Tuesday, August 19, 2008

Edifício da Escola Grandella de Tagarro encerrada


Joaquim Ramos presidente da Câmara Municipal de Azambuja diz que não ficou preocupado com o anúncio na imprensa para a venda do edifício Grandella em Tagarro. A autarquia adjudicou o edifício a uma empresa com direito de superfície por 99 anos, em que esta teria de recuperar o imóvel. Contudo e depois de meia dúzia de anos, a empresa fechou as portas e colocou o edifício à venda, algo que era impedido pelo contrato com a Câmara Municipal.
O edifício em causa, foi uma escola mandada construir por Almeida Grandella, que foi entre outras coisas benemérito do concelho de Azambuja e proprietário dos Armazéns Grandella no Chiado em Lisboa.
Ramos salienta que “a empresa pode parar a exploração do imóvel sempre que queira, não pode é vender ou fazer a cedência sem autorização da câmara”.
O autarca diz que não está arrependido com o negócio que fez com a empresa, mesmo depois do edifício ficar com as portas fechadas e refere que esta foi a única forma de recuperar o imóvel, uma vez que a câmara não tinha verbas para o fazer.
Ramos salienta que um dos objectivos “era recuperar todos os imóveis de interesse municipal” o que foi acontecendo ao longo dos últimos sete anos.
A autarquia já conseguiu recuperar integralmente o palácio Conselheiro Frederico Arouca em Alcoentre, a Casa da Câmara de Manique do Intendente, e a Escola Régia em Azambuja entre outros. O presidente explica que dada a necessidade de recuperar alguns imóveis, “temos de recorrer a formas imaginativas” que vão desde as permutas ás concessões.
No caso do edifício agora encerrado em Tagarro, o autarca lembra que a câmara tem um espaço que lhe foi consignado através de protocolo, e que nunca o utilizou. Joaquim Ramos diz não ter planos para reabrir no imediato o edifício, contudo esclarecesse “porque do ponto de vista da rentabilidade não faz sentido utilizar o edifício. Mas quem sabe se num futuro próximo, nomeadamente se vier o grande projecto turístico já anunciado para o alto concelho, se aí não faz sentido usar aquele espaço”.

Ponte da Vala Real em Risco


Há ano e meio que as obras da nova ponte sobre a Vala Real de Azambuja estão paradas. A situação resulta da rescisão de contrato da empresa Estradas de Portugal (EP) com a “Tecnovia”, por está última alegadamente não cumprir os prazos de excussão da obra.

As obras da nova ponte sobre a Vala Real de Azambuja estão paradas e sem fim à vista para já. A situação remonta a 2001, altura em que Virgínia Estorninho, na altura vereadora do PSD na autarquia, questionou a tonelagem máxima suportada pela estrutura. Depois de alguns estudos feitos na ressaca da queda da Ponte de Entre-os-Rios, a câmara decidiu avançar com diligências para recuperar a centenária estrutura.
Ano e meio depois da denúncia ás autoridades e das sucessivas reuniões e acções de protesto levadas a cabo pelo movimento cívico, a obra era anunciada pelo governo.
Ganha em concurso público pela empresa Tecnovia a obra tardou a começar e arrastou-se no tempo fazendo, alegadamente, com que os prazos máximos fixados fossem ultrapassados.
Com os olhos postos na segurança dos cidadãos, o movimento cívico liderado ma altura por Armando Martins, não deixou de alertar as entidades para alguns perigos resultantes do estado da ponte.
Com os campos de cultivo a sul da Vala Real, uma das únicas alternativas para escoar os produtos seria a ponte de Azambuja. A outra, bem mais longe, a do Reguengo, não seria uma solução adoptada pelos motoristas das centenas de pesados que se afoitavam a passar a ponte em Azambuja, isto apesar dos avisos de que a estrutura suportava apenas 30 toneladas. Isto porque houve um reforço provisório da estrutura que inicialmente marcava cinco toneladas como peso máximo.
Oito anos passados, e a situação voltou à estaca zero. Joaquim Ramos presidente da Câmara Municipal de Azambuja salienta a sua preocupação pelo estado em que se encontra a estrutura, agora ladeada por uma outra em betão armado e que tem como objectivo ser uma das faixas de rodagem da nova travessia.
O autarca salienta que tem mantido reuniões constantes com as Estradas de Portugal, mas “enquanto o assunto estiver em tribunal, a empresa pouco pode fazer”.
De acordo com o presidente da autarquia, a Tecnovia, colocou as Estradas de Portugal em tribunal, por não concordar com a rescisão de contrato, o que vem atrasar ainda mais este processo, que não tem para já um fim à vista, uma vez que a EP não pode assim realizar um novo concurso com vista à conclusão da nova ponte.
Enquanto isso, Joaquim Ramos diz ter a garantia da EP que a empresa “tomará as medidas possíveis” com vista à sinalização do local e à recuperação de parte do pavimento da velha ponte, já que este se encontra degradado, por via dos inúmeros pesados que ali circulam carregados com muitas toneladas de produtos oriundos da lezíria.
Com eleito, Joaquim Ramos vinca inclusivamente que a autarquia já lá colocou alguns sinais “mas no dia seguinte já lá não estão”. Uma situação idêntica à verificada em 2002, sendo que seriam na altura os próprios motoristas a retirar os sinais de limite de peso.

11 morrem nas estradas de Azambuja


Só no ano passado morreram nas estradas que atravessam o concelho de Azambuja onze pessoas. A maioria dos acidentes deu-se em estradas com bom piso e com boas condições atmosféricas. Os números constam de um estudo apresentado esta sexta-feira pelo Governo Civil de Lisboa, e insere-se numa campanha de combate à sinistralidade com o título “Não Jogue com a Sua Vida”.
Numa breve analise ao documento, podemos constatar que a estada mais perigosa é a EN 3, que liga o Carregado a Santarém, no troço entre Vila Nova da Rainha e os Casais da Lagoa, já no limite do distrito de Lisboa.
Nesse sentido, e aproveitando projectos antigos, a autarquia já reivindicou a construção de rotundas e uma variante em Vila Nova da Rainha e que serão uma realidade até 2013. Os projectos anunciados anteriormente pelo Secretário de Estado das Obras Publicas, Paulo Campos, inserem-se nas compensações pela deslocalização do aeroporto para Alcochete.
Com eleito, a EN3 tem sido uma preocupação dos autarcas e das forças de segurança. Não é de agora que os bombeiros reclamam a colocação de um traço continuo no troço entre Azambuja e Vila Nova da Rainha, até porque a maioria dos acidentes dão-se com a mudança de direcção para a esquerda.
Numa zona em que actividade logística tende a aumentar, as preocupações são agora reforçadas. A segurança é uma prioridade para o Governo Civil de Lisboa, que lembra a frequente imagem “das coroas de flores” colocadas nos locais onde já faleceram pessoas. E essa é uma imagem muito frequente naquela via.
No mesmo dia em que a campanha era apresentada por Dalila Araújo, completou-se um ano após o falecimento de Pedro Salema.
O bombeiro da corporação de Azambuja, saiu do quartel para socorrer um idoso em Vila Nova da Rainha, mas nunca lá chegou. O soldado da paz foi vitima de um acidente na Estrada Nacional 3 em frente ás instalações da Opel, que lhe custou a vida.
Mas outros perderam a vida naquela via. A demonstrar isso está a macabra imagem de várias coroas de flores espalhadas pela via desde o Carregado até Santarém, o que prova segundo os peritos, o grau de perigosidade da estrada.
Contudo há dados contrários, que refutam todas as teorias que apontam para o estado das vias como responsável pelos acidentes.
No concelho de Azambuja, a maioria dos acidentes de viação deu-se em rectas com boa visibilidade e durante o dia. Segundo os responsáveis pelo estudo o excesso de velocidade também poderá estar na origem desses acidentes.
Mas este ano não começa melhor. Só no primeiro trimestre de 2008, o concelho de Azambuja registou 41 acidentes dos quais resultaram mais de duas dezenas de feridos e 5 mortos. E estes são números que a campanha “Não Jogue com a Sua Vida” quer alterar. Em declarações ao Vida Ribatejana Dalila Araújo, vincou que os dados disponíveis são preocupantes “Azambuja já em 2007 ocupava o terceiro lugar no distrito com o maior número de vítimas mortais” é por isso que a responsável sublinha a necessidade “de inflectir esses números e essa situação”.

