Monday, April 23, 2007

Dois acidentes de viação e dois fogos dão trabalho aos bombeiros



Os bombeiros de Azambuja registaram no passado fim-de-semana dois acidentes graves e dois fogos. Segundo o comandante dos voluntários, Pedro Cardoso, este terá sido um dos mais trabalhosos, obrigando os soldados da paz a desdobrarem-se para ocorrer a todas as situações.
Um dos acidentes ocorreu na madrugada de sábado, à saída de Vila Nova da Rainha para a Central Termoeléctrica do Carregado.
Segundo os bombeiros, o acidente terá ocorrido devido a alguma falta de atenção dos automobilistas. Enquanto um dos veículos tentava viçar à esquerda para a Termoeléctrica, o outro não se terá apercebido e embateu violentamente na traseira do primeiro.
Deste acidente, resultaram um ferido ligeiro e um grave, sendo que um dos veículos acabou numa vala que se situa ao lado deste entroncamento.
Pedro Cardoso referiu ao Vida Ribatejana que este já “não é o primeiro acidente que acontece naquele local” e aponta como causas prováveis a recta que antecede o entronamento e a velocidade que se atinge no local especialmente à noite.
O segundo acidente ocorreu em Vale do Paraíso, na Rua 25 de Abril, na tarde de sábado, a caminho da estação de serviço de Aveiras de Cima. Deste acidente resultou apenas em ferimentos graves no único ocupante da viatura, uma rapariga natural de Vale do Paraíso e que foi transportada para o hospital de Vila Franca de Xira.
Os voluntários de Azambuja registaram ainda dois fogos no domingo. Um num anexo de uma casa nas imediações dos Casais dos Penedos, outro nos Casais das Amarelas. Neste caso, os bombeiros desconfiam que teve origem numa queimada ilegal, que posteriormente devido ao vento que se sentia na altura, poderá ter alastrado. Este é um caso que suscita dúvidas, por isso está já a ser investigado pelas autoridades.

Bombeiros testam "Busca e Salvamento"


Os bombeiros de Azambuja levaram a cabo no passado domingo uma acção de busca e salvamento em terreno hostil e desconhecido para os operacionais. Tratou-se de um exercício promovido pelo comando, com o objectivo de contribuir para a formação dos soldados da paz e que decorreu nas ruínas da Quinta da Marquesa em Azambuja.
Segundo o comandantes Pedro Cardoso, o cenário foi montado ao mais ínfimo pormenor, de modo a criar condições semelhantes a um teatro de operações. Nada foi esquecido neste exercício. O comandante dos bombeiros disse ao Vida Ribatejana que no local foi colocado um manequim com perto de sessenta quilos, de modo a simular o peso real de uma pessoa, que os bombeiros tiveram de resgatar. Ao mesmo tempo, o local foi completamente isolado, tendo sido criadas condições em termos de ambiente para dificultar a mobilidade dos bombeiros, quer através da colocação no local de objectos estranhos, quer através da introdução de fumos, de modo a dificultar também a visão.
Pedro Cardoso, referiu que o balanço deste exercício foi proveitoso, mas que só foi possível graças “ao senhor Manuel Almeida, que nos emprestou o edifício”. Aliás, segundo o operacional, “para fazermos estes exercícios temos de recorrer a Alcoentre, que tem uma casa-escola” porque em Azambuja não existe um local “onde possamos praticar exercícios de busca e salvamento”, referindo a importância de desconhecer o local onde se pratica este tipo de exercícios”.
Este exercício que envolveu perto de duas dezenas de homens, contou ainda com o apoio de quatro veículos de combate a incêndios urbanos, uma ambulância e um auto comando.
Pedro Cardoso, que destacou a importância destas iniciativas, salientou que depois do sucesso deste exercício, irá ser repetido mais vezes.

Filipe Menezes dá aulas ao PSD Azambuja


Luis Filipe Menezes presidente da Câmara de Vila Nova de Gaia e candidato à liderança do PSD esteve na passada sexta-feira em Azambuja para dar conta aos militantes locais de como se ganha uma autarquia. Durante cerca de duas horas, Menezes falou ás tropas laranjas sobre os métodos utilizados para ganhar a autarquia de Gaia, e o que devem fazer os futuros candidatos à autarquia azambujenses. A palestra que teve lugar no auditório do Pateo do vale verde em Azambuja, começou com a exibição de um vídeo sobre o concelho de Vila Nova de Gaia e o seu futuro, e contou com as presenças dos presidentes das concelhias de Alenquer e Azambuja, bem como do vereador do PSD local Perante cerca de seis dezenas de militantes, o autarca salientou que nos dias que correr “é muito difícil ter casas cheias neste tipo de coisas” argumentando que existe algum divórcio entre as pessoas e a política. Menezes aproveitou o momento para destacar a legitimidade”do PSD ser também maioria E ganhar as eleições locais” argumentando que é importante traçar alguns objectivos para chegar à liderança. Segundo Luis Filipe Menezes é importante situar a estratégia em três vectores “é importante ter um diagnostico da realidade” tendo em conta que o conhecimento do terreno é importante”. Em seguida o edil de Gaia salienta “a conceptualização de um objectivo estratégico” onde é fundamental apontar o caminho a seguir pela comunidade. Por último levar a cabo uma “metodologia faseada da acção” a que se propôs. Esta palestra de Menezes, surge na sequência das várias intervenções que tem feito junto das concelhias do PSD. Aliás este tipo de iniciativas não é nova. Em 2005 o orador foi Isaltino de Morais, à época ministro das cidades do governo de Santana Lopes, que esteve em Aveiras de Cima, meses antes das eleições autárquicas.

Wednesday, April 11, 2007

A TABERNA DO CHICO GUELA


Longe da Avinho, a Taberna do “Chico Guela” é a única resistente na freguesia de Aveiras de Cima. Há setenta e quatro anos com a porta aberta, a taberna ainda tem alguns clientes fixos, mas poucos, pois os tempos são outros e os fregueses já não procuram, na maioria, estas casas para “matar o bicho”


A taberna do “Chico Guela” é a última taberna de Aveiras de Cima. O estabelecimento já tem mais de setenta anos, e os proprietários actuais, já viram o negócio a correr melhor.
Ofélia Seabra de 74 anos, herdou o negócio do pai. Já lá vão trinta anos e cada ano “tem sido pior que o outro”. Casada com Francisco Vieira com oitenta anos, Ofélia diz que cada dia é um dia diferente e longe vão os tempos de casa farta e com muitos clientes. Hoje os tempos são outros, e de tempos a tempos lá vai aparecendo um cliente novo. Ofélia Sequeira lamenta que a falta de fregueses “os velhos vão morrendo, olhe ainda no outro dia morreu um, e os novos não vêm cá”.
A taberna do “Chico Guela” fica na rua Francisco Almeida Grandella em Aveiras de Cima, e longe da Avinho “o ano passado até fechamos mais cedo” diz Ofélia que refere o facto da maior e mais nova festa da freguesia ironicamente ligada ao vinho, não lhe trazer clientes novos.
Os novos, diz, não vão à taberna “não temos café, e não estamos a pensar nisso, porque teríamos de mudar muitas coisas” refere ao Vida Ribatejana, destacando que os tempos de hoje são difíceis.
Ofélia não tem o estatuto de reformada “não descontei, e por isso tenho de continuar aqui” mas o marido Francisco Vieira está reformado há alguns anos, ainda assim prefere dar uma ajuda à mulher.
Quase todos os dias, o ritual é o mesmo. Sem dia de folga, Ofélia e Francisco revezam-se para manter aberta a taberna, que ainda tem alguns clientes fixos, mas tudo pessoas de idade “já que os novos não nos ligam nenhuma, só os drogados” lamenta.
Ela abre a casa ás 6 da manhã para alguns clientes, ele pega depois de almoço e permanece até, muitas vezes, à meia-noite.
E enquanto a saúde vai ajudando, este casal de idosos, vai mantendo o seu ritmo de trabalho, embora os dias sejam muito diferentes do tempo em que não havia cafés, e que a taberna era o ponto de encontro de novos e velhos.
Aliás, Ofélia Seabra e Francisco dizem ter saudades do antigamente. Se por um lado o negócio era próspero, por outro “era mais novo. Carregava com sacas de cem quilos ás costas. Hoje não posso fazer o mesmo” diz Francisco lamentando também o facto de muitas vezes pelo meio-dia, altura em que chega à taberna “só tenho cinco euros na gaveta, e ás vezes nem isso”.
A Avinho, decorre já no próximo fim de semana em Aveiras de Cima, mas para este casal, o vinho é o negócio de todos os dias, talvez por isso não depositem grande fé no certame, que vai decorrer longe da rua principal da vila e que de certo não irá trazer novos clientes a uma taberna que está na mesma família há mais de setenta anos e que marca o dia-a-dia de alguns clientes habituados a outra vivência e de um outra geração.

HÁ VINHO em AVEIRAS DE CIMA


Milhares de pessoas são esperadas em Aveiras de Cima já esta sexta-feira. trata-se da Avinho, festa do vinho e das adegas, que promete para além do néctar proveniente das vinhas locais, muita festa até altas horas da madrugada.

