Monday, February 11, 2008

Assalto na CLC

A Polícia Judiciaria está a investigar um assalto levado a cabo por cinco indivíduos à CLC (Companhia Logística de Combustíveis) em Aveiras de Cima.
O assalto realizado na madrugada de quarta-feira, tinha como objectivo levar a caixa Multibanco que se encontrava no exterior da empresa e para isso muniu-se de uma rebarbadora com a qual conseguiu levar alguns milhares de euros, segundo uma fonte ouvida pelo Vira Ribatejana.
O grupo de assaltantes actuou de rosto coberto e sob ameaça de arma de fogo, manteve sequestrados sete funcionários da empresa, enquanto durou o assalto, cerca de dez minutos.
Os assaltantes que se faziam transportar num jipe de matricula espanhola. Aproveitou a mudança de turno dos seguranças para levar a cabo a acção.
Segundo a nossa fonte,
Os assaltantes, que de acordo com testemunhos, tinham o plano bem elaborado, conseguiram retirar a caixa Multibanco que estava embutida na parede, que posteriormente abriram através do recurso a uma rebarbadora.
Ao local, acorreu de imediato a GNR de Aveiras de Cima, que por se tratar de um crime feito com ameaça de arma de fogo, o entregou à polícia judiciária (PJ)
A PJ acredita no entanto e segundo a agencia Lusa, que este crime possa estar ligado a outros semelhantes que ocorreram horas antes em Torres Vedras e em Pombal.

ASSALTO A VIATURAS Á PORTA DO CEMITÉRIO AZAMBUJA



Os assaltos à porta do cemitério de Azambuja estão a preocupar os cidadãos que ali se deslocam para visitar os seus entres queridos.
Segundo apurou o Vira Ribatejana, os assaltos têm sido mais frequentes, algo que não deixa a população indiferente ao sucedido, nem tão pouco as autoridades, que receberam algumas queixas por pequenos furtos.
A maioria dos assaltos é preocupante “porque dão-se em plena luz do dia” confidenciou um munícipe que não quis ser identificado ao nosso jornal.
Com efeito na última quarta-feira, Francisco Graça, bombeiro em Azambuja deslocou-se, como faz com alguma regularidade, ao cemitério para visitar a campa de Pedro Salema, o bombeiro falecido em Agosto último.
A visita que não durou mais de 20 minutos acabou da pior forma, com o carro vandalizado num pneu e num vidro e o furto de uma pasta que continha alguns documentos.
Segundo Francisco Graça, o carro estava estacionado à porta do cemitério, em plena Estada Nacional 3, e não há testemunhas do sucedido.
Nos últimos meses, algumas queixas têm chegado ao posto da GNR de Azambuja, mas segundo uma fonte, muitas pessoas preferem não apresentar qualquer queixa.
Ainda no último verão, outra viatura de marca Peugot foi vandalizada no memo local. Na altura também um pneu fora furado e a porta forçada para os meliantes chegarem junto de uma carteira.
Fonte da GNR salientou porém que não têm sido frequentes nas últimas semanas este tipo de furtos naquele local, contudo ao Vira Ribatejana a mesma fonte vincou que as autoridades reforça sempre a vigilância naquele espaço quando existe um maior fluxo de visitas ao cemitério, como é o caso dos fins de semana e feriados.

Thursday, February 07, 2008

Dois Tristes Tigres


Um casal de tigres provenientes do circo Chen, lançaram a confusão e alguns momentos de pânico em Azambuja, a passada quarta-feira.
Os dois animais fugiram de uma caravana, que por estar avariada, foi deixada em frente à Quinta da Marquesa em plena estada nacional 3.
Segundo Miguel Chen, proprietário do circo, em declarações ao Vira Ribatejana, os animais soltaram-se, enquanto o funcionário se deslocava ao Cartaxo para ir buscar água e comida para os felinos, e embora a viatura estivesse imobilizada desde as dez da noite de terça-feira, o alarme só foi dado pela madrugada, já perto das seis da manhã.
Alguns automobilistas, alertaram as autoridades locais, que em conjunto com os funcionários do circo estiveram envolvidas nas buscas, bem como todo um dispositivo de trabalhadores da Câmara Municipal de Azambuja e da GNR que comandou as operações no terreno.
Segundo Miguel Chen, os dois animais não eram perigosos, contudo o facto de não estarem no seu “palco” habitual, causou-lhes algum nervosismo, o que os tornou imprevisíveis.
Por volta das 7 da manha, e já com a luz do dia, os responsáveis do circo e os militares da GNR iniciaram as buscas. Os dois animais foram detectados bem cedo, mas a captura de um deles, uma fêmea com 120 quilos, tornou-se complicada.
O primeiro animal foi apanhado sem problemas ás 7.45 da manhã. Era o macho que não ofereceu qualquer resistência aos tratadores, que o conseguiram atrair para um local, onde posteriormente construíram uma jaula improvisada e embora o animal fosse manso, os responsáveis pelo circo optaram por enjaula-lo com algumas precauções. Ao longe foi possível a um ainda pequeno numero de populares testemunharem que a tenra idade do tigre ainda requeria algumas brincadeiras com os tratadores. Antes de entrar para a jaula, o animal ainda se enrolou na erva e brincou com algumas canas, como se de um gato doméstico se tratasse.
Localizado e imobilizado o primeiro felino, os homens avançaram em direcção à zona da guarita. Era lá que estava a Andra, uma fêmea nervosa e ferida numa pata, depois de tentar passar por uma cerca de arame farpado.
Durante mais de cinco horas, tratadores funcionários do circo e da autarquia tentaram em vão que Andra entrasse para uma outra jaula improvisada. Mas o animal estava nervoso e de vez em quando e sempre que assustava, irrompia contra uma pequena rede que a separava da estrada e das pessoas, lançando o pânico geral a todos que ai estava, desde jornalistas a militares da GNR, e funcionários da autarquia. O primeiro momento mais denso, foi quando um helicóptero de uma estação de televisão sobrevoou o local ficando nervosa e chegou a atirar-se para cima da rede com alguma violência.
Um segundo momento mais tenso, deu-se depois dos tratadores tentarem fazer com que Andra entrasse à força para a jaula, aí o animal assustou-se e chegou mesmo a vir à estrada, assustando também todos os que ali estavam, mas sem consequências.
O pesadelo só acabou quando chegaram os funcionários do jardim zoológico e do ICN (Instituto Conservação da Natureza) com os tranquilizantes para acalmar e resgatar o animal.
Foi então alargado mais uma vez o perímetro de segurança e o animal foi alvejado com dois tiros. O primeiro na pata dianteira, o segundo na pata traseira.
Minutos depois, a situação era dada como controlada e finalmente as centenas de curiosos, que entretanto foram chegando ao local e os inúmeros jornalistas presentes puderam respirar de alívio.
Esta situação está agora na mira das autoridades. Miguel Chen sustentou que na sua opinião, alguém terá aberto as jaulas aproveitando o facto do funcionário se ter ausentado, e mesmo sem querer apontar o dedo a alguém, diz desconfiar “Da concorrência” sublinhando que terá sido deixada uma corda numa das portas para que as jaulas não se fechassem.
Entretanto a GNR anunciou a abertura de um inquérito à fuga de dois tigres segundo o responsável do Serviço de Protecção da Natureza e do Ambiente, o Major Jorge Amado que coordenou a captura do último tigre.
Jorge Amado, terá justificado o pedido de intervenção do ICN com a necessidade de um técnico veterinário com experiência em administrar tranquilizantes neste tipo de animais, uma vez que o veterinário municipal da câmara de Azambuja não o podia fazer em condições.
Aliás a própria autarquia não sabe a quem imputar os custos desta operação. Segundo José Manuel Pratas, vereador com a área da protecção civil, não consta do regulamento da autarquia este tipo de situações com este tipo de animais. Nesse sentido o vereador sublinhou que o caso será entregue aos serviços jurídicos para analisar a situação.