Vila Nova de São Pedro ainda sem ETAR


Ainda não tem fim à vista a solução para o tratamento de esgotos da freguesia de Vila Nova de São Pedro.
Na localidade existe uma ETAR mas que nunca foi colocada em funcionamento. A estrutura remonta à presidência de João Benavente na Câmara Municipal de Azambuja, mas a sua localização nunca foi do agrado dos populares que cedi reclamaram dos maus cheiros que a Estação de Tratamento iria produzir.
Com casas a escassos metros da ETAR, os moradores não foram de modas e aproveitaram as eleições de 2001, altura em que foi empossado um novo executivo, para pedir uma nova solução, que até à data ainda não foi consensual.
Numa entrevista ao jornal local “ Correio de Azambuja” Francisco Salgado Zenha, administrador delegado da empresa “Águas do Oeste” – que gere à água e o saneamento no município de Azambuja - lamenta a situação, e diz que existe uma solução, mas que terá de passar por um entendimento com a população porque nesta altura está a viver-se um impasse. O responsável salienta que a ETAR da Maçussa tem capacidade para tratar os esgotos das duas freguesias (Vila Nova e Maçussa) “e por razões que me parece que não tem nada a ver com alguma racionalidade, a População de Vila Nova de São Pedro não quis aquela ETAR. A população da Maçussa não quer receber os caudais de Vila Nova”.
Nesse sentido refere estar eminente “uma situação que parece absurda, de se pretender que se construa uma terceira ETAR, quando existem duas que poderiam resolver o problema”, salientando que transportando esta situação para outra zona do país, seria impraticável.
Francisco Zenha, diz ter esperança “que as populações possam dialogar connosco” alertando para o facto “não faz sentido exigir-se que todos os munícipes do Oeste façam um enorme esforço de centenas de milhares de euros a mais apenas por causa de uma birra que não tem nenhuma racionalidade”.
Francisco Salgado Zenha, salienta entretanto o papel importante da autarquia no desenrolar das negociações com os munícipes.
Joaquim Ramos presidente da Câmara Municipal de Azambuja salientou também a sua preocupação e garante que a autarquia está a acompanhar o caso.
O autarca disse ao Vida Ribatejana que a velha ETAR fica situada numa zona que tem em curso um processo de qualificação. Trata-se do “Vale da Ribeira de Almoster onde aquela estrutura não tem, naturalmente, cabimento” salienta o autarca.
Nesse sentido o edil recorda “um estudo já feito pelo Instituto Superior de Agronomia identifica várias espécies endémicas, o que por si é uma valia, potenciada pelo excelente sistema de vistas da zona” e lembra que esta decisão “foi anterior ao contrato com as Aguas do Oeste e sempre fez parte dos pressupostos das negociações”.
Por outro lado Joaquim Ramos defende a construção de uma nova ETAR na zona dos Folgados, mais longe do aglomerado urbano de Vila Nova de São Pedro lembrando “que as contrapartidas que empresa estava disposta a dar à freguesia da Maçussa não eram suficientes”.
Questionado sobre as dividas da autarquia à empresa Aguas do Oeste, o presidente da câmara azambujense salienta que “ainda não chegámos a consenso sobre os respectivos valores” argumentando que “muita gente gostaria de poder dizer que a Águas do Oeste não faz porque a Câmara não paga, mas não é efectivamente assim, como o demonstram as diversas intervenções”:

Tuesday, July 22, 2008

Bombeiros de Azambuja ajudam a nascer bebé


No sábado passado dois bombeiros das corporação azambujense, ajudaram a nascer um bebé em Casais da Lagoa. A parturiente já tinha todos os sinais de parto eminente por isso não havia tempo para chegar ao hospital de Santarém. Os dois bombeiros fizeram então o parto e depois levaram a mãe e a Rita para o hospital, encontrando-se bem de saúde.
Em média os bombeiros de Azambuja fazem um parto por ano na ambulância.

Saiba todos os pormenores na próxima edição do Jornal Correio de Azambuja no fim do mês.

Sunday, July 13, 2008

Obras para compensar aeroporto


Paulo Campos Secretario de Estado das Obras Públicas anunciou segunda-feira em Alenquer e em Azambuja um investimento de 197 milhões de euros até 2012 para compensar os habitantes destes concelhos pela mudança de localização do aeroporto da Ota para Alcochete.


Os investimentos agora anunciados pelo governo na região, têm por base novas acessibilidades e novas estradas, há muito reivindicadas pelos municípios de Alenquer e Azambuja e que foram negociadas no âmbito dos grupos de trabalho criados para ressarcir as autarquias devido à perda do projecto do aeroporto.
Para já o governo adjudicou apenas um estudo prévio para a requalificação do IC 2 entre o Carregado e Vendas das Raparigas. Estas medidas incluem também as variantes ao Carregado e a Vila Nova da Rainha, bem com a requalificação da estada nacional 3 entre o Carregado e Azambuja, num total de 9 quilómetros que há muitos anos era reclamada pela Câmara de Azambuja.
Aliás, o próprio secretário de Estado reconheceu a necessidade destes investimentos. Algumas das razões apresentadas pelo governo para a requalificação da Estada Nacional 3 prendem-se com a segurança. O aumento da circulação de veículos pesados e os acidentes que têm ocorrido são algumas dos fundamentos segundo o governo para que aquela estrada seja intervencionada. Todavia Paulo Campos enumera que as novas estradas e requalificações que “irão mudar muito significativamente as acessibilidades ao município de Azambuja” são “Investimentos públicos que consideramos da máxima importância”, salientando o investimento privado realizado no local como outra das razões que levam o governo a investir.
Paulo Campos refere entretanto que “há muitas empresas que justificam que nós acompanhemos esse investimento privado com investimento público. Para dar mais condições a quem decidiu investir neste município para poder ver rentabilizado esse investimento”.
“Há ainda a salientar as ligações à Estrada Nacional 366 em Aveiras de Cima, a Rio Maior.,
Este investimento vai trazer também novidades para o concelho de Vila Franca de Xira, que contempla no futuro um nó de ligação à Auto-Estrada do Norte em castanheira do Ribatejo, para servir a Plataforma Logística de Castanheira do Ribatejo,
Neste pacote o governo quis lançar também o estudo prévio do IC 11 entre o Carregado e a A8, em Pêro Negro.
Segundo o governante, este será um importante investimento, orçado em 44 milhões de euros e irá potenciar novos acessos aos concelhos de Alenquer, Mafra, Sobral de Monte Agraço, Arruda dos Vinhos e Vila Franca de Xira.
O governo quer ainda, no futuro, estudar novas ligações e variantes a Arruda dos Vinhos e Sobral de Monte Agraço.
Para Paulo Campos estes investimentos da parte do governo, constituem um acto de justiça para com a região. O governante salientou que estes projectos são agora uma prioridade e que “queremos recuperar o tempo perdido com a indefinição da localização do aeroporto” que de alguma forma atrasou este tipo de investimentos.
Joaquim Ramos presidente da Câmara Municipal de Azambuja congratulou-se com estes investimentos, que há muito eram uma reivindicação da autarquia.
O autarca relembrou a história relacionada com a alteração da localização do projecto do aeroporto e as expectativas que tinham sido geradas até então. Contudo Ramos quis afirmar a sua convicção que “foi o interesse nacional que se sobrepôs na definição da nova localização do novo aeroporto de Lisboa” e voltou a lembrar as negociações com o governo para a construção de algumas acessibilidades no município.
Joaquim Ramos lembrou entretanto que o município de Azambuja tem um posicionamento estratégico no país. È atravessado pela linha do norte e pela auto-estrada do norte. Para além disso, noutros tempos, lembrou, o Tejo era uma grande via de comunicação, recordando o exemplo da construção do palácio das Obras Novas que em tempos serviu de entreposto comercial.

