Monday, October 20, 2008

CDU/Azambuja contra protocolo


O vereador da CDU António Nobre contestou na última reunião de câmara a rectificação de um acordo entre o Ministério da Educação e a câmara municipal.
O vereador argumenta que “não passo chegues em branco” e por esse motivo discorda da forma de como o acordo foi assinado sem que tivesse baixado à câmara para discussão e aprovação, antes da assinatura formal.
Segundo António Nobre, o acordo não é específico no que toca à transferência de meios financeiros do estado para a autarquia para fazer face ás despesas com os equipamentos e com o pessoal.
Este foi de resto um protocolo que foi contestado numa primeira fase pela Associação Nacional de Municípios, mas que posteriormente foi dada luza verde para que as câmaras que quisesses, o pudessem assinar.
Azambuja foi uma das 90 autarquias que aceitou a transferência de competências, que envolve o ensino básico.
Na prática as câmara passam a ter a responsabilidade directa sobre os estabelecimentos de ensino, algo que já vinha acontecendo, mas sem estar regulamentado.
O vereador comunista diz que “ falta um estudo sobre o impacto financeiro para as finanças municipais”, situação que não aparece, segundo o vereador, mencionada na proposta ou no contrato já assinado”, argumentado que o contrato não especifica “que verbas são assumidas pelo governo ou pela administração central”.
Nobre lamenta que Joaquim Ramos presidente da câmara, e que este ausente da sessão “não ouviu a câmara”.
O vereador argumenta igualmente que a aprovação do documento na câmara já devia ter sido feita, lembrando que já tinha existido uma reunião do executivo poucos dias após a assinatura com o ministério da educação, lamentando que Joaquim Ramos “não tenha dado conhecimento à câmara, nessa reunião, que tinha subscrito o contracto”.
António Nobre salienta que o contrato assinado com o Ministério da Educação “é anulável” e por isso vai requerer “uma certidão desta acta, precisamente para extrair daqui uma comunicação ao ministério público, para a instauração da competente acção administrativa especial para anular esta deliberação”, argumentando ainda que “não faz sentido este procedimento adoptado pelo senhor presidente da câmara”.
Com a ausência de Joaquim Ramos, coube ao vereador Marco Leal defender a proposta. O vereador da educação, salientou as vantagens desta proposta assinada com o ministério da educação. Marco Leal alegou que na visão da CDU o “Estado é centralista e tudo o que é transferência de competências, deixa lá estar na administração central que nós estamos aqui quietinhos”, contudo o vereador assegura que a autarquia pretende uma politica diferente “nós queremos fazer parte activa na educação do nosso concelho e para os destinos do nosso concelho” defende o vereador, ao mesmo tempo que vinca que “queremos poder actual sempre que esta ou aquela escola está em más condições, sem estarmos à espera da parte da DREL, anos e anos a fins”. Nestes casos, diz o vereador depois de muitos anos de espera, os conselhos executivos das escolas acabam por pedir à câmara que intervenha nos edifícios.
Embora o PSD tenha votado abstenção, o documento acabou por passar com os votos da maioria socialista, o que não invalida que o ministério publico de procedência à queixa do vereador comunista e anule o contrato assinado entre câmara e o ministério da educação.

Novos projectos no apoio social a idosos


Mais de 1500 idosos passaram um fim-de-semana diferente em Azambuja. Nos dias 4 e 5 a câmara local voltou a comemorar o dia do idoso com o habitual almoço convívio num restaurante local.
Como habitualmente, e durante os dois dias, os mais velhos puderam conviver, dançar e cantar as modas de outros tempos.
O concelho de Azambuja tem nesta altura, e segundo os censos de 2001 cerca de 3700 idosos no total. A maioria esta fixada na freguesia de Azambuja que totalizava em 2001, 1007 pessoas com mais de 65 anos.
A freguesia de Aveiras de Cima é a segunda com mais pessoas idosas, totalizando 745. Segue-se a freguesia de Alcoentre com 706.
Em Manique do Intendente existiam em 2001 perto de 387 idosos e em Aveiras de Baixo, 255.
Segundo os números dos censos 2001 fornecido pela autarquia azambujense, em Vale do Paraíso moravam 238 idosos e em Vila Nova de São Pedro 220.
Nos últimos lugares estão as freguesias de Maçussa e Vila Nova da Rainha com 161 e 137 pessoais idosas respectivamente.
E embora não especifique o número, a câmara de Azambuja admite casos de alguns idosos que necessitam de algum acompanhamento.
Nesse sentido, a acção social salienta que “quando tem conhecimento de casos encaminha para a Segurança Social” salientando que cabe ás IPSS (Instituições Particulares de Solidariedade Social) acompanhares posteriormente os idosos.
Na freguesia de Azambuja existem duas IPSS. A Santa Casa da Misericórdia e o Centro Paroquial e Social de Azambuja. Enquanto a Santa Casa tem as valências de lar e centro de dia, o Centro Social e Paroquial tem apenas o centro de dia, onde habitualmente presta apoio a 85 idosos. O Centro Social e Paroquial, disponibiliza também um centro de convívio, onde outros 83 idosos convivem diariamente.
Esta é de resto uma instituição que ainda está a crescer. Para além de prestar apoio domiciliário a 50 idosos, tem dois pólos em Casais de Baixo e Vila Nova da Rainha, também com o objectivo de proporcional aos mais velhos momentos de convívio entre si.
Instalado na antiga escola preparatória de Azambuja, o Centro tem crescido todos os anos. Para além das valências de creche e de jardim-de-infância, a instituição está agora a acabar as obras do Centro de Noite. De acordo com o Cónego João Canilho, responsável pela instituição, a infra-estrutura deverá albergar 35 idosos, sendo que já existem alguns em lista de espera, embora destaque que a esta obra terão acesso os utentes do centro de dia que a instituição já acolhe. De acordo com o responsável, a nova estrutura de apoio deverá entrar em funcionamento entre o Natal e a Páscoa.
Quanto à Santa Casa da Misericórdia de Azambuja, presta neste momento apoio domiciliário a 15 idosos. O lar tem 49 utentes e o centro de dia é frequentado por cinco pessoas.
Para o futuro, a instituição espera construir residência para as classes com mais posses.
Ao todo são 15 vivendas que os mais velhos poderão adquirir, sendo que reverterão de novo à instituição quando existir o falecimento dos inquilinos.
No município de Azambuja, existem ainda centros de dia em Manique do Intendente, Vale do Paraíso, Aveiras de Baixo e um lar em Aveiras de Cima propriedade da paróquia local.




Mais velhos voltam à escola

Os idosos do concelho de Azambuja poderão completar o primeiro ciclo no próximo ano lectivo.
A Câmara de Azambuja e a Escola Básica Integrada de Azambuja já anunciaram que vão promover aulas gratuitas de alfabetização para os munícipes com mais de 60 anos.
Segundo uma nota da autarquia. O objectivo é “proporcionar aos participantes a realização do primeiro ciclo do ensino básico e a sua valorização pessoal permitindo desta forma uma participação mais activa na vida da comunidade”.
As inscrições já estão abertas na Divisão de Saúde e Acção Social, no Pátio do Valverde e nas Juntas de Freguesia.
As aulas que vão percorrer todo o município não têm ainda local definitivo. A autarquia lembra ainda que o funcionamento das aulas, está condicionado ao número de alunos inscritos.


