Monday, July 16, 2007

Amigos do alheio vandalizam floreiras em Vila franca


O desaparecimento e o vandalismo das floreiras na cidade de Vila Franca de Xira, está a preocupar os munícipes que alertaram o Vida Ribatejana para a situação que se vive um pouco por toda a cidade. A Junta de Freguesia já está a seguir o caso e promete tomar medidas.


A Junta de Freguesia de Vila Franca de Xira diz que está atenta ao desaparecimento das ligas de metal que adornam as floreiras da cidade de Vila Franca de Xira.
O furto daqueles materiais, tem sido uma constante nos últimos meses, o que já levou, por exemplo, os comerciantes do mercado municipal da cidade a pedir a intervenção das autoridades.
José Fidalgo presidente da junta de freguesia, que tem como obrigação a preservação e manutenção daquelas floreiras, disse ao Vida Ribatejana que “quem faz aquilo confunde o metal com cobre ou com latão” salientando que os autores da brincadeira “pensam que vão ter algum rendimento com o furto”.
Fidalgo considera que os actos de furtar as ligas de metal “são um mero exercício de vandalismo puro”. O autarca diz que os furtos estão a estender-se por toda a freguesia, e para o futuro promete tomar previdências.
Fidalgo rejeita a ideia de recolocar as ligas de novo nas floreiras, mas em compensação ó presidente da junta promete outros materiais e avisa os autores da brincadeira que “o divertimento pode ser feito de outras maneiras. Deixem as plantas em paz” lembrando que as floreiras são “um bem de todos nós e por uma questão de respeito e bom senso parassem com a brincadeira”.
A decoração das floreiras será a partir de agora diferente. O autarca promete que pouco a pouco, a junta, e na medida das possibilidades irá reagindo aos actos de vandalismo.
A junta está agora a estudar outras formas de decoração das floreiras. A solução poderá passar pela pintura de uma faixa de cor idêntica ás ligas subtraídas. Uma solução mais barata e duradoura, como refere José Fidalgo.
Por outro lado, o autarca lembra que também a incúria dos condutores é responsável pelo mau estado das floreiras. Fidalgo diz que não poucas as vezes que os carros batem nas floreiras ou nas grades, deixando prejuízos para os outros. Além disso, há também os bancos de jardim que são constantemente virados “nós colocamo-los no sitio e eles voltam a vira-los outra vez, andamos aqui numa competição que não sei muito bem quem está a ganhar”.
Fidalgo refere que a junta não consegue controlar o “vandalismo” e por isso procura reagir à medida que as coisas vão acontecendo.
Por outro lado, José Fidalgo diz que o vandalismo não é restrito apenas ás floreiras e aos bancos.
Os sinais de trânsito de alumínio, são outros dos alvos dos amigos do alheio, que são vendidos a bom preço.

General "tito" encontrada sem vida em casa


Maria Teresinha a mulher que se fez passar por Tito Paixão, foi encontrada morta em sua casa em Ferraguda, zona do Carregado.
A mulher que durante anos viveu de expedientes e enganou a policia, morreu sozinha e só foi encontrada, presume-se dias depois do óbito.


Maria Teresinha, a mulher que se fez passar por um general do exército, foi encontrada sem vida na casa onde habitava há alguns anos em Ferraguda, freguesia do Carregado.
Segundo uma fonte policial contactada pelo Vida Ribatejana, Maria Teresinha estava incontactável desde o dia 22, altura em que atendeu o ultimo telefonema dos familiares com quem vivia, e com quem recusou partilhar uma mini-férias, alegando problemas de saúde.
O facto de não atender o telefone, levantou suspeitas à família, que regressou no passado sábado a casa e deparou com Maria Teresinha já sem vida, apresentando o corpo alguns sinais de decomposição já avançada.
Segundo a mesma fonte contactada pelo Vida Ribatejana, não foi possível por enquanto determinar a causa da morte, contudo à partida está afastada a tese de homicídio, prevalecendo a morte por doença.
O corpo será alvo de autópsia para determinar as causas da morte no Instituto de Medicina Legal em Lisboa, só depois será entregue à família, para a realização das cerimónias fúnebres.
Em vida Maria Teresinha viveu histórias rocambolescas. Durante 17 anos fez-se passar por um importante General do exército.
Era conhecida no meio como “Tito Paixão Gomes” uma situação que conseguiu manter graças ao aspecto físico, um porte altivo e emproado, com uma farda com estrelas reluzentes que enganaram toda a gente. Até a companheira Joaquina, com quem viveu 17 anos.
O nome de Tito Paixão foi buscar ao irmão que morreu de pneumonia no Funchal, local onde era natural e com 20 meses de idade.
Foi devido a um desgosto amoroso que veio para Lisboa, tendo sido dada como desaparecida pouco tempo depois, porque também nunca disse a ninguém que iria sair do Funchal.
A comunicação social da época, acreditava que Maria Teresinha se teria suicidado do cimo de uma falésia e que o corpo fora arrastado pelo mar da Madeira
Porém o destino foi outro. Veio para Lisboa, cortou o cabelo curto e adquiriu uma nova pose. A pose militar.
Em 1974, encomendou num alfaiate da Baixa de Lisboa uma farda de general do Exército e numa loja do Rossio comprou as insígnias.
Pouco tempo depois do 25 de Abril conheceu Joaquina Conceição da Costa com quem viria a fazer vida em comum, e foram viver para os arredores de Lisboa.
Pouco tempo depois conseguiu convencer uma vizinha a lhe dar dinheiro que supostamente seria aplicado nos estados unidos.
Os 2500 contos que a vizinha lhe confiou terão sido entretanto investidos na compra da vivenda ‘Saudade’, em Alenquer, para onde foi viver com Joaquina da Costa.Maria Teresinha vivia de expedientes e foram as burlas que fizeram com que a policia desconfiasse.
Durante anos, os investigadores procuravam Tito Paixão, mas em pouco tempo descobriram que havia uma mulher com o mesmo apelido desaparecida na Madeira desde meados dos anos 60.
Em 1992 foi detida e a farda confiscada. No IML (Instituto de Medicina Legal) foi fotografada sem roupa, e as dúvidas dissiparam-se.
Desde então viveu desde o julgamento em Ferraguda, e até aos últimos dias, sempre se vestiu como um homem.

Wednesday, July 04, 2007

Vamos ao cinema 1

Aqui deixo uma segestão. Os 50 anos do rancho Folclorico Ceifeiras e Campinos de Azambuja. Um fantastico filme realizado por Nuno Dias, que aproveitou uma recolha de imagens com meio século de existência.Esta é a primeira parte... divirtam-se

Monday, July 02, 2007

Fundo do Tejo irregular ceifa vidas



O praia da Casa Branca em Azambuja tem sido notícia pelas piores razões. O local não é uma praia e por isso não tem segurança para que os veraneantes se banhem nas águas do Tejo. Talvez por isso se explique que nos últimos 5 anos morreu uma pessoa por ano naquele braço do Tejo.