A vila de Aveiras de Cima está a preparar-se para mais um fim-de-semana de festa. Trata-se da Avinho - festa do vinho e das adegas, que pela terceira vez é realizada naquela vila do concelho de Azambuja.
Se as anteriores edições foram um sucesso, a edição de 2007 tem tudo para o voltar a ser.
Nas palavras do vereador Marco Leal, a Ávinho “já está a ficar consolidada em Aveiras e no concelho” pelo que o vereador acredita “que a festa irá continuar, independentemente dos executivos que venham a seguir para a Câmara Municipal de Azambuja”, frisando que “a população logo na edição zero, abraçou de corpo e alma este projecto”
O vereador congratula-se entretanto com a adesão da população de Aveiras de Cima mas sobretudo com a adesão dos produtores.
Se por um lado esta é uma festa dedicada à vinha e ao vinho, é também e por outro, recheada de hospitalidade, pois a prova de que os aveiricenses sabem receber bem, é dada na noite de sexta-feira, onde os visitantes são convidados a visitar as adegas, a provar o vinho e a comer febras ou entremeadas (ver programa).
Neste sentido, o vereador sublinha a hospitalidade dos anfitriões “esquecendo tricas e rivalidades antigas que desde sempre separaram Azambuja e Aveiras de Cima”.
Ao todo serão distribuídos mais de 100 quilos de febras e entremeadas, muito pão e vinho, num certame que tem vindo a ganhar adeptos, e que já tem um lugar próprio na agenda cultural do Ribatejo.
Um dos objectivos desta iniciativa, passa pela divulgação do vinho local, mas também das tradições que estão ligadas ao vinho. Existem ainda muitos produtores no alto concelho, e muitos deles em Aveiras de Cima.
Leal considera que este certame pode ser uma mais valia para a promoção do vinho do concelho de Azambuja, até porque segundo o vereador “existe um problema aqui na região do Ribatejo, não existe uma marca forte no vinho. Existe a Rota dos Vinhos, mas não funciona” diz o vereador.
Já no que toca à marca “Ribatejo” Marco Leal sustenta que esta “também não vinga para além da tentativa por parte da Câmara do Cartaxo de ser a Capital do Vinho” e esclarece que “o facto é que outras marcas, nomeadamente do Douro ou Alentejanas têm muito mais força, porque apostam muito na publicidade e na imagem da marca”.
No que toca ao concelho de Azambuja “não temos a pretensão de sermos a capital do vinho ou de toda a gente ficar a conhecer o vinho de Aveiras” e salienta que com este certame o objectivo é “dar a conhecer Aveiras de Cima. E ao conhecer Aveiras de Cima vai conhecer o vinho de Aveiras e depois vai alargando aos poucos ao restante concelho” e acrescenta que esta é uma “festa de rua”.
O vereador com o pelouro da cultura explica entretanto, que para além dos objectivos ligados à produção, há também uma componente lúdica, como são os casos dos fados cantados nas adegas locais, até ás mais altas horas da madrugada, ou das actuações de diferentes grupos, como são os casos das tunas, dos “Pilhas Galinhas” com a música tradicional, das bandinhas que vão estar a actuar no terreno ou do Quim Barreiros, o cabeça de cartaz deste ano e que deverá actuar no Largo da República, ás 10 da noite de sábado.
E se o certame tem corrido bem, dentro destes três dias, era de esperar que a Câmara aumentasse o número de dias. Mas não. Marco Leal sublinha que este é um certame diferente da Feira de Maio que já vai em cinco dias, e que devido à agenda dos produtores envolvidos, torna-se uma questão difícil de contornar.
Um exemplo disso, diz o autarca, foi o horário da primeira edição da Avinho. À época 2005, o certame começava ás 3 da tarde, mas a adesão não foi a esperada. Por isso a autarquia considera que o início marcado para as 19 horas é o ideal.
Este ano não foi possível, por motivos de “tyiming” mas para o próximo ano, a autarquia promete inovar e incluir a gastronomia local neste certame. Segundo o vereador, para a edição 2008, serão distribuídos aos restaurantes, milhares de guardanapos com a chancela do município e da Avinho, com alguma antecedência para de certa forma divulgar a festa.
Está também prevista a introdução da gastronomia, com a confecção de alguns pratos típicos, nos restaurantes aderentes, bem como o fomento da venda dos vinhos locais nos restaurantes de Aveiras de Cima.
Aliás este ano, a gastronomia fará parte de um colóquio que decorrerá domingo de manha na Casa do Povo local com a temática “Novos Rumos para o Vinho e Gastronomia” e que será inserido no XXV Concurso de Vinhos do Concelho de Azambuja.
Quanto ao funcionamento deste certame, este manterá o figurino habitual. O visitante será convidado a adquirir uma caneca por um euro, e depois poderá beber de graça em todas as adegas aderentes.
Este ano o destinatário da receita das canecas será a Filarmónica Aveirense, embora segundo Marco Leal, a autarquia preferisse dar ás receitas um fim mais social e abrangente. O vereador contou ao Vida Ribatejana que a decisão foi dos produtores e que a Câmara “não tem voto na matéria” mas que o facto das receitas serem para um instituição com fins sociais, como foi o caso do ano passado para a Casa Mãe, poderá despertar nas pessoas o interesse de ajudar uma causa. Contudo o vereador vinca que o sucesso da Avinho é garantido, a menos que o tempo não ajude, dizemos nós.

Monday, April 09, 2007

Aveiras de Baixo espera pelo Vale Gerardo






Aveiras de Baixo deposita toda a esperança de crescimento na aprovação do plano de pormenor do Vale Gerardo, que é visto como um balão de oxigénio, dado que a freguesia é muito limitada no que concerne a áreas de construção. Situada entre REN e RAN, entre outras condicionantes, Aveiras de Baixo poderá ver o seu desenvolvimento naquele vale, com cerca de 17 hectares onde serrão construídas 120 habitações.


Aveiras de Baixo no concelho de Azambuja está a contar com a aprovação do pleno de pormenor do Vele Gerardo para uma nova dinâmica na sede de freguesia.
Segundo Silvino Lúcio presidente da Junta de Aveiras de Baixo, a autarquia tem esperança que com a aprovação daquele plano, se fixem mais jovens casais na freguesia e assim não decresça a população.
O espaço foi comprado pela Câmara Municipal de Azambuja há alguns anos, tendo custado perto de 150 mil euros.
Na altura, e segundo o presidente da junta, parte do vale com cerca de 17 hectares, estaria destinado a habitação mas também a uma quinta pedagógica. P+assados alguns anos a situação alterou-se ligeiramente. Silvino Lúcio continua a apostar na criação da quinta pedagógica, mas a prioridade passa agora pela construção de 120 moradias, com o objectivo de criar outra dinâmica no local.
O enorme espaço verde que se perde no horizonte, está agora nas mãos da CCDR (Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional) para a aprovação do plano de pormenor.
Durante uma visita ao local, inserida nas reuniões descentralizadas, levadas a babo pela Câmara Municipal de Azambuja, o presidente da junta considerou de “máxima importância” a elaboração deste plano “os documentos já foram entregues, agora estamos à espera. E segundo o que temos ouvido todos os planos de pormenor, estão parados em função do PROT (Plano Regional Ordenamento do Território”, que estará aprovado “até ao fim do ano, segundo dizem” referiu Silvino Lúcio.
Para o local e com a prospectiva das cerca de 120 moradias, rumarão muitas famílias. Um dado também contemplado na carta educativa, que desenhou para o local, um centro escolar, também de modo a garantir condições de estudo ás crianças.
Nesta visita onde Joaquim Ramos, presidente da Câmara Municipal de Azambuja não participou, devido à presença do ministro da agricultura numa cerimonia da Caixa Agrícola Local, houve ainda tempo para dar conta de algumas preocupações dos autarcas de Aveiras de Baixo.
Já na localidade das Virtudes, Silvino Lúcio destacou a importância da valorização do único espaço desportivo da freguesia, com a construção de bancadas e da sede social da associação. Por outro lado o autarca anunciou que já estão em curso as negociação com alguns proprietários de terrenos contíguos à futura estrada de ligação a Azambuja.
Este é aliás um assunto eu tem sido recorrente nas visitas da autarquia. Na última visita Joaquim Ramos salientou a importância desta via para uma ligação mais segura a Azambuja.
O edil terá dito na altura que a autarquia ainda não tinha um acordo coma REFER para a pavimentação e regularização da estrada.
Contudo confirmou que já existe um técnico destacado para acompanhar as obras da estrada e vincou que “vamos reperfilar a estrada, que vai entrar em terrenos particulares, mas já contactei alguns proprietários e já estão disponíveis para fazer a cedência de terreno”. Uma versão confirmada pelo vice-presidente da Câmara Luis de Sousa, que sublinhou o esforço que a autarquia tem vindo a fazer para conseguir com os seus meios reperfilar a estrada, que passará a ser alcatroada e terá cerca de seis metros de largira, de modo a permitir a circulação em segurança, num troco de quase dois quilómetros, que liga actualmente em terra batida, a localidade de Virtudes, à vila e sede de concelho de Azambuja.
Ainda em Virtudes, o presidente da Junta anunciou a aquisição do convento. Segundo Silvino Lúcio, a câmara irá despender, após muitas negociações, perto de 65 mil euros para a aquisição do imóvel, já em avançado estado de degradação.
A autarquia vai agora renovar o arranjos exteriores ao edifício, e prepara-se para instalar uma cobertura assente em alguns pilares, que servirá apenas para que o convento não se degrade ainda mais.
Joaquim Ramos, presidente da Câmara Municipal de Azambuja, disse entretanto que uma das ideias passa por fazer daquele local “um auditório e centro cultural minimalista".

Planos de emergência preocupam bombeiros


O serviço municipal de protecção civil de Azambuja esteve reunido pela primeira vez na passada semana, desde que José Manuel Pratas assumiu a responsabilidade daquele pelouro. Os técnicos municipais e as diversas entidades que compõem o serviço, trocaram experiências, dúvidas e aproveitaram o momento conhecer alguma legislação recentemente aprovada, naquele sector.