PNT discute compensações


A Coligação Pela Nossa Terra de Alenquer pediu o agendamento de uma reunião extraordinária da câmara de Alenquer para debater o PAT, Programa de Acção Territorial que será implementado na zona que estava destinada ao aeroporto internacional de Lisboa em Ota.
O programa abrange os municípios de Alenquer e Azambuja, sendo que à partida, estes foram os mais prejudicados pela intenção do governo em deslocalizar o projecto.
Durante perto de hora e meia os vereadores do PNT, CDU e do PS debateram os projectos que serão implantados no local, salientando muitas da vezes a importância que as medidas compensatórias tiveram num conjunto de projectos que chegarão ao concelho mas lembrando também que nestes casos o “Estado não fez mais que a sua obrigação”.
Nuno Coelho, do PNT quis saber a extensão do PAT no município. Coube ao técnico da câmara de Alenquer Raul Simão, explicar que este não é maus que um documento estratégico e que será colocado em prática pela primeira vez no nosso país no município de Alenquer.
O técnico explicou que este documento será sobretudo orientador, não se sobrepondo ao PROT (Plano Regional de Ordenamento do Território) ou ao PDM (Plano Director Municipal).
O responsável pela área técnica do urbanismo da câmara de Alenquer explicou entretanto aos vereadores e aos poucos munícipes que assistiram à reunião que o PAT “é apenas um documento estratégico” e o que define o que se pode fazer ou não naquela área será o PDM ou mesmo o PROT.
Na zona para onde estava prevista a construção do aeroporto, diz o PAT deverá ser alvo de uma profunda transformação. O Plano que saiu de um estudo encomendado pelas câmaras de Alenquer e Azambuja prevê pólos tecnológicos “numa área imensidão” refere Nuno Coelho vereador do PNT que diz ambicionar “que haja tanta tecnologia para vir para cá” argumenta.
Tendo em conta os novos projectos que poderão chegar a Alenquer nos próximos anos e que levarão ao alargamento de algumas zonas industriais, o responsável técnico da autarquia defende que a autarquia deverá começar já a falar com os interessados “para que se possa articular a estratégia de planeamento do Plano Director Municipal com as intenções dos particulares naquilo que é interessante à câmara. Foi nessa a intenção dos projectos estruturantes”.
Mas há ainda algumas incertezas no que toca ao PAT para a zona da Ota. O facto de o local poder vir a ser atravessado pelo corredor de alta velocidade, poderá ser também determinante em todo o projecto. Para além disso há ainda a Base Aérea da Ota, que já esteve numa primeira fase para ser desmantelada, mas que perante o recuo na construção do aeroporto, essa situação foi anulada. O Vida Ribatejana Sabe que o Estado-maior da Força Aérea, estuda agora a possibilidade de uma racionalização do uso do espaço da base aérea, o que também, só por si é um condicionalismo aos projectos que possam implantar-se naquela zona.
Nuno Coelho, salientou entretanto que o PAT “é um bom conjunto de intenções” porem o vereador diz que gostaria de “ter também um bom conjunto de projectos”:
O vereador salientou igualmente que após a análise dos projectos estruturantes realizados ao abrigo das compensações do aeroporto ”seria importante ter presente o princípio da requalificação” nomeadamente no eixo urbano entre o Carregado e Alenquer. Há para já um projecto de requalificação na zona Carregado – Oeste junto ao Campera, onde o vereador Nuno Coelho sublinha a necessidade da autarquia solicitar aos promotores que possam ir “um pouco mais longe de forma a requalificar algumas zonas que estão ali perto”uma das zonas citadas é Lugar da Torre.
Álvaro Pedro presidente da câmara de Alenquer salientou por seu lado que essa é uma hipótese que está em cima da mesa. A regeneração urbana do eixo Carregado Alenquer está ainda a ser alvo de um estudo pormenorizado. A empresa encarregue do documento tem ordens precisas da autarquia nesse âmbito e deverá entregar no município o projecto final em Novembro deste ano.
Outra das zonas em análise é a zona da Trombeta, a escassos quilómetros entre Alenquer e o Carregado “aquela é uma zona que também tem muitos pavilhões e aquilo está um pouco isolado” argumenta Álvaro Pedro que concorda com o facto de ser necessária uma requalificação naquelas áreas.
A autarquia está nesta altura a concertar todos os projectos possíveis, de modo a candidata-los ao QREN, que serão entregues à Associação de Municípios do Oeste.
Jorge Riso vice-presidente da autarquia alenquerense, lembra a necessidade de entregar até 30 de Outubro alguns projectos. Nesta altura, refere o vereador “estamos a tentar sustentar essas candidaturas com uma estratégia bem feita para que seja aceite no concurso”. Por outro lado o vereador salienta que neste projecto “vamos ter de apresentar unidades territoriais que sejam candidatáveis nos diferentes concursos que vão abrir”.
Nuno Coelho lamentou no entanto o facto do município de Alenquer se candidatar a fundos do QREN “a par de outros concelhos que não tiveram medidas preventivas do aeroporto” e que partem em pé de igualdade.
Jorge Riso, argumentou de imediato dizendo “se o facto de estarmos englobados na região oeste e as medidas compensatórias nos permitir que os nossos projectos tenham vantagens em relação a outros, considerando isto uma medida agilazadora, acho que é uma compensação” referiu.

CDU Alenquer "Agua aumentou 150%"


A CDU de Alenquer diz que está disponível para apresentar uma proposta para que a câmara, gerida pelo PS renegoceie o contracto com a empresa “Águas de Alenquer”.
O assunto foi abordado numa conferência de imprensa lavada a cabo por aquela força politica na semana passada.
De acordo com Nazaré Rodrigues desde que a água foi concessionada a privados em 2003, a factura ao consumidor final, subiu 150 por cento.
Na impossibilidade do vereador José Manuel Catarino comparecer na reunião com a a comunicação social, coube a Nazaré Rodrigues expor as razoes que levaram a CDU pedir uma renegociação do contracto.
Com o argumento que o país atravessa uma grave crise económica, os comunistas de Alenquer salientam que está pode ser uma altura importante para prestar algum apoio a quem vive com maior dificuldade.
A responsável salienta que a CDU sempre foi contra a “privatização ou a concessão e entrega a privados de todo e qualquer serviço público, estamos disponíveis e a ponderar entregar uma proposta para a renegociação”, argumentando que a CDU é uma força politica responsável e que tem consciência que qualquer quebra de contracto com a empresa, obrigaria a autarquia ao pagamento de uma importante indemnização ao concessionário, até porque o contrato estará em vigor durante 30 anos.
É nesse sentido que a CDU argumenta a necessidade de tentar renegociar com a empresa, admitindo que poderá apresentar a proposta ao executivo socialista, que gere com um vereador da CDU os destinos da autarquia.
Contactado pelo Vida Ribatejana, Jorge Riso vice-presidente da autarquia, mostrou-se receptivo à proposta da CDU, e salienta que “executivo socialista está sempre disponível para avaliar qualquer proposta e receptivo a aprová-la, desde que cumpra a legislação vigente e que traga benefícios para a população do concelho”.
Por outro lado o vereador contra - argumenta que ”a água não subiu 150%. O valor da água tem subido de acordo com os valores da inflação” e explica que a “ factura da água inclui também o valor da taxa de recolha de resíduos e da taxa de saneamento” lembrando que na altura da concessão em 2003 a taxa de resíduos não estava prevista e que “decorre de uma directiva comunitária que passou a ser aplicada a nível nacional” Jorge Riso explica ainda que “o que pode estar em causa na análise da CDU é de facto o valor, eventualmente elevado, da taxa de saneamento que sendo percentualmente aplicado sobre o consumo da água, conforme decorre da lei, eleva o montante do total a pagar pelo munícipe para valores da ordem referida em relação ao valor da factura sem aquela taxa”
O vice-presidente destaca ainda os benefícios resultantes desta concessão. Para Jorge Riso “veio permitir que no âmbito da água para consumo humano fosse remodelada e reparada a rede de abastecimento e permitiu aumentar substancialmente toda a rede de saneamento básico do concelho, actualmente na ordem dos 80%”.
Jorge Riso lembrou igualmente que esta concessão levou à “construção de quatro novas ETAR (Bairro, Vila Verde dos Francos, Ribafria e Cadafais)” e que “estes objectivos dificilmente seriam conseguidos pelo executivo da câmara face aos elevados custos envolvidos” referiu.