Casais (de)Baixo de fogo



Ao fim de cinco dias de combate ao maior incêndio do país até ao momento, os bombeiros de Azambuja fazem as contas. 374 Hectares de floresta ardidos, combatidos por mais de 300 homens, que apagaram um enorme fogo, que poderá ter tido origem num cigarro deitado pela janela de uma viatura na auto-estrada do norte



Um cigarro atirado de um carro em movimento na auto-estrada do norte, poderá ter sido a causa do primeiro grande incêndio do ano que lavrou em Casais de Baixo, concelho de Azambuja. As causas ainda não estão suficientemente claras, mas segundo Pedro Cardoso comandante dos voluntários de Azambuja, essa é até à data a causa mais plausível tendo sido investigada até à exaustão pelas autoridades.
Uma semana depois deste incêndio, que queimou 374 hectares de floresta, ainda eram visíveis os traços de um dos fogos mais violentos nos últimos anos em Azambuja. O Vida Ribatejana teve ocasião de acompanhar Pedro Cardoso, numa volta à floresta, ou ao que resta dela.
Num primeiro olhar, deu para ver o vasto pinhal e eucaliptal completamente cinzento, sem qualquer tom de verde misturado pela paisagem. Deu também para ter a noção das dificuldades que o terreno, acidentado e sem acessos, causou aos mais de trezentos bombeiros vindos de todo o distrito de Lisboa, Santarém e Leiria.
Aos poucos, explica Pedro Cardoso ainda visivelmente emocionado, o fogo foi crescendo “tivemos projecções de 800 metros” salienta o operacional vincando o empenho onde todos que combateram este sinistro.
A nossa viagem prossegue em direcção à auto-estrada do norte, o local onde tudo começou.
Ainda era sexta-feira, dia 4, e o sinal de alarme, não fazia prever o pior. Aos poucos os bombeiros foram-se deslocando para o local sem aparentemente pensar que um simples e banal fogo como tantos outros tomaria as proporções que mais tarde se vieram a revelar.
Pouco tempo depois chegavam reforços “este é forte” gritava um popular ao Vida Ribatejana, já depois de ter estado junto dos bombeiros.
De facto e para quem lá esteve, este incêndio não seria vulgar, nem fácil de dominar. As chamas já atingiam alguns metros de altura e foi num ápice que passaram de uma zona aparentemente controlada para o mato que estava à volta, isto através das projecções, ou seja algumas folhas de árvores a arder que caíam noutro local.
Nesta viagem ao centro de tudo, Pedro Cardoso foi enumerando as dificuldades passadas em quase cinco dias, tantos quanto durou o fogo.
Junto à auto-estrada ainda eram visíveis os restos de um primeiro combate ás chamas. Nada de especial terão dito alguns, aliás junto à auto-estrada terá ardido pouco, mas ao lado numa primeira vista de olhos o cenário era bem diferente. Centenas de pinheiros e eucaliptos queimados e sobretudo um mar de cinza que cobria toda a área como se uma pintura se tratasse. Um facto incontornável salienta o comandante “a Brisa, em presa concessionária da auto-estrada, apenas limpou cerca de um metro à beira da estrada. Tudo o resto ficou por limpar”. Algo que neste caso e segundo o operacional, teria feito toda a diferença.
A viagem continua. Voltamos a subir a serra. Onde antes existia o verde dos pinheiros e eucaliptos, agora existe um castanho acinzentado, acompanhado de intenso cheiro a queimado.
De um lado e de outro, tudo queimado, apenas subsiste o castanho claro da areia da estrada, talvez porque terá sido aberta durante o fogo, caso contrario teria a mesma cor cinzenta.
A poucos metros dali, Cardoso pára numa colina por momentos. Aponta com alguma resignação para horizonte, que visto dali parece o infinito e que se perde de vista entre as copas das arvores totalmente queimadas o azul do céu e o castanho da paisagem, lamentando o facto dos proprietários ainda não teremos a noção da necessidade de limpar as matas “mas isto fez com que alguns o fizessem de emergência. Para o ano se calhar voltamos ao mesmo” desabafa.
A inspecção prossegue e aos poucos, o operacional lá vai dando conta de mais dificuldades. Chegamos ao topo da serra, dali via-se tudo e com pormenores que até ali seriam impensáveis de ver.
Mesmo por cima de nós, uma linha de muita alta tenção. Não caiu nem esteve na origem do fogo, mas segundo a lei, existe a obrigatoriedade de haver uma limpeza à volta das torres “e como vê, não há aqui nada disso” esclarece o comandante.
Na mesma zona outra dificuldades. Com o eucaliptal plantado em socalcos, e com os ventos fortes “formou-se aqui o efeito chaminé” o que resulta em remoinhos de chamas e altas temperaturas.
Em poucos minutos encontramos um carro dos voluntários de Azambuja. É quinta-feira dia 9, e os voluntários ainda estão no terreno à espera de agir no caso de haver reacendimentos.
São cinco os elementos que esperam não ter de trabalhar, tal é o desgaste provocado nos últimos dias. Ainda aguardam um desfecho calmo e com o rescaldo total do fogo, poderem voltar para casa, para junto das famílias.
Ao lado fica a localidade de Casais de Baixo. Pedro Cardoso afirma que existiu o perigo do fogo devorar algumas habitações, mas o controle dos meios e a ajuda dos populares, colocou a salvo as casas e os habitantes, que também ajudaram no combate ás chamas.
Para muitos, este fogo representou “um abre-olhos, para que os terrenos sejam limpos” referiu um morador da localidade. Mas para outros “isto ainda vai acontecer mais vezes. Está tudo sujo por ai a cima” exclama um popular que com os nervos até preferiu não falar à nossa reportagem.
Para Pedro Cardoso, este foi um verdadeiro teste à operacionalidade dos meios, o qual passaram com distinção.
Tendo sido o maior incêndio do país até ao momento, o operacional deseja que este não seja um mau pronuncio para a época que está a chegar “mas estou um pouco céptico, pois tenho receio que isso venha a acontecer, porque o feno cresceu muito e os incêndios poderão propagar-se com muita violência e rapidez” afirma o comandante.