A sonda do barco dos bombeiros de Azambuja não engana. À medida que vai subindo o Tejo, o aparelho vai medindo a profundidade do rio. Há locais onde os fundões são verdadeiras armadilhas. Segundo Pedro Cardoso comandante dos voluntários azambujenses, há locais onde a irregularidade dos terrenos passa de um metro para dez, constituindo um perigo aos veraneantes que todos os anos desafiam a correntes do Tejo.
Esta poderá ter sido a causa da morte de José Fernando no passado mês de Junho. Pedro Cardoso aponta não só os fundões, como também as redes ilegais da pesca dos meixão que proliferam no Tejo.
O operacional diz ter quase a certeza que “o corpo estava envolto nas redes. E quando houve autorização das autoridades para cortar as redes, o corpo apareceu pouco depois”.
Ao Vida Ribatejana Cardoso destaca a perigosidade destas redes. O comandante lembra que há pouco tempo os voluntários tiveram de socorrer uma embarcação no Tejo que cuja hélice estava presa nas redes de pesca.
Das margens não se dá conta, mas numa reportagem no Verão de 2005, o Vida Ribatejana constatou que existem muitas redes, e pouco espaçadas entre si no Tejo. Muitas não são sinalizadas convenientemente, e as que têm algum tipo de sinalização, utilizam garrafas ou garrafões de plástico, o que de noite deixa de ter qualquer visibilidade.
Há muito, que os serviços de protecção da natureza da GNR e Bombeiros, alertam para os perigos destas redes, mas o facto da pesca do meixão ser ilegal, não dissuade os prevaricadores, que segundo as autoridades, são muitas vezes pescadores que tentam aumentar o magro rendimento que auferem com as pescas.
Não há estatísticas concretas mas todos os anos, morre uma pessoa nas águas do Tejo. Pedro Cardoso não se cansa de alertar para o facto da “casa branca” não estar classificada como uma praia, não existindo por isso meios de vigilância ou de socorro no local.
Para este Verão, o operacional espera da parte dos veraneantes mais atenção, embora reconheça que a tentação em ceder a um mergulho, nos dais mais quentes, é muitas vezes difícil. O próprio operacional refere que “a praia não tem segurança. Não é uma praia é um braço do rio que tem alguma areia e um parque de lazer” sublinhando que a utilização que dão ao espaço é idêntico a uma praia, mas o facto é que a “Casa Branca não é uma praia”, lembrando ainda que “o Tejo é perigoso e traiçoeiro”.
Uma das provas de perigosidade do rio, está relacionado com a morte do pescador amador. As águas do Tejo são turvas “e debaixo de água não vê mais do que um palmo à frente da vista” fazendo com que no caso do resgate do pescador os mergulhadores tivessem de se socorrer da apalpação do fundo do rio.
As fortes correntes e o lixo acumulado, são também fonte de problemas, não só para os veraneantes, como para os bombeiros no caso de um resgate no Tejo.
As dificuldades do Tejo para resgatar o corpo do pescador, foram sentidas pelos bombeiros e observadas à distância pelos populares. Os mesmos que muitas vezes desafiam as correntes do Tejo.
João Antunes do Cartaxo, ainda se lembra de passar o Tejo a pé para a outra margem “eram outros tempos. Havia arraiais na outra banda, a malta passava e não havia estes fundões”. Fátima Sequeira, recorda também “antes até nadávamos no Tejo. A corrente sempre foi forte, de vez em quando lá ficava alguém afogado, mas agora tem sido demais” conta esta cabeleireira de Lisboa que escolhe s casa Branca para montar a tenta e fazer umas ferias no campo longe da confusão dos parques de campismo.
Aliás alguns dos populares que acompanhavam a operação de resgate do pescador, são visitas habituais na Casa Branca. Firmino Jorge é também um habitual frequentador do espaço “de vez em quando la vou ao banho. Sei que a praia não tem muitas condições. Mas sou reformado e aqui é mais barato”. Mas o que os utilizadores reclamam com mais vigor é a abertura do bar.
O espaço que deverá ser concessionado pela Câmara para este Verão, apresenta evidentes sinais de abandono e de vandalismo. As portas das casas de banho estão fora do sitio, e à noite o local, embora iluminado, é frequentado por toxicodependentes o que faz aumentar o receio dos que acampam junto ao Tejo, pese embora o facto daquele não ser um parque de campismo. Firmino considera importante o bar “não só dá apoio ao fim de semana, como durante a semana à noite afasta os vândalos daqui” refere. João Antunes, está de acordo com Firmino, mas ressalva o facto do espaço precisar de ser valorizado “com um arranjo para que as pessoas tenham gosto em vir aqui” já sobre os perigos do rio Tejo afiança “de vez em quando vou ao banho. Mas tenho o cuidado de ver como está a maré” disse.

Saturday, June 30, 2007

TERRENOS DA OPEL VENDIDOS Á TURIPROJECTO


A empresa TURIPROJECTO assinou ontem (sexta-feira) o contrato de compra e venda dos terrenos da Opel- Azambuja.
Conforme avançou o EXTRA – DIGITAL o negócio passa pela implantação de um complexo empresarial, vocacionado para o mundo dos negócios, mas também para a vertente social.
Conforme avança o jornal Publico de hoje “O grupo Turiprojecto, sediado em Alverca, foi o vencedor do concurso lançado pela General Motors Portugal (GMP) para a venda do espaço da antiga fábrica da Opel de Azambuja”.
Mais avança que “pretende investir 80 milhões de euros numa área empresarial multifacetada que poderá criar cerca de 1380 postos de trabalho”.
José António Carmo, patrão da Turiprojecto, disse ao PÚBLICO que está convicto de que a avaliação e a escolha da GMP tiveram muito em conta a qualidade do projecto que apresentou e não só o volume financeiro, admitindo até que existissem propostas mais elevadas. "A nossa proposta era a melhor em termos da diversidade, da qualidade do projecto e do impacte na região ao nível da criação de emprego", vincou.

Criação de emprego


A filial portuguesa da GM garante que os principais factores que presidiram à sua decisão de vender o espaço à Turiprojecto foram "a criação de emprego e o potencial de desenvolvimento para a região de Azambuja".José António Carmo diz que vai tentar recuperar o que for possível das antigas instalações da Opel, mas que "boa parte" da fábrica terá que ser demolida "porque está em mau estado ou não se consegue adaptar". O empresário, que já foi autarca na Câmara de Vila Franca de Xira e na Junta de Alverca, afirma que este projecto não está dependente da construção do aeroporto na Ota, porque deverá estar desenvolvido num horizonte de quatro anos e o aeroporto, se se confirmar naquela área, ainda demorará perto de dez anos. No seu entender, para além da dinâmica já existente em Azambuja, serão importantes novas acessibilidades como a ponte sobre o Tejo que a Brisa vai inaugurar no dia 8 e que fica a menos de 10 quilómetros da antiga Opel


Wednesday, June 27, 2007

Terrenos da Opel dão lugar a Complexo Empresarial


A antiga fábrica da Opel deverá dar lugar em breve a um complexo empresarial. A garantia foi dada por Joaquim Ramos, presidente da Câmara Municipal de Azambuja à Rádio Ribatejo, que sublinhou o facto de ter na agenda algumas reuniões com a empresa interessada.
O edil considera que o espaço poderá ter no futuro um papel muito importante na economia do município, já que com o encerramento da Opel em Dezembro, mais de 400 pessoas ficaram no desemprego.
Joaquim Ramos assegura que “o espaço já foi adquirido por um grupo português, que tem um projecto interessante para o aproveitamento daquelas instalações”.
O terreno que em tempos foi consagrado à Ford e à Opel – Portugal, poderá integrar um complexo empresarial com várias valências. Ramos enumera entre outras, estão as valências de índole social e cultural, adiantando que nesta altura está expectante quanto ao assunto.
O espaço será loteado, para que outras empresas e de vários sectores, possam ali fixar-se. Segundo Joaquim Ramos, que ainda não conhece em profundidade o projecto, o espaço poderá englobar “áreas de logística, de escritório, áreas comerciais, socais e produtiva. Será um núcleo empresarial polivalente” preferindo não adiantar o nome da empresa que negociou com a Opel a aquisição dos terrenos.
Todavia há problemas que ainda não foram ultrapassados face à antiga fábrica da Opel. Dos cerca de 400 desempregados residentes no município de Azambuja, ainda há muitos que não encontraram qualquer ocupação.
Joaquim Ramos, diz que todos os esforços prometidos pela autarquia em conjunto com o centro de emprego, têm estado no terreno, mas os valores de remuneração dos antigos empregados da Opel, são mais elevados do que na generalidade das empresas da região. Ramos acrescenta ainda que “é difícil para as pessoas que têm ainda subsídio de desemprego, e que receberam indemnizações inerentes do processo colectivo de despedimento, aceitaram uma colocação que lhes baixe os rendimentos. A juntar a esta situação acresce ainda o facto “do mercado de emprego em Portugal estar relativamente estagnado” refere Joaquim Ramos.
Na passada segunda-feira, Joaquim Ramos reuniu também na CCDR (Comissão de Coordenação de Desenvolvimento Regional) com representantes da Opel e da empresa Duarte e Marques. Em causa a queixa que a empresa Duarte e Marques fez contra a Opel Portugal, pela drenagem incorrecta das águas dos parques de estacionamento, que confluem para os terrenos da empresa.
O diferendo que opunha as empresas só foi ultrapassado em tribunal e a autarquia deu agora à Opel 120 dias para regularizar a situação.