Wednesday, October 15, 2008

Quinta da Mina a Ferro e Fogo


Um ferido foi o resultado de uma desavença entre famílias de etnia cigana na passada sexta-feira em Azambuja.
Segundo uma testemunha que não se quis identificar, tudo aconteceu num café da quinta da Mina, um bairro social em Azambuja, quando seis pessoas estariam alegadamente a concluir um aparente negócio. Contudo os ânimos exaltaram-se e a fim de tarde de sexta acabou com agressões mútuas entre os grupos. Primeiro dentro de café que ficou parcialmente destruído, e onde um dos elementos ficou ferido num braço devido a uma facada, e depois já na rua, onde populares garantem ter visto armas de fogo.
A GNR de Azambuja tomou conta da ocorrência em conjunto com o PIR (Pelotão de Intervenção Rápida), não tendo detido qualquer dos intervenientes, tendo apenas levantado o referido auto.
Segundo uma testemunha, este tipo de situação é frequente no bairro “mas nunca com tanta gravidade”. À câmara chegam com frequência queixas dos moradores que lamentam a falta de actuação das autoridades e que têm sido alertadas para algumas festas levadas a cabo pela comunidade cigana no bairro da Quinta da Mina, e que levam ao encerramento parcial do largo, sem autorização das autoridades para tal.
Há muito a autarquia tem planos para resolver a situação de forma definitiva. Em entrevista ao nosso jornal, Joaquim Ramos presidente da câmara confirmou os desacatos de sexta-feira à noite e garantiu que a autarquia está a fazer tudo o que pode no plano social, cabendo à GNR garantir a segurança das populações.
Já muito se falou em transferir aquelas famílias para outro local, mas Joaquim Ramos, salienta que esta é uma questão sensível e de alguma complexidade, preferindo argumentar com uma outra acção que vai envolver as famílias de etnia cigana, através de uma associação da margem sul.

Monday, October 13, 2008

AZAMBUJA SOLIDÁRIA


Mais de 1500 idosos passaram um fim-de-semana diferente em Azambuja. Nos dias 4 e 5 a câmara local voltou a comemorar o dia do idoso com o habitual almoço convívio num restaurante local.
Como habitualmente, e durante os dois dias, os mais velhos puderam conviver, dançar e cantar as modas de outros tempos.
O concelho de Azambuja tem nesta altura, e segundo os censos de 2001 cerca de 3700 idosos no total. A maioria esta fixada na freguesia de Azambuja que totalizava em 2001, 1007 pessoas com mais de 65 anos.
A freguesia de Aveiras de Cima é a segunda com mais pessoas idosas, totalizando 745. Segue-se a freguesia de Alcoentre com 706.
Em Manique do Intendente existiam em 2001 perto de 387 idosos e em Aveiras de Baixo, 255.
Segundo os números dos censos 2001 fornecido pela autarquia azambujense, em Vale do Paraíso moravam 238 idosos e em Vila Nova de São Pedro 220.
Nos últimos lugares estão as freguesias de Maçussa e Vila Nova da Rainha com 161 e 137 pessoais idosas respectivamente.
E embora não especifique o número, a câmara de Azambuja admite casos de alguns idosos que necessitam de algum acompanhamento.
Nesse sentido, a acção social salienta que “quando tem conhecimento de casos encaminha para a Segurança Social” salientando que cabe ás IPSS (Instituições Particulares de Solidariedade Social) acompanhar posteriormente os idosos.
Na freguesia de Azambuja existem duas IPSS. A Santa Casa da Misericórdia e o Centro Paroquial e Social de Azambuja. Enquanto a Santa Casa tem as valências de lar e centro de dia, o Centro Social e Paroquial tem apenas o centro de dia, onde habitualmente presta apoio a 85 idosos. O Centro Social e Paroquial, disponibiliza também um centro de convívio, onde outros 83 idosos convivem diariamente.
Esta é de resto uma instituição que ainda está a crescer. Para além de prestar apoio domiciliário a 50 idosos, tem dois pólos em Casais de Baixo e Vila Nova da Rainha, também com o objectivo de proporcional aos mais velhos momentos de convívio entre si.

LEIA O TEXTO COMPLETO NO JORNAL VIDA RIBATEJANA - ESTA QUARTA FEIRA NAS BANCAS

AZAMBUJA LOGISTICA


As zonas industriais de Azambuja são fundamentalmente constituídas por empresas na área da logística. Enquanto a oposição (DCU e PSD) criticam o excesso desta indústria, Joaquim Ramos presidente da câmara considera este, um dos caminhos para o desenvolvimento do município.
Em entrevista ao Vida Ribatejana, o edil começa por lembrar que o facto da maioria dos terrenos situados nas zonas industriais é de privados, como tal, estes são livres de implantar o tipo de industria que quiserem, desde que os privados cumpram com a lei geral do país ou os regulamentos municipais. Ramos admite no entanto que gostaria de ter em posse da câmara, terrenos em área industrial que pudessem nortear uma politica de implantação de indústrias. Esse é um cenário que o autarca admitiria, ao invés desses terrenos estarem na mão dos privados. Contudo “a realidade dos factos é que o município não tem”.
Joaquim Ramos salienta que a logística absorve grande parte da mão-de-obra do município, ao ponto do autarca assegurar que nesta altura a taxa de desemprego é diminuta “posso garantir com alguma segurança. È claro que o tivemos essa situação da Opel e isso criou graves problemas sociais, que em alguns dos casos ainda se mantêm”. Até porque, segundo o autarca, o nível salarial praticado pela empresa era muito superior face ao panorama do restante país, bem como a mão-de-obra que era muito especializada. O edil diz contudo que o município “tem vindo a recuperar. Ao contrário do resto do país. E tenho a segurança que com os novos projectos na área da logística, mas também noutras áreas que se perspectivam para o município, vamos ter um concelho de pleno emprego” (...)
CONHEÇA A POSIÇÃO DA CDU E DO PSD
LEIA O TEXTO COMPLETO NO JORNAL VIDA RIBATEJANA - ESTA QUARTA FEIRA NAS BANCAS

Wednesday, September 10, 2008

Ribeiro do Valverde com queixas de maus cheiros


Os frequentes maus cheiros da ribeira do Valverde em Azambuja, estão a perturbar os munícipes, mas também os clientes de um bar, que foi deslocado para ali, no início de Maio.
O assunto foi levado à sessão de câmara pelo vereador António José Matos. O vereador salienta que os mais cheiros não são de agora e quis saber quais as razões.
O ribeiro foi recentemente intervencionado através de contrapartidas para a fixação de um supermercado nas imediações.
As margens foram recuperadas e parte do curso do ribeiro foi limpo “mas o que acontece é que ficou ali um depósito, uma represa de águas paradas”.
António José Matos quis saber se as aguas ficam “com aquele cheiro, por estarem ali imenso tempo ou já vêm com aquele cheiro” questionando a existência de esgotos a desaguarem no ribeiro “ e não está feita a ligação de esgotos à ETAR”:
Joaquim Ramos presidente da câmara de Azambuja admitiu algumas falhas no que toca ao Ribeiro do Valverde.
O autarca salientou que “infelizmente ainda temos de vez em quando algumas descargas”. Segundo o edil estas são “esporádicas e aleatórias” e originadas em pecuárias “que existem ao longo do percurso do ribeiro que vem lá da zona (da quinta) do marlcurado”.
O edil admite “que essa situação possa “contribuir para esse tipo de situações”. Mas as descargas não são a única causa. Joaquim Ramos admitiu inclusive que existem esgotos ainda ligados ao ribeiro. Os efluentes têm origem na urbanização da Socasa velha, mas o autarca salienta que a câmara está a tentar fazer um levantamento de quais são e de onde vêm.
Quanto ás águas paradas. O presidente da câmara vinca que a intervenção no ribeiro feita pelos proprietários do supermercado foi importante, mas terá de ser completada com uma outra.
É que o ribeiro atravessa por baixo da estrada nacional 3, e esse troço também necessita de um intervenção importante.
Para já e segundo Ramos, será feita uma candidatura a fundo comunitários, tendo em conta “uma intervenção no ribeiro em zona urbana, de modo a permitir o escoamento da água”. O edil diz que o objectivo é estender o tipo de intervenção feito junto ao supermercado, ao resto do ribeiro “o que permitirá o escoamento em zonas onde há o escoamento” disse.

