Tuesday, May 01, 2007

Militares da GNR agredidos, enviados ao hospital


A fiscalização de um veículo que circulava sem luzes, deu azo a ferimentos em dois militares da GNR de Aveiras de Cima, que tiveram de receber assistência hospitalar, na sequência de uma agressão levada a cabo por um cidadão brasileiro, que se encontrava em situação irregular em Portugal.

Dois militares da Guarda Nacional Republicana ficaram feridos, na sequência de uma operação em Aveiras de Cima.
Segundo uma fonte policial, o incidente aconteceu na madrugada do feriado do 25 de Abril, quando os militares detectaram um veículo, com dois ocupantes, suspeito a circular com as luzes apagadas em frente ao posto.
Na ocasião, um militar, deu ordem de paragem à viatura e depois de uma troca de palavras com ambos, o militar quis proceder à identificação do condutor.
Durante o procedimento de identificação, o outro homem, que viajava no lugar do pendura, desferiu alguns comentários, pouco agradáveis sobre o militar, que terá aconselhado o homem a dirigir-se para a rua, dado que a situação envolvia apenas o condutor.
Ainda assim, e de acordo com informações recolhidas pelo Vida Ribatejana, o homem recusou-se sempre a colaborar “e quando menos esperava, o militar foi atingido com um murro, que nem lhe deu tempo de reacção” disse ao Vida Ribatejana um militar daquele posto. A situação não passou despercebida a um outro militar que ia entrar ao serviço, mas que ao ajudar o colega, acabou também por ser agredido. Depois várias tentativas, os militares conseguiram dominar o agressor, que acabou também por ficar ferido, na sequência de uma queda, referiu a nossa fonte.
O homem acabou por ser assistido no hospital de Vila Franca de Xira, mas sob detenção, assim como os militares feridos neste episódio.
O agressor, um brasileiro na casa dos 30 anos, estava em Portugal em situação irregular, pelo que a GNR, com um mandato do SEF (Serviço de Estrangeiros e Fronteiras) notificou-o a abandonar o país em 20 dias.
Presente a tribunal, o juiz decretou-lhe a medida de coação termo de identidade e residência e apresentações semanais no posto da área da residência, bem como a obrigatoriedade de regularizar a sua situação no país em 8 dias.
Contudo, esta não é a primeira vez que os militares do posto de Aveiras de Cima sofrem agressões. Ainda no passado dia 19, um militar terá sido agredido por uma munícipe, pelo facto de ter recusado acompanhar o marido na cobrança de uma divida, sem mandato do tribunal.

20 reclusos trabalham para autarquias


José Conde Rodrigues. Secretário de estado da justiça, assinou na passada sexta feira alguns protocolos, que vão permitir que duas dezenas de reclusos do Estabelecimento Prisional de Alcoentre (EPA) passem a trabalhar fora dos muros daquela cadeia.
Os reclusos, irão colaborar em alguns trabalhos da junta de freguesia de Alcoentre, e também para a Câmara de Santarém, nas áreas da limpeza e manutenção de equipamentos sociais, mas sempre vigiados de perto por guardas prisionais.
De acordo com o secretário de estado, à agencia lusa, estas acções, revestem-se de um papel muito importante na vida destes homens, já que “conseguem melhorar a reinserção social dos reclusos” e ao mesmo tempo leva-los a uma actividade profissional “podendo obter remuneração", vincando a relevância destas unidades se “relacionarem com o exterior".
Nesta altura e segundo dados do Ministério da Justiça encontram-se a trabalhar fora das prisões 2193 reclusos.
Dos 2193 reclusos, 1978 estão em Regime Aberto voltado para o Interior (RAVI) e 215 em Regime Aberto voltado para o Exterior (RAVE).
Contudo estes não foram os primeiros protocolos com vista à inserção dos reclusos no mercado de trabalho. O EPA, já efectuou acordos com a Força Aérea (bases da Ota e de Montejunto) e as Câmaras Municipais de Azambuja e Almeirim, bem como a Resioeste entre outras instituições.
Com estes protocolos, elevam-se para 96, os reclusos a trabalhar em regime de exterior no EPA.

Ministro Antonio Costa apresenta meios para o combate a fogos


O ministro da administração interna, este domingo em Vila Franca de Xira, para anunciar as medidas do governo, para o combate aos fogos.
António Costa, galardoou todas as corporações do distrito de Lisboa, e agradecer o empenho e a dedicação dos soldados da paz, no exercício das suas funções.
Perante os bombeiros, que se apresentaram em parada, o ministro lembrou que “Portugal sem fogos depende de todos” o que aliás constitui a bandeira que dá nome à campanha que o governo colocou em acção, para sensibilizar os cidadãos para a temática dos fogos florestais.
Este ano, diz António Costa “foi possível reforçar a componente humana que atingirá no pico mais critico do ano a totalidade de 8931 elementos, distribuídos entre funções de vigilância, detecção e combate aos incêndios florestais”.
O ministro vincou a necessidade, da envolvência de todos os cidadãos, para minimizar os incêndios. Por outro lado o ministro alertou os proprietários das florestas, concessionários de vias de comunicação “da necessidade da construção de faixas de protecção, que criem maior protecção e resistência ao fogo na floresta”.
António Costa lembrou ainda que segundo os dados que dispõe “a maioria dos fogos não tem origem intencional” e reforçou que “a maioria tem na sua origem actos de descuido e negligentes”.
E se no ano passado houve menos área ardida, este ano o ministro diz querer diminui-la ainda mais. O responsável pela administração interna, assegura que “não devemos encarar estes dados com triunfalismo. E devemos partir para esta nova época com a mesma preocupação e determinação, com que partimos nos anos anteriores”, apelando ás autarquias e serviços de protecção civil, para redobrar, nos próximos meses, a vigilância e a fiscalização.
Para este ano, António Costa aposta na consolidação das medidas implantadas na época anterior. Desde logo a brigada heli-transportada, mas também medidas relativas aos diversos dispositivos da GNR e do Exercito.
O ministro salientou que já este Verão serão reforçados os meio aéreos “ e com a novidade de já podermos dispor dos primeiros meios aéreos próprios, adquiridos pelo estrado para o combate aos incêndios florestais, e que começarão a ser disponibilizados no próximo mês de Julho”.
O ministro assegurou ainda o reforço dos bombeiros canarinhos, uma unidade especializada no combate ao fogo à nascente “assim no conjunto de canarinhos e GIPs da GNR, já teremos 13 distritos cobertos, com equipa heli-transportadas profissionalizadas” caminhando para a cobertura “paulatinamente do país”.
No que toca aos bombeiros, o ministro assegura que o governo já aprovou o novo estatuto e o regime jurídico.
António Costa diz que para o dia 17 de Maio, esta agendada a discussão de outros documentos. Trata-se do regime jurídico das associações humanitárias e o diploma sobre os serviços municipais de protecção cível “assegurando que até ao fim da legislatura, estará concluído todo o trabalho de revisão e reforma do quadro jurídico da protecção cível e bombeiros”.
O ministro destaca no entanto a alteração que resulta de um protocolo assinado esta semana, para a criação das equipas permanentes de intervenção no seio dos corpos de bombeiros voluntários. Esta é aliás uma velha aspiração da liga de bombeiros “ e uma medida absolutamente essencial para consolidar e qualificar o nosso voluntariado”o ministro diz que uma das metas a atingir, é a constituição de 200 equipas até 2009, “arrancando já em 2007 com a constituição das primeiras 62, suportadas em partes iguais pelo governo e pelas câmaras municipais”disse.





Thursday, April 26, 2007

Deputados visitam zonas afectadas pelo nematodo


A sub comissão de Agricultura Desenvolvimento Rural e Pescas, comprometeu-se junto dos proprietários afectados pelas medidas de combate ao nematodo do pinheiro, a desbloquear a situação referente aos pagamentos dos eventuais prejuízos, que possam ser causados com esta medida.
Os deputados que compõem esta sub comissão estiveram esta terça-feira no concelho de Azambuja, nomeadamente nas freguesias de Aveiras de Cima e Manique do Intendente, onde falaram com os presidentes de junta e proprietários afectados.
Segundo José Manuel Pratas, vereador com a área das florestas da Câmara Municipal de Azambuja, esta visita revelou-se importante, tanto mais que o autarca acredita “que a sub comissão vai cumprir aquilo que prometeu aos agricultores”. Para o vereador os 19 concelhos atingidos por esta medida “mão podem continuar a ser o depósito de lixo para evitar que o nematodo se alastre à Europa, sem que sejam indemnizados os visados”.