Alenquer prepara-se para projecto de "UM" Bilião de Euros


A Igreja Católica Ortodoxa de Portugal pretende construir uma espécie de mini-cidade, no valor de um bilião de euros, nas imediações da freguesia de Abrigada. A Câmara de Alenquer ainda não se pronunciou sobre a viabilidade do empreendimento, mas Álvaro Pedro admite que pode ser uma mais valia para o município.


A Câmara Municipal de Alenquer está a estudar a hipótese de autorizar a construção de uma mini-cidade na freguesia da Abrigada. O projecto pertence à Igreja Ortodoxa de Portugal, que recentemente enviou à autarquia uma carta de intenções, onde reflecte a hipótese da construção de um empreendimento na freguesia.
O projecto cuja aquisição dos terrenos depende da autorização da autarquia, está orçado num bilião de euros, e estende-se por 154 hectares
Álvaro Pedro presidente da Câmara de Alenquer, disse ao Vida Ribatejana que o projecto já deu entrada nos serviços e que os responsáveis da igreja apenas aguardam a informação dos serviços de urbanismo, no sentido de saberes se e onde se pode construir.
O autarca refere contudo, que os terrenos em causa “têm uma zona de reserva ecológica nacional (REN), mas não vai ser ocupada”.
Por outro lado o edil salienta o restante espaço é urbanizavel, tem alguns locais classificados para edificação de estruturas de apoio a equipamento. O espaço possui ainda outras áreas, mas para permitir a construção é necessário, segundo Álvaro Pedro, a elaboração de planos de pormenor.
O edil considera que este projecto, no caso de ser concretizado, é uma mais valia para o município, mas sobretudo para aquela zona.
Na reunião de Câmara do dia 12 de Junho, todos os vereadores questionaram se o projecto seria acertou ou não à comunidade. Tanto ao nível de empregos, como ao nível do usufruto dos equipamentos. Álvaro Pedro esclareceu que essas questões já foram em parte respondidas pela Igreja, e salienta que “tanto o pavilhão multiusos como os restantes equipamentos serão abertos ao público. Por isso é de vital interesse para o concelho”.
Para além do pavilhão multiusos, o empreendimento terá um hotel, zona de lazer e uma parte urbanizavél destinada à construção de casas, para compra e venda, contudo esta ultima parte ainda está dependente da resposta do plano de pormenor.
Na mesma reunião de Câmara, os vereadores questionaram se os possíveis postos de trabalho levados a cabo pelo projecto, seriam apenas para elementos ligados à igreja. Álvaro Pedro diz que não, e que a indicação que tem é que “os trabalhadores à semelhança dos utentes do espaços, são de qualquer religião, sem distinções”.
O projecto está ainda nas mãos dos serviços de urbanismo da autarquia, e a resposta poderá ser dada aos promotores dentro de algumas semanas.

Aeroporto em Alcochete, Estado em tribunal


Se o futuro aeroporto não for para Ota. Joaquim Ramos está disposto em liderar um projecto apoio jurídico á população prejudicada pelas medidas preventivas adoptadas pelo governo nas aldeias nas proximidades do aeroporto.


Se o futuro aeroporto de Lisboa for para Alcochete, Joaquim Ramos admite liderar um processo para que os proprietários, com terrenos na zona condicionada pelo projecto, pecam uma indemnização ao estado por eventuais prejuízos.
Em entrevista ao programa Conversa Franca da Radio Ribatejo, Ramos diz que não acreditar que a decisão será para Alcochete “mas se por acaso em conclusão do estudo do LNEC (Laboratório Nacional de Engenheira Civil) se vier a concluir que o aeroporto irá para Alcochete” admite tomar a iniciativa “de montar um sistema de apoio jurídico, no sentido de ir a tribunal e colocar uma acção contra o Estado”. Em causa estão as medidas preventivas que têm condicionado o crescimento de algumas aldeias. São os casos dos Casais das Inglesas, Casais das Comeiras. Aveiras de Cima, entre outras no concelho de Azambuja.
Joaquim Ramos salienta que em Alcochete será muito mais difícil implantar o aeroporto e lembra que é lá que está situado o maior aquífero da península ibérica, e que as questões ambientais têm um peso significativo nestas situações.
Por outro lado, o presidente da Câmara de Azambuja, recorda que as autarquias limítrofes do futuro aeroporto de Ota incrementaram uma estratégia de desenvolvimento tendo em conta o aeroporto. Nesse sentido, Ramos considera “que os presidentes dessas câmaras devem meditar sobre as consequências politicas do falhanço dessa estratégia
Sobre a decisão do governo em avançar com a análise ao estudo apresentado pelo presidente da CIP (Confederação da Industria Portuguesa) o edil diz ter “dificuldade em entender a decisão do governo. Percebo-a como uma decisão conjuntural numa resposta a um pedido do Presidente da Republica no sentido de haver um consenso” todavia argumenta que a decisão data do ano de 1999 “e que era um dado adquirido quando entrei para a Câmara: foi depois confirmada pelo governo do PSD na legislatura do governo de Durão Barroso”.
O edil relembra ainda que este projecto foi apresentado publicamente pelo governo actual e diz estranhar que “até aí nunca se ouviu ninguém a contrariar a localização do aeroporto. À boa maneira portuguesa e quando as coisas começam a tomar forma, começa a levantar-se contra um coro de vozes, inclusivamente aqueles que eram defensores da localização na Ota”.
Ramos diz não entender as intenções do governo de José Sócrates, mas rejeita a teoria de Marcelo Rebelo de Sousa, que disse ao Rádio Clube Português, que este impasse tem como objectivo criar uma manobra de diversão tendo em conta as eleições na Câmara de Lisboa e a presidência portuguesa da União Europeia. Joaquim Ramos, diz não partilhar da “capacidade conspirativa” de Rebelo de Sousa.
Joaquim Ramos considera que a cedência do governo não será mais do que a cedência ao apelo de Cavaco Silva, mas alerta que esta decisão agora tomada poderá ser um “mau precedente” em todo o processo, mas salienta que concorda com a generalidade da estratégia do governo” que aponta um rumo, define objectivos, define uma estratégia e prazos e expõe a execução, nessa estratégia revejo-me. Nas estratégias de recuou tácito não revejo, sinceramente” disse.
Ainda sobre o estudo, diz não compreender o facto de existirem pessoas que encabecem o documento “ e que ainda por cima querem permanecer anónimos”, vincando que “é um estudo que me deixa de pé atrás. É financiado por um grupo de pessoas que querem ficar anónimas, eu pergunto que tipo de beneméritos são estes que querem dotar a nação de um estudo para uma melhor solução para o aeroporto. Isto cria-me alguma desconfiança” e admite ainda o facto dos empreendedores do documento, poderem ter na zona de Alcochete algum tipo de interesses.

Friday, June 22, 2007

Quartel da GNR de Aveiras de Cima “bloqueado”




Com verbas inscritas em PICCAC, o quartel da GNR de Aveiras de Cima está num impasse. Algumas divergências entre a GNR e o proprietário do terreno está a atrasar o processo e por isso o presidente da junta teme perder as verbas comunitárias


