Tuesday, December 04, 2007

Bombeiros Azambuja fazem parto

Os bombeiros Iva e João ajudaram a nascer no passado sábado um bébé no interior da ambulância.
Este é já o terceiro parto que os voluntários de Azambuja fazem no espaço de dois anos, tendo em conta que muitas parturientes só aceitam ir para a maternidade nos últimos dias de gestação.
Passavam poucos minutos das dez da manhã, quando os bombeiros Iva Tatiana e João Covas, foram chamados para uma urgência. O serviço parecia simples. Levar uma parturiente para o hospital Reynaldo dos Santos.
Avisados que a parturiente já tinha perdido alguns líquidos, os voluntários, partiram com algumas reservas em direcção a Vila Franca de Xira. Ainda a ambulância não tinha feito dois quilómetros, já Iva Tatiana, bombeiro de terceira pedia apoio a João que conduzia a ambulância. A viatura parou então em plena nacional 3, junto à Fabrica da Sugal, e foi ali, entre muito nervoso miudinho, que ajudaram a nascer uma menina com 2,5 Kg.
Embora os voluntários de Azambuja tenham formação para estes casos. Nunca pensaram que tal lhes acontecesse. Nas aulas, o formador Francisco Graça, deu a formação teórica, e este sábado, essa teoria foi colocada em prática e com sucesso.
O parto correu bem e sem problemas, para além do nervosismo do pai da bebé, que “tivemos de colocar fora da ambulância” disse João Covas já mais descontraído ao Vida Ribatejana, argumentando que o pai ainda assim aceitou bem a situação.
Iva Tatiana, que passou pela experiência de ser mãe, disse também ao Vida Ribatejana que “foi uma sensação única. Custou-me mais fazer o parto que ter dado à luz ao meu filho”, sublinhando em conjunto com João Covas, que este será um momento inesquecível na sua vida.
Apenas como coincidência, refira-se que esta criança nasceu no mesmo local onde horas antes uma senhora de 62 anos tinha perdido a vida num acidente de viação.

POSTO da GNR de Manique pode fechar


Joaquim Ramos presidente da Câmara Municipal de Azambuja, está disposto a aceitar o encerramento do posto da GNR de Manique do Intendente. Contudo em declarações ao Vida Ribatejana, o presidente da Câmara quer garantias por parte da GNR que a segurança da população não é afectada por tal medida.
O autarca frisa que o actual posto já está “extinto há pelo menos sete anos” conforme também confirmou ao Vida Ribatejana o comandante do destacamento Pedro Ramos numa entrevista.
O edil, assegura que as conversações com as várias entidades têm sido benéficas, pois “temos conseguido manter esta espécie de posto de atendimento”.
Por outro lado o autarca admite também alguma dificuldade na manutenção daquele posto. Joaquim Ramos salienta que o posto “tem sido progressivamente esvaziando dos seus efectivos e a segurança tem sido assegurada pelo posto da GNR de Aveiras de Cima”.
Foi pela comunicação social, que Joaquim Ramos soube da decisão efectiva de encerrar aquela unidade. Nesse sentido o autarca frisa que já escreveu ao ministro da Administração Interna “a lembrar também que havia um acordo no sentido da escola primária ser oferecida para fazer um posto como deve ser”.
O presidente da Câmara, salienta entretanto que no caso da GNR querer sair do posto de Manique, “deve apresentar alternativas para garantir a segurança das populações do alto concelho”. Para o autarca não está em causa a forma de policiamento “o que para nós é fundamental é que as condições de segurança sejam mantidas”. Nesse sentido Joaquim Ramos diz que a Câmara tem de saber “o que o governo previsto para garantir as condições de segurança”:
Pedro Ramos comandante do destacamento de Alenquer onde se inclui os postos territoriais do concelho de Azambuja, disse ao Vida Ribatejana que na sua opinião era dispensável o posto da GNR de Manique do Intendente, pois os militares do posto de Aveiras de Cima, conseguiriam preencher essa lacuna. Joaquim Ramos admite essa questão como hipótese, mas vinca “não sou perito em segurança para saber se se justifica a manutenção do posto”.
Aliás Ramos diz mesmo que “até me interessa que o posto saia dali. Da casa da Câmara. Por isso é que tínhamos previsto, para quando a escola primária fosse desocupada, o que já aconteceu, ceder o espaço à GNR para ali mudar o posto”.
Actualmente os militares da GNR ocupam um edifício propriedade da Câmara Municipal de Azambuja na praça dos imperadores. O local é considerado de interesse cultural e arquitectónico “uma peça que nós tínhamos todo o interesse em recuperar” e prossegue “aquilo é das construções mais bonitas do concelho. E queríamos de facto dinamizar ai um centro cultural” com vista a terminar o circuito cultural do concelho, numa altura em que só falta mesmo aquele edifício.
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Guerra de comunicados em Aveiras de Cima

O presidente da junta de Freguesia de Aveiras de Cima apelou à população para reclamar junto da Câmara Municipal de Azambuja o não pagamento da taxa de saneamento. O autarca refugia-se numa declaração do presidente da Câmara, em que este defendeu que quem não for servido por uma ETAR, não paga a taxa.



Justino Oliveira presidente da junta de freguesia de Aveiras de cima, incentivou os habitantes da freguesia a reclamarem junto da Câmara municipal de Azambuja. Em causa está o pagamento das taxas de saneamento, mesmo por quem não está ligado à ETAR.
Oliveira sustenta que foi o próprio presidente da Câmara a referir que os munícipes que cuja conduta não esteja ligada à ETAR, não devem pagar as taxas de saneamento indexadas à factura da água.
Justino Oliveira, diz em comunicado à população que ainda existem muitos munícipes que estão a pagar indevidamente a referida taxa. Ao Vida Ribatejana o presidente da junta reiterou, as criticas ao executivo socialista lembrando também que “ainda existem muita gente que está ligada a uma rede velha que está a despejar directamente para o rio, porque é uma rede muita antiga”. Neste sentido Justino Oliveira apelou já à população para que reclame junto dos serviços camarários.
Joaquim Ramos presidente da Câmara Municipal de Azambuja já disse ao Vida Ribatejana que a sua palavra se mantém. O autarca sublinha que não possível saber na totalidade quem está ou não ligado à ETAR, sustentando que a rede velha não tem cadastro nos serviços. Assim e segundo o presidente da autarquia, os munícipes que não estiverem ligados a uma rede com ligação à ETAR, devem contactar os serviços.
Quanto aos reclamantes, Joaquim Ramos vinca que não tem conhecimento de quantos já pediram a suspensão da taxa.
O autarca diz ainda estranhar o lançamento deste comunicado por parte do autarca de Aveiras de Cima “não estava habituado a que o senhor presidente da junta de freguesia de Aveiras de cima, tivesse este tipo de atitude face à Câmara”.
Joaquim Ramos sustenta que “sejamos de forças politicas diferentes”as relações entre as autarquias são boas, e que estes assuntos têm sido abordados mais do que uma vez, quer a título informal, como formal.
Joaquim Ramos admite existir “um problema real e muito grande, relativo ao saneamento em Aveiras de Cima” contudo o autarca defende-se argumentando com o investimento que tem sido feito nos últimos anos “no sentido de tentar sanear este tipo de situações”. Ainda assim Ramos admite que ainda existem “outro tipo de situações par resolver”.
Uma delas está relacionada com os maus cheiros na rua Almeida Grandella. A principal rua da vila foi intervencionada há cerca de cinco anos, contudo os problemas ainda subsistem.
Justino Oliveira, está descontente com a forma de como a Câmara tem conduzido o processo para resolver algumas das lacunas deixadas pela empresa que procedeu à obra da rua. Desde logo, o autarca de Aveiras de Cima, vinca que os comerciantes e a população em geral tem-se queixado dos maus cheiros, que são cada vez mais frequente.
Justino refere também que a situação está relacionada com o facto do empreiteiro ter ligado os esgotos domésticos ás águas pluviais, o que contribui para o descontentamento da população.
Segundo Justino Oliveira refere entretanto que a pressa do empreiteiro em acabar a obra esteve na origem do problema, ainda assim sustenta que “eu até percebia isso se eles fizessem uma empreitada para resolver o problema de raiz. O que não aconteceu, nem tenho conhecimento de quaisquer intenções para resolver o problema para o próximo ano. E é isto que não perdoa à Câmara municipal”.
Joaquim Ramos diz por seu lado que os maus cheiros não estão relacionados com a empreitada na rua Almeida Grandella. O autarca diz não ter dados técnicos para avalizar essa informação. Mas por outro lado referiu ao Vida Ribatejana que “existiu uma rende antiga de águas pluviais. E existirão algumas ligações de esgotos que foram feitos pelos próprios moradores a essa rede antiga” vincando que não será responsabilidade da empresa o facto das redes de saneamento e de águas pluviais estarem misturadas.