Wednesday, April 30, 2008

Sócrates: Combate aos recibos verdes anunciado em Vila Franca


José Sócrates apontou o combate aos falsos recibos verdes como a melhor forma de combater a precariedade no emprego em Portugal. O primeiro-ministro esteve este sábado em Vila Franca de Xira, onde apresentou algumas das propostas a incluir na reforma da lei laboral em Portugal.

O primeiro-ministro, José Sócrates, defendeu em sábado em Vila Franca de Xira que combate aos falsos recibos verdes, será uma das prioridades no novo código laboral que deverá estar em vigor dentro de um mês.
O primeiro-ministro, falava assim num encontro com militantes socialistas no Lezíria Parque Hotel, promovido pela FAUL e pela concelhia de Vila Franca, onde a reforma do pacote laboral foi o mote para a discussão.
José Sócrates salientou que no novo código de trabalho, as empresas que empreguem trabalhadores a recibo verde, terão de pagar cerca de 5 por cento por trabalhador “é a primeira vez que se faz isto” disse José Sócrates, defendendo que a situação actual não é justa para os jovens “que ganham perto de seiscentos euros, e descontam cerca de 32 por cento”, acreditando que assim"pela primeira vez os empresários têm um incentivo" para substituir os recibos verdes por um contrato, e lembra que "metade ou mais de metade dos desempregados são pessoas que estavam com contratos a prazo. É por isso justo que as empresas que mais utilizam os contratos a prazo sejam as que pagam mais".
O secretário-geral dos socialistas, diz-se indiferente ás criticas sobre estas medidas “uns dizem que é pouco, outros dizem que é muito. Cinco por cento é aquilo que nós achamos razoável e justo".
Sócrates justificou ainda as medidas que prevêem a diminuição em um ponto percentual da Taxa Social Única a cobrar às empresas por cada trabalhador efectivo e o aumento de três por cento por cada trabalhador a termo.
Para José Sócrates, o incentivo económico é a melhor forma de se alterar as situações, e por isso argumenta que com estas medidas “a empresa vai pensar duas vezes" antes de contratar um trabalhador a recibo verde, salientando que o Governo estará disponível para negociar a proposta com os parceiros sociais.
Na nova reforma laboral, o governo decidiu também que os trabalhadores independentes vão pagar a mesma taxa contributiva, de 24,6 %, passando assim a ter direito à protecção social alargada, o que inclui a protecção na doença, ao invés do que acontece hoje.
O primeiro-ministro criticou ainda os partidos de esquerda, nomeadamente o Bloco de Esquerda e o Partido Comunista, acusando-os de sectarismo “falam da precariedade. O PS apresenta medidas contra a precariedade, medidas que nunca foram apresentadas, e ainda assim acham que devem continuar a atacar o Governo e o Partido Socialista. A isso chama-se sectarismo e puro facciosismo e vontade de atacar o PS e o seu Governo”.
Coube de resto a Vieira da Silva ministro do Trabalho e da Solidariedade Social, uma alusão aos pontos fortes desta reforma. Ante de Sócrates, Vieira da Silva, salientou que a a partir da entrada em vigor do novo pacote laboral o combate ao uso ilegal e abusivo dos recibos verdes será feito através das mudanças legislativas, da fiscalização.
Numa breve declaração na abertura, Maria da Luz Rosinha, presidente da autarquia vila-franquense salientou a importância da reforma laboral, e que as propostas trazidas a lume pelo PS “serão seguramente participadas e terão o contributo de todos os agentes, com vista a um acordo em sede de concertação social”.
Maria da Luz Rosinha, destacou também a importância do diagnostico das relações laborais em Portugal, tais como a “elevada precariedade do emprego, a necessidade de uma maior auto-regulação, a necessidade de uma maior qualidade do emprego e a necessidade de uma maior protecção social” o que só é possível, segundo a autarca “através de novas politicas de emprego, segurança social e formação”disse, reforçando que as propostas ao nível do sistema de protecção social “que permitem uma maior compatibilização da vida familiar com a vida profissional” referiu.

Vale do Paraíso ganha pavilhão em terrenos de Azambuja


Porco assado, música e clima de festa popular, marcaram a inauguração do novo polidesportivo de Vale do Paraíso no concelho de Azambuja. A obra que custou perto de seiscentos mil euros, foi inaugurada no dia da liberdade, sob o olhar atento dos populares que agora têm um pavilhão novinho em folha mas em terrenos da freguesia de Azambuja.


Vale do Paraíso tem desde o dia 25 de Abril um moderno pavilhão polidesportivo. A obra já terminada há algum tempo, surgiu da necessidade de dotar aquele ponto do concelho de Azambuja, com aquele tipo de equipamentos.
A nova estrutura que vai servir as freguesias de Vale do Paraíso e Aveiras de Baixo, foi integralmente construída através da EMIA (Empresa Municipal de Infra-Estruturas de Azambuja) e teve um custo aproximado de seiscentos mil euros.
O nono equipamento que há muito era ansiado pela população, possui boas condições para praticantes e também espectadores. O campo de jogos está preparado para várias modalidades, desde o futsal, passando pelo andebol ou pelo basket.
Balneários, bancadas e uma zona de bar completam a estrutura.
Joaquim Ramos, presidente da câmara de Azambuja, salientou também a importância do equipamento, e lembrou que a nova estrutura fica, curiosamente, edificada numa parcela de terreno pertencente à freguesia de Azambuja.
Segundo o autarca um erro na divisão de freguesias, ditou a que o terreno “embora quase no centro urbano de vale do paraíso, pertence inexplicavelmente à freguesia de Azambuja”.
Um erro que segundo o autarca, está a ser corrigido “por iniciativa do presidente da junta de Vale do Paraíso, já se iniciaram as negociações e os estudos com a junta de freguesia de Azambuja”, pelo que segundo as expectativas de Joaquim Ramos “a muito curo prazo esta situação, de devolver a Vale do Paraíso aquilo que é os seus limites urbanos, estejam definitivamente resolvidos”.
Para António Marques Batista presidente da junta de freguesia de Vale do Paraíso, esta é uma obra importante para a freguesia. O presidente da junta elegeu a nova estrutura como um meio para o fomento desportivo e cultural da freguesa, sendo que no novo pavilhão “a prioridade será a formação”, sendo o ADR (Associação Desporto e Recreio) quem mais irá utilizar aquele espaço “através do futsal e da ginástica”, que são as duas modalidades com maior numero de praticantes na freguesia.
Numa segunda fase, o presidente da junta salienta que está a ser pensada a construção de um anfiteatro ao lado do pavilhão. A secção de musica da colectividade está a crescer, e por isso António Marques, defende a construção de uma nova estrutura num terreno em anexo com cerca de 800 metros quadrados, mas ainda sem data para as obras avançarem.

