Saturday, March 10, 2007

Educação: Indisciplina vista à lupa


Perto de uma centena de professores, auxiliares e encarregados de educação, discutiram na passada quarta-feira a indisciplina na escola.
O concelho de Azambuja não é dos mais problemáticos, registando apenas um ou dois casos isolados, de acordo com os técnicos

A educação em casa e o ambiente familiar pode bem ser um dos factores que levam à indisciplina dos alunos nas escolas. Esta foi uma conclusão transversal a todos os oradores de um seminário que decorreu na última quarta-feira em Azambuja onde a indisciplina na escola foi analisada.
Perante uma plateia de mais de uma centena de professores, auxiliares de educação e pais, os oradores não excluíram também o “divórcio dos pais da educação dos filhos” como um dos factores em ter em conta “deixando-os na escola e os professores que os eduquem “disse Ana Rosa Marques em representação da Escola Secundária de Azambuja
Os vários representantes das escolas e agrupamentos do concelho de Azambuja, considerarem no entanto que os dois ou três casos isolados de alguns distúrbios nas aulas, não chegam para classificar o município entre os mais problemáticos do país.
Nas escolas do concelho de Azambuja são mais frequentes a desatenção ás aulas, e comportamentos mais agressivos entre colegas, todavia a violência só esteve presente num ou em dois casos.
Fátima Almeida, do agrupamento de escolas Vale Aveiras, considerou por seu lado que a indisciplina não pode ser visto de forma superficial “dado que é um problema muito complexo, não só pela evolução que teve o conceito, mas também pela grande variedade de intervenientes” neste domínio, onde se destacam os factores, família, colegas e inclusive a comunicação social, que é uma ameaça dado que “os alunos vêem coisas na televisão que depois transportam para a sala de aula ou para a escola” o que leva a que condicione o ambiente escolar.
Ana Rosa Ribeiro. Docente na escola EBI de Azambuja, aproveitou o momento para apresentar um estudo sobre as características dos alunos da escola, apontando problemas identificados pelos alunos. A docente explicou pormenorizadamente as bases que a levaram a elaborar o documento e apresentou algumas sugestões.
Entre as sugestões, a docente lembra a importância da organização de espaços de reflexão conjunta, motivar o conselho executivo e os professores para organizar grupos restritos de discussão, e alargar o estudo da violência em contexto escolar “visto que os actos de violência ocorrem cada vez mais com alunos mais novos”.
Neste caso Victor Martinho, representante do centro social e paroquial de Azambuja, considera importante os educadores estarem atentos aos comportamentos doa mais novos. Segundo o técnico, nas idades de pré-escolar ainda é difícil perceber os traços de possível indisciplina, contudo vinca a necessidade dos responsáveis estarem atentos aos choros, birras e amuos ou isolamentos, que não nestas idades, alguns indícios de por exemplo stress por parte das crianças.

Azambuja: Dia Internacional da Protecção Civil movimenta crianças


Azambuja assinalou na passada sexta-feira o dia internacional da protecção civil. O evento ficou marcado pela demonstração das várias actividades dos bombeiros voluntários de Azambuja, junto das crianças da escola EBI de Azambuja.
Perante uma plateia de centenas de jovens, os voluntários demonstraram as suas formas de actuar nos vários cenários de operações. Enquanto num lado alguns alunos experimentavam os factos de combate a incêndio, noutro lado, alunos mais jovens ouviam atentamente os bombeiros, sobre as formas de agir num qualquer acidente de viação. Aliás estes jovens foram até ao fim, uns importantes espectadores e alunos atentos.
Pedro Cardoso responsável pela protecção civil municipal e comandante dos bombeiros de Azambuja, considera que estas iniciativas são importantes. Há nos voluntários cada vez mais a preocupação de chegar aos mais novos, e por consequência os mais velhos, como são os casos de outra gerações, os pais e os avós. É por isso que os voluntários de Azambuja têm levado a cabo uma série de iniciativas junto das crianças. Primeiro foram os alunos da Cresce do Centro Social e Paroquial, e agora a EBI de Azambuja, que se têm mostrado muito interessadas no trabalho dos bombeiros “pois as crianças, assimilam muito bem aquilo que lhes dizemos”.
O comandante admite que nos próximos anos, esta iniciativa, que no município de Azambuja só foi levada a cabo pelos bombeiros de Azambuja, possa ser alargada a outras escolas, dado que considera igualmente importante “sensibilizar as pessoas que a protecção civil não tem só a ver com os bombeiros, mas também cada um de nós” vincando a importância da cidadania.
No fim desta iniciativa, fica um balanço positivo, até porque segundo o operacional, “cada vez mais as crianças nos incentivam a continuar” e acrescenta que essa positividade vai ao encontro do que os bombeiros têm sentido, nomeadamente “a sensibilidade que temos recebido e do interesse que eles demonstraram. É gratificante ver que as crianças estão empenhadas e interessadas em ouvir a nossa mensagem” disse.



Sunday, March 04, 2007

Vila Franca abre centros de apoio a imigrantes


Vila Franca de Xira vai ter quatro centros de apoio ao imigrante. O anúncio foi feito pelo vereador da acção social Fernando Paulo ao programa conversa Franca da Ribatejo FM: O Vereador destaca que essa é uma necessidade urgente, sobretudo quando se vive uma realidade nova na maioria das localidades do país, com o fluxo de imigrantes a aumentar cada vez mais.

neste programa, o vereador disse ainda que a camara vai abriu na junta de freguesia de Forte da Casa um centro de apoio integrado ao cidadão. Trata-se de um projecto piloto levado a cabo pela Câmara Municipal de Vila Franca de Xira e segurança social e que pretende responder aos problemas dos mais necessitados, de uma forma mais célere.
Este é apenas o início, já que é intenção da autarquia e da segurança social, alargar o centro ás freguesia de Vialonga e Castanheira do Ribatejo, até ao fim do ano

Corte de Pinheiros motiva polémica


Perto de centena e meia de proprietários de Pinhal participaram na passada quinta-feira numa sessão de esclarecimento em Aveiras de Cima, sobre o nemátodo do pinheiro, que obriga ao abate de vários milhares de arvores para criar uma facha de contenção para que a praga não se estenda. Os ânimos estiveram várias vezes exaltados com os proprietários a acusarem o estado de má fé

Os proprietários de pinhal do concelho de Azambuja estão indignados com a direcção geral de recursos florestais(DGRF) . Em causa está o prazo dado para o abate das árvores, para conter o progresso do nemátodo do pinheiro.
Os técnicos salientam que o corte de uma facha de três quilómetros de diâmetro, numa extensão de 130 mil metros será, nesta altura a única solução.
Todavia, o grande problema dos proprietários, não passa pelo abate das arvores, mas pelo prazo dado para o fazer.
Segundo os técnicos presentes numa sessão de esclarecimento em Aveiras de Cima, foram fixados editais, onde a obrigação era “explicita” e sendo que nenhum dos proprietários da área abrangida procedeu ao corte, o ministério da agricultura decidiu avançar com um concurso público internacional, para adjudicar a alguma empresas esse trabalho. Porém os proprietários não se conformam, e nesta última sessão de esclarecimento, acusaram o governo “de má fé. Porque o edital para além de ter sido colocado na altura do natal, e só dar vinte dias para cortar os pinheiros, toda a gente sabe que a maioria destas pessoas que aqui estão não lêem os editais” disse um popular indignado, apontando o dedo aos técnicos, argumentando ao mesmo tempo que o estado deveria alargar os prazos para o abate.
Um dos técnicos explicou que o alargamento do prazo era impossível. O corte que tem como limite o dia 31 de Março, está condicionado por uma imposição da União Europeia, e por outro lado, não pode ser feito para além deste prazo, pois o mês de Abril, pode, devido ás condições climatéricas, proporcionar condições mais desfavoráveis no combate ao nemátodo.
Por outro lado este prazo, serve também para balizar os prazos de atribuição de subsídios a Portugal. Segundo os técnicos, caso os prazos sejam ultrapassados, Portugal arrisca-se a não receber qualquer quantia para fazer face ás ajudas no abate dos pinheiros.
Neste processo, houve mesmo quem sugerisse uma acção contra o estado, e que uma providencia cautelar seria um bom caminho, no entanto os técnicos salientaram a possibilidade de indemnizar os proprietários pelo corte das árvores.
Para já não há definida qualquer verba a pagar pelo abate dos pinheiros. Mas os técnicos garantem que o governo irá publicar nos próximos dias uma portaria que dará conta dos preços a pagar por cada árvore cortada.
Neste capitulo, os proprietários desconfiam do governo “se muitos de nós não temos as arvores declaradas, como é que o governo nos vai pagar?”. Os técnicos apenas garantiram que todos os pinheiros serão identificados, com fim ao pagamento das indemnizações.