Saturday, September 06, 2008

EMIA com capitais municipais


A Câmara Municipal de Azambuja aprovou na passada quinta-feira a alteração dos estatutos da EMIA (Empresa Municipal de Infra-Estruturas de Azambuja).
Ainda que alguns dos pontos merecessem a contestação da oposição (CDU e PSD) o executivo socialista não teve grandes dificuldades em fazer passar o documento, que traz novas atribuições à empresa.
Nesta reunião, a autarquia aprovou algumas medidas que consignam novos poderes à EMIA e também um novo figurino jurídico.
A EMIA passa agora a ter capitais exclusivamente municipais, sendo que edilidade teve de adquirir as participações dos privados na empresa por cerca de 160 mil euros, um número que não foi contestado pela oposição.
Contudo a oposição contestou a maioria das decisões do executivo.
O aumento do capital social, a alteração de estatutos, ou a concessão de benefícios fiscais à empresa, dividiram então os socialistas dos comunistas e sociais-democratas.
A António José Matos do PSD diz que estas medidas vão permitir à EMIA substituir a autarquia em algumas matérias, esvaziando assim as competências da câmara “ a EMIA parece que vai fazer praticamente tudo, o que são as incumbências da câmara” salientou Matos. Mas os argumentos de Matos, foram negados por Joaquim Ramos frisando o vereador do PSD terá feito uma leitura errada dos estatutos “que não significam a existência de uma transferência dos estatutos da câmara para a EMIA” e acrescenta que os novos estatutos estão preparados para situações futuras lembrando que servirão para o caso de “se a câmara decidir passar esta ou aquela atribuição à EMIA, então os estatutos estão preparados para a empresa poder vir a desenvolver esse tipo de atribuição”. Ainda assim Joaquim Ramos assegura que qualquer atribuição que se faca à EMIA “tem de ser objecto de uma deliberação da câmara.
Das novas atribuições da empresa municipal azambujense, faz parte também a intervenção no mercado imobiliário local. Uma alteração para precaver possíveis intervenções, tendo em conta a eventual necessidade de qualquer tipo de operação deste género no concelho.
O edil justifica a inclusão da necessidade de intervir no imobiliário, com mexidas já previstas “no miolo urbano de Aveiras de Cima, que virá à Câmara e à Assembleia Municipal”.
Mas há também a necessidade da criação de uma sociedade de gestão urbana, que no caso de Azambuja será a EMIA, tendo em conta o facto de estar a ser constituída no âmbito da CULT (Comunidade Urbana da Lezíria), uma sociedade de reabilitação urbana.
Joaquim Ramos acrescenta ainda, que grande parte das medidas tomadas pela EMIA terão o controlo da autarquia, quer através da câmara ou da assembleia municipal.
Aliás António José Matos questionou ainda o conteúdo do documento, que considero baseado “em generalidades” adiantando que “aqui vê-se que as pessoas que elaboraram este documento não conheciam a realidade do concelho de Azambuja “aqui está escrito, mesmo que seja em termos retóricos que Azambuja é cidade”.
António Nobre vereador da CDU questionou também o excesso de atribuições à empresa por parte da câmara, e lamentou o facto da EMIA ainda não ter apresentado em reunião do executivo o relatório e contas de gerência “aprovado em assembleia-geral (da empresa) em Março”.
Nobre apelou à “transparência” do processo para que “os munícipes, que irão pagar os custos desta actividade, possam perceber onde se gasta dinheiro, com que finalidades e objectivos”.
Joaquim Ramos admitiu o atraso no processo de conhecimento do relatório e contas da EMIA, mas salientou que a gestão da da empresa é transparente.

Parques de Estacionamento recuperados

Os parques de estacionamento junto à estação de caminho de ferro em Azambuja vão ser recuperados. Depois das várias tentativas para que algumas entidades o fizessem, a autarquia decidiu assumir a sua exploração.
O processo será conduzido através da EMIA, que irá requalificar todos os parques criar condições de segurança aos automobilistas.
Dentro do perímetro urbano de Azambuja, o estacionamento deverá vir a ser pago pelos munícipes de segunda a sexta-feira.
A primeira hora é grátis “para que as pessoas possam tomar café, ir ás compras ou ir almoçar, já que uma hora dá para isso” diz Joaquim Ramos.
Só a partir da segunda hora, o estacionamento será pago de forma progressiva.
O tarifário implica que uma pessoa que tenha o carro na vila das 8 da manha até ás 19, pague perto de dez euros “ninguém vai fazer isso” diz Ramos argumentando que a maioria do estacionamento que se verifica dentro da vila, são de pessoas que utilizam o comboio apenas para se deslocar até à estação.
O autarca salienta que os parques apresentam preços mais em conta. Aqui o estacionamento será taxado a um euro por dia, três euros por semana e dez euros por mês. Para os residentes, haverá segundo o autarca um cartão que lhe permitirá estacionar de forma gratuita.
Os parques terão ligação directa à estação, vigilância, serão pavimentados e nova iluminação, bem como instalações de apoio.

"praia vandalizada"


O café que serviu de apoio à praia da “Casa Branca” em Azambuja foi totalmente vandalizado nas últimas semanas. O equipamento construído há menos de 10 anos, tinha como missão servir como balneário, café e casa de banho, aos veraneantes que visitavam a “Casa Branca”.
Contudo a vida do edifício não foi fácil. As concessões a privados não correram bem, e o último dos concessionários acabou por sair, deixando alegadamente, algumas rendas por pagar. Pelo meio fica ainda uma outra concessão, que nunca chegou a funcionar em meados do ano 2000.
Oito anos passados, e o bar passa agora por um triste capítulo. Portas arrancadas, casas de banho vandalizadas e até as próprias madeiras do revestimento do edifício foram tiradas para fazer fogueiras nas imediações.
O cenário é de resto desagradável. O local não tem qualquer tipo de vigilância, e as passagens da GNR são pontuais. Ainda assim a iluminação funciona, o que neste caso serviu para que os “amigos do alheio” tivessem claridade suficiente para a prática do vandalismo.
Os utentes do local são os que mais reclamam o estado a que chegou o local. É o caso de um comerciante local, que há uns anos atrás vendia naquele espaço bebidas e bifanas para aconchegar o estômago dos mais esfomeados. O comerciante lamenta o estado a que o edifício chegou e diz mesmo que antes do equipamento construído pela autarquia, as coisas eram bem melhores.
Com efeito o local não está minimamente recomendável. O interior do edifício está totalmente vandalizado e são visíveis vários dejectos, presumivelmente humanos, em várias das dependências da casa.
Mas enquanto alguns veraneantes reclamam a recuperação do edifício, Joaquim Ramos presidente da autarquia azambujense, diz que não vale a pena e salienta que toda a zona ribeirinha vai sofrer uma requalificação e que a praia da “Casa Branca” irá também ser requalificada.
Autarquia prevê que sejam gastos oito milhões de euros na recuperação da zona ribeirinha do concelho.