Saturday, January 26, 2008

Câmara reduz taxas em 80%



O presidente da Câmara da Azambuja anunciou sexta-feira que os proprietários de terrenos que estiveram impedidos de construir devido à hipótese de o aeroporto ser instalado na Ota terão uma redução de 80 por cento nas taxas municipais. No caso de pretenderem retomar os processos de construção, parados desde 1999, os proprietários serão compensados com uma redução nas taxas municipais, segundo uma proposta que o presidente da autarquia, Joaquim Ramos (PS), vai apresentar em sessão de câmara. "Para compensação das pessoas que quiseram construir ou legalizar as suas casas vou levar uma proposta à Câmara e à Assembleia Municipal para que as taxas sejam reduzidas a 80 por cento", disse Joaquim Ramos durante uma reunião, sexta-feira à noite, com os proprietários afectados pelas medidas preventivas. As medidas visaram reservar terrenos para a construção do aeroporto na zona da Ota, concelho de Alenquer, com o qual Azambuja faz fronteira. Com a alteração da localização do novo aeroporto de Lisboa para o Campo de Tiro de Alcochete as medidas deverão ser levantadas até ao mês de Março, adiantou o autarca. O presidente da Câmara informou ainda as cerca de cem pessoas que compareceram no encontro que quem pretenda aconselhamento jurídico poderá dirigir-se a um gabinete criado para o efeito. Nesse gabinete, os interessados serão informados de como proceder caso pretendam ser ressarcidos por eventuais prejuízos financeiros. "Se alguém entende que deve pôr o Estado em Tribunal temos um jurista na Câmara a quem podem colocar o problema concreto e ver se há viabilidade de avançar com esse processo", concretizou o presidente da autarquia. Os proprietários que intervieram queixaram-se dos prejuízos de não terem podido construir casas nos seus terrenos tendo sido obrigados a comprar apartamentos e afirmaram que, apesar da redução das taxas, o retomar dos processos vai acarretar novos custos financeiros. Neste concelho as freguesias mais afectadas pelas medidas foram Azambuja e Aveiras de Cima. A decisão do Governo de optar pela localização do novo aeroporto de Lisboa em Alcochete, em detrimento da Ota, vai originar o levantamento das medidas preventivas, voltando a ser possível construir nas zonas em que não haja impedimentos dos Planos Directores Municipais. Desde 2003 deram entrada na autarquia de Azambuja cerca de duas centenas de processos que foram rejeitadas por pareceres da ANA (Aeroportos de Portugal). Entre 1999 e 2003 a Câmara de Azambuja não efectuou o levantamento do número de processos indeferidos.


EXTRA/ COM LUSA

O Regresso do Jardim-Escola


A Santa Casa da Misericórdia de Azambuja inaugurou este sábado a reconversão e recuperação do centro de acolhimento Jaime Abreu da Mota.
O antigo Jardim-Escola, como muitos lhe chamam está agora transformado num moderno edifício destinado a acolher as crianças mais novas que posteriormente são transportadas pelos auto-carros da instituição, para a creche.
O novo espaço comporta também um são nobre e dois pisos destinados aos mais novos, quer do ATL como da creche.
Na ocasião o provedor Armando Aparício, anunciou a compra de mais um autocarro e o inicio das obras de ampliação do lar de idosos.

Monday, January 21, 2008

GDA COM 58 ANOS APRESENTA GALA DO DESPORTO


O Grupo Desportivo de Azambuja (GDA) levou a cabo no passado sábado a terceira Gala do Desporto.
A iniciativa que se realiza há três anos, tem como objectivo homenagear os associados e os atletas do clube que completa este ano 58 anos de existência.
Assim os homenageados são:
Sócia do Ano - Filomena Deus
Dirigente do Ano - Carlos Lourenço - Tesoureiro - Direcção
Seccionista do Ano - Paulo Simões - Futsal Juvenil
Treinador do Ano - Julio Matins - BAdminton
Atleta Revelação - Beatriz Fuzeiro – Karate
Atleta do Ano - Filipe Lucas –
Karate Carreira/Prestigio - António Manuel Cachado
Excelência- Alexandre Grazina
Saudade - Caetano Pinto - Sócio nº1
Segundo Alexandre Grazina presidente do clube, o sócio número 1 fez questão de doar ao clube de parte do seu espólio enquanto praticante de Ping Pong.
Para o próximo sábado, está marcado para o espaço EPAC o jantar de encerramento das festividades das comemorações dos 58 anos. A iniciativa começará pelas 20.30 e destina-se a todos os sócios e atletas da instituição.

Ministra Inaugra Esola em Manique do Intendente


Maria de Lurdes Rodrigues Ministra da Educação inaugura esta terça-feira a escola c+s de Manique do Intendente.

O edifício já pedias obras há largos anos, e depois de muita insistência e muitas reuniões a autarquia conseguiu finalmente que o edifício fosse totalmente reabilitado.

Longe dos velhos barracões pré-fabricados, os alunos de Manique têm agora salas de aula novinhas em folha, bem como um refeitório/cozinha/bar em condições de higiene.

Para além disso possuem agora novos materiais, como é o caso de quatros inter-activos e novos computadores.

Saturday, January 19, 2008

Bombeiros fazem rastreio


Este sábado os bombeiros de Azambuja levaram a cabo um rastreio gratuito á população. Glicemia, Pressão Arterial e Ritmo Cardiaco foram os alvos desta iniciativa que decorreu junto ao mercado diário de Azambuja e no largo da câmara.

Ao longo da manhã a população foi convidada pelos soldados da paz a fazerem um chekup que para muitos serviu de alerta para eventais situações mais delicadas.

Ao todo os bombeiros de Azambuja rastrearam mais de meia centena de municipes que louvaram a iniciativa, integrada de resto, nas comemorações dos 76 anos da associação.