Comunicado gera comunicados polémicos

Face ás acusações do presidente da Junta, a Câmara Municipal de Azambuja colocou também um comunicado nas ruas de Aveiras de Cima.
No documento Joaquim Ramos reitera as criticas que anteriormente já tinha denunciado ao nosso jornal, destacando “denúncia” o titulo dado ao comunicado pela junta de freguesia é “infeliz” vincando que o assunto já não é novo e que tem vindo a ser discutiudo entre as entidades nos últimos meses. A esse propósito, o presidente da Câmara acusa Justino Oliveira de fingir “ter descoberto agora os problemas, cuja resolução anda a debater com o vice-presidente e técnicos da Câmara”.
Nesse sentido a autarquia acusa ainda o presidente da junta de aproveitamento politico da situação, quando classifica o comunicado com o titulo “denuncia” como “uma jogada de antecipação, para dizer que a Câmara só actuou porque ele denunciou”
Ramos vinca também a “relação de respeito mútuo” que são independentes “de diferenças partidárias”.
Tal posição de Joaquim Ramos levou a junta de freguesia a editar um novo comunicado à população.
Justino Oliveira salienta que o comunicado da autarquia “não respondeu nada” salientando que não foi explicada a razão de “existem maus cheiros na rua Almeida Grandella há 5 nem porque razão ainda não foram eliminados”.
Ainda face ao comunicado Justino Oliveira destaca que Joaquim Ramos “nada respondeu quanto à ordem de cobrança das taxas de saneamento, após ter declarado publicamente que as mesmas não eram devidas”.
O presidente da junta assegura que descobriu agora os maus cheiros ma “a razão de ser dos maus cheiros, isto é, ligação indevida da rede de esgotos à rede de águas pluviais”, lembrando a necessidade da resolução “de um problema velho. A ultima acção junto do Senhor Vice-Presidente foi feita há cerca de 2 meses, quando lhe mostrou o local onde estão a fazer as descargas dos esgotos no rio”
Por outro lado o presidente da junta assegura que a autarquia “nunca nos informou oficialmente da existência de qualquer projecto, da forma como vai ser resolvido o problema, nem quando o vai fazer” acrescentando que “nunca nos sentamos à mesa para debater seriamente o assunto”.
Justino Oliveira lembra entretanto que o problema está pendente há cinco anos, e isso deu à junta de freguesia de Aveiras de Cima “direito de emitirmos um comunicado nos termos em que o fizemos. É nosso dever informar a população, sob pena de sermos acusado de fazer o jogo deles “. Por último, o autarca de Aveiras de Cima diz estar disposto, à semelhança do presidente da Câmara em encerrar o assunto, mas para isso Joaquim Ramos deve “cumprir o seu anúncio de que não voltará a pronunciar-se sobre o assunto”.

Wednesday, November 07, 2007

Vilafranquense laça livro


Vidas Simples, Pensamentos elevados é o nome do primeiro livro do vila-franquense José Ceitil, que aos sessenta anos embarcou numa aventura literária por conta própria. A edição é de autor e está disponível nas papelarias da região de Lisboa.



Aos sessenta anos, José Ceitil garante que nunca lhe tinha passado pela cabeça escrever um livro. Contudo a vida deu-lhe a volta e mudou de ideias.
Nascido em Vila Franca de Xira em 1947, Ceitil assume-se como um homem simples e de pensamentos “nem sempre elevados” que se aventurou a escrever mais de 170 páginas de um livro com 1000 exemplares que está à venda nas livrarias da região.
“Vidas Simples, Pensamentos Elevados” retrata a vida de pessoas simples de um bairro de Almada e tem como fio condutor uma personagem que existiu na realidade “as outras são inventadas” salienta o autor.
Um dos desafios deste livro foi, Interligar as personagens. Porque eu não tenho qualquer experiência de romancista, escrevi alguns artigos, agora romance não sabia. Portanto não tenho técnica”.
O autor salienta que uma das formas para o fazer “foi meter os personagens todos a morar no mesmo bairro” revelando que a historia poderia passar-se num qualquer bairro do país.
Quanto à inspiração, Ceitil revelou que não bebeu qualquer inspiração num autor português ou estrangeiro e que este desafio demorou cerca de seis meses a concluir.
Vida Ribatejana que a personagem que o levou a fazer este livro era o seu mecânico de vários anos.
José Ceitil destacou que a personagem principal deste livro, acabou por não ser o mecânico, mas que foi este que lhe dei azo para fazer a historia. Alias a própria historia deste elemento é uma verdadeira aventura. Ceitil desvendou que “ele é um caso raro de longevidade e de boa saúde e de gosto pela vida. E é um personagem fabuloso” e prossegue “ele teve sete mulheres, uma de cada vez, além disso ainda tinha engates e fazia uns biscates por fora, nunca tinha tido uma doença ou uma dor de cabeça”.
A personagem “dizia coisas fabulosas cada vez que eu lá ia. E eu chegava a casa e tomava notas e a certa altura pensei: tenho aqui uma personagem. Tenho de escrever qualquer coisa sobre este homem” disse.
E este foi apenas o princípio deste livro que não demorou muito tempo a sair para as bancas.
Ceitil, diz que procurou algumas editoras para produzir o manuscrito, mas em alguns casos deparou-se com opções diferentes “disseram-me numa editora que se fosse poesia… é que está a dar agora…”. Outra editora “Fez-me perceber que um homem de sessenta anos que decide escrever um livro de facto de o livro fosse alguma coisa de jeito ou se tivesse jeito, tinha escrito quando tinha vinte ou trinta”.
Por outro lado, Ceitil diz compreender que as editoras têm a vida difícil. Devem chegar diariamente dezenas de manuscritos com a pretensão de ser editados, e não têm ninguém para ver os autores novos. Ou é alguém credenciado e chega por mão amiga, ou é uma figura pública… ou não é publicado”. Ainda assim diz ter esperança que alguém goste deste livro e que esteja disposto a ler o meu próximo projecto”.
Ceitil, salienta que agora que começou não vai querer parar. Há mais dois livros na forja, mas o autor não quer revelar os projectos para já.
Mas esta edição foi uma aventura para José Ceitil. O apoio do primo Rogério Ceitil, realizador de televisão, foi fundamental, e daí colocou as mãos à obra e lançou-se numa edição de autor, que ainda custou alguma coisa “mas o custo não coloca a minha vida financeira em risco. Como não tenho vícios, foi este o meu vício”.
A capa deste livro é da autoria de António, cartonista do jornal expresso e está agora disponível em várias papelarias de Vila Franca de Xira e de Lisboa, inclusive o El Corte Inglês e tem um preço de dez euros “uma boa prenda de natal” diz o autor.
Vila-franquense de gema, José Ceitil já correu mundo. Depois da tropa esteve em Londres durante sete meses, mas um convite da TAP para comissário de bordo, à qual se tinha candidatado antes de partir, fê-lo voltar a Portugal. Durante 36 anos voou pelos céus do mundo, mas isso, garante, não teve qualquer influência neste livro, sublinhando que terá muitas coisas para contar e que o poderá fazer, quem sabe em livro.
Mas as suas ligações a Vila Franca de Xira sempre foram muito fortes. Ceitil lembra os 17 anos em que jogou no UDV (União Desportiva Vila-Franquense) e que “dizem passei ao lado de uma grande carreira” como futebolista.
Ceitil é de resto um homem de Vidas Simples, e que também aderiu à Internet. Possui um blogue com o nome do livro http://vidasimplespensamentoselevados.blogspot.com/ onde espelha os seus pensamentos do dia-a-dia.





Forcados de Azambuja com direito a rua e jardim


A completar 40 anos de existência, o Grupo de Forcados Amadores de Azambuja dá agora nome a uma rua e a um jardim residencial. A homenagem partiu da Junta e Câmara municipal e juntou os antigos e actuais forcados numa cerimónia aberta à população.



A Câmara municipal e a junta de freguesia de Azambuja, homenagearam no sábado o Grupo de Forcados Amadores locais.
Numa altura em que o grupo completa 40 anos de actividade, as autarquias acharam por bem dar o nome do grupo a uma das novas ruas da vila.
Situada a escassos metros da escola secundaria de Azambuja, a Rua dos Forcados, é completada por um jardim residencial, construído por um promotor, e que “embeleza” a urbanização do Valverde.
Fernando coração, cabo do grupo de forcados, era um homem feliz na altura da homenagem, O cabo agradeceu o empenho da autarquia, e lembrou que parte do sucesso que o grupo tem granjeado, deve-se aos antigos e actuais forcados, mas também à população e à autarquia local.
Também Antonio Amaral. Presidente da Junta salientou que esta era “uma dupla satisfação, porque inauguramos um jardim e porque foi atribuído por proposta da junta de freguesia, o nome dos forcados amadores de Azambuja” e esta é uma homenagem “mais que justa ao fim de quarenta anos de trabalho, tendo em conta que os forcados dignificaram e souberam levar bem alto o nome da nossa terra”.
Joaquim Ramos, presidente da Câmara Municipal de Azambuja, destacou por seu lado que esta atribuição faz parte de um conjunto de iniciativas ligadas à toponímia de Azambuja.
O autarca lembrou as sistemáticas confusões com as novas ruas, muitas delas sem nome, e que assim torna-se mais fácil chegar a qualquer lado “há décadas que o núcleo central de Azambuja, tinha e vai manter os nomes. Mas como a generalidade das vilas e cidades, Azambuja cresceu para fora dos limites antigos e generalizou-se uma confusão relativa à toponímia”.
O há meses que a Junta e a Câmara têm vindo a trabalhar para dotar algumas ruas de nomes relacionados com a região e o concelho, trabalho esse que terminou agora, implantando placas de identificação nas novas artérias da vila.
Joaquim Ramos lembrou que estas alterações fazem parte do programa POLIS “ou seja no âmbito da requalificação da vila de Azambuja”, destacando que o jardim agora inaugurado “é residencial e de enorme qualidade e devidamente inserido neste quarteirão”. Ramos frisa que existem diferenças face ao jardim Urbano da vila. O espaço agora inaugurado “é um chamado jardim de vizinhança e que serve apenas as pessoas aqui da área”.
Segundo o edil, o novo espaço consegue aliar novos “materiais de construção, a umas oliveiras que são seculares” destacando “uma pequena horta pedagógica que é uma nova tendência nos espaços verdes no interior urbano” disse.
Estas não foram a únicas a alterações na vida dos forcados azambujenses. Já no início do ano, o grupo foi integrado na Associação Cultural Poisada do Campino. Para o próximo ano, o grupo terá uma sede nova, já que a requalificação do Campo da Feira que está prestes a começar, irá destruir a actual sede. A nova ficará a escassos metros do actual edifício e enquadrada na praça de toiros, que para já não ira sofrer obras de requalificação

Fuga de Gasóleo em simulacro


Uma fuga de gasóleo no PIPELINE da CLC nas Virtudes, foi o cenário escolhido pela empresa para mais um simulacro. O exercício envolveu os bombeiros do concelho de Azambuja, a GNR e a protecção civil. No fim, o balanço foi positivo, e a suposta fuga estancada rapidamente.