A implantação dos planos de emergência das escolas do concelho de Azambuja foi um dos assuntos abordados passou pela colocação em prática dos plenos de emergência das escolas do município. Uma situação considerada importante por todos os intervenientes, mas cuja implantação, responsabilidade das escolas, ainda está atrasada.
Em todo o processo, apenas a escola secundária de Azambuja, tem um plano de emergência devidamente homologado pelo serviço nacional de protecção civil, mas há dois anos que o estabelecimento de ensino não realiza qualquer simulacro, a fim de testar todo o plano.
Segundo Pedro Cardoso, coordenador da protecção civil municipal, os restantes estabelecimentos de ensino, já têm em elaboração os planos, contudo o operacional lamenta a falta de adesão a uma reunião feita há dois anos, e cujo objectivo passava por esclarecer as escolas sobre o assunto.
Pedro Cardoso, diz no entanto que a protecção civil municipal está à disposição dos professores e dos agrupamentos para colaborar. O serviço fornece todas as ferramentas necessárias para a elaboração dos planos, mas reforça que a iniciativa deve partir dos agrupamentos, reforçando que no agrupamento de vale de Aveiras “já foi feita formação em todas as escolas, tendo em conta o plano de emergência e de evacuação”, por outro lado o coordenador destaca que os planos de emergência das escolas só poderão ser testados depois de aprovados e colocados em prática.
O responsável vinca também que todos os planos, antes de chegarem à entidade máxima que é o SNBPC; passam pelo seu gabinete, “a fim de serem revistos e corrigidas algumas situações” e argumenta com alguma certeza que os planos que estão ainda em elaboração em algumas escolas dos diversos agrupamentos “terão aprovação garantida” por parte da entidade.
Para a elaboração deste plano, foi distribuído um projecto tipo ás escolas “que depois é adaptado à estrutura da escola e ao número de alunos e professores”.
Estes, são aliás planos que devem mudar todos os anos. O responsável sublinhou ao Vida Ribatejana esta necessidade de ajuste, até porque qualquer plano de emergência tem alguns procedimentos personalizados, sendo considerados “planos activos e não passivos”.
Pedro Cardoso explica que é necessário alterar os documentos, todos os anos devido ao aumento ou diminuição de alunos e professores, mas também à constante mudança de professores de escola em escola.
Na prática “todos os planos dizem por exemplo que o professor x apaga as luzes, o y fecha o gás e a maioria dos professores nem fica mais de um ano nas escolas”.
Cada plano muda consoante a escola. A tipologia do edifício, a sua construção e as vertentes que lecciona. Neste caso o operacional lembra que os procedimentos não são os mesmos numa escola com laboratório de química, ou de uma básica apenas com uma ou duas salas. Mudam as indicações, os procedimentos a tomar numa possível evacuação e até os extintores têm de ser diferentes.
No concelho de Azambuja o coordenador do serviço refere que em alguns casos apenas falta para colocar no terreno alguns dos planos já aprovados, a colocação da sinalética, como por exemplo a indicação de saída de emergência ou das casas de banho. São os casos da Escola Integrada de Azambuja, do agrupamento do Vale de Aveiras “o pessoal empenhou-se e a única coisa em falta é a implementação de toda a sinalética, faltando nestes casos a aprovação do serviço nacional de bombeiros”.
Apenas no agrupamento de Manique do Intendente, que inclui Alcoentre existe algum atraso “têm havido obras e alterações nas infra-estruturas e por isso há um atraso”.
Contudo o operacional revela-se mais preocupado com os planos de emergência dos estabelecimentos de ensino do pré-escolar, cujos documentos nunca chegaram à protecção civil municipal e por isso, não há conhecimento dos procedimentos a ter em conta nas instituições, em caso de uma emergência.
Pedro Cardoso, refere por seu lado que no caso do município de Azambuja “vamos estabelecer contactos com as várias entidades e pedir que nos seja (ao serviço municipal de protecção civil” cedidos esses planos, para podermos fazer os nossos planos prévios de prevenção, o que só é possível conhecendo os documentos das instituições”.
O operacional vinca entretanto que nesta situação, estão todas as instituições do concelho com as valências de creche, pré-escolar ou mesmo centro de dia e lar com internamento.
É também na vertente de lar que o serviço municipal de protecção civil, está apostado em mudar algumas coisas. Pedro Cardoso vinca que é da responsabilidade da segurança social fiscalizar esses estabelecimentos, mas confirma que existem instituições cujas plantas de emergência são desconhecidas para o serviço.
Pedro Cardoso, acentua mais a sua preocupação, quando salienta que nos “Casais da Lagoa existe um lar de idosos que ainda não está licenciado” que é dirigido por uma entidade particular.
Cardoso salienta que nestes casos as plantas de emergência, são muito importantes, assim como os consequentes testes de operacionalidade. Contudo com ou sem planos de emergência, “todos os lares são preocupantes”, e reafirma que está em causa a pouca mobilidade dos seus utentes “e num lar onde há muitos residentes com pouca mobilidade, tenho a certeza que as instituições não conseguem ter muitos funcionário para que num caso de emergência se faça uma evacuação rápida, não é fácil”, mas acrescenta que “aquilo que sei é que todos os lares deste concelho têm sistema de emergência contra incêndios, que estando operacionais vão dar um alerta e vão fazer com que as coisas se minimizem” acrescentando que num caso de incêndio real num lar “é sempre uma situação complicada” disse.

Sunday, April 01, 2007

Presidente da Junta contra separador central


Hélio Justino presidente da junta de freguesia de Samora Correia diz-se preocupado com as inúmeras reclamações que têm chegado ao seu gabinete. Em causa esta a colocação de um separador no Porto Alto com mais de 20 centímetros de altura, e que está a deixar a população e os comerciantes indignados.
Segundo o presidente da Junta, este separador foi colocado pela direcção de estradas de Santarém, contudo nem a junta nem a Câmara de Benavente, foram consultadas.
O autarca referiu à Rádio Ribatejo, que sabia apenas oficialmente da construção de duas rotundas, e que do separador apenas tinha a informação por parte da população. Em reunião com o presidente da Junta, Antonio José Ganhão, presidente da Câmara de Benavente afirmou também o Desconhecimento de toda a situação, mostrando-se, segundo Hélio Justino, surpreendido com o assunto.
Justino vinca que foi numa reunião com a direcção de estradas que ficou a saber da decisão “de construir um separador central ininterrupto entre rotundas por razões de segurança. Esta foi a argumentação do director de estradas”.
O presidente da junta considera que o separador representa um impacto negativo para aquela zona, nomeadamente junto dos empresários mas não só.
O edil salienta que numa reunião pública entre a população e o director de estradas de Santarém na sede da Junta de Freguesia, onde fiaram patentes outros problemas causados por aquele separador com quase dois quilómetros de extensão.
Desse encontro resultaram para já alguns melhoramentos “ em alguns casos pontuais” segundo diz Hélio Justino.
Mas as preocupações do autarca não ficam por aqui. Depois destas obras as dificuldades no trânsito naquele troço avolumaram-se. Para além de trazerem mais tráfego para a vila “o que é contrario aquilo que queríamos. Uma vez que veio trazer mais camiões para dentro da localidade”.
Por outro lado, lembra que não podem ser efectuadas viragens à esquerda, o que obriga os veículos a fazer a inversão de marcha nas rotundas, resultando daí um impacto negativo para os inúmeros empresários que ali têm os seus negócios.
Também a segurança é uma preocupação dos autarcas e população. Em caso de acidente, o socorro torna-se mais difícil, até porque só há uma via para cada lado, e isso pode prejudicar o trabalho dos bombeiros.
O edil diz que a construção de uma dou duas rotundas pode ser uma das possibilidades, para minimizar o impacto deste separador.
Nesta altura o processo está num impasse. Hélio Justino anunciou que o presidente da Câmara de Benavente já solicitou uma reunião com o director geral do Instituto das Estradas, e que nesta altura a junta está expectante, até porque está a correr junto da população um abaixo-assinado e vinca que “o executivo da junta de freguesia de Samora Correia, também não concorda com a colocação daquele separador” disse.





Tuesday, March 27, 2007

"Gange" aterroriza taxistas em Azambuja


Dois taxistas de Azambuja foram no final da semana passada agredidos, roubados num dos casos sequestrados por imigrantes de leste que ainda estão por encontrar. O roubo rendeu cerca de 50 euros e um telemóvel, mas foras as agressões e o esfaqueamento de um colega que fizeram com um destes taxistas já tivesse deixado a profissão.

Um jovem taxista de Azambuja, foi assaltado passada quinta-feira em Azambuja.
Segundo apuramos, o taxista terá apanhado dois passageiros na localidade de Vale da Pedra (Cartaxo) com destino a Azambuja.
Todavia, este não era um serviço para este taxista, mas para outro que por ter em mãos outro trabalho, pediu ao colega que assegura-se o transporte destes passageiros.
Durante o percurso, os dois meliantes encostaram uma arma branca ao taxista, e obrigaram-no a parar na zona da Guarita, em plena estrada nacional 3.
Sob ameaça da faca. O taxista foi arrastado para fora do carro, vendado, amarrado e agredido violentamente pelos dois que ainda não estão identificados, segundo as autoridades policiais.
Os assaltantes conseguiram extorquir perto de 50 euros ao taxista, e levaram ainda o telemóvel da vítima, colocando-se em fuga com o táxi, que mais tarde viriam a abandonar no terminal de Azambuja, até porque quando furtaram o carro, este não tinha muita gasolina, só a suficiente para fazer um serviço, que aparentemente seria rotineiro.
Foi com dificuldade que a vitima conseguiu deslocar-se para junto de um as pessoas que estavam a escassos metros de onde tudo aconteceu.
De acordo com uma fonte próxima, terá sido o próprio a conseguir libertar-se da fita adesiva que tinha nas pernas, contudo não terá conseguido libertar as mãos, porque para além da fita adesiva, tinha sido atado com braçadeiras de serrilha.
Já a caminho de Azambuja, o taxista terá conseguido uma boleia junto à Quinta de Vale Fornos, tendo-se deslocado de imediato para o posto da GNR.
Todavia e apesar de próximas, as pessoas que terão ajudado o taxista, não terão visto o incidente, pelo que nesta altura cabe as autoridades investigar o sucedido.
Entretanto Fernando Andrade, o taxista a quem tinha sido solicitado o serviço pelos passageiros e o colega agredido tomaram a iniciativa de tentar identificar os agressores do colega. Já no Vale da Pedra e munidos da morada dos suspeitos, Fernando bateu à porta “e à janela veio um outro elemento que não fazia parte do grupo de dois homens que terão sequestrado e agredido o colega disse-me que ali não morava nenhum Pedro”.
Os dois taxistas foram então até ao café e já à saída Fernando Andrade é abordado pela pessoa a quem tinha perguntado pelo Pedro “nessa altura encostou-se a mim e espetou-me a faca no peito duas vezes. À terceira já estava à espera e consegui agarrar a faca, cortei a mão mas consegui dominar a situação”.
Já caído no chão, o agressor colocou-se em fuga, tendo sido detido pelas autoridades horas depois.
De acordo com Fernando Andrade a chamada que deu origem a este incidente foi feita para o seu telemóvel pessoal. Uma questão que é facilmente explicável pelo facto do taxista ter colocado em alguns cafés carões de visita. Inclusive no próprio café onde aconteceu a agressão, existe um cartão seu ao qual os elementos deste “grupo” podiam ter tido facilmente acesso.
Fernando Andrade foi assistido de imediato no hospital de Santarém, e apesar deste incidente garantiu ao Vida Ribatejana que não irá mudar a sua maneira de estar no trabalho “irei ter mais cuidado é com as pessoas que se encostem a mim”.
Para já este incidente fez com que dois taxistas abandonassem a profissão. Um deles, o homem que estava no local certo, mas à hora errada.


