando e sempre que assustava, irrompia contra uma pequena rede que a separava da estrada e das pessoas, lançando o pânico geral a todos que ai estava, desde jornalistas a militares da GNR, e funcionários da autarquia. O primeiro momento mais denso, foi quando um helicóptero de uma estação de televisão sobrevoou o local ficando nervosa e chegou a atirar-se para cima da rede com alguma violência.
Um segundo momento mais tenso, deu-se depois dos tratadores tentarem fazer com que Andra entrasse à força para a jaula, aí o animal assustou-se e chegou mesmo a vir à estrada, assustando também todos os que ali estavam, mas sem consequências.
O pesadelo só acabou quando chegaram os funcionários do jardim zoológico e do ICN (Instituto Conservação da Natureza) com os tranquilizantes para acalmar e resgatar o animal.
Foi então alargado mais uma vez o perímetro de segurança e o animal foi alvejado com dois tiros. O primeiro na pata dianteira, o segundo na pata traseira.
Minutos depois, a situação era dada como controlada e finalmente as centenas de curiosos, que entretanto foram chegando ao local e os inúmeros jornalistas presentes puderam respirar de alívio.
Esta situação está agora na mira das autoridades. Miguel Chen sustentou que na sua opinião, alguém terá aberto as jaulas aproveitando o facto do funcionário se ter ausentado, e mesmo sem querer apontar o dedo a alguém, diz desconfiar “Da concorrência” sublinhando que terá sido deixada uma corda numa das portas para que as jaulas não se fechassem.
Entretanto a GNR anunciou a abertura de um inquérito à fuga de dois tigres segundo o responsável do Serviço de Protecção da Natureza e do Ambiente, o Major Jorge Amado que coordenou a captura do último tigre.
Jorge Amado, terá justificado o pedido de intervenção do ICN com a necessidade de um técnico veterinário com experiência em administrar tranquilizantes neste tipo de animais, uma vez que o veterinário municipal da câmara de Azambuja não o podia fazer em condições.
Aliás a própria autarquia não sabe a quem imputar os custos desta operação. Segundo José Manuel Pratas, vereador com a área da protecção civil, não consta do regulamento da autarquia este tipo de situações com este tipo de animais. Nesse sentido o vereador sublinhou que o caso será entregue aos serviços jurídicos para analisar a situação.

Saturday, January 26, 2008

Câmara reduz taxas em 80%



O presidente da Câmara da Azambuja anunciou sexta-feira que os proprietários de terrenos que estiveram impedidos de construir devido à hipótese de o aeroporto ser instalado na Ota terão uma redução de 80 por cento nas taxas municipais. No caso de pretenderem retomar os processos de construção, parados desde 1999, os proprietários serão compensados com uma redução nas taxas municipais, segundo uma proposta que o presidente da autarquia, Joaquim Ramos (PS), vai apresentar em sessão de câmara. "Para compensação das pessoas que quiseram construir ou legalizar as suas casas vou levar uma proposta à Câmara e à Assembleia Municipal para que as taxas sejam reduzidas a 80 por cento", disse Joaquim Ramos durante uma reunião, sexta-feira à noite, com os proprietários afectados pelas medidas preventivas. As medidas visaram reservar terrenos para a construção do aeroporto na zona da Ota, concelho de Alenquer, com o qual Azambuja faz fronteira. Com a alteração da localização do novo aeroporto de Lisboa para o Campo de Tiro de Alcochete as medidas deverão ser levantadas até ao mês de Março, adiantou o autarca. O presidente da Câmara informou ainda as cerca de cem pessoas que compareceram no encontro que quem pretenda aconselhamento jurídico poderá dirigir-se a um gabinete criado para o efeito. Nesse gabinete, os interessados serão informados de como proceder caso pretendam ser ressarcidos por eventuais prejuízos financeiros. "Se alguém entende que deve pôr o Estado em Tribunal temos um jurista na Câmara a quem podem colocar o problema concreto e ver se há viabilidade de avançar com esse processo", concretizou o presidente da autarquia. Os proprietários que intervieram queixaram-se dos prejuízos de não terem podido construir casas nos seus terrenos tendo sido obrigados a comprar apartamentos e afirmaram que, apesar da redução das taxas, o retomar dos processos vai acarretar novos custos financeiros. Neste concelho as freguesias mais afectadas pelas medidas foram Azambuja e Aveiras de Cima. A decisão do Governo de optar pela localização do novo aeroporto de Lisboa em Alcochete, em detrimento da Ota, vai originar o levantamento das medidas preventivas, voltando a ser possível construir nas zonas em que não haja impedimentos dos Planos Directores Municipais. Desde 2003 deram entrada na autarquia de Azambuja cerca de duas centenas de processos que foram rejeitadas por pareceres da ANA (Aeroportos de Portugal). Entre 1999 e 2003 a Câmara de Azambuja não efectuou o levantamento do número de processos indeferidos.