Tuesday, January 15, 2008

Câmara de Azambuja quer "VIAVERDE" para o desenvolvimento



Joaquim Ramos presidente da Câmara Municipal de Azambuja vai por em marcha o plano de desenvolvimento alternativo, áquele que estava previsto com a implantação do aeroporto na Ota.
O autarca chamou os jornalistas esta segunda-feira e comunicou que para além do novo plano, a autarquia irá pedir medidas compensatórias para os municipes que de uma forma ou outra foram afectados por esta decisão do governo.
Joaquim Ramos assegura que embora condicionado, o modelo que esteve em prática desde 2005, tinha como base a implantação da estrutura em Ota, afectando uma zona a oeste do municipio de Azambuja, constituido pelas freguesias de Aveiras de Cima e Vale do Paraiso.
Para Joaquim Ramos houve alguns prejuizos com toda esta espera e espectativa gerada em torno da estrutura. Existiram mesmo alguns projectos que ficaram condicionados, no que toca ao investimento público como foram os casos das acessibilidade ou de outros projectos ligados ás mais varioadas áreas, na área social, cultural e até mesmo na saúde.
Com a implantação do projecto alternativo, Joaquim Ramos diz ter conciencia que não haverá "o bumb na construção que haveria com o aeroporto na Ota. Mas será ambientalemnte mais sustentado"
Segundo Joaquim Ramos alguns dos municipios abranjidos por esta questão, tinham no seu plano de desenvolvimento alguns equipamentos que dependiam quase exclusivamente do aeroporto. Mas no caso de Azambuja, o autarca salienta as acessibilidades devem ser a prioridade nas reivindicações ao governo.
O autarca vinca que este volte-face na decisão da localização do Aeroporto deverá ser agora compensada pelo governo. É nesse sentido que Ramos defende a criação de uma "Via Verde" para a implatação e aprovação de projectos, uma especide de "programa especial de investimentos que compense o atraso que se verificou esses dois anos em termos de investimento público".
Joaquim Ramos defende que existem projectos que necessitam de um acompanhamento mais intreventivo do governo. São os casos de novas acessibilidades onde destaca a duplicação da estrada nacional 3 e a variante em Vila Nova da Rainha á mesma estrada, e a insercção no nó da Auto-estrada no Carregado.
Por outro lado, lembra ainda a necessidade de uma variante na Vila de Aveiras de Cima, á actual estrada nacional 366 "e achamos que é fundamental uma ligação da estrada nacional 1 e a 366, mas isso é um projecto entre Azambuja e Alenquer, que ligue transversalmente os dois concelhos".
nesse contexto diz Joaquim Ramos, há acessibilidades que já estavam definidas em termos da Ota " e são acessibilidades que queremos ver garantidas que são um conjunto de acessibilidades que tambem não tem a ver com a questão do aeroporto", questões que serão colocadas numa reunião agendada com o Governo e onde estarão presentes os autarcas da região Oeste.
Joaquim Ramos, diz entrtanto que mantem a sua intenção de criar um gabinete juridico na autarquia, para ajudar os municipes a reivindicar os seus direitos junto do Estado. O gabinete já anunciado nos jornais locais, terá como objectivo ajudar legalmente as pessoas que tiveram abrangidas pelas medidas restritivas do aeroporto durante cerca de dez anos. São medidas relativas á construção de habitação propria em em terrenos que serviram de servidão para o futuro aeroporto" e que devem ser ressarcidas relativamente a essas medidas restritivas".
O autarca salienta que os municipes deverão agora avaliar o prejuizo que tiveram com estas medidas. Caberá depois aos mesmos deslocar-se ao gabinete que o autarca irá colocar em marcha, para reivindicar do Estado algumas contrapartidas pelos dez anos de medidas restritivas.
O edil salienta ainda que a autarquia poderá também dar um contributo para que se minimize o impacto das medidas impostas pelo governo há dez anos. Joaquim Ramos destaca como exemplo, e logo após o levantamento da medidas, a celeridade em processos de construção nas áreas afectadas. Ou seja a autarquia estará disposta a agilizar alguns processos para a construção de habitação "daremos uma especial atenção a esses casos".
Embora a decisão já esteja tomada, Joaquim Ramos não quis dizer se mantinha as reservas ao estudo apresentado pela CIP ao governo e que culminou no reves da situação.O autarca não quis adiantar promenores salienta que na qualidade de cidadão gostaria de saber quem é que financiou o estudo "e como se chegou á diferenca de custos porque ninguem prtecebe".
O ano que passou não foi economicamente bom para o municipio de Azambuja. O concelho ficou marcado, primeiro pelo encerramento da Opel, e agora pela deslocalização do projecto do aeroporto para Alcochete. Joaquim Ramos salienta entretanto que a autarquia tem prevista para os proximos meses, uma campanha com vista á atracção de novos investidores. Nesse sentido destacou que teve oportunidade de concersar com alguns empresarios e promotores "para os quais o aeroporto não era um factor determinantes". Já para o futuro, há projectos, que segundo Joaquim Ramos "a localização em Ota ou Alcochete não é determinante". Por outro lado o autarca vinca que a o processo da Opel ainda não está fechado, destacando que a cãmara processou o estado tendo como objectivo ser ressarcida pelo facto do governo ter isentado a Opel, no pagamento de alguns impostos importantes para os cofes do municipio.
Toda esta questão da Ota, movimentou e criou uma serie de opiniões de norte a sul do concelho de Azambuja. António Jorge Lopes, antigo vereador do PSD na cãmara de Azambuja, chegou mesmo a pedir a demissão do autarca aos microfones ds Rádio Ribatejo.
Em causa estava a estragegia anunciada por Joaquim Ramos que inglobava a Ota como factor determinsnte para o o desenvolvimento do municipio.
Na resposta, Joaquim Ramos salientou não ter ouvido o pedido de António Jorge Lopes. O autarca salientou que todos os municipios da margem norte se empenharam na Ota "não ouvi o PSD de nenhum desses concelhos pedir a demissão do respectivo presidente da camara" e acrecenta ironicamente "se calhar o doutor Jorge Lopes enganou-se ele não deve querer a minha demissão, mas sim a da câmara, o que é diferente, mas tem de esperar um ano e meio para ser candidato. Mas isso é uma quesão interna do PSD" disse.

Bombeiros de Azambuja promovem rastreio

Os Bombeiros Voluntários de Azambuja vão oferecer á população do concelho um rastreio gratuito. A iniciativa que pretende verificar a glicemia, o ritmo cardíaco e a pressão arterial, insere-se na comemoração dos 76 anos da corporação assinalada este sábado.
Desse modo, os voluntários vão ter dois pontos de contacto com o público. Um no largo da câmara e outro no mercado diário da vila durante a manhã deste sábado.
A iniciativa aberta a toda a população, tem como objectivo aproximar a associação dos munícipes, tendo em conta que o ano de "2008 será de mudanças" conforme referiu ao nosso jornal Pedro Cardoso comandante dos voluntários de Azambuja.
O operacional lembra que, embora sem muito sucesso em 2006, a corporação irá voltar a apostar em cursos de primeiros socorros ministrados á população de forma gratuita durante o corrente ano.
Todas estas iniciativas inserem-se no aniversário da corporação, este ano assinalado de forma mais discreta devido ao falecimento em serviço do bombeiro Pedro Salema em Agosto último.
Este ano e sem clima para grandes festas, os voluntários vão juntar-se num almoço convívio, e onde o comandante dos bombeiros, bem com o presidente da direcção António Manuel Duarte, deverão fazer o balanço deste último ano de exercício.
Pedro Cardoso, vão aproveitar este almoço para agradecer aos bombeiros, mas também para lembrar que a falta de voluntários tem sido significativa, apelando a que cada cidadão dê um pouco do seu tempo a este tipo de casas.

Wednesday, December 26, 2007

CDU CONTRA AUMENTO DA ÁGUA


A água em Azambuja deverá aumentar no próximo ano cerca de Azambuja por cento. Este é um aumento já contestado pela CDU, que em comunicado enviado à população, lamenta este aumento.
Em declarações ao Vida Ribatejana, António Nobre vereador comunista na autarquia azambujense, lamenta o sucedido, lembrando que quando a proposta foi apresentada, a CDU” não só se manifestou contra o mesmo, como publicamente informou a população, através de comunicado, sobre o exagerado incremento do preço da água que iria ocorrer”.
António Nobre salienta já em Janeiro de 2006 tinha votado contra a proposta da autarquia, lembrando na altura que os aumentos poderiam “ ser superiores em quase 70% ao cobrado naquela data daí que o vereador comunista volte a frisar que a CDU se opôs aos aumentos “por entendermos não estarem suficientemente evidenciadas as razões de tal aumento escalonado para a duração do presente mandato”.
António Nobre diz entretanto que as contas da autarquia no que toca à água “visava sobretudo tornar mais atractiva para a empresa privada, cuja gestão do sistema, a maioria socialista se propõe concessionar”. Nesse sentido o vereador da CDU considera que a câmara “agiu com reserva mental e prejudicando gravemente os munícipes fazendo-os pagar os elevados preços pela água que todos consomem”.
A CDU defende entretanto que os serviço das águas deve ser mantido “na esfera pública, melhorando o respectivo serviço com recurso aos mais modernos sistemas de gestão” e acrescenta que os investimentos devem ser programados “à sua expansão e manutenção” bem como o “combate aos desperdícios originados na rede instalada e aos consumos supérfluos”.
No plano dos funcionários, António Nobre defende “uma política de pessoal ajustada ao tipo de serviço por forma a dar resposta cabal e atempada à gestão de incidentes, e não como hoje sucede, se calhar como justificação para a dita concessão, ou melhor privatização, em que a solução das avarias se prolonga demasiado no tempo” disse.