Monday, March 26, 2007

População do Carregado protesta


A população da freguesia do Carregado e dos Cadafais, juntou-se na passada quarta-feira em frente da extensão do centro de saúde local. O objectivo era recolher assinaturas para reivindicar junto da ARS mais médicos para uma unidade onde mais de 3500 utentes não têm médico de família.

Cerca de meia centena de pessoas, participaram na passada quarta-feira num encontro de protesto contra a falta de condições da extensão de saúde do Carregado.
O protesto, para o qual foram chamados os utentes dos Cadafais e Carregado, tinha como objectivo sensibilizar a ARS (Administração Regional de Saúde) para a falta de médicos de família, e para o horário de funcionamento daquela unidade.
Durante uma intervenção, que serviu de apelo à unidade dos utentes da extensão, Rogério Silva disse estar certo que aquela era uma luta justa, tanto mais que muito dos presentes nesta concentração já sentiram na pele “o que é não ter médico de família e outros sentem também o que é vir para aqui diariamente de madrugada”.
O rosto deste protesto aproveitou o facto do dia de quarta-feira ter sido bastante ventoso, para classificar de “desumano” o facto do edifício com instalações novas e modernas “não abrir de madrugada, no sentido de acolher em condições dignas todos aqueles que aqui se deslocam para marcar a sua consulta no próprio dia”.
Neste sentido, Rogério Silva salientou a importância de um abaixo-assinado, para pressionar as entidades competentes, a atender as reivindicações da população da freguesia do Carregado e Cadafais.
Segundo apuramos, nesta altura as assinaturas recolhidas já ultrapassam o meio milhar, sendo que este é um número que “espelha o descontentamento dos populares”.
Ao longo de toda a semana, e depois do apelo de Rogério Silva, os populares passaram palavra e conseguiram juntar muitas mais assinaturas, que serão contabilizadas nos próximos dias.
Este é aliás um protesto que já não vem de agora. Na freguesia do Carregado existem mais de 3500 utentes sem médico de família. Os populares têm reivindicado uma solução para esse problema, mas a ARS disse na última edição do Vida Ribatejana que não existem médicos disponíveis para colmatar essa lacuna, salientando que “caso a direcção do Centro de Saúde de Alenquer ou a ARS não acolha aquilo que são as nossas preocupações, certamente que iremos propor aos utentes, novas iniciativas” lembrando que a comissão não irá parar e que aqueles que aqui estão hoje, serão mais numa próxima vez”
Rogério Silva, salientou contudo que a comissão de utentes fará tudo o que estiver ao seu alcança para resolver o assunto, e depois desta concentração, já informou que haverá outro encontro com a população, contudo ainda não tem data definida.

Crianças correm por Moçambique


As crianças do Centro Paroquial de Azambuja conseguiram na última semana angariar perto de 1500 euros para ajudar a construir escolas em Moçambique. Em troca correram todas juntas por esta causa nas ruas da vila de Azambuja. Ao todo participaram cerca de 400 alunos do centro paroquial.

Cerca de quatro centenas de crianças, do centro paroquial de Azambuja participaram esta segunda-feira na corrida solidária. Tratou-se de um convite dos médicos do mundo àquela instituição, no sentido de angariar fundos para a construção de escolas em Moçambique.
Ao longo de toda a semana, jovens desta instituição apelaram aos corações dos empresários, pais e lojistas de Azambuja, para que estes contribuíssem com donativos para ajudar as crianças moçambicanas.
O fruto desse trabalho, parece ter sortido algum efeito, até porque segundo Victor Martinho, um dos responsáveis por esta iniciativa “angariamos perto de 1500 euros” contudo o mesmo salientou que a verba final ainda não estava contabilizada.
O pecúlio será agora depositado numa conta no banco Montepio Geral à qual terão acesso os responsáveis desta iniciativa, os médicos do mundo, que canalizarão para as entidades moçambicanas.
Nesta corrida de solidariedade, que se repetiu um pouco por todo o país, participaram crianças de todas as idades daquela instituição, bem como os educadores que viram nos mais jovens um verdadeiro exemplo de uma causa, em que a solidariedade está em primeiro lugar.
Victor Martinho salienta o balanço desta iniciativa, e anunciou ao Vida Ribatejana que outras acções do mesmo género poderão ser realizadas num futuro próximo, nomeadamente uma outra corrida “ao nível de toda a comunidade escolar de Azambuja”.
Quanto ás crianças. Estas estavam felizes da vida. Primeiro porque “foi um dia diferente e depois porque conseguimos ajudar os meninos de Moçambique”.
O percurso desta corrida andou à volta do centro paroquial de Azambuja e do jardim urbano, e foi por alguns populares considerado o mais indicado “tendo em conta a idade dos miúdos” disse ao Vida Ribatejana um popular que se referiu a esta iniciativa “como um exemplo para os adultos que são egoístas, e não pensam em quem tem mais dificuldades”. Se duvidas houvesse, ficariam dissipadas nos olhos de alguns comerciantes que aderiram à iniciativa “mais por brincadeira, mas que nos deixa a pensar…. Deixa” disse um empresário ao Vida Ribatejana.
No fim de contas, as classificações não importaram, importaram-se mais as crianças a chegar ao centro, para um belo lanche de meio da manhã para retemperar energias.

Wednesday, March 21, 2007

Familia brasileira junta-se em portugal ao fim de 6 anos


Osmar João Gonçalves bem pode ser um exemplo de sucesso de um emigrante brasileiro em terras lusas. Este emigrante brasileiro saiu do Brasil há seis anos, e depois de ter Lutado contra as saudades e as dificuldades de um país diferente, conseguiu trazer a família para junto de si. A Osmar, juntaram-se no mês passado a mulher e as duas filhas, que em breve começarão a frequentar a escola

Faz no próximo mês de Junho seis anos que Osmar João Gonçalves está em Portugal. Aparentemente a história de Osmar é igual a tantas outras histórias de emigrantes oriundos do Brasil, todavia, Osmar alcançou no mês passado um dos seus maiores objectivos, e que nem sempre está ao alcance de todos.
Ao fim de seis anos, este emigrante, nascido em Baía, conseguiu juntar toda a família em Portugal, mas para trás, o percurso de Osmar, fica marcada por contrariedades que lhe mudaram o rumo de uma vida.
Ao Vida Ribatejana, este emigrante de 46 anos, destacou que no Brasil tudo lhe corria bem. Estudou até entrar na faculdade, tendo conseguido mesmo entrar em matemática, mas nunca chegou a completar a faculdade, porque entretanto já estava a trabalhar num banco privado, onde esteve durante 16 anos. Quando as coisas estavam encaminhadas, a crise bateu-lhe à porta, levando-o em conjunto com mais colegas, ao despedimento e ao abandono de uma actividade que até era do seu agrado.
No Brasil as oportunidades escasseavam, e foi depois de alguns contactos com primos brasileiros já a viver em Portugal, que Osmar decidiu deitar mãos à obra e rumar ao nosso país, com a ajuda da indemnização que recebera do banco onde trabalhara.
Ainda no Brasil e antes de vir para Portugal, Osmar, adquiriu uma quinta, onde tem alguns animais, que sempre dão algum rendimento à família. Depois da saída no mês passado da mulher e das duas filhas para Portugal, a gestão do espaço ficou entregue ao pai de Osmar, que em Portugal é funcionário de uma bomba de gasolina em Azambuja.
Quanto ao investimento feito na quinta, o emigrante diz “que no Brasil o investimento numa quinta com vacas e exploração de leite o rendimento é bom, porque é liquidez imediata. Entregou, recebeu e por isso não tem investimento”. Melhor ainda porque Osmar já trocou essa quinta por outra maior, aumentando assim o pecúlio da família e assegurando o seu futuro “ e criamos um património razoável para quem quer trabalhar”.
Já no nosso país, conta que não foi difícil adaptar-se aos nossos costumes. A língua era igual “e o relacionamento com o pessoal português foi bacana, e é divertido e apoia os brasileiros, porque falamos a mesma língua”. Um dado importante na integração deste emigrante em Portugal, que revela não estar arrependido de ter emigrado.
Como prova disso, Osmar consegui juntar a si a família que estava no Brasil e que só visitava uma vez por ano. Mas nem sempre foi assim “estive três anos em ir ao Brasil, só depois é que lá fui uma vez por ano” disse.
Segundo o emigrante, as saudades da família, foram os obstáculos mais difíceis de contornar. Já no que toca à gastronomia, salienta que o primeiro impacto foi difícil, “é muito frango e bife com batata frita” acrescentando que para matar as saudades da comida brasileira “eu fazia alguns pratos em casa, com aquilo que encontrava no supermercado”
Em Portugal, o emigrante tentou arranjar soluções para o conforto da mulher Ariene, esteticista no Brasil, e para as duas filhas do casal, Ana Luísa e Ana Laura com oito e 10 anos, que em breve começarão a ter aulas na escola básica de Azambuja. Numa primeira fase, a família está alojada num apartamento alugado, mas posteriormente, Osmar quer comprar uma casa para a família.
Para já Osmar Ariene, Ana Luísa e Ana Laura, estão instalados em Azambuja, e não têm planos urgentes para voltar ao Brasil, contudo essa é uma porta que não está fechada.