Por outro lado, os proprietários estão impedidos por lei, de cortar os pinheiros, dado que o prazo para os cortar voluntariamente já acabou. E esta foi uma situação que fez aquecer os ânimos “não posso cortar? Isso é que vamos ver. No meu terreno não entra filho da puta nenhum. Aquilo é propriedade privada!” disse um proprietário já mais nervoso, explicando que o seu pinhal está na família há varias gerações e por isso o governo não pode decidir assim.
Há no entanto uma questão cujos proprietários gostariam de ver esclarecida. É que para serem indemnizados, a lei portuguesa terá de ser alterada e consonante com as directivas europeias. E embora os responsáveis pelo ministério tenham garantido que governo esta a trabalhar para que isso seja uma realidade, o que é certo é que os proprietários não confiam, e acusaram o estado de querer fazer negócio com a madeira das árvores cortadas “para onde é que vai a madeira dos pinheiros?” interrogou um participante. Os técnicos salientaram entretanto que em principio a madeira seria vendida para pagar ás empresas o trabalho do corte das árvores e o remanescente seria para pagar “um valor justo aos proprietários”, mas a resposta não foi de agrado para todos já que não conseguem perceber “então aquilo mal dá para nos, como é que vão dividir por dois. Isto é a gozar com as pessoas. Preço justo, uma porra, aquilo vai é para a casa de um gajo qualquer” disse João Lopes, um dos visados por esta medida.
Segundo os técnicos, foi elaborada uma zona de segurança chamada de “zona fitossanitaria” que englobará 19 municípios, numa área de perto de um milhão de hectares. No concelho de Azambuja, foram afectadas as freguesias de Aveiras de Cima, Manique do Intendente e Vila Nova de São Pedro. Também algumas zonas dos concelhos de Vila Franca de Xira, Alenquer e Santarém estarão nesta altura sob a mira dos técnicos do ministério da agricultura.

O Nemátodo do Pinheiro


O nemátodo ataca o sistema de circulação da árvore, enfraquecendo-a e tornando-a mais susceptível ao ataque de outras pragas.
O contágio ocorre através de um insecto vector (em Portugal o longicórnio do pinheiro – Monochamus galloprovincialis, que transporta os nemátodos nas traqueias). A dispersão da doença está limitada à altura, e capacidade de voo dos insectos (entre Abril e Outubro).
Ataca a generalidade das espécies de pinheiro e outras coníferas, à excepção do género Thuia. Algumas espécies de pinheiro, como o pinheiro-bravo, pinheiro-larício e pinheiro-silvestre são muito susceptíveis.
O adulto do insecto vector alimenta-se nos raminhos e rebentos de árvores adultas, arrastando consigo estados juvenis do nemátodo, que penetram por estas feridas. O nemátodo coloniza rapidamente os vasos do xilema, bloqueando o seu funcionamento, o que provoca a morte da árvore. Nas árvores mortas o nemátodo alimenta-se dos fungos que provocam o azulamento da madeira (do género Ceratocystis). As árvores debilitadas ou recentemente mortas atraem as fêmeas do insecto vector, que aí fazem a postura, podendo transmitir igualmente nemátodos. As larvas desenvolvem-se e transformam-se em adultos, os quais são colonizados por nemátodos antes destes abandonarem as árvores atacadas na, Primavera seguinte

Informação : CONFAGRI (Confederação Nacional de Cooperativas Agrícolas e do Crédito Agrícola de Portugal, CCRL)

Tuesday, February 27, 2007

Corta Mato Escolar em Azambuja


Cerca de 1200 jovens oriundos de mais de trinta escolas da Lezíria do Tejo, juntaram-se ontem (terça-feira) para participar num corta-mato escolar. A iniciativa contou com a organização conjunta entre a Coordenação Educativa da Lezíria do Tejo, Direcção Regional de Educação de Lisboa, Direcção Geral de Inovação e Desenvolvimento Curricular e decorreu durante toda a manhã.
Até aqui, esta era uma prova que tinha como local certo as instalações do Centro Nacional de Exposições em Santarém, mas desta vez e dado a envolvênçia da escola secundária de Azambuja e da autarquia, a organização decidiu arriscar a mudança.
Inês Barroso, responsável pela coordenação educativa da Lezíria do Tejo, disse ao Vida Ribatejana que esta iniciativa, tem como principal objectivo a prática desportiva, destacando que o corta-mato está inserido no Plano Nacional de Desporto Escolar e que outro dos objectivos passara pela realização de uma prova “com a participação dos melhores alunos, nesta corta-mato” vincando as “excelentes condições encontradas na Quinta da Marquesa, para a modalidade.
Esta é alias uma iniciativa que já deu a conhecer bons atletas e futuros campeões de atletismo, nas suas várias modalidade, Inês Barroso diz que “já tivemos alguns atletas que vão ter depois resultados nacionais”. Nesta prova em concreto, serão apurados entre iniciados e juvenis, os três melhores classificados “quer individuais, ou equipas que irão representar a nossa coordenação educativa em Santa Maria da Feira nos dias 10 e 11 de Março” no corta-mato nacional, vincando que das provas de desporto escolar realizadas no Ribatejo, já saíram campeões nacionais.
Para José Manuel Franco, presidente do concelho educativo da escola anfitriã, esta é uma das “etapas do percurso que temos feito todos os anos. A escola secundária de Azambuja gosta de participar e empenha-se e dá também o seu contributo ao nível da comunidade local, e neste caso regional”. José Manuel Franco salienta que mais importante do que ganhar, é participar, mas mesmo assim espera que os atletas que representam a escola de Azambuja, façam um bom resultado, embora os resultados noutras actividades, se façam sentir de uma forma mais vincada.

Monday, February 26, 2007

Azambuja concessiona rede de água


A assembleia municipal que viabilizou o concurso público para a concessão da rede de águas a privados foi quase uma prova de resistência física aos deputados, executivo municipal, público e jornalistas. O desfecho do processo era previsível, dado a maioria absoluta na assembleia municipal, mas os velhos argumentos de outras sessões voltaram a ser questionados pela oposição. A reunião que acabou quase ás três da manhã viabilizou a concessão, por maioria e com os previsíveis votos contra do PSD e CDU.

O executivo socialista da Câmara Municipal de Azambuja, já tem luz verde para o lançamento do concurso público internacional, para a concessão da distribuição a privados.
Na passada quinta-feira, a assembleia municipal de Azambuja votou por maioria as pretensões do executivo liderado por Joaquim Ramos, isto depois de várias tentativas para aprovar o documento.
Recorde-se que desde Junho, altura em que teve inicio este processo, o documento foi três vezes à assembleia municipal, mas por conter erro processuais, acabou por nunca ser colocado à votação.
Na reunião de quinta-feira, realizada no salão da Casa do Povo de Aveiras de Cima, o documento acabou por ser aprovado, mas contou com o voto contra do PSD e da CDU.
Neste encontro que durou até perto das três da manhã, Joaquim Ramos voltou a argumentar, que esta era a única saída possível, dado que os custos de uma intervenção da rede pública de água, seria quase incomportável para o Municipio.
Mais uma vez, Joaquim Ramos diferenciou a concessão da privatização, argumentando, que a qualquer momento, a rede pública poderá retornar à autarquia.
Por outro lado, o presidente da Câmara, quis também sossegar os trabalhadores, uma vez que garantiu que ao contrário do que afirmam os sindicados, não está em marcha nenhum plano de despedimento, “porque isso também não é possível na função pública”.
Para o autarca, existem soluções já colocadas aos trabalhadores, que passam pela integração na futura empresa, ou noutros serviços da autarquia.
Mas estas são medidas que não agradam à maioria dos trabalhadores, que temem perder direitos já adquiridos, e que argumentam com um possível aumento da água para os consumidores, para estarem contra esta medida.
Aliás, os trabalhadores do sector da água, levaram mesmo a efeito um abaixo-assinado, onde manifestaram as razões pelas quais estão contra o negócio. O documento com cerca de 500 assinaturas, ao qual o Vida Ribatejana não teve acesso, foi entregue em plena reunião, ao presidente da assembleia municipal, António Pratas Cardoso.
Da oposição voltaram-se a ouvir os mesmos argumentos de sempre. Da CDU, João Couchinho reiterou que a concessão iria fazer disparar o preço final da água, argumentando que em ”todas as câmaras do País em que os serviços foram privatizados ou concessionados, houve aumentos brutais no preço da água para a população" puxando pelo exemplo da Câmara de Almada, que manteve a rede de águas no Municipio. Todavia, Joaquim Ramos considerou que esse não era um bom exemplo já que as tarifas da água em Almada, são superior àquelas serão praticadas em Azambuja.
Luis Leandro do PSD, considerou que este era um mau negócio. O deputado municipal salientou que a concessão, sem ter ideia de quanto a Câmara gastava por mês, em jardins ou fontes era como que “negócio da venda a pataco da água " criticando o caderno de encargos, que obriga a empresa que ganhar a fazer um estudo de viabilidade económica.
A proposta acabou de resto por ser aprovada quase ás três da manhã, mas com os votos contra do PSD e da CDU.