Justino Oliveira presidente da Junta de Freguesia de Aveiras de Cima diz que a Cruz Vermelha local considera que a GNR está a ser privilegiada no processo da construção do quartel.
Em causa está o facto daquela instituição ainda não ter o terreno para o seu quartel desbloqueado, que faz parte da Quinta do Mor.
Nesse sentido, e aproveitando uma visita do executivo municipal à freguesia, Justino Oliveira pediu a intervenção da Câmara municipal para ultrapassar esta questão, de modo a contentar a Cruz Vermelha, que na ultima assembleia de freguesia expôs mais uma vez o problema.
Joaquim Ramos presidente da Câmara Municipal de Azambuja, diz que é sensível aos problemas da Cruz Vermelha, mas lembra que no caso da GNR existem verbas em PIDDAC, e o terreno já está parcialmente desbloqueado, ao contrário do que acontece com a Cruz Vermelha “que tem definida uma parcela da Quinta do Mor para o seu quartel”.
Todavia o processo relativo à Cruz Vermelha está ainda demorado, porque a Quinta do Mor é uma AUGI (Área Urbana de Génese Ilegal) que ainda está em processo de constituição.
Já no que toca à GNR, Ramos lembra que esse é um processo mais fácil, mas que ainda permanece num impasse. Diz o autarca que a edilidade conseguiu que fossem disponibilizadas verbas para “que este ano fosse feito o quartel da GNR” acrescentando que esse é um processo que cabe, não à Câmara mas ao Ministério da Administração Interna.
Segundo Joaquim Ramos, a construção imediata do quartel da GNR está dependente dos proprietários, nomeadamente um particular e a Junta de Freguesia “que se devem entender”.
O autarca esclarece que o terreno em causa tem duas áreas. Uma urbana e outra para equipamentos. E é precisamente aí que as entidades não se entendem. A GNR quer fazer o seu quartel na área urbana mas o proprietário, diz que só cede o terreno ás forças de segurança se esta edificar o quartel na área de equipamentos, deixando a área urbana desimpedida para outras construções.
De acordo com Ramos, a divergência já se arrasta a algum tempo, e enquanto não for ultrapassada o quartel da GNR vai continuar a marcar passo.
Justino Oliveira, presidente da junta, teme que as verbas comunitárias se percam com este impasse. Nesse sentido o autarca diz que aguarda a algum tempo uma reunião com os serviços de urbanismo da Câmara, que possibilitará um possível entendimento.

Cardeal visita Santa Casa de Azambuja


D. José Policarpo benzeu no passado sábado as novas viaturas da Santa Casa da Misericórdia de Azambuja, e a primeira pedra que dai dar origem à ampliação do lar de idosos. O Cardeal Patriarca de Lisboa inaugurou ainda um monumento ao patrono das misericórdias e as novas instalações do centro infantil


A completar 454 anos de história, a Santa Casa da Misericórdia de Azambuja inaugurou no passado sábado o novo centro infantil. A inauguração apadrinhada pelo Cardeal Patriarca de Lisboa, vem colmatar uma lacuna ao nível do espaço físico que a instituição tem vivido nos últimos anos.
Armando Aparicio, provedor daquele organismo lembrou as suas origens, que remontam à confraria do Espírito Santo “que desde 1342 prestava auxilio aos doentes, aos peregrinos e aos mais carenciados”.
Quatrocentos e cinquenta anos passados, a Santa Casa sofreu alterações. Teve altos e baixos, e chegou a 2007 com uma nova dinâmica.
Para alem da inauguração deste centro infantil, a instituição prepara-se para levar a cabo mais duas obras. Primeiro a ampliação do lar. E numa segunda fase a construção de dezassete habitações para idosos em regime de usufruto, a preços controlados.
Armando Aparicio, salientou que os tempos não são fáceis, contudo garantiu ao Cardeal Patriarca que a Santa Casa irá cumprir o seu papel “satisfazendo as carências sociais”.
O provedor salientou que a gestão da misericórdia e os objectivos que aí vêem não são fáceis “muitas vezes sentimo-nos desamparados, desprotegidos e até humilhados. Não fora a fé e a determinação e o aparecimento do voluntariado, e vencia a tentação de tudo deixarmos”.
Armando Aparicio, diz estar ciente das dificuldades, mas salienta também que a instituição “não será apenas uma simples repartição da segurança social, dependência do ministério da saúde ou centro de apoio do ministério da educação”.
O provedor lembrou ainda “a morte anunciada dos ATL, da prestação dos cuidados continuados ou da falta deles, e da concorrência desleal e decisões imponderadas”.
D. José Policarpo, Cardeal Patriarca de Lisboa, lembrou o papel fundamental das misericórdias, vincando que são “uma das principais expressões do papel da igreja na sociedade” vincando a presença ininterrupta ao longo de 2000 anos na sociedade.
O Cardeal vincou ainda a presença dos leigos nas misericórdias, “estas instituições são de leigos. Desde o principio. Fundadas e dirigidas por leigos e isso não lhes tira nada da qualidade eclesial, antes pelo contrário. Afirmam-nas”.
D. José Policarpo que salientou o apoio da igreja ás instituições, disse estar disposto a “defende-las de tudo, para levar para a frente a vossa tarefa e a vossa obra”, dizendo ao provedor “ não tenha medo. Os projectos que hoje anunciou são belos. A caridade cristã tem uma afirmação de um valor que é importante para todos os condutores da sociedade. São a ousadia, o realismo, e a esperança” e tendo em conta estes valores, D. José Policarpo salienta que desde que haja esperança, vão existir apoios humanos “porque à volta destas instituições, congregam-se e converge depois uma grande manifestação de solidariedade”.
O Cardeal Patriarca, benzeu na ocasião três veículos da instituição, e a primeira pedra da ampliação do lar de idosos.
Joaquim Ramos, presidente da Câmara Municipal de Azambuja, destacou o papel da instituição e os planos que a misericórdia tem para o futuro.
O autarca vincou que da parte da Câmara, haverá sempre abertura para colaboração, vincando que em conjunto com a instituição “construiremos para aqueles que mais precisam um futuro melhor”.

Tuesday, June 12, 2007

Pescador Resgatado do Tejo




CJá foi encontrado o homem que no passado sábado se atirou ás águas do Tejo, na praia da Casa Branca em Azambuja, para resgatar uma bóia de pesca.
José Fernando, mecânico de profissão há anos que fazia pesca naquele local, e o passado sábado parecia ser um dia igual aos outros.




A pescaria tinha sido combinada na quinta-feira da espiga. José Fernando e os amigos, encontravam-se frequentemente para a “farra”, mas desta vem apenas Fernando e outro amigo se afoitaram, no Tejo para a pesca.
Já era quase hora de almoço, quando José Fernando de 58 anos e um amigo, se puseram a caminho da margem sul do rio. Para tal tiveram de atravessar o Tejo a pé, e embora a maré já estivesse a encher, o conhecimento do local, trouxe a habitual confiança, para fazer aquele percurso, considerado perigoso por ter muito lodo e fundões.
Já a tarde ia alta, eram quase 17.30 e a pescaria pouco ou nada rendia. Num curto espaço de tempo, José Fernando viu partir-se a linha de pesca e uma das bóias acabou por se afastar uns metros da margem.
Segundo relatos do companheiro, José Fernando optou por se atirar à água, para resgatar a bóia. Indiferente aos apelos do colega para não o fazer.
Foi n uma fracção de segundos que tudo aconteceu. O amigo não consegue explicar o sucedido. Terá ficado em estado de choque por não ter conseguido ajudar a resgatar das águas do Tejo José Fernando.
Na altura, estavam por perto umas pessoas que tinham uma pequena embarcação. Foi com ela que tentaram resgatar a vitima que se afundava e que se mostrava impotente face à força da corrente.
Daí até ao apelo aos bombeiros, foi um instante. Os voluntários de Azambuja deslocaram-se de imediato para o local, mas o adiantado da hora e a falta de luminosidade, pouco deu para fazer, a não ser uma procura superficial no local e nas margens.
A praia da Casa Branca é conhecida pelos seus perigos. Os fundões o lodo e a falta de limpeza do rio, são o suficiente para todos os anos perderem-se vidas naquela zona.
Com o passar das horas, a angústia da família tem vindo a aumentar. A esposa e os filhos que não têm saído da praia à espera de notícias dos mais de cem bombeiros envolvidos nas buscas. A esposa, empregada de balcão em Azambuja e os filhos, todos maiores de idade, sabem que nada poderá trazer de volta José Fernando com vida. Apenas queriam que fosse encontrado o corpo, para poderem fazer um funeral digno em Vale do Paraíso, local onde José Fernando gostava de passar os seus dias em vida.
O corpo foi resgatado esta terça;feira pelas 22 horas. Segundo o comandante dos bombeiros locais, Pedro Cardoso, o corpo de Jose Fernando apareceu na boca do rio, a alguns quilometros do sitio de omde tinha desaparecido.
Mais de 20 embarcações e mergulhadores, pesquisaram o fundo do Tejo. A falta de luz e a poluição, dificultaram o resgate e para tornar o problema, os operacionais estabelecerem um perímetro e depois recorram à apalpação do terreno.