Grupo Desportivo de Azambuja com novas apostas no futuro

Aos 58 anos de existência o GDA (Grupo Desportivo de Azambuja) prepara-se para novos projectos. Dois ginásios, novas modalidades e planos para o futuro da colectividade, fazem parte dos objectivos traçados pela direcção.



Prestes a completar 58 anos de existência, o Grupo Desportivo de Azambuja (GDA) prepara-se para uma nova fase da sua vida. Para já a colectividade está a concentrar os esforços nas comemorações de mais um aniversário, que como habitualmente contará com algumas iniciativas ligadas ao desporto e aos sócios. Em entrevista ao programa Conversa Franca da Radio Ribatejo, Alexandre Grazina presidente do clube, destacou que este ano o GDA irá homenagear o médico Cruz Ferreira, pelo apoio que tem dado aos atletas e à colectividade.
A homenagem irá ter lugar na habitual gala do desporto, que será no auditório do Centro Social e Paroquial de Azambuja. O evento tem “crescido em termos de adesão do público” e por isso, diz o presidente, é uma iniciativa para continuar.
Para além da gala, o clube promove o habitual jantar de convívio, entre sócios e atletas, bem como uma série de actividades desportivas.
Aos 58 anos, o GDA prepara-se também para novos voos. Alexandre Grazina anunciou a criação de mais uma modalidade que fará as delícias dos mais novos, mas também dos mais velhos. O radiomodelismo é assim a mais recente aposta do clube, que no passado fim-de-semana, levou umas dezenas de curiosos ao pavilhão do GDA, para verem em loco os carros telecomandados, numa pista já construída nas traseiras do recinto.
Segundo o presidente do clube, esta será uma modalidade com futuro, dado a curiosidade que desperta em todas as gerações. Para já o número de praticantes não chega à dezena, mas Alexandre grazina estima que isso possa acontecer brevemente, isto a julgar pelos curiosos que assistiram ás demonstrações.
Por outro lado o clube tem em vista a ampliação das suas instalações. Actualmente o GDA já possui um ginásio, mas em breve irá aumentar a oferta aos seus associados.
Grazina, garante que o clube não está parado e que “os nossos dirigentes têm sempre ideias. O que muitas vezes não temos é dinheiro para as concretizar”.
Nesse sentido o responsável aponta como grande objectivo para o próximo ano “a construção de mais dois ginásios, com cerca de 200 metros quadrados”. Essa será de resto uma área mista, onde ficarão também os gabinetes das secções.
Segundo o dirigente, o projecto será financiado pela Câmara Municipal de Azambuja, porque “finalmente foi feito o reconhecimento ao GDA. Eles sabiam que nós trabalhávamos, mas ainda não tinha sido feito o justo e devido reconhecimento do nosso trabalho”.
Agora diz, Alexandre Grazina, há condições para cumprir as promessas feitas pela Câmara e pelo clube “estamos a ultimar o projecto para apresentarmos. E pensamos lançar o concurso da obra já no início do ano”.
Com este projecto, o presidente da direcção, diz que será finalmente possível, quando começar a nova época desportiva “termos todas as secções reunidas na mesma casa”, já que algumas das secções estão espalhadas por outros locais que não a sede do clube, por falta de condições.
Para o futuro, está prevista também a aposta nas escolinhas do clube. Uma tarefa que só será possível depois de concluído o estádio municipal, e para o qual o GDA também tem alguns planos.

Tuesday, December 04, 2007

Bombeiros Azambuja fazem parto

Os bombeiros Iva e João ajudaram a nascer no passado sábado um bébé no interior da ambulância.
Este é já o terceiro parto que os voluntários de Azambuja fazem no espaço de dois anos, tendo em conta que muitas parturientes só aceitam ir para a maternidade nos últimos dias de gestação.
Passavam poucos minutos das dez da manhã, quando os bombeiros Iva Tatiana e João Covas, foram chamados para uma urgência. O serviço parecia simples. Levar uma parturiente para o hospital Reynaldo dos Santos.
Avisados que a parturiente já tinha perdido alguns líquidos, os voluntários, partiram com algumas reservas em direcção a Vila Franca de Xira. Ainda a ambulância não tinha feito dois quilómetros, já Iva Tatiana, bombeiro de terceira pedia apoio a João que conduzia a ambulância. A viatura parou então em plena nacional 3, junto à Fabrica da Sugal, e foi ali, entre muito nervoso miudinho, que ajudaram a nascer uma menina com 2,5 Kg.
Embora os voluntários de Azambuja tenham formação para estes casos. Nunca pensaram que tal lhes acontecesse. Nas aulas, o formador Francisco Graça, deu a formação teórica, e este sábado, essa teoria foi colocada em prática e com sucesso.
O parto correu bem e sem problemas, para além do nervosismo do pai da bebé, que “tivemos de colocar fora da ambulância” disse João Covas já mais descontraído ao Vida Ribatejana, argumentando que o pai ainda assim aceitou bem a situação.
Iva Tatiana, que passou pela experiência de ser mãe, disse também ao Vida Ribatejana que “foi uma sensação única. Custou-me mais fazer o parto que ter dado à luz ao meu filho”, sublinhando em conjunto com João Covas, que este será um momento inesquecível na sua vida.
Apenas como coincidência, refira-se que esta criança nasceu no mesmo local onde horas antes uma senhora de 62 anos tinha perdido a vida num acidente de viação.

POSTO da GNR de Manique pode fechar


Joaquim Ramos presidente da Câmara Municipal de Azambuja, está disposto a aceitar o encerramento do posto da GNR de Manique do Intendente. Contudo em declarações ao Vida Ribatejana, o presidente da Câmara quer garantias por parte da GNR que a segurança da população não é afectada por tal medida.
O autarca frisa que o actual posto já está “extinto há pelo menos sete anos” conforme também confirmou ao Vida Ribatejana o comandante do destacamento Pedro Ramos numa entrevista.
O edil, assegura que as conversações com as várias entidades têm sido benéficas, pois “temos conseguido manter esta espécie de posto de atendimento”.
Por outro lado o autarca admite também alguma dificuldade na manutenção daquele posto. Joaquim Ramos salienta que o posto “tem sido progressivamente esvaziando dos seus efectivos e a segurança tem sido assegurada pelo posto da GNR de Aveiras de Cima”.
Foi pela comunicação social, que Joaquim Ramos soube da decisão efectiva de encerrar aquela unidade. Nesse sentido o autarca frisa que já escreveu ao ministro da Administração Interna “a lembrar também que havia um acordo no sentido da escola primária ser oferecida para fazer um posto como deve ser”.
O presidente da Câmara, salienta entretanto que no caso da GNR querer sair do posto de Manique, “deve apresentar alternativas para garantir a segurança das populações do alto concelho”. Para o autarca não está em causa a forma de policiamento “o que para nós é fundamental é que as condições de segurança sejam mantidas”. Nesse sentido Joaquim Ramos diz que a Câmara tem de saber “o que o governo previsto para garantir as condições de segurança”:
Pedro Ramos comandante do destacamento de Alenquer onde se inclui os postos territoriais do concelho de Azambuja, disse ao Vida Ribatejana que na sua opinião era dispensável o posto da GNR de Manique do Intendente, pois os militares do posto de Aveiras de Cima, conseguiriam preencher essa lacuna. Joaquim Ramos admite essa questão como hipótese, mas vinca “não sou perito em segurança para saber se se justifica a manutenção do posto”.
Aliás Ramos diz mesmo que “até me interessa que o posto saia dali. Da casa da Câmara. Por isso é que tínhamos previsto, para quando a escola primária fosse desocupada, o que já aconteceu, ceder o espaço à GNR para ali mudar o posto”.
Actualmente os militares da GNR ocupam um edifício propriedade da Câmara Municipal de Azambuja na praça dos imperadores. O local é considerado de interesse cultural e arquitectónico “uma peça que nós tínhamos todo o interesse em recuperar” e prossegue “aquilo é das construções mais bonitas do concelho. E queríamos de facto dinamizar ai um centro cultural” com vista a terminar o circuito cultural do concelho, numa altura em que só falta mesmo aquele edifício.
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Guerra de comunicados em Aveiras de Cima