Tuesday, February 20, 2007

Azambuja: Última fase do Polis custará 2,2 milhões de euros




A quinta fase do POLIS de Azambuja já arrancou. As obras que estão orçadas em 2,2 milhões de euros, irão mudar, desta vez, a face mais visível do miolo histórico da vila de Azambuja. Os trabalhos que serão desenvolvidos por etapas, terão como um dos pontos mais sensíveis, algumas ruas a poente da igreja matriz.

Já começaram as obras do último PILIS de Azambuja. A obra vai ser dividida em varias fases, e é segundo Joaquim Ramos, presidente da Câmara Municipal de Azambuja, a fase mais pesada financeiramente e mais difícil de elaborar, e que vai complicar o trânsito na vila.
O autarca explicou na última sexta-feira numa sessão dedicada à população, que as obras irão abranger a zona mais sensível da vila. Não só se aplicam ao núcleo histórico, como irão implicar alterações profundas no subsolo e à superfície, já que à medida que forem avançando, irão substituir as “velhinhas” condutas de água e saneamento existentes nestas zonas.
A obra que é a última deste POLIS, irá custar perto de 2,2 milhões de euros, e será, de acordo com o autarca, feita por etapas, já que a diversidade de sítios que irá abarcar, se fosse feita de uma vez só, traria situações complicadas ao nível do transito, uma vez que não há alternativas. Contudo, e enquanto se desenrolarem as obras na rua dos campinos, que actualmente faz o sentido norte-sul, o trânsito será escoado através de uma alternativa “a circular externa de Azambuja” que é uma estrada paralela à nacional 3, e que tem vindo a ser construída aos poucos.
Esta é, aliás, uma das poucas alternativas que existem para escoar o tráfego de Azambuja, contudo e depois da última fase concluída, o trânsito voltará à normalidade, na rua dos campinos.
Há no entanto alguns comerciantes que contestam algumas das soluções propostas pela autarquia. É o caso de João Lança, proprietário de um estabelecimento na Rua Alexandre Vieira, situada na zona do rossio, que irá sofrer alterações no sentido de trânsito. O comerciante queixa-se que o negocio poderá ter algumas quebras, e lembrou a edilidade, que a maioria das pessoas que passam por aquela rua, o fazem deliberadamente, mas o sentido for alterado como previsto, os clientes poderão passar ao lado, e por uma questão de comodidade, deixar de adquirir produtos naquela zona, onde funcionam entre outros, um caldeireiro, uma loja de informática e uma padaria.
Na resposta ao comerciante que diz acreditar no poder negocial da ACISMA, Joaquim Ramos lembrou que o documento esteve em discussão pública durante os últimos meses, e que essa era a altura certa para questionar a edilidade.
Contudo o autarca não fechou de imediato as portas ás possíveis revisões pontuais daquele documento.
Esta obra vai renovar inteiramente as zonas do Rossio, bairro da Ónia, Rua dos Campinos e Largo do Victor bem como as zonas circundantes do centro de saúde.
Joaquim Ramos, salienta que a primeira etapa já teve início, junto ao campo da feira, nomeadamente com a intervenção da ribeira do Valeverde, que tem sido a causa de algumas enchentes na zona da rotunda poente.
Aliás, esta é apenas a primeira etapa, já que as restantes irão seguir-se de forma a estarem completas no fim deste ano. Para tal, o edil salienta a coordenação entre os vários intervenientes, bem como reitera a sua confiança na empresa que ganhou o concurso em como esta irá terminar a tempo.
Por outro lado o edil destacou a importância desta obra, porque por exemplo o largo do Alto do Victor, será, entre outros, totalmente reordenado, quer em termos de trânsito, quer ao nível urbanístico. Este é aliás um dos largos mais emblemáticos da vila de Azambuja, que se situa no miolo histórico da vila, e que tem uma vista privilegiada para a igreja e para a lezíria ribatejana.
O espaço será alvo de uma requalificação total, terá a partir do fim do ano uma cara nova, com locais de lazer e estacionamento.
As obras do POLIS 5, de Azambuja irão ainda criar cerca de 400 lugares de estacionamento na vila. O edil assegura que o trânsito de pesados continuará condicionado.
Aliás o autarca referiu ainda que existem outros lugares de estacionamento, como são os casos dos parques construídos à época da Expo.98, e que são gratuitos. Estes parques irão mesmo integrar no futuro o mercado mensal da vila, que com as obras de requalificação do Campo da Feira, será transferido para o norte da vila.
Para sossegar os aficionados da Feira de Maio, Joaquim Ramos salientou entretanto que durante o mês de Maio, algumas obras irão parar. Outras como é o caso da requalificação do Campo da Feira, só terá inicio em Junho, precisamente para não colidir com o evento.

Azambuja está sem Reserva Ecológica Nacional


Está suspensa a REN (Reserva Ecológica Nacional) em Azambuja. O documento nunca foi publicado oficialmente, o que faz com que os poderes de autorização de construção passem para a CCDR (Comissão Coordenadora do Desenvolvimento Regional) e para a Câmara Municipal.

O concelho de Azambuja poderá vir a ter um aumento significativo de pedidos de construção nos próximos meses.
Em causa está o facto do município não ter publicada a carta da REN (Reserva Ecológica Nacional) e que devia ter sido agregada ao PDM (Plano Director Municipal) em 1995.
A carta, que nunca foi publicada oficialmente, originou que a autarquia, nunca licenciasse quaisquer projectos de construção, que ficariam inseridos naquela zona.
Depois de alguns contratempos, em que a autarquia se socorreu de varias entidades para tentar saber se poderia licenciar construções, a resposta chegou, e quase ao mesmo tempo, que um parece pedido a uma jurista da universidade de Coimbra.
Afinal no caso de Azambuja, aplicar-se-iam as normas transitórias, o que significa na prática, que a autarquia pode licenciar em quase todo o território concelhio, com as excepções de locais protegidos, como são os casos de dunas, ou arribas. Nestes casos apenas a CCDR, poderá licenciar qualquer construção.
No concelho de Azambuja existe apenas uma zona abrangida pelas competências da CCDR. Trata-se de um sapal em Manique do Intendente, mas que segundo a autarquia, não existem planos para qualquer construção naquele espaço.
Segundo Joaquim Ramos, presidente da Câmara Municipal de Azambuja que promoveu uma conferencia de imprensa para discutir este assunto, esta clarificação vem permitir que quem durante anos viu o seu projecto indeferido pela autarquia ao abrigo da lei que aplicava as medidas limitativas da Carta de Condicionantes da REN, já pode pedir para que o seu processo seja de novo apreciado. O edil diz que não há maneira de contactar as centenas de pessoas, que nos últimos anos enviaram processos à Câmara, contudo garantes que já estão na rua vários editais, espalhados pelas nove freguesias do concelho que explica a situação.
De acordo com Marques dos Santos, responsável pela divisão de urbanismo da Câmara Municipal de Azambuja, as freguesias mais afectadas foram as de alto concelho. Manique do Intendente, Aveiras de Cima e Vila Nova de São Pedro, estão para já no topo da lista das mais afectadas, embora existam outras onde a REN também limitou a construção.
Com esta situação, a construção em zona de REN poderia ser alvo de um crescimento desmesurado. Todavia Joaquim Ramos lembra que existem outros instrumentos de regulação, como é o caso do PDM, que limita a construção em algumas áreas e que ainda continua em vigor.
O autarca salienta entretanto, que esta situação poderá ser benéfica para o crescimento económico do concelho, já que existem pelo menos duas empresas, que se gostariam de instalar no município, mas tinham a sua implantação condicionada à REN. O edil que se escusou a divulgar o nome e a área de actividade das empresas, garantiu porém que estas poderão representar um acréscimo de postos de trabalho, agora que a Opel fechou.