Uma vitima por ano


Nos últimos quatro anos, a praia da Casa Branca tem ceifado a vida pelo menos a uma pessoa por ano.
O ano passado, uma cidadã brasileira perdeu a vida naquele mesmo local, onde desapareceu José Fernando. Há dois anos, um munícipe do Cartaxo conhecido por “faquir” também foi arrastado pela corrente do Tejo. E há uns anos um jovem natural de Azambuja terá também encontrado a morte naquele local.
A praia da Casa Branca não é considerada como tal. As autoridades, nomeadamente os bombeiros de Azambuja, têm alertado para o problema, e apelado ao bom-senso dos veraneantes que escolhem aquele local para passar o dia, cometendo ás vezes alguns excessos.
Contudo, e porque não é reconhecida pelo INAG (Instituto Nacional da Água), a praia da Casa Branca, não tem acesso ás condições mínimas de segurança, como é o caso de um nadador-salvador. Os próprios bombeiros que muitas vezes patrulham o Tejo no verão, não têm condições para ter em permanência no local uma equipa para fazer face a qualquer emergência.
Pedro Cardoso comandante dos bombeiros, tem alertado os veraneantes para o perigo. Numa entrevista publicada no Vida Ribatejana em 2005 e propósito dos perigos no Tejo, o operacional salientou que a falta de cuidado e a ausência de bom-senso das pessoas, esta na origem de grande parte dos afogamentos.
O certo é que em Azambuja, quase não há ninguém que nunca tenha tomado banho na Casa Branca, e que por motivos culturais, tenha respeitado os poucos avisos de perigo no local.

Tuesday, May 29, 2007

FEIRA DE MAIO 2007








































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Saturday, May 26, 2007

Novas acessibilidades fundamentais para o aeroporto na Ota



Paulo Campos Secretário de estado obras públicas anunciou no passado sábado, que o concurso para novo aeroporto de Ota, deverá ser lançado no segundo semestre de 2007.A comunicação foi feita pelo governante durante um seminário promovido pela Câmara Municipal de Azambuja e pela caixa Agrícola local, onde a temática da estrutura foi debatida.

Perante uma sala com 400 seminaristas, Paulo Campos Sub. Secretário de Estadoobras públicas vincou a necessidade da construção das infra-estruturas de apoio ao aeroporto. O ex-governante que refere Ota como um dado adquirido, lembrou a importância destas serem edificadas com alguma antecedência, de modo a não condicionar a mobilidade para a sua construção.
O governante diz que a localização na Ota é um dado adquirido, e refere que o actual aeroporto da Portela “não tem as condições para ser competitivo”, salientando que no ranking da competitividade “o aeroporto da portela, puxa Lisboa para baixo e não o eleva”, sublinhando que a construção da estrutura na Ota “irá contribuir para o desenvolvimento do oeste”.
Paulo Campos assegurou que os aspectos ambientais serão salvaguardados, quer nos respeitantes ás aves, quer nas condicionantes do ordenamento do território.
No que toca à implantação em Ota, Campos apontou ainda como elemento decisivo, a procura dos concelhos limítrofes, para a edificação de empresas “sobretudo no factor logístico” vincando que muitas das empresas optaram por se deslocalizar para a região “reconhecendo o mérito nesse contexto desta localização”.
Aliás, Paulo Campos frisou por diversas vezes que o país não tem condições financeiras para suportar dois aeroportos, pelo que quando o aeroporto de Ota entrar em funcionamento, o espaço da Portela será desactivado, sendo os terrenos entregues ao estado, negando à semelhança de Guilhermino Rodrigues do NAER, que os terrenos serão vendidos para custear as obras do novo aeroporto.
Paulo Campos, refere que a infra-estrutura é uma oportunidade para “este região e para os concelhos vizinhos. É uma oportunidade em que vão aparecer vários desafios à capacidade empreendedora dos agentes locais” e deixou um recado lembrando que “vocês (autarcas) serão actores privilegiados nesta mudança que aqui vai acontecer”.
No que toca ás acessibilidades, o governante referiu estar a par dos esforços que têm sido feitos pelos autarcas locais. Campos aproveitou o momento para anunciar que os investimentos que estão a ser feitos nas acessibilidades, irão dar azo “a uma malha rodoviária excelente e de primeiro mundo, com alternativas diversas, porque um dos factores preocupantes da localização deste aeroporto, são as acessibilidades”.
O Secretario de estado, sustentou ainda que toda a malha rodoviária será articulada, por forma a criar boas acessibilidades à estrutura, lembrando os casos da recém A10 que liga Arruda dos Vinhos ao Carregado e da futura ponte que será inaugurada este Verão entre o Carregado e Benavente.
Guilhermino Rodrigues, do NAER (Novo Aeroporto) aponta também como fundamentais as novas acessibilidades àquela estrutura.
O responsável enumerou as vantagens para o novo aeroporto na Ota, e salientou entre outras, todas as estradas que irão desembocar na região.
Embora ainda não passe de um estudo e com várias alternativas, Rodrigues anunciou que está prevista uma ligação da RAVE (Rede de Alta Velocidade) ao novo aeroporto na Ota. Das ligações apresentadas aos cerca de 400 participantes no seminário, o responsável sublinhou o eixo a partir da Estação do Oriente em Lisboa e a sua ligação ao aeroporto, atravessando parte do norte do concelho de Vila Franca de Xira e retomando a caminho do porto numa via, quase paralela à actual linha do norte.
Por outro lado, também a linha do norte terá uma ligação à estrutura. O acesso ferroviário partirá de um nó, entretanto criado em Vila Nova da Rainha.
Até à conclusão das obras da nova estrutura, serão criados alguns acessos ao aeroporto. Guilhermino Rodrigues, diz que a empresa está a par do que se está a passar, e reforça que apenas o IC2, que liga o Carregado a Ota não terá portagem.
O novo aeroporto irá ocupar cerca 2000 hectares de terreno. A estrutura irá mobilizar cerca de 50 milhões de metros cúbicos de terras, e poderá aproveitar algumas estruturas existentes da actual base aeria, como é o caso dos actuais pavilhões, que serão reaproveitados como estaleiros, durante as obras de construção.
A nova estrutra terá duas pistas independentes com 3,600 m paralelas, e cem “posições para estacionamento” de aeronaves.
O aeroporto terá uma capacidade inicial de 25 milhões de passageiros por ano, todavia os responsáveis do NAER sublinham que a capacidade poderá subir para a 42 milhões em 2050.

Aeroporto será uma mais valia para a região

Augusto Mateus, responsável pelos estudos para a nova estrutura, sublinhou neste seminário a importância do aeroporto para a região. O ex-ministro de Guterres sublinhou que a estrutura será uma realidade e desvalorizou as opiniões que dão conta de um mau investimento. Para o ex-ministro “o que temos de fazer aqui, não é despesa pública. Temos de fazer investimento público, articulando com o investimento privado, minimizando o investimento público, dada a situação em que o país se encontra”.
Augusto Mateus, defendeu os “investimentos magros” com os dinheiros públicos, e referiu ter dúvidas “Com o que está a ser feito em matéria de TGV” argumentando não entender o que leva a fazer passar o TGV num viaduto por dentro de Lisboa. Por outro lado, o ex-governante diz que não percebe o porquê da RAVE passar a oito quilómetros do estuário do Tejo, defendendo “que o mesmo argumento que diz que não podemos fazer o aeroporto em Rio Frio, devia ser o mesmo que nos diz que não devemos estragar o estuário do Tejo” vincando que ainda “há muito para discutir, sobre despesa e investimento”.
Mateus considera por outro lado que “seria uma desgraça que o novo aeroporto fosse um projecto nacionalista. Apenas a oportunidade de negocio para algumas empresas” e salienta que este “tem de ser um projecto nacional e europeu”.
Na opinião de Augusto Mateus, a nova estrutura deve ser uma mais valia para “tornar Portugal mais internacional. Captar mais pessoas e criar riqueza”.
Para o coordenador do estudo, as oportunidades criadas pelo novo aeroporto, devem ser aproveitadas ao máximo “espero que a sociedade portuguesa não passe ao lado desta grande oportunidade e não faca despesa, onde deve fazer investimento e não perca tempo a discutir coisas que deve fazer e que faça aquilo que melhor serve o interesse dos portugueses”.
Entre outras estruturas de apoio, Augusto Mateus, defende a construção de várias unidades hoteleiras e restaurantes, que o coordenador do estudo diz serem necessárias à vida à volta do aeroporto.
Quanto à logística, Augusto Mateus defendeu que este sector está cada vez mais profissionalizado, destacando a importância para a região em torno do aeroporto. O ex-governante, argumentou que os casos de Vila Franca de Xira e Azambuja são bons exemplos do crescimento desta indústria, que considera importante para o novo projecto.