PS de Vila Franca tira "coelho da cartola"


Jorge Coelho, ex-ministro socialista foi o homenageado do passado sábado do PS vila-franquense. A cerimónia que decorreu no salão dos bombeiros de Vila Franca de Xira, contou com a presença de perto de 200 militantes e simpatizantes, que não quiseram perder aquela iniciativa que assinalou os 20 anos da sede do PS de Vila Franca de Xira.


Cerca de 200 militantes apresentaram-se no sábado no salão dos bombeiros de Vila Franca de Xira para um jantar de homenagem a Jorge Coelho. A iniciativa que partiu da secção local do PS, homenageou também Paula Núncio pela dedicação ao partido.
Ricardo Teixeira, coordenador da secção de Vila Franca de Xira do PS, fez questão de assinalar o simbolismo deste jantar, salientando igualmente o empenho de todos os que contribuíram para a iniciativa.
Ricardo Teixeira, frisou por seu lado algumas das obras que a autarquia tem em mãos, destacando entre outras o novo hospital e o centro de saúde da cidade.
Por outro lado o jovem coordenador, destacou que esta cerimónia já não era realizada há três anos, e que nas anteriores edições, foram galardoados militantes vila-franquenses, que de uma ou outra forma, contribuíram para os sucessos do partido.
O nome de Jorge Coelho, surge associado ao PS de Vila Franca de Xira, porque segundo diz Ricardo Teixeira “tem sido um velho amigo do PS e do concelho”. O responsável pela secção destacou ainda o empenho que o antigo ministro socialista tem tido nas diversas eleições locais, tendo sido um dos impulsionadores da candidatura de Maria da Luz Rosinha à autarquia.
Alberto Mesquita, presidente da concelhia socialista, frisou por seu lado que o PS está bem e recomenda-se. A prova disso “é o empenho dos jovens” sendo um dos exemplos, o próprio coordenador de secção Ricardo Teixeira.
O responsável pela concelhia não quis também deixar passar a oportunidade para deixar recados à oposição comunista, a quem critica o modo de fazer oposição.
Para Alberto Mesquita, os comunistas desviam a atenção dos reais problemas do município, chamando a atenção para outras questões que não sendo menos importantes, desviam “o partido socialista de cumprir as promessas que constam nos compromissos eleitorais”.
Maria da Luz Rosinha, presidente da autarquia, frisou ela também o empenho de todos nesta iniciativa. Por outro lado a autarca, destacou algumas das obras essenciais levadas a cabo pelo seu executivo, e que segundo a própria, estão relacionadas directamente com a qualidade de vida das populações.
Entre as obras anunciadas, a autarca fez questão de frisar o bom andamento no que toca à construção do Centro de Saúde de Vila Franca de Xira, mas também a construção do novo hospital de Vila Franca de Xira, que irá albergar cinco concelhos.
A edil, frisou ainda que o “Passeio Ribeirinho” será em breve uma realidade, sendo esta obra um velho cavalo de batalha do executivo do PS de Vila Franca de Xira.
Quanto aos homenageados, o PS de Vila Franca de Xira fez questão de ter uma “dobradinha”. Por um lado a homenagem a Jorge Coelho já era esperada por todos, mas o PS entendeu galardoar também Paula Núncio, pela “dedicação ao partido”.
A homenagem a esta militante foi de resto uma surpresa para a própria “de outra forma não poderia ser, pois se assim fosse, recusaria a homenagem” disse Ricardo Teixeira.
Paula Núncio, descende de uma família de socialistas, que teve responsabilidades politicas ao longo dos últimos anos em Vila Franca de Xira.
Na hora da homenagem, Paula fez questão de salientar que o seu empenho está relacionado com a causa politica, agradecendo de forma emocionada o tributo que lhe foi prestado.
Quando ao homenageado “principal” Jorge Coelho, destacou o empenho de todos os militantes de Vila Franca de Xira e agradeceu a distinção.
Coelho fez questão de lembrar alguns episódios que lhe deixaram algumas marcas, nomeadamente a doença de que foi alvo, e que poderia ter tido consequências mortais.
Aliás o ex-governante, com o humor que lhe é reconhecido, salientou mesmo que “só o facto de saber que iria receber esta homenagem, me deu esperança para continuar a lutar” caso contrário poderia “não estar aqui hoje” ironizou Coelho, depois de Ricardo Teixeira ter afirmado que esta homenagem estava marcada, mas sem dada há três anos.
No seu discurso “ás tropas socialistas”, salientou a “garra e determinação de Maria da Luz Rosinha à frente da autarquia, destacando que na sua opinião o concelho de Vila Franca de Xira tem-se modernizado e tem crescido muito nos últimos anos. Uma afirmação que o levou a dizer “tomara eu que o meu pais estivesse tão à frente como está Vila Franca de Xira”.
Sobre Sócrates, Jorge Coelho aproveitou o momento para se solidarizar com o primeiro-ministro, classificando de “mesquinha” a campanha que diz ser orquestrada contra os líderes do PS.

Antes do adeus...


Um Ford de 1932 é a estrela dos Bombeiros Voluntários de Vila Franca de Xira. a viatura foi recuperada por três antigos elementos do quadro de honra para a inauguração do novo quartel, e hoje é um testemunho cheio de histórias para contar.


Os 125 anos do Bombeiros Voluntários de Vila Franca de Xira confundem-se com a história da então jovem vila.
Foi um 1884 que se começou a desenhar a fundação dos bombeiros da cidade. À época os soldados da paz ocupavam parte das instalações que hoje são a Câmara Municipal.
António Ferreira, segundo comandante do quadro de honra, lembra que foi Palha Blanco que deu um impulso ao antigo quartel. A prova disso, diz, é o sino que se encontra no topo do edifício e que era puxado, sempre que se tratasse de um fogo ou acidente grave, pois na altura ainda não havia sirenes eléctricas.
Ao Vida Ribatejana, este veterano lembra como os tempos eram diferentes, e como as situações pareciam sempre mais difíceis.
António de 89 anos, Augusto de 74 e Serafim de 57 anos, foram os veteranos que guiaram o nosso jornal numa visita pela história.
António e Augusto, participaram na construção de três dos quatro quartéis de bombeiros da cidade, nomeadamente, o segundo e terceiro edifício, na rua dos bombeiros voluntários, o último recentemente trocado pelo mais moderno quartel de bombeiros da zona. Deram o “corpo ao manifesto e a causa” como os próprios referiram, destacando que nos tempos que correm já é difícil encontrar voluntários para ajudar a causa.
A memória ainda está bem viva nestes soldados da paz. No bar da associação estão expostas várias fotos, algumas tiradas pelo pai de Reynaldo dos Santos, que contam a vida dos bombeiros. António e Augusto fizeram questão de as mostrar e ao mesmo tempo reavivar memórias antigas numa foto da grande família dos bombeiros de outros tempos, onde figuram rostos já desaparecidos.
Embora Serafim seja o mais novo do grupo, não deixa de partilhar com os colegas alguns desabafos de circunstância. O bombeiro lembra-se dos tempos difíceis por que passou, desde 1970, altura em que entrou na associação.
Foram estes bombeiros que recuperaram um Ford de 1932. Um antigo carro de bombeiros, que muitas recordações traz aos soldados da paz e que foi recuperado para assinalar a inauguração do actual quartel dos bombeiros locais.
Foi difícil encontrar as peças para recuperar o carro, mas António, Augusto e Serafim conseguiram adquirir peças quase de origem, que permitiu uma recuperação fiel ao veículo original.
Contudo nem todas as recordações são boas. António Ferreira lembra-se de maus momentos vividos naquela viatura. Um dos momentos mais marcantes foi um acidente onde perderam a vida quatro bombeiros. O carro seguia com destino a Alenquer, e despistou-se na zona da Castanheira. O antigo segundo comandante não gosta de recordar este episódio, que lhe traz lembranças antigas e uma forte carga emocional, ao recordar os companheiros que morreram, num passeio a Alenquer que queriam fundar uma corporação de bombeiros “mas o tempo vai andando e nós continuamos cá” disse António Ferreira.
Na altura combater um fogo com este carro era difícil. As recordações aí também não são as melhores “tínhamos de andar com as bombas ás costas, de poço em poço a tirar água” mas ainda assim não se arrepende desta vida passada nos bombeiros de Vila Franca de Xira.
Aos 89 anos, António Ferreira continua a apresentar-se ao serviço todos os dias ás 8h30m. É raro o dia que não vai ao quartel, o mesmo se aplica aos companheiros Augusto e Serafim, que fizeram da sua vida, salvar a vida do próximo.