Monday, April 28, 2008

Falta de coordenação gera dúvidas


A morte de um homem no passado dia 4 de Abril está a gerar polémica entre os bombeiros de Azambuja e o INEM (Instituto Nacional de Emergência Médica).
Segundo Pedro Cardoso, comandante dos voluntários de Azambuja, o alegado atraso no accionamento de meios por parte do CODU (Centro de Orientação de Doentes Urgentes) e a falta de coordenação do sistema de emergência por parte da entidade responsável, está na origem do descontentamento de alguns populares.
De acordo com uma fonte, no dia 4 de Abril, um homem residente no Carregado, sentiu-se indisposto com uma forte dor no peito em frente à empresa Avipronto enquanto esperava pela esposa que ali trabalha.
O homem, acompanhado por um filho menor, começou a queixar-se de dores agudas no peito, e foi um popular que ligou para o 112 a pedir auxilio.
Entretanto, o operador do 112 deu algumas instruções de reanimação a um popular, enquanto accionava a VMER (Viatura Médica de Emergência) de Vila Franca de Xira e os próprios bombeiros.
Contudo os meios tardavam a chegar, o que levou a que um popular se dirigisse pessoalmente ao quartel, que ficava a cerca de dois quilómetros do local. Pedro Cardoso, disse ao Vida Ribatejana que a chamada do CODU para a central dos voluntários, aconteceu quase em simultâneo com a chagada do popular, que se mostrava “irritado e com razão, com a situação e a dizer que já ligamos há meia hora e vocês não aparecem?”. Cardoso garante no entanto que os bombeiros não tinham sido avisados pelo CODU e que o popular lhe tinha transmitido que o pedido de socorro para o 112 já tinha acontecido há perto de meia hora atrás.
Cardoso que lamenta a situação, diz também que este não é caso único nas relações entre o CODU e os bombeiros e vinca que neste caso “quando chegamos já não havia nada a fazer, e quanto a VMER chegou também não”, não sabendo explicar se neste caso o desfecho poderia ser diferente.
O operacional diz não perceber o que se passou entre a altura em que se ligou para o 112 e a chagada da chamada à central dos bombeiros. Cardoso diz que o INEM tem de explicar a situação “que se tem vindo a agravar” e diz que nesse mesmo dia houve uma situação semelhante “mas com consequências menos gravosas”.
O caso passou-se na manhã de sexta-feira dia 4, “uma senhora que se sentiu mal, veio aqui um popular chamar os bombeiros, e nós ainda não tínhamos recebido a chamada do CODU”.
Há, segundo Pedro Cardoso, situações mal explicadas. Uma delas está relacionada com uma emergência dentro da vila de Azambuja há perto de um mês, em que a VMER chegou ao quase ao mesmo tempo que os bombeiros, cujo quartel fica a poucos metros do local. Neste caso Cardoso diz não querer acreditar que exista um atraso deliberado nas comunicações para os bombeiros, a fim de minimizar o tempo de espera pelos meios do INEM.
O operacional vinca e enaltece o trabalho dos profissionais de saúde do INEM, mas lembra que o sistema que está implantado não funciona, defendendo para isso, um outro que integre todas as forças de protecção civil de forma articulada e mais harmoniosa.
Via telefone, Pedro Coelho dos Santos, responsável pelas relações publicas do INEM, refutou as criticas dos bombeiros de Azambuja salientando a prontidão dos profissionais de saúde. Contudo o responsável do INEM prometeu fazer chegar ao Vida Ribatejana esclarecimentos mais aprofundados, via email, mas até ao fecho desta edição tal não aconteceu.

Nova Imagem Para Azambuja


Azambuja está a preparar uma campanha para atrair investimento privado. Nesse sentido a autarquia encomendou um estudo para criar uma nova imagem para o município, mais atractiva e mais dinâmica.
A campanha que foi entregue a uma empresa privada – Refresh- custou perto de 18 mil euros, e engloba novo material promocional, entre os quais várias acções de marketing e publicidade a nível nacional, numa primeira fase.
Segundo Joaquim Ramos, esta é uma acção que “se justifica dado, por um lado o facto de termos ma zona industrial relativamente significativa, e com algumas potencialidades. Por outro a deslocalização do aeroporto de Ota para Alcochete, ainda vem mais realçar de fazer uma campanha deste género”.
A primeira fase do projecto já está feita e engloba algumas frases que irão servir de mote ás campanhas, nos mais variados sectores económicos do município. Frases como “Na Azambuja a Gastronomia é como a natureza “ ou Na Azambuja o turismo é como a natureza” fazem parte um vasto leque de slogans a serem utilizados nesta campanha.
Contudo esta fase contempla também a alteração do logótipo do município. Joaquim Ramos explica que o brasão do município vão manter-se, contudo a câmara prepara-se para alterar o actual logótipo “que são as duas ondas que figuram, por exemplo, nos autocarros da câmara, ou em alguns documentos”.
O novo logótipo, criado pela Refresh simboliza as duas letras que marcam Azambuja. O “A” e o “Z”.
Todavia o novo “logo” passa também a simbolizar os mouchões existentes no Tejo e o próprio rio, que em tempos fez parte do dia-a-dia de muitos azambujenses.
Com esta campanha, o município ganha também uma mascote. Os responsáveis da empresa decidiram-se pela Garça “que é uma ave típica do ribatejo, não especificamente de Azambuja” e vai servir para ser utilizada em todos os materiais “nomeadamente pedagógicos” referiu Lucília Guerreiro, responsável pela campanha, que anunciou também a criação de sitio na Internet que vai estar online em breve.
Ainda este ano, a acção prevê encontros com a imprensa e com alguns empresários, bem como as câmaras de comércio e industria “Lusoespanhola, Lusobritanica” entre outras.
A nova imagem vai aparecer já durante a Feira de Maio, no fim do mês que vêm, com uma série de iniciativas, bem como o aparecimento de outdoors em vários pontos do concelho de Azambuja e fora.





Tuesday, April 15, 2008

Os Conselhos da GNR aos idosos


Dezena e meia de idosos participaram sexta-feira numa sessão de esclarecimento promovida pela Guarda Nacional Republicana em Aveiras de Cima.
Com o objectivo de divulgar algumas práticas de segurança junto deste grupo da população, os militares elucidaram os presentes sobre um conjunto de medidas a ter em conta no dia a dia.
Ainda com as notícias de agressão a uma idosa em Vila Nova da Rainha bem presentes na memória, os idosos aveiricences, escutaram com alguma atenção os conselhos da GNR, para evitarem ser alvo de burlões ou de assaltos.
Ao militares aconselharam os mais velhos a desconfiar de algumas práticas, e advertiram que em caso algum “nenhum funcionário das finanças, segurança social ou de um banco” se desloca a casa dos clientes para trocar seja o que for.
Trancar as portas e não deixar o correio amontoado à porta de casa por muito tempo, são sinais que podem fazer toda a diferença. No caso de ausência mais prolongado, os militares aconselharam mesmo que os idosos deixassem uma lâmpada de baixo consumo ou um radio ligados.
Embora ainda sejam poucas as queixas deste tipo de burlas em Aveiras de Cima, as autoridades preferiram não facilitar.
Há relatos de algumas burlas em Aveiras de Cima, mas segundo apurou o Vida Ribatejana, casos de sequestro ou agressões a idosos não estão referenciados.
Todavia, os militares da GNR acreditam que muitas situações não chegam ao seu conhecimento. Os idosos, especialmente os que são burlados, acabam por não fazer queixa no posto policial “por vergonha ou por medo”, inviabilizando assim a identificação e a captura dos burlões.
Para o tenente Pedro Ramos, comandante do destacamento da GNR de Alenquer, estas acções são muito importantes na vida dos idosos. Elas ajudam a precaver algum crimes, salientando que servem em grande medida para “alertar os idosos para a grande temática de hoje em dia, que são as burlas”.
O responsável salienta que as situações mais comuns relatadas à GNR “dão conta de indivíduos que se fazem passar por funcionários da segurança social ou CTT, ou de outras instituições, que se aproveitam do desconhecimento de causa das população mais idosa para ganhar algum dinheiro”.