Os meios de protecção civil do município de Azambuja foram testados na passada quinta-feira num cenário com uma dose elevada de realidade.
Na prática tratou-se de um simulacro lavado a cabo pela CLC (Companhia Logística de Combustíveis) com sede em Aveiras de Cima e que manuseia produtos de elevada perigosidade para o ambiente e para as pessoas.
A empresa tem insistido nestes exercícios, pois segundo as convenções de segurança está obrigada a faze-las, sendo estes considerados também, uma mais valia no que toca à operacionalidade em caso de acidente.
O exercício que decorreu no PIPELINE da localidade das Virtudes, envolveu as duas corporações de bombeiros do concelho de Azambuja, a protecção civil Municipal e a GNR, bem como a própria CLC.
Na prática tratou-se de uma fuga de gasóleo no PIPELINE das Virtudes, identificada e estancada de imediato pelos bombeiros de Azambuja e Alcoentre, que foram os primeiros a chegar ao local.
Depois de identificada a fuga, foi feita uma barreira de segurança, bem como uma bacia de retenção para as águas ao mesmo tempo os voluntários espalhavam espuma para evitar que existisse uma ignição e que provocasse um incêndio.
Posteriormente, coube aos elementos da EFACEC, empresa de segurança da CLC, chegar ao local da fuga e tapa-la com recurso a uma espécie de tampa especial.
Pedro Cardoso comandante dos bombeiros de Azambuja e coordenador da protecção civil municipal, salientou que os voluntários do concelho têm frequentemente acções de formação sobre estas matérias. Aliás a própria empresa patrocina muitas das acções na refinaria de Sines.
Estas acções são importantes, até porque “circulam aqui matérias perigosos. Temos aqui um oleoduto e um gasoduto um pouco mais a baixo”.
Contudo todo este sistema é devidamente seguro de acordo com os responsáveis. O Oleoduto atravessa 10 concelhos e em dez anos, este foi o primeiro simulacro.
Pedro Cardoso frisou que em caso real, a válvula de segurança foi fechada em Benavente, a montante, e que sempre que é detectada uma fuga, situação que nunca aconteceu, são accionadas as válvulas de segurança existentes em todo o percurso.
Segundo Paulo Cândido da CLC, este foi o primeiro exercício em que participaram todas as autoridades de protecção civil do concelho de Azambuja. Contudo o responsável assegura que já foram efectuados outros simulacros, mas com menor dimensão.
O PIPELINE que atravessa dez concelhos tem cerca de 147 quilómetros de extensão. Neste exercício tudo correu bem e explicou que O PIPELINE “tem várias válvulas pelo caminho e que foram fechadas para permitir que a fuga seja parcial” acrescentando que todo o sistema é controlado a partir do parque da CLC em Aveiras de Cima.
O derrame foi detectado automaticamente pelo sistema, cabendo ao operador iniciar os procedimentos para fechar a correspondente válvula.
Paulo Cândido. Destaca ainda que em caso de acidente real, a empresa consegue detectar quase em tempo real qualquer anomalia “o sistema consegue detectar com bastante precisão qualquer fuga. Estou a falar de uma precisão de trezentos metros”.
O responsável garante que a empresa consegue saber também qual a qualidade de produto que está a sair e qual a posição no PIPELINE:

Novo espaço para o mercado mensal


A nova localização do mercado mensal de Azambuja, a sul da estação da CP, ainda não é a ideal para alguns comerciantes.
O novo espaço, que foi idealizado para parque de estacionamento à Expo 98, fica paralelo à linha de comboio e é muito mais estrito que o campo da feira, local onde o mercado se realizou nos últimos 15 anos.
Contudo a primeira edição do mercado mensal naquele espaço, não ficou isenta de criticas por parte da população e comerciantes.
O dia começou cedo para os comerciantes. Ainda não eram seis da manha, e já se avolumava uma extensa fila de carrinhas em direcção ao único portão de acesso ao espaço, que estivera fechado durante a noite, mas que seria, por uma empresa de segurança, ás primeiras horas da manhã. Só que os comerciantes chegaram mais cedo. E o facto do portão estar fechado, originou os primeiros protestos e a confusão no trânsito.
As filas “entupiram” as rotundas de acesso à Azambuja, a norte e a sul, e só a pronta chegada da GNR, e a consequente abertura do portão, conseguiu fazer o trânsito fluir.
Ainda assim, os comerciantes queixaram-se também da demora dos serviços. É que para poderem vender, os comerciantes tinha de pagar o espaço à entrada do recinto, o que aumentou ainda mais o tempo de espera.
Já dentro do espaço, alguns comerciantes salientaram o facto do novo recinto vedado ser “mais apertado que o campo da feira. Há aqui sítios onde há um corredor, e para os colegas que estão lá atrás poderem montar as suas coisas lá para a frente, temos de esperar que eles passem, e só depois é que nós podemos montar a nossa banca” referiu um comerciante de aves.
Aliás, os comerciantes apelam uns aos outros ao espírito de entreajuda. As situações de terem de esperar uns pelos outros foi recorrente em alguns sítios, e por isso salientam mesmo que o grande problema “está na marcação do espaço que nos obriga a fazer aqui alguma ginástica. É que só temos uma entrada. Se existissem entradas laterais seria muito mais fácil”.
Na generalidade e pese embora o facto de ter existido alguma confusão para montar as bancas, os comerciantes mostraram-se satisfeitos. Todavia, os responsáveis pelos comes e bebes, não partilharam da mesma opinião.
No local onde estão colocados “coabitam” com uma bacia de retenção de águas do estacionamento “isto cheira mal. Se tivermos de vir sempre para aqui e em dias de calor, não vamos vender nada porque os clientes vão embora com o cheiro” lamentou uma comerciante ao aperceber-se da presença do Vida Ribatejana.
Ao longo de todo o dia de sábado, a GNR manteve uma presença forte e visível nas imediações do espaço. Para além de elementos do posto territorial de Azambuja, a GNR contou ainda com elementos à civil e com o PIR (Pelotão de Intervenção Rápida”. Não houve quaisquer incidentes, mas os responsáveis autárquicos optaram por exibir as forças de segurança, pois anteriormente já tinha ávido ameaças de violência, sobretudo por parte de alguns comerciantes que se tinham habituado a não pagar o espaço, quando o mercado era realizado no Campo da Feira.
O Vida Ribatejana, não conseguiu apurar o número certo de comerciantes presentes neste mercado, mas uma fonte da autarquia situou o número perto dos 200, sendo que todos pagaram o seu terreiro.





Monday, October 29, 2007

Floresta e agressões a menores preocupa GNR




Desde Janeiro já arderam nos concelhos de Azambuja, Alenquer e Cadaval perto de 180 hectares de floresta. Um número preocupante se se tiver em conta que quase metade dessa área ardeu em quinze dias.


O destacamento da GNR de Alenquer que engloba os concelhos de Alenquer, Azambuja e Cadaval, registou 194 focos de incêndio na sua área de actuação. Os números são preocupantes, até porque segundo o Tenente Pedro Ramos comandante do destacamento, quase metade da área ardida, está relacionada com incêndios depois da época.
Em entrevista ao Vida Ribatejana, Pedro Ramos salienta que esta é uma das principais preocupações das autoridades.
Entre 1 de Janeiro e 1 de Outubro arderam perto de 119,118 hectares. Contudo os números mais preocupantes relacionam-se apenas em quinze dias. De 1 a 15 de Outubro arderam 61, 75 hectares, tendo ardido ao todo perto de 180 hectares.
A maioria destes fogos, é segundo Pedro Ramos, “de 1 de Janeiro até Outubro e apanhando o período do Verão, é de origem desconhecida ou de fogo posto, ou de actos de vandalismo”. A partir de um de Outubro, o Tenente Ramos vinca que a origem dos focos poderá estar relacionada com as queimadas, que já são permitidas nesta época.
O operacional lembra a obrigatoriedade destas queimadas necessitarem de licenciamento por parte das autarquias, e que o desrespeito desta norma pode levar a coimas e a penas de prisão”.
O bom tempo aliado a algum vento está na origem do facto de muitas dessas queimadas terem tomado outras proporções.
Pedro Ramos vinca que o SEPNA (Serviço de Protecção da Natureza) da GNR, diz que não adianta fugir ás autoridades e que nestes casos “todos os responsáveis foram identificados”.
Mas a GNR tem também um papel pedagógico nesta matéria. Pedro Ramos salienta que os militares para além de investigar, fazem também trabalho de prevenção, junto da população, verificando se as queimadas são legais.
Embora alguns fogos possam ter origem criminosa, não houve qualquer detenção por flagrante delito por parte dos militares do SEPNA. O assunto é da responsabilidade da Policia Judiciaria, que segundo apurou o Vida Ribatejana, tem alguns processos em mãos.
Esta é uma área sensível para GNR, que tem sedeado no destacamento em Alenquer uma viatura e um núcleo do SEPNA, para fazer face a questões ligadas ao meio ambiente.