Monday, April 23, 2007

Dois acidentes de viação e dois fogos dão trabalho aos bombeiros



Os bombeiros de Azambuja registaram no passado fim-de-semana dois acidentes graves e dois fogos. Segundo o comandante dos voluntários, Pedro Cardoso, este terá sido um dos mais trabalhosos, obrigando os soldados da paz a desdobrarem-se para ocorrer a todas as situações.
Um dos acidentes ocorreu na madrugada de sábado, à saída de Vila Nova da Rainha para a Central Termoeléctrica do Carregado.
Segundo os bombeiros, o acidente terá ocorrido devido a alguma falta de atenção dos automobilistas. Enquanto um dos veículos tentava viçar à esquerda para a Termoeléctrica, o outro não se terá apercebido e embateu violentamente na traseira do primeiro.
Deste acidente, resultaram um ferido ligeiro e um grave, sendo que um dos veículos acabou numa vala que se situa ao lado deste entroncamento.
Pedro Cardoso referiu ao Vida Ribatejana que este já “não é o primeiro acidente que acontece naquele local” e aponta como causas prováveis a recta que antecede o entronamento e a velocidade que se atinge no local especialmente à noite.
O segundo acidente ocorreu em Vale do Paraíso, na Rua 25 de Abril, na tarde de sábado, a caminho da estação de serviço de Aveiras de Cima. Deste acidente resultou apenas em ferimentos graves no único ocupante da viatura, uma rapariga natural de Vale do Paraíso e que foi transportada para o hospital de Vila Franca de Xira.
Os voluntários de Azambuja registaram ainda dois fogos no domingo. Um num anexo de uma casa nas imediações dos Casais dos Penedos, outro nos Casais das Amarelas. Neste caso, os bombeiros desconfiam que teve origem numa queimada ilegal, que posteriormente devido ao vento que se sentia na altura, poderá ter alastrado. Este é um caso que suscita dúvidas, por isso está já a ser investigado pelas autoridades.

Bombeiros testam "Busca e Salvamento"


Os bombeiros de Azambuja levaram a cabo no passado domingo uma acção de busca e salvamento em terreno hostil e desconhecido para os operacionais. Tratou-se de um exercício promovido pelo comando, com o objectivo de contribuir para a formação dos soldados da paz e que decorreu nas ruínas da Quinta da Marquesa em Azambuja.
Segundo o comandantes Pedro Cardoso, o cenário foi montado ao mais ínfimo pormenor, de modo a criar condições semelhantes a um teatro de operações. Nada foi esquecido neste exercício. O comandante dos bombeiros disse ao Vida Ribatejana que no local foi colocado um manequim com perto de sessenta quilos, de modo a simular o peso real de uma pessoa, que os bombeiros tiveram de resgatar. Ao mesmo tempo, o local foi completamente isolado, tendo sido criadas condições em termos de ambiente para dificultar a mobilidade dos bombeiros, quer através da colocação no local de objectos estranhos, quer através da introdução de fumos, de modo a dificultar também a visão.
Pedro Cardoso, referiu que o balanço deste exercício foi proveitoso, mas que só foi possível graças “ao senhor Manuel Almeida, que nos emprestou o edifício”. Aliás, segundo o operacional, “para fazermos estes exercícios temos de recorrer a Alcoentre, que tem uma casa-escola” porque em Azambuja não existe um local “onde possamos praticar exercícios de busca e salvamento”, referindo a importância de desconhecer o local onde se pratica este tipo de exercícios”.
Este exercício que envolveu perto de duas dezenas de homens, contou ainda com o apoio de quatro veículos de combate a incêndios urbanos, uma ambulância e um auto comando.
Pedro Cardoso, que destacou a importância destas iniciativas, salientou que depois do sucesso deste exercício, irá ser repetido mais vezes.

Filipe Menezes dá aulas ao PSD Azambuja


Luis Filipe Menezes presidente da Câmara de Vila Nova de Gaia e candidato à liderança do PSD esteve na passada sexta-feira em Azambuja para dar conta aos militantes locais de como se ganha uma autarquia. Durante cerca de duas horas, Menezes falou ás tropas laranjas sobre os métodos utilizados para ganhar a autarquia de Gaia, e o que devem fazer os futuros candidatos à autarquia azambujenses. A palestra que teve lugar no auditório do Pateo do vale verde em Azambuja, começou com a exibição de um vídeo sobre o concelho de Vila Nova de Gaia e o seu futuro, e contou com as presenças dos presidentes das concelhias de Alenquer e Azambuja, bem como do vereador do PSD local Perante cerca de seis dezenas de militantes, o autarca salientou que nos dias que correr “é muito difícil ter casas cheias neste tipo de coisas” argumentando que existe algum divórcio entre as pessoas e a política. Menezes aproveitou o momento para destacar a legitimidade”do PSD ser também maioria E ganhar as eleições locais” argumentando que é importante traçar alguns objectivos para chegar à liderança. Segundo Luis Filipe Menezes é importante situar a estratégia em três vectores “é importante ter um diagnostico da realidade” tendo em conta que o conhecimento do terreno é importante”. Em seguida o edil de Gaia salienta “a conceptualização de um objectivo estratégico” onde é fundamental apontar o caminho a seguir pela comunidade. Por último levar a cabo uma “metodologia faseada da acção” a que se propôs. Esta palestra de Menezes, surge na sequência das várias intervenções que tem feito junto das concelhias do PSD. Aliás este tipo de iniciativas não é nova. Em 2005 o orador foi Isaltino de Morais, à época ministro das cidades do governo de Santana Lopes, que esteve em Aveiras de Cima, meses antes das eleições autárquicas.

Wednesday, April 11, 2007

A TABERNA DO CHICO GUELA


Longe da Avinho, a Taberna do “Chico Guela” é a única resistente na freguesia de Aveiras de Cima. Há setenta e quatro anos com a porta aberta, a taberna ainda tem alguns clientes fixos, mas poucos, pois os tempos são outros e os fregueses já não procuram, na maioria, estas casas para “matar o bicho”


A taberna do “Chico Guela” é a última taberna de Aveiras de Cima. O estabelecimento já tem mais de setenta anos, e os proprietários actuais, já viram o negócio a correr melhor.
Ofélia Seabra de 74 anos, herdou o negócio do pai. Já lá vão trinta anos e cada ano “tem sido pior que o outro”. Casada com Francisco Vieira com oitenta anos, Ofélia diz que cada dia é um dia diferente e longe vão os tempos de casa farta e com muitos clientes. Hoje os tempos são outros, e de tempos a tempos lá vai aparecendo um cliente novo. Ofélia Sequeira lamenta que a falta de fregueses “os velhos vão morrendo, olhe ainda no outro dia morreu um, e os novos não vêm cá”.
A taberna do “Chico Guela” fica na rua Francisco Almeida Grandella em Aveiras de Cima, e longe da Avinho “o ano passado até fechamos mais cedo” diz Ofélia que refere o facto da maior e mais nova festa da freguesia ironicamente ligada ao vinho, não lhe trazer clientes novos.
Os novos, diz, não vão à taberna “não temos café, e não estamos a pensar nisso, porque teríamos de mudar muitas coisas” refere ao Vida Ribatejana, destacando que os tempos de hoje são difíceis.
Ofélia não tem o estatuto de reformada “não descontei, e por isso tenho de continuar aqui” mas o marido Francisco Vieira está reformado há alguns anos, ainda assim prefere dar uma ajuda à mulher.
Quase todos os dias, o ritual é o mesmo. Sem dia de folga, Ofélia e Francisco revezam-se para manter aberta a taberna, que ainda tem alguns clientes fixos, mas tudo pessoas de idade “já que os novos não nos ligam nenhuma, só os drogados” lamenta.
Ela abre a casa ás 6 da manhã para alguns clientes, ele pega depois de almoço e permanece até, muitas vezes, à meia-noite.
E enquanto a saúde vai ajudando, este casal de idosos, vai mantendo o seu ritmo de trabalho, embora os dias sejam muito diferentes do tempo em que não havia cafés, e que a taberna era o ponto de encontro de novos e velhos.
Aliás, Ofélia Seabra e Francisco dizem ter saudades do antigamente. Se por um lado o negócio era próspero, por outro “era mais novo. Carregava com sacas de cem quilos ás costas. Hoje não posso fazer o mesmo” diz Francisco lamentando também o facto de muitas vezes pelo meio-dia, altura em que chega à taberna “só tenho cinco euros na gaveta, e ás vezes nem isso”.
A Avinho, decorre já no próximo fim de semana em Aveiras de Cima, mas para este casal, o vinho é o negócio de todos os dias, talvez por isso não depositem grande fé no certame, que vai decorrer longe da rua principal da vila e que de certo não irá trazer novos clientes a uma taberna que está na mesma família há mais de setenta anos e que marca o dia-a-dia de alguns clientes habituados a outra vivência e de um outra geração.

