Wednesday, March 21, 2007

Familia brasileira junta-se em portugal ao fim de 6 anos


Osmar João Gonçalves bem pode ser um exemplo de sucesso de um emigrante brasileiro em terras lusas. Este emigrante brasileiro saiu do Brasil há seis anos, e depois de ter Lutado contra as saudades e as dificuldades de um país diferente, conseguiu trazer a família para junto de si. A Osmar, juntaram-se no mês passado a mulher e as duas filhas, que em breve começarão a frequentar a escola

Faz no próximo mês de Junho seis anos que Osmar João Gonçalves está em Portugal. Aparentemente a história de Osmar é igual a tantas outras histórias de emigrantes oriundos do Brasil, todavia, Osmar alcançou no mês passado um dos seus maiores objectivos, e que nem sempre está ao alcance de todos.
Ao fim de seis anos, este emigrante, nascido em Baía, conseguiu juntar toda a família em Portugal, mas para trás, o percurso de Osmar, fica marcada por contrariedades que lhe mudaram o rumo de uma vida.
Ao Vida Ribatejana, este emigrante de 46 anos, destacou que no Brasil tudo lhe corria bem. Estudou até entrar na faculdade, tendo conseguido mesmo entrar em matemática, mas nunca chegou a completar a faculdade, porque entretanto já estava a trabalhar num banco privado, onde esteve durante 16 anos. Quando as coisas estavam encaminhadas, a crise bateu-lhe à porta, levando-o em conjunto com mais colegas, ao despedimento e ao abandono de uma actividade que até era do seu agrado.
No Brasil as oportunidades escasseavam, e foi depois de alguns contactos com primos brasileiros já a viver em Portugal, que Osmar decidiu deitar mãos à obra e rumar ao nosso país, com a ajuda da indemnização que recebera do banco onde trabalhara.
Ainda no Brasil e antes de vir para Portugal, Osmar, adquiriu uma quinta, onde tem alguns animais, que sempre dão algum rendimento à família. Depois da saída no mês passado da mulher e das duas filhas para Portugal, a gestão do espaço ficou entregue ao pai de Osmar, que em Portugal é funcionário de uma bomba de gasolina em Azambuja.
Quanto ao investimento feito na quinta, o emigrante diz “que no Brasil o investimento numa quinta com vacas e exploração de leite o rendimento é bom, porque é liquidez imediata. Entregou, recebeu e por isso não tem investimento”. Melhor ainda porque Osmar já trocou essa quinta por outra maior, aumentando assim o pecúlio da família e assegurando o seu futuro “ e criamos um património razoável para quem quer trabalhar”.
Já no nosso país, conta que não foi difícil adaptar-se aos nossos costumes. A língua era igual “e o relacionamento com o pessoal português foi bacana, e é divertido e apoia os brasileiros, porque falamos a mesma língua”. Um dado importante na integração deste emigrante em Portugal, que revela não estar arrependido de ter emigrado.
Como prova disso, Osmar consegui juntar a si a família que estava no Brasil e que só visitava uma vez por ano. Mas nem sempre foi assim “estive três anos em ir ao Brasil, só depois é que lá fui uma vez por ano” disse.
Segundo o emigrante, as saudades da família, foram os obstáculos mais difíceis de contornar. Já no que toca à gastronomia, salienta que o primeiro impacto foi difícil, “é muito frango e bife com batata frita” acrescentando que para matar as saudades da comida brasileira “eu fazia alguns pratos em casa, com aquilo que encontrava no supermercado”
Em Portugal, o emigrante tentou arranjar soluções para o conforto da mulher Ariene, esteticista no Brasil, e para as duas filhas do casal, Ana Luísa e Ana Laura com oito e 10 anos, que em breve começarão a ter aulas na escola básica de Azambuja. Numa primeira fase, a família está alojada num apartamento alugado, mas posteriormente, Osmar quer comprar uma casa para a família.
Para já Osmar Ariene, Ana Luísa e Ana Laura, estão instalados em Azambuja, e não têm planos urgentes para voltar ao Brasil, contudo essa é uma porta que não está fechada.

Balanço positivo na integração de emigrantes

Luis de Sousa vereador da Câmara Municipal de Azambuja considera que o processo de integração de emigrantes no município tem sido positivo.
Numa entrevista ao Vida Ribatejana, o responsável sublinhou o empenho da autarquia em conjunto com o ACIME (Alto Comissariado para a Imigração e Minorias Étnicas), para uma integração mais efectiva dos forasteiros.
Segundo Luis de Sousa, o gabinete de apoio ao emigrante criado em Novembro de 2004 tem correspondido as expectativas criadas pelos emigrantes.
O ano passado foi de algum trabalho para o gabinete. Segundo os dados da autarquia, em 2006 foram atendidos 104 emigrantes, mas este é um numero que não satisfaz plenamente o vereador que vinca a sua convicção afirmando que “existem muitos mais emigrantes no nosso concelho ainda clandestinos e ilegais, e que por isso têm algum receio em vir dar a cara a este gabinete, e têm também medo que a Câmara os vá denunciar, o que não é verdade” diz Luís de Sousa, vincando que “se não fosse esse receio, muitos mais viriam ao gabinete” isto apesar da divulgação que a Câmara tem vindo a fazer, quer durante a Feira de Maio, ou de um programa de rádio que esteve no ar na Radio Ribatejo durante o verão do ano passado.
Segundo o vereador, esse programa pago pela autarquia, tinha como objectivo divulgar as iniciativas do ACIME, todavia a dispersão dos elementos levou a que o programa fosse cancelado. Por outro lado, Luis de Sousa destaca que foi criada também uma Associação de Imigrantes, que era a essa associação que cabia a realização do programa. O vereador vinca ainda que a associação ainda existe, mas que não funciona com subsídios da Câmara, uma vez que a autarquia apenas financiou a elaboração dos estatutos e da escritura.
No município de Azambuja, e de acordo com um estudo feito pela Câmara, predominam as mulheres imigrantes. Ao todo existem mais de 60 por cento de mulheres, contra 40 por cento de emigrantes homens.
No que toca ás nacionalidades, são os brasileiros que dominam com 71% do total de emigrantes no concelho de Azambuja. Seguem-se os ucranianos com 10 % e angolanos com sete por cento.
De resto no panorama concelhio há ainda registos de emigrantes angolanos, moldavos, chineses e marroquinos entre outros.
Na distribuição por freguesias, 86 por cento dos emigrantes estão fixados à sede de concelho, Azambuja. Quarenta por cento estão em Aveiras de Cima e seis em vale do paraíso.
A maioria dos emigrantes são casados, mas há também muitos solteiros e a viver em união de facto. O mesmo estudo da autarquia, salienta que 70% dos emigrantes vivem em casas alugadas, apenas 20 por cento têm casa própria, os restantes estão a morar em habitações cedidas por familiares ou conterrâneos.
Quanto ao emprego: 79 por cento estão empregados, apenas 25 por cento ainda procuram uma ocupação.

Tuesday, March 20, 2007

Junta de Azmbuja reivindica meios financeiros


Um armazém para servir de garagem aos carros da junta de freguesia e de refeitório aos trabalhadores, é um dos grandes projectos que em breve será uma realidade. Numa visita realizada pelos executivos da câmara e da junta de Azambuja, António Amaral, considera que tem uma boa relação com a câmara, mas as verbas que são descentralizadas ficam aquém das necessidades