Monday, April 14, 2008

Rafael Abreu produtor de vinhos


Quase a completar 72 anos de vida Rafael Abreu é um agricultor feliz. Participante desde a primeira hora na Ávinho, não se coíbe de dizer que os néctares de Aveiras de Cima são os melhores da região.
Rafael Abreu, é um pequeno produtor de vinhos, mas com uma grande capacidade de inovação. Rafael foi-se atapetando aos novos tempos e as exigências e hoje o seu vinho é procurado de norte a sul do país e além fronteiras.
È com orgulho que diz que há pouco tempo teve compradores de fora de portas, tudo para reafirmar a qualidade dos seus vinhos produzidos na região e embalados de forma familiar ao fim-de-semana pelo filho e pelo genro que dão uma mãozinha no negocio de família.
Aliás Rafael Abreu, apenas lamenta não saber qual o futuro da empresa que construiu nos últimos anos. Lamenta que os filhos não queiram prosseguir o negocio, mas em todo caso o dia-a-dia vai sendo quase igual quando era mais novo.
“Hoje a agricultura é diferente” salienta Rafael Abreu, que herdou do pai, que tinha herdado do avô, o gosto pelo que a terra dá.
Os dos são diferentes, as exigências são outras e por isso agora com a agricultura mecanizada, há novas oportunidades.
Contudo as coisas poderiam ser melhores, não fosse a burocracia, diz Rafael Abreu.
Antes sem a União Europeia, as coisas eram diferentes, hoje não nega que todo está melhor, mas lamenta o que passou para construir aquilo que hoje tem. Rafael agricultor de profissão, já foi funcionário do estado. Esteve na penitenciária de Alcoentre e chegou a ser motorista dos filhos dos funcionários. Quis o destino que em paralelo construísse a empresa que hoje dá sustento à família, depois de muitos anos a percorrer muitos caminhos com sacrifício. É por isso que lamenta o facto “de termos andado, eu e o meu irmão, a construir uma vinha com sacrifício” e nos dias de hoje as coisas “estão a pôr-se de uma maneira que existem meia dúzia de indivíduos a querem mandar no pais inteiro, na zona europeia. São eles os mandões disto tudo” desabafa Rafael Abreu acrescenta “isto esta nas mãos dos grandes. E nos os pequenos que andamos uma vida inteira, temo-nos sentido ultrapassados pela falta de capital em relação a esses indivíduos grandes” disse.
As coisas estão muito diferentes. Já lá vão os tempos das tabernas de Aveiras de Cima. Das mais de doze que teve, só subsiste a Taberna do Chico Guela que o Vida Ribatejana destacou no ano passado. Rafael Abreu diz que essa “é a única onde a malta pode ir beber um copinho à antiga portuguesa. Agora tem de se beber um copinho, mas à moderna portuguesa”.
O produtor lamenta que a burocracia esteja a dificultar a vida ás tabernas e aos produtores “antigamente a gente gostava de ir à tasca beber um copo à saloia, hoje não” está tudo diferente.
Rafael Abreu é um dos participantes desde a primeira hora da Avinho. È com orgulho que ostenta a sua participação no certame e abre as portas aos visitantes. Aos estranho e aos amigos, porque a Avinho é mesmo a Festa do Vinho e das Adegas.

Praça de Toiros vai mesmo abaixo



Está marcada para a próxima quarta-feira uma assembleia-geral da Associação Cultural – Poisada do Campino de Azambuja.
A iniciativa reveste-se de alguma importância, porque serão apresentadas as contas referentes à actuação da comissão administrativa anterior e da actual direcção, que a associação esteve um par de anos sem qualquer assembleia.
Nesta reunião será também votada pelos sócios, a alienação da praça de toiros de Azambuja, que dará lugar a um pavilhão multiusos, com capacidade para se realizar ali, espectáculos taurinos.
Já há muitos anos que a praça de toiros de Azambuja vem sendo alvo de constantes manutenções, sendo que o presidente da câmara, sempre recusou a construção de uma praça de toiros em alvenaria, tendo em consideração os custos que daí advinham.
Com a requalificação do Campo da Feira, a autarquia decidiu incluir também a praça de toiros.
Adquirida por um conjunto de empresários na segunda metade dos anos oitenta, o imóvel foi sofrendo algumas alterações. Nesta altura apenas o exterior é desmontável e revestido a zinco. Parte do interior já é em alvenaria, como são os casos das casas de banho, da enfermaria ou dos curros.
Ao longo dos anos a praça foi conhecendo algumas alcunhas. Os aficionados azambujenses cedo se habituaram a chamar-lhe de “Monumental de Zinco” nome que irá agora perdurar nas memórias de cada um, já que o novo pavilhão que deverá estar pronto no próximo ano, será construído no mesmo local.
A próxima assembleia-geral da associação, que está marcada para as 21 horas da próxima quarta-feira, irá decidir o futuro da praça, um futuro quase certo, uma vez que Joaquim Ramos presidente da autarquia, já tem em andamento, alguns projectos para o Campo da Feira que está a ser intervencionado no âmbito do POLIS.

Grupo de Forcados de Azambuja mais pobre


Desde sábado dia 5 que a festa brava chora a partida de mais um homem. Fernando Barreto que foi o primeiro-cabo da história do Grupo de Forcados Amadores de Azambuja, faleceu com 59 anos de idade.
Fernando Barreto que foi também um dos fundadores do grupo em 1967, teve a sua última aparição pública no espectáculo comemorativo dos 40 anos do grupo.
Já há perto de 20 anos que Fernando Barreto não vestia a jaqueta, tendo deixado o grupo para os mais novos.
A comunidade tauromáquica azambujense lamenta a perda de mais um dos filhos do grupo que faleceu de forma inesperada pelos familiares mais directos.
Contudo Fernando Barreto deixa sucessores. O Filho Carlos Barreto que já foi forcado em Azambuja, é actualmente um dos homens do aposento do Cartaxo.

Wednesday, April 09, 2008

Semana da Juventude em Azambuja



Com um balanço extremamente positivo por parte das autoridades autarquias, a Semana da Juventude de Azambuja chegou ao fim.
Para trás ficam inúmeros espectáculos musicais, torneios de Playstacion e outro tipo de actividades radicais, de onde se destaca a escalada.
Mas nem tudo foi radical. A Semana da Juventude encerrou ainda várias actividades ao ar livre, campeonatos de matraquilhos e dança, sendo que culminou sábado com uma série de espectáculos no jardim urbano de Azambuja. Entre as iniciativas, os jovens tiveram à sua disposição um tenda de música electrónica, com DJs do concelho de Azambuja, espectáculos circenses, ou simplesmente a final do torneio de Playsation.
Contudo a grande novidade deste ano foi o programa “Acorda para a Vida”. Trata-se de um projecto no âmbito das rádios-escola, e que pela primeira vez foi difundido além muros, através da antena da Rádio Ribatejo. Pelo programa, passaram nomes como a cantora Dana, a estilista Madalena Toskany, Paulo d’Azambuja, entre outros jovens que com determinação e persistência, alcançaram os seus sonhos.
O programa que deverá ser repetido para o próximo ano, com a coordenação de Inês Ramos, contou com o apoio da autarquia. Neste sentido Marco Leal, que atribuiu a este projecto uma dose de grande sucesso, não hesitou em afirmar que a câmara voltará a apoiar esta iniciativa.
O “Acorda para a Vida” que culminou com uma emissão em directo no centro comercial Atrium, contou como convidados com os responsáveis pelas escolas do concelho, nomeadamente pela directora do agrupamento “Vale-Aveiras” e com a assistência de dezenas de encarregados de educação que não quiseram perder a passagem no mundo da radio profissional dos seus filhos.
Todavia, o grande projecto para os jovens do concelho de Azambuja está a chegar. Trata-se de um portal na Internet, onde segundo o vereador da Juventude e Educação, marco Leal, vai apostar.
Em declarações ao Vida Ribatejana, o vereador afirma que está para breve a entrada em funcionamento do portal. A semana da juventude seria uma boa altura para a apresentação, mas os prazos não o permitira.
Este site ainda sem morada indicada, terá hiper-ligações a outros sites, onde os jovens poderão recolher o mais variado tipo de informações. Sejam elas ligadas à educação, como são os casos das universidades ou dos cursos a escolher, sejam elas ligadas ao mercado de trabalho ou lazer.