HÁ VINHO em AVEIRAS DE CIMA


Milhares de pessoas são esperadas em Aveiras de Cima já esta sexta-feira. trata-se da Avinho, festa do vinho e das adegas, que promete para além do néctar proveniente das vinhas locais, muita festa até altas horas da madrugada.

A vila de Aveiras de Cima está a preparar-se para mais um fim-de-semana de festa. Trata-se da Avinho - festa do vinho e das adegas, que pela terceira vez é realizada naquela vila do concelho de Azambuja.
Se as anteriores edições foram um sucesso, a edição de 2007 tem tudo para o voltar a ser.
Nas palavras do vereador Marco Leal, a Ávinho “já está a ficar consolidada em Aveiras e no concelho” pelo que o vereador acredita “que a festa irá continuar, independentemente dos executivos que venham a seguir para a Câmara Municipal de Azambuja”, frisando que “a população logo na edição zero, abraçou de corpo e alma este projecto”
O vereador congratula-se entretanto com a adesão da população de Aveiras de Cima mas sobretudo com a adesão dos produtores.
Se por um lado esta é uma festa dedicada à vinha e ao vinho, é também e por outro, recheada de hospitalidade, pois a prova de que os aveiricenses sabem receber bem, é dada na noite de sexta-feira, onde os visitantes são convidados a visitar as adegas, a provar o vinho e a comer febras ou entremeadas (ver programa).
Neste sentido, o vereador sublinha a hospitalidade dos anfitriões “esquecendo tricas e rivalidades antigas que desde sempre separaram Azambuja e Aveiras de Cima”.
Ao todo serão distribuídos mais de 100 quilos de febras e entremeadas, muito pão e vinho, num certame que tem vindo a ganhar adeptos, e que já tem um lugar próprio na agenda cultural do Ribatejo.
Um dos objectivos desta iniciativa, passa pela divulgação do vinho local, mas também das tradições que estão ligadas ao vinho. Existem ainda muitos produtores no alto concelho, e muitos deles em Aveiras de Cima.
Leal considera que este certame pode ser uma mais valia para a promoção do vinho do concelho de Azambuja, até porque segundo o vereador “existe um problema aqui na região do Ribatejo, não existe uma marca forte no vinho. Existe a Rota dos Vinhos, mas não funciona” diz o vereador.
Já no que toca à marca “Ribatejo” Marco Leal sustenta que esta “também não vinga para além da tentativa por parte da Câmara do Cartaxo de ser a Capital do Vinho” e esclarece que “o facto é que outras marcas, nomeadamente do Douro ou Alentejanas têm muito mais força, porque apostam muito na publicidade e na imagem da marca”.
No que toca ao concelho de Azambuja “não temos a pretensão de sermos a capital do vinho ou de toda a gente ficar a conhecer o vinho de Aveiras” e salienta que com este certame o objectivo é “dar a conhecer Aveiras de Cima. E ao conhecer Aveiras de Cima vai conhecer o vinho de Aveiras e depois vai alargando aos poucos ao restante concelho” e acrescenta que esta é uma “festa de rua”.
O vereador com o pelouro da cultura explica entretanto, que para além dos objectivos ligados à produção, há também uma componente lúdica, como são os casos dos fados cantados nas adegas locais, até ás mais altas horas da madrugada, ou das actuações de diferentes grupos, como são os casos das tunas, dos “Pilhas Galinhas” com a música tradicional, das bandinhas que vão estar a actuar no terreno ou do Quim Barreiros, o cabeça de cartaz deste ano e que deverá actuar no Largo da República, ás 10 da noite de sábado.
E se o certame tem corrido bem, dentro destes três dias, era de esperar que a Câmara aumentasse o número de dias. Mas não. Marco Leal sublinha que este é um certame diferente da Feira de Maio que já vai em cinco dias, e que devido à agenda dos produtores envolvidos, torna-se uma questão difícil de contornar.
Um exemplo disso, diz o autarca, foi o horário da primeira edição da Avinho. À época 2005, o certame começava ás 3 da tarde, mas a adesão não foi a esperada. Por isso a autarquia considera que o início marcado para as 19 horas é o ideal.
Este ano não foi possível, por motivos de “tyiming” mas para o próximo ano, a autarquia promete inovar e incluir a gastronomia local neste certame. Segundo o vereador, para a edição 2008, serão distribuídos aos restaurantes, milhares de guardanapos com a chancela do município e da Avinho, com alguma antecedência para de certa forma divulgar a festa.
Está também prevista a introdução da gastronomia, com a confecção de alguns pratos típicos, nos restaurantes aderentes, bem como o fomento da venda dos vinhos locais nos restaurantes de Aveiras de Cima.
Aliás este ano, a gastronomia fará parte de um colóquio que decorrerá domingo de manha na Casa do Povo local com a temática “Novos Rumos para o Vinho e Gastronomia” e que será inserido no XXV Concurso de Vinhos do Concelho de Azambuja.
Quanto ao funcionamento deste certame, este manterá o figurino habitual. O visitante será convidado a adquirir uma caneca por um euro, e depois poderá beber de graça em todas as adegas aderentes.
Este ano o destinatário da receita das canecas será a Filarmónica Aveirense, embora segundo Marco Leal, a autarquia preferisse dar ás receitas um fim mais social e abrangente. O vereador contou ao Vida Ribatejana que a decisão foi dos produtores e que a Câmara “não tem voto na matéria” mas que o facto das receitas serem para um instituição com fins sociais, como foi o caso do ano passado para a Casa Mãe, poderá despertar nas pessoas o interesse de ajudar uma causa. Contudo o vereador vinca que o sucesso da Avinho é garantido, a menos que o tempo não ajude, dizemos nós.

Monday, April 09, 2007

Aveiras de Baixo espera pelo Vale Gerardo






Aveiras de Baixo deposita toda a esperança de crescimento na aprovação do plano de pormenor do Vale Gerardo, que é visto como um balão de oxigénio, dado que a freguesia é muito limitada no que concerne a áreas de construção. Situada entre REN e RAN, entre outras condicionantes, Aveiras de Baixo poderá ver o seu desenvolvimento naquele vale, com cerca de 17 hectares onde serrão construídas 120 habitações.