António Amaral, presidente da Junta de Freguesia de Azambuja, diz-se satisfeito com o rumo que a freguesia está a levar. O autarca eleito nas listas do PS, disse ao Vida Ribatejana que existe um bom entendimento com o executivo municipal, e sublinhou que nos últimos anos tem sido notória, uma evolução ao nível urbanístico e paisagístico. O autarca que reclamava há perto de quatro anos um jardim público, viu no ano passado, essa pretensão satisfeita com a inauguração do jardim urbano, que nasceu das cinzas das antigas oficinas municipais.
Ao Vida Ribatejana, o presidente da junta salientou que o aumento de espaços verdes na freguesia têm contribuído para um acréscimo de trabalho para a junta.
À junta de freguesia cabe a manutenção dos espaços verdes, competência que foi descentralizada pela câmara municipal, António Amaral lamenta contudo que as verbas referidas no protocolo com a câmara não acompanhem a tendência de crescimento dos espaços verdes da freguesia, já que as verbas não foram ainda renegociadas. O autarca salienta que houve cortes nas verbas para as juntas de freguesia, e isso tem-se reflectido também na gestão daquele órgão autárquico. Por outro lado, o presidente da junta salienta que a sua autarquia tem também a responsabilidade da higiene e limpeza. Amaral vinca que o gasóleo tem aumentado, e que é quase inevitável que se proceda a uma renegociação, até porque “temos encargos sociais com o pessoal o que já de si é muito pesado” por outro lado Amaral, salienta que a junta já tem uma dimensão significativa, quer no número de trabalhadores, que já chega quase ás duas dezenas, quer ao nível do equipamento.
O presidente lembra ainda que a junta leva ainda a cabo alguns trabalhos que não são da sua compenetrai com são os casos da limpeza “das linhas de água, dos ribeiros, alargamento de pontões” entre outros.
Quanto ao novo enquadramento paisagístico da vila, o presidente da junta considera que as novas rotundas e os novos espaços ajardinados, contribuem para um melhor cartão de visita da freguesia, mas lembra que ao nível de segurança, as novas rotundas das entradas da vila, vieram a acrescer outro índice de segurança, quer para quem circula na estrada nacional 3, ou na vila de Azambuja.
Do trabalho do dia-a-dia, da junta de freguesia, António Amaral, destaca alguns projectos que gostaria de levar a cabo, mas também, algumas reivindicações à câmara. São os casos de algumas obras, que Amaral considera importantes e que terão ficado na agenda de Joaquim Ramos. Em causa está a recuperação de um espaço no parque Infantil no Largo do Espirito Santo, ou o alcatroamento de algumas estradas nos Casais de Baixo e dos Britos em Azambuja.
Por outro lado, Amaral já tem em projecto uma fonte para os Casais de Baixo, e num futuro próximo gostaria de recuperar a fonte de Santo António, conhecida pela sua qualidade da água de antigamente, e muito procurada na Feira de Maio, pois é lá que se realiza a celebre noite de fados.
O presidente da junta, destaca ainda a construção de um armazém no bairro da Ónia junto à GNR em Azambuja. A ideia inicial do espaço já tem alguns anos, mas o projecto só agora ficou pronto, e enquanto as obras não arrancaram, a junta de freguesia já nivelou o terreno e construiu muros de suporte, que serão as infra-estruturas básicas daquilo que servirá no futuro de garagem aos carros da junta, de refeitório para os trabalhadores e de armazém geral.

Encerramento da Opel faz cair produção


O encerramento da Opel em Azambuja em Dezembro do ano passado, está na origem da diminuição da produção automóvel em 11 por cento. O encerramento desta unidade está também associado ao aumento do desemprego, fazendo com que Azambuja supere a média nacional.

O encerramento da Opel em Azambuja terá contribuído para a queda da produção automóvel, em Janeiro e Fevereiro deste ano. Os dados são avançados pela Associação dos Industriais Automóveis, que salienta a queda em 11% nos dois primeiros meses do ano, face ao período homologo do ano anterior, sendo que a este caso junta-se o encerramento da fábrica da General Motors.
A mesma associação diz em comunicado que “foram produzidos até final de Fevereiro 30.036 novos veículos, menos 11% do que no período homólogo”.
Uma das justificações dessa queda, está relacionada com a baixa de produção de comerciais ligeiros “que baixou 56,8%” mas também a de pesados que “caiu 16,2%” contudo a produção de veículos ligeiros de passageiros aumentou 22,8%.
A associação não tem dúvidas em associar estes números o encerramento da fábrica a 18 de Dezembro de 2006.
A A.I.A. salienta ainda em comunicado que “do conjunto de veículos produzidos nesse período, 97,4% destinaram-se ao mercado externo e apenas 2,6% foram comercializados no território nacional”.
Contudo o encerramento da Opel está também associado ao desemprego. Os números adiantados no início do mês passado colocaram de resto o concelho de Azambuja, no top dos municípios com a taxa mais alta de desemprego no distrito de Lisboa.
Os dados que foram revelados na edição de 21 de Fevereiro do Vida Ribatejana, revelaram que Azambuja está acima da média nacional, sendo que o Municipio tem onze por cento de desempregados, contar os oito por cento nacionais.
Segundo os números da responsabilidade do Instituto do Emprego e da Formação Profissional (IEFP) no fim do ano passado, o concelho Azambuja registava 1104 desempregados inscritos, mais 176 que no final de Novembro e mais 88 do que no final de 2005.
Também Joaquim Ramos, presidente da Câmara Municipal de Azambuja admitiu que o encerramento da Opel veio a agravar a situação, mas na altura lembrou que a autarquia pouco pode fazer nesta matéria, e frisa que a Opel era “ a maior unidade empregadora da região” e o seu encerramento veio a colocar na rua 400 empregados, o que fez com que “ a taxa de desemprego subisse fulgurantemente”, argumentando que se este fenómenos se verificasse em Lisboa ou Loures “quatrocentos desempregados a mais ou a menos, não teria reflexo na taxa de desemprego”.

Saturday, March 17, 2007

“Nem uma enguia, quanto mais sável”


Mais uma vez os pescadores do concelho de Vila Franca de Xira dizem que o sável escasseia nas águas do Tejo. A opinião é unânime, as chuvas deste ano trouxeram mais expectativas, mas foram em vão. Há famílias que nem uma enguia, pescaram nos últimos meses

Os pescadores do Tejo de Vila Franca de Xira estão preocupados com a falta de peixe no rio. No mês dedicado ao sável, os pescadores queixam-se da falta deste peixe que é tão apreciado nos pratos da região.
Segundo António Cardoso, este ano “ainda não vi peixe nenhum” e embora as chuvas tivessem sido mais férteis este ano “a gente aqui ainda não pescou nada”. Sabem no entanto que mais a norte do Tejo, na zona de Salvaterra de magos, os pescadores têm outra sorte. O peixe por lá também não é muito, mas “o meu cunhado já apanhou uns dois ou três” quantia muito satisfatória para os tempos que correm diz António que revive com nostalgia os tempos de antigamente, “em que tínhamos de enterrar sável na areis, pois havia tantos que não os conseguíamos vender todos”.
A falta de sável é uma realidade há vários anos, mas António Cardoso salienta que nos últimos anos todas as espécies têm escasseado “muito por culpa do tempo, das chuvas e também das descargas para o Tejo” refere
Carlos Silva é da mesma opinião, todavia analisa por outro prisma a falta de sável. O ex-pescador atribui à mão humana as dificuldades de sobrevivência de qualquer peixe nas águas do Tejo. Em parte por causa das “descargas das fábricas, mas também por causa da cura do arroz na lezíria”, sendo esta na sua opinião uma das causas mais prováveis para a morte dos peixes. O Ex-pescador que deixou a faina por motivos económicos, diz que nos dias que correm “torna-se difícil aos pescadores viverem só da pesca” e vinca a necessidade de haver mais apoios do estado, para que a arte não morra.
Por outro lado, a actuação das autoridades, deixa muito a desejar. Carlos salienta que esta não fiscaliza como deve ser, e que devia centrar mais a sua fiscalização das curas aéreas do arroz “já que as águas da lezíria são drenadas para valas com ligação ao Tejo”. Na opinião de Carlos, a situação está mais relacionada com a “incúria” das pessoas, do que com fenómenos naturais, mas “quando tudo se junta…dá azar e o peixe ou morre ou não desce o Tejo”.
Júlio Lopes, reformado, passa as tardes quando está bom tempo, no jardim Constatino Palha em Vila Franca de Xira, é de lá que observa quando pode os barcos no Tejo, as curas do arroz e as angustias dos pescadores. Júlio disse ao Vida Ribatejana que ainda se lembra de fazer quilómetros com a família, quando morava em Benfica do Ribatejo, para vir a Vila Franca de Xira para comer um bom sável “E lembro-me ainda que, embora o sável nunca fosse um prato barato, era sempre o preferido nesta altura do ano”. Agora e com m ais tempo para a conversa, junta-se muitas vezes com os pescadores de Vila Franca de Xira no jardim a ou a jogar ás cartas, ou na conversa “ e é o que todos me dizem, o sável quase não existe, e para haver sável nas mesas dos restaurantes, temos de importa-los de Espanha, por exemplo”: Manuel Faria pescador reformado e um dos elementos da roda de amigos que entretanto se juntou para falar com o Vida Ribatejana diz: “sei que o sável já foi o ouro destas paragens” o pescador que só está em Vila Franca há meia dúzia de anos, refere que das vezes que em 15 anos foi à pesca do sável, só nos primeiros dez é que teve sorte “não era muito, mas já dava para as despesas. Agora não quase que temos de andar a pagar para trabalhar”.
Maria Júlia, descendente de uma família de pescadores avieiros de Vila Franca de Xira, também refere que havia outra expectativa para este ano “houve mais chuva e o tempo ajudou” mas mesmo assim “o meu homem foi ao Tejo e não pescou uma enguia quanto mais sável. Por isso senhor, não sei de onde vem o sável que este ano vai estar nos restaurantes” disse.
Enquanto isso, Júlia refere que a vida de pescador já não dá “muitos mudam de profissão, sendo as obras o sitio mais escolhido, porque muitos não têm habilitações”, por outro lado, salienta que as despesas são muitas “são as licenças, o gasóleo que está sempre a aumentar, e a gente que vai ao rio e não trás nada!”.