EXTRA/ COM LUSA

O Regresso do Jardim-Escola


A Santa Casa da Misericórdia de Azambuja inaugurou este sábado a reconversão e recuperação do centro de acolhimento Jaime Abreu da Mota.
O antigo Jardim-Escola, como muitos lhe chamam está agora transformado num moderno edifício destinado a acolher as crianças mais novas que posteriormente são transportadas pelos auto-carros da instituição, para a creche.
O novo espaço comporta também um são nobre e dois pisos destinados aos mais novos, quer do ATL como da creche.
Na ocasião o provedor Armando Aparício, anunciou a compra de mais um autocarro e o inicio das obras de ampliação do lar de idosos.

Monday, January 21, 2008

GDA COM 58 ANOS APRESENTA GALA DO DESPORTO


O Grupo Desportivo de Azambuja (GDA) levou a cabo no passado sábado a terceira Gala do Desporto.
A iniciativa que se realiza há três anos, tem como objectivo homenagear os associados e os atletas do clube que completa este ano 58 anos de existência.
Assim os homenageados são:
Sócia do Ano - Filomena Deus
Dirigente do Ano - Carlos Lourenço - Tesoureiro - Direcção
Seccionista do Ano - Paulo Simões - Futsal Juvenil
Treinador do Ano - Julio Matins - BAdminton
Atleta Revelação - Beatriz Fuzeiro – Karate
Atleta do Ano - Filipe Lucas –
Karate Carreira/Prestigio - António Manuel Cachado
Excelência- Alexandre Grazina
Saudade - Caetano Pinto - Sócio nº1
Segundo Alexandre Grazina presidente do clube, o sócio número 1 fez questão de doar ao clube de parte do seu espólio enquanto praticante de Ping Pong.
Para o próximo sábado, está marcado para o espaço EPAC o jantar de encerramento das festividades das comemorações dos 58 anos. A iniciativa começará pelas 20.30 e destina-se a todos os sócios e atletas da instituição.

Ministra Inaugra Esola em Manique do Intendente


Maria de Lurdes Rodrigues Ministra da Educação inaugura esta terça-feira a escola c+s de Manique do Intendente.

O edifício já pedias obras há largos anos, e depois de muita insistência e muitas reuniões a autarquia conseguiu finalmente que o edifício fosse totalmente reabilitado.

Longe dos velhos barracões pré-fabricados, os alunos de Manique têm agora salas de aula novinhas em folha, bem como um refeitório/cozinha/bar em condições de higiene.

Para além disso possuem agora novos materiais, como é o caso de quatros inter-activos e novos computadores.

Saturday, January 19, 2008

Bombeiros fazem rastreio


Este sábado os bombeiros de Azambuja levaram a cabo um rastreio gratuito á população. Glicemia, Pressão Arterial e Ritmo Cardiaco foram os alvos desta iniciativa que decorreu junto ao mercado diário de Azambuja e no largo da câmara.

Ao longo da manhã a população foi convidada pelos soldados da paz a fazerem um chekup que para muitos serviu de alerta para eventais situações mais delicadas.

Ao todo os bombeiros de Azambuja rastrearam mais de meia centena de municipes que louvaram a iniciativa, integrada de resto, nas comemorações dos 76 anos da associação.