Aveiras de Baixo no concelho de Azambuja está a contar com a aprovação do pleno de pormenor do Vele Gerardo para uma nova dinâmica na sede de freguesia.
Segundo Silvino Lúcio presidente da Junta de Aveiras de Baixo, a autarquia tem esperança que com a aprovação daquele plano, se fixem mais jovens casais na freguesia e assim não decresça a população.
O espaço foi comprado pela Câmara Municipal de Azambuja há alguns anos, tendo custado perto de 150 mil euros.
Na altura, e segundo o presidente da junta, parte do vale com cerca de 17 hectares, estaria destinado a habitação mas também a uma quinta pedagógica. P+assados alguns anos a situação alterou-se ligeiramente. Silvino Lúcio continua a apostar na criação da quinta pedagógica, mas a prioridade passa agora pela construção de 120 moradias, com o objectivo de criar outra dinâmica no local.
O enorme espaço verde que se perde no horizonte, está agora nas mãos da CCDR (Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional) para a aprovação do plano de pormenor.
Durante uma visita ao local, inserida nas reuniões descentralizadas, levadas a babo pela Câmara Municipal de Azambuja, o presidente da junta considerou de “máxima importância” a elaboração deste plano “os documentos já foram entregues, agora estamos à espera. E segundo o que temos ouvido todos os planos de pormenor, estão parados em função do PROT (Plano Regional Ordenamento do Território”, que estará aprovado “até ao fim do ano, segundo dizem” referiu Silvino Lúcio.
Para o local e com a prospectiva das cerca de 120 moradias, rumarão muitas famílias. Um dado também contemplado na carta educativa, que desenhou para o local, um centro escolar, também de modo a garantir condições de estudo ás crianças.
Nesta visita onde Joaquim Ramos, presidente da Câmara Municipal de Azambuja não participou, devido à presença do ministro da agricultura numa cerimonia da Caixa Agrícola Local, houve ainda tempo para dar conta de algumas preocupações dos autarcas de Aveiras de Baixo.
Já na localidade das Virtudes, Silvino Lúcio destacou a importância da valorização do único espaço desportivo da freguesia, com a construção de bancadas e da sede social da associação. Por outro lado o autarca anunciou que já estão em curso as negociação com alguns proprietários de terrenos contíguos à futura estrada de ligação a Azambuja.
Este é aliás um assunto eu tem sido recorrente nas visitas da autarquia. Na última visita Joaquim Ramos salientou a importância desta via para uma ligação mais segura a Azambuja.
O edil terá dito na altura que a autarquia ainda não tinha um acordo coma REFER para a pavimentação e regularização da estrada.
Contudo confirmou que já existe um técnico destacado para acompanhar as obras da estrada e vincou que “vamos reperfilar a estrada, que vai entrar em terrenos particulares, mas já contactei alguns proprietários e já estão disponíveis para fazer a cedência de terreno”. Uma versão confirmada pelo vice-presidente da Câmara Luis de Sousa, que sublinhou o esforço que a autarquia tem vindo a fazer para conseguir com os seus meios reperfilar a estrada, que passará a ser alcatroada e terá cerca de seis metros de largira, de modo a permitir a circulação em segurança, num troco de quase dois quilómetros, que liga actualmente em terra batida, a localidade de Virtudes, à vila e sede de concelho de Azambuja.
Ainda em Virtudes, o presidente da Junta anunciou a aquisição do convento. Segundo Silvino Lúcio, a câmara irá despender, após muitas negociações, perto de 65 mil euros para a aquisição do imóvel, já em avançado estado de degradação.
A autarquia vai agora renovar o arranjos exteriores ao edifício, e prepara-se para instalar uma cobertura assente em alguns pilares, que servirá apenas para que o convento não se degrade ainda mais.
Joaquim Ramos, presidente da Câmara Municipal de Azambuja, disse entretanto que uma das ideias passa por fazer daquele local “um auditório e centro cultural minimalista".

Planos de emergência preocupam bombeiros


O serviço municipal de protecção civil de Azambuja esteve reunido pela primeira vez na passada semana, desde que José Manuel Pratas assumiu a responsabilidade daquele pelouro. Os técnicos municipais e as diversas entidades que compõem o serviço, trocaram experiências, dúvidas e aproveitaram o momento conhecer alguma legislação recentemente aprovada, naquele sector.

A implantação dos planos de emergência das escolas do concelho de Azambuja foi um dos assuntos abordados passou pela colocação em prática dos plenos de emergência das escolas do município. Uma situação considerada importante por todos os intervenientes, mas cuja implantação, responsabilidade das escolas, ainda está atrasada.
Em todo o processo, apenas a escola secundária de Azambuja, tem um plano de emergência devidamente homologado pelo serviço nacional de protecção civil, mas há dois anos que o estabelecimento de ensino não realiza qualquer simulacro, a fim de testar todo o plano.
Segundo Pedro Cardoso, coordenador da protecção civil municipal, os restantes estabelecimentos de ensino, já têm em elaboração os planos, contudo o operacional lamenta a falta de adesão a uma reunião feita há dois anos, e cujo objectivo passava por esclarecer as escolas sobre o assunto.
Pedro Cardoso, diz no entanto que a protecção civil municipal está à disposição dos professores e dos agrupamentos para colaborar. O serviço fornece todas as ferramentas necessárias para a elaboração dos planos, mas reforça que a iniciativa deve partir dos agrupamentos, reforçando que no agrupamento de vale de Aveiras “já foi feita formação em todas as escolas, tendo em conta o plano de emergência e de evacuação”, por outro lado o coordenador destaca que os planos de emergência das escolas só poderão ser testados depois de aprovados e colocados em prática.
O responsável vinca também que todos os planos, antes de chegarem à entidade máxima que é o SNBPC; passam pelo seu gabinete, “a fim de serem revistos e corrigidas algumas situações” e argumenta com alguma certeza que os planos que estão ainda em elaboração em algumas escolas dos diversos agrupamentos “terão aprovação garantida” por parte da entidade.
Para a elaboração deste plano, foi distribuído um projecto tipo ás escolas “que depois é adaptado à estrutura da escola e ao número de alunos e professores”.
Estes, são aliás planos que devem mudar todos os anos. O responsável sublinhou ao Vida Ribatejana esta necessidade de ajuste, até porque qualquer plano de emergência tem alguns procedimentos personalizados, sendo considerados “planos activos e não passivos”.
Pedro Cardoso explica que é necessário alterar os documentos, todos os anos devido ao aumento ou diminuição de alunos e professores, mas também à constante mudança de professores de escola em escola.
Na prática “todos os planos dizem por exemplo que o professor x apaga as luzes, o y fecha o gás e a maioria dos professores nem fica mais de um ano nas escolas”.
Cada plano muda consoante a escola. A tipologia do edifício, a sua construção e as vertentes que lecciona. Neste caso o operacional lembra que os procedimentos não são os mesmos numa escola com laboratório de química, ou de uma básica apenas com uma ou duas salas. Mudam as indicações, os procedimentos a tomar numa possível evacuação e até os extintores têm de ser diferentes.
No concelho de Azambuja o coordenador do serviço refere que em alguns casos apenas falta para colocar no terreno alguns dos planos já aprovados, a colocação da sinalética, como por exemplo a indicação de saída de emergência ou das casas de banho. São os casos da Escola Integrada de Azambuja, do agrupamento do Vale de Aveiras “o pessoal empenhou-se e a única coisa em falta é a implementação de toda a sinalética, faltando nestes casos a aprovação do serviço nacional de bombeiros”.
Apenas no agrupamento de Manique do Intendente, que inclui Alcoentre existe algum atraso “têm havido obras e alterações nas infra-estruturas e por isso há um atraso”.
Contudo o operacional revela-se mais preocupado com os planos de emergência dos estabelecimentos de ensino do pré-escolar, cujos documentos nunca chegaram à protecção civil municipal e por isso, não há conhecimento dos procedimentos a ter em conta nas instituições, em caso de uma emergência.
Pedro Cardoso, refere por seu lado que no caso do município de Azambuja “vamos estabelecer contactos com as várias entidades e pedir que nos seja (ao serviço municipal de protecção civil” cedidos esses planos, para podermos fazer os nossos planos prévios de prevenção, o que só é possível conhecendo os documentos das instituições”.
O operacional vinca entretanto que nesta situação, estão todas as instituições do concelho com as valências de creche, pré-escolar ou mesmo centro de dia e lar com internamento.
É também na vertente de lar que o serviço municipal de protecção civil, está apostado em mudar algumas coisas. Pedro Cardoso vinca que é da responsabilidade da segurança social fiscalizar esses estabelecimentos, mas confirma que existem instituições cujas plantas de emergência são desconhecidas para o serviço.
Pedro Cardoso, acentua mais a sua preocupação, quando salienta que nos “Casais da Lagoa existe um lar de idosos que ainda não está licenciado” que é dirigido por uma entidade particular.
Cardoso salienta que nestes casos as plantas de emergência, são muito importantes, assim como os consequentes testes de operacionalidade. Contudo com ou sem planos de emergência, “todos os lares são preocupantes”, e reafirma que está em causa a pouca mobilidade dos seus utentes “e num lar onde há muitos residentes com pouca mobilidade, tenho a certeza que as instituições não conseguem ter muitos funcionário para que num caso de emergência se faça uma evacuação rápida, não é fácil”, mas acrescenta que “aquilo que sei é que todos os lares deste concelho têm sistema de emergência contra incêndios, que estando operacionais vão dar um alerta e vão fazer com que as coisas se minimizem” acrescentando que num caso de incêndio real num lar “é sempre uma situação complicada” disse.