População exige centro de saúde aberto mais horas


No próximo dia 21 a população da freguesia do Carregado promete não arredar o pé da rua em frente à extensão do centro de saúde. Em causa estão as reivindicações por melhores condições de tratamento, numa freguesia que tem perto de 3500 utentes sem medico de família

A comissão de utentes da extensão de saúde do Carregado, vai promover no próximo dia 21, uma vigília nocturna e um abaixo-assinado junto ao edifício, para reivindicar mais condições de segurança e mais clínicos.
A decisão saiu de uma reunião com a população do Carregado na passada sexta-feira na junta de freguesia e dá conta da “insatisfação da população” segundo o vereador com o pelouro da saúde. José Manuel Catarino
A reivindicação já não é nova, e depois de uma carta, entretanto sem resposta, a pedir à ARS algumas alterações ao funcionamento daquela unidade, os utentes resolveram agir.
Recentemente numa sessão de Câmara extraordinária pela autarquia, alguns dos utentes queixaram-se da falta de condições daquela unidade. Mas sobretudo da falta de médicos e do horário de atendimento ao publico.
Na carta enviada à ARS, pedem a abertura das portas mais cedo, uma vez que são frequentes as filas de espera, a altas horas da madrugada, sobretudo de idosos, que têm de permanecer ao frio até que o segurança abra as portas ás oito da manhã.
O vereador lembra que o local só tem segurança durante o período de funcionamento, e reclama o alargamento da segurança e do funcionamento do centro 24 horas por dia.
Por outro lado, os utentes exigem mais clínicos, já que na freguesia existem perto de 3500 pessoas sem médico de família.
Para além disso, lembra que aquela é uma freguesia em crescimento, faz com que o vereador reivindique o alargamento do horário.
Outra das revindicações, passava pela utilização do hall do edifício, para que os utentes não tivessem de esperar na rua. Neste caso também não houve resposta, mas se por um lado Álvaro Pedro admitiu que a autarquia poderia eventualmente destacar um funcionário para assegurar a segurança do edifício, José Manuel Catarino é mais reservado, limitando-se a dizer que “essa é uma competência do poder central, e a câmara não se pode substituir ao estado”
José Manuel Catarino, responsável pelo pelouro da saúde da Câmara Municipal de Alenquer, considera entretanto que esta situação já está a prejudicar a vida aos utentes. Em declarações ao Vida Ribatejana, o vereador sustenta que as populações estão no seu direito de exigir melhores condições de saúde, e avança que a autarquia está determinada em permanecer ao lado dos utentes.
O vereador sublinha que a carta, onde eram feitos alguns pedidos à ARS de Lisboa, terá seguido logo após a reunião de Câmara extraordinária, e que até ao momento a Administração Regional de Saúde ainda não respondeu.


MAR

Azambuja e Alenquer festejam juventude



Azambuja e Alenquer são apenas dois dos exemplos dos concelhos que dedicam uma semana à juventude.
Ambos os municípios desdobram-se em actividades que vão desde a música, ao teatro, passando no caso de Alenquer por um original concurso de escrita criativa

Está aí mais uma semana dedicada à juventude nos concelhos de Azambuja e Alenquer.
Em Azambuja o evento prolonga-as de 19 a 31 de Março, e como habitualmente tem um cartaz recheado de actividades para os jovens.
Desde as actividades mais radicais ás culturais, há de quase tudo numa semana em que a Câmara Municipal de Azambuja aposta uma vez por ano.
Há também teatro, desporto, exposições, workshop’s e música.
Marco Leal vereador da cultura da autarquia, nega contudo que as actividades dedicadas à juventude se resumam apenas numa semana, adiantado que ao longo de todo o ano a Câmara tem apostado no dialogo com as associações de jovens do concelho, e que há outras actividades em curso.
As actividades vão percorrer as escolas do Municipio. Aliás a semana começa mesmo com o teatro que nos dias 19, 20, 21 e 22 com a peça “ Maria” do Teatro Nacional Dona Maria.
A 23 de Março as actividades desportivas centram-se na Escola EB1 de Aveiras de Cima do dia seguinte o Jardim Urbano de Azambuja é palco de 3 iniciativas diferenciadas. A começar com uma exposição de Carla Tavares, uma jovem artista plástica do concelho, seguindo-se uma actuação de Bruno Sky Fly , coreografo do espectáculo “Festa de Finalistas” no Coliseu dos Recreios da série “Morangos com Açúcar” e meia hora mais tarde num workshop de Streetdance aberto ao público.
Para o dia 31 de Março, está marcado um Peddy Paper Fotográfico com o ponto de encontro marcado para a Biblioteca Municipal. Para o finalizar em beleza este evento. A autarquia vai apostar na actuação de 3 bandas no Páteo Valverde. São elas a Acikuta, Squeeze Theeze Pleeze e Vicious Five, tendo o bilhete o custo de dois euros e que será colocado à venda no Páteo do Valverde.
Marco Leal, salienta porém o bom envolvimento das associações de jovens do município nesta iniciativa. O vereador destaca também a importância destes grupos, dos quais tem sido um dos principais impulsionadores. Foi aliás no mandato anterior, que o vereador decidiu apoiar a criação destas associações, tendo em vista um melhor envolvimento no desenvolvimento das políticas de juventude do concelho de Azambuja, as quais são discutidas ao longo de todo o ano.
As parcerias têm segundo o vereador “sido profícuas” e lamenta o facto das associações de jovens serem mais visíveis durante a semana a elas dedicada. Mas essa é uma situação que o vereador diz querer mudar. Independentemente do trabalho efectuado durante o ano nos bastidores, Marco Leal considera importante que as associações de jovens apareçam mais vezes fora desta área.
Houve contudo algumas situações que no passado “correram menos bem” e que agora e segundo o vereador “temos de mudar”.
Marco Leal, sublinha que houve um programa que era “o centro de juventude de Azambuja que numa determinada localização deu algum uso profícuo na passagem de jovens por lá, porque ao lado estava o espaço Internet” e lamenta que “desde que o centro Internet passou para o Páteo do Valverde aquilo desmobilizou-se o principio” e acrescenta que no seu entender “era difícil que o jovem vá ao encontro do centro de juventude, se não houvesse lá qualquer coisa para os motivar a ir lá”.
Houve no entanto outras questões que não correram bem no que toca à politica de juventude da autarquia. O Vereador referiu também que a emissão do cartão jovem, não correu bem, porque “apercebemo-nos que não poderíamos ter um cartão jovem municipal, pois que o poderia emitir era o ministério da juventude” e por estes motivos todos “temos de reajustar essas novas realidades” disse, o vereador, acreditando no sucesso da semana da juventude em Azambuja.

Alenquer também festeja a juventude de 18 a 24 de Março

Também no concelho de Alenquer, há uma semana dedicada á juventude, mas esta vai decorrer de dia 18 ao dia 24 de Março.
O pelouro da responsabilidade de José Manuel Catarino, preparou também uma série de iniciativas dedicadas aos jovens de todo o concelho de Alenquer.
O dia 18, Domingo, será dedicado à mobilidade, e a uma série de iniciativas com programa próprio.
As colectividades de Alenquer vão dar uma mão e o Sporting Clube de Alenquer promoverá um concurso de Grafitis e uma demonstração de hip-hop.
Na segunda 19, destaque para a Inauguração do Laboratório de Internet
Numa organização do Centro de Convívio de Albarróis.
Na Terça-feira o Sporting Clube de Alenquer promoverá um Workshop de defesa pessoal e na escola da Merceana decorrerá um debate sobre segurança rodoviária.
Na quarta-feira, a JCP de Alenquer promove um filme sobre Fidél Castro, e na quinta-feira repete-se o Workshop de defesa pessoal, na Merceana, bem como uma sessão de esclarecimento na freguesia da ventosa sobre condução defensiva.
Na sexta-feira, h+a musica no fórum Romeira, com as bandas Sci-fi, Benshee, e ainda a projecção de um filme sobre ambiente na Abrigada, e um debate na escola Damião de Goês sobre a mesma temática.
O sábado é dedicado ás mais variadas demonstrações culturais, que vão desde a dança, à ginástica e fotografia, passando por um original concurso de escrita criativa. A semana vai acabar em beleza, com a actuação da banda “Fonzie” no fórum Romeira em Alenquer.