Monday, February 19, 2007

Alenquer e Carregado com novas ETARS. Vila Nova de São Pedro passa para a Maçussa


A empresa Águas do Oeste vai construir duas novas estações de tratamento em Alenquer e Carregado. As actuais quase que não respeitam as actuais normas de funcionamento e por isso, a empresa prepara-se para abrir dois concursos públicos. Por outro lado, a empresa anunciou que já não vai construir a ETAR que estava prevista para Vila Nova de São Pedro no concelho de Azambuja.

As freguesias do Carregado e Alenquer vão ter uma nova ETAR (Estação de tratamento de Águas Residuais”. O anúncio foi feito por José Salgado Zenha, presidente da empresa à radio Ribatejo no passado sábado.
Segundo o responsável pela empresa, que tem a concessão do saneamento daquele município, as estações de Alenquer e Carregado, construídas ainda no âmbito municipal, já não servem qualitativamente o seu propósito.
Cabe por isso à Águas do Oeste, encontrar soluções para colmatar esse problema. Salgado Zenha, salienta que “o desenvolvimento do concelho e as questões da qualidade do tratamento que a legislação actual exige, são incompatíveis com a actual situação das ETARS”. Foi nesse sentido que a empresa já lançou um concurso público para a construção das estações de tratamento, aguardando agora as propostas dos concorrentes.
Luis Almeida, engenheiro responsável pela área de estudo e desenvolvimento da empresa, destacou por seu lado que a ETAR do Carregado, construída no inicio dos anos noventa, como de resto a maioria das estações de tratamento do país, todavia “o Carregado cresceu bastante nos últimos anos e por isso a estrutura que lá existe, já não tem capacidade suficiente para fazer todo o tratamento de todos os efluentes que lá chegam” onde se incluem os efluentes domésticos e das zonas comerciais e industriais “Como por exemplo o Campera, que fica muito próximo dessa infra-estrutura”.
Contudo o investimento da empresa não se irá esgotar no Carregado e Alenquer. Luis Almeida destacou que a empresa tem neste momento outras infra-estruturas em obras. Para além de ETARs, existem ainda em construção “os sistemas interceptores a montante das estações, como são os casos de porto da Luz, de Cadafais” entre outros.
Luis Almeida lembra entretanto que a ETAR do Carregado irá tratar esgotos de cerca de 20 habitantes, enquanto que a estação de Alenquer, tratará cerca de metade”.

Empresa pondera não construir ETAR em Vila Nova de São Pedro

No que toca ao concelho de Azambuja, a empresa Águas do Oeste está para já a ponderar a maximização da ETAR da Maçussa.
De acordo com o presidente da empresa, a utilização daquela ETAR poderá substituir a construção da estação de tratamento prevista para a zona dos Folgados em Vila Nova de São Pedro.
O responsável, salienta que tecnicamente esta é uma hipótese possível, tanto mais que a ETAR da Maçussa “está subaproveitada”. Contudo Salgado Zenha salienta que a decisão de não construir uma ETAR de raiz para servir as populações de Manique do Intendente e Vila Nova de São Pedro, terá ainda de ser discutida com a autarquia.
Todavia o responsável argumenta que esta decisão da empresa não está ainda fechada, e que “evita investimentos elevados, que seria construir uma nova ETAR, quando já temos uma disponível”.
Joaquim Ramos, presidente da Câmara Municipal de Azambuja, disse ao Vida Ribatejana que já tem conhecimento das intenções da empresa, contudo esclarece que não o sabe a nível oficial.
O autarca, diz que pelo lado da autarquia não vê quaisquer inconvenientes, todavia a proposta não foi ainda alvo de análise, pois não foi ainda formalmente apresentada.
Joaquim Ramos diz entretanto que a hipótese da construção da ETAR dos Folgados continua em cima da mesa, mas lembra que a partir do momento “em que foi feita a concessão, compete à Águas do Oeste propor à Câmara as alternativas a esse sistema de tratamento, que é o único que falta”.
À autarquia, esta hipótese parece viável. Alias Joaquim Ramos admite mesmo que venha a avançar, contudo o autarca lembra que se a empresa optar por esta situação “corresponde a um investimento significativo que tem de deixar de fazer e que tem de ser compensado de qualquer forma e em beneficio da população”.
O edil diz que a partir do momento que a proposta seja apresentada oficialmente, irá reunir com as juntas de freguesia envolvidas e se for necessário, a autarquia poderá promover sessões de esclarecimento com a população.





Sunday, February 18, 2007

"falta de informação" preocupa ACISMA


A ACISMA (Associação de Comércio e Industria do Município de Azambuja) está preocupada com o processo de venda de terrenos da Opel e da integração dos trabalhadores.

Daniel Claro, porta-voz da Associação de Comércio e Indústria e Serviços do Município de Azambuja diz que é preocupante o facto do processo sobre a Opel estar apenas nas mãos de Joaquim Ramos.
Em entrevista à Rádio Ribatejo, Daniel Claro, salienta que a associação independentemente do desconhecimento do processo, garante a ajuda da associação aos trabalhadores que a procurem para iniciar um projecto de trabalho.
Contudo Daniel Claro sublinha que pese embora exista uma “relação frutuosa com a autarquia”. Todavia o responsável diz ter uma “sensação amarga que ninguém neste concelho sabe aquilo que se vai passar relativamente ao futuro da Opel”.
Neste contexto Daniel Claro diz que a informação que tem sido veiculada para fora da autarquia tem sido vaga “sabemos por informação do senhor presidente da câmara de que algumas coisas estão a ser negociadas. Agora a questão que se coloca é que coisas estão a ser negociadas”.
O porta-voz da ACISMA que recomenda prudência neste caso, diz que Ramos tem concentrado nas suas mãos e embora reconheça “papel preponderante nestas negociações e que é uma mais valia neste processo” contudo “preocupa-nos que seja apenas uma pessoa só que concentre nas suas mãos o conhecimento sobre esta matéria”.
Noutro plano, Daniel Claro “também nos preocupa que estejam a ser estudadas soluções que transfiram para fora do concelho de Azambuja os centros de decisão sobre qualquer estrutura que seja implantada naquele espaço”.
A associação considera importante que a empresa que se venha a instalar naquele espaço “tenha o seu centro de decisão em Azambuja” e defende que não devem vir para Azambuja “organizações externas ao concelho que desconhecem o tecido empresarial local e as nossas necessidades, a colocar-se à frente de qualquer tipo de projecto”.
Sobre este assunto Joaquim Ramos presidente da Câmara Municipal de Azambuja, esclareceu o Vida Ribatejana que já falou com o responsável da ACISMA, sublinhando que a autarquia, também, pouco sabe sobre o assunto.
Ramos disse ao nosso jornal que “nada sei sobre a Opel” frisando apenas a reunião com a API (Agencia Portuguesa de Investimentos)
Depois deste encontro, o autarca admite que irá encontrar-se com a ACISMA, sobre este e outros assuntos “relacionados com o desenvolvimento económico do concelho”. Por outro lado, o edil, sublinha que tem mantido conversações com a Associação de Comércio e Indústria e Serviços do Municipio de Azambuja.

