Saturday, October 27, 2007

Urgências Pediátricas em Azambuja


As urgências pediátricas estiveram em destaque em Azambuja num seminário promovido pelos bombeiros locais. O crescente numero de partos em ambulâncias, ou as crianças vitimas de maus tratos foram alguns dos temas abordados pelos soldados da paz.

Mais de quatro centenas de bombeiros oriundos de todo o país estiveram reunidos em Azambuja para falar de urgências pediátricas.
O seminário, do qual fizeram parte inúmeros especialistas ligados à temática, foi organizado pelos bombeiros voluntários de Azambuja e encheu quase por completo o auditório do Centro Social e Paroquial local.
Pedro Cardoso comandante dos bombeiros de Azambuja, considerou que o seminário cumpriu o objectivo, já que este conseguiu reunir a atenção dos soldados da paz mas também da população em geral.
Contudo o operacional salienta que este tipo de debates devem ser repetidos. Cardoso explica que não é fácil lidar com crianças e isso é provado todos os dias.
O operacional salienta também que a urgência pediátrica não é uma urgência normal “é muito específica. Até porque mesmo não tendo filhos, temos a sensibilidade que estamos a lidar com um ser humano mais frágil e é mais difícil raciocinar direito. E para isso é presido alguma preparação”.
Não é fácil muitas vezes entender onde estão as dores das crianças e por isso “há uma série de técnicas que usamos, para aprender a lidar com as situações”. O comandante diz que há factores determinantes para “conquistar” a criança.
Factores como a auto estima que são de resto fundamentais para que os bombeiros consigam realizar a tarefa de levar, por exemplo, uma criança para o hospital. É por isso necessário passar alguma confiança à criança “para que ela sinta que somos a sua protecção”.
A empatia deve ser grande. Cardoso lembra um caso em que uma criança vítima de atropelamento “se agarrou ao meu pescoço e nunca mais me largou até ao hospital” mesmo com os pais junto dela.
É nestas alturas que os bombeiros tentam passar a mensagem que um bombeiro é um amigo, o que ajuda no que toca à confiança.
Para os voluntários de Azambuja, lidar com crianças, pode não ser fácil, mas já existem algumas técnicas simples para os mais “ganhar” novos. É o caso dos bonecos de peluche existentes nas ambulâncias, que servem para quebrar o gelo “através daquele boneco que damos à criança, criamos um relacionamento de afecto e confiança, o que torna tudo muito mais fácil” o que leva também a que tudo se torne mais fácil para quando a criança chegar ao hospital, sabendo por antecipação o que o médico lhe vai fazer.
Mas neste seminário falou-se também das maternidades. O número de partos em ambulâncias estar a crescer em Portugal e Azambuja não é excepção. Embora o concelho de Azambuja não tenha uma distância muito significativa da maternidade do hospital Reynaldo dos Santos, o que é certo é que no último ano já se realizaram dois partos assistidos por bombeiros daquela corporação.
O operacional lembra que não é fácil fazer um parto “parece que é mas não é. E quem já o fez sabe disso, embora dê depois um gozo interior, quando correm bem, isso não se pode descrever e não tem preço”.
Pedro Cardoso vinca que os bombeiros têm a formação suficiente e que as ambulâncias já têm as mínimas condições para uma emergência deste tipo, contudo muitas vezes os bombeiros têm também de lidar com a desconfiança e o nervosismo dos familiares da parturiente, o que torna mais difícil o seu trabalho e concentração.
Outras das questões abordadas neste debate prendeu-se com os maus-tratos ás crianças por parte de familiares. É necessário uma sensibilidade especial por parte dos bombeiros, que têm a responsabilidade de denunciar esses casos. Pedro Cardoso.
O comandante diz que tem de haver sensibilidade por parte dos bombeiros para perceber “quando é uma queda ou são maus tratos” lembrando que os bombeiros devem estar atentos àquilo que está no ambiente da criança “que nos dá pistas para alguma situação mais complicada” vincando que até à data os bombeiros de Azambuja ainda não detectaram qualquer caso desses, contudo o operacional diz existirem algumas situações de crianças sinalizadas no município.


Mais um que lá bateu!