Sunday, April 01, 2007

Presidente da Junta contra separador central


Hélio Justino presidente da junta de freguesia de Samora Correia diz-se preocupado com as inúmeras reclamações que têm chegado ao seu gabinete. Em causa esta a colocação de um separador no Porto Alto com mais de 20 centímetros de altura, e que está a deixar a população e os comerciantes indignados.
Segundo o presidente da Junta, este separador foi colocado pela direcção de estradas de Santarém, contudo nem a junta nem a Câmara de Benavente, foram consultadas.
O autarca referiu à Rádio Ribatejo, que sabia apenas oficialmente da construção de duas rotundas, e que do separador apenas tinha a informação por parte da população. Em reunião com o presidente da Junta, Antonio José Ganhão, presidente da Câmara de Benavente afirmou também o Desconhecimento de toda a situação, mostrando-se, segundo Hélio Justino, surpreendido com o assunto.
Justino vinca que foi numa reunião com a direcção de estradas que ficou a saber da decisão “de construir um separador central ininterrupto entre rotundas por razões de segurança. Esta foi a argumentação do director de estradas”.
O presidente da junta considera que o separador representa um impacto negativo para aquela zona, nomeadamente junto dos empresários mas não só.
O edil salienta que numa reunião pública entre a população e o director de estradas de Santarém na sede da Junta de Freguesia, onde fiaram patentes outros problemas causados por aquele separador com quase dois quilómetros de extensão.
Desse encontro resultaram para já alguns melhoramentos “ em alguns casos pontuais” segundo diz Hélio Justino.
Mas as preocupações do autarca não ficam por aqui. Depois destas obras as dificuldades no trânsito naquele troço avolumaram-se. Para além de trazerem mais tráfego para a vila “o que é contrario aquilo que queríamos. Uma vez que veio trazer mais camiões para dentro da localidade”.
Por outro lado, lembra que não podem ser efectuadas viragens à esquerda, o que obriga os veículos a fazer a inversão de marcha nas rotundas, resultando daí um impacto negativo para os inúmeros empresários que ali têm os seus negócios.
Também a segurança é uma preocupação dos autarcas e população. Em caso de acidente, o socorro torna-se mais difícil, até porque só há uma via para cada lado, e isso pode prejudicar o trabalho dos bombeiros.
O edil diz que a construção de uma dou duas rotundas pode ser uma das possibilidades, para minimizar o impacto deste separador.
Nesta altura o processo está num impasse. Hélio Justino anunciou que o presidente da Câmara de Benavente já solicitou uma reunião com o director geral do Instituto das Estradas, e que nesta altura a junta está expectante, até porque está a correr junto da população um abaixo-assinado e vinca que “o executivo da junta de freguesia de Samora Correia, também não concorda com a colocação daquele separador” disse.





Tuesday, March 27, 2007

"Gange" aterroriza taxistas em Azambuja


Dois taxistas de Azambuja foram no final da semana passada agredidos, roubados num dos casos sequestrados por imigrantes de leste que ainda estão por encontrar. O roubo rendeu cerca de 50 euros e um telemóvel, mas foras as agressões e o esfaqueamento de um colega que fizeram com um destes taxistas já tivesse deixado a profissão.

Um jovem taxista de Azambuja, foi assaltado passada quinta-feira em Azambuja.
Segundo apuramos, o taxista terá apanhado dois passageiros na localidade de Vale da Pedra (Cartaxo) com destino a Azambuja.
Todavia, este não era um serviço para este taxista, mas para outro que por ter em mãos outro trabalho, pediu ao colega que assegura-se o transporte destes passageiros.
Durante o percurso, os dois meliantes encostaram uma arma branca ao taxista, e obrigaram-no a parar na zona da Guarita, em plena estrada nacional 3.
Sob ameaça da faca. O taxista foi arrastado para fora do carro, vendado, amarrado e agredido violentamente pelos dois que ainda não estão identificados, segundo as autoridades policiais.
Os assaltantes conseguiram extorquir perto de 50 euros ao taxista, e levaram ainda o telemóvel da vítima, colocando-se em fuga com o táxi, que mais tarde viriam a abandonar no terminal de Azambuja, até porque quando furtaram o carro, este não tinha muita gasolina, só a suficiente para fazer um serviço, que aparentemente seria rotineiro.
Foi com dificuldade que a vitima conseguiu deslocar-se para junto de um as pessoas que estavam a escassos metros de onde tudo aconteceu.
De acordo com uma fonte próxima, terá sido o próprio a conseguir libertar-se da fita adesiva que tinha nas pernas, contudo não terá conseguido libertar as mãos, porque para além da fita adesiva, tinha sido atado com braçadeiras de serrilha.
Já a caminho de Azambuja, o taxista terá conseguido uma boleia junto à Quinta de Vale Fornos, tendo-se deslocado de imediato para o posto da GNR.
Todavia e apesar de próximas, as pessoas que terão ajudado o taxista, não terão visto o incidente, pelo que nesta altura cabe as autoridades investigar o sucedido.
Entretanto Fernando Andrade, o taxista a quem tinha sido solicitado o serviço pelos passageiros e o colega agredido tomaram a iniciativa de tentar identificar os agressores do colega. Já no Vale da Pedra e munidos da morada dos suspeitos, Fernando bateu à porta “e à janela veio um outro elemento que não fazia parte do grupo de dois homens que terão sequestrado e agredido o colega disse-me que ali não morava nenhum Pedro”.
Os dois taxistas foram então até ao café e já à saída Fernando Andrade é abordado pela pessoa a quem tinha perguntado pelo Pedro “nessa altura encostou-se a mim e espetou-me a faca no peito duas vezes. À terceira já estava à espera e consegui agarrar a faca, cortei a mão mas consegui dominar a situação”.
Já caído no chão, o agressor colocou-se em fuga, tendo sido detido pelas autoridades horas depois.
De acordo com Fernando Andrade a chamada que deu origem a este incidente foi feita para o seu telemóvel pessoal. Uma questão que é facilmente explicável pelo facto do taxista ter colocado em alguns cafés carões de visita. Inclusive no próprio café onde aconteceu a agressão, existe um cartão seu ao qual os elementos deste “grupo” podiam ter tido facilmente acesso.
Fernando Andrade foi assistido de imediato no hospital de Santarém, e apesar deste incidente garantiu ao Vida Ribatejana que não irá mudar a sua maneira de estar no trabalho “irei ter mais cuidado é com as pessoas que se encostem a mim”.
Para já este incidente fez com que dois taxistas abandonassem a profissão. Um deles, o homem que estava no local certo, mas à hora errada.


Monday, March 26, 2007

População do Carregado protesta


A população da freguesia do Carregado e dos Cadafais, juntou-se na passada quarta-feira em frente da extensão do centro de saúde local. O objectivo era recolher assinaturas para reivindicar junto da ARS mais médicos para uma unidade onde mais de 3500 utentes não têm médico de família.

Cerca de meia centena de pessoas, participaram na passada quarta-feira num encontro de protesto contra a falta de condições da extensão de saúde do Carregado.
O protesto, para o qual foram chamados os utentes dos Cadafais e Carregado, tinha como objectivo sensibilizar a ARS (Administração Regional de Saúde) para a falta de médicos de família, e para o horário de funcionamento daquela unidade.
Durante uma intervenção, que serviu de apelo à unidade dos utentes da extensão, Rogério Silva disse estar certo que aquela era uma luta justa, tanto mais que muito dos presentes nesta concentração já sentiram na pele “o que é não ter médico de família e outros sentem também o que é vir para aqui diariamente de madrugada”.
O rosto deste protesto aproveitou o facto do dia de quarta-feira ter sido bastante ventoso, para classificar de “desumano” o facto do edifício com instalações novas e modernas “não abrir de madrugada, no sentido de acolher em condições dignas todos aqueles que aqui se deslocam para marcar a sua consulta no próprio dia”.
Neste sentido, Rogério Silva salientou a importância de um abaixo-assinado, para pressionar as entidades competentes, a atender as reivindicações da população da freguesia do Carregado e Cadafais.
Segundo apuramos, nesta altura as assinaturas recolhidas já ultrapassam o meio milhar, sendo que este é um número que “espelha o descontentamento dos populares”.
Ao longo de toda a semana, e depois do apelo de Rogério Silva, os populares passaram palavra e conseguiram juntar muitas mais assinaturas, que serão contabilizadas nos próximos dias.
Este é aliás um protesto que já não vem de agora. Na freguesia do Carregado existem mais de 3500 utentes sem médico de família. Os populares têm reivindicado uma solução para esse problema, mas a ARS disse na última edição do Vida Ribatejana que não existem médicos disponíveis para colmatar essa lacuna, salientando que “caso a direcção do Centro de Saúde de Alenquer ou a ARS não acolha aquilo que são as nossas preocupações, certamente que iremos propor aos utentes, novas iniciativas” lembrando que a comissão não irá parar e que aqueles que aqui estão hoje, serão mais numa próxima vez”
Rogério Silva, salientou contudo que a comissão de utentes fará tudo o que estiver ao seu alcança para resolver o assunto, e depois desta concentração, já informou que haverá outro encontro com a população, contudo ainda não tem data definida.