Tuesday, August 19, 2008

Edifício da Escola Grandella de Tagarro encerrada


Joaquim Ramos presidente da Câmara Municipal de Azambuja diz que não ficou preocupado com o anúncio na imprensa para a venda do edifício Grandella em Tagarro. A autarquia adjudicou o edifício a uma empresa com direito de superfície por 99 anos, em que esta teria de recuperar o imóvel. Contudo e depois de meia dúzia de anos, a empresa fechou as portas e colocou o edifício à venda, algo que era impedido pelo contrato com a Câmara Municipal.
O edifício em causa, foi uma escola mandada construir por Almeida Grandella, que foi entre outras coisas benemérito do concelho de Azambuja e proprietário dos Armazéns Grandella no Chiado em Lisboa.
Ramos salienta que “a empresa pode parar a exploração do imóvel sempre que queira, não pode é vender ou fazer a cedência sem autorização da câmara”.
O autarca diz que não está arrependido com o negócio que fez com a empresa, mesmo depois do edifício ficar com as portas fechadas e refere que esta foi a única forma de recuperar o imóvel, uma vez que a câmara não tinha verbas para o fazer.
Ramos salienta que um dos objectivos “era recuperar todos os imóveis de interesse municipal” o que foi acontecendo ao longo dos últimos sete anos.
A autarquia já conseguiu recuperar integralmente o palácio Conselheiro Frederico Arouca em Alcoentre, a Casa da Câmara de Manique do Intendente, e a Escola Régia em Azambuja entre outros. O presidente explica que dada a necessidade de recuperar alguns imóveis, “temos de recorrer a formas imaginativas” que vão desde as permutas ás concessões.
No caso do edifício agora encerrado em Tagarro, o autarca lembra que a câmara tem um espaço que lhe foi consignado através de protocolo, e que nunca o utilizou. Joaquim Ramos diz não ter planos para reabrir no imediato o edifício, contudo esclarecesse “porque do ponto de vista da rentabilidade não faz sentido utilizar o edifício. Mas quem sabe se num futuro próximo, nomeadamente se vier o grande projecto turístico já anunciado para o alto concelho, se aí não faz sentido usar aquele espaço”.

Ponte da Vala Real em Risco


Há ano e meio que as obras da nova ponte sobre a Vala Real de Azambuja estão paradas. A situação resulta da rescisão de contrato da empresa Estradas de Portugal (EP) com a “Tecnovia”, por está última alegadamente não cumprir os prazos de excussão da obra.

As obras da nova ponte sobre a Vala Real de Azambuja estão paradas e sem fim à vista para já. A situação remonta a 2001, altura em que Virgínia Estorninho, na altura vereadora do PSD na autarquia, questionou a tonelagem máxima suportada pela estrutura. Depois de alguns estudos feitos na ressaca da queda da Ponte de Entre-os-Rios, a câmara decidiu avançar com diligências para recuperar a centenária estrutura.
Ano e meio depois da denúncia ás autoridades e das sucessivas reuniões e acções de protesto levadas a cabo pelo movimento cívico, a obra era anunciada pelo governo.
Ganha em concurso público pela empresa Tecnovia a obra tardou a começar e arrastou-se no tempo fazendo, alegadamente, com que os prazos máximos fixados fossem ultrapassados.
Com os olhos postos na segurança dos cidadãos, o movimento cívico liderado ma altura por Armando Martins, não deixou de alertar as entidades para alguns perigos resultantes do estado da ponte.
Com os campos de cultivo a sul da Vala Real, uma das únicas alternativas para escoar os produtos seria a ponte de Azambuja. A outra, bem mais longe, a do Reguengo, não seria uma solução adoptada pelos motoristas das centenas de pesados que se afoitavam a passar a ponte em Azambuja, isto apesar dos avisos de que a estrutura suportava apenas 30 toneladas. Isto porque houve um reforço provisório da estrutura que inicialmente marcava cinco toneladas como peso máximo.
Oito anos passados, e a situação voltou à estaca zero. Joaquim Ramos presidente da Câmara Municipal de Azambuja salienta a sua preocupação pelo estado em que se encontra a estrutura, agora ladeada por uma outra em betão armado e que tem como objectivo ser uma das faixas de rodagem da nova travessia.
O autarca salienta que tem mantido reuniões constantes com as Estradas de Portugal, mas “enquanto o assunto estiver em tribunal, a empresa pouco pode fazer”.
De acordo com o presidente da autarquia, a Tecnovia, colocou as Estradas de Portugal em tribunal, por não concordar com a rescisão de contrato, o que vem atrasar ainda mais este processo, que não tem para já um fim à vista, uma vez que a EP não pode assim realizar um novo concurso com vista à conclusão da nova ponte.
Enquanto isso, Joaquim Ramos diz ter a garantia da EP que a empresa “tomará as medidas possíveis” com vista à sinalização do local e à recuperação de parte do pavimento da velha ponte, já que este se encontra degradado, por via dos inúmeros pesados que ali circulam carregados com muitas toneladas de produtos oriundos da lezíria.
Com eleito, Joaquim Ramos vinca inclusivamente que a autarquia já lá colocou alguns sinais “mas no dia seguinte já lá não estão”. Uma situação idêntica à verificada em 2002, sendo que seriam na altura os próprios motoristas a retirar os sinais de limite de peso.

11 morrem nas estradas de Azambuja


Só no ano passado morreram nas estradas que atravessam o concelho de Azambuja onze pessoas. A maioria dos acidentes deu-se em estradas com bom piso e com boas condições atmosféricas. Os números constam de um estudo apresentado esta sexta-feira pelo Governo Civil de Lisboa, e insere-se numa campanha de combate à sinistralidade com o título “Não Jogue com a Sua Vida”.
Numa breve analise ao documento, podemos constatar que a estada mais perigosa é a EN 3, que liga o Carregado a Santarém, no troço entre Vila Nova da Rainha e os Casais da Lagoa, já no limite do distrito de Lisboa.
Nesse sentido, e aproveitando projectos antigos, a autarquia já reivindicou a construção de rotundas e uma variante em Vila Nova da Rainha e que serão uma realidade até 2013. Os projectos anunciados anteriormente pelo Secretário de Estado das Obras Publicas, Paulo Campos, inserem-se nas compensações pela deslocalização do aeroporto para Alcochete.
Com eleito, a EN3 tem sido uma preocupação dos autarcas e das forças de segurança. Não é de agora que os bombeiros reclamam a colocação de um traço continuo no troço entre Azambuja e Vila Nova da Rainha, até porque a maioria dos acidentes dão-se com a mudança de direcção para a esquerda.
Numa zona em que actividade logística tende a aumentar, as preocupações são agora reforçadas. A segurança é uma prioridade para o Governo Civil de Lisboa, que lembra a frequente imagem “das coroas de flores” colocadas nos locais onde já faleceram pessoas. E essa é uma imagem muito frequente naquela via.
No mesmo dia em que a campanha era apresentada por Dalila Araújo, completou-se um ano após o falecimento de Pedro Salema.
O bombeiro da corporação de Azambuja, saiu do quartel para socorrer um idoso em Vila Nova da Rainha, mas nunca lá chegou. O soldado da paz foi vitima de um acidente na Estrada Nacional 3 em frente ás instalações da Opel, que lhe custou a vida.
Mas outros perderam a vida naquela via. A demonstrar isso está a macabra imagem de várias coroas de flores espalhadas pela via desde o Carregado até Santarém, o que prova segundo os peritos, o grau de perigosidade da estrada.
Contudo há dados contrários, que refutam todas as teorias que apontam para o estado das vias como responsável pelos acidentes.
No concelho de Azambuja, a maioria dos acidentes de viação deu-se em rectas com boa visibilidade e durante o dia. Segundo os responsáveis pelo estudo o excesso de velocidade também poderá estar na origem desses acidentes.
Mas este ano não começa melhor. Só no primeiro trimestre de 2008, o concelho de Azambuja registou 41 acidentes dos quais resultaram mais de duas dezenas de feridos e 5 mortos. E estes são números que a campanha “Não Jogue com a Sua Vida” quer alterar. Em declarações ao Vida Ribatejana Dalila Araújo, vincou que os dados disponíveis são preocupantes “Azambuja já em 2007 ocupava o terceiro lugar no distrito com o maior número de vítimas mortais” é por isso que a responsável sublinha a necessidade “de inflectir esses números e essa situação”.