Tuesday, January 15, 2008

Câmara de Azambuja quer "VIAVERDE" para o desenvolvimento



Joaquim Ramos presidente da Câmara Municipal de Azambuja vai por em marcha o plano de desenvolvimento alternativo, áquele que estava previsto com a implantação do aeroporto na Ota.
O autarca chamou os jornalistas esta segunda-feira e comunicou que para além do novo plano, a autarquia irá pedir medidas compensatórias para os municipes que de uma forma ou outra foram afectados por esta decisão do governo.
Joaquim Ramos assegura que embora condicionado, o modelo que esteve em prática desde 2005, tinha como base a implantação da estrutura em Ota, afectando uma zona a oeste do municipio de Azambuja, constituido pelas freguesias de Aveiras de Cima e Vale do Paraiso.
Para Joaquim Ramos houve alguns prejuizos com toda esta espera e espectativa gerada em torno da estrutura. Existiram mesmo alguns projectos que ficaram condicionados, no que toca ao investimento público como foram os casos das acessibilidade ou de outros projectos ligados ás mais varioadas áreas, na área social, cultural e até mesmo na saúde.
Com a implantação do projecto alternativo, Joaquim Ramos diz ter conciencia que não haverá "o bumb na construção que haveria com o aeroporto na Ota. Mas será ambientalemnte mais sustentado"
Segundo Joaquim Ramos alguns dos municipios abranjidos por esta questão, tinham no seu plano de desenvolvimento alguns equipamentos que dependiam quase exclusivamente do aeroporto. Mas no caso de Azambuja, o autarca salienta as acessibilidades devem ser a prioridade nas reivindicações ao governo.
O autarca vinca que este volte-face na decisão da localização do Aeroporto deverá ser agora compensada pelo governo. É nesse sentido que Ramos defende a criação de uma "Via Verde" para a implatação e aprovação de projectos, uma especide de "programa especial de investimentos que compense o atraso que se verificou esses dois anos em termos de investimento público".
Joaquim Ramos defende que existem projectos que necessitam de um acompanhamento mais intreventivo do governo. São os casos de novas acessibilidades onde destaca a duplicação da estrada nacional 3 e a variante em Vila Nova da Rainha á mesma estrada, e a insercção no nó da Auto-estrada no Carregado.
Por outro lado, lembra ainda a necessidade de uma variante na Vila de Aveiras de Cima, á actual estrada nacional 366 "e achamos que é fundamental uma ligação da estrada nacional 1 e a 366, mas isso é um projecto entre Azambuja e Alenquer, que ligue transversalmente os dois concelhos".
nesse contexto diz Joaquim Ramos, há acessibilidades que já estavam definidas em termos da Ota " e são acessibilidades que queremos ver garantidas que são um conjunto de acessibilidades que tambem não tem a ver com a questão do aeroporto", questões que serão colocadas numa reunião agendada com o Governo e onde estarão presentes os autarcas da região Oeste.
Joaquim Ramos, diz entrtanto que mantem a sua intenção de criar um gabinete juridico na autarquia, para ajudar os municipes a reivindicar os seus direitos junto do Estado. O gabinete já anunciado nos jornais locais, terá como objectivo ajudar legalmente as pessoas que tiveram abrangidas pelas medidas restritivas do aeroporto durante cerca de dez anos. São medidas relativas á construção de habitação propria em em terrenos que serviram de servidão para o futuro aeroporto" e que devem ser ressarcidas relativamente a essas medidas restritivas".
O autarca salienta que os municipes deverão agora avaliar o prejuizo que tiveram com estas medidas. Caberá depois aos mesmos deslocar-se ao gabinete que o autarca irá colocar em marcha, para reivindicar do Estado algumas contrapartidas pelos dez anos de medidas restritivas.
O edil salienta ainda que a autarquia poderá também dar um contributo para que se minimize o impacto das medidas impostas pelo governo há dez anos. Joaquim Ramos destaca como exemplo, e logo após o levantamento da medidas, a celeridade em processos de construção nas áreas afectadas. Ou seja a autarquia estará disposta a agilizar alguns processos para a construção de habitação "daremos uma especial atenção a esses casos".
Embora a decisão já esteja tomada, Joaquim Ramos não quis dizer se mantinha as reservas ao estudo apresentado pela CIP ao governo e que culminou no reves da situação.O autarca não quis adiantar promenores salienta que na qualidade de cidadão gostaria de saber quem é que financiou o estudo "e como se chegou á diferenca de custos porque ninguem prtecebe".
O ano que passou não foi economicamente bom para o municipio de Azambuja. O concelho ficou marcado, primeiro pelo encerramento da Opel, e agora pela deslocalização do projecto do aeroporto para Alcochete. Joaquim Ramos salienta entretanto que a autarquia tem prevista para os proximos meses, uma campanha com vista á atracção de novos investidores. Nesse sentido destacou que teve oportunidade de concersar com alguns empresarios e promotores "para os quais o aeroporto não era um factor determinantes". Já para o futuro, há projectos, que segundo Joaquim Ramos "a localização em Ota ou Alcochete não é determinante". Por outro lado o autarca vinca que a o processo da Opel ainda não está fechado, destacando que a cãmara processou o estado tendo como objectivo ser ressarcida pelo facto do governo ter isentado a Opel, no pagamento de alguns impostos importantes para os cofes do municipio.
Toda esta questão da Ota, movimentou e criou uma serie de opiniões de norte a sul do concelho de Azambuja. António Jorge Lopes, antigo vereador do PSD na cãmara de Azambuja, chegou mesmo a pedir a demissão do autarca aos microfones ds Rádio Ribatejo.
Em causa estava a estragegia anunciada por Joaquim Ramos que inglobava a Ota como factor determinsnte para o o desenvolvimento do municipio.
Na resposta, Joaquim Ramos salientou não ter ouvido o pedido de António Jorge Lopes. O autarca salientou que todos os municipios da margem norte se empenharam na Ota "não ouvi o PSD de nenhum desses concelhos pedir a demissão do respectivo presidente da camara" e acrecenta ironicamente "se calhar o doutor Jorge Lopes enganou-se ele não deve querer a minha demissão, mas sim a da câmara, o que é diferente, mas tem de esperar um ano e meio para ser candidato. Mas isso é uma quesão interna do PSD" disse.