A estrada que liga o bairro da Socasa ao campo da Feira em Azambuja esteve na tarde de segunda-feira condicionada ao trânsito. O condicionamento ficou a dever-se ao choque de um pesado de mercadorias com as condutas da EPAL que passam naquele ponto da vila.
Segundo apurou o Vida Ribatejana, o condutor não se terá apercebido da sinalização que dava conta da altura da conduta, tendo embatido (ver foto) violentamente na estrutura.
Para este acidente, o terceiro no espaço de dois anos, terá contribuído alguma desorientação do condutor, uma vez que não conhecia o percurso limitando-se a seguir a sinalização colocada pela empresa que está a proceder ás obras do POLIS de Azambuja.
As obras estão a condicionar algumas ruas da vila de Azambuja, no local, alguns condutores lamentaram mesmo que a ASIBEL mude os sentidos de trânsito sem dar conhecimento prévio, quer à população quer ás autoridades.
O Pesado de mercadorias de matricula espanhola, ficou preso na estrutura danificando a base que suporta as condutas. Contudo os responsáveis pela EPAL; optaram por não interditar a estrada, dado que não representa qualquer perigo para os condutores, e porque é actualmente uma das únicas alternativas para escoar o tráfego vindo da zona das piscinas de Azambuja.
Segundo as autoridades, o condutor não apresentava qualquer taxa de álcool no sangue, sendo que será imputada apenas uma multa por desobediência à sinalização. O pesado ficou danificado na galera e no reboque.


Tuesday, October 16, 2007

CDU :Câmara favorece sul do concelho


Os comunistas de Azambuja chamaram a imprensa para dar conta das suas preocupações e fazer um balanço da governação de Joaquim Ramos à frente da Câmara Municipal de Azambuja. António Nobre diz não entender o anúncio de Ramos, quando este diz que pretende processar o Estado caso o aeroporto vá para Alcochete

A CDU de Azambuja reuniu os jornalistas para falar sobre a actividade da coligação nos órgãos autárquicos do concelho. Contudo a conferência de imprensa serviu também para demonstrar a “estupefacção” dos autarcas comunistas sobre o anúncio de Joaquim Ramos, em que este pondera processar o Estado no caso do futuro aeroporto internacional de Lisboa não vir para a OTA.
António Nobre vereador comunista disse não entender a posição de Joaquim Ramos face a esta matéria, aliás semelhante ás posições já vindas a público pelos autarcas de Alenquer:
As declarações de Joaquim Ramos já não são novas. Em Junho o Vida Ribatejana publicou as intenções do autarca, contudo o vereador assumiu que não se apercebeu das declarações de Ramos na altura.
António Nobre argumenta que nesta matéria “não sabemos quem são os lesados de uma hipotética medida do governo de não construir o aeroporto naquele local” defendendo que se identificasse os lesados por esta medida do governo.
Para o vereador e “a bem da transparência da actividade municipal” o executivo devia “esclarecer que tipo de prejuízos ou danos o senhor presidente da Câmara pretende reclamar do estado em caso de ser tomada uma decisão de não construção do aeroporto na Ota” disse.
Nobre considera que a ideia de Joaquim Ramos “não tem o mínimo fundamento legal” e explica que “aqui existe um grande poder discricionário do governo de tomar uma decisão e que é sempre politica de localização de uma determinada infra-estrutura” e por isso salienta que na sua opinião “na me parece que haja fundamento para essa decisão do município e para que este se sinta legitimado para exigir do estado determinada contrapartida” por esta decisão do Estado.
Por outro lado António Nobre diz entretanto que “podem haver outro tipo de compromissos que nós não conhecemos” e defende que no caso de existirem outras situações de compromisso entre o Estado e a Câmara Municipal de Azambuja “devem vir à luz do dia para sabermos o que se passa nesta área, que nem sequer a vereação sabe”.