Balanço positivo na integração de emigrantes

Luis de Sousa vereador da Câmara Municipal de Azambuja considera que o processo de integração de emigrantes no município tem sido positivo.
Numa entrevista ao Vida Ribatejana, o responsável sublinhou o empenho da autarquia em conjunto com o ACIME (Alto Comissariado para a Imigração e Minorias Étnicas), para uma integração mais efectiva dos forasteiros.
Segundo Luis de Sousa, o gabinete de apoio ao emigrante criado em Novembro de 2004 tem correspondido as expectativas criadas pelos emigrantes.
O ano passado foi de algum trabalho para o gabinete. Segundo os dados da autarquia, em 2006 foram atendidos 104 emigrantes, mas este é um numero que não satisfaz plenamente o vereador que vinca a sua convicção afirmando que “existem muitos mais emigrantes no nosso concelho ainda clandestinos e ilegais, e que por isso têm algum receio em vir dar a cara a este gabinete, e têm também medo que a Câmara os vá denunciar, o que não é verdade” diz Luís de Sousa, vincando que “se não fosse esse receio, muitos mais viriam ao gabinete” isto apesar da divulgação que a Câmara tem vindo a fazer, quer durante a Feira de Maio, ou de um programa de rádio que esteve no ar na Radio Ribatejo durante o verão do ano passado.
Segundo o vereador, esse programa pago pela autarquia, tinha como objectivo divulgar as iniciativas do ACIME, todavia a dispersão dos elementos levou a que o programa fosse cancelado. Por outro lado, Luis de Sousa destaca que foi criada também uma Associação de Imigrantes, que era a essa associação que cabia a realização do programa. O vereador vinca ainda que a associação ainda existe, mas que não funciona com subsídios da Câmara, uma vez que a autarquia apenas financiou a elaboração dos estatutos e da escritura.
No município de Azambuja, e de acordo com um estudo feito pela Câmara, predominam as mulheres imigrantes. Ao todo existem mais de 60 por cento de mulheres, contra 40 por cento de emigrantes homens.
No que toca ás nacionalidades, são os brasileiros que dominam com 71% do total de emigrantes no concelho de Azambuja. Seguem-se os ucranianos com 10 % e angolanos com sete por cento.
De resto no panorama concelhio há ainda registos de emigrantes angolanos, moldavos, chineses e marroquinos entre outros.
Na distribuição por freguesias, 86 por cento dos emigrantes estão fixados à sede de concelho, Azambuja. Quarenta por cento estão em Aveiras de Cima e seis em vale do paraíso.
A maioria dos emigrantes são casados, mas há também muitos solteiros e a viver em união de facto. O mesmo estudo da autarquia, salienta que 70% dos emigrantes vivem em casas alugadas, apenas 20 por cento têm casa própria, os restantes estão a morar em habitações cedidas por familiares ou conterrâneos.
Quanto ao emprego: 79 por cento estão empregados, apenas 25 por cento ainda procuram uma ocupação.

Tuesday, March 20, 2007

Junta de Azmbuja reivindica meios financeiros


Um armazém para servir de garagem aos carros da junta de freguesia e de refeitório aos trabalhadores, é um dos grandes projectos que em breve será uma realidade. Numa visita realizada pelos executivos da câmara e da junta de Azambuja, António Amaral, considera que tem uma boa relação com a câmara, mas as verbas que são descentralizadas ficam aquém das necessidades

António Amaral, presidente da Junta de Freguesia de Azambuja, diz-se satisfeito com o rumo que a freguesia está a levar. O autarca eleito nas listas do PS, disse ao Vida Ribatejana que existe um bom entendimento com o executivo municipal, e sublinhou que nos últimos anos tem sido notória, uma evolução ao nível urbanístico e paisagístico. O autarca que reclamava há perto de quatro anos um jardim público, viu no ano passado, essa pretensão satisfeita com a inauguração do jardim urbano, que nasceu das cinzas das antigas oficinas municipais.
Ao Vida Ribatejana, o presidente da junta salientou que o aumento de espaços verdes na freguesia têm contribuído para um acréscimo de trabalho para a junta.
À junta de freguesia cabe a manutenção dos espaços verdes, competência que foi descentralizada pela câmara municipal, António Amaral lamenta contudo que as verbas referidas no protocolo com a câmara não acompanhem a tendência de crescimento dos espaços verdes da freguesia, já que as verbas não foram ainda renegociadas. O autarca salienta que houve cortes nas verbas para as juntas de freguesia, e isso tem-se reflectido também na gestão daquele órgão autárquico. Por outro lado, o presidente da junta salienta que a sua autarquia tem também a responsabilidade da higiene e limpeza. Amaral vinca que o gasóleo tem aumentado, e que é quase inevitável que se proceda a uma renegociação, até porque “temos encargos sociais com o pessoal o que já de si é muito pesado” por outro lado Amaral, salienta que a junta já tem uma dimensão significativa, quer no número de trabalhadores, que já chega quase ás duas dezenas, quer ao nível do equipamento.
O presidente lembra ainda que a junta leva ainda a cabo alguns trabalhos que não são da sua compenetrai com são os casos da limpeza “das linhas de água, dos ribeiros, alargamento de pontões” entre outros.
Quanto ao novo enquadramento paisagístico da vila, o presidente da junta considera que as novas rotundas e os novos espaços ajardinados, contribuem para um melhor cartão de visita da freguesia, mas lembra que ao nível de segurança, as novas rotundas das entradas da vila, vieram a acrescer outro índice de segurança, quer para quem circula na estrada nacional 3, ou na vila de Azambuja.
Do trabalho do dia-a-dia, da junta de freguesia, António Amaral, destaca alguns projectos que gostaria de levar a cabo, mas também, algumas reivindicações à câmara. São os casos de algumas obras, que Amaral considera importantes e que terão ficado na agenda de Joaquim Ramos. Em causa está a recuperação de um espaço no parque Infantil no Largo do Espirito Santo, ou o alcatroamento de algumas estradas nos Casais de Baixo e dos Britos em Azambuja.
Por outro lado, Amaral já tem em projecto uma fonte para os Casais de Baixo, e num futuro próximo gostaria de recuperar a fonte de Santo António, conhecida pela sua qualidade da água de antigamente, e muito procurada na Feira de Maio, pois é lá que se realiza a celebre noite de fados.
O presidente da junta, destaca ainda a construção de um armazém no bairro da Ónia junto à GNR em Azambuja. A ideia inicial do espaço já tem alguns anos, mas o projecto só agora ficou pronto, e enquanto as obras não arrancaram, a junta de freguesia já nivelou o terreno e construiu muros de suporte, que serão as infra-estruturas básicas daquilo que servirá no futuro de garagem aos carros da junta, de refeitório para os trabalhadores e de armazém geral.

Encerramento da Opel faz cair produção


O encerramento da Opel em Azambuja em Dezembro do ano passado, está na origem da diminuição da produção automóvel em 11 por cento. O encerramento desta unidade está também associado ao aumento do desemprego, fazendo com que Azambuja supere a média nacional.

O encerramento da Opel em Azambuja terá contribuído para a queda da produção automóvel, em Janeiro e Fevereiro deste ano. Os dados são avançados pela Associação dos Industriais Automóveis, que salienta a queda em 11% nos dois primeiros meses do ano, face ao período homologo do ano anterior, sendo que a este caso junta-se o encerramento da fábrica da General Motors.
A mesma associação diz em comunicado que “foram produzidos até final de Fevereiro 30.036 novos veículos, menos 11% do que no período homólogo”.
Uma das justificações dessa queda, está relacionada com a baixa de produção de comerciais ligeiros “que baixou 56,8%” mas também a de pesados que “caiu 16,2%” contudo a produção de veículos ligeiros de passageiros aumentou 22,8%.
A associação não tem dúvidas em associar estes números o encerramento da fábrica a 18 de Dezembro de 2006.
A A.I.A. salienta ainda em comunicado que “do conjunto de veículos produzidos nesse período, 97,4% destinaram-se ao mercado externo e apenas 2,6% foram comercializados no território nacional”.
Contudo o encerramento da Opel está também associado ao desemprego. Os números adiantados no início do mês passado colocaram de resto o concelho de Azambuja, no top dos municípios com a taxa mais alta de desemprego no distrito de Lisboa.
Os dados que foram revelados na edição de 21 de Fevereiro do Vida Ribatejana, revelaram que Azambuja está acima da média nacional, sendo que o Municipio tem onze por cento de desempregados, contar os oito por cento nacionais.
Segundo os números da responsabilidade do Instituto do Emprego e da Formação Profissional (IEFP) no fim do ano passado, o concelho Azambuja registava 1104 desempregados inscritos, mais 176 que no final de Novembro e mais 88 do que no final de 2005.
Também Joaquim Ramos, presidente da Câmara Municipal de Azambuja admitiu que o encerramento da Opel veio a agravar a situação, mas na altura lembrou que a autarquia pouco pode fazer nesta matéria, e frisa que a Opel era “ a maior unidade empregadora da região” e o seu encerramento veio a colocar na rua 400 empregados, o que fez com que “ a taxa de desemprego subisse fulgurantemente”, argumentando que se este fenómenos se verificasse em Lisboa ou Loures “quatrocentos desempregados a mais ou a menos, não teria reflexo na taxa de desemprego”.

Saturday, March 17, 2007

“Nem uma enguia, quanto mais sável”


Mais uma vez os pescadores do concelho de Vila Franca de Xira dizem que o sável escasseia nas águas do Tejo. A opinião é unânime, as chuvas deste ano trouxeram mais expectativas, mas foram em vão. Há famílias que nem uma enguia, pescaram nos últimos meses

Os pescadores do Tejo de Vila Franca de Xira estão preocupados com a falta de peixe no rio. No mês dedicado ao sável, os pescadores queixam-se da falta deste peixe que é tão apreciado nos pratos da região.
Segundo António Cardoso, este ano “ainda não vi peixe nenhum” e embora as chuvas tivessem sido mais férteis este ano “a gente aqui ainda não pescou nada”. Sabem no entanto que mais a norte do Tejo, na zona de Salvaterra de magos, os pescadores têm outra sorte. O peixe por lá também não é muito, mas “o meu cunhado já apanhou uns dois ou três” quantia muito satisfatória para os tempos que correm diz António que revive com nostalgia os tempos de antigamente, “em que tínhamos de enterrar sável na areis, pois havia tantos que não os conseguíamos vender todos”.
A falta de sável é uma realidade há vários anos, mas António Cardoso salienta que nos últimos anos todas as espécies têm escasseado “muito por culpa do tempo, das chuvas e também das descargas para o Tejo” refere
Carlos Silva é da mesma opinião, todavia analisa por outro prisma a falta de sável. O ex-pescador atribui à mão humana as dificuldades de sobrevivência de qualquer peixe nas águas do Tejo. Em parte por causa das “descargas das fábricas, mas também por causa da cura do arroz na lezíria”, sendo esta na sua opinião uma das causas mais prováveis para a morte dos peixes. O Ex-pescador que deixou a faina por motivos económicos, diz que nos dias que correm “torna-se difícil aos pescadores viverem só da pesca” e vinca a necessidade de haver mais apoios do estado, para que a arte não morra.
Por outro lado, a actuação das autoridades, deixa muito a desejar. Carlos salienta que esta não fiscaliza como deve ser, e que devia centrar mais a sua fiscalização das curas aéreas do arroz “já que as águas da lezíria são drenadas para valas com ligação ao Tejo”. Na opinião de Carlos, a situação está mais relacionada com a “incúria” das pessoas, do que com fenómenos naturais, mas “quando tudo se junta…dá azar e o peixe ou morre ou não desce o Tejo”.
Júlio Lopes, reformado, passa as tardes quando está bom tempo, no jardim Constatino Palha em Vila Franca de Xira, é de lá que observa quando pode os barcos no Tejo, as curas do arroz e as angustias dos pescadores. Júlio disse ao Vida Ribatejana que ainda se lembra de fazer quilómetros com a família, quando morava em Benfica do Ribatejo, para vir a Vila Franca de Xira para comer um bom sável “E lembro-me ainda que, embora o sável nunca fosse um prato barato, era sempre o preferido nesta altura do ano”. Agora e com m ais tempo para a conversa, junta-se muitas vezes com os pescadores de Vila Franca de Xira no jardim a ou a jogar ás cartas, ou na conversa “ e é o que todos me dizem, o sável quase não existe, e para haver sável nas mesas dos restaurantes, temos de importa-los de Espanha, por exemplo”: Manuel Faria pescador reformado e um dos elementos da roda de amigos que entretanto se juntou para falar com o Vida Ribatejana diz: “sei que o sável já foi o ouro destas paragens” o pescador que só está em Vila Franca há meia dúzia de anos, refere que das vezes que em 15 anos foi à pesca do sável, só nos primeiros dez é que teve sorte “não era muito, mas já dava para as despesas. Agora não quase que temos de andar a pagar para trabalhar”.
Maria Júlia, descendente de uma família de pescadores avieiros de Vila Franca de Xira, também refere que havia outra expectativa para este ano “houve mais chuva e o tempo ajudou” mas mesmo assim “o meu homem foi ao Tejo e não pescou uma enguia quanto mais sável. Por isso senhor, não sei de onde vem o sável que este ano vai estar nos restaurantes” disse.
Enquanto isso, Júlia refere que a vida de pescador já não dá “muitos mudam de profissão, sendo as obras o sitio mais escolhido, porque muitos não têm habilitações”, por outro lado, salienta que as despesas são muitas “são as licenças, o gasóleo que está sempre a aumentar, e a gente que vai ao rio e não trás nada!”.