O presidente da junta de Freguesia de Aveiras de Cima apelou à população para reclamar junto da Câmara Municipal de Azambuja o não pagamento da taxa de saneamento. O autarca refugia-se numa declaração do presidente da Câmara, em que este defendeu que quem não for servido por uma ETAR, não paga a taxa.



Justino Oliveira presidente da junta de freguesia de Aveiras de cima, incentivou os habitantes da freguesia a reclamarem junto da Câmara municipal de Azambuja. Em causa está o pagamento das taxas de saneamento, mesmo por quem não está ligado à ETAR.
Oliveira sustenta que foi o próprio presidente da Câmara a referir que os munícipes que cuja conduta não esteja ligada à ETAR, não devem pagar as taxas de saneamento indexadas à factura da água.
Justino Oliveira, diz em comunicado à população que ainda existem muitos munícipes que estão a pagar indevidamente a referida taxa. Ao Vida Ribatejana o presidente da junta reiterou, as criticas ao executivo socialista lembrando também que “ainda existem muita gente que está ligada a uma rede velha que está a despejar directamente para o rio, porque é uma rede muita antiga”. Neste sentido Justino Oliveira apelou já à população para que reclame junto dos serviços camarários.
Joaquim Ramos presidente da Câmara Municipal de Azambuja já disse ao Vida Ribatejana que a sua palavra se mantém. O autarca sublinha que não possível saber na totalidade quem está ou não ligado à ETAR, sustentando que a rede velha não tem cadastro nos serviços. Assim e segundo o presidente da autarquia, os munícipes que não estiverem ligados a uma rede com ligação à ETAR, devem contactar os serviços.
Quanto aos reclamantes, Joaquim Ramos vinca que não tem conhecimento de quantos já pediram a suspensão da taxa.
O autarca diz ainda estranhar o lançamento deste comunicado por parte do autarca de Aveiras de Cima “não estava habituado a que o senhor presidente da junta de freguesia de Aveiras de cima, tivesse este tipo de atitude face à Câmara”.
Joaquim Ramos sustenta que “sejamos de forças politicas diferentes”as relações entre as autarquias são boas, e que estes assuntos têm sido abordados mais do que uma vez, quer a título informal, como formal.
Joaquim Ramos admite existir “um problema real e muito grande, relativo ao saneamento em Aveiras de Cima” contudo o autarca defende-se argumentando com o investimento que tem sido feito nos últimos anos “no sentido de tentar sanear este tipo de situações”. Ainda assim Ramos admite que ainda existem “outro tipo de situações par resolver”.
Uma delas está relacionada com os maus cheiros na rua Almeida Grandella. A principal rua da vila foi intervencionada há cerca de cinco anos, contudo os problemas ainda subsistem.
Justino Oliveira, está descontente com a forma de como a Câmara tem conduzido o processo para resolver algumas das lacunas deixadas pela empresa que procedeu à obra da rua. Desde logo, o autarca de Aveiras de Cima, vinca que os comerciantes e a população em geral tem-se queixado dos maus cheiros, que são cada vez mais frequente.
Justino refere também que a situação está relacionada com o facto do empreiteiro ter ligado os esgotos domésticos ás águas pluviais, o que contribui para o descontentamento da população.
Segundo Justino Oliveira refere entretanto que a pressa do empreiteiro em acabar a obra esteve na origem do problema, ainda assim sustenta que “eu até percebia isso se eles fizessem uma empreitada para resolver o problema de raiz. O que não aconteceu, nem tenho conhecimento de quaisquer intenções para resolver o problema para o próximo ano. E é isto que não perdoa à Câmara municipal”.
Joaquim Ramos diz por seu lado que os maus cheiros não estão relacionados com a empreitada na rua Almeida Grandella. O autarca diz não ter dados técnicos para avalizar essa informação. Mas por outro lado referiu ao Vida Ribatejana que “existiu uma rende antiga de águas pluviais. E existirão algumas ligações de esgotos que foram feitos pelos próprios moradores a essa rede antiga” vincando que não será responsabilidade da empresa o facto das redes de saneamento e de águas pluviais estarem misturadas.

Comunicado gera comunicados polémicos

Face ás acusações do presidente da Junta, a Câmara Municipal de Azambuja colocou também um comunicado nas ruas de Aveiras de Cima.
No documento Joaquim Ramos reitera as criticas que anteriormente já tinha denunciado ao nosso jornal, destacando “denúncia” o titulo dado ao comunicado pela junta de freguesia é “infeliz” vincando que o assunto já não é novo e que tem vindo a ser discutiudo entre as entidades nos últimos meses. A esse propósito, o presidente da Câmara acusa Justino Oliveira de fingir “ter descoberto agora os problemas, cuja resolução anda a debater com o vice-presidente e técnicos da Câmara”.
Nesse sentido a autarquia acusa ainda o presidente da junta de aproveitamento politico da situação, quando classifica o comunicado com o titulo “denuncia” como “uma jogada de antecipação, para dizer que a Câmara só actuou porque ele denunciou”
Ramos vinca também a “relação de respeito mútuo” que são independentes “de diferenças partidárias”.
Tal posição de Joaquim Ramos levou a junta de freguesia a editar um novo comunicado à população.
Justino Oliveira salienta que o comunicado da autarquia “não respondeu nada” salientando que não foi explicada a razão de “existem maus cheiros na rua Almeida Grandella há 5 nem porque razão ainda não foram eliminados”.
Ainda face ao comunicado Justino Oliveira destaca que Joaquim Ramos “nada respondeu quanto à ordem de cobrança das taxas de saneamento, após ter declarado publicamente que as mesmas não eram devidas”.
O presidente da junta assegura que descobriu agora os maus cheiros ma “a razão de ser dos maus cheiros, isto é, ligação indevida da rede de esgotos à rede de águas pluviais”, lembrando a necessidade da resolução “de um problema velho. A ultima acção junto do Senhor Vice-Presidente foi feita há cerca de 2 meses, quando lhe mostrou o local onde estão a fazer as descargas dos esgotos no rio”
Por outro lado o presidente da junta assegura que a autarquia “nunca nos informou oficialmente da existência de qualquer projecto, da forma como vai ser resolvido o problema, nem quando o vai fazer” acrescentando que “nunca nos sentamos à mesa para debater seriamente o assunto”.
Justino Oliveira lembra entretanto que o problema está pendente há cinco anos, e isso deu à junta de freguesia de Aveiras de Cima “direito de emitirmos um comunicado nos termos em que o fizemos. É nosso dever informar a população, sob pena de sermos acusado de fazer o jogo deles “. Por último, o autarca de Aveiras de Cima diz estar disposto, à semelhança do presidente da Câmara em encerrar o assunto, mas para isso Joaquim Ramos deve “cumprir o seu anúncio de que não voltará a pronunciar-se sobre o assunto”.