Vila Nova de São Pedro ainda sem ETAR


Ainda não tem fim à vista a solução para o tratamento de esgotos da freguesia de Vila Nova de São Pedro.
Na localidade existe uma ETAR mas que nunca foi colocada em funcionamento. A estrutura remonta à presidência de João Benavente na Câmara Municipal de Azambuja, mas a sua localização nunca foi do agrado dos populares que cedi reclamaram dos maus cheiros que a Estação de Tratamento iria produzir.
Com casas a escassos metros da ETAR, os moradores não foram de modas e aproveitaram as eleições de 2001, altura em que foi empossado um novo executivo, para pedir uma nova solução, que até à data ainda não foi consensual.
Numa entrevista ao jornal local “ Correio de Azambuja” Francisco Salgado Zenha, administrador delegado da empresa “Águas do Oeste” – que gere à água e o saneamento no município de Azambuja - lamenta a situação, e diz que existe uma solução, mas que terá de passar por um entendimento com a população porque nesta altura está a viver-se um impasse. O responsável salienta que a ETAR da Maçussa tem capacidade para tratar os esgotos das duas freguesias (Vila Nova e Maçussa) “e por razões que me parece que não tem nada a ver com alguma racionalidade, a População de Vila Nova de São Pedro não quis aquela ETAR. A população da Maçussa não quer receber os caudais de Vila Nova”.
Nesse sentido refere estar eminente “uma situação que parece absurda, de se pretender que se construa uma terceira ETAR, quando existem duas que poderiam resolver o problema”, salientando que transportando esta situação para outra zona do país, seria impraticável.
Francisco Zenha, diz ter esperança “que as populações possam dialogar connosco” alertando para o facto “não faz sentido exigir-se que todos os munícipes do Oeste façam um enorme esforço de centenas de milhares de euros a mais apenas por causa de uma birra que não tem nenhuma racionalidade”.
Francisco Salgado Zenha, salienta entretanto o papel importante da autarquia no desenrolar das negociações com os munícipes.
Joaquim Ramos presidente da Câmara Municipal de Azambuja salientou também a sua preocupação e garante que a autarquia está a acompanhar o caso.
O autarca disse ao Vida Ribatejana que a velha ETAR fica situada numa zona que tem em curso um processo de qualificação. Trata-se do “Vale da Ribeira de Almoster onde aquela estrutura não tem, naturalmente, cabimento” salienta o autarca.
Nesse sentido o edil recorda “um estudo já feito pelo Instituto Superior de Agronomia identifica várias espécies endémicas, o que por si é uma valia, potenciada pelo excelente sistema de vistas da zona” e lembra que esta decisão “foi anterior ao contrato com as Aguas do Oeste e sempre fez parte dos pressupostos das negociações”.
Por outro lado Joaquim Ramos defende a construção de uma nova ETAR na zona dos Folgados, mais longe do aglomerado urbano de Vila Nova de São Pedro lembrando “que as contrapartidas que empresa estava disposta a dar à freguesia da Maçussa não eram suficientes”.
Questionado sobre as dividas da autarquia à empresa Aguas do Oeste, o presidente da câmara azambujense salienta que “ainda não chegámos a consenso sobre os respectivos valores” argumentando que “muita gente gostaria de poder dizer que a Águas do Oeste não faz porque a Câmara não paga, mas não é efectivamente assim, como o demonstram as diversas intervenções”:

Tuesday, July 22, 2008

Bombeiros de Azambuja ajudam a nascer bebé


No sábado passado dois bombeiros das corporação azambujense, ajudaram a nascer um bebé em Casais da Lagoa. A parturiente já tinha todos os sinais de parto eminente por isso não havia tempo para chegar ao hospital de Santarém. Os dois bombeiros fizeram então o parto e depois levaram a mãe e a Rita para o hospital, encontrando-se bem de saúde.
Em média os bombeiros de Azambuja fazem um parto por ano na ambulância.

Saiba todos os pormenores na próxima edição do Jornal Correio de Azambuja no fim do mês.

Sunday, July 13, 2008

Obras para compensar aeroporto


Paulo Campos Secretario de Estado das Obras Públicas anunciou segunda-feira em Alenquer e em Azambuja um investimento de 197 milhões de euros até 2012 para compensar os habitantes destes concelhos pela mudança de localização do aeroporto da Ota para Alcochete.


Os investimentos agora anunciados pelo governo na região, têm por base novas acessibilidades e novas estradas, há muito reivindicadas pelos municípios de Alenquer e Azambuja e que foram negociadas no âmbito dos grupos de trabalho criados para ressarcir as autarquias devido à perda do projecto do aeroporto.
Para já o governo adjudicou apenas um estudo prévio para a requalificação do IC 2 entre o Carregado e Vendas das Raparigas. Estas medidas incluem também as variantes ao Carregado e a Vila Nova da Rainha, bem com a requalificação da estada nacional 3 entre o Carregado e Azambuja, num total de 9 quilómetros que há muitos anos era reclamada pela Câmara de Azambuja.
Aliás, o próprio secretário de Estado reconheceu a necessidade destes investimentos. Algumas das razões apresentadas pelo governo para a requalificação da Estada Nacional 3 prendem-se com a segurança. O aumento da circulação de veículos pesados e os acidentes que têm ocorrido são algumas dos fundamentos segundo o governo para que aquela estrada seja intervencionada. Todavia Paulo Campos enumera que as novas estradas e requalificações que “irão mudar muito significativamente as acessibilidades ao município de Azambuja” são “Investimentos públicos que consideramos da máxima importância”, salientando o investimento privado realizado no local como outra das razões que levam o governo a investir.
Paulo Campos refere entretanto que “há muitas empresas que justificam que nós acompanhemos esse investimento privado com investimento público. Para dar mais condições a quem decidiu investir neste município para poder ver rentabilizado esse investimento”.
“Há ainda a salientar as ligações à Estrada Nacional 366 em Aveiras de Cima, a Rio Maior.,
Este investimento vai trazer também novidades para o concelho de Vila Franca de Xira, que contempla no futuro um nó de ligação à Auto-Estrada do Norte em castanheira do Ribatejo, para servir a Plataforma Logística de Castanheira do Ribatejo,
Neste pacote o governo quis lançar também o estudo prévio do IC 11 entre o Carregado e a A8, em Pêro Negro.
Segundo o governante, este será um importante investimento, orçado em 44 milhões de euros e irá potenciar novos acessos aos concelhos de Alenquer, Mafra, Sobral de Monte Agraço, Arruda dos Vinhos e Vila Franca de Xira.
O governo quer ainda, no futuro, estudar novas ligações e variantes a Arruda dos Vinhos e Sobral de Monte Agraço.
Para Paulo Campos estes investimentos da parte do governo, constituem um acto de justiça para com a região. O governante salientou que estes projectos são agora uma prioridade e que “queremos recuperar o tempo perdido com a indefinição da localização do aeroporto” que de alguma forma atrasou este tipo de investimentos.
Joaquim Ramos presidente da Câmara Municipal de Azambuja congratulou-se com estes investimentos, que há muito eram uma reivindicação da autarquia.
O autarca relembrou a história relacionada com a alteração da localização do projecto do aeroporto e as expectativas que tinham sido geradas até então. Contudo Ramos quis afirmar a sua convicção que “foi o interesse nacional que se sobrepôs na definição da nova localização do novo aeroporto de Lisboa” e voltou a lembrar as negociações com o governo para a construção de algumas acessibilidades no município.
Joaquim Ramos lembrou entretanto que o município de Azambuja tem um posicionamento estratégico no país. È atravessado pela linha do norte e pela auto-estrada do norte. Para além disso, noutros tempos, lembrou, o Tejo era uma grande via de comunicação, recordando o exemplo da construção do palácio das Obras Novas que em tempos serviu de entreposto comercial.