Bombeiros de Azambuja promovem rastreio

Os Bombeiros Voluntários de Azambuja vão oferecer á população do concelho um rastreio gratuito. A iniciativa que pretende verificar a glicemia, o ritmo cardíaco e a pressão arterial, insere-se na comemoração dos 76 anos da corporação assinalada este sábado.
Desse modo, os voluntários vão ter dois pontos de contacto com o público. Um no largo da câmara e outro no mercado diário da vila durante a manhã deste sábado.
A iniciativa aberta a toda a população, tem como objectivo aproximar a associação dos munícipes, tendo em conta que o ano de "2008 será de mudanças" conforme referiu ao nosso jornal Pedro Cardoso comandante dos voluntários de Azambuja.
O operacional lembra que, embora sem muito sucesso em 2006, a corporação irá voltar a apostar em cursos de primeiros socorros ministrados á população de forma gratuita durante o corrente ano.
Todas estas iniciativas inserem-se no aniversário da corporação, este ano assinalado de forma mais discreta devido ao falecimento em serviço do bombeiro Pedro Salema em Agosto último.
Este ano e sem clima para grandes festas, os voluntários vão juntar-se num almoço convívio, e onde o comandante dos bombeiros, bem com o presidente da direcção António Manuel Duarte, deverão fazer o balanço deste último ano de exercício.
Pedro Cardoso, vão aproveitar este almoço para agradecer aos bombeiros, mas também para lembrar que a falta de voluntários tem sido significativa, apelando a que cada cidadão dê um pouco do seu tempo a este tipo de casas.

Wednesday, December 26, 2007

CDU CONTRA AUMENTO DA ÁGUA


A água em Azambuja deverá aumentar no próximo ano cerca de Azambuja por cento. Este é um aumento já contestado pela CDU, que em comunicado enviado à população, lamenta este aumento.
Em declarações ao Vida Ribatejana, António Nobre vereador comunista na autarquia azambujense, lamenta o sucedido, lembrando que quando a proposta foi apresentada, a CDU” não só se manifestou contra o mesmo, como publicamente informou a população, através de comunicado, sobre o exagerado incremento do preço da água que iria ocorrer”.
António Nobre salienta já em Janeiro de 2006 tinha votado contra a proposta da autarquia, lembrando na altura que os aumentos poderiam “ ser superiores em quase 70% ao cobrado naquela data daí que o vereador comunista volte a frisar que a CDU se opôs aos aumentos “por entendermos não estarem suficientemente evidenciadas as razões de tal aumento escalonado para a duração do presente mandato”.
António Nobre diz entretanto que as contas da autarquia no que toca à água “visava sobretudo tornar mais atractiva para a empresa privada, cuja gestão do sistema, a maioria socialista se propõe concessionar”. Nesse sentido o vereador da CDU considera que a câmara “agiu com reserva mental e prejudicando gravemente os munícipes fazendo-os pagar os elevados preços pela água que todos consomem”.
A CDU defende entretanto que os serviço das águas deve ser mantido “na esfera pública, melhorando o respectivo serviço com recurso aos mais modernos sistemas de gestão” e acrescenta que os investimentos devem ser programados “à sua expansão e manutenção” bem como o “combate aos desperdícios originados na rede instalada e aos consumos supérfluos”.
No plano dos funcionários, António Nobre defende “uma política de pessoal ajustada ao tipo de serviço por forma a dar resposta cabal e atempada à gestão de incidentes, e não como hoje sucede, se calhar como justificação para a dita concessão, ou melhor privatização, em que a solução das avarias se prolonga demasiado no tempo” disse.