Crianças correm por Moçambique


As crianças do Centro Paroquial de Azambuja conseguiram na última semana angariar perto de 1500 euros para ajudar a construir escolas em Moçambique. Em troca correram todas juntas por esta causa nas ruas da vila de Azambuja. Ao todo participaram cerca de 400 alunos do centro paroquial.

Cerca de quatro centenas de crianças, do centro paroquial de Azambuja participaram esta segunda-feira na corrida solidária. Tratou-se de um convite dos médicos do mundo àquela instituição, no sentido de angariar fundos para a construção de escolas em Moçambique.
Ao longo de toda a semana, jovens desta instituição apelaram aos corações dos empresários, pais e lojistas de Azambuja, para que estes contribuíssem com donativos para ajudar as crianças moçambicanas.
O fruto desse trabalho, parece ter sortido algum efeito, até porque segundo Victor Martinho, um dos responsáveis por esta iniciativa “angariamos perto de 1500 euros” contudo o mesmo salientou que a verba final ainda não estava contabilizada.
O pecúlio será agora depositado numa conta no banco Montepio Geral à qual terão acesso os responsáveis desta iniciativa, os médicos do mundo, que canalizarão para as entidades moçambicanas.
Nesta corrida de solidariedade, que se repetiu um pouco por todo o país, participaram crianças de todas as idades daquela instituição, bem como os educadores que viram nos mais jovens um verdadeiro exemplo de uma causa, em que a solidariedade está em primeiro lugar.
Victor Martinho salienta o balanço desta iniciativa, e anunciou ao Vida Ribatejana que outras acções do mesmo género poderão ser realizadas num futuro próximo, nomeadamente uma outra corrida “ao nível de toda a comunidade escolar de Azambuja”.
Quanto ás crianças. Estas estavam felizes da vida. Primeiro porque “foi um dia diferente e depois porque conseguimos ajudar os meninos de Moçambique”.
O percurso desta corrida andou à volta do centro paroquial de Azambuja e do jardim urbano, e foi por alguns populares considerado o mais indicado “tendo em conta a idade dos miúdos” disse ao Vida Ribatejana um popular que se referiu a esta iniciativa “como um exemplo para os adultos que são egoístas, e não pensam em quem tem mais dificuldades”. Se duvidas houvesse, ficariam dissipadas nos olhos de alguns comerciantes que aderiram à iniciativa “mais por brincadeira, mas que nos deixa a pensar…. Deixa” disse um empresário ao Vida Ribatejana.
No fim de contas, as classificações não importaram, importaram-se mais as crianças a chegar ao centro, para um belo lanche de meio da manhã para retemperar energias.

Wednesday, March 21, 2007

Familia brasileira junta-se em portugal ao fim de 6 anos


Osmar João Gonçalves bem pode ser um exemplo de sucesso de um emigrante brasileiro em terras lusas. Este emigrante brasileiro saiu do Brasil há seis anos, e depois de ter Lutado contra as saudades e as dificuldades de um país diferente, conseguiu trazer a família para junto de si. A Osmar, juntaram-se no mês passado a mulher e as duas filhas, que em breve começarão a frequentar a escola

Faz no próximo mês de Junho seis anos que Osmar João Gonçalves está em Portugal. Aparentemente a história de Osmar é igual a tantas outras histórias de emigrantes oriundos do Brasil, todavia, Osmar alcançou no mês passado um dos seus maiores objectivos, e que nem sempre está ao alcance de todos.
Ao fim de seis anos, este emigrante, nascido em Baía, conseguiu juntar toda a família em Portugal, mas para trás, o percurso de Osmar, fica marcada por contrariedades que lhe mudaram o rumo de uma vida.
Ao Vida Ribatejana, este emigrante de 46 anos, destacou que no Brasil tudo lhe corria bem. Estudou até entrar na faculdade, tendo conseguido mesmo entrar em matemática, mas nunca chegou a completar a faculdade, porque entretanto já estava a trabalhar num banco privado, onde esteve durante 16 anos. Quando as coisas estavam encaminhadas, a crise bateu-lhe à porta, levando-o em conjunto com mais colegas, ao despedimento e ao abandono de uma actividade que até era do seu agrado.
No Brasil as oportunidades escasseavam, e foi depois de alguns contactos com primos brasileiros já a viver em Portugal, que Osmar decidiu deitar mãos à obra e rumar ao nosso país, com a ajuda da indemnização que recebera do banco onde trabalhara.
Ainda no Brasil e antes de vir para Portugal, Osmar, adquiriu uma quinta, onde tem alguns animais, que sempre dão algum rendimento à família. Depois da saída no mês passado da mulher e das duas filhas para Portugal, a gestão do espaço ficou entregue ao pai de Osmar, que em Portugal é funcionário de uma bomba de gasolina em Azambuja.
Quanto ao investimento feito na quinta, o emigrante diz “que no Brasil o investimento numa quinta com vacas e exploração de leite o rendimento é bom, porque é liquidez imediata. Entregou, recebeu e por isso não tem investimento”. Melhor ainda porque Osmar já trocou essa quinta por outra maior, aumentando assim o pecúlio da família e assegurando o seu futuro “ e criamos um património razoável para quem quer trabalhar”.
Já no nosso país, conta que não foi difícil adaptar-se aos nossos costumes. A língua era igual “e o relacionamento com o pessoal português foi bacana, e é divertido e apoia os brasileiros, porque falamos a mesma língua”. Um dado importante na integração deste emigrante em Portugal, que revela não estar arrependido de ter emigrado.
Como prova disso, Osmar consegui juntar a si a família que estava no Brasil e que só visitava uma vez por ano. Mas nem sempre foi assim “estive três anos em ir ao Brasil, só depois é que lá fui uma vez por ano” disse.
Segundo o emigrante, as saudades da família, foram os obstáculos mais difíceis de contornar. Já no que toca à gastronomia, salienta que o primeiro impacto foi difícil, “é muito frango e bife com batata frita” acrescentando que para matar as saudades da comida brasileira “eu fazia alguns pratos em casa, com aquilo que encontrava no supermercado”
Em Portugal, o emigrante tentou arranjar soluções para o conforto da mulher Ariene, esteticista no Brasil, e para as duas filhas do casal, Ana Luísa e Ana Laura com oito e 10 anos, que em breve começarão a ter aulas na escola básica de Azambuja. Numa primeira fase, a família está alojada num apartamento alugado, mas posteriormente, Osmar quer comprar uma casa para a família.
Para já Osmar Ariene, Ana Luísa e Ana Laura, estão instalados em Azambuja, e não têm planos urgentes para voltar ao Brasil, contudo essa é uma porta que não está fechada.