Casais (de)Baixo de fogo



Ao fim de cinco dias de combate ao maior incêndio do país até ao momento, os bombeiros de Azambuja fazem as contas. 374 Hectares de floresta ardidos, combatidos por mais de 300 homens, que apagaram um enorme fogo, que poderá ter tido origem num cigarro deitado pela janela de uma viatura na auto-estrada do norte



Um cigarro atirado de um carro em movimento na auto-estrada do norte, poderá ter sido a causa do primeiro grande incêndio do ano que lavrou em Casais de Baixo, concelho de Azambuja. As causas ainda não estão suficientemente claras, mas segundo Pedro Cardoso comandante dos voluntários de Azambuja, essa é até à data a causa mais plausível tendo sido investigada até à exaustão pelas autoridades.
Uma semana depois deste incêndio, que queimou 374 hectares de floresta, ainda eram visíveis os traços de um dos fogos mais violentos nos últimos anos em Azambuja. O Vida Ribatejana teve ocasião de acompanhar Pedro Cardoso, numa volta à floresta, ou ao que resta dela.
Num primeiro olhar, deu para ver o vasto pinhal e eucaliptal completamente cinzento, sem qualquer tom de verde misturado pela paisagem. Deu também para ter a noção das dificuldades que o terreno, acidentado e sem acessos, causou aos mais de trezentos bombeiros vindos de todo o distrito de Lisboa, Santarém e Leiria.
Aos poucos, explica Pedro Cardoso ainda visivelmente emocionado, o fogo foi crescendo “tivemos projecções de 800 metros” salienta o operacional vincando o empenho onde todos que combateram este sinistro.
A nossa viagem prossegue em direcção à auto-estrada do norte, o local onde tudo começou.
Ainda era sexta-feira, dia 4, e o sinal de alarme, não fazia prever o pior. Aos poucos os bombeiros foram-se deslocando para o local sem aparentemente pensar que um simples e banal fogo como tantos outros tomaria as proporções que mais tarde se vieram a revelar.
Pouco tempo depois chegavam reforços “este é forte” gritava um popular ao Vida Ribatejana, já depois de ter estado junto dos bombeiros.
De facto e para quem lá esteve, este incêndio não seria vulgar, nem fácil de dominar. As chamas já atingiam alguns metros de altura e foi num ápice que passaram de uma zona aparentemente controlada para o mato que estava à volta, isto através das projecções, ou seja algumas folhas de árvores a arder que caíam noutro local.
Nesta viagem ao centro de tudo, Pedro Cardoso foi enumerando as dificuldades passadas em quase cinco dias, tantos quanto durou o fogo.
Junto à auto-estrada ainda eram visíveis os restos de um primeiro combate ás chamas. Nada de especial terão dito alguns, aliás junto à auto-estrada terá ardido pouco, mas ao lado numa primeira vista de olhos o cenário era bem diferente. Centenas de pinheiros e eucaliptos queimados e sobretudo um mar de cinza que cobria toda a área como se uma pintura se tratasse. Um facto incontornável salienta o comandante “a Brisa, em presa concessionária da auto-estrada, apenas limpou cerca de um metro à beira da estrada. Tudo o resto ficou por limpar”. Algo que neste caso e segundo o operacional, teria feito toda a diferença.
A viagem continua. Voltamos a subir a serra. Onde antes existia o verde dos pinheiros e eucaliptos, agora existe um castanho acinzentado, acompanhado de intenso cheiro a queimado.
De um lado e de outro, tudo queimado, apenas subsiste o castanho claro da areia da estrada, talvez porque terá sido aberta durante o fogo, caso contrario teria a mesma cor cinzenta.
A poucos metros dali, Cardoso pára numa colina por momentos. Aponta com alguma resignação para horizonte, que visto dali parece o infinito e que se perde de vista entre as copas das arvores totalmente queimadas o azul do céu e o castanho da paisagem, lamentando o facto dos proprietários ainda não teremos a noção da necessidade de limpar as matas “mas isto fez com que alguns o fizessem de emergência. Para o ano se calhar voltamos ao mesmo” desabafa.
A inspecção prossegue e aos poucos, o operacional lá vai dando conta de mais dificuldades. Chegamos ao topo da serra, dali via-se tudo e com pormenores que até ali seriam impensáveis de ver.
Mesmo por cima de nós, uma linha de muita alta tenção. Não caiu nem esteve na origem do fogo, mas segundo a lei, existe a obrigatoriedade de haver uma limpeza à volta das torres “e como vê, não há aqui nada disso” esclarece o comandante.
Na mesma zona outra dificuldades. Com o eucaliptal plantado em socalcos, e com os ventos fortes “formou-se aqui o efeito chaminé” o que resulta em remoinhos de chamas e altas temperaturas.
Em poucos minutos encontramos um carro dos voluntários de Azambuja. É quinta-feira dia 9, e os voluntários ainda estão no terreno à espera de agir no caso de haver reacendimentos.
São cinco os elementos que esperam não ter de trabalhar, tal é o desgaste provocado nos últimos dias. Ainda aguardam um desfecho calmo e com o rescaldo total do fogo, poderem voltar para casa, para junto das famílias.
Ao lado fica a localidade de Casais de Baixo. Pedro Cardoso afirma que existiu o perigo do fogo devorar algumas habitações, mas o controle dos meios e a ajuda dos populares, colocou a salvo as casas e os habitantes, que também ajudaram no combate ás chamas.
Para muitos, este fogo representou “um abre-olhos, para que os terrenos sejam limpos” referiu um morador da localidade. Mas para outros “isto ainda vai acontecer mais vezes. Está tudo sujo por ai a cima” exclama um popular que com os nervos até preferiu não falar à nossa reportagem.
Para Pedro Cardoso, este foi um verdadeiro teste à operacionalidade dos meios, o qual passaram com distinção.
Tendo sido o maior incêndio do país até ao momento, o operacional deseja que este não seja um mau pronuncio para a época que está a chegar “mas estou um pouco céptico, pois tenho receio que isso venha a acontecer, porque o feno cresceu muito e os incêndios poderão propagar-se com muita violência e rapidez” afirma o comandante.






Wednesday, April 30, 2008

Sócrates: Combate aos recibos verdes anunciado em Vila Franca


José Sócrates apontou o combate aos falsos recibos verdes como a melhor forma de combater a precariedade no emprego em Portugal. O primeiro-ministro esteve este sábado em Vila Franca de Xira, onde apresentou algumas das propostas a incluir na reforma da lei laboral em Portugal.

O primeiro-ministro, José Sócrates, defendeu em sábado em Vila Franca de Xira que combate aos falsos recibos verdes, será uma das prioridades no novo código laboral que deverá estar em vigor dentro de um mês.
O primeiro-ministro, falava assim num encontro com militantes socialistas no Lezíria Parque Hotel, promovido pela FAUL e pela concelhia de Vila Franca, onde a reforma do pacote laboral foi o mote para a discussão.
José Sócrates salientou que no novo código de trabalho, as empresas que empreguem trabalhadores a recibo verde, terão de pagar cerca de 5 por cento por trabalhador “é a primeira vez que se faz isto” disse José Sócrates, defendendo que a situação actual não é justa para os jovens “que ganham perto de seiscentos euros, e descontam cerca de 32 por cento”, acreditando que assim"pela primeira vez os empresários têm um incentivo" para substituir os recibos verdes por um contrato, e lembra que "metade ou mais de metade dos desempregados são pessoas que estavam com contratos a prazo. É por isso justo que as empresas que mais utilizam os contratos a prazo sejam as que pagam mais".
O secretário-geral dos socialistas, diz-se indiferente ás criticas sobre estas medidas “uns dizem que é pouco, outros dizem que é muito. Cinco por cento é aquilo que nós achamos razoável e justo".
Sócrates justificou ainda as medidas que prevêem a diminuição em um ponto percentual da Taxa Social Única a cobrar às empresas por cada trabalhador efectivo e o aumento de três por cento por cada trabalhador a termo.
Para José Sócrates, o incentivo económico é a melhor forma de se alterar as situações, e por isso argumenta que com estas medidas “a empresa vai pensar duas vezes" antes de contratar um trabalhador a recibo verde, salientando que o Governo estará disponível para negociar a proposta com os parceiros sociais.
Na nova reforma laboral, o governo decidiu também que os trabalhadores independentes vão pagar a mesma taxa contributiva, de 24,6 %, passando assim a ter direito à protecção social alargada, o que inclui a protecção na doença, ao invés do que acontece hoje.
O primeiro-ministro criticou ainda os partidos de esquerda, nomeadamente o Bloco de Esquerda e o Partido Comunista, acusando-os de sectarismo “falam da precariedade. O PS apresenta medidas contra a precariedade, medidas que nunca foram apresentadas, e ainda assim acham que devem continuar a atacar o Governo e o Partido Socialista. A isso chama-se sectarismo e puro facciosismo e vontade de atacar o PS e o seu Governo”.
Coube de resto a Vieira da Silva ministro do Trabalho e da Solidariedade Social, uma alusão aos pontos fortes desta reforma. Ante de Sócrates, Vieira da Silva, salientou que a a partir da entrada em vigor do novo pacote laboral o combate ao uso ilegal e abusivo dos recibos verdes será feito através das mudanças legislativas, da fiscalização.
Numa breve declaração na abertura, Maria da Luz Rosinha, presidente da autarquia vila-franquense salientou a importância da reforma laboral, e que as propostas trazidas a lume pelo PS “serão seguramente participadas e terão o contributo de todos os agentes, com vista a um acordo em sede de concertação social”.
Maria da Luz Rosinha, destacou também a importância do diagnostico das relações laborais em Portugal, tais como a “elevada precariedade do emprego, a necessidade de uma maior auto-regulação, a necessidade de uma maior qualidade do emprego e a necessidade de uma maior protecção social” o que só é possível, segundo a autarca “através de novas politicas de emprego, segurança social e formação”disse, reforçando que as propostas ao nível do sistema de protecção social “que permitem uma maior compatibilização da vida familiar com a vida profissional” referiu.