Gabinete de Apoio ás População

O NAER anunciou no passado sábado a criação de um gabinete de apoio ás populações locais.
O objectivo, diz Guilhermino Rodrigues, esclarecer todas as dúvidas, face à construção e implantação da estrutura.
Segundo o responsável, uma das preocupações do NAER, prende-se com a falta de informação prestada as munícipes das zonas limítrofes de Ota. Em alguns casos, as dúvidas estão relacionadas com possíveis expropriações das suas habitações ou terrenos.

Alenquer faz levantamento das explorações agricolas


A Câmara municipal de Alenquer quer saber o que produz cada exploração agrícola daquele município. Para isso o pelouro da agricultura estabeleceu um protocolo com a cooperativa agrícola local, que visa um levantamento exaustivo e actualizado de todas as explorações.
O vereador José Manuel Catarino, explicou ao Vida Ribatejana que o único levantamento existente “já está desactualizado” e é datado do ano 2001, alegando que “para construirmos o futuro, temos de saber o que há no presente”.
O vereador adianta também que o estudo que agora está a ser feito poderá aconselhar no futuro, qual a melhor produção e mais adequada a um determinado terreno.
José Manuel Catarino, quer ver tudo “preto no branco” porque diz que o anterior estudo estava incompleto “ e haviam muitas explorações que nem sequer apareciam. E de 2001 para 2007, houve muitas alterações na agricultura no concelho de Alenquer”.

Wednesday, May 23, 2007

Rancho Folclorico Ceifeiras e Campinos "50 anos de História"

O Rancho Folclórico Ceifeiras e Campinos de Azambuja, está a comemorar meio século de existência. O grupo tem à frente Miguel Ouro que com 30 anos de idade, decidiu imprimir um outro ritmo à colectividade.



Mesmo a completar cinquenta anos de existência, o Rancho Folclórico Ceifeiras e Campinos de Azambuja, está mais do que em forma.
Miguel Ouro, presidente da colectividade, assume que o “barco” não fácil de governar, mas acredita no esforço de toda a sua direcção e no empenho de todos os elementos que compõem o grupo.
O rancho está a passar uma boa fase. Desde há dois anos, o grupo já deu mostras de que está vivo, ao aparecer em inúmeras festas promovidas no norte a sul do país, e para além disso, segundo Miguel Ouro, naquela casa “respira-se cultura”.
Os primeiros passos na instituição foram no sentido de arrumar a casa, mas também de recuperar é de reordenar o grupo que há cinquenta anos representa Azambuja.
Em entrevista ao Vida Ribatejana, Miguel Ouro vinca que para além da boa saúde e das boas heranças deixadas por anteriores direcções, era necessário proceder a reajustes
O presidente do rancho sustenta que está em curso uma reestruturação “etnófloclórica” e que as mudanças já são visíveis no grupo.
Segundo Miguel Ouro, esta reestruturação que decorrem na grande parte dos grupos filiados na federação, tem como base aproximar o mais possível, os trajes dos elementos do grupo, daquilo que na realidade eram.
Os tempos mudam, e muitas das vezes, ao trajes também, e ao longo de muitos anos, os grupos foram perdendo algum “rigor” na forma de como vestiam os seus dançarinos.
Ouro explica que essa mudança é inevitável para a cultura dos grupos, e acrescenta no rancho de Azambuja “era tudo muito igual, mas não era representativa daquilo que era a Azambuja à época que nós representamos”. Há cem anos, diz o presidente do rancho, as roupas não eram exactamente como alguns ranchos apresentam “e tínhamos alguns erros no trajar do grupo. E o que nós fizemos foi contextualizar do que era a comunidade de Azambuja na altura”.
Para chegar ao mais elevado rigor ao nível dos trajes, os responsáveis do Rancho Folclórico de Azambuja, tiveram de pesquisar “em inúmeros livros e documentos que podem auxiliar, mas ao nível nacional”. No caso de Azambuja, Miguel Ouro salienta as fotos e os testemunhos de pessoas mais velhas “onde nos apoiamos”, e lembra que “assim foi fácil de perceber que há cem anos atrás, as raparigas não andavam de saias pelo joelho, mas pelo pés”, acrescentando ainda que muitos dos tecidos utilizados até aqui ainda não existiam na altura.
Nestas pesquisas, o Rancho também quis desmistificar a ideia da Ceifeira e Campino, como sendo as pessoas que só o eram por utilizar determinada roupa. Ouro explica que não eram ceifeiras “por utilizar um qualquer tipo de traje. Vestiam-se ao domingo de uma maneira, à segunda-feira de outra e fez-se um mito à volta da ceifeira, que era aquela mulher que usava a camisa branca e saia vermelha, mas podiam usar outro traje qualquer” e acrescenta que não existiam antigamente, dez mulheres ou campinos a vestirem-se de igual.
Miguel Ouro salienta que o Rancho tinha muitas coisas bem feitas. O responsável salienta que Sebastião Mateus Arenque “o grande mentor deste rancho, fez um grande trabalho de pesquisa ao nível das modas, que eram antigas, e aí não mexemos”.
O responsável diz que o trabalho não está terminado, e que “ainda há coisas por fazer”, mas assegura que os novos elementos que entrarem para o rancho, já terão um traje mais aproximado com a realidade de há cem anos.
Ao nível da dança também houve mexidas. O presidente do grupo salienta que muitas das modas eram tocadas de forma mais acelerada, mas também haviam instrumentos que não faziam parte do passado “o ritmo era exagerado. Ás vezes inclusive os mais novos tinham folgo para dançar certas modas”, vincando que por outro lado, incluíram as concertinas as harmónicas e as gaitas no contexto musical do rancho, assegurando que os acordeões, só apareceram na década de 50.
Miguel Ouro diz que a sua direcção está empenhada em “levar o barco para a frente” no que toca à reestruturação. O responsável salienta que o rancho não é só a dança “porque o folclore é o conjunto de usos e costumes, tradições, hábitos vivências, crenças, ditados e religiosidade. Dança é apenas uma das partes”.
Uma das metas, é demonstrar o verdadeiro significado do folclore, que não se esgota só na dança, diz Miguel Ouro. È importante “mostrar ás pessoas que isto é mais equilibrado”. Entre outros aspectos, importa, segundo o presidente, falar e demonstrar o que é o torricado “como se falava, o que as mulheres coziam… há uma série de coisas para demonstrar ás pessoas”.
O rancho de Azambuja está este ano particularmente mais activo. Para além dos vários eventos que promove, está também concentrado no futuro e para assegurar o futuro, Miguel Ouro foca a participação do rancho infantil, que em parte serve de viveiro ao rancho adulto.
O responsável salienta que o Rancho Folclórico “Rapazes da Grade e Raparigas da Monta” está num bom momento, e salienta que “tem uma nova ensaiadora que tem alguma experiência para trabalhar com crianças”. Os mais novos estão a ter um bom desempenho, tanto mais que quatro elementos já transitaram para o rancho adulto.
Todavia, Miguel Ouro acaba por ser um bom exemplo para os mais novos. o actual presidente do rancho só se alistou há 8 anos, contudo já tinha tido no passado uma efémera passagem pelo grupo.
A poesia, o fado e sobretudo a herança do pai, que já assumiu também funções de director naquela casa, “puxou-o” para a arte “embora seja tardio nestas andanças” assume e assegura que “quero que isto seja uma verdadeira representação das coisas como eram antigamente. E essa é a minha luta diária” embora assegure que a luta não fácil “porque estamos a mexer com mentalidades de pessoas mais velhas”.
Para o futuro, o Rancho vai lançar em breve um site na Internet, já remodelou e digitalizou o logótipo e ambiciona uma nova sede em breve.
A actual sede encerra um conjunto de memórias da vida das populações. Nas paredes são visíveis os vários troféus do grupo e algumas ferramentas para a lida do campo noutros tempos. Mas o que mais chama a atenção é uma cozinha antiga que parecem as cozinhas das nossas avós, e que é sempre o alvo preferencial dos que visitam a sede do rancho, no antigo matadouro municipal.
A autarquia, dona do espaço, já anunciou que em breve irá demolir o quarteirão onde se insere a colectividade, todavia, ainda não existem localizações alternativas.
“Não imagino quando teremos a nova sede, já falamos com o presidente da Câmara e apresentamos-lhe uma proposta” e acrescenta saber “que temos apoio da Câmara. a resposta é sempre sim, mas depois o concretizar é sempre tardio”.