Bombeiros do concelho Azambuja participam em simulacro


Perto de 6300 bombeiros participaram no passado sábado num exercício nacional promovido pelo Serviço Nacional Bombeiros e Protecção Civil em todo o país. O concelho de Azambuja não fugiu à regra e concentrou meios em Alcoentre num simulacro que juntou 106 bombeiros, 36 viaturas de dez municípios da área oeste

Um acidente entre um veículo de transporte de mercadorias e outro de matérias perigosas, foi o mote escolhido pelos bombeiros da zona operacional do oeste para um simulacro no passado sábado à noite.
O acidente simulado ocorreu na zona das Quebradas, freguesia de Alcoentre, contou com a presença de 36 viaturas de combate a incêndios, ambulâncias, e 106 bombeiros oriundos de 10 corporações.
No cenário ensaiado pelos soldados da paz, um acidente entre os veículos fez derramar combustível, o que levou a um incêndio de grandes proporções, que depressa se alastrou ás matas envolventes.
Passava pouco das dez da noite quando o alarme era dado nos bombeiros de Alcoentre. Para o local fizeram deslocar duas viaturas de combate a incêndio e uma ambulância. Chegados ao local, os bombeiros começaram por delimitar um perímetro de segurança, e através do lançamento de espuma, tentaram conter o derrame de gasolina. O cenário era quase uma realidade, não faltaram feridos, nem tão pouco os mirones que se iam aproximando do local, para ver o que se passava. Afinal, este foi um simulacro sem aviso prévio, que apanhou de surpresa inclusive alguns moradores da zona. E como nestas coisas também há jornalistas a tentar cobrir o incêndio, os bombeiros de Alcoentre fizeram questão de nos afastar, por motivos de segurança “é que embora isto seja a brincar… estamos a ser avaliados” dizia um bombeiro ao Vida Ribatejana.
Pouco tempo depois era dado o alarme geral. Começavam então a chegar carros de vários lados. Primeiro da Castanheira, depois de Azambuja, Alenquer, Lourinhã e Arruda dos Vinhos entre outras localidades, para combater o incêndio que então começou a dizimar perto de 25 hectares de floresta.
Pedro Cardoso, comandante dos Bombeiros de Azambuja, fez ao Vida Ribatejana um balanço positivo. O operacional que garantiu que os seus bombeiros partiram para este exercício sem saber que se tratava de um simulacro, salienta que “o facto de fazer este tipo de simulacros é sempre bom. Dá para ver o grau de operacionalidade dos bombeiros, e dá para corrigir eventuais erros” disse.
Estes exercícios repetiram-se um pouco por todo o país. Em todos os 18 distritos de Portugal continental e ilhas, participaram cerca de 6. 302 Bombeiros.
De acordo com o site do Serviço Nacional de Bombeiros e Protecção Civil, este foi exercício de âmbito nacional e com o nome de código PROCIV 2007 “ foi o primeiro do género realizado em Portugal, envolvendo também no terreno um total de 1. 528 Veículos”.
O exercício que contou com a colaboração das autoridades policiais, tem de resto um primeiro balanço positivo, mas para a semana “realizar-se-á o debriefing com as equipas de avaliação que estiveram no terreno com vista a fazer-se a avaliação final”.

Saturday, March 10, 2007

Educação: Indisciplina vista à lupa


Perto de uma centena de professores, auxiliares e encarregados de educação, discutiram na passada quarta-feira a indisciplina na escola.
O concelho de Azambuja não é dos mais problemáticos, registando apenas um ou dois casos isolados, de acordo com os técnicos

A educação em casa e o ambiente familiar pode bem ser um dos factores que levam à indisciplina dos alunos nas escolas. Esta foi uma conclusão transversal a todos os oradores de um seminário que decorreu na última quarta-feira em Azambuja onde a indisciplina na escola foi analisada.
Perante uma plateia de mais de uma centena de professores, auxiliares de educação e pais, os oradores não excluíram também o “divórcio dos pais da educação dos filhos” como um dos factores em ter em conta “deixando-os na escola e os professores que os eduquem “disse Ana Rosa Marques em representação da Escola Secundária de Azambuja
Os vários representantes das escolas e agrupamentos do concelho de Azambuja, considerarem no entanto que os dois ou três casos isolados de alguns distúrbios nas aulas, não chegam para classificar o município entre os mais problemáticos do país.
Nas escolas do concelho de Azambuja são mais frequentes a desatenção ás aulas, e comportamentos mais agressivos entre colegas, todavia a violência só esteve presente num ou em dois casos.
Fátima Almeida, do agrupamento de escolas Vale Aveiras, considerou por seu lado que a indisciplina não pode ser visto de forma superficial “dado que é um problema muito complexo, não só pela evolução que teve o conceito, mas também pela grande variedade de intervenientes” neste domínio, onde se destacam os factores, família, colegas e inclusive a comunicação social, que é uma ameaça dado que “os alunos vêem coisas na televisão que depois transportam para a sala de aula ou para a escola” o que leva a que condicione o ambiente escolar.
Ana Rosa Ribeiro. Docente na escola EBI de Azambuja, aproveitou o momento para apresentar um estudo sobre as características dos alunos da escola, apontando problemas identificados pelos alunos. A docente explicou pormenorizadamente as bases que a levaram a elaborar o documento e apresentou algumas sugestões.
Entre as sugestões, a docente lembra a importância da organização de espaços de reflexão conjunta, motivar o conselho executivo e os professores para organizar grupos restritos de discussão, e alargar o estudo da violência em contexto escolar “visto que os actos de violência ocorrem cada vez mais com alunos mais novos”.
Neste caso Victor Martinho, representante do centro social e paroquial de Azambuja, considera importante os educadores estarem atentos aos comportamentos doa mais novos. Segundo o técnico, nas idades de pré-escolar ainda é difícil perceber os traços de possível indisciplina, contudo vinca a necessidade dos responsáveis estarem atentos aos choros, birras e amuos ou isolamentos, que não nestas idades, alguns indícios de por exemplo stress por parte das crianças.

Azambuja: Dia Internacional da Protecção Civil movimenta crianças


Azambuja assinalou na passada sexta-feira o dia internacional da protecção civil. O evento ficou marcado pela demonstração das várias actividades dos bombeiros voluntários de Azambuja, junto das crianças da escola EBI de Azambuja.
Perante uma plateia de centenas de jovens, os voluntários demonstraram as suas formas de actuar nos vários cenários de operações. Enquanto num lado alguns alunos experimentavam os factos de combate a incêndio, noutro lado, alunos mais jovens ouviam atentamente os bombeiros, sobre as formas de agir num qualquer acidente de viação. Aliás estes jovens foram até ao fim, uns importantes espectadores e alunos atentos.
Pedro Cardoso responsável pela protecção civil municipal e comandante dos bombeiros de Azambuja, considera que estas iniciativas são importantes. Há nos voluntários cada vez mais a preocupação de chegar aos mais novos, e por consequência os mais velhos, como são os casos de outra gerações, os pais e os avós. É por isso que os voluntários de Azambuja têm levado a cabo uma série de iniciativas junto das crianças. Primeiro foram os alunos da Cresce do Centro Social e Paroquial, e agora a EBI de Azambuja, que se têm mostrado muito interessadas no trabalho dos bombeiros “pois as crianças, assimilam muito bem aquilo que lhes dizemos”.
O comandante admite que nos próximos anos, esta iniciativa, que no município de Azambuja só foi levada a cabo pelos bombeiros de Azambuja, possa ser alargada a outras escolas, dado que considera igualmente importante “sensibilizar as pessoas que a protecção civil não tem só a ver com os bombeiros, mas também cada um de nós” vincando a importância da cidadania.
No fim desta iniciativa, fica um balanço positivo, até porque segundo o operacional, “cada vez mais as crianças nos incentivam a continuar” e acrescenta que essa positividade vai ao encontro do que os bombeiros têm sentido, nomeadamente “a sensibilidade que temos recebido e do interesse que eles demonstraram. É gratificante ver que as crianças estão empenhadas e interessadas em ouvir a nossa mensagem” disse.



Sunday, March 04, 2007

Vila Franca abre centros de apoio a imigrantes


Vila Franca de Xira vai ter quatro centros de apoio ao imigrante. O anúncio foi feito pelo vereador da acção social Fernando Paulo ao programa conversa Franca da Ribatejo FM: O Vereador destaca que essa é uma necessidade urgente, sobretudo quando se vive uma realidade nova na maioria das localidades do país, com o fluxo de imigrantes a aumentar cada vez mais.

neste programa, o vereador disse ainda que a camara vai abriu na junta de freguesia de Forte da Casa um centro de apoio integrado ao cidadão. Trata-se de um projecto piloto levado a cabo pela Câmara Municipal de Vila Franca de Xira e segurança social e que pretende responder aos problemas dos mais necessitados, de uma forma mais célere.
Este é apenas o início, já que é intenção da autarquia e da segurança social, alargar o centro ás freguesia de Vialonga e Castanheira do Ribatejo, até ao fim do ano

Corte de Pinheiros motiva polémica


Perto de centena e meia de proprietários de Pinhal participaram na passada quinta-feira numa sessão de esclarecimento em Aveiras de Cima, sobre o nemátodo do pinheiro, que obriga ao abate de vários milhares de arvores para criar uma facha de contenção para que a praga não se estenda. Os ânimos estiveram várias vezes exaltados com os proprietários a acusarem o estado de má fé