Nove crimes contra menores

O NMUME (Núcleo Mulher e Menor) da GNR detectou durante este ano 9 agressões a menores e 48 relativas a crimes praticados entre cônjuges.
Ao todo foram abertos 57 processos crimes, num universo de 92 participações, elaboradas quer por familiares ou por vizinhos.
A ruralidade e a interioridade poderão estar na origem de grande parte destes crimes. Segundo o Tenente Pedro Ramos, face à região onde estamos inseridos, os números “são aceitáveis”.
Pedro Ramos, considera positiva a intervenção do NMUNE, alertando para o facto da especialização dos soldados, passar a ser fundamental neste tipo de casos.
O militar salienta entretanto que a maioria das situações encontradas pelos militares “são melindrosas” garantindo que “os militares do núcleo recebem formação específica para este tipo de situações” que passará pela formação nas áreas de psicologia, sociologia e psiquiatria.
Embora este núcleo abranja uma área considerável, Pedro Ramos garantiu ao Vida Ribatejana que o grupo consegue dar resposta ás situações que vão aparecendo.
Foi feito um trabalho junto das autarquias locais e das entidades que tratam da problemática, nomeadamente, “junto da comissão de protecção de crianças e jovens segurança social e tribunais” para “apelar à sensibilidade dos militares com formação específica nesta área e como tal tem vindo a corresponder ás expectativas”.
Existem 9 crimes contra menores denunciados junto da GNR. Contudo poderão existir muitos mais, já que é sabido que a delação de uma família ás autoridades pode trazer represálias.
Para o Tenente Pedro Ramos, essa é a parte mais difícil deste trabalho. O militar argumenta que a prática e a formação dos militares, contribuem também para que haja mais sensibilidade junto das famílias.
Todavia os nove casos identificados pelas autoridades foram denunciados por familiares. Essa é uma situação difícil e melindrosa, mas que “dentro do melindre dessa questão, os familiares mostram-se muito mais preocupados com o bem-estar das próprias crianças”
Em regra os processos são enviados para tribunal, que determinará o seguimento dos processos, que podem culminar, por exemplo, da retirada das crianças aos pais.

NIC com balanço positivo

O Núcleo de Investigação Criminal do destacamento de Alenquer da GNR apresenta um balanço positivo junto da população.
O grupo que não se vê no dia-a-dia fardado ou de arma em punho, é a espinha dorsal da investigação da GNR, cujos resultados no último ano têm sido positivos.
O NIC já investigou perto de 140 processos-crime e identificou 88 suspeitos, que estariam relacionados de uma forma ou de outra com esses processos.
No último ano, o Núcleo já realizou 118 inspecções a mando do tribunal, relacionadas com 104 furtos e 14 cadáveres.
O grupo “é bastante coeso, tendo em conta o número de inquéritos que estão a decorrer e o número de efectivos, que no nosso entender poderiam ser mais” salienta o Tenente Ramos “e é com base na coesão e no esforço dos militares que se têm conseguido bons resultados”.
Entre as acções do NIC, o Tenente Ramos destaca as apreensões de armas e a detecção de gado furtado em Aveiras de Cima, e mais recentemente a detenção de dois “indivíduos brasileiro aqui em Alenquer, aquando do roubo à funcionaria do Luis Simões”, vincando a colaboração que o núcleo tem desenvolvido com os postos territoriais.

NAT “CSI DA GNR”


O Núcleo de Apoio Técnico é aquilo que mais se assemelha ao CSI que estamos habituados a ver na televisão. Um grupo de operacionais recolhe os indícios em locais de crime, e neste ano o NAT já levou a cabo 131 inspecções.
Ainda assim, Pedro Ramos lembra que nem todos os locais são “susceptíveis de inspecção por parte do NAT”.
Até ao momento o NAT já identificou 47 indivíduos através de indícios de sangue e 77 através de objectos.
O grupo recolhe também as impressões digitais dos suspeitos, bem como outro tipo de indícios, que são posteriormente enviados para o laboratório de polícia científica para análise.
Em termos de comparação, não h+a dúvida que o CSI é um produto de ficção, contudo o Tenente Pedro Ramos assegura existirem semelhanças “em termos práticos” e que já trouxe algumas alegrias à investigação.

NES Núcleo Escola Segura na prevenção do abandono escolar

O último ano não deixa margem para dúvidas. O NES do destacamento de Alenquer que patrulha as escolas de Azambuja, Alenquer e Cadaval não teve mãos a medir.
Segundo os dados do destacamento, o núcleo elaborou 16 informações sobre situações de possível abandono escolar na região.
Para além dessa missão, o NES, tem também como objectivo o patrulhamento e a proximidade junto ás escolas e ainda acções de sensibilidade junto da comunidade escolar.
Entre as acções, o NES realizou no último ano 53 iniciativas com vista à segurança rodoviária, venda de produtos ligados à época do Carnaval, entre outros.
Ao longo de todo o ano, o NES envolveu nas suas acções as corporações de bombeiros, as autarquias, alunos e professores, num total de 750 pessoas, contando também com a envolvência de idosos dos municípios abrangidos pelo destacamento.

Saturday, October 27, 2007

Urgências Pediátricas em Azambuja


As urgências pediátricas estiveram em destaque em Azambuja num seminário promovido pelos bombeiros locais. O crescente numero de partos em ambulâncias, ou as crianças vitimas de maus tratos foram alguns dos temas abordados pelos soldados da paz.

Mais de quatro centenas de bombeiros oriundos de todo o país estiveram reunidos em Azambuja para falar de urgências pediátricas.
O seminário, do qual fizeram parte inúmeros especialistas ligados à temática, foi organizado pelos bombeiros voluntários de Azambuja e encheu quase por completo o auditório do Centro Social e Paroquial local.
Pedro Cardoso comandante dos bombeiros de Azambuja, considerou que o seminário cumpriu o objectivo, já que este conseguiu reunir a atenção dos soldados da paz mas também da população em geral.
Contudo o operacional salienta que este tipo de debates devem ser repetidos. Cardoso explica que não é fácil lidar com crianças e isso é provado todos os dias.
O operacional salienta também que a urgência pediátrica não é uma urgência normal “é muito específica. Até porque mesmo não tendo filhos, temos a sensibilidade que estamos a lidar com um ser humano mais frágil e é mais difícil raciocinar direito. E para isso é presido alguma preparação”.
Não é fácil muitas vezes entender onde estão as dores das crianças e por isso “há uma série de técnicas que usamos, para aprender a lidar com as situações”. O comandante diz que há factores determinantes para “conquistar” a criança.
Factores como a auto estima que são de resto fundamentais para que os bombeiros consigam realizar a tarefa de levar, por exemplo, uma criança para o hospital. É por isso necessário passar alguma confiança à criança “para que ela sinta que somos a sua protecção”.
A empatia deve ser grande. Cardoso lembra um caso em que uma criança vítima de atropelamento “se agarrou ao meu pescoço e nunca mais me largou até ao hospital” mesmo com os pais junto dela.
É nestas alturas que os bombeiros tentam passar a mensagem que um bombeiro é um amigo, o que ajuda no que toca à confiança.
Para os voluntários de Azambuja, lidar com crianças, pode não ser fácil, mas já existem algumas técnicas simples para os mais “ganhar” novos. É o caso dos bonecos de peluche existentes nas ambulâncias, que servem para quebrar o gelo “através daquele boneco que damos à criança, criamos um relacionamento de afecto e confiança, o que torna tudo muito mais fácil” o que leva também a que tudo se torne mais fácil para quando a criança chegar ao hospital, sabendo por antecipação o que o médico lhe vai fazer.
Mas neste seminário falou-se também das maternidades. O número de partos em ambulâncias estar a crescer em Portugal e Azambuja não é excepção. Embora o concelho de Azambuja não tenha uma distância muito significativa da maternidade do hospital Reynaldo dos Santos, o que é certo é que no último ano já se realizaram dois partos assistidos por bombeiros daquela corporação.
O operacional lembra que não é fácil fazer um parto “parece que é mas não é. E quem já o fez sabe disso, embora dê depois um gozo interior, quando correm bem, isso não se pode descrever e não tem preço”.
Pedro Cardoso vinca que os bombeiros têm a formação suficiente e que as ambulâncias já têm as mínimas condições para uma emergência deste tipo, contudo muitas vezes os bombeiros têm também de lidar com a desconfiança e o nervosismo dos familiares da parturiente, o que torna mais difícil o seu trabalho e concentração.
Outras das questões abordadas neste debate prendeu-se com os maus-tratos ás crianças por parte de familiares. É necessário uma sensibilidade especial por parte dos bombeiros, que têm a responsabilidade de denunciar esses casos. Pedro Cardoso.
O comandante diz que tem de haver sensibilidade por parte dos bombeiros para perceber “quando é uma queda ou são maus tratos” lembrando que os bombeiros devem estar atentos àquilo que está no ambiente da criança “que nos dá pistas para alguma situação mais complicada” vincando que até à data os bombeiros de Azambuja ainda não detectaram qualquer caso desses, contudo o operacional diz existirem algumas situações de crianças sinalizadas no município.


Mais um que lá bateu!


A estrada que liga o bairro da Socasa ao campo da Feira em Azambuja esteve na tarde de segunda-feira condicionada ao trânsito. O condicionamento ficou a dever-se ao choque de um pesado de mercadorias com as condutas da EPAL que passam naquele ponto da vila.
Segundo apurou o Vida Ribatejana, o condutor não se terá apercebido da sinalização que dava conta da altura da conduta, tendo embatido (ver foto) violentamente na estrutura.
Para este acidente, o terceiro no espaço de dois anos, terá contribuído alguma desorientação do condutor, uma vez que não conhecia o percurso limitando-se a seguir a sinalização colocada pela empresa que está a proceder ás obras do POLIS de Azambuja.
As obras estão a condicionar algumas ruas da vila de Azambuja, no local, alguns condutores lamentaram mesmo que a ASIBEL mude os sentidos de trânsito sem dar conhecimento prévio, quer à população quer ás autoridades.
O Pesado de mercadorias de matricula espanhola, ficou preso na estrutura danificando a base que suporta as condutas. Contudo os responsáveis pela EPAL; optaram por não interditar a estrada, dado que não representa qualquer perigo para os condutores, e porque é actualmente uma das únicas alternativas para escoar o tráfego vindo da zona das piscinas de Azambuja.
Segundo as autoridades, o condutor não apresentava qualquer taxa de álcool no sangue, sendo que será imputada apenas uma multa por desobediência à sinalização. O pesado ficou danificado na galera e no reboque.


Tuesday, October 16, 2007

CDU :Câmara favorece sul do concelho


Os comunistas de Azambuja chamaram a imprensa para dar conta das suas preocupações e fazer um balanço da governação de Joaquim Ramos à frente da Câmara Municipal de Azambuja. António Nobre diz não entender o anúncio de Ramos, quando este diz que pretende processar o Estado caso o aeroporto vá para Alcochete

A CDU de Azambuja reuniu os jornalistas para falar sobre a actividade da coligação nos órgãos autárquicos do concelho. Contudo a conferência de imprensa serviu também para demonstrar a “estupefacção” dos autarcas comunistas sobre o anúncio de Joaquim Ramos, em que este pondera processar o Estado no caso do futuro aeroporto internacional de Lisboa não vir para a OTA.
António Nobre vereador comunista disse não entender a posição de Joaquim Ramos face a esta matéria, aliás semelhante ás posições já vindas a público pelos autarcas de Alenquer:
As declarações de Joaquim Ramos já não são novas. Em Junho o Vida Ribatejana publicou as intenções do autarca, contudo o vereador assumiu que não se apercebeu das declarações de Ramos na altura.
António Nobre argumenta que nesta matéria “não sabemos quem são os lesados de uma hipotética medida do governo de não construir o aeroporto naquele local” defendendo que se identificasse os lesados por esta medida do governo.
Para o vereador e “a bem da transparência da actividade municipal” o executivo devia “esclarecer que tipo de prejuízos ou danos o senhor presidente da Câmara pretende reclamar do estado em caso de ser tomada uma decisão de não construção do aeroporto na Ota” disse.
Nobre considera que a ideia de Joaquim Ramos “não tem o mínimo fundamento legal” e explica que “aqui existe um grande poder discricionário do governo de tomar uma decisão e que é sempre politica de localização de uma determinada infra-estrutura” e por isso salienta que na sua opinião “na me parece que haja fundamento para essa decisão do município e para que este se sinta legitimado para exigir do estado determinada contrapartida” por esta decisão do Estado.
Por outro lado António Nobre diz entretanto que “podem haver outro tipo de compromissos que nós não conhecemos” e defende que no caso de existirem outras situações de compromisso entre o Estado e a Câmara Municipal de Azambuja “devem vir à luz do dia para sabermos o que se passa nesta área, que nem sequer a vereação sabe”.

Câmara favorece sul do concelho

A acusação ao executivo de Joaquim Ramos em que este favorece o sul do município em detrimento das freguesias a norte já não é nova.
Há muito que os autarcas, sobretudo os eleitos pela CDU, se queixam de “descriminação” e que a Câmara guarda para o sul a maioria dos investimentos.
Justino Oliveira, presidente da Junta de Aveiras de Cima, que tem sido deste sempre um critico da gestão de Joaquim Ramos, voltou a apontar o dedo aos investimentos levados a cabo pela maioria socialista.
Entre as revindicações Justino lembra a rede de esgoto e obras “mal feitas” na sua freguesia como é o caso da Rua Almeida Grandella.
Justino lembra que esta é a segunda maior freguesia do município de Azambuja e que está num local estratégico para o desenvolvimento.
Na calha estão projectos como a Nova Aveiras, uma urbanização que irá duplicar o número de habitantes, que a juntar ao novo aeroporto da Ota, trará um crescimento ainda maior.
Os investimentos nas áreas do saneamento são de resto uma preocupação de Justino Oliveira
Segundo o edil, a “Câmara Municipal de Azambuja tenta fazer passar a mensagem que Aveiras tem o problema dos esgotos resolvidos”, o que não se verifica na realidade.
O autarca lembra que parte dos moradores da Rua Almeida Grandella “estão a descarregar os esgotos directamente para o rio debaixo da ponte a seguir à igreja” e explica que aquando das obras “quando se preparavam para fazer a ligação dos esgotos das aguas sujas não tinham seguimento e então ligaram, para desenrascar, ás águas pluviais”.
Mas o autarca vai mais longe. Na radiografia que faz do estado da rede de saneamento da freguesia de Aveiras de Cima, vinca que a localidade de Vale Coelho que tem menos de 400 habitantes “metade tem colector há quatro anos e que está subaproveitado e nem sequer há projecto para contemplar aquilo”
Em vale do Brejo, “foi prometido em época eleitoral que no primeiro semestre daquele ano ia ser resolvido. Neste momento está tudo enterrado e não há ligações nenhumas porque falta um pequeno troco que é feito pelas Aguas do Oeste”.
Justino Oliveira lembra que a freguesia só tem a funcionar a 100 por cento, os esgotos de Casais das Comeiras “mas foi preciso haver um boicote eleitoral há anos e que eles foram todos a correr”. Como conclusão Justino Oliveira argumenta que perante o retrato que faz da sua freguesia existe um “ensinamento para o futuro. Há que fazer boicotes, manifestações e distúrbios para que as autoridades e a Câmara façam aquilo que lhes compete”..

Luis de Sousa desagradado com comentários sobre bombeiros


Luis de Sousa pondera nas próximas sessões da Câmara Municipal de Azambuja, intervir enquanto presidente dos bombeiros de Alcoentre. O também vice-presidente da autarquia, tem ficado incomodado com algumas discussões acerca dos bombeiros de Alcoentre e que tem deixado a associação sem resposta. A maioria das críticas tem partido do vereador da CDU Antonio Nobre que tem interrogado o município sobre a “alegada” falta de apoio à associação. O caso mais recente prendeu-se com um veiculo de combate a incêndios, que segundo Nobre, estaria quase inoperacional, podendo colocar em causa a actuação dos bombeiros neste Verão.
Luis de Sousa, confirmou ao Vida Ribatejana que se tem contido para responder ao vereador, uma vez que está em posição de conflito de interesses, alegando que mais tarde ou mais cedo terá de pedir para se ausentar da sala para falar em nome dos bombeiros.
O presidente da associação, confirma no entanto que a viatura em questão, está com um problema no motor “mas aguentou esta época de fogos”.
Segundo Luis de Sousa, os bombeiros poderão “abater” este carro de combate a incêndio e adquirir um novo para o substituir. Contudo essa é apenas uma hipótese, uma vez que em reunião de direcção ficou também decidido que deve ser feita uma avaliação da viatura, para ponderar se sairia mais barato comprar apenas o motor.
Luis de Sousa confirma entretanto que a associação tem algumas lacunas, no que troca ás viaturas, e por isso pondera reformular o parque automóvel, mas com algumas cautelas, uma vez que a associação não está a “nadar em dinheiro” mas também não está com dificuldades por a aí além e por isso já começou a fazer alguns investimentos.
No início do ano os bombeiros de Alcoentre deram por terminada a divida do pagamento mensal das obras do quartel. Os valores que rondavam os setecentos euros, foram então aplicados na aquisição de duas novas ambulâncias de transporte de doentes.
Uma com rampa eléctrica, a outra com uma rampa manual.
O responsável salienta que houve um curto espaço de tempo entre a compra das duas viaturas. Para a primeira, os bombeiros pediram um subsídio à Câmara, mas para a segunda Luis de Sousa diz que não o vai fazer “porque a Câmara não é a Santa Casa”
Sousa justifica estas aquisições com o facto de existirem dezenas viagens diárias para o transporte para o centro de saúde, ou mesmo para os diferentes hospitais de referência.
É também aqui que luís de Sousa contesta a informação dada em sessão de câmara pelo vereador José Manuel Pratas, que tem desde o ano passado a tutela da protecção civil.
Numa informação prestada à vereação, Pratas terá dito que o concelho de Azambuja tem “quase” mais ambulâncias que o município vizinho de Aveiras de Cima.
A informação está de todo incorrecta, e Luis de Sousa lembra que esses números têm sido “frequentemente” extrapolados politicamente nas reuniões do executivo. O responsável dos voluntários de Alcoentre salienta que o município de Vila Franca de Xira tem outros acessos aos hospitais, que ficam na própria sede de concelho, enquanto que Azambuja, dista em alguns casos cem a duzentos quilómetros dos hospitais de Vila Franca de Xira ou de Lisboa, acrescentando que o município de Azambuja tem uma dimensão muito grande e no alto concelho as distancias agravam-se, chegando algumas localidades a ficar a escassos minutos do hospital de Santarém.
Os bombeiros de Alcoentre têm actualmente três ambulâncias. Uma do INEM (Instituto Nacional de Emergência Médica), a outra é da associação mas é reserva da primeira. Apenas o terceiro veículo, já com mais de dez anos, é propriedade da associação. Uma situação que condiciona a acção dos bombeiros, uma vez que a viatura do INEM só sai, ás ordens do CODU (Centro Orientação de Doentes Urgentes).
Ao Vida Ribatejana Luis de Sousa confessou que a posição que tem neste momento acaba por ser ingrata. O vice-presidente da Câmara e presidente dos bombeiros de Alcoentre diz que tudo se torna mais difícil na Câmara “e na reunião em que isso foi falado e comigo a dirigir os trabalhos, isto daqui para baixo não engole” disse Luis de Sousa apontando para a garganta. Ainda assim e reconhecendo que é difícil manter a calma, argumenta “tenho de saber onde estou. Há aqui um bocadinho em que tenho de mastigar, e não posso dizer as coisas, mas só nessas alturas” admitindo que as pessoas têm razão quando dizem que Luis de Sousa não devia acumular as funções “podia por exemplo colocar-me noutra posição e reivindicar alguma coisa para os bombeiros”. Contudo esta é uma missão que Luis de Sousa tem tentado levar com calma. Em Março irão haver eleições, Sousa espera não se recandidatar à direcção.
Independente de deixar, ou não a direcção, Luis de Sousa garante que não deixará de ser bombeiro. Há mais de 25 anos que Sousa é motorista auxiliar e recentemente foi promovido a bombeiro de terceira.

Habitantes contra a falta de médicos


Cerca de 150 habitantes de Santana da Carnota estiveram presentes numa vigília à porta do ministério da saúde na passada sexta-feira exigindo mais uma vez a colocação de um médico de família. A localidade tem cerca 1800 habitantes, sendo que quatrocentos têm mais de 65 anos e são os que mais precisam de cuidados médicos.



Cerca de uma centena de habitantes da freguesia de Santana da Carnota no concelho de Alenquer, participaram na passada sexta-feira numa vigília à porta do ministério da saúde em Lisboa.
A acção de protesto organizada pela coordenadora dos utentes do serviço nacional de saúde daquele concelho, teve como objectivo alertar os responsáveis políticos para a falta de médicos no municio.
Em causa está a falta de médico de família naquela extensão, alegadamente prometido pela ARS (Administração Regional de Saúde), mas que até à data ainda não foi cumprido.
Os habitantes de Santana da Carnota, a maioria idosos, reivindicam um médico permanente, uma vez que actualmente dependem da boa vontade de uma clínica, que acede àquela extensão duas horas por semana, o que na opinião dos responsáveis e da população é insuficiente.
José Manuel Catarino, vereador com o pelouro da saúde na Câmara de Alenquer diz lamentar a situação. Desde Maio de 2006 que os diversos responsáveis têm prometido um médico substituto, àquele que se reformou, mas até à data, diz o vereador, isso não aconteceu “em Janeiro prometeram um médico, não o puseram. Em Fevereiro também não, depois vieram a dizer que em Junho ou em Julho é que era, e já estamos em Outubro e não há médico em Santana da Carnota”, acrescentando que “o ministério da saúde tem vindo, lamentavelmente a mentir, a dizer que faz e depois não faz”
A freguesia de Santana da Carnota é rural, ter cerca de 1800 habitantes, sendo que quatrocentos habitantes são quem mais precisa, dado que são os mais idosos com idades superiores a sessenta e cinco anos de idade, segundo os dados do vereador José Manuel Catarino.
Nesse sentido, o vereador garante que a coordenadora não irá parar as suas acções reivindicativas. Ainda de acordo com o responsável pelo pelouro da saúde, desta vez, não passou de uma vigília em frente ao ministério da saúde, mas as próximas iniciativas poderão ser mais acutilantes.
O vereador salienta que a situação na freguesia não é fácil. Ainda esta semana, e de acordo com José Manuel Catarino “na quinta-feira a médica era para ir dar consulta, os utentes foram para lá de madrugada cerca de quarenta utentes, e a médica nem veio” vincando que esta situação não lhe parece nem “justa nem humana e isto não se faz ás pessoas e devem ser tratadas com dignidade e o ministério da saúde não trata Alenquer com dignidade”.
Quanto ao facto das autoridades nacionais de saúde apontarem o centro de saúde de Alenquer como solução, o vereador discorda argumentando que “o concelho de Alenquer já tem cerca de onze mil utentes sem médico de família” tendo ainda em conta que o centro de saúde de Alenquer “está a rebentar pelas costuras”.
Catarino vai ainda mais longe. O vereador salienta que existe falta de meios humanos nas estruturas de saúde no município “e o ministério despediu do centro de saúde de Alenquer, seis trabalhadores” o que vem a dificultar ainda mais o atendimento aos utentes “porque o médico faz uma consulta em quinze minutos e depois a pessoas está à espera mais de uma hora para colocar a vinheta, porque os administrativos não são suficiente para dar despacho à situação”.
Por último, o vereador lamentou ainda o chumbo do executivo socialista e dos vereadores do PSD, ao pedido de um autocarro da Câmara para a deslocação para vigília. Catarino diz estranhar essa atitude “no sentido que os autocarros que não são da Câmara, são do povo vêm dos nossos impostos. E que numa questão tão justa, correcta e humana, como era a exigência de um médico para Santana da Carnota, o PSD e PSD tenham proibido a utilização dos carros”.
Ainda assim o problema foi resolvido com o aluguer de um autocarro, mas que se mostrou insuficiente. Para transportar os participantes na vigília, os populares tiveram de recorrer ainda a carros particulares, segundo o vereador da saúde.

Médico uma vez por semana, e mesmo assim

Utentes da extensão de saúde de Santana da Carnota, Alenquer, vão estar hoje em vigília frente ao Ministério da Saúde para reivindicar a atribuição de um médico, mais de um ano após a aposentação do antigo clínico
Em declarações à Lusa, a porta-voz da comissão de utentes, Odete Santana, disse que, após o médico se reformar em Maio de 2006, «tem havido promessas de que iria para lá outro médico, mas até agora nada».
Segundo descreveu a porta-voz, os cerca de 1750 utentes - que estão sem médico de família - são obrigados a ir de madrugada para a porta da extensão de saúde para conseguir uma consulta, assegurada por uma médica oriunda da extensão de saúde de Abrigada, que ali trabalha quatro horas por semana.
«Quando precisamos de uma consulta temos de ir para lá à uma da manhã», disse a porta-voz, explicando que os utentes, na sua maioria idosos, costumam «meter colchões no chão» para aí passarem a noite à espera de uma consulta pela manhã.
Por outro lado, as «consultas programadas demoram três meses». A alternativa passa por ir para o Centro de Saúde de Alenquer, a dez quilómetros de distância, mas mesmo assim muitos utentes acabam por regressar sem consulta, devido à falta de médicos.
Além da falta de condições na unidade de saúde situada na sede do concelho, os utentes de Santana da Carnota «são pessoas carenciadas e sem posses para ir a médicos particulares» e dispõem apenas de um autocarro de manhã e outro ao final do dia para se dirigirem a Alenquer.
A vigília vai decorrer a partir das 21h00

Museu Municipal Sebastião Mateus Arenque faz 3 anos hoje


A completar três anos de existência, o museu municipal Sebastião Mateus Arenque prepara-se para uma nova vida, o vereador da cultura da Câmara Municipal de Azambuja salienta que estão a ser preparadas novos projectos para o espaço, sendo que os apetrechos multimédia terão um lugar quase certo, junto das velhinhas pecas o que compõem


O Museu Municipal de Azambuja, Sebastião Mateus Arenque fez ontem (terça-feira) três anos de existência. Integrado no complexo do Valverde, o espaço que tem como exposição permanente uma mostra dos quotidianos de Azambuja, já recebeu mais de nove mil visitantes, um número que deixa o vereador da cultura Marco Leal, orgulhoso da obra feita.
Contudo o Museu Municipal está longe de agradar aos responsáveis que defendem maior dinamismo no seu dia-a-dia.
Em entrevista ao Vida Ribatejana, Marco Leal afirma que o espaço ainda pode vir a ser melhorado até porque diz “está na hora de olharmos para o museu municipal e dar-mos uma volta” referindo que a estratégia actual resultou nos três primeiros anos, agora completados mas por isso corre-se o risco “das pessoas deixarem de visitar um sitio que mantém a mesma lógica. E as pessoas deixam de se deslocar ao museu. Só se forem pessoas de fora. E nos queremos que as pessoas participem no dia-a-dia”
A nova estratégia do museu já está a ser trabalhada com a equipa do museu municipal, lembrando que no futuro o espaço irá continuar a preservar, salvaguardar a identidade as memórias do concelho de Azambuja.
Leal lembra que não foi fácil a implantação do museu. O espólio foi difícil de arranjar e até mesmo as negociações com o museu do Carmo, onde estão a maior parte das peças retiradas do Castro de Vila Nova de São Pedro, não foram fáceis.
O futuro do museu tem agora caminho aberto para as tecnologias. Segundo o vereador da cultura, um dos primeiros passos já foi dado. Trata-se do site do Museu Municipal Sebastião Mateus Arenque na Internet, http://museu.cm-azambuja.pt, que tem registado um número de visitas significativo, e que em alguma medida poderá estar relacionado também com o crescente numero de visitantes do espaço.
O vereador quer que no futuro o espaço seja mais acessível aos visitantes. Por outras palavras “que qualquer pessoa, que não seja do concelho de Azambuja, compreenda que exposição é que está ali” embora salienta que actualmente essa vertente já é perceptível, “mas existem algumas melhorias a faz nesse campo”.
Marco Leal salienta entretanto que as novas tecnologias poderão servir de ancora para que as pessoas possam visitar o museu.
Em causa estão agora alguns estudos que poderão levar à exibição, por exemplo, de trabalhos multimédia no local.
O vereador assegura que os custos já estão pensados, e que inclusive não serão precisos grandes investimentos. Para o museu o responsável diz que estão a ser analisadas algumas formas de comunicação visual, como podem ser os casos de ecrãs tácteis explicativos, salientando que existem “inclusivamente empresas que já fazem isso”.
Marco Leal exemplifica com o secador de arroz, que foi parcialmente recuperado, onde poderá existir um “espectáculo multimédia que mostre o funcionamento daquilo e é para esse caminho que tem de ir o museu”.
Por outro lado, Leal vinca exemplos de outros museus, onde as pessoas já têm auscultadores disponíveis, que em tempo real e ao mesmo tempo que vai visitando o espaço, vai recebendo instruções passo-a-passo daquilo que está a ver, sendo que “não seja necessário que exista um grupo de pessoas que nos explique o que está ali. Leal fala na sua experiência pessoal salientando que uma das coisas que menos gosta “é ter alguém a falar-me ouvido sobre aquilo que estou a ver. Eu gosto de ir à descoberta das coisas” citando como exemplo as duas ultimas viagens que fez na Europa.
Marco leal defende a colocação de placares demonstrativos e explicativos das diversas peças expostas, sendo que o museu deve ser acessível aos visitantes “e confesso que há algumas zonas, isso ainda não acontece. Mas estamos a trabalhar afincadamente para isso”.
Ainda assim, o museu demonstra agora uma dinâmica crescente, segundo o vereador. Um dos exemplos prende-se com as Viagens do Zambujinho. Um projecto pioneiro da Câmara Municipal de Azambuja, e que vai levar os alunos aquele espaço para conhecerem melhor o município.
Marco Leal destaca esta, como uma iniciativa importante, vincando “os ateliers de cerâmica em que as crianças vão trabalhar sobre as peças que estão no museu” acrescentando que isso “para o vereador da cultura tem interesse, argumentando que o assinalar dos terceiro aniversário ainda não tem muito peso para aquele espaço.



Thursday, October 04, 2007

Dono do Blog 2

Carta aberta ao anónimo

Hoje encontrei o João Benavente.
O ex-presidente da camara de Azambuja confirmou não ser o autor da construção das casas de habitação social na Quinta dos Gatos.
Benavente salientou que essa era uma responsabilidade do então António José Rodrigues, e disse também que nunca faria aquela construção ali.

Com isto, o anónimo, a quem convido a identificar-se, já terá razão. E como me fica bem, peço desculpa pela incorrecção

MR

Wednesday, October 03, 2007

Nota do dono do blog

Há por aqui um anónimo que insiste para que corrija uma alegada incorrecção. Segundo o Anónimo terá sido António José Rodrigues o responsável pela construção das casas na quinta dos gatos junto ao Valverde, local onde hoje está o mercado municipal.
numa noticia publicada abaixo, aponto ao João Benavente essa responsabilidade, mas o anónimo diz que não.
Então fazemos assim:

Sendo que

As casas foram construídas nos anos 80.

Não tenho me lembrado de falar com o Benavente ou o António José Rodrigues para confirmar o que o anónimo diz.

Tenho mais que fazer que andar atrás de dois fulanos que não os encontro devido á minha vida profissional.

Admito ter errado nesta noticia, mas tenho dúvidas


Vou colocar o assunto á votação aqui ao lado

Este Blog não é uma democracia.

Aqui quem manda sou eu.

Vou fechar os comentários.


Atentamente

Miguel Rodrigues

Thursday, September 27, 2007

Folclore ribatejano nao animou azambujenses


A oitava edição do Congresso de Folclore do Ribatejo que se realizou este ano em Azambuja, ficou marcada pela fraca afluência do público ás várias iniciativas, ficando patente a necessidade de criar novas formas e mais apelativas para chegar à população em geral, e aos mais novos em particular.

Embora apreciada por muitos, a arte folclórica, não inspirou os azambujenses que preferiram ficar em casa, ou aproveitar os últimos dias de sol para dar um pulo à praia.
Outros, os mais participantes nestas iniciativas, declararam que a altura em que se desenrolou o congresso “coincidiu com as vindimas” pelo que se tornava difícil a presença dessas pessoas, muitas delas participantes nos ranchos do ribatejo.
Ainda assim esta edição que se dividiu por três dias, teve o mérito de juntar cerca de meia centena de pessoas numa homenagem a Ludgero Mendes e a Agustin Gonzales. Duas figuras importantes do folclore regional e nacional.
Para além das muitas iniciativas de ordem técnica, como foram os casos dos diversos debates sobre as vária problemáticas do folclore, o evento contou ainda com momentos lúdicos com representações dos vários ranchos do ribatejo no Pátio do Valverde.
A edição deste ano, ficou também marcada com as jornadas etnográficas de Azambuja. O evento integrou-se este ano e pela primeira vez no congresso de folclore, e contou com as presenças dos vários grupos do município.
Os grupos do município recrearam a montagem de um mercado à moda antiga, e posteriormente dançaram para o público presente no Pátio do Valverde.
Ainda assim, e com o público a não corresponder, os organizadores não deixaram de salientar que este festival teve um balanço positivo.
Uma das conclusões deste congresso, vai no entanto no sentido de uma reflexão profunda sobre o folclore nacional.
Aurélio Lopes, antropólogo, teceu mesmo algumas criticas ao actual momento vivido pelo folclore quem em muitos casos “não passa de uma mera montra destinada a comícios”.
Para o responsável e estudioso desta arte “é necessário encontrar formas para cativar os mais jovens” uma tarefa, diz, que deveria ter sido iniciada há pelo menos vinte anos.
Nas conclusões apresentadas por Ludgero Mendes, Aurélio Lopes salientou que é um facto “que o actual formato utilizado nos festivais de folclore não está a potenciar o acréscimo de público sobretudo ao novel dos mais novos. Nesse sentido, o responsável recomendou a todos os agentes do folclore “a criação de novas formas de apresentação do património etnográfico e de folclore” sugerindo que através de uma contextualização “ou encenação do conteúdo, se enriqueça pela inovação o espectáculo, aliciando assim mais público”.
Outra das conclusões deste congresso aponta para que os grupos de folclore não se “revejam” apenas nos festivais de folclore e que devem apostar noutras iniciativas de “divulgação e valorização” do património, nomeadamente através de exposições temáticas, colóquios ou reconstituição das actividades cíclicas tradicionais.
Entre os mais variados temas em destaque, houve ainda tempo para falar dos trajes populares dos ranchos folclóricos.
As conclusões, neste campo, salientaram a necessidade dos grupos ajustaram ás realidades da época, os diferentes trajes. Em muitos casos foram adicionados alguns adornos, dizem os responsáveis, que “em nada tem a ver com a realidade” da época.




Wednesday, September 26, 2007

CDU e utentes preocupados com a saúde


O protesto contra o estado do Serviço Nacional de Saúde, mobilizou no passado fim-de-semana, milhares de pessoas em vários pontos do país. Em Azambuja, cerca de meia dúzia de utentes distribuíram papeis à porta do novo centro de saúde do concelho, e reivindicando a optimização do edifício inaugurado este ano

Milhares de pessoas reivindicaram no passado sábado melhores condições do serviço nacional de saúde
A iniciativa que teve lugar a nível nacional, juntou protestos oriundos de todo o país numa vigília no Saldanha em Lisboa “em defesa do Serviço Nacional de Saúde”.
As acções que se estenderam a vários pontos do país, abarcaram também o concelho de Azambuja, onde recentemente o serviço de urgências nocturno foi desactivado.
Em frente ao edifício, uma pequena delegação de cidadãos, na maioria afectos ao partido comunista que em parte deu cobertura àquela acção, alertou para o facto do edifício estar a ser utilizado aquém das suas potencialidades.
António Nobre, vereador do PCP na Câmara Municipal de Azambuja, que não esteve presente na acção, tem sido uma voz recorrente contra o encerramento das urgências nocturnas.
É frequente o vereador indagar o executivo socialista sobre o estado da saúde no Municipio, sendo que para o próximo dia 27 já está marcada uma conferência de imprensa sobre saúde.
Elsa Couchinho porta-voz do movimento cívico em Azambuja, considera que o actual edifício do centro de saúde inaugurado o ano passado está a ser utilizado aquém da sua capacidade máxima.
A porta-voz, lembra que para além do encerramento do serviço de urgências nocturnas “foi feito aqui um grande e bom investimento em termos de instalações” mas há, na opinião da responsável “carências ao nível dos médicos de família e de outro pessoal técnico” bem como de consultas de especialidade.
Mas na radiografia que faz do concelho de Azambuja, aponta também outras lacunas, como é o caso “da Junta de Freguesia de Vila Nova da Rainha que nem sequer tem um posto de saúde, ou qualquer outro serviço a funcionar directamente junto da população”. Vila Nova da Rainha tem todavia umas instalações modernas inauguradas este ano, e com um espaço destinado para um pequeno gabinete para um médico. Esta tem sido uma reivindicação antiga do executivo da junta (PS) que há muito tem insistido junto de Antonio Ramalho, director do centro de saúde de Azambuja para colocar um médico naquele posto.
Do restante concelho, Elsa Couchinho também faz um diagnostico pouco positivo. A responsável lembra que existem locais onde os serviços de saúde “são prestados em condições muito precárias” ao nível “dos recursos humanos e do próprio espaço físico”.
Ainda inserido nesta “luta” também os cidadãos de Alenquer protestaram junto do ministério da saúde na passada sexta-feira.
A coordenadora da Comissão de Utentes e a Comissão de Utentes de Santana da Carnota, esteve presente na vigília na passada sexta-feira em frente ao ministério da saúde, onde entregou um abaixo-assinado das Extensões de Saúde do Concelho de Alenquer e uma carta aberta, ao Ministro da Saúde, sobre as condições do Serviço Nacional de Saúde naquele concelho.

Mendes e Menezes em Vila Franca e Azambuja

Marques Mendes está acorrer o país em busca de apoios para a sua recandidatura à liderança do PSD. Nesse sentido, Mendes deslocou-se a Azambuja e a Vila Franca de Xira na passa quarta-feira, onde falou aos militantes locais.
Do discurso de Marques Mendes, feito aos militantes vila-franquenses no clube da cidade e quase totalmente virado para fora, ficaram alguns elogios ao vereador Rui REI “que apesar se ser o único vereador do PSD, e apesar de ser vereador sem pelouro, tem iniciativa, acção e isso é particularmente importante, não obstante de todas as dificuldades que a oposição sente”.
Na óptica nacional, o presidente do partido não deixou de ter criticas a José Sócrates e ao governo socialista. Mendes salienta que o país está a meio de uma legislatura, e que se trata de um momento sensível, destacando que “ao fim de dois anos e meio não há resultados da governação”.
Mendes acusou Sócrates de não cumprir as promessas feitas aquando da sua candidatura a primeiro-ministro e diz acreditar que “há ano e meio atrás muitos portugueses, alguns dos quais já votaram no PSD acharia que o engenheiro Sócrates era invencível e que o PS estava para durar muitos e largos anos”.
Para Marques Mendes o país “não está bem” e exemplifica com o facto do desemprego estar a diminuir na Europa “mas em Portugal aumenta. Estamos numa fase em que as desigualdades sociais na Europa vão-se atenuando. Mas em Portugal agravam-se” referindo que o país não está a conseguir acompanhar as principais mudanças na Europa.
Marques Mendes não esconde de resto que o objectivo desta “cruzada” visa a sua eleição como primeiro-ministro, argumentação que repetiu aliás em Azambuja, num jantar com os militantes pouco antes de se deslocar para Vila Franca de Xira.
O líder do PSD, perante cerca de sessenta pessoas, o mesmo numero que o ouviu em Vila Franca de Xira, fez também questão de prometer ajuda para uma nova sede. Há três anos que o PSD de Azambuja reúne em locais diferentes “isso não pode continuar a acontecer. O PSD tem por isso dificuldades em fazer politica em Azambuja, mas tem muita gente que está connosco e que poderá estar cada vez mais no futuro”. O líder dos laranjas deixou de resto um desafio aos presentes “vamos ter de encontrar uma solução com a ajuda local e nacional” assegurando negociações com Miguel Macedo, o secretário-geral do PSD que trata das finanças “mas considero importante para que possamos dar uma ajuda para que a família social-democrata aqui, tenha uma sede onde possa reunir, conviver e trabalhar” disse.