A mostra das velharias

Desde há uns meses para cá que o Rancho de Azambuja em conjunto com a Câmara Municipal de Azambuja, está a levar a cabo uma venda/mostra de velharias.
O espaço não poderia ser melhor do que o novo jardim urbano de Azambuja.
Neste evento que decorre ao ar livre, pode encontrar-se de quase tudo. É por isso uma boa feira para coleccionadores.
José Amadeu, de 56 anos, veio de propósito de Almeirim, para ver a feira “está bem feita. Costumo ir a Lisboa. Já comprei um disco do Júlio Iglesias, não é muito antigo, mas ainda não o tinha”.
Também Joana Queiroz é da mesma opinião. Natural de Vila Franca de Xira, aproveitou o bom tempo para uma visita a um familiar que mora nas proximidades do jardim urbano de Azambuja.
Debaixo do braço, já tinha alguns livros e revistas antigas e um candeeiro para o meu hall “é que gosto de coisas rústicas e um candeeiro destes por 20 euros é uma pechincha”.
Nesta feita encontra-se de tudo. Livros, discos, CD, material para decoração e muitos outros objectos curiosos, como é o caso de um telefone do inicio dos anos 50, comprado por Joaquim Andrade por 30 euros “ e que vai ser uma prenda para o meu filho”.

O Torricado

Para não deixar cair a tradição. O Rancho de Azambuja promove anualmente a “Festa do Torricado”.
Trata-se de uma iniciativa de carácter gastronómico, que se realiza na poisada do campino. Ao longo de um fim-de-semana, as portas da poisada são abertas a todos que queiram degustar o prato, que anteriormente era dos pobres, mas tem-se assumido cada vez mais como uma iguaria para todos os estômagos e sem distinção de classes.
Perde-se no tempo a origem deste prato.
Habitualmente associado ao campo, o Torricado é um prato típico do Ribatejo.
Contam os mais velhos que o Torricado nasceu da necessidade de “matar” a fome aos trabalhadores do campo que ficavam muitos dias sem ir a casa. Por isso aproveitavam o pão duro, colocavam-no sob as brasas. Depois untavam-no com azeite e colocavam uma posta de bacalhau em cima.
Dizem os mais velhos, que antes apenas se usava bacalhau para confeccionar o torricado, mas os gostos refinaram-se e hoje em dia há quem o faça com febras de porco ou de vaca.

Tuesday, May 22, 2007

Mês da Tauromaquia



Desde o inicio de Maio, que a festa brava está em destaque em Azambuja. Como uma espécie de “estágio” para a Feira de Maio, o mês da cultura tauromáquica, com vários espectáculos, todos alusivos aos toiros e à festa brava.
O certame começou no passado dia 5 com a habitual Missa Flamenca, na igreja matriz de Azambuja. A cerimónia que contou com a Irmandade de Puebla Del Rio, encheu quase por completo a igreja, à semelhança de anos anteriores.
De tarde, foi inaugurada uma exposição na galeria Maria Cristina Correia, este ano dedicada ás tertúlias locais. Nas paredes da galeria, estão expostos vários objectos relacionados com a festa brava. Fotografias, cartazes antigos e fatos de alguns dos toureiros de outros tempos, fazem o pleno das memórias tauromáquicas da vila.
Integrada neste certame, foi organizada uma novilhada no dia 12, que contou entre outros, com a participação dos forcados amadores de Azambuja e que este ano completa quarenta anos de actividade. A esse propósito, o grupo recebeu na passada quinta-feira, dia da Ascensão, as novas jaquetas que de resto foram benzidas pelo cónego João Canilho.
Ainda inserida nestas festividades, decorreu a Festa de Campo na Herdade Porto Salazar, junto à vala real.
Esta foi uma oportunidade para os campinos, demonstrarem as suas habilidades na lide dos toiros, e contribuir assim para enriquecer a cultura tauromáquica no município.
O dia foi ainda de festa nas ruas da vila. Já que nelas desfilaram as colectividades locais, bem como os forcados e conjuntos de bois, com destino ao campo da feira de Azambuja.
No recinto foi recreada a bênção do gado, através de uma missa, conduzida pelo cónego João Canilho.
Todavia a quinta-feira da ascensão é também o dia do município. Este ano a autarquia quis distinguir o Padre António Cardoso de Aveiras de Cima, que entre outras obras por ele edificadas, se destaca a Casa Mãe do Pombal. Uma casa de recolha e abrigo de crianças em risco.
Também o Cónego João Canilho, prior de Azambuja, foi homenageado com a medalha de mérito municipal. Canilho tem a seu cargo o Centro Paroquial e Social de Azambuja, que presta um serviço muito importante à população, através da cresce e do centro de dia.
Neste mês da cultura tauromáquica, houve ainda tempo para debater a “importância das Escolas de Toureio”. Para tal foi promovido um debate, com a presença de vários especialistas, que decorreu no auditório do Pátio do Valverde.
O mês da cultura tauromáquica, só termina no próximo domingo, dia 27, altura em que se realizará a tradicional corrida de toiros da Feira de Maio.

Rancho de Azambuja promove a Concertina


São dez os alunos que aprendem semanalmente a tocar concertina no Rancho Folclórico Ceifeiras e Campinos de Azambuja. As idades dos alunos rondam os 60 anos, mas isso parece não ser um problema para quem tem muita vontade de aprender a tocar aquele instrumento tradicional.

A escola de concertinas, é uma das grandes apostas do Rancho Folclórico Ceifeiras e Campinos de Azambuja. Os responsáveis não querem perder o tradicional instrumento, e nesse sentido criaram um espaço, onde os mais novos, mas também os mais velhos se dedicam a aprender a tocar.
José Luis, é um dos exemplos de que não há idade para aprender. Todas as semanas, este mecânico reformado de 64 anos, desloca-se de Alcanhões para praticar junto com outros “aprendizes”.
Luis, diz que este era um sonho antigo, e que para além da música “mexe com muitos sentimentos”.
O antigo mecânico, assume que “já devia ter começado há muitos anos” contudo a vida só agora lhe deu essa oportunidade. O tempo que tem agora, depois de aposentado é uma mais valia para este projecto pessoal “e por isso não queria deixar escapar esta oportunidade”, e salienta que desde cedo sempre ouviu música, mesmo na oficina de que era proprietário, onde escutava música de cariz popular.
Embora longe, José Luis afirma que “vale a pena vir de Alcanhões a Azambuja” frisando que já passou por outras escolas, destacando o convívio “ e a realização pessoal ao nível musical, porque esta era uma das coisas que todos deviam aprender. A música”.
Noutra escola, José Luis aprendeu a ler a pauta “já sabia qualquer coisa, e aqui aprendi mais um pouco”.
Depois de quase um ano a aprender a concertina, José Luis afirma que o mais difícil é articular os movimentos para as notas certas. Este aprendiz destaca que o processo de aprendizagem é bom “mas os 65 anos já não perdoam”, embora afirme que não está nos seus planos deixar a escola de concertinas.
Vasco Simões, natural de Alverca é o professor destacado para ensinar a “rapaziada”.
O professor, vinca que os alunos são disciplinados “é tudo malta já com uma certa idade. Mas há aí um miúdo mais novo” sublinhando o facto de existir em todos os alunos muita força de vontade “por isso esforçam-se ao máximo”.
A concertina, não é dos instrumentos mais caros, contudo os custos podem partir dos seiscentos euros, até quantias muito mais elevadas, o que não parece demover os alunos, pois todos têm concertinas próprias, e é com elas que aprendem o dia-a-dia.
Miguel Ouro, presidente do rancho de Azambuja, considera esta, uma boa aposta da colectividade, embora salienta que deveria “ter sido a Câmara a agarrar esta oportunidade e formar novos músicos para os ranchos folclóricos” e vinca que este, não é um projecto dispendioso e formava novos músicos para os ranchos do município, destacando a recuperação dos tradicionais instrumentos na cultura do folclore.
A escola de acordeão, tem actualmente 10 alunos. O número já é significativo, mas Ouro vinca que poderiam ser mais. Só não o são porque o rancho não tem possibilidades financeiras para isso.
O presidente do Rancho teme que o projecto possa acabar, e explica que sozinha, a colectividade não consegue fazer mais “isto promovido por um rancho, não é a mesma coisa do que feito por uma Câmara, com outros apoios, mas pronto nós estamos cá” disse.