Wednesday, November 07, 2007

Vilafranquense laça livro


Vidas Simples, Pensamentos elevados é o nome do primeiro livro do vila-franquense José Ceitil, que aos sessenta anos embarcou numa aventura literária por conta própria. A edição é de autor e está disponível nas papelarias da região de Lisboa.



Aos sessenta anos, José Ceitil garante que nunca lhe tinha passado pela cabeça escrever um livro. Contudo a vida deu-lhe a volta e mudou de ideias.
Nascido em Vila Franca de Xira em 1947, Ceitil assume-se como um homem simples e de pensamentos “nem sempre elevados” que se aventurou a escrever mais de 170 páginas de um livro com 1000 exemplares que está à venda nas livrarias da região.
“Vidas Simples, Pensamentos Elevados” retrata a vida de pessoas simples de um bairro de Almada e tem como fio condutor uma personagem que existiu na realidade “as outras são inventadas” salienta o autor.
Um dos desafios deste livro foi, Interligar as personagens. Porque eu não tenho qualquer experiência de romancista, escrevi alguns artigos, agora romance não sabia. Portanto não tenho técnica”.
O autor salienta que uma das formas para o fazer “foi meter os personagens todos a morar no mesmo bairro” revelando que a historia poderia passar-se num qualquer bairro do país.
Quanto à inspiração, Ceitil revelou que não bebeu qualquer inspiração num autor português ou estrangeiro e que este desafio demorou cerca de seis meses a concluir.
Vida Ribatejana que a personagem que o levou a fazer este livro era o seu mecânico de vários anos.
José Ceitil destacou que a personagem principal deste livro, acabou por não ser o mecânico, mas que foi este que lhe dei azo para fazer a historia. Alias a própria historia deste elemento é uma verdadeira aventura. Ceitil desvendou que “ele é um caso raro de longevidade e de boa saúde e de gosto pela vida. E é um personagem fabuloso” e prossegue “ele teve sete mulheres, uma de cada vez, além disso ainda tinha engates e fazia uns biscates por fora, nunca tinha tido uma doença ou uma dor de cabeça”.
A personagem “dizia coisas fabulosas cada vez que eu lá ia. E eu chegava a casa e tomava notas e a certa altura pensei: tenho aqui uma personagem. Tenho de escrever qualquer coisa sobre este homem” disse.
E este foi apenas o princípio deste livro que não demorou muito tempo a sair para as bancas.
Ceitil, diz que procurou algumas editoras para produzir o manuscrito, mas em alguns casos deparou-se com opções diferentes “disseram-me numa editora que se fosse poesia… é que está a dar agora…”. Outra editora “Fez-me perceber que um homem de sessenta anos que decide escrever um livro de facto de o livro fosse alguma coisa de jeito ou se tivesse jeito, tinha escrito quando tinha vinte ou trinta”.
Por outro lado, Ceitil diz compreender que as editoras têm a vida difícil. Devem chegar diariamente dezenas de manuscritos com a pretensão de ser editados, e não têm ninguém para ver os autores novos. Ou é alguém credenciado e chega por mão amiga, ou é uma figura pública… ou não é publicado”. Ainda assim diz ter esperança que alguém goste deste livro e que esteja disposto a ler o meu próximo projecto”.
Ceitil, salienta que agora que começou não vai querer parar. Há mais dois livros na forja, mas o autor não quer revelar os projectos para já.
Mas esta edição foi uma aventura para José Ceitil. O apoio do primo Rogério Ceitil, realizador de televisão, foi fundamental, e daí colocou as mãos à obra e lançou-se numa edição de autor, que ainda custou alguma coisa “mas o custo não coloca a minha vida financeira em risco. Como não tenho vícios, foi este o meu vício”.
A capa deste livro é da autoria de António, cartonista do jornal expresso e está agora disponível em várias papelarias de Vila Franca de Xira e de Lisboa, inclusive o El Corte Inglês e tem um preço de dez euros “uma boa prenda de natal” diz o autor.
Vila-franquense de gema, José Ceitil já correu mundo. Depois da tropa esteve em Londres durante sete meses, mas um convite da TAP para comissário de bordo, à qual se tinha candidatado antes de partir, fê-lo voltar a Portugal. Durante 36 anos voou pelos céus do mundo, mas isso, garante, não teve qualquer influência neste livro, sublinhando que terá muitas coisas para contar e que o poderá fazer, quem sabe em livro.
Mas as suas ligações a Vila Franca de Xira sempre foram muito fortes. Ceitil lembra os 17 anos em que jogou no UDV (União Desportiva Vila-Franquense) e que “dizem passei ao lado de uma grande carreira” como futebolista.
Ceitil é de resto um homem de Vidas Simples, e que também aderiu à Internet. Possui um blogue com o nome do livro http://vidasimplespensamentoselevados.blogspot.com/ onde espelha os seus pensamentos do dia-a-dia.





Forcados de Azambuja com direito a rua e jardim


A completar 40 anos de existência, o Grupo de Forcados Amadores de Azambuja dá agora nome a uma rua e a um jardim residencial. A homenagem partiu da Junta e Câmara municipal e juntou os antigos e actuais forcados numa cerimónia aberta à população.



A Câmara municipal e a junta de freguesia de Azambuja, homenagearam no sábado o Grupo de Forcados Amadores locais.
Numa altura em que o grupo completa 40 anos de actividade, as autarquias acharam por bem dar o nome do grupo a uma das novas ruas da vila.
Situada a escassos metros da escola secundaria de Azambuja, a Rua dos Forcados, é completada por um jardim residencial, construído por um promotor, e que “embeleza” a urbanização do Valverde.
Fernando coração, cabo do grupo de forcados, era um homem feliz na altura da homenagem, O cabo agradeceu o empenho da autarquia, e lembrou que parte do sucesso que o grupo tem granjeado, deve-se aos antigos e actuais forcados, mas também à população e à autarquia local.
Também Antonio Amaral. Presidente da Junta salientou que esta era “uma dupla satisfação, porque inauguramos um jardim e porque foi atribuído por proposta da junta de freguesia, o nome dos forcados amadores de Azambuja” e esta é uma homenagem “mais que justa ao fim de quarenta anos de trabalho, tendo em conta que os forcados dignificaram e souberam levar bem alto o nome da nossa terra”.
Joaquim Ramos, presidente da Câmara Municipal de Azambuja, destacou por seu lado que esta atribuição faz parte de um conjunto de iniciativas ligadas à toponímia de Azambuja.
O autarca lembrou as sistemáticas confusões com as novas ruas, muitas delas sem nome, e que assim torna-se mais fácil chegar a qualquer lado “há décadas que o núcleo central de Azambuja, tinha e vai manter os nomes. Mas como a generalidade das vilas e cidades, Azambuja cresceu para fora dos limites antigos e generalizou-se uma confusão relativa à toponímia”.
O há meses que a Junta e a Câmara têm vindo a trabalhar para dotar algumas ruas de nomes relacionados com a região e o concelho, trabalho esse que terminou agora, implantando placas de identificação nas novas artérias da vila.
Joaquim Ramos lembrou que estas alterações fazem parte do programa POLIS “ou seja no âmbito da requalificação da vila de Azambuja”, destacando que o jardim agora inaugurado “é residencial e de enorme qualidade e devidamente inserido neste quarteirão”. Ramos frisa que existem diferenças face ao jardim Urbano da vila. O espaço agora inaugurado “é um chamado jardim de vizinhança e que serve apenas as pessoas aqui da área”.
Segundo o edil, o novo espaço consegue aliar novos “materiais de construção, a umas oliveiras que são seculares” destacando “uma pequena horta pedagógica que é uma nova tendência nos espaços verdes no interior urbano” disse.
Estas não foram a únicas a alterações na vida dos forcados azambujenses. Já no início do ano, o grupo foi integrado na Associação Cultural Poisada do Campino. Para o próximo ano, o grupo terá uma sede nova, já que a requalificação do Campo da Feira que está prestes a começar, irá destruir a actual sede. A nova ficará a escassos metros do actual edifício e enquadrada na praça de toiros, que para já não ira sofrer obras de requalificação