Câmara favorece sul do concelho

A acusação ao executivo de Joaquim Ramos em que este favorece o sul do município em detrimento das freguesias a norte já não é nova.
Há muito que os autarcas, sobretudo os eleitos pela CDU, se queixam de “descriminação” e que a Câmara guarda para o sul a maioria dos investimentos.
Justino Oliveira, presidente da Junta de Aveiras de Cima, que tem sido deste sempre um critico da gestão de Joaquim Ramos, voltou a apontar o dedo aos investimentos levados a cabo pela maioria socialista.
Entre as revindicações Justino lembra a rede de esgoto e obras “mal feitas” na sua freguesia como é o caso da Rua Almeida Grandella.
Justino lembra que esta é a segunda maior freguesia do município de Azambuja e que está num local estratégico para o desenvolvimento.
Na calha estão projectos como a Nova Aveiras, uma urbanização que irá duplicar o número de habitantes, que a juntar ao novo aeroporto da Ota, trará um crescimento ainda maior.
Os investimentos nas áreas do saneamento são de resto uma preocupação de Justino Oliveira
Segundo o edil, a “Câmara Municipal de Azambuja tenta fazer passar a mensagem que Aveiras tem o problema dos esgotos resolvidos”, o que não se verifica na realidade.
O autarca lembra que parte dos moradores da Rua Almeida Grandella “estão a descarregar os esgotos directamente para o rio debaixo da ponte a seguir à igreja” e explica que aquando das obras “quando se preparavam para fazer a ligação dos esgotos das aguas sujas não tinham seguimento e então ligaram, para desenrascar, ás águas pluviais”.
Mas o autarca vai mais longe. Na radiografia que faz do estado da rede de saneamento da freguesia de Aveiras de Cima, vinca que a localidade de Vale Coelho que tem menos de 400 habitantes “metade tem colector há quatro anos e que está subaproveitado e nem sequer há projecto para contemplar aquilo”
Em vale do Brejo, “foi prometido em época eleitoral que no primeiro semestre daquele ano ia ser resolvido. Neste momento está tudo enterrado e não há ligações nenhumas porque falta um pequeno troco que é feito pelas Aguas do Oeste”.
Justino Oliveira lembra que a freguesia só tem a funcionar a 100 por cento, os esgotos de Casais das Comeiras “mas foi preciso haver um boicote eleitoral há anos e que eles foram todos a correr”. Como conclusão Justino Oliveira argumenta que perante o retrato que faz da sua freguesia existe um “ensinamento para o futuro. Há que fazer boicotes, manifestações e distúrbios para que as autoridades e a Câmara façam aquilo que lhes compete”..

Luis de Sousa desagradado com comentários sobre bombeiros


Luis de Sousa pondera nas próximas sessões da Câmara Municipal de Azambuja, intervir enquanto presidente dos bombeiros de Alcoentre. O também vice-presidente da autarquia, tem ficado incomodado com algumas discussões acerca dos bombeiros de Alcoentre e que tem deixado a associação sem resposta. A maioria das críticas tem partido do vereador da CDU Antonio Nobre que tem interrogado o município sobre a “alegada” falta de apoio à associação. O caso mais recente prendeu-se com um veiculo de combate a incêndios, que segundo Nobre, estaria quase inoperacional, podendo colocar em causa a actuação dos bombeiros neste Verão.
Luis de Sousa, confirmou ao Vida Ribatejana que se tem contido para responder ao vereador, uma vez que está em posição de conflito de interesses, alegando que mais tarde ou mais cedo terá de pedir para se ausentar da sala para falar em nome dos bombeiros.
O presidente da associação, confirma no entanto que a viatura em questão, está com um problema no motor “mas aguentou esta época de fogos”.
Segundo Luis de Sousa, os bombeiros poderão “abater” este carro de combate a incêndio e adquirir um novo para o substituir. Contudo essa é apenas uma hipótese, uma vez que em reunião de direcção ficou também decidido que deve ser feita uma avaliação da viatura, para ponderar se sairia mais barato comprar apenas o motor.
Luis de Sousa confirma entretanto que a associação tem algumas lacunas, no que troca ás viaturas, e por isso pondera reformular o parque automóvel, mas com algumas cautelas, uma vez que a associação não está a “nadar em dinheiro” mas também não está com dificuldades por a aí além e por isso já começou a fazer alguns investimentos.
No início do ano os bombeiros de Alcoentre deram por terminada a divida do pagamento mensal das obras do quartel. Os valores que rondavam os setecentos euros, foram então aplicados na aquisição de duas novas ambulâncias de transporte de doentes.
Uma com rampa eléctrica, a outra com uma rampa manual.
O responsável salienta que houve um curto espaço de tempo entre a compra das duas viaturas. Para a primeira, os bombeiros pediram um subsídio à Câmara, mas para a segunda Luis de Sousa diz que não o vai fazer “porque a Câmara não é a Santa Casa”
Sousa justifica estas aquisições com o facto de existirem dezenas viagens diárias para o transporte para o centro de saúde, ou mesmo para os diferentes hospitais de referência.
É também aqui que luís de Sousa contesta a informação dada em sessão de câmara pelo vereador José Manuel Pratas, que tem desde o ano passado a tutela da protecção civil.
Numa informação prestada à vereação, Pratas terá dito que o concelho de Azambuja tem “quase” mais ambulâncias que o município vizinho de Aveiras de Cima.
A informação está de todo incorrecta, e Luis de Sousa lembra que esses números têm sido “frequentemente” extrapolados politicamente nas reuniões do executivo. O responsável dos voluntários de Alcoentre