Os proprietários de pinhal do concelho de Azambuja estão indignados com a direcção geral de recursos florestais(DGRF) . Em causa está o prazo dado para o abate das árvores, para conter o progresso do nemátodo do pinheiro.
Os técnicos salientam que o corte de uma facha de três quilómetros de diâmetro, numa extensão de 130 mil metros será, nesta altura a única solução.
Todavia, o grande problema dos proprietários, não passa pelo abate das arvores, mas pelo prazo dado para o fazer.
Segundo os técnicos presentes numa sessão de esclarecimento em Aveiras de Cima, foram fixados editais, onde a obrigação era “explicita” e sendo que nenhum dos proprietários da área abrangida procedeu ao corte, o ministério da agricultura decidiu avançar com um concurso público internacional, para adjudicar a alguma empresas esse trabalho. Porém os proprietários não se conformam, e nesta última sessão de esclarecimento, acusaram o governo “de má fé. Porque o edital para além de ter sido colocado na altura do natal, e só dar vinte dias para cortar os pinheiros, toda a gente sabe que a maioria destas pessoas que aqui estão não lêem os editais” disse um popular indignado, apontando o dedo aos técnicos, argumentando ao mesmo tempo que o estado deveria alargar os prazos para o abate.
Um dos técnicos explicou que o alargamento do prazo era impossível. O corte que tem como limite o dia 31 de Março, está condicionado por uma imposição da União Europeia, e por outro lado, não pode ser feito para além deste prazo, pois o mês de Abril, pode, devido ás condições climatéricas, proporcionar condições mais desfavoráveis no combate ao nemátodo.
Por outro lado este prazo, serve também para balizar os prazos de atribuição de subsídios a Portugal. Segundo os técnicos, caso os prazos sejam ultrapassados, Portugal arrisca-se a não receber qualquer quantia para fazer face ás ajudas no abate dos pinheiros.
Neste processo, houve mesmo quem sugerisse uma acção contra o estado, e que uma providencia cautelar seria um bom caminho, no entanto os técnicos salientaram a possibilidade de indemnizar os proprietários pelo corte das árvores.
Para já não há definida qualquer verba a pagar pelo abate dos pinheiros. Mas os técnicos garantem que o governo irá publicar nos próximos dias uma portaria que dará conta dos preços a pagar por cada árvore cortada.
Neste capitulo, os proprietários desconfiam do governo “se muitos de nós não temos as arvores declaradas, como é que o governo nos vai pagar?”. Os técnicos apenas garantiram que todos os pinheiros serão identificados, com fim ao pagamento das indemnizações.

Por outro lado, os proprietários estão impedidos por lei, de cortar os pinheiros, dado que o prazo para os cortar voluntariamente já acabou. E esta foi uma situação que fez aquecer os ânimos “não posso cortar? Isso é que vamos ver. No meu terreno não entra filho da puta nenhum. Aquilo é propriedade privada!” disse um proprietário já mais nervoso, explicando que o seu pinhal está na família há varias gerações e por isso o governo não pode decidir assim.
Há no entanto uma questão cujos proprietários gostariam de ver esclarecida. É que para serem indemnizados, a lei portuguesa terá de ser alterada e consonante com as directivas europeias. E embora os responsáveis pelo ministério tenham garantido que governo esta a trabalhar para que isso seja uma realidade, o que é certo é que os proprietários não confiam, e acusaram o estado de querer fazer negócio com a madeira das árvores cortadas “para onde é que vai a madeira dos pinheiros?” interrogou um participante. Os técnicos salientaram entretanto que em principio a madeira seria vendida para pagar ás empresas o trabalho do corte das árvores e o remanescente seria para pagar “um valor justo aos proprietários”, mas a resposta não foi de agrado para todos já que não conseguem perceber “então aquilo mal dá para nos, como é que vão dividir por dois. Isto é a gozar com as pessoas. Preço justo, uma porra, aquilo vai é para a casa de um gajo qualquer” disse João Lopes, um dos visados por esta medida.
Segundo os técnicos, foi elaborada uma zona de segurança chamada de “zona fitossanitaria” que englobará 19 municípios, numa área de perto de um milhão de hectares. No concelho de Azambuja, foram afectadas as freguesias de Aveiras de Cima, Manique do Intendente e Vila Nova de São Pedro. Também algumas zonas dos concelhos de Vila Franca de Xira, Alenquer e Santarém estarão nesta altura sob a mira dos técnicos do ministério da agricultura.

O Nemátodo do Pinheiro


O nemátodo ataca o sistema de circulação da árvore, enfraquecendo-a e tornando-a mais susceptível ao ataque de outras pragas.
O contágio ocorre através de um insecto vector (em Portugal o longicórnio do pinheiro – Monochamus galloprovincialis, que transporta os nemátodos nas traqueias). A dispersão da doença está limitada à altura, e capacidade de voo dos insectos (entre Abril e Outubro).
Ataca a generalidade das espécies de pinheiro e outras coníferas, à excepção do género Thuia. Algumas espécies de pinheiro, como o pinheiro-bravo, pinheiro-larício e pinheiro-silvestre são muito susceptíveis.
O adulto do insecto vector alimenta-se nos raminhos e rebentos de árvores adultas, arrastando consigo estados juvenis do nemátodo, que penetram por estas feridas. O nemátodo coloniza rapidamente os vasos do xilema, bloqueando o seu funcionamento, o que provoca a morte da árvore. Nas árvores mortas o nemátodo alimenta-se dos fungos que provocam o azulamento da madeira (do género Ceratocystis). As árvores debilitadas ou recentemente mortas atraem as fêmeas do insecto vector, que aí fazem a postura, podendo transmitir igualmente nemátodos. As larvas desenvolvem-se e transformam-se em adultos, os quais são colonizados por nemátodos antes destes abandonarem as árvores atacadas na, Primavera seguinte

Informação : CONFAGRI (Confederação Nacional de Cooperativas Agrícolas e do Crédito Agrícola de Portugal, CCRL)

Tuesday, February 27, 2007

Corta Mato Escolar em Azambuja


Cerca de 1200 jovens oriundos de mais de trinta escolas da Lezíria do Tejo, juntaram-se ontem (terça-feira) para participar num corta-mato escolar. A iniciativa contou com a organização conjunta entre a Coordenação Educativa da Lezíria do Tejo, Direcção Regional de Educação de Lisboa, Direcção Geral de Inovação e Desenvolvimento Curricular e decorreu durante toda a manhã.
Até aqui, esta era uma prova que tinha como local certo as instalações do Centro Nacional de Exposições em Santarém, mas desta vez e dado a envolvênçia da escola secundária de Azambuja e da autarquia, a organização decidiu arriscar a mudança.
Inês Barroso, responsável pela coordenação educativa da Lezíria do Tejo, disse ao Vida Ribatejana que esta iniciativa, tem como principal objectivo a prática desportiva, destacando que o corta-mato está inserido no Plano Nacional de Desporto Escolar e que outro dos objectivos passara pela realização de uma prova “com a participação dos melhores alunos, nesta corta-mato” vincando as “excelentes condições encontradas na Quinta da Marquesa, para a modalidade.
Esta é alias uma iniciativa que já deu a conhecer bons atletas e futuros campeões de atletismo, nas suas várias modalidade, Inês Barroso diz que “já tivemos alguns atletas que vão ter depois resultados nacionais”. Nesta prova em concreto, serão apurados entre iniciados e juvenis, os três melhores classificados “quer individuais, ou equipas que irão representar a nossa coordenação educativa em Santa Maria da Feira nos dias 10 e 11 de Março” no corta-mato nacional, vincando que das provas de desporto escolar realizadas no Ribatejo, já saíram campeões nacionais.
Para José Manuel Franco, presidente do concelho educativo da escola anfitriã, esta é uma das “etapas do percurso que temos feito todos os anos. A escola secundária de Azambuja gosta de participar e empenha-se e dá também o seu contributo ao nível da comunidade local, e neste caso regional”. José Manuel Franco salienta que mais importante do que ganhar, é participar, mas mesmo assim espera que os atletas que representam a escola de Azambuja, façam um bom resultado, embora os resultados noutras actividades, se façam sentir de uma forma mais vincada.

Monday, February 26, 2007

Azambuja concessiona rede de água


A assembleia municipal que viabilizou o concurso público para a concessão da rede de águas a privados foi quase uma prova de resistência física aos deputados, executivo municipal, público e jornalistas. O desfecho do processo era previsível, dado a maioria absoluta na assembleia municipal, mas os velhos argumentos de outras sessões voltaram a ser questionados pela oposição. A reunião que acabou quase ás três da manhã viabilizou a concessão, por maioria e com os previsíveis votos contra do PSD e CDU.