Fuga de Gasóleo em simulacro


Uma fuga de gasóleo no PIPELINE da CLC nas Virtudes, foi o cenário escolhido pela empresa para mais um simulacro. O exercício envolveu os bombeiros do concelho de Azambuja, a GNR e a protecção civil. No fim, o balanço foi positivo, e a suposta fuga estancada rapidamente.


Os meios de protecção civil do município de Azambuja foram testados na passada quinta-feira num cenário com uma dose elevada de realidade.
Na prática tratou-se de um simulacro lavado a cabo pela CLC (Companhia Logística de Combustíveis) com sede em Aveiras de Cima e que manuseia produtos de elevada perigosidade para o ambiente e para as pessoas.
A empresa tem insistido nestes exercícios, pois segundo as convenções de segurança está obrigada a faze-las, sendo estes considerados também, uma mais valia no que toca à operacionalidade em caso de acidente.
O exercício que decorreu no PIPELINE da localidade das Virtudes, envolveu as duas corporações de bombeiros do concelho de Azambuja, a protecção civil Municipal e a GNR, bem como a própria CLC.
Na prática tratou-se de uma fuga de gasóleo no PIPELINE das Virtudes, identificada e estancada de imediato pelos bombeiros de Azambuja e Alcoentre, que foram os primeiros a chegar ao local.
Depois de identificada a fuga, foi feita uma barreira de segurança, bem como uma bacia de retenção para as águas ao mesmo tempo os voluntários espalhavam espuma para evitar que existisse uma ignição e que provocasse um incêndio.
Posteriormente, coube aos elementos da EFACEC, empresa de segurança da CLC, chegar ao local da fuga e tapa-la com recurso a uma espécie de tampa especial.
Pedro Cardoso comandante dos bombeiros de Azambuja e coordenador da protecção civil municipal, salientou que os voluntários do concelho têm frequentemente acções de formação sobre estas matérias. Aliás a própria empresa patrocina muitas das acções na refinaria de Sines.
Estas acções são importantes, até porque “circulam aqui matérias perigosos. Temos aqui um oleoduto e um gasoduto um pouco mais a baixo”.
Contudo todo este sistema é devidamente seguro de acordo com os responsáveis. O Oleoduto atravessa 10 concelhos e em dez anos, este foi o primeiro simulacro.
Pedro Cardoso frisou que em caso real, a válvula de segurança foi fechada em Benavente, a montante, e que sempre que é detectada uma fuga, situação que nunca aconteceu, são accionadas as válvulas de segurança existentes em todo o percurso.
Segundo Paulo Cândido da CLC, este foi o primeiro exercício em que participaram todas as autoridades de protecção civil do concelho de Azambuja. Contudo o responsável assegura que já foram efectuados outros simulacros, mas com menor dimensão.
O PIPELINE que atravessa dez concelhos tem cerca de 147 quilómetros de extensão. Neste exercício tudo correu bem e explicou que O PIPELINE “tem várias válvulas pelo caminho e que foram fechadas para permitir que a fuga seja parcial” acrescentando que todo o sistema é controlado a partir do parque da CLC em Aveiras de Cima.
O derrame foi detectado automaticamente pelo sistema, cabendo ao operador iniciar os procedimentos para fechar a correspondente válvula.
Paulo Cândido. Destaca ainda que em caso de acidente real, a empresa consegue detectar quase em tempo real qualquer anomalia “o sistema consegue detectar com bastante precisão qualquer fuga. Estou a falar de uma precisão de trezentos metros”.
O responsável garante que a empresa consegue saber também qual a qualidade de produto que está a sair e qual a posição no PIPELINE:

Novo espaço para o mercado mensal


A nova localização do mercado mensal de Azambuja, a sul da estação da CP, ainda não é a ideal para alguns comerciantes.
O novo espaço, que foi idealizado para parque de estacionamento à Expo 98, fica paralelo à linha de comboio e é muito mais estrito que o campo da feira, local onde o mercado se realizou nos últimos 15 anos.
Contudo a primeira edição do mercado mensal naquele espaço, não ficou isenta de criticas por parte da população e comerciantes.
O dia começou cedo para os comerciantes. Ainda não eram seis da manha, e já se avolumava uma extensa fila de carrinhas em direcção ao único portão de acesso ao espaço, que estivera fechado durante a noite, mas que seria, por uma empresa de segurança, ás primeiras horas da manhã. Só que os comerciantes chegaram mais cedo. E o facto do portão estar fechado, originou os primeiros protestos e a confusão no trânsito.
As filas “entupiram” as rotundas de acesso à Azambuja, a norte e a sul, e só a pronta chegada da GNR, e a consequente abertura do portão, conseguiu fazer o trânsito fluir.
Ainda assim, os comerciantes queixaram-se também da demora dos serviços. É que para poderem vender, os comerciantes tinha de pagar o espaço à entrada do recinto, o que aumentou ainda mais o tempo de espera.
Já dentro do espaço, alguns comerciantes salientaram o facto do novo recinto vedado ser “mais apertado que o campo da feira. Há aqui sítios onde há um corredor, e para os colegas que estão lá atrás poderem montar as suas coisas lá para a frente, temos de esperar que eles passem, e só depois é que nós podemos montar a nossa banca” referiu um comerciante de aves.
Aliás, os comerciantes apelam uns aos outros ao espírito de entreajuda. As situações de terem de esperar uns pelos outros foi recorrente em alguns sítios, e por isso salientam mesmo que o grande problema “está na marcação do espaço que nos obriga a fazer aqui alguma ginástica. É que só temos uma entrada. Se existissem entradas laterais seria muito mais fácil”.
Na generalidade e pese embora o facto de ter existido alguma confusão para montar as bancas, os comerciantes mostraram-se satisfeitos. Todavia, os responsáveis pelos comes e bebes, não partilharam da mesma opinião.
No local onde estão colocados “coabitam” com uma bacia de retenção de águas do estacionamento “isto cheira mal. Se tivermos de vir sempre para aqui e em dias de calor, não vamos vender nada porque os clientes vão embora com o cheiro” lamentou uma comerciante ao aperceber-se da presença do Vida Ribatejana.
Ao longo de todo o dia de sábado, a GNR manteve uma presença forte e visível nas imediações do espaço. Para além de elementos do posto territorial de Azambuja, a GNR contou ainda com elementos à civil e com o PIR (Pelotão de Intervenção Rápida”. Não houve quaisquer incidentes, mas os responsáveis autárquicos optaram por exibir as forças de segurança, pois anteriormente já tinha ávido ameaças de violência, sobretudo por parte de alguns comerciantes que se tinham habituado a não pagar o espaço, quando o mercado era realizado no Campo da Feira.
O Vida Ribatejana, não conseguiu apurar o número certo de comerciantes presentes neste mercado, mas uma fonte da autarquia situou o número perto dos 200, sendo que todos pagaram o seu terreiro.