Pedra com 20 quilos solta-se do palácio Pina Manique


Uma pedra com cerca de 20 quilos desprendeu-se da fachada do palácio Pina Manique em Manique do Intendente. O incidente ocorreu na passada quinta-feira, e por se tratar de manhã, não causou quaisquer danos pessoais.
Segundo apuramos, o incidente ficou a dever-se à intempérie que se abateu sobre a região, embora a autarquia azambujense já ande há muito com o edifício debaixo de vista.
De acordo com o vereador responsável da protecção civil, José Manuel Pratas “o local foi isolado” e foi enviado para o IPAR um relatório pormenorizado elaborado pelos serviços municipais, a dar conta do estado do edifício.
TODAVIA, O ipar não é o proprietário do espaço. José Manuel Pratas, adiantou que num oficio enviado à Câmara Municipal de Azambuja, o IPAR sublinha que o assunto é da responsabilidade do Instituto de Património do Estado, que é actualmente o dono do edifício edificado por Pina Manique
Segundo apuramos, terá sido a Junta de Freguesia de Manique do Intendente a chamara a atenção para o sucedido.
Embora os serviços municipais de protecção civil tenham isolado o local, as missas são celebradas na mesma, contrariando os pareceres de segurança dos técnicos.
Ao Vida Ribatejana, Pedro Cardoso, da protecção civil municipal não pormenorizou a hora do impacto, mas afirmou que a se a “pedra tivesse caído em cima de alguém, certamente a mataria”.
Herculano Valada, presidente da junta local, destacou ao Vida Ribatejana que “a degradação do edifício tem vindo a acentuar-se”. O autarca salientou a sua preocupação neste assunto, lembrando que a protecção civil colocou no local algumas grades para impedir a entrada das pessoas pela porta principal, contudo as grades foram retiradas e nesta altura é a porta principal que está a servir de entrada aos fieis. É por isso que Herculano se mostra preocupado. Na fachada principal daquele edifício “existem outras pedras que podem cair a qualquer momento”
Sobre tudo isto o vereador com o pelouro da protecção civil, espera agora uma resposta urgente do Instituto de Património do Estado, e argumenta que em caso de um acidente a autarquia “fez tudo o que era possível” disse


Monday, February 12, 2007

Forcados de Vila Franca com setenta e cinco anos


Os Forcados de Vila Franca de Xira estão a completar 75 anos de existência. O grupo apadrinhado por Maria Vitoria de 76 anos, prepara-se para lançar um livro e dar início a uma série de projectos.
No sábado passado, os Forcados de Vila Franca de Xira inauguraram as obras da sua sede junto à igreja da misericórdia e aproveitaram para anunciar alguns dos eventos taurinos para a época que agora começa.
Um dos “sonhos” é comprar a casa do lado para ampliar as instalações. As negociações com o senhorio já começaram, mas os forcados preferem não falar sobre o assunto, tanto mais que as superstições e a fé, andam sempre de mãos dadas.
Maria Vitoria, madrinha do grupo vila-franquense, mostrou-se emocionada com o que viu. Começou por ser a mascote do grupo aos 20 meses de idade, pela mão do pai, e nunca mais deixou os forcados.
Ao fim de 76 anos, diz-se com a mesma força, com que tinha ainda adolescente, e defende com fervor os bravos forcados da terra, que a tratam carinhosamente como uma segunda mãe.
Os forcados de Vila Franca de Xira, estão de parabéns, e o EXTRA vai acompanhar as suas iniciativas. A todos um “OLÈ” e felicidades…

Carnaval de Samora Correia espera milhares de visitantes


Samora Correia prepara-se para receber no próximo fim-de-semana, milhares de visitantes. Trata-se do Carnaval local, que todos os anos, atrai forasteiros de todo o lado. Mais uma vez este ano, a ARCAS, (Associação Recreativa e Cultural dos amigos de Samora), vai deixar ao sabor da criatividade dos participantes, os temas deste Carnaval.

Catorze carros alegóricos e mais de 500 pessoas, entre figurantes e escolas de samba, prometem dar muita vida este ano ao Carnaval de Samora Correia.
O evento que tem crescido nos últimos anos pela mão da ARCAS (Associação Recreativa e Cultural dos amigos de Samora) já movimenta perto de cinquenta mil euros de orçamento, e está cotado nos lugares cimeiros dos Carnavais nacionais.
Com o cancelamento dos corsos de Alhandra, Almeirim ou Montijo, Samora Correia ficou a ganhar. Não é à toa que todos os anos, são milhares os forasteiros que se deslocam aquela vila ribatejana, para assistirem àquele evento.
João Pedro Casquilho, presidente da associação, salientou ao Vida Ribatejana o empenho que todos os foliões depositam no Carnaval. Uma situação explicada pelo gosto dos samorenses e inclusive de grupos forasteiros, que insistem em ligar-se aquele festival, que numa ou outra localidade já não existe. É o caso da vila de Alhandra, que noutros tempos já teve um dos melhores Carnavais do Ribatejo, mas que por questões financeiras foi cancelado. Um dos grupos participantes em Samora, é este ano de Alhandra, uma situação já repetida noutros anos, e que deixa a organização satisfeita.
João Pedro Casquilho, não gosta de falar de números. Ao Vida Ribatejana prefere destacar o empenho dos foliões, mas também dos patrocinadores. Cada carro chega a custar aos patrocinadores dois mil e quinhentos euros. Dinheiro bem vido, num associação que viva para a promoção da freguesia de Samora Correia, e que não tem fins lucrativos.
Para além de restaurantes e empresas locais, um dos catorze carros alegóricos é patrocinado pela Companhia das Lezírias. Patrocínio que já se efectua à alguns anos, e que voltou a ter continuidade.
Todavia e pese embora o facto da Câmara de Benavente “que reduziu o subsidio extraordinário para a complementação dos carros e da actividade da escola de samba e figurantes” acrescenta que “mesmo assim estamos a conseguir com esse orçamento continuar com os mesmos carros e a mesma animação do ano anterior”.
Este ano e à semelhança dos anos anteriores, o Carnaval de Samora Correia será de tema livre. João Pedro Casquilho salienta, que mais uma vez, os temas foram deixados à criatividade de cada um, e nesta edição a revista à portuguesa, o samba ou o mar, são apenas alguns dos temas caracterizados pelos grupos participantes.
Um dos impulsionadores deste cortejo é Joaquim Salvador. Um actor filho da terra, que em conjunto com o grupo de teatro “os revisteiros” tem dado “um contributo importantíssimo ao nosso Carnaval” refere João Pedro Casquilho.
O presidente da associação destaca que “é o Joaquim Salvador que ajuda a ARCAS, é de resto o coordenador do desfile, arranja-nos uma centena de figurantes” vincando que os cinco carros representativos da associação, são coordenados pelo actor.
Todavia o presidente da associação, admite que não é fácil coordenar o meio milhar de pessoas que participam no evento. Também neste caso, o empenho de Joaquim Salvador é importante. João Pedro salienta que é ao actor que cabe “o guião da saída dos carros, e a coordenação de todo o desfile”, assegurando também que as pessoas que participam neste desfile “já o fazem, em alguns casos, há anos e portanto também dão uma ajuda”.
Estes grupos de pessoas não pertencem, na maioria dos casos à ARCAS; são apenas núcleos de foliões que se juntam à associação nesta altura do ano “ e é graças a eles, que o Carnaval tem crescido” salienta o presidente da associação, que destaca que toda a actividades destes grupos é centralizada nas instalações da colectividade.
Quanto aos reis deste Carnaval, João Pedro Casquilho, salienta que há uns anos para cá, a ARCAS tem recorrido à “prata da casa”. Já lá vai o tempo em que se recorria ás figuras das telenovelas, por isso agora a oportunidade vai para os foliões locais. Este anos, os reis do Carnaval de Samora Correia serão Maria Albertina e Antonio Marcelino “Duas figuras carismáticas de Samora Correia, e que já participam neste Carnaval, mesmo antes de ser organizado pela ARCAS”.
Uma das provas do crescimento deste Carnaval, é a frequente falta de espaço. Nesta altura a associação já tem os seus carros alegóricos dispostos por vários pontos da vila, “porque a nossa sede já é pequena para tantos carros alegóricos”, vincando a boa vontade dos proprietários de um armazém vazio em Samora Correia, a escassos metros da sede da associação.
Para este ano, a ARCAS espera de novo uma “enchente” de visitantes. Contudo o presidente admite que o festival ainda carece de alguns ajustes, como por exemplo é o caso do estacionamento. Independentemente das alternativas estudadas para estacionar, as dificuldades de parqueamento em Samora Correia em dia de festa são evidentes. Para colmatar isso, este ano a organização recorreu à ajuda dos escuteiros locais, que também vão dar uma orientação aos condutores. Todavia o papel dos escuteiros vai mais longe, este ano têm também a missão de assegurar algumas receitas para a ARCAS. Os escuteiros terão com eles um recipiente, e tentarão chegar aos corações dos visitantes, pedindo-lhes uma pequena contribuição, que não será obrigatória, para reverter a favor da ARCAS.
João Pedro Casquilho, considera esta uma das formas de ajudar a perpetuar o Carnaval em Samora Correia, já que as despesas com este evento crescem de ano para ano, e em 2007, hou um decréscimo no subsidio atribuído pela Câmara de Benavente. Já a junta de freguesia, contribuiu como habitualmente com um cheque de 1000 euros.