O executivo socialista da Câmara Municipal de Azambuja, já tem luz verde para o lançamento do concurso público internacional, para a concessão da distribuição a privados.
Na passada quinta-feira, a assembleia municipal de Azambuja votou por maioria as pretensões do executivo liderado por Joaquim Ramos, isto depois de várias tentativas para aprovar o documento.
Recorde-se que desde Junho, altura em que teve inicio este processo, o documento foi três vezes à assembleia municipal, mas por conter erro processuais, acabou por nunca ser colocado à votação.
Na reunião de quinta-feira, realizada no salão da Casa do Povo de Aveiras de Cima, o documento acabou por ser aprovado, mas contou com o voto contra do PSD e da CDU.
Neste encontro que durou até perto das três da manhã, Joaquim Ramos voltou a argumentar, que esta era a única saída possível, dado que os custos de uma intervenção da rede pública de água, seria quase incomportável para o Municipio.
Mais uma vez, Joaquim Ramos diferenciou a concessão da privatização, argumentando, que a qualquer momento, a rede pública poderá retornar à autarquia.
Por outro lado, o presidente da Câmara, quis também sossegar os trabalhadores, uma vez que garantiu que ao contrário do que afirmam os sindicados, não está em marcha nenhum plano de despedimento, “porque isso também não é possível na função pública”.
Para o autarca, existem soluções já colocadas aos trabalhadores, que passam pela integração na futura empresa, ou noutros serviços da autarquia.
Mas estas são medidas que não agradam à maioria dos trabalhadores, que temem perder direitos já adquiridos, e que argumentam com um possível aumento da água para os consumidores, para estarem contra esta medida.
Aliás, os trabalhadores do sector da água, levaram mesmo a efeito um abaixo-assinado, onde manifestaram as razões pelas quais estão contra o negócio. O documento com cerca de 500 assinaturas, ao qual o Vida Ribatejana não teve acesso, foi entregue em plena reunião, ao presidente da assembleia municipal, António Pratas Cardoso.
Da oposição voltaram-se a ouvir os mesmos argumentos de sempre. Da CDU, João Couchinho reiterou que a concessão iria fazer disparar o preço final da água, argumentando que em ”todas as câmaras do País em que os serviços foram privatizados ou concessionados, houve aumentos brutais no preço da água para a população" puxando pelo exemplo da Câmara de Almada, que manteve a rede de águas no Municipio. Todavia, Joaquim Ramos considerou que esse não era um bom exemplo já que as tarifas da água em Almada, são superior àquelas serão praticadas em Azambuja.
Luis Leandro do PSD, considerou que este era um mau negócio. O deputado municipal salientou que a concessão, sem ter ideia de quanto a Câmara gastava por mês, em jardins ou fontes era como que “negócio da venda a pataco da água " criticando o caderno de encargos, que obriga a empresa que ganhar a fazer um estudo de viabilidade económica.
A proposta acabou de resto por ser aprovada quase ás três da manhã, mas com os votos contra do PSD e da CDU.

Tuesday, February 20, 2007

Azambuja: Última fase do Polis custará 2,2 milhões de euros




A quinta fase do POLIS de Azambuja já arrancou. As obras que estão orçadas em 2,2 milhões de euros, irão mudar, desta vez, a face mais visível do miolo histórico da vila de Azambuja. Os trabalhos que serão desenvolvidos por etapas, terão como um dos pontos mais sensíveis, algumas ruas a poente da igreja matriz.

Já começaram as obras do último PILIS de Azambuja. A obra vai ser dividida em varias fases, e é segundo Joaquim Ramos, presidente da Câmara Municipal de Azambuja, a fase mais pesada financeiramente e mais difícil de elaborar, e que vai complicar o trânsito na vila.
O autarca explicou na última sexta-feira numa sessão dedicada à população, que as obras irão abranger a zona mais sensível da vila. Não só se aplicam ao núcleo histórico, como irão implicar alterações profundas no subsolo e à superfície, já que à medida que forem avançando, irão substituir as “velhinhas” condutas de água e saneamento existentes nestas zonas.
A obra que é a última deste POLIS, irá custar perto de 2,2 milhões de euros, e será, de acordo com o autarca, feita por etapas, já que a diversidade de sítios que irá abarcar, se fosse feita de uma vez só, traria situações complicadas ao nível do transito, uma vez que não há alternativas. Contudo, e enquanto se desenrolarem as obras na rua dos campinos, que actualmente faz o sentido norte-sul, o trânsito será escoado através de uma alternativa “a circular externa de Azambuja” que é uma estrada paralela à nacional 3, e que tem vindo a ser construída aos poucos.
Esta é, aliás, uma das poucas alternativas que existem para escoar o tráfego de Azambuja, contudo e depois da última fase concluída, o trânsito voltará à normalidade, na rua dos campinos.
Há no entanto alguns comerciantes que contestam algumas das soluções propostas pela autarquia. É o caso de João Lança, proprietário de um estabelecimento na Rua Alexandre Vieira, situada na zona do rossio, que irá sofrer alterações no sentido de trânsito. O comerciante queixa-se que o negocio poderá ter algumas quebras, e lembrou a edilidade, que a maioria das pessoas que passam por aquela rua, o fazem deliberadamente, mas o sentido for alterado como previsto, os clientes poderão passar ao lado, e por uma questão de comodidade, deixar de adquirir produtos naquela zona, onde funcionam entre outros, um caldeireiro, uma loja de informática e uma padaria.
Na resposta ao comerciante que diz acreditar no poder negocial da ACISMA, Joaquim Ramos lembrou que o documento esteve em discussão pública durante os últimos meses, e que essa era a altura certa para questionar a edilidade.
Contudo o autarca não fechou de imediato as portas ás possíveis revisões pontuais daquele documento.
Esta obra vai renovar inteiramente as zonas do Rossio, bairro da Ónia, Rua dos Campinos e Largo do Victor bem como as zonas circundantes do centro de saúde.
Joaquim Ramos, salienta que a primeira etapa já teve início, junto ao campo da feira, nomeadamente com a intervenção da ribeira do Valeverde, que tem sido a causa de algumas enchentes na zona da rotunda poente.
Aliás, esta é apenas a primeira etapa, já que as restantes irão seguir-se de forma a estarem completas no fim deste ano. Para tal, o edil salienta a coordenação entre os vários intervenientes, bem como reitera a sua confiança na empresa que ganhou o concurso em como esta irá terminar a tempo.
Por outro lado o edil destacou a importância desta obra, porque por exemplo o largo do Alto do Victor, será, entre outros, totalmente reordenado, quer em termos de trânsito, quer ao nível urbanístico. Este é aliás um dos largos mais emblemáticos da vila de Azambuja, que se situa no miolo histórico da vila, e que tem uma vista privilegiada para a igreja e para a lezíria ribatejana.
O espaço será alvo de uma requalificação total, terá a partir do fim do ano uma cara nova, com locais de lazer e estacionamento.
As obras do POLIS 5, de Azambuja irão ainda criar cerca de 400 lugares de estacionamento na vila. O edil assegura que o trânsito de pesados continuará condicionado.
Aliás o autarca referiu ainda que existem outros lugares de estacionamento, como são os casos dos parques construídos à época da Expo.98, e que são gratuitos. Estes parques irão mesmo integrar no futuro o mercado mensal da vila, que com as obras de requalificação do Campo da Feira, será transferido para o norte da vila.
Para sossegar os aficionados da Feira de Maio, Joaquim Ramos salientou entretanto que durante o mês de Maio, algumas obras irão parar. Outras como é o caso da requalificação do Campo da Feira, só terá inicio em Junho, precisamente para não colidir com o evento.

Azambuja está sem Reserva Ecológica Nacional


Está suspensa a REN (Reserva Ecológica Nacional) em Azambuja. O documento nunca foi publicado oficialmente, o que faz com que os poderes de autorização de construção passem para a CCDR (Comissão Coordenadora do Desenvolvimento Regional) e para a Câmara Municipal.

O concelho de Azambuja poderá vir a ter um aumento significativo de pedidos de construção nos próximos meses.
Em causa está o facto do município não ter publicada a carta da REN (Reserva Ecológica Nacional) e que devia ter sido agregada ao PDM (Plano Director Municipal) em 1995.
A carta, que nunca foi publicada oficialmente, originou que a autarquia, nunca licenciasse quaisquer projectos de construção, que ficariam inseridos naquela zona.
Depois de alguns contratempos, em que a autarquia se socorreu de varias entidades para tentar saber se poderia licenciar construções, a resposta chegou, e quase ao mesmo tempo, que um parece pedido a uma jurista da universidade de Coimbra.
Afinal no caso de Azambuja, aplicar-se-iam as normas transitórias, o que significa na prática, que a autarquia pode licenciar em quase todo o território concelhio, com as excepções de locais protegidos, como são os casos de dunas, ou arribas. Nestes casos apenas a CCDR, poderá licenciar qualquer construção.
No concelho de Azambuja existe apenas uma zona abrangida pelas competências da CCDR. Trata-se de um sapal em Manique do Intendente, mas que segundo a autarquia, não existem planos para qualquer construção naquele espaço.
Segundo Joaquim Ramos, presidente da Câmara Municipal de Azambuja que promoveu uma conferencia de imprensa para discutir este assunto, esta clarificação vem permitir que quem durante anos viu o seu projecto indeferido pela autarquia ao abrigo da lei que aplicava as medidas limitativas da Carta de Condicionantes da REN, já pode pedir para que o seu processo seja de novo apreciado. O edil diz que não há maneira de contactar as centenas de pessoas, que nos últimos anos enviaram processos à Câmara, contudo garantes que já estão na rua vários editais, espalhados pelas nove freguesias do concelho que explica a situação.
De acordo com Marques dos Santos, responsável pela divisão de urbanismo da Câmara Municipal de Azambuja, as freguesias mais afectadas foram as de alto concelho. Manique do Intendente, Aveiras de Cima e Vila Nova de São Pedro, estão para já no topo da lista das mais afectadas, embora existam outras onde a REN também limitou a construção.
Com esta situação, a construção em zona de REN poderia ser alvo de um crescimento desmesurado. Todavia Joaquim Ramos lembra que existem outros instrumentos de regulação, como é o caso do PDM, que limita a construção em algumas áreas e que ainda continua em vigor.
O autarca salienta entretanto, que esta situação poderá ser benéfica para o crescimento económico do concelho, já que existem pelo menos duas empresas, que se gostariam de instalar no município, mas tinham a sua implantação condicionada à REN. O edil que se escusou a divulgar o nome e a área de actividade das empresas, garantiu porém que estas poderão representar um acréscimo de postos de trabalho, agora que a Opel fechou.