Monday, May 21, 2007

Futuro da segurança social debatida em Azambuja


As “Conversas do Vale do Tejo” juntaram dois peritos em segurança social para debater o futuro e a sustentabilidade do sistema. A iminência da falência do sistema como está e adopção de um novo modelo, marcaram as opiniões na Quinta de Vale Fornos em Azambuja

Ainda há muito a fazer para que a segurança social portuguesa não venha a fazer parte de um sistema falido.
Esta é a conclusão tirada das “Conversas do Vale do Tejo” um debate promovido pelo Núcleo Empresarial de Santarém (NERNSANT) que decorreu na Quinta de Vale Fornos em Azambuja. Para este debate, o Nersant convidou Fernando Ribeiro Mendes e Carlos Pereira da Silva.
A sessão que contou com a presença de cerca de meia centena de empresários de todo o distrito de Santarém e concelho de Azambuja, focou essencialmente o actual estado da segurança social e as reformas necessárias, para a sua continuação.
Sendo a sustentabilidade do sistema uma preocupação da sociedade, os oradores apontam como fundamental a cobrança de impostos e o respectivo pagamento da prestação da segurança social, quer por parte das empresas ou da parte dos particulares.
Fernando Mendes, sublinha que por seu lado ai da há um longo caminho a percorrer. O ex governante defende que o sistema deverá assentar num esquema de poupanças, semelhante ao implantado na Suécia, e que dará garantias que no futuro, os portugueses terão melhores pensões. Esta é aliás uma interrogação dos dois oradores. A população portuguesa está a envelhecer, e a actual população activa teme que quando chegar a sua idade de reforma, o sistema atenha “falido e já não haja pensões para ninguém”.
Segundo Fernando Mendes, ex secretário de estado de antonio Guterres, as medidas implantadas por este governo são positivas, mas não chegam. O ex governante salienta que as decisões tomadas pelo executivo governamental vêm na linha das necessidades do país, pois “travam a produção da despesa e isso é fundamental”. Todavia ainda há que “propor um modelo de protecção como aliás também me parece que vai ter de existir algo semelhante na saúde”.
O ex governante refere entretanto que também a área da saúde, deverá ser encarada da mesma maneira “neste governo chegou-se a falar de uma comissão sobre o financiamento da saúde” Fernando Mendes, vinca no entanto que o próprio José Sócrates “falou de um pilar de seguro ou qualquer coisa desse tipo para o Sistema Nacional de Saúde, mas recuou face a alguma reacção”, todavia alerta para o facto “dessa discussão que também vai ter de ser feita” sublinhando que deve ser encontrado, também aqui, um modelo que traga garantias para o futuro do serviço nacional de saúde.
Carlos Silva, que integrou a comissão do Livro Branco, diz temer sobretudo que o sistema da segurança social deixe de dar garantias aos contribuintes.
O responsável sublinha no entanto que, no seu entender, só se poderia resolver o problema da sustentabilidade “fechando o actual sistema e criando um novo, com uma lógica diferente” e explica “quem tivesse menos de 35 anos e os novos contribuintes entrariam para o novo sistema. Aquele com mais de 45 anos tentar-se-ia resolver o problema com a divida pública” sustentando a sua tese de que é preciso ter um sistema com base na poupança.
Carlos Silva defende ainda que o estado “não pode dar 73 por cento do salário a toda a gente” argumentando que “não há economia que aguente”.
Conhecedor do sistema, Carlos Silva, defende o modelo sueco, ou seja: empresa e trabalhador descontam para uma conta e quando chega a idade da reforma “o bolo é dividido e calcula-se aquilo que a que cada um tem direito como pensão”disse.

Álvaro Pedro refuta criticas de falta de ambição


Álvaro Pedro presidente da Câmara de Alenquer refutou a criticas da oposição na última assembleia municipal, sobre o facto de Alenquer não liderar a Associação Nacional de Municípios Produtores de Vinhos.
O autarca falou pela primeira vez sobre o assunto ao Vida Ribatejana, e rejeita as críticas que lhe foram feitas. Álvaro Pedro garante que não gostou de saber pela comunicação social da criação da associação dos municípios produtores de vinhos. O edil sublinha que na altura, houve falta de comunicação entre as autarquias “o meu colega do Cartaxo disse que houve essa falha… mas pronto as coisas remediaram-se e hoje já fazemos parte dessa associação”. Aliás essa adesão foi aprovada por “unanimidade na última reunião da assembleia municipal”.
Mas a oposição na Câmara e Assembleia Municipal, critica também o facto da edilidade “ter falta de ambição nos projectos que apresenta”. Um dos exemplos apontados é a denominação de “Vila Presépio” que tem vindo, segundo a oposição, a perder terreno para a vila de Óbidos.
Álvaro Pedro reconhece entretanto, que Óbidos tem feito um “bom trabalho” por exemplo com a “Cidade Natal”, algo muito semelhante à Vila Presépio. Contudo o autarca lembra que “não posso comparar a vila de Alenquer a Óbidos, temos de ser claros. Temos uma zona parecida, mas a comparação é impossível” e lembra que o concelho de Óbidos é mais pequeno que o município de Alenquer.
O autarca alenquerense, diz que são concelhos distintos e lembra que em Alenquer ainda há muito por fazer.
Álvaro Pedro salienta que è preciso pensar primeiro nas necessidades básicas dos munícipes, e vinca que faria muitas mais coisas “se tivesse dinheiro para fazer tudo”.
O autarca destaca que “não descanso enquanto não tiver esgotos em todo o lado, e tratados” assegurando que as parcerias com a empresa Águas do Oeste e Águas de Alenquer estão a correr conforme planeado.
Ainda assim, o edil reforça que para além dos sistemas de água e saneamento, existe ainda a preocupação com a acessibilidades, capitulo que ainda não está encerrado e uma prova disso, diz “é que para eu ir à freguesia de Vila Verde tenho de entrar no concelho do Cadaval”, e reforça como exemplo de preexistência do município, as obras do rio “que já vêm com vinte anos de atraso” disse.

LAMY EM LE MANS


Pedro Lamy, prepara-se para enfrentar as 24 horas de “Le Mans”.
O piloto nascido no concelho de Alenquer já fez “um brilharete” na segunda ronda do Le Mans Séries, que teve lugar no passado dia sete no circuito espanhol de Valência.
O piloto está “confiante” até mesmo porque vai levar um Peugeot 908 Hdi. Trata-se de um carro a diesel, mas que segundo Lamy, tem tantas hipóteses de venceer, quanto os outros, lembrando que a última edição foi ganhar pela Audi, que apresentou também carros a diesel. Em declarações ao Vida Ribatejana, o piloto referiu que tem expectativas altas, face a este desafio “que começou da melhor forma. Por isso acho que não podia ter sido melhor. Agora vamos para o grande desafio que é Le Mans, são 24 horas e não se sabe o que pode acontecer”.
Lamy assegurou ás perguntas do Vida Ribatejana, que está preparado “fisicamente. A preparação é a habitual e a mesma de sempre, vamos ter5 uma semana de preparação física em franca, mas isso não será problema”. O piloto tem receio apenas do “motor e da fiabilidade do carro. Porque fazer uma corrida de 6 horas é uma coisa, e outra é fazer uma prova de 24” acrescentando que “já fizemos uma simulação e não conseguimos terminar, ficamos pelas 18 horas”, garantindo que conhece bem o carro correspondeu aos testes. A prova decorre em franca em Le Mans, de 18 a 20 de Maio.