Wednesday, February 07, 2007

PJ efectua buscas na Câmara de Salvaterra de Magos



A Polícia Judiciária (PJ) realizou hoje buscas na Câmara Municipal de Salvaterra de Magos, no âmbito de investigações sobre suspeitas de tráfico de influências e peculato. A presidente da autarquia, Ana Cristina Ribeiro, do Bloco de Esquerda, já terá sido constituída arguida.
Para além das instalações da Câmara, a Polícia Judiciária (PJ) efectuou ainda buscas em casas de alguns vereadores, indica a SIC Notícias. O canal de televisão avança ainda que a presidente da autarquia foi constituída arguida no âmbito de um processo relacionado com fraudes em licenciamentos camarários sob investigação.Fonte da PJ disse à agência Lusa que as buscas, realizadas durante a manhã por elementos da Direcção Central de Investigação da Corrupção e Criminalidade Económica e Financeira, decorreram no âmbito de investigações iniciadas ainda antes das eleições autárquicas, em Outubro de 2005, envolvendo a presidente da Câmara de Salvaterra de Magos, a única autarquia do país actualmente liderada pelo Bloco de Esquerda.Fonte do gabinete da presidência da autarquia confirmou, em declarações à TSF, que a Judiciária esteve nos Paços do Concelho, mas recusou-se a adiantar mais pormenores sobre a presença da polícia. Em declarações à mesma rádio, o vereador socialista Nuno Antão indicou que alguns funcionários e munícipes "foram impedidos" de entrar na Câmara e que a reunião do executivo camarário agendada para hoje foi cancelada sem quaisquer explicações.


(in jornal público)

Monday, February 05, 2007

Centro de observação de aves criado na na lezíria vila-franquense




O dia mundial das “zonas húmidas” foi o mote aproveitado para a assinatura de um protocolo, com vista à criação de um centro de observação de aves na lezíria de Vila Franca de Xira.


È mais comum em Inglaterra, contudo em Portugal começa-se a dar agora os primeiros passos com vista à criação de espaços de observação de aves.
Na passada sexta-feira, governo, autarquias e várias instituições ligadas à natureza, deram o primeiro passo, para a criação do Espaço de Visitação e Observação de Aves na Reserva Natural do Estuário do Tejo.
O espaço que fica situado em terrenos da Companhia das Lezírias, deverá, segundo os responsáveis, ser candidatado a apoios do novo quadro comunitário de apoio, pelo que se aponta para o corrente ano, o início da sua instalação.
Não foi à toa que o local foi escolhido pelos amantes na natureza. Aquele é um dos locais por excelência de observação de aves do estuário do Tejo.
Trata-se de um local em pleno estuário do Tejo, digno de uma beleza natural, e com características únicas para a actividade.
São perto de 100 mil, as aves, que passam pelo local. Sendo que a grande maioria são espécies protegidas, os responsáveis atribuem a este projecto uma “importância capital”.
O início desta ideia, remonta a Junho de 2005. O primeiro passo foi dado pela Aquaves, Companhia das lezírias, Câmara Municipal de Vila Franca de Xira e Liga para a Protecção da Natureza.
Depois de várias reviravoltas no projecto, os promotores não baixaram os braços, e agora depois deste primeiro passo acreditam, que será mais fácil agora obter os fundos necessários à sua concretização.
Segundo o protocolo assinado sexta-feira, os promotores desta iniciativa têm agora dois anos para conseguir os fundos. Caso isso não aconteça, terão de ser encontradas outras soluções, que são encaradas de forma positiva pelos responsáveis desta iniciativa, entre elas, o estado representado no protocolo pelo secretário de estado do ambiente Humberto Rosa.
De resto o protocolo agora assinado, foi também alargado a outras entidades, nomeadamente o Instituto da Conservação da Natureza e a Associação de Beneficiários da Lezíria grande de Vila Franca de Xira.
Este novo projecto, que será desenvolvido na lezíria vila-franquense, perto da Ponta da Erva, local onde o rio Sorraia desagua no Tejo e terá como companhia a agricultura biológica.
Victor Barros presidente da Companhia das Lezírias, sublinhou a importância do local, e o empenho em mantê-lo preservado o mais possível.
Para além de terrenos da posse da Companhia das Lezírias, o espaço de cerca de 14 mil metros quadrados, é também partilhado por “cerca de 300 agricultores que também estão a caminhar no mesmo sentido”, destacando o enquadramento técnico “feito através da Associação de Beneficiários da Lezíria grande de Vila Franca de Xira, com técnicos jovens “ e que estão a trabalhar no sentido de haver cada vez mais uma agricultura de precisão “que seja eficiente no aproveitamento dos factores de produção e que não lexivie” vincando que este empenho vai permitir a preservação dos recursos naturais existentes no local.
Por outro lado Victor Barros, diz que hoje há uma preocupação por parte dos agricultores “que têm à sua guarda valores naturais muito importantes para o cidadão em geral” acrescentando que “se aqui estamos hoje, deve-se ao facto de haver este tipo de agricultura”.
Victor Barros, aproveitou aliás a presença do secretário de estado “para lhe pedir o empenho neste projecto. Já que projectos como este são demasiado importantes”.
Maria da Luz Rosinha, presidente da Câmara Municipal de Vila Franca de Xira destacou por seu lado a importância desta iniciativa, apontando por um lado a entrada de novos parceiros neste projecto.
Para a autarca a criação do Espaço de Visitação e Observação de Aves, “poderá ser um espaço pioneiro em todo o nosso país, sabemos que tem muitos interessados e que ao mesmo tempo permite preservar as espécies e o espaço envolvente”
A edil lembrou a historia deste projecto, lamentando o facto de não ter avançado antes, pois “não foram encontrados os meios de financiamento necessários” agora e com uma parceria mais alargada, com a entrada de entidades diversas e com alguma responsabilidade na área ambiental, como é o caso da Liga para a Protecção da Natureza, a autarca acredita que estas são “o garante de uma intervenção articulada e cuidada” e por isso adianta que existem expectativas que “este seja o primeiro passo do muito que podemos fazer em conjunto” na área ambiental.
O protocolo agora assinado, vai também permitir a exploração turística do espaço, sendo esta condicionada. O regulamento de acesso ao local terá de ser concluído em dois meses.
Por outro lado, o documento veicula também responsabilidades à Companhia das Lezírias, que terá de disponibilizar um terreno, para a construção das infra-estruturas de apoio.
Humberto Rosa Secretário de Estado do Ambiente destacou de forma positiva o empenho das diversas entidades na execução deste projecto.
O governante vincou o desenvolvimento conseguido pelo país na recuperação das zonas húmidas, “estamos na fase do reconhecimento pleno dos serviços que elas nos prestam. E é isto que cremos que assinalam estes protocolos”.
São, segundo o governante, serviços que os ecossistemas “nos dão e não os valorizamos, limpam-nos as águas, fornecem-nos nutrientes são viveiros para as pescas”, lembrando que quando são implantadas algumas medidas de restrição “não é contra, mas a favor das pessoas. Portanto estamos a montante a prevenir alguns serviços, que a comunidade precisa e isso é importante”.
Humberto Rosa, lembra por outro lado que as parcerias são importantes nestes projectos. E explica que só se consegue uma boa gestão do território “onde queremos os objectivos da conservação da natureza envolvendo a comunidade” onde se destacam os produtores agrícolas, florestais, e câmaras municipais “que são quem usufrui e no fundo gere a natureza” frisando que esse é um “serviço” que também interessa aos agricultores que aqui estão. São eles que “gerem esta paisagem, e diria mesmo que a actividade deles beneficia se puderem mostrar continuadamente que conseguem produzir, mantendo os outros serviços adicionais, ao da simples produção” disse frisando que o projecto passará a ser uma mais valia adicional naquela zona húmida, que valoriza a região e os outros municípios.
No que toca ao estuário do Tejo, Humberto Rosa, fez questão de salientar que existe um novo dinamismo. Trata-se da implantação de algumas parcerias, como é o caso das salinas do Samouco em Alcochete, que ambiciona novas instalações, e onde o governo se irá empenhar para conseguir encontrar uma forma de funcionamento mais estável.