Monday, February 19, 2007

Alenquer e Carregado com novas ETARS. Vila Nova de São Pedro passa para a Maçussa


A empresa Águas do Oeste vai construir duas novas estações de tratamento em Alenquer e Carregado. As actuais quase que não respeitam as actuais normas de funcionamento e por isso, a empresa prepara-se para abrir dois concursos públicos. Por outro lado, a empresa anunciou que já não vai construir a ETAR que estava prevista para Vila Nova de São Pedro no concelho de Azambuja.

As freguesias do Carregado e Alenquer vão ter uma nova ETAR (Estação de tratamento de Águas Residuais”. O anúncio foi feito por José Salgado Zenha, presidente da empresa à radio Ribatejo no passado sábado.
Segundo o responsável pela empresa, que tem a concessão do saneamento daquele município, as estações de Alenquer e Carregado, construídas ainda no âmbito municipal, já não servem qualitativamente o seu propósito.
Cabe por isso à Águas do Oeste, encontrar soluções para colmatar esse problema. Salgado Zenha, salienta que “o desenvolvimento do concelho e as questões da qualidade do tratamento que a legislação actual exige, são incompatíveis com a actual situação das ETARS”. Foi nesse sentido que a empresa já lançou um concurso público para a construção das estações de tratamento, aguardando agora as propostas dos concorrentes.
Luis Almeida, engenheiro responsável pela área de estudo e desenvolvimento da empresa, destacou por seu lado que a ETAR do Carregado, construída no inicio dos anos noventa, como de resto a maioria das estações de tratamento do país, todavia “o Carregado cresceu bastante nos últimos anos e por isso a estrutura que lá existe, já não tem capacidade suficiente para fazer todo o tratamento de todos os efluentes que lá chegam” onde se incluem os efluentes domésticos e das zonas comerciais e industriais “Como por exemplo o Campera, que fica muito próximo dessa infra-estrutura”.
Contudo o investimento da empresa não se irá esgotar no Carregado e Alenquer. Luis Almeida destacou que a empresa tem neste momento outras infra-estruturas em obras. Para além de ETARs, existem ainda em construção “os sistemas interceptores a montante das estações, como são os casos de porto da Luz, de Cadafais” entre outros.
Luis Almeida lembra entretanto que a ETAR do Carregado irá tratar esgotos de cerca de 20 habitantes, enquanto que a estação de Alenquer, tratará cerca de metade”.

Empresa pondera não construir ETAR em Vila Nova de São Pedro

No que toca ao concelho de Azambuja, a empresa Águas do Oeste está para já a ponderar a maximização da ETAR da Maçussa.
De acordo com o presidente da empresa, a utilização daquela ETAR poderá substituir a construção da estação de tratamento prevista para a zona dos Folgados em Vila Nova de São Pedro.
O responsável, salienta que tecnicamente esta é uma hipótese possível, tanto mais que a ETAR da Maçussa “está subaproveitada”. Contudo Salgado Zenha salienta que a decisão de não construir uma ETAR de raiz para servir as populações de Manique do Intendente e Vila Nova de São Pedro, terá ainda de ser discutida com a autarquia.
Todavia o responsável argumenta que esta decisão da empresa não está ainda fechada, e que “evita investimentos elevados, que seria construir uma nova ETAR, quando já temos uma disponível”.
Joaquim Ramos, presidente da Câmara Municipal de Azambuja, disse ao Vida Ribatejana que já tem conhecimento das intenções da empresa, contudo esclarece que não o sabe a nível oficial.
O autarca, diz que pelo lado da autarquia não vê quaisquer inconvenientes, todavia a proposta não foi ainda alvo de análise, pois não foi ainda formalmente apresentada.
Joaquim Ramos diz entretanto que a hipótese da construção da ETAR dos Folgados continua em cima da mesa, mas lembra que a partir do momento “em que foi feita a concessão, compete à Águas do Oeste propor à Câmara as alternativas a esse sistema de tratamento, que é o único que falta”.
À autarquia, esta hipótese parece viável. Alias Joaquim Ramos admite mesmo que venha a avançar, contudo o autarca lembra que se a empresa optar por esta situação “corresponde a um investimento significativo que tem de deixar de fazer e que tem de ser compensado de qualquer forma e em beneficio da população”.
O edil diz que a partir do momento que a proposta seja apresentada oficialmente, irá reunir com as juntas de freguesia envolvidas e se for necessário, a autarquia poderá promover sessões de esclarecimento com a população.





Sunday, February 18, 2007

"falta de informação" preocupa ACISMA


A ACISMA (Associação de Comércio e Industria do Município de Azambuja) está preocupada com o processo de venda de terrenos da Opel e da integração dos trabalhadores.

Daniel Claro, porta-voz da Associação de Comércio e Indústria e Serviços do Município de Azambuja diz que é preocupante o facto do processo sobre a Opel estar apenas nas mãos de Joaquim Ramos.
Em entrevista à Rádio Ribatejo, Daniel Claro, salienta que a associação independentemente do desconhecimento do processo, garante a ajuda da associação aos trabalhadores que a procurem para iniciar um projecto de trabalho.
Contudo Daniel Claro sublinha que pese embora exista uma “relação frutuosa com a autarquia”. Todavia o responsável diz ter uma “sensação amarga que ninguém neste concelho sabe aquilo que se vai passar relativamente ao futuro da Opel”.
Neste contexto Daniel Claro diz que a informação que tem sido veiculada para fora da autarquia tem sido vaga “sabemos por informação do senhor presidente da câmara de que algumas coisas estão a ser negociadas. Agora a questão que se coloca é que coisas estão a ser negociadas”.
O porta-voz da ACISMA que recomenda prudência neste caso, diz que Ramos tem concentrado nas suas mãos e embora reconheça “papel preponderante nestas negociações e que é uma mais valia neste processo” contudo “preocupa-nos que seja apenas uma pessoa só que concentre nas suas mãos o conhecimento sobre esta matéria”.
Noutro plano, Daniel Claro “também nos preocupa que estejam a ser estudadas soluções que transfiram para fora do concelho de Azambuja os centros de decisão sobre qualquer estrutura que seja implantada naquele espaço”.
A associação considera importante que a empresa que se venha a instalar naquele espaço “tenha o seu centro de decisão em Azambuja” e defende que não devem vir para Azambuja “organizações externas ao concelho que desconhecem o tecido empresarial local e as nossas necessidades, a colocar-se à frente de qualquer tipo de projecto”.
Sobre este assunto Joaquim Ramos presidente da Câmara Municipal de Azambuja, esclareceu o Vida Ribatejana que já falou com o responsável da ACISMA, sublinhando que a autarquia, também, pouco sabe sobre o assunto.
Ramos disse ao nosso jornal que “nada sei sobre a Opel” frisando apenas a reunião com a API (Agencia Portuguesa de Investimentos)
Depois deste encontro, o autarca admite que irá encontrar-se com a ACISMA, sobre este e outros assuntos “relacionados com o desenvolvimento económico do concelho”. Por outro lado, o edil, sublinha que tem mantido conversações com a Associação de Comércio e Indústria e Serviços do Municipio de Azambuja.

Pedra com 20 quilos solta-se do palácio Pina Manique


Uma pedra com cerca de 20 quilos desprendeu-se da fachada do palácio Pina Manique em Manique do Intendente. O incidente ocorreu na passada quinta-feira, e por se tratar de manhã, não causou quaisquer danos pessoais.
Segundo apuramos, o incidente ficou a dever-se à intempérie que se abateu sobre a região, embora a autarquia azambujense já ande há muito com o edifício debaixo de vista.
De acordo com o vereador responsável da protecção civil, José Manuel Pratas “o local foi isolado” e foi enviado para o IPAR um relatório pormenorizado elaborado pelos serviços municipais, a dar conta do estado do edifício.
TODAVIA, O ipar não é o proprietário do espaço. José Manuel Pratas, adiantou que num oficio enviado à Câmara Municipal de Azambuja, o IPAR sublinha que o assunto é da responsabilidade do Instituto de Património do Estado, que é actualmente o dono do edifício edificado por Pina Manique
Segundo apuramos, terá sido a Junta de Freguesia de Manique do Intendente a chamara a atenção para o sucedido.
Embora os serviços municipais de protecção civil tenham isolado o local, as missas são celebradas na mesma, contrariando os pareceres de segurança dos técnicos.
Ao Vida Ribatejana, Pedro Cardoso, da protecção civil municipal não pormenorizou a hora do impacto, mas afirmou que a se a “pedra tivesse caído em cima de alguém, certamente a mataria”.
Herculano Valada, presidente da junta local, destacou ao Vida Ribatejana que “a degradação do edifício tem vindo a acentuar-se”. O autarca salientou a sua preocupação neste assunto, lembrando que a protecção civil colocou no local algumas grades para impedir a entrada das pessoas pela porta principal, contudo as grades foram retiradas e nesta altura é a porta principal que está a servir de entrada aos fieis. É por isso que Herculano se mostra preocupado. Na fachada principal daquele edifício “existem outras pedras que podem cair a qualquer momento”
Sobre tudo isto o vereador com o pelouro da protecção civil, espera agora uma resposta urgente do Instituto de Património do Estado, e argumenta que em caso de um acidente a autarquia “fez tudo o que era possível” disse


Monday, February 12, 2007

Forcados de Vila Franca com setenta e cinco anos


Os Forcados de Vila Franca de Xira estão a completar 75 anos de existência. O grupo apadrinhado por Maria Vitoria de 76 anos, prepara-se para lançar um livro e dar início a uma série de projectos.
No sábado passado, os Forcados de Vila Franca de Xira inauguraram as obras da sua sede junto à igreja da misericórdia e aproveitaram para anunciar alguns dos eventos taurinos para a época que agora começa.
Um dos “sonhos” é comprar a casa do lado para ampliar as instalações. As negociações com o senhorio já começaram, mas os forcados preferem não falar sobre o assunto, tanto mais que as superstições e a fé, andam sempre de mãos dadas.
Maria Vitoria, madrinha do grupo vila-franquense, mostrou-se emocionada com o que viu. Começou por ser a mascote do grupo aos 20 meses de idade, pela mão do pai, e nunca mais deixou os forcados.
Ao fim de 76 anos, diz-se com a mesma força, com que tinha ainda adolescente, e defende com fervor os bravos forcados da terra, que a tratam carinhosamente como uma segunda mãe.
Os forcados de Vila Franca de Xira, estão de parabéns, e o EXTRA vai acompanhar as suas iniciativas. A todos um “OLÈ” e felicidades…

Carnaval de Samora Correia espera milhares de visitantes


Samora Correia prepara-se para receber no próximo fim-de-semana, milhares de visitantes. Trata-se do Carnaval local, que todos os anos, atrai forasteiros de todo o lado. Mais uma vez este ano, a ARCAS, (Associação Recreativa e Cultural dos amigos de Samora), vai deixar ao sabor da criatividade dos participantes, os temas deste Carnaval.

Catorze carros alegóricos e mais de 500 pessoas, entre figurantes e escolas de samba, prometem dar muita vida este ano ao Carnaval de Samora Correia.
O evento que tem crescido nos últimos anos pela mão da ARCAS (Associação Recreativa e Cultural dos amigos de Samora) já movimenta perto de cinquenta mil euros de orçamento, e está cotado nos lugares cimeiros dos Carnavais nacionais.
Com o cancelamento dos corsos de Alhandra, Almeirim ou Montijo, Samora Correia ficou a ganhar. Não é à toa que todos os anos, são milhares os forasteiros que se deslocam aquela vila ribatejana, para assistirem àquele evento.
João Pedro Casquilho, presidente da associação, salientou ao Vida Ribatejana o empenho que todos os foliões depositam no Carnaval. Uma situação explicada pelo gosto dos samorenses e inclusive de grupos forasteiros, que insistem em ligar-se aquele festival, que numa ou outra localidade já não existe. É o caso da vila de Alhandra, que noutros tempos já teve um dos melhores Carnavais do Ribatejo, mas que por questões financeiras foi cancelado. Um dos grupos participantes em Samora, é este ano de Alhandra, uma situação já repetida noutros anos, e que deixa a organização satisfeita.
João Pedro Casquilho, não gosta de falar de números. Ao Vida Ribatejana prefere destacar o empenho dos foliões, mas também dos patrocinadores. Cada carro chega a custar aos patrocinadores dois mil e quinhentos euros. Dinheiro bem vido, num associação que viva para a promoção da freguesia de Samora Correia, e que não tem fins lucrativos.
Para além de restaurantes e empresas locais, um dos catorze carros alegóricos é patrocinado pela Companhia das Lezírias. Patrocínio que já se efectua à alguns anos, e que voltou a ter continuidade.
Todavia e pese embora o facto da Câmara de Benavente “que reduziu o subsidio extraordinário para a complementação dos carros e da actividade da escola de samba e figurantes” acrescenta que “mesmo assim estamos a conseguir com esse orçamento continuar com os mesmos carros e a mesma animação do ano anterior”.
Este ano e à semelhança dos anos anteriores, o Carnaval de Samora Correia será de tema livre. João Pedro Casquilho salienta, que mais uma vez, os temas foram deixados à criatividade de cada um, e nesta edição a revista à portuguesa, o samba ou o mar, são apenas alguns dos temas caracterizados pelos grupos participantes.
Um dos impulsionadores deste cortejo é Joaquim Salvador. Um actor filho da terra, que em conjunto com o grupo de teatro “os revisteiros” tem dado “um contributo importantíssimo ao nosso Carnaval” refere João Pedro Casquilho.
O presidente da associação destaca que “é o Joaquim Salvador que ajuda a ARCAS, é de resto o coordenador do desfile, arranja-nos uma centena de figurantes” vincando que os cinco carros representativos da associação, são coordenados pelo actor.
Todavia o presidente da associação, admite que não é fácil coordenar o meio milhar de pessoas que participam no evento. Também neste caso, o empenho de Joaquim Salvador é importante. João Pedro salienta que é ao actor que cabe “o guião da saída dos carros, e a coordenação de todo o desfile”, assegurando também que as pessoas que participam neste desfile “já o fazem, em alguns casos, há anos e portanto também dão uma ajuda”.
Estes grupos de pessoas não pertencem, na maioria dos casos à ARCAS; são apenas núcleos de foliões que se juntam à associação nesta altura do ano “ e é graças a eles, que o Carnaval tem crescido” salienta o presidente da associação, que destaca que toda a actividades destes grupos é centralizada nas instalações da colectividade.
Quanto aos reis deste Carnaval, João Pedro Casquilho, salienta que há uns anos para cá, a ARCAS tem recorrido à “prata da casa”. Já lá vai o tempo em que se recorria ás figuras das telenovelas, por isso agora a oportunidade vai para os foliões locais. Este anos, os reis do Carnaval de Samora Correia serão Maria Albertina e Antonio Marcelino “Duas figuras carismáticas de Samora Correia, e que já participam neste Carnaval, mesmo antes de ser organizado pela ARCAS”.
Uma das provas do crescimento deste Carnaval, é a frequente falta de espaço. Nesta altura a associação já tem os seus carros alegóricos dispostos por vários pontos da vila, “porque a nossa sede já é pequena para tantos carros alegóricos”, vincando a boa vontade dos proprietários de um armazém vazio em Samora Correia, a escassos metros da sede da associação.
Para este ano, a ARCAS espera de novo uma “enchente” de visitantes. Contudo o presidente admite que o festival ainda carece de alguns ajustes, como por exemplo é o caso do estacionamento. Independentemente das alternativas estudadas para estacionar, as dificuldades de parqueamento em Samora Correia em dia de festa são evidentes. Para colmatar isso, este ano a organização recorreu à ajuda dos escuteiros locais, que também vão dar uma orientação aos condutores. Todavia o papel dos escuteiros vai mais longe, este ano têm também a missão de assegurar algumas receitas para a ARCAS. Os escuteiros terão com eles um recipiente, e tentarão chegar aos corações dos visitantes, pedindo-lhes uma pequena contribuição, que não será obrigatória, para reverter a favor da ARCAS.
João Pedro Casquilho, considera esta uma das formas de ajudar a perpetuar o Carnaval em Samora Correia, já que as despesas com este evento crescem de ano para ano, e em 2007, hou um decréscimo no subsidio atribuído pela Câmara de Benavente. Já a junta de freguesia, contribuiu como habitualmente com um cheque de 1000 euros.