Vale do Paraíso ganha pavilhão em terrenos de Azambuja


Porco assado, música e clima de festa popular, marcaram a inauguração do novo polidesportivo de Vale do Paraíso no concelho de Azambuja. A obra que custou perto de seiscentos mil euros, foi inaugurada no dia da liberdade, sob o olhar atento dos populares que agora têm um pavilhão novinho em folha mas em terrenos da freguesia de Azambuja.


Vale do Paraíso tem desde o dia 25 de Abril um moderno pavilhão polidesportivo. A obra já terminada há algum tempo, surgiu da necessidade de dotar aquele ponto do concelho de Azambuja, com aquele tipo de equipamentos.
A nova estrutura que vai servir as freguesias de Vale do Paraíso e Aveiras de Baixo, foi integralmente construída através da EMIA (Empresa Municipal de Infra-Estruturas de Azambuja) e teve um custo aproximado de seiscentos mil euros.
O nono equipamento que há muito era ansiado pela população, possui boas condições para praticantes e também espectadores. O campo de jogos está preparado para várias modalidades, desde o futsal, passando pelo andebol ou pelo basket.
Balneários, bancadas e uma zona de bar completam a estrutura.
Joaquim Ramos, presidente da câmara de Azambuja, salientou também a importância do equipamento, e lembrou que a nova estrutura fica, curiosamente, edificada numa parcela de terreno pertencente à freguesia de Azambuja.
Segundo o autarca um erro na divisão de freguesias, ditou a que o terreno “embora quase no centro urbano de vale do paraíso, pertence inexplicavelmente à freguesia de Azambuja”.
Um erro que segundo o autarca, está a ser corrigido “por iniciativa do presidente da junta de Vale do Paraíso, já se iniciaram as negociações e os estudos com a junta de freguesia de Azambuja”, pelo que segundo as expectativas de Joaquim Ramos “a muito curo prazo esta situação, de devolver a Vale do Paraíso aquilo que é os seus limites urbanos, estejam definitivamente resolvidos”.
Para António Marques Batista presidente da junta de freguesia de Vale do Paraíso, esta é uma obra importante para a freguesia. O presidente da junta elegeu a nova estrutura como um meio para o fomento desportivo e cultural da freguesa, sendo que no novo pavilhão “a prioridade será a formação”, sendo o ADR (Associação Desporto e Recreio) quem mais irá utilizar aquele espaço “através do futsal e da ginástica”, que são as duas modalidades com maior numero de praticantes na freguesia.
Numa segunda fase, o presidente da junta salienta que está a ser pensada a construção de um anfiteatro ao lado do pavilhão. A secção de musica da colectividade está a crescer, e por isso António Marques, defende a construção de uma nova estrutura num terreno em anexo com cerca de 800 metros quadrados, mas ainda sem data para as obras avançarem.

Monday, April 28, 2008

Falta de coordenação gera dúvidas


A morte de um homem no passado dia 4 de Abril está a gerar polémica entre os bombeiros de Azambuja e o INEM (Instituto Nacional de Emergência Médica).
Segundo Pedro Cardoso, comandante dos voluntários de Azambuja, o alegado atraso no accionamento de meios por parte do CODU (Centro de Orientação de Doentes Urgentes) e a falta de coordenação do sistema de emergência por parte da entidade responsável, está na origem do descontentamento de alguns populares.
De acordo com uma fonte, no dia 4 de Abril, um homem residente no Carregado, sentiu-se indisposto com uma forte dor no peito em frente à empresa Avipronto enquanto esperava pela esposa que ali trabalha.
O homem, acompanhado por um filho menor, começou a queixar-se de dores agudas no peito, e foi um popular que ligou para o 112 a pedir auxilio.
Entretanto, o operador do 112 deu algumas instruções de reanimação a um popular, enquanto accionava a VMER (Viatura Médica de Emergência) de Vila Franca de Xira e os próprios bombeiros.
Contudo os meios tardavam a chegar, o que levou a que um popular se dirigisse pessoalmente ao quartel, que ficava a cerca de dois quilómetros do local. Pedro Cardoso, disse ao Vida Ribatejana que a chamada do CODU para a central dos voluntários, aconteceu quase em simultâneo com a chagada do popular, que se mostrava “irritado e com razão, com a situação e a dizer que já ligamos há meia hora e vocês não aparecem?”. Cardoso garante no entanto que os bombeiros não tinham sido avisados pelo CODU e que o popular lhe tinha transmitido que o pedido de socorro para o 112 já tinha acontecido há perto de meia hora atrás.
Cardoso que lamenta a situação, diz também que este não é caso único nas relações entre o CODU e os bombeiros e vinca que neste caso “quando chegamos já não havia nada a fazer, e quanto a VMER chegou também não”, não sabendo explicar se neste caso o desfecho poderia ser diferente.
O operacional diz não perceber o que se passou entre a altura em que se ligou para o 112 e a chagada da chamada à central dos bombeiros. Cardoso diz que o INEM tem de explicar a situação “que se tem vindo a agravar” e diz que nesse mesmo dia houve uma situação semelhante “mas com consequências menos gravosas”.
O caso passou-se na manhã de sexta-feira dia 4, “uma senhora que se sentiu mal, veio aqui um popular chamar os bombeiros, e nós ainda não tínhamos recebido a chamada do CODU”.
Há, segundo Pedro Cardoso, situações mal explicadas. Uma delas está relacionada com uma emergência dentro da vila de Azambuja há perto de um mês, em que a VMER chegou ao quase ao mesmo tempo que os bombeiros, cujo quartel fica a poucos metros do local. Neste caso Cardoso diz não querer acreditar que exista um atraso deliberado nas comunicações para os bombeiros, a fim de minimizar o tempo de espera pelos meios do INEM.
O operacional vinca e enaltece o trabalho dos profissionais de saúde do INEM, mas lembra que o sistema que está implantado não funciona, defendendo para isso, um outro que integre todas as forças de protecção civil de forma articulada e mais harmoniosa.
Via telefone, Pedro Coelho dos Santos, responsável pelas relações publicas do INEM, refutou as criticas dos bombeiros de Azambuja salientando a prontidão dos profissionais de saúde. Contudo o responsável do INEM prometeu fazer chegar ao Vida Ribatejana esclarecimentos mais aprofundados, via email, mas até ao fecho desta edição tal não aconteceu.