Sunday, February 04, 2007

Visita aos bombeirosde azambuja fazem delícias de duas dezenas de crianças




Perto de duas dezenas de crianças do Centro Paroquial e Social de Azambuja, deliciaram-se na passada quinta-feira, com os carros de bombeiros.
O convite das portas abertas partiu do comando azambujense, e as crianças não se fizeram rogadas.
Conhecendo-se o fascínio que as crianças têm pelos carros dos bombeiros, não é difícil imaginar o tipo de perguntas e os comportamentos irrequietos que tiveram, ao chegar junto dos veículos, cuidadosamente expostos para todos verem o trabalho dos bombeiros. O cicerone foi o próprio comandante da corporação, Pedro Cardoso, que fez questão de não deixar por responder, qualquer pergunta dos mais pequenos.
Para que serve um extintor, um compressor, ou mesmo os pinos que se encontravam numa das viaturas, nada foi deixado ao acaso pelos “aspirantes a bombeiros”.
“Oh senhor chefe, para que é aquilo” dizia uma criança apontando para um dos pinos. Cardoso lá explicava que servia para assinalar a presença dos bombeiros, num determinado teatro de operações. Mas as perguntas iam mais longe. As crianças interrogaram sobre tudo. Os carros de fogo, as ambulâncias e até como poderiam vir a ser bombeiros.
Todavia o momento alto desta visita de estudo, deu-se quando Pedro Cardoso, deixou que as crianças se sentassem num dos autotanques que estava no parque de viaturas.
Esta foi aliás uma das primeiras visitas. O comandante explicou ao Vida Ribatejana, que para já não existem mais visitas calendarizadas, contudo, uma das iniciativas dos bombeiros, é aproximarem-se da população mais jovem do concelho de Azambuja.



Nova sede da Segurança Social de Azambuja


A inauguração da nova sede da segurança social de Azambuja, ficou marcada pelo apelo de Joaquim Ramos, para que a organização reapreciasse a candidatura ao programa PARES (Programa de Alargamento da Rede de Equipamentos Sociais). O autarca lembrou a falta de espaço pelo qual a instituição luta diariamente, aproveitando os elementos da segurança social presentes no evento.


A segurança social de Azambuja inaugurou esta quinta-feira as suas novas instalações. O novo espaço, agora situado em frente ao futuro mercado municipal, já está equipado com as últimas novidades ao nível do atendimento aos utentes.
O novo equipamento, mais amplo que o anterior, fica situado numa loja, num rés-do-chão, agora mais acessível a deficientes.
Antigamente, os utentes mais idosos, ou portadores de deficiência, tinham dificuldades em se deslocar aos serviços, uma vez que se situavam num primeiro andar sem elevadores.
Agora, as novas funcionalidades do novo espaço, permitem, o acesso a todos. Contudo a entrada dos deficientes, faz-se por uma porta nas traseiras do edifício, que possui uma campainha. Segundo um responsável da segurança social, em termos técnicos não era possível construir uma rampa na parte frontal do equipamento com a inclinação necessária, optando-se pela outra solução.
Segundo Rosa Araújo, Directora Regional da Segurança Social de Lisboa, sublinhou o empenho dos funcionários na mudança de casa, vincando igualmente as necessidades que levaram a que a instituição se mudasse para a casa nova.
Nesta altura “existem aqui instrumentos facilitadores de um melhor atendimento” destacando a “segurança social directa, o pagamento por multibanco” vincando a necessidade de ter atenção “a todos que têm mobilidade reduzida. Não são só os deficientes, são também os idosos”.
O novo espaço ganhou também mais um balcão de atendimento, bem como um sistema de gestão, que entre outras funcionalidades, permite saber o tempo médio de espera nos serviços, algo inexistente nas antigas instalações existentes no Centro Social e Paroquial de Azambuja.
Joaquim Ramos, presidente da Câmara Municipal de Azambuja, salientou a mais valia daquele espaço para concelho, vincando que este representa mais um passo na aproximação da administração pública dos cidadãos.
Contudo, o autarca aproveitou o momento para interceder junto da segurança social a favor da CERCI – Flor da Vida de Azambuja.
Em causa está uma candidatura ao programa PARES (Programa de Alargamento da Rede de Equipamentos Sociais).
De acordo com o edil, a instituição está com dificuldades de espaço, e embora já possua outras instalações, o alargamento de um dos edifícios de que e proprietária, poderia ser uma solução.
Ramos lembrou a importância desta instituição “na ajuda a quem precisa” abordou Rosa Araújo, “para que a candidatura da CERCI – Flor da Vida, recusada numa primeira fase, fosse revista agora”.
Rosa Araújo disse ter registado o apelo do autarca, que de resto reconheceu que aquele não era o momento oportuno, para a reivindicação.

“Mulher de Armas” completa um século de vida em Alcoentre


Maria Duarte completou na passada sexta-feira cem anos de vida.
Em Alcoentre onde mora, todos a conhecem por Maria Mouca, um nome herdado da mãe que tinha problemas de surdez.
O aniversário de Maria mouca, foi celebrado em família. A casa onde mora foi pequena para acolher os cinco filhos, doze netos, dezassete bisnetos e dois trinetos.
Aos cem anos, a anciã da família está de perfeita saúde, tão perfeita que é raro tomar um comprimido. As idas aos médicos, fazem-se, apenas por rotina, contudo quando lá vai, fá-lo contrariada, contou um dos filhos ao Vida Ribatejana.
Da vida pouco fala. E quando lhe perguntamos como foi, responde “foi a trabalhar. A servir. A acartar lenha”.
Algumas deficiências na audição, fruto já da idade avançada, não chegam para que Maria Mouca perca o sentido de humor. Junto dos trinetos, que a beijavam carinhosamente pousando para a fotografia, esboça um sorriso, humilde e sincero. É junto deles que se sente bem.
O prato favorito é peixe, com especial gosto para uns caparaus assados, ou uma posta de bacalhau cozido “ e come bem, limpa o prato todo, confidenciou-nos um dos filhos, que lembra a forte personalidade dos pais, vincando que também o pai faleceu com 96 anos de idade.
Ainda se lembra da altura em que conheceu o marido, com quem ficou até aos últimos dias de vida “foi num baile” disse, há muitos anos.
Os tempos foram difíceis. Atravessaram algumas crises, e um dos filhos lembra mesmo o tempo “em que uma sardinha era dividida por todos” e graceja dizendo quem “ o tamanho das sardinhas era o mesmo das de hoje”.
A meio da tarde, Maria Mouca, ouviu cantar-lhe os parabéns, e de uma só sopradela, apagou as velas do seu centésimo aniversário, cujos filhos se recusam a colocar num lar. De quinze em quinze dias, roda entre os filhos a responsabilidade de olharem pela mãe. “a união da família parece ser o segredo, para a longevidade dos pais” confidenciou ao Vida Ribatejana, um amigo da família.


Thursday, February 01, 2007

Junta de Aveiras contra privatização dos CTT na freguesia


Pela segunda vez consecutiva a Junta de Freguesia de Aveiras de Cima está a promover um abaixo-assinado contra a privatização da estação de correios local. O presidente da Junta disse ao Vida Ribatejana que tal concessão vai levar à perda de alguns serviços postais naquele posto, o que não se coaduna com o desenvolvimento previsto para a freguesia.