Monday, October 29, 2007

Floresta e agressões a menores preocupa GNR




Desde Janeiro já arderam nos concelhos de Azambuja, Alenquer e Cadaval perto de 180 hectares de floresta. Um número preocupante se se tiver em conta que quase metade dessa área ardeu em quinze dias.


O destacamento da GNR de Alenquer que engloba os concelhos de Alenquer, Azambuja e Cadaval, registou 194 focos de incêndio na sua área de actuação. Os números são preocupantes, até porque segundo o Tenente Pedro Ramos comandante do destacamento, quase metade da área ardida, está relacionada com incêndios depois da época.
Em entrevista ao Vida Ribatejana, Pedro Ramos salienta que esta é uma das principais preocupações das autoridades.
Entre 1 de Janeiro e 1 de Outubro arderam perto de 119,118 hectares. Contudo os números mais preocupantes relacionam-se apenas em quinze dias. De 1 a 15 de Outubro arderam 61, 75 hectares, tendo ardido ao todo perto de 180 hectares.
A maioria destes fogos, é segundo Pedro Ramos, “de 1 de Janeiro até Outubro e apanhando o período do Verão, é de origem desconhecida ou de fogo posto, ou de actos de vandalismo”. A partir de um de Outubro, o Tenente Ramos vinca que a origem dos focos poderá estar relacionada com as queimadas, que já são permitidas nesta época.
O operacional lembra a obrigatoriedade destas queimadas necessitarem de licenciamento por parte das autarquias, e que o desrespeito desta norma pode levar a coimas e a penas de prisão”.
O bom tempo aliado a algum vento está na origem do facto de muitas dessas queimadas terem tomado outras proporções.
Pedro Ramos vinca que o SEPNA (Serviço de Protecção da Natureza) da GNR, diz que não adianta fugir ás autoridades e que nestes casos “todos os responsáveis foram identificados”.
Mas a GNR tem também um papel pedagógico nesta matéria. Pedro Ramos salienta que os militares para além de investigar, fazem também trabalho de prevenção, junto da população, verificando se as queimadas são legais.
Embora alguns fogos possam ter origem criminosa, não houve qualquer detenção por flagrante delito por parte dos militares do SEPNA. O assunto é da responsabilidade da Policia Judiciaria, que segundo apurou o Vida Ribatejana, tem alguns processos em mãos.
Esta é uma área sensível para GNR, que tem sedeado no destacamento em Alenquer uma viatura e um núcleo do SEPNA, para fazer face a questões ligadas ao meio ambiente.

Nove crimes contra menores

O NMUME (Núcleo Mulher e Menor) da GNR detectou durante este ano 9 agressões a menores e 48 relativas a crimes praticados entre cônjuges.
Ao todo foram abertos 57 processos crimes, num universo de 92 participações, elaboradas quer por familiares ou por vizinhos.
A ruralidade e a interioridade poderão estar na origem de grande parte destes crimes. Segundo o Tenente Pedro Ramos, face à região onde estamos inseridos, os números “são aceitáveis”.
Pedro Ramos, considera positiva a intervenção do NMUNE, alertando para o facto da especialização dos soldados, passar a ser fundamental neste tipo de casos.
O militar salienta entretanto que a maioria das situações encontradas pelos militares “são melindrosas” garantindo que “os militares do núcleo recebem formação específica para este tipo de situações” que passará pela formação nas áreas de psicologia, sociologia e psiquiatria.
Embora este núcleo abranja uma área considerável, Pedro Ramos garantiu ao Vida Ribatejana que o grupo consegue dar resposta ás situações que vão aparecendo.
Foi feito um trabalho junto das autarquias locais e das entidades que tratam da problemática, nomeadamente, “junto da comissão de protecção de crianças e jovens segurança social e tribunais” para “apelar à sensibilidade dos militares com formação específica nesta área e como tal tem vindo a corresponder ás expectativas”.
Existem 9 crimes contra menores denunciados junto da GNR. Contudo poderão existir muitos mais, já que é sabido que a delação de uma família ás autoridades pode trazer represálias.
Para o Tenente Pedro Ramos, essa é a parte mais difícil deste trabalho. O militar argumenta que a prática e a formação dos militares, contribuem também para que haja mais sensibilidade junto das famílias.
Todavia os nove casos identificados pelas autoridades foram denunciados por familiares. Essa é uma situação difícil e melindrosa, mas que “dentro do melindre dessa questão, os familiares mostram-se muito mais preocupados com o bem-estar das próprias crianças”
Em regra os processos são enviados para tribunal, que determinará o seguimento dos processos, que podem culminar, por exemplo, da retirada das crianças aos pais.

NIC com balanço positivo

O Núcleo de Investigação Criminal do destacamento de Alenquer da GNR apresenta um balanço positivo junto da população.
O grupo que não se vê no dia-a-dia fardado ou de arma em punho, é a espinha dorsal da investigação da GNR, cujos resultados no último ano têm sido positivos.
O NIC já investigou perto de 140 processos-crime e identificou 88 suspeitos, que estariam relacionados de uma forma ou de outra com esses processos.
No último ano, o Núcleo já realizou 118 inspecções a mando do tribunal, relacionadas com 104 furtos e 14 cadáveres.
O grupo “é bastante coeso, tendo em conta o número de inquéritos que estão a decorrer e o número de efectivos, que no nosso entender poderiam ser mais” salienta o Tenente Ramos “e é com base na coesão e no esforço dos militares que se têm conseguido bons resultados”.
Entre as acções do NIC, o Tenente Ramos destaca as apreensões de armas e a detecção de gado furtado em Aveiras de Cima, e mais recentemente a detenção de dois “indivíduos brasileiro aqui em Alenquer, aquando do roubo à funcionaria do Luis Simões”, vincando a colaboração que o núcleo tem desenvolvido com os postos territoriais.

NAT “CSI DA GNR”


O Núcleo de Apoio Técnico é aquilo que mais se assemelha ao CSI que estamos habituados a ver na televisão. Um grupo de operacionais recolhe os indícios em locais de crime, e neste ano o NAT já levou a cabo 131 inspecções.
Ainda assim, Pedro Ramos lembra que nem todos os locais são “susceptíveis de inspecção por parte do NAT”.
Até ao momento o NAT já identificou 47 indivíduos através de indícios de sangue e 77 através de objectos.
O grupo recolhe também as impressões digitais dos suspeitos, bem como outro tipo de indícios, que são posteriormente enviados para o laboratório de polícia científica para análise.
Em termos de comparação, não h+a dúvida que o CSI é um produto de ficção, contudo o Tenente Pedro Ramos assegura existirem semelhanças “em termos práticos” e que já trouxe algumas alegrias à investigação.

NES Núcleo Escola Segura na prevenção do abandono escolar

O último ano não deixa margem para dúvidas. O NES do destacamento de Alenquer que patrulha as escolas de Azambuja, Alenquer e Cadaval não teve mãos a medir.
Segundo os dados do destacamento, o núcleo elaborou 16 informações sobre situações de possível abandono escolar na região.
Para além dessa missão, o NES, tem também como objectivo o patrulhamento e a proximidade junto ás escolas e ainda acções de sensibilidade junto da comunidade escolar.
Entre as acções, o NES realizou no último ano 53 iniciativas com vista à segurança rodoviária, venda de produtos ligados à época do Carnaval, entre outros.
Ao longo de todo o ano, o NES envolveu nas suas acções as corporações de bombeiros, as autarquias, alunos e professores, num total de 750 pessoas, contando também com a envolvência de idosos dos municípios abrangidos pelo destacamento.