Balanço positivo na integração de emigrantes

Luis de Sousa vereador da Câmara Municipal de Azambuja considera que o processo de integração de emigrantes no município tem sido positivo.
Numa entrevista ao Vida Ribatejana, o responsável sublinhou o empenho da autarquia em conjunto com o ACIME (Alto Comissariado para a Imigração e Minorias Étnicas), para uma integração mais efectiva dos forasteiros.
Segundo Luis de Sousa, o gabinete de apoio ao emigrante criado em Novembro de 2004 tem correspondido as expectativas criadas pelos emigrantes.
O ano passado foi de algum trabalho para o gabinete. Segundo os dados da autarquia, em 2006 foram atendidos 104 emigrantes, mas este é um numero que não satisfaz plenamente o vereador que vinca a sua convicção afirmando que “existem muitos mais emigrantes no nosso concelho ainda clandestinos e ilegais, e que por isso têm algum receio em vir dar a cara a este gabinete, e têm também medo que a Câmara os vá denunciar, o que não é verdade” diz Luís de Sousa, vincando que “se não fosse esse receio, muitos mais viriam ao gabinete” isto apesar da divulgação que a Câmara tem vindo a fazer, quer durante a Feira de Maio, ou de um programa de rádio que esteve no ar na Radio Ribatejo durante o verão do ano passado.
Segundo o vereador, esse programa pago pela autarquia, tinha como objectivo divulgar as iniciativas do ACIME, todavia a dispersão dos elementos levou a que o programa fosse cancelado. Por outro lado, Luis de Sousa destaca que foi criada também uma Associação de Imigrantes, que era a essa associação que cabia a realização do programa. O vereador vinca ainda que a associação ainda existe, mas que não funciona com subsídios da Câmara, uma vez que a autarquia apenas financiou a elaboração dos estatutos e da escritura.
No município de Azambuja, e de acordo com um estudo feito pela Câmara, predominam as mulheres imigrantes. Ao todo existem mais de 60 por cento de mulheres, contra 40 por cento de emigrantes homens.
No que toca ás nacionalidades, são os brasileiros que dominam com 71% do total de emigrantes no concelho de Azambuja. Seguem-se os ucranianos com 10 % e angolanos com sete por cento.
De resto no panorama concelhio há ainda registos de emigrantes angolanos, moldavos, chineses e marroquinos entre outros.
Na distribuição por freguesias, 86 por cento dos emigrantes estão fixados à sede de concelho, Azambuja. Quarenta por cento estão em Aveiras de Cima e seis em vale do paraíso.
A maioria dos emigrantes são casados, mas há também muitos solteiros e a viver em união de facto. O mesmo estudo da autarquia, salienta que 70% dos emigrantes vivem em casas alugadas, apenas 20 por cento têm casa própria, os restantes estão a morar em habitações cedidas por familiares ou conterrâneos.
Quanto ao emprego: 79 por cento estão empregados, apenas 25 por cento ainda procuram uma ocupação.

Tuesday, March 20, 2007

Junta de Azmbuja reivindica meios financeiros


Um armazém para servir de garagem aos carros da junta de freguesia e de refeitório aos trabalhadores, é um dos grandes projectos que em breve será uma realidade. Numa visita realizada pelos executivos da câmara e da junta de Azambuja, António Amaral, considera que tem uma boa relação com a câmara, mas as verbas que são descentralizadas ficam aquém das necessidades

António Amaral, presidente da Junta de Freguesia de Azambuja, diz-se satisfeito com o rumo que a freguesia está a levar. O autarca eleito nas listas do PS, disse ao Vida Ribatejana que existe um bom entendimento com o executivo municipal, e sublinhou que nos últimos anos tem sido notória, uma evolução ao nível urbanístico e paisagístico. O autarca que reclamava há perto de quatro anos um jardim público, viu no ano passado, essa pretensão satisfeita com a inauguração do jardim urbano, que nasceu das cinzas das antigas oficinas municipais.
Ao Vida Ribatejana, o presidente da junta salientou que o aumento de espaços verdes na freguesia têm contribuído para um acréscimo de trabalho para a junta.
À junta de freguesia cabe a manutenção dos espaços verdes, competência que foi descentralizada pela câmara municipal, António Amaral lamenta contudo que as verbas referidas no protocolo com a câmara não acompanhem a tendência de crescimento dos espaços verdes da freguesia, já que as verbas não foram ainda renegociadas. O autarca salienta que houve cortes nas verbas para as juntas de freguesia, e isso tem-se reflectido também na gestão daquele órgão autárquico. Por outro lado, o presidente da junta salienta que a sua autarquia tem também a responsabilidade da higiene e limpeza. Amaral vinca que o gasóleo tem aumentado, e que é quase inevitável que se proceda a uma renegociação, até porque “temos encargos sociais com o pessoal o que já de si é muito pesado” por outro lado Amaral, salienta que a junta já tem uma dimensão significativa, quer no número de trabalhadores, que já chega quase ás duas dezenas, quer ao nível do equipamento.
O presidente lembra ainda que a junta leva ainda a cabo alguns trabalhos que não são da sua compenetrai com são os casos da limpeza “das linhas de água, dos ribeiros, alargamento de pontões” entre outros.
Quanto ao novo enquadramento paisagístico da vila, o presidente da junta considera que as novas rotundas e os novos espaços ajardinados, contribuem para um melhor cartão de visita da freguesia, mas lembra que ao nível de segurança, as novas rotundas das entradas da vila, vieram a acrescer outro índice de segurança, quer para quem circula na estrada nacional 3, ou na vila de Azambuja.
Do trabalho do dia-a-dia, da junta de freguesia, António Amaral, destaca alguns projectos que gostaria de levar a cabo, mas também, algumas reivindicações à câmara. São os casos de algumas obras, que Amaral considera importantes e que terão ficado na agenda de Joaquim Ramos. Em causa está a recuperação de um espaço no parque Infantil no Largo do Espirito Santo, ou o alcatroamento de algumas estradas nos Casais de Baixo e dos Britos em Azambuja.
Por outro lado, Amaral já tem em projecto uma fonte para os Casais de Baixo, e num futuro próximo gostaria de recuperar a fonte de Santo António, conhecida pela sua qualidade da água de antigamente, e muito procurada na Feira de Maio, pois é lá que se realiza a celebre noite de fados.
O presidente da junta, destaca ainda a construção de um armazém no bairro da Ónia junto à GNR em Azambuja. A ideia inicial do espaço já tem alguns anos, mas o projecto só agora ficou pronto, e enquanto as obras não arrancaram, a junta de freguesia já nivelou o terreno e construiu muros de suporte, que serão as infra-estruturas básicas daquilo que servirá no futuro de garagem aos carros da junta, de refeitório para os trabalhadores e de armazém geral.

Encerramento da Opel faz cair produção


O encerramento da Opel em Azambuja em Dezembro do ano passado, está na origem da diminuição da produção automóvel em 11 por cento. O encerramento desta unidade está também associado ao aumento do desemprego, fazendo com que Azambuja supere a média nacional.

O encerramento da Opel em Azambuja terá contribuído para a queda da produção automóvel, em Janeiro e Fevereiro deste ano. Os dados são avançados pela Associação dos Industriais Automóveis, que salienta a queda em 11% nos dois primeiros meses do ano, face ao período homologo do ano anterior, sendo que a este caso junta-se o encerramento da fábrica da General Motors.
A mesma associação diz em comunicado que “foram produzidos até final de Fevereiro 30.036 novos veículos, menos 11% do que no período homólogo”.
Uma das justificações dessa queda, está relacionada com a baixa de produção de comerciais ligeiros “que baixou 56,8%” mas também a de pesados que “caiu 16,2%” contudo a produção de veículos ligeiros de passageiros aumentou 22,8%.
A associação não tem dúvidas em associar estes números o encerramento da fábrica a 18 de Dezembro de 2006.
A A.I.A. salienta ainda em comunicado que “do conjunto de veículos produzidos nesse período, 97,4% destinaram-se ao mercado externo e apenas 2,6% foram comercializados no território nacional”.
Contudo o encerramento da Opel está também associado ao desemprego. Os números adiantados no início do mês passado colocaram de resto o concelho de Azambuja, no top dos municípios com a taxa mais alta de desemprego no distrito de Lisboa.
Os dados que foram revelados na edição de 21 de Fevereiro do Vida Ribatejana, revelaram que Azambuja está acima da média nacional, sendo que o Municipio tem onze por cento de desempregados, contar os oito por cento nacionais.
Segundo os números da responsabilidade do Instituto do Emprego e da Formação Profissional (IEFP) no fim do ano passado, o concelho Azambuja registava 1104 desempregados inscritos, mais 176 que no final de Novembro e mais 88 do que no final de 2005.
Também Joaquim Ramos, presidente da Câmara Municipal de Azambuja admitiu que o encerramento da Opel veio a agravar a situação, mas na altura lembrou que a autarquia pouco pode fazer nesta matéria, e frisa que a Opel era “ a maior unidade empregadora da região” e o seu encerramento veio a colocar na rua 400 empregados, o que fez com que “ a taxa de desemprego subisse fulgurantemente”, argumentando que se este fenómenos se verificasse em Lisboa ou Loures “quatrocentos desempregados a mais ou a menos, não teria reflexo na taxa de desemprego”.