População exige centro de saúde aberto mais horas


No próximo dia 21 a população da freguesia do Carregado promete não arredar o pé da rua em frente à extensão do centro de saúde. Em causa estão as reivindicações por melhores condições de tratamento, numa freguesia que tem perto de 3500 utentes sem medico de família

A comissão de utentes da extensão de saúde do Carregado, vai promover no próximo dia 21, uma vigília nocturna e um abaixo-assinado junto ao edifício, para reivindicar mais condições de segurança e mais clínicos.
A decisão saiu de uma reunião com a população do Carregado na passada sexta-feira na junta de freguesia e dá conta da “insatisfação da população” segundo o vereador com o pelouro da saúde. José Manuel Catarino
A reivindicação já não é nova, e depois de uma carta, entretanto sem resposta, a pedir à ARS algumas alterações ao funcionamento daquela unidade, os utentes resolveram agir.
Recentemente numa sessão de Câmara extraordinária pela autarquia, alguns dos utentes queixaram-se da falta de condições daquela unidade. Mas sobretudo da falta de médicos e do horário de atendimento ao publico.
Na carta enviada à ARS, pedem a abertura das portas mais cedo, uma vez que são frequentes as filas de espera, a altas horas da madrugada, sobretudo de idosos, que têm de permanecer ao frio até que o segurança abra as portas ás oito da manhã.
O vereador lembra que o local só tem segurança durante o período de funcionamento, e reclama o alargamento da segurança e do funcionamento do centro 24 horas por dia.
Por outro lado, os utentes exigem mais clínicos, já que na freguesia existem perto de 3500 pessoas sem médico de família.
Para além disso, lembra que aquela é uma freguesia em crescimento, faz com que o vereador reivindique o alargamento do horário.
Outra das revindicações, passava pela utilização do hall do edifício, para que os utentes não tivessem de esperar na rua. Neste caso também não houve resposta, mas se por um lado Álvaro Pedro admitiu que a autarquia poderia eventualmente destacar um funcionário para assegurar a segurança do edifício, José Manuel Catarino é mais reservado, limitando-se a dizer que “essa é uma competência do poder central, e a câmara não se pode substituir ao estado”
José Manuel Catarino, responsável pelo pelouro da saúde da Câmara Municipal de Alenquer, considera entretanto que esta situação já está a prejudicar a vida aos utentes. Em declarações ao Vida Ribatejana, o vereador sustenta que as populações estão no seu direito de exigir melhores condições de saúde, e avança que a autarquia está determinada em permanecer ao lado dos utentes.
O vereador sublinha que a carta, onde eram feitos alguns pedidos à ARS de Lisboa, terá seguido logo após a reunião de Câmara extraordinária, e que até ao momento a Administração Regional de Saúde ainda não respondeu.


MAR

Azambuja e Alenquer festejam juventude



Azambuja e Alenquer são apenas dois dos exemplos dos concelhos que dedicam uma semana à juventude.
Ambos os municípios desdobram-se em actividades que vão desde a música, ao teatro, passando no caso de Alenquer por um original concurso de escrita criativa

Está aí mais uma semana dedicada à juventude nos concelhos de Azambuja e Alenquer.
Em Azambuja o evento prolonga-as de 19 a 31 de Março, e como habitualmente tem um cartaz recheado de actividades para os jovens.
Desde as actividades mais radicais ás culturais, há de quase tudo numa semana em que a Câmara Municipal de Azambuja aposta uma vez por ano.
Há também teatro, desporto, exposições, workshop’s e música.
Marco Leal vereador da cultura da autarquia, nega contudo que as actividades dedicadas à juventude se resumam apenas numa semana, adiantado que ao longo de todo o ano a Câmara tem apostado no dialogo com as associações de jovens do concelho, e que há outras actividades em curso.
As actividades vão percorrer as escolas do Municipio. Aliás a semana começa mesmo com o teatro que nos dias 19, 20, 21 e 22 com a peça “ Maria” do Teatro Nacional Dona Maria.
A 23 de Março as actividades desportivas centram-se na Escola EB1 de Aveiras de Cima do dia seguinte o Jardim Urbano de Azambuja é palco de 3 iniciativas diferenciadas. A começar com uma exposição de Carla Tavares, uma jovem artista plástica do concelho, seguindo-se uma actuação de Bruno Sky Fly , coreografo do espectáculo “Festa de Finalistas” no Coliseu dos Recreios da série “Morangos com Açúcar” e meia hora mais tarde num workshop de Streetdance aberto ao público.
Para o dia 31 de Março, está marcado um Peddy Paper Fotográfico com o ponto de encontro marcado para a Biblioteca Municipal. Para o finalizar em beleza este evento. A autarquia vai apostar na actuação de 3 bandas no Páteo Valverde. São elas a Acikuta, Squeeze Theeze Pleeze e Vicious Five, tendo o bilhete o custo de dois euros e que será colocado à venda no Páteo do Valverde.
Marco Leal, salienta porém o bom envolvimento das associações de jovens do município nesta iniciativa. O vereador destaca também a importância destes grupos, dos quais tem sido um dos principais impulsionadores. Foi aliás no mandato anterior, que o vereador decidiu apoiar a criação destas associações, tendo em vista um melhor envolvimento no desenvolvimento das políticas de juventude do concelho de Azambuja, as quais são discutidas ao longo de todo o ano.
As parcerias têm segundo o vereador “sido profícuas” e lamenta o facto das associações de jovens serem mais visíveis durante a semana a elas dedicada. Mas essa é uma situação que o vereador diz querer mudar. Independentemente do trabalho efectuado durante o ano nos bastidores, Marco Leal considera importante que as associações de jovens apareçam mais vezes fora desta área.
Houve contudo algumas situações que no passado “correram menos bem” e que agora e segundo o vereador “temos de mudar”.
Marco Leal, sublinha que houve um programa que era “o centro de juventude de Azambuja que numa determinada localização deu algum uso profícuo na passagem de jovens por lá, porque ao lado estava o espaço Internet” e lamenta que “desde que o centro Internet passou para o Páteo do Valverde aquilo desmobilizou-se o principio” e acrescenta que no seu entender “era difícil que o jovem vá ao encontro do centro de juventude, se não houvesse lá qualquer coisa para os motivar a ir lá”.
Houve no entanto outras questões que não correram bem no que toca à politica de juventude da autarquia. O Vereador referiu também que a emissão do cartão jovem, não correu bem, porque “apercebemo-nos que não poderíamos ter um cartão jovem municipal, pois que o poderia emitir era o ministério da juventude” e por estes motivos todos “temos de reajustar essas novas realidades” disse, o vereador, acreditando no sucesso da semana da juventude em Azambuja.

Alenquer também festeja a juventude de 18 a 24 de Março

Também no concelho de Alenquer, há uma semana dedicada á juventude, mas esta vai decorrer de dia 18 ao dia 24 de Março.
O pelouro da responsabilidade de José Manuel Catarino, preparou também uma série de iniciativas dedicadas aos jovens de todo o concelho de Alenquer.
O dia 18, Domingo, será dedicado à mobilidade, e a uma série de iniciativas com programa próprio.
As colectividades de Alenquer vão dar uma mão e o Sporting Clube de Alenquer promoverá um concurso de Grafitis e uma demonstração de hip-hop.
Na segunda 19, destaque para a Inauguração do Laboratório de Internet
Numa organização do Centro de Convívio de Albarróis.
Na Terça-feira o Sporting Clube de Alenquer promoverá um Workshop de defesa pessoal e na escola da Merceana decorrerá um debate sobre segurança rodoviária.
Na quarta-feira, a JCP de Alenquer promove um filme sobre Fidél Castro, e na quinta-feira repete-se o Workshop de defesa pessoal, na Merceana, bem como uma sessão de esclarecimento na freguesia da ventosa sobre condução defensiva.
Na sexta-feira, h+a musica no fórum Romeira, com as bandas Sci-fi, Benshee, e ainda a projecção de um filme sobre ambiente na Abrigada, e um debate na escola Damião de Goês sobre a mesma temática.
O sábado é dedicado ás mais variadas demonstrações culturais, que vão desde a dança, à ginástica e fotografia, passando por um original concurso de escrita criativa. A semana vai acabar em beleza, com a actuação da banda “Fonzie” no fórum Romeira em Alenquer.