Machado Lourenço pode concorrer á Câmara


António Machado Lourenço, antigo vice-governador civil de Lisboa e ex-vereador da autarquia vila-franquense pelo PSD, admite encabeçar uma lista de independentes para concorrer à liderança da Câmara Municipal de Vila Franca de Xira em 2009.
O anúncio foi feito este sábado ao programa Conversa Franca da Rádio Ribatejo, onde o ex-vereador classificou o actual momento do PSD local como “esgotado” referindo que o partido “não tem conseguido fazer politica capaz de por o PSD onde deveria de estar”.
O responsável lembra que em 1979 quando foi candidato à câmara “tive quase onze mil eleitores, num eleitorado de 60 mil eleitores. E elegemos na altura 2 vereadores, ficamos à beira do terceiro”. Machado Lourenço diz que não compreende o decréscimo do numero de votos que o partido tem tido em Vila Franca de Xira, lembrando “até os outros candidatos que vieram de fora tiveram cerca de sete mil votos e só têm um vereador” e não se vislumbra, segundo Machado Lourenço, qualquer subida na votação “da maneira de como as coisas estão. Não vamos subir”.
O ex-vereador confirmou que existe um grupo de pessoas que o tem incentivado a concorrer à autarquia contudo não adiantou quaisquer nomes dos envolvidos no movimento de apoio “uns são ligados ao PSD, outros não. Mas acham que se deve fazer uma lista de independentes. Pessoas com credibilidade e com independência para concorrer à câmara”.
Todavia, Machado Lourenço não deu ainda qualquer resposta, deixando a porta entreaberta para a possível candidatura.
Há no entanto alguns aspectos a ter em conta, segundo Lourenço. Este é um assunto delicado para o ex-vice -governador de Lisboa “eu sou social democrata, fui sempre do PSD, ainda o PSD não estava feito e eu já estava com a ala liberal de Sá Carneiro e companhia” por isso diz Lourenço, esta não é uma decisão fácil “é uma decisão que tem de ser muito bem estudada e bem vista porque é uma decisão radical para mim” afiançou Machado Lourenço, que nada mais acrescenta a este assunto deixando a possibilidade no ar.
Recordo que nas últimas autárquicas, Machado Lourenço foi impulsionado a concorrer à Junta de Freguesia de Vila Franca de Xira como independente, contudo essa situação acabou por não se verificar.


Saneamento total até 2009


A CDU de Azambuja quer que o concelho fique totalmente coberto das infra-estruturas de saneamento até 2009.
Nesse sentido, os comunistas estão a promover um abaixo-assinado, que será entregue à câmara e à assembleia municipal. Este sábado as assinaturas foram recolhidas junto ao mercado mensal em Azambuja, mas os comunistas asseguram que até à data, das diversas acções que levaram a cabo, já conseguiram 620 assinaturas.
Só neste sábado, os comunistas garantem, ter conseguido que 350 munícipes, aderissem à causa.
João Couchinho, disse ao Vida Ribatejana que o saneamento é uma das grandes preocupações da CDU, lembrando que zonas como os Casais de Baixo e dos Britos na freguesia de Azambuja, ou Manique do Intendente, não possuem ainda saneamento, nem ligação a ETAR.
A existir algum saneamento nestas zonas, João Couchinho alerta para o facto da rede não estar ligada a nenhuma ETAR “ e assim os esgotos estão a ir para os rios e isso não é qualidade de vida”.
O dirigente comunista salienta que tem sido frequente a abordagem sobre este assunto em câmara ou na assembleia municipal “mas não tem sortido qualquer efeito”.
Couchinho lamenta as prioridades traçadas pelo executivo da maioria socialista, e lembra que “na última reunião de câmara, foi apresentada uma proposta para quatro campos de piso sintético. Isto é uma questão de prioridades” diz João Couchinho, referindo que a CDU nada tem contra os campos “mas primeiro que tudo, devia estar o saneamento e a qualidade de vida” acrescentando que “não se admite que a câmara enverede por este caminho, num concelho como o nosso e gaste 350 mil euros por cada campo sintético, com tantas necessidades ao nível do saneamento básico da população”.
João Couchinho acusa a câmara de seguir o caminho do populismo “aproximam-se as eleições e pensa que a população com quatro campos sintéticos fica bem servida”.
Segundo a CDU as assinaturas agora recolhidas serão entregues em Setembro, até porque garante, irão fazer mais recolhas noutros pontos do concelho.