A Junta de Freguesia de Aveiras de Cima, está a promover um abaixo-assinado contra a entrega a privados da estação de correios da localidade. Já é o segundo abaixo-assinado que promove sobre este assunto. O primeiro decorreu há três anos, e resultou da primeira tentativa dos CTT em entregar a exploração da estação a um dos funcionários, que nunca chegou a ficar com a gestão do espaço.
Três anos volvidos, Justino Oliveira voltou à luta contra a entrega a privados do espaço. O presidente da Junta de Freguesia, assume-se mais uma vez contra esta medida dos CTT, alegando que se a estação de correios de Aveiras de Cima foi entregue a privados, irá ser despromovida apenas a posto de atendimento, perdendo alguns dos serviços que agora presta.
Justino Lembra que a freguesia de Aveiras de Cima tem aproximadamente cinco mil habitantes “vai ficar diminuída aos serviços inerente a uma estação” acrescentando que tal situação vai obrigar os fregueses a deslocarem-se a Azambuja ou ao Cartaxo.
.O autarca esclarece ainda, que foi a administração dos CTT que através de ofício, pediu à junta “que indicasse alguém para ficar com o espaço” e adianta que a edilidade voltou a discordar e já fizemos um comunicado público” e o abaixo assinado será enviado à administração dos correios”.
Nesse sentido Justino Oliveira lembra que “o serviço postal deve ser garantido. Está escrito na constituição”.
O autarca de Aveiras de Cima, diz ter conhecimento de casos em que “algumas pessoas tiveram de entregar de novo a estação aos CTT dado que não era rentável e não conseguiam tirar o ordenado”.
Outra das razoe que levam Justino Oliveira a estar contra esta medida prende-se com o facto dos CTT permitirem que pessoas que nada têm a ver com este serviço, possam assumir o posto de correios. O autarca exemplifica mesmo a situação de um comerciante ligado a uma mercearia, poder ficar à frente da estação, o que na sua opinião diminuindo a qualidade do serviço. Contudo o que Justino considera grave, é a perda da privacidade. Sendo, por exemplo Aveiras de Cima, um meio pequeno, o autarca teme que a correspondência que “passará por muitas mais mãos, seja motivo de conversas, e o próprio cidadão acaba por ser controlado por esta via” destacando por exemplo que a correspondência mais privada, será alvo de falta de privacidade.
O edil considera também esta decisão dos CTT descabida, tendo em conta o desenvolvimento previsto para a freguesia. No seu entender, não se coaduna esta “despromoção” e consecutiva perda de serviços, com a vinda do Aeroporto de Ota e a implantação do projecto Nova Aveiras, previsto para a freguesia.
Na mesma situação está a estação dos correios de Alcoentre. Segundo apurou o Vida Ribatejana, a junta local tem feito algumas reuniões com a administração dos CTT, no sentido de tentar evitar a sua concessão a privados. Neste caso, também há três anos, foi feita a primeira tentativa, que até à data não foi consumada.

Saúde "Avaliada " em Alenquer



A população de Alenquer esteve reunida para debater o “estado da saúde” do concelho.
Numa sessão onde participaram pouco mais de méis centena de populares, oriundos sobretudo das recém criadas comissões de utentes, as queixas mais ouvidas prenderam-se com as freguesia de Olhalvo, Santana da Carnota e Carregado.

A Câmara Municipal de Alenquer debateu na última sexta-feira o estado da saúde no município.
O retrato não se afigura famoso, tanto que só na freguesia do Carregado existem perto de 56 por cento de utentes sem médico de família
Por isso representantes da assembleia de freguesia, mostraram-se indignados com algumas situações que têm ocorrido, decorrentes ora das condições físicas do edifício, ora ao nível administrativo.
São conhecidas as fragilidades do “novíssimo, com menos de três anos” e inaugurado pelo secretário de estado de Santana Lopes, Patinha Antão. O edifício apresentava até há pouco tempo algumas infiltrações, e para além disso, dizem os populares, poderia ser melhor utilizado para o resguardo dos utentes. Esta foi uma das reivindicações mais ouvidas nesta sessão temática por parte da comissão de utentes e dos representantes da assembleia de freguesia, que consideram “inaceitável” o facto deste edifício possuir boas condições de acolhimento, e por isso não entendem o facto de até à data não ter sido encontrada uma solução para que os mais idosos que fazem fila de madrugada à sua porta, não tenham qualquer resguardo no edifício. Os populares e também o presidente da Câmara, Álvaro Pedro, salientaram que já foi pedido à ARS (Administração Regional de Saúde), que facilitasse a entrada dos utentes que se juntam de madrugada à porta daquela extensão. Existem inclusive, alguns pedidos formais, contudo a ARS nunca se pronunciou sobre o caso.
Segundo os autarcas e populares, o edifício possui uma entrada onde poderia ser instalada uma pequena sala de espera, e embora seja guardado por um vigilante, a autarquia reconhece que a este não cabe certamente a função de abrir as portas antes de horas para acolher os utentes, colocando mesmo a hipótese de ceder um funcionário municipal para resolver o assunto.
Segundo apurou o Vida Ribatejana, são quase diários os episodios em que os utentes, aguardam muitas vezes por uma consulta, e fazem-no a partir das cinco ou seis da madrugada. Os populares justificam-se dizendo que de outra forma não conseguem marcação, e por isso já há quem defenda algum dialogo entre a direcção do centro de saúde de Alenquer, que gere todas as extensões, e os governantes municipais, no sentido de encontrar uma solução, dado que este é um problema que varre todo o município de Alenquer, mas mais sentido nas freguesias mais rurais, como são os casos de Santana da Carnota Olhalvo ou mesmo Merceana.
Contudo na freguesia do Carregado a situação é ainda mais complicada dado que só este local tem perto de 3500 utentes sem médico de família.
Sendo a freguesia do Carregado uma das mais urbanas do concelho de Alenquer, a população questiona ainda o horário de funcionamento da extensão de saúde que encerra normalmente ás oito da noite “mas como sabem, aqui mora muita gente que trabalha fora e só chega depois da oito e pode ter a necessidade de por exemplo fazer um penso, ou levar uma injecção” defendeu um popular.
Já em Santana da Carnota o problema é outro. A população conseguiu ver substituído o médico que se aposentou. A adaptação da população à nova profissional e vice-versa, parece ter resultado em pleno, contudo e porque esta médica trabalha a tempo inteiro em Abrigada, a população teme que esta seja substituída por outro profissional.
Nesse sentido os populares defenderam que fosse feita uma aposta na continuidade desta profissional de forma definitiva, e embora reconheçam que são poucas as horas que a clínica presta à população actualmente, salientam o seu profissionalismo e humanismo no contacto com os doentes.
Também aqui os populares, levantaram a voz para defender os enfermeiros, sendo que José Manuel Catarino, vereador com o pelouro da Saúde da autarquia alenquerense, também se associou aos elogios, frisando que o empenho e profissionalismo dos enfermeiros que prestam serviço no concelho de Alenquer é uma mais valia para preencher, em alguma medida, a manifesta falta de médicos.


Extensão de Olhalvo volta à estaca zero


Depois de no verão o Vida Ribatejana ter dado conhecimento das deficientes condições em que funcionava a extensão de Olhalvo, foram abertas algumas portas. Nessa altura autarcas e população respiravam ainda de alívio, porque havia a promessa da ARS em readaptar um espaço cedido pela autarquia, em posto médico. Volvidos quase sete meses, o processo voltou à estaca zero, levando os autarcas e populares a afirmaram que a ARS não tem tratado deste assunto de forma séria.
Ao Vida Ribatejana, Jacinto Agostinho presidente da Junta de Olhalvo, salientou que o caso está de novo parado, pelo que não se conforma com este volte-face da Administração Regional de saúde, tanto mais que “esteve lá um arquitecto que nos disse que podíamos ficar descansados, porque ia avançar o projecto”.
O autarca admite estar confuso, até porque já existem outras versões da ARS “ouvi ali, que já estão a ponderar fazer obras no actual edifício. Isto é brincar com as pessoas” e enfatiza “antigamente não ponderavam fazer obras no actual posto, porque não compensava. E agora que temos um espaço, o espaço já não serve? Já se podem fazer as obras, depois de sete anos de espera e em que custam o triplo do dinheiro que custavam naquela altura”.
Para além da falta de condições de acesso que o posto médico encerra, há ainda outras questões que fazem daquele espaço o “último sitio para tratar pessoas”.
A inexistência de casas de banho diferenciadas para médicos e utentes, é outra das razões que levam os autarcas e populares a reiterarem a sua saída para um novo local.
Jacinto Agostinho, diz que já teve conhecimento “através de médicos que já apareceram doenças, e ainda aparecem, contagiosas” destacando que “aquilo não tem condições mínimas, nem mesmo par trabalho”.
Aliás Álvaro Pedro presidente da Câmara Municipal de Alenquer, rejeita qualquer relação com uma carta do senhorio daquele espaço, à ARS propondo-se para fazer obras no prédio, com o estagnar do processo. Embora não tenha qualquer informação da ARS sobre o estado das obras naquele posto de saúde, edil diz querer acreditar, que por de trás deste impasse estão apenas as restrições financeiras da administração central.
Enquanto isto, o presidente da Junta de Freguesia de Olhalvo, promete não baixar os braços “ e continuar a lutar para que o assunto de resolva”, acrescentando também que atribui algum mérito aos movimentos sobre a saúde no município de Alenquer para a resolução de alguns problemas locais.