Bombeiros do concelho Azambuja participam em simulacro


Perto de 6300 bombeiros participaram no passado sábado num exercício nacional promovido pelo Serviço Nacional Bombeiros e Protecção Civil em todo o país. O concelho de Azambuja não fugiu à regra e concentrou meios em Alcoentre num simulacro que juntou 106 bombeiros, 36 viaturas de dez municípios da área oeste

Um acidente entre um veículo de transporte de mercadorias e outro de matérias perigosas, foi o mote escolhido pelos bombeiros da zona operacional do oeste para um simulacro no passado sábado à noite.
O acidente simulado ocorreu na zona das Quebradas, freguesia de Alcoentre, contou com a presença de 36 viaturas de combate a incêndios, ambulâncias, e 106 bombeiros oriundos de 10 corporações.
No cenário ensaiado pelos soldados da paz, um acidente entre os veículos fez derramar combustível, o que levou a um incêndio de grandes proporções, que depressa se alastrou ás matas envolventes.
Passava pouco das dez da noite quando o alarme era dado nos bombeiros de Alcoentre. Para o local fizeram deslocar duas viaturas de combate a incêndio e uma ambulância. Chegados ao local, os bombeiros começaram por delimitar um perímetro de segurança, e através do lançamento de espuma, tentaram conter o derrame de gasolina. O cenário era quase uma realidade, não faltaram feridos, nem tão pouco os mirones que se iam aproximando do local, para ver o que se passava. Afinal, este foi um simulacro sem aviso prévio, que apanhou de surpresa inclusive alguns moradores da zona. E como nestas coisas também há jornalistas a tentar cobrir o incêndio, os bombeiros de Alcoentre fizeram questão de nos afastar, por motivos de segurança “é que embora isto seja a brincar… estamos a ser avaliados” dizia um bombeiro ao Vida Ribatejana.
Pouco tempo depois era dado o alarme geral. Começavam então a chegar carros de vários lados. Primeiro da Castanheira, depois de Azambuja, Alenquer, Lourinhã e Arruda dos Vinhos entre outras localidades, para combater o incêndio que então começou a dizimar perto de 25 hectares de floresta.
Pedro Cardoso, comandante dos Bombeiros de Azambuja, fez ao Vida Ribatejana um balanço positivo. O operacional que garantiu que os seus bombeiros partiram para este exercício sem saber que se tratava de um simulacro, salienta que “o facto de fazer este tipo de simulacros é sempre bom. Dá para ver o grau de operacionalidade dos bombeiros, e dá para corrigir eventuais erros” disse.
Estes exercícios repetiram-se um pouco por todo o país. Em todos os 18 distritos de Portugal continental e ilhas, participaram cerca de 6. 302 Bombeiros.
De acordo com o site do Serviço Nacional de Bombeiros e Protecção Civil, este foi exercício de âmbito nacional e com o nome de código PROCIV 2007 “ foi o primeiro do género realizado em Portugal, envolvendo também no terreno um total de 1. 528 Veículos”.
O exercício que contou com a colaboração das autoridades policiais, tem de resto um primeiro balanço positivo, mas para a semana “realizar-se-á o debriefing com as equipas de avaliação que estiveram no terreno com vista a fazer-se a avaliação final”.

Saturday, March 10, 2007

Educação: Indisciplina vista à lupa


Perto de uma centena de professores, auxiliares e encarregados de educação, discutiram na passada quarta-feira a indisciplina na escola.
O concelho de Azambuja não é dos mais problemáticos, registando apenas um ou dois casos isolados, de acordo com os técnicos

A educação em casa e o ambiente familiar pode bem ser um dos factores que levam à indisciplina dos alunos nas escolas. Esta foi uma conclusão transversal a todos os oradores de um seminário que decorreu na última quarta-feira em Azambuja onde a indisciplina na escola foi analisada.
Perante uma plateia de mais de uma centena de professores, auxiliares de educação e pais, os oradores não excluíram também o “divórcio dos pais da educação dos filhos” como um dos factores em ter em conta “deixando-os na escola e os professores que os eduquem “disse Ana Rosa Marques em representação da Escola Secundária de Azambuja
Os vários representantes das escolas e agrupamentos do concelho de Azambuja, considerarem no entanto que os dois ou três casos isolados de alguns distúrbios nas aulas, não chegam para classificar o município entre os mais problemáticos do país.
Nas escolas do concelho de Azambuja são mais frequentes a desatenção ás aulas, e comportamentos mais agressivos entre colegas, todavia a violência só esteve presente num ou em dois casos.
Fátima Almeida, do agrupamento de escolas Vale Aveiras, considerou por seu lado que a indisciplina não pode ser visto de forma superficial “dado que é um problema muito complexo, não só pela evolução que teve o conceito, mas também pela grande variedade de intervenientes” neste domínio, onde se destacam os factores, família, colegas e inclusive a comunicação social, que é uma ameaça dado que “os alunos vêem coisas na televisão que depois transportam para a sala de aula ou para a escola” o que leva a que condicione o ambiente escolar.
Ana Rosa Ribeiro. Docente na escola EBI de Azambuja, aproveitou o momento para apresentar um estudo sobre as características dos alunos da escola, apontando problemas identificados pelos alunos. A docente explicou pormenorizadamente as bases que a levaram a elaborar o documento e apresentou algumas sugestões.
Entre as sugestões, a docente lembra a importância da organização de espaços de reflexão conjunta, motivar o conselho executivo e os professores para organizar grupos restritos de discussão, e alargar o estudo da violência em contexto escolar “visto que os actos de violência ocorrem cada vez mais com alunos mais novos”.
Neste caso Victor Martinho, representante do centro social e paroquial de Azambuja, considera importante os educadores estarem atentos aos comportamentos doa mais novos. Segundo o técnico, nas idades de pré-escolar ainda é difícil perceber os traços de possível indisciplina, contudo vinca a necessidade dos responsáveis estarem atentos aos choros, birras e amuos ou isolamentos, que não nestas idades, alguns indícios de por exemplo stress por parte das crianças.

Azambuja: Dia Internacional da Protecção Civil movimenta crianças


Azambuja assinalou na passada sexta-feira o dia internacional da protecção civil. O evento ficou marcado pela demonstração das várias actividades dos bombeiros voluntários de Azambuja, junto das crianças da escola EBI de Azambuja.
Perante uma plateia de centenas de jovens, os voluntários demonstraram as suas formas de actuar nos vários cenários de operações. Enquanto num lado alguns alunos experimentavam os factos de combate a incêndio, noutro lado, alunos mais jovens ouviam atentamente os bombeiros, sobre as formas de agir num qualquer acidente de viação. Aliás estes jovens foram até ao fim, uns importantes espectadores e alunos atentos.
Pedro Cardoso responsável pela protecção civil municipal e comandante dos bombeiros de Azambuja, considera que estas iniciativas são importantes. Há nos voluntários cada vez mais a preocupação de chegar aos mais novos, e por consequência os mais velhos, como são os casos de outra gerações, os pais e os avós. É por isso que os voluntários de Azambuja têm levado a cabo uma série de iniciativas junto das crianças. Primeiro foram os alunos da Cresce do Centro Social e Paroquial, e agora a EBI de Azambuja, que se têm mostrado muito interessadas no trabalho dos bombeiros “pois as crianças, assimilam muito bem aquilo que lhes dizemos”.
O comandante admite que nos próximos anos, esta iniciativa, que no município de Azambuja só foi levada a cabo pelos bombeiros de Azambuja, possa ser alargada a outras escolas, dado que considera igualmente importante “sensibilizar as pessoas que a protecção civil não tem só a ver com os bombeiros, mas também cada um de nós” vincando a importância da cidadania.
No fim desta iniciativa, fica um balanço positivo, até porque segundo o operacional, “cada vez mais as crianças nos incentivam a continuar” e acrescenta que essa positividade vai ao encontro do que os bombeiros têm sentido, nomeadamente “a sensibilidade que temos recebido e do interesse que eles demonstraram. É gratificante ver que as crianças estão empenhadas e interessadas em ouvir a nossa mensagem” disse.



Sunday, March 04, 2007

Vila Franca abre centros de apoio a imigrantes


Vila Franca de Xira vai ter quatro centros de apoio ao imigrante. O anúncio foi feito pelo vereador da acção social Fernando Paulo ao programa conversa Franca da Ribatejo FM: O Vereador destaca que essa é uma necessidade urgente, sobretudo quando se vive uma realidade nova na maioria das localidades do país, com o fluxo de imigrantes a aumentar cada vez mais.

neste programa, o vereador disse ainda que a camara vai abriu na junta de freguesia de Forte da Casa um centro de apoio integrado ao cidadão. Trata-se de um projecto piloto levado a cabo pela Câmara Municipal de Vila Franca de Xira e segurança social e que pretende responder aos problemas dos mais necessitados, de uma forma mais célere.
Este é apenas o início, já que é intenção da autarquia e da segurança social, alargar o centro ás freguesia de Vialonga e Castanheira do Ribatejo, até ao fim do ano

Corte de Pinheiros motiva polémica


Perto de centena e meia de proprietários de Pinhal participaram na passada quinta-feira numa sessão de esclarecimento em Aveiras de Cima, sobre o nemátodo do pinheiro, que obriga ao abate de vários milhares de arvores para criar uma facha de contenção para que a praga não se estenda. Os ânimos estiveram várias vezes exaltados com os proprietários a acusarem o estado de má fé

Os proprietários de pinhal do concelho de Azambuja estão indignados com a direcção geral de recursos florestais(DGRF) . Em causa está o prazo dado para o abate das árvores, para conter o progresso do nemátodo do pinheiro.
Os técnicos salientam que o corte de uma facha de três quilómetros de diâmetro, numa extensão de 130 mil metros será, nesta altura a única solução.
Todavia, o grande problema dos proprietários, não passa pelo abate das arvores, mas pelo prazo dado para o fazer.
Segundo os técnicos presentes numa sessão de esclarecimento em Aveiras de Cima, foram fixados editais, onde a obrigação era “explicita” e sendo que nenhum dos proprietários da área abrangida procedeu ao corte, o ministério da agricultura decidiu avançar com um concurso público internacional, para adjudicar a alguma empresas esse trabalho. Porém os proprietários não se conformam, e nesta última sessão de esclarecimento, acusaram o governo “de má fé. Porque o edital para além de ter sido colocado na altura do natal, e só dar vinte dias para cortar os pinheiros, toda a gente sabe que a maioria destas pessoas que aqui estão não lêem os editais” disse um popular indignado, apontando o dedo aos técnicos, argumentando ao mesmo tempo que o estado deveria alargar os prazos para o abate.
Um dos técnicos explicou que o alargamento do prazo era impossível. O corte que tem como limite o dia 31 de Março, está condicionado por uma imposição da União Europeia, e por outro lado, não pode ser feito para além deste prazo, pois o mês de Abril, pode, devido ás condições climatéricas, proporcionar condições mais desfavoráveis no combate ao nemátodo.
Por outro lado este prazo, serve também para balizar os prazos de atribuição de subsídios a Portugal. Segundo os técnicos, caso os prazos sejam ultrapassados, Portugal arrisca-se a não receber qualquer quantia para fazer face ás ajudas no abate dos pinheiros.
Neste processo, houve mesmo quem sugerisse uma acção contra o estado, e que uma providencia cautelar seria um bom caminho, no entanto os técnicos salientaram a possibilidade de indemnizar os proprietários pelo corte das árvores.
Para já não há definida qualquer verba a pagar pelo abate dos pinheiros. Mas os técnicos garantem que o governo irá publicar nos próximos dias uma portaria que dará conta dos preços a pagar por cada árvore cortada.
Neste capitulo, os proprietários desconfiam do governo “se muitos de nós não temos as arvores declaradas, como é que o governo nos vai pagar?”. Os técnicos apenas garantiram que todos os pinheiros serão identificados, com fim ao pagamento das indemnizações.