Monday, March 24, 2008

Azambuja tem falta de casas para habitação social


Luis de Sousa vereador da Câmara Municipal de Azambuja com o pelouro da acção social, lamentou em sessão de câmara não ter ainda uma resposta do Estado no que toca ao aproveitamento das antigas casas dos guardas de Alcoentre.
Esta tem sido uma das reivindicações do executivo socialista, que há muito espera pela utilização dos bairros abandonados de Alcoentre, para serem transformados em bairros sociais.
Este assunto tem sido abordado insistentemente por parte da autarquia, mas o Estado ainda não passou para a câmara a gestão do bairro, algo que já estava acordado com o antigo director geral dos serviços prisionais.
Actualmente o bairro está quase desabitado. Sobra apenas uma casa que alberga uma família vítima de um incêndio há seis anos atrás. Uma situação de excepção que a câmara de Azambuja gostaria de ver alargada ás restantes casas.
Construídas para os funcionários dos estabelecimentos prisionais de Alcoentre, as casas foram sendo deixadas vagas ao longo dos últimos anos. Luis de Sousa justifica o abandono das habitações com o subsídio que o governo dá aos funcionários para a compra de casa “com esse subsídio conseguem comprar um apartamento no Cartaxo, Caldas ou Santarém, e vão-se embora”.
O resultado está à vista, diz o vereador “os bairros estão abandonados e está tudo a cair” acrescentando que a autarquia necessita daqueles imóveis para “realojar algumas famílias no âmbito da habitação social que vivem em barracas de chapa”.
O vereador acrescenta no entanto que a câmara já enviou algumas cartas ao Estado, destacando a situação social em que vivem algumas famílias, sendo que existem mesmo crianças referenciadas na comissão de protecção de crianças e jovens: por outro lado Luis de Sousa lamenta a venda de terrenos junto do estabelecimento prisional de Vale Judeus, sendo que estes voltaram a ser necessários para uma nova prisão. Agora e sem terrenos próprios, o Ministério da Justiça prepara-se para construir uma prisão na localidade de Virtudes, com tudo o que isso implica nomeadamente “o corte de pinheiros que é um dos pulmões de Azambuja”.
Mas os problemas de habitação social não se esgotam em Alcoentre. O outro pólo a “Quinta da Mina” luta há anos contra a falta de espaço.
Construído no início dos anos 90 para albergar as famílias de um bairro ilegal em Azambuja, o Bairro não teve problemas de maior no que toca à integração das primeiras famílias. Nos primeiros anos tudo correu bem, mas com o passar do tempo, alguns dos apartamentos começaram a ser ocupados ilegalmente por pessoas oriundas de fora do concelho, em grande maioria de etnia cigana. Os desaguisados constantes sobretudo entre famílias, trouxeram um clima mais tenso ás relações entre vizinhos. Ao memo tempo a falta de controlo da câmara da ocupação das casas, veio a agudizar o problema, que em muitos casos se traduziu na falta de pagamento das rendas, puxadas de luz e de água ilegais, bem como da TV Cabo e degradação das habitações.
Face a esta situação a autarquia está a negociar há alguns anos a saída das famílias de etnia cigana para outro espaço.
Durante algum tempo, as negociações estiveram num impasse, mas nos últimos meses a “câmara conseguiu chegar a acordo com a matriarca das famílias em causa” conforme explicou ao Vida Ribatejana Luis de Sousa.
A autarquia irá disponibilizar um terreno junto à ETAR de Azambuja para albergar as famílias em causa. Para já segundo Luis de Sousa o terreno já esta definido, falta apenas delinear o modelo de construção das habitações.
As casas que serão deixadas vagas na “Quinta da Mina”, serão recuperadas e colocadas ao serviço da habitação social. Na maioria, os apartamentos não têm soalho, as portas estão danificadas e as instalações de água e luz necessitam de ser revistas.

Tuesday, March 11, 2008

Uma cadeia na Mata Nacional das Virtudes


A construção de uma nova prisão na localidade de Virtudes parece ser irreversível. NO entanto tanto a câmara como os agentes económicos do concelho de Azambuja estão apreensivos quanto ao seu impacto. Não só a localização não é a mais acertada, como a criação de riqueza para o município pode ser relativa.



Joaquim Ramos presidente da Câmara Municipal de Azambuja disse em reunião de câmara que as Virtudes “é uma das fortes candidatas” à construção da nova prisão no distrito de Lisboa.
Têm sido recorrentes, sempre que se sabe quais as verbas inscritas em PIDDAC, as cartas de desagrado do presidente da câmara ao Estado, apelidando o documento frequentemente como “PIDDAC das Prisões” tais são as verbas afectas aos dois estabelecimentos prisionais existentes no concelho. Vale de Judeus e Alcoentre.
Desta vez o PIDDAC poderá aparecer com uma generosa verba para a construção da cadeia que deverá substituir o Estabelecimento Prisional de Lisboa e cuja nova localização poderá ser a mata das Virtudes na freguesia de Aveiras de Baixo.
Joaquim Ramos, salienta que essa localização ainda não está dada como certa, contudo o autarca lamenta que a mata das Virtudes possa vir a acolher uma infra-estrutura daquele género, até porque o terreno pertence ao Estado e a autarquia não tem ali qualquer palavra a dizer.
Aliás, é frequente a autarquia querer limpar os acessos à mata e ser impedida de o fazer, dado que não tem qualquer jurisdição sobre o terreno.
Joaquim Ramos vinca entretanto que a nova construção deverá ficar por de trás de um restaurante situado na zona da Guarita e ocupará cerca 30 mil metros quadrados “e não implica o encerramento Estabelecimentos de Alcoentre e Vale Judeus" é por isso uma terceira Cadeia no concelho de Azambuja.
O autarca diz entretanto ter “sentimentos contraditórios” face a este assunto. Ramos vinca que mesmo entre a vereação socialista, existem pensamentos diferenciados sobre os benefícios ou não para o município deste tipo de estruturas “e sei que há muitos colegas meus presidentes de câmara, que se andam a estaginhar para ter a prisão no seu território e inclusive a oferecer terrenos de borla para esse tipo de situação”.
Contudo Azambuja sai a ganhar porque “o Estado tem aqui terrenos”. Contudo Joaquim Ramos lamenta o facto que o Estado “tenha alienado perto de trezentos hectares de terreno que tinha em Alcoentre, uns meses antes de andar ao tio ó tio à procura de terreno para construir um novo estabelecimento prisional”.
O presidente da câmara, considera porém, e pese embora o facto da decisão ainda não estar tomada, que a autarquia pouco pode fazer para evitar a construção do equipamento, dado ser da competência do Estado.

ACISMA contra a prisão


A Associação de Comércio e Industria de Azambuja diz discordar da localização desta decisão governamental.
Segundo Daniel Claro porta-voz da associação não está em causa “a importância de um avultado investimento público num concelho como o nosso que nessa matéria, nomeadamente em termos do PIDAC, tem sido quase ignorado pelo governo”.
Contudo o responsável lembra que o município já tem duas cadeias poderá conotar “Azambuja em definitivo num concelho cujo paradigma fundamental do desenvolvimento, passará a ser conotado em larga medida com os estabelecimentos prisionais, com todas as consequências em termos de futuro que daí advirão” lembrando que a construção daquela estrutura fosse em Alcoentre, local onde estão as outras duas cadeias “este paradigma poderia ser em larga medida atenuado e os seus efeitos perversos diluídos”.
Por outro lado à semelahança do próprio presidente da câmara, Daniel Claro questiona Conde Rodrigues, secretario de Estado da Justiça sobre o facto de ter vendido o uma parcela de terreno de centenas de hectares em Alcoentre “e dois ou três meses depois resolve estudar a localização de uma cadeia exactamente na outra ponta do concelho e em terrenos que implicam directamente com a Mata Nacional das Virtudes” destacando que “a preservação e aprofundamento eram reconhecidas no próprio ante-projecto do PROT de Novembro de 2007 (Plano Regional de Ordenamento do Território)”.
O porta-voz da ACISMA interroga-se ainda quanto à transparência desta decisão e apela a Conde Rodrigues que explique “publicamente explicadas pelo Sr. Secretário de Estado. É uma exigência que deve ser feita por todos aqueles que neste concelho têm reflectido sobre os problemas do desenvolvimento sustentado”.
Por outro lado, Daniel Claro argumenta que este investimento poderá ter no futuro “efeitos positivos na economia e muitos mais teria se a sua localização fosse outra”, reforçando que a “localização é absolutamente absurda em termos de ordenamento do território”e que a “nossa condição de concelho com uma forte componente prisional condicionará no futuro investimentos de outra dimensão e a fixação em termos qualitativos quer de empresas quer de uma população”.
Quanto aos postos de trabalho, Claro diz não haver garantias que os trabalhadores sejam maioritariamente da zona de Azambuja “até porque outros estabelecimentos prisionais estão programados para fechar e evidentemente que os funcionários dessas estruturas serão deslocalizados” ao mesmo tempo que argumenta “nada garante que contribuam de uma forma assim tão decisiva para a economia local. Aliás basta olhar para Alcoentre para se perceber que esse potencial não é automático e que por exemplo Rio Maior retirou um efeito bastante mais positivo que o próprio concelho de Azambuja, nomeadamente em termos comerciais” disse.