“Ota está morta e enterrada”



Marques Mendes considera que a implantação do Aeroporto na Ota é um assunto já arrumado. O líder do PSD considera que essa não era uma boa solução para Portugal, e aponta como alternativa a localização em Alcochete, que será mais barata para o país.
O líder do PSD vinca entretanto, que a hipótese Ota, se esgotaria em poucos anos, uma vez que não tinha hipóteses de crescimento ou de ampliação, vincando que Ota “era uma solução casa, insegura e transitória”.
Confrontado pelo Vida Ribatejana sobre o pedido de indemnização dos autarcas da região refém de medidas preventivas, o líder do PSD argumentou “não fui eu que prometi um aeroporto na Ota, foi o governo”.
Todavia Mendes referiu que na sua opinião “Ota está morta e enterrada”, mas segundo o líder falta ainda definir as novas soluções. “Ou Alcochete ou a Portela mais um, sendo que mais um, poderá ser Alcochete”.
Marques Mendes refere que “de alguma forma eu compreendo que os autarcas se revoltem com o governo” argumentando “que o governo prometeu, como está à vista, aquilo que não podia prometer”, salientando que “o que interessa é o interesse nacional. E do ponto de vista do interesse nacional, eu acho que o recuo que o governo foi obrigado a fazer na Ota é uma vitória do país” salientando mais uma vez as expectativas regionais criadas a muitos autarcas “que foram defraudadas”.


Ao contrário do que defendeu Marques Mendes na visita que fez a Vila Franca de Xira e a Azambuja, Menezes que também esteve nestes municípios, opta por deixar a +ultima palavra para os técnicos que estão a seguir o assunto.
Em declarações feitas ao Vida Ribatejana, à margem de um jantar com militantes em Azambuja, o candidato à liderança do maior partido da oposição, salientou que na sua opinião nada está ainda decidido, pelo que “qualquer decisão deve ser tomada em função dos estudos técnicos que devem ter em linha de conta todo o tipo de questões que estavam em cima da mesa” tanto no que toca ás questões financeiras de segurança ou ambientais “ e até a economia regional. E depois tendo em conta esses parâmetros, devemos decidir sem polemizar em excesso essa questão”, ressalvando que a questão em torno da construção do aeroporto deve ser feita de forma tranquila e sem polémicas, reiterando “que não se deve tirar proveito político circunstancial deste tipo de questões”. O candidato acusou Marques Mendes de ser “nestas matérias verdadeiramente populista. Quando ataca a nomeação determinados agentes políticos para determinados cargos ou quando discute a problemática da Ota como discute…ou quando faz cair Câmaras, como faz” salientando que nestes casos “estamos perante um populismo menos responsável”.
Contudo as criticas de Menezes apontam o dedo a Marques Mendes no que toca ás nomeações para a Caixa Geral de Depósitos. Em causa estão declarações do actual líder do PSD, que criticou as nomeações de Armando Vara e Fernando Gomes para o banco do Estado.
A este propósito, Luis Filipe Menezes, argumenta que as criticas apontadas por Mendes não fazem sentido. O candidato presidente da Câmara de Gaia prometeu não “perseguir militantes de outros partidos, só porque foram nomeados para determinados cargos” acrescentando que “amanhã o companheiro Marques Mendes quando abandonar a politica pode precisar de se afirmar do ponto de vista profissional num cargo semelhante ao do doutor Vara. Acho que o facto de ter sido ministro em Portugal, já é o suficiente para afirmar um curriculum que lhe permite ser vogal da Caixa Geral de Depósitos” esclareceu Luis Filipe Menezes.
Em declarações ao Vida Ribatejana, o candidato não descora a candidatura a primeiro-ministro, porque diz “normalmente é isso que acontece” contudo esclarece que “sou cumpridor de todos os passos formados que têm de ser dados”. Primeiro a candidatura a líder do partido, e depois uma possível candidatura a chefe do governo.
Aliás Luis Filipe Menezes, diz ter a percepção de que as bases estão consigo. O candidato tem granjeado apoios de peso na região e de algumas concelhias.
Não são os casos de Vila Franca de Xira ou de Azambuja, cujos presidentes Luis Leandro e Rui Rocha, respectivamente, que fazem parte da comissão de honra de Marques Mendes.
Contudo em Azambuja, Menezes conseguiu apoios de peso. São os casos de Leonel Santa Rita, mandatário concelhio e de Virgínia Estorninho, ex. Vereadora do PSD na Câmara de Azambuja e que tem sido uma critica da presidência de Marques Mendes.
Luis Filipe Menezes, salienta no entanto que não desejava estas eleições antecipadas. Contudo a perca da Câmara de Lisboa do PSD para o PS, deram origem, segundo Menezes, a que Marques Mendes “assumiu publicamente uma crise. Assumiu que tinha falhado à frente da liderança do partido” e prossegue dizendo “não é normal um líder que tem dois anos de mandato, ao fim de um ano e pouco demitir-se”.
À semelhança de Marques Mendes, Luis Filipe Menezes e a sua comitiva estiveram depois no clube vila-franquenses em Vila Franca de Xira, onde responderam ás perguntas dos cerca de meia centena de militantes presentes.

ALENQUER E AZAMBUJA APOIAM TGV

As câmaras de Alenquer e Azambuja aguardam com algumas expectativa para o anúncio final para a construção do futuro aeroporto internacional de Ota. Em causa está o traçado do TGV que está agora em discussão pública, mas que poderá, segundo o presidente da Câmara de Azambuja, estar condicionado à estrutura aeroportuária.



Jorge Riso vice-presidente da Câmara Municipal de Alenquer considera que o impacto do TGV (Comboio de Alta Velocidade) pouco ou nada irá alterar a vida do concelho.
Numa altura em que o estudo de impacte ambiental está em discussão pública, o vereador alenquerense salienta este como um sinal do progresso que o município de Alenquer terá de viver nos próximos anos, a par com as restrições para a construção do aeroporto na Ota.
Em declarações ao Vida Ribatejana, Jorge Riso salienta que “este estudo não nos trás, a nós que já os esperávamos, grandes novidades. Sabemos que este traçado como qualquer outro que cruzasse o concelho teria de facto alguns impactos. Quer no âmbito da paisagem ou do desenvolvimento do concelho através das servidões que vai implicar”.
O vereador considera por isso que este tipo de impactos já esperados no município de Alenquer “são próprios de uma obra desta envergadura”, argumentando que o impacto que será sentido, será quase um mal necessários dado “que é em prol de uma obra de interesse público”.
Salvaguardando as devidas diferenças com o impacto da construção do aeroporto em Ota, Jorge Riso vinca que a construção do troço do TGV, terá “um impacto muito inferior, na minha opinião pessoal, face ao impacto do aeroporto”.
Riso vinca que o traçado escolhido pelos técnicos “tanto quanto sei, não interessa nem deixa de interessar ao concelho. Já esperávamos que acontecesse. Podia ser mais para ou lado ou outro, mas nunca poderia fugir daquela porção deste concelho” explicando que tal “não ocupa só o nosso território” destacando que o projecto tem início fora do concelho de Alenquer.
Jorge Riso destaca também que este projecto trará para Alenquer e concelhos limítrofes, um impacto considerável ao nível das acessibilidades. Para o vereador este traçado “ quer uma infra-estrutura ou outra (Ota ou TGV), que são de interesse nacional para o desenvolvimento do país. E não é será o concelho de Alenquer que irá objectar para que esse interesse seja colocado em causa, como se diria mais vulgarmente este é um mal necessário”, vincando a necessidade de minimizar os impactos negativos que a estrutura possa ter “ e maximizar e potencializar os benefícios que possam daí advir”.

Azambuja prefere TGV junto a Alcoentre

À semelhança de outros municípios, também o concelho de Azambuja será atravessado por uma de duas alternativas ao traçado proposto para o TGV.
Joaquim Ramos presidente da Câmara Municipal de Azambuja, à semelhança de outros presidentes de Câmara da região, considera o TGV um mal necessários, mas que pode em algumas situações trazer algumas mais valias.
Dos dois traçados apresentados que agora estão em discussão publica e que atravessam o concelho de Azambuja “há um deles que é melhor que outro”.
Ramos diz preferir o traçado que passa mais perto de Alcoentre “há outro que se afasta mais, contudo parece ser este que menos impactes ambientais” mas que é, segundo Ramos os preferido por que está a fazer o estudo deste projecto.
Em declarações ao Vida Ribatejana, o presidente da Câmara de Azambuja explicou que o traçado preferido dos responsáveis pelo estudo pode trazer algumas condicionantes ao turismo no concelho. Ramos salienta que essa alternativa irá passar muito próximo de zonas que “têm um potencial turístico muito grande” salientando que o TGV é uma mais valia a nível nacional “nuca o é a nível local porque se trata de mais uma condicionante e mais uma estrutura que passa aqui pelo concelho e sem acrescentar qualquer mais valia”.
O autarca lembra entretanto que todo o traçado deste projecto “esta condicionado pelo aeroporto na Ota” por isso sustenta ser legitimo partir do principio que “se houver aeroporto na Ota, há TGV. A não haver aeroporto na Ota, se calhar aquele traçado extingue-se”