Por outro lado, os proprietários estão impedidos por lei, de cortar os pinheiros, dado que o prazo para os cortar voluntariamente já acabou. E esta foi uma situação que fez aquecer os ânimos “não posso cortar? Isso é que vamos ver. No meu terreno não entra filho da puta nenhum. Aquilo é propriedade privada!” disse um proprietário já mais nervoso, explicando que o seu pinhal está na família há varias gerações e por isso o governo não pode decidir assim.
Há no entanto uma questão cujos proprietários gostariam de ver esclarecida. É que para serem indemnizados, a lei portuguesa terá de ser alterada e consonante com as directivas europeias. E embora os responsáveis pelo ministério tenham garantido que governo esta a trabalhar para que isso seja uma realidade, o que é certo é que os proprietários não confiam, e acusaram o estado de querer fazer negócio com a madeira das árvores cortadas “para onde é que vai a madeira dos pinheiros?” interrogou um participante. Os técnicos salientaram entretanto que em principio a madeira seria vendida para pagar ás empresas o trabalho do corte das árvores e o remanescente seria para pagar “um valor justo aos proprietários”, mas a resposta não foi de agrado para todos já que não conseguem perceber “então aquilo mal dá para nos, como é que vão dividir por dois. Isto é a gozar com as pessoas. Preço justo, uma porra, aquilo vai é para a casa de um gajo qualquer” disse João Lopes, um dos visados por esta medida.
Segundo os técnicos, foi elaborada uma zona de segurança chamada de “zona fitossanitaria” que englobará 19 municípios, numa área de perto de um milhão de hectares. No concelho de Azambuja, foram afectadas as freguesias de Aveiras de Cima, Manique do Intendente e Vila Nova de São Pedro. Também algumas zonas dos concelhos de Vila Franca de Xira, Alenquer e Santarém estarão nesta altura sob a mira dos técnicos do ministério da agricultura.

O Nemátodo do Pinheiro


O nemátodo ataca o sistema de circulação da árvore, enfraquecendo-a e tornando-a mais susceptível ao ataque de outras pragas.
O contágio ocorre através de um insecto vector (em Portugal o longicórnio do pinheiro – Monochamus galloprovincialis, que transporta os nemátodos nas traqueias). A dispersão da doença está limitada à altura, e capacidade de voo dos insectos (entre Abril e Outubro).
Ataca a generalidade das espécies de pinheiro e outras coníferas, à excepção do género Thuia. Algumas espécies de pinheiro, como o pinheiro-bravo, pinheiro-larício e pinheiro-silvestre são muito susceptíveis.
O adulto do insecto vector alimenta-se nos raminhos e rebentos de árvores adultas, arrastando consigo estados juvenis do nemátodo, que penetram por estas feridas. O nemátodo coloniza rapidamente os vasos do xilema, bloqueando o seu funcionamento, o que provoca a morte da árvore. Nas árvores mortas o nemátodo alimenta-se dos fungos que provocam o azulamento da madeira (do género Ceratocystis). As árvores debilitadas ou recentemente mortas atraem as fêmeas do insecto vector, que aí fazem a postura, podendo transmitir igualmente nemátodos. As larvas desenvolvem-se e transformam-se em adultos, os quais são colonizados por nemátodos antes destes abandonarem as árvores atacadas na, Primavera seguinte

Informação : CONFAGRI (Confederação Nacional de Cooperativas Agrícolas e do Crédito Agrícola de Portugal, CCRL)

Tuesday, February 27, 2007

Corta Mato Escolar em Azambuja


Cerca de 1200 jovens oriundos de mais de trinta escolas da Lezíria do Tejo, juntaram-se ontem (terça-feira) para participar num corta-mato escolar. A iniciativa contou com a organização conjunta entre a Coordenação Educativa da Lezíria do Tejo, Direcção Regional de Educação de Lisboa, Direcção Geral de Inovação e Desenvolvimento Curricular e decorreu durante toda a manhã.
Até aqui, esta era uma prova que tinha como local certo as instalações do Centro Nacional de Exposições em Santarém, mas desta vez e dado a envolvênçia da escola secundária de Azambuja e da autarquia, a organização decidiu arriscar a mudança.
Inês Barroso, responsável pela coordenação educativa da Lezíria do Tejo, disse ao Vida Ribatejana que esta iniciativa, tem como principal objectivo a prática desportiva, destacando que o corta-mato está inserido no Plano Nacional de Desporto Escolar e que outro dos objectivos passara pela realização de uma prova “com a participação dos melhores alunos, nesta corta-mato” vincando as “excelentes condições encontradas na Quinta da Marquesa, para a modalidade.
Esta é alias uma iniciativa que já deu a conhecer bons atletas e futuros campeões de atletismo, nas suas várias modalidade, Inês Barroso diz que “já tivemos alguns atletas que vão ter depois resultados nacionais”. Nesta prova em concreto, serão apurados entre iniciados e juvenis, os três melhores classificados “quer individuais, ou equipas que irão representar a nossa coordenação educativa em Santa Maria da Feira nos dias 10 e 11 de Março” no corta-mato nacional, vincando que das provas de desporto escolar realizadas no Ribatejo, já saíram campeões nacionais.
Para José Manuel Franco, presidente do concelho educativo da escola anfitriã, esta é uma das “etapas do percurso que temos feito todos os anos. A escola secundária de Azambuja gosta de participar e empenha-se e dá também o seu contributo ao nível da comunidade local, e neste caso regional”. José Manuel Franco salienta que mais importante do que ganhar, é participar, mas mesmo assim espera que os atletas que representam a escola de Azambuja, façam um bom resultado, embora os resultados noutras actividades, se façam sentir de uma forma mais vincada.

Monday, February 26, 2007

Azambuja concessiona rede de água


A assembleia municipal que viabilizou o concurso público para a concessão da rede de águas a privados foi quase uma prova de resistência física aos deputados, executivo municipal, público e jornalistas. O desfecho do processo era previsível, dado a maioria absoluta na assembleia municipal, mas os velhos argumentos de outras sessões voltaram a ser questionados pela oposição. A reunião que acabou quase ás três da manhã viabilizou a concessão, por maioria e com os previsíveis votos contra do PSD e CDU.

O executivo socialista da Câmara Municipal de Azambuja, já tem luz verde para o lançamento do concurso público internacional, para a concessão da distribuição a privados.
Na passada quinta-feira, a assembleia municipal de Azambuja votou por maioria as pretensões do executivo liderado por Joaquim Ramos, isto depois de várias tentativas para aprovar o documento.
Recorde-se que desde Junho, altura em que teve inicio este processo, o documento foi três vezes à assembleia municipal, mas por conter erro processuais, acabou por nunca ser colocado à votação.
Na reunião de quinta-feira, realizada no salão da Casa do Povo de Aveiras de Cima, o documento acabou por ser aprovado, mas contou com o voto contra do PSD e da CDU.
Neste encontro que durou até perto das três da manhã, Joaquim Ramos voltou a argumentar, que esta era a única saída possível, dado que os custos de uma intervenção da rede pública de água, seria quase incomportável para o Municipio.
Mais uma vez, Joaquim Ramos diferenciou a concessão da privatização, argumentando, que a qualquer momento, a rede pública poderá retornar à autarquia.
Por outro lado, o presidente da Câmara, quis também sossegar os trabalhadores, uma vez que garantiu que ao contrário do que afirmam os sindicados, não está em marcha nenhum plano de despedimento, “porque isso também não é possível na função pública”.
Para o autarca, existem soluções já colocadas aos trabalhadores, que passam pela integração na futura empresa, ou noutros serviços da autarquia.
Mas estas são medidas que não agradam à maioria dos trabalhadores, que temem perder direitos já adquiridos, e que argumentam com um possível aumento da água para os consumidores, para estarem contra esta medida.
Aliás, os trabalhadores do sector da água, levaram mesmo a efeito um abaixo-assinado, onde manifestaram as razões pelas quais estão contra o negócio. O documento com cerca de 500 assinaturas, ao qual o Vida Ribatejana não teve acesso, foi entregue em plena reunião, ao presidente da assembleia municipal, António Pratas Cardoso.
Da oposição voltaram-se a ouvir os mesmos argumentos de sempre. Da CDU, João Couchinho reiterou que a concessão iria fazer disparar o preço final da água, argumentando que em ”todas as câmaras do País em que os serviços foram privatizados ou concessionados, houve aumentos brutais no preço da água para a população" puxando pelo exemplo da Câmara de Almada, que manteve a rede de águas no Municipio. Todavia, Joaquim Ramos considerou que esse não era um bom exemplo já que as tarifas da água em Almada, são superior àquelas serão praticadas em Azambuja.
Luis Leandro do PSD, considerou que este era um mau negócio. O deputado municipal salientou que a concessão, sem ter ideia de quanto a Câmara gastava por mês, em jardins ou fontes era como que “negócio da venda a pataco da água " criticando o caderno de encargos, que obriga a empresa que ganhar a fazer um estudo de viabilidade económica.
A proposta acabou de resto por ser aprovada quase ás três da manhã, mas com os votos contra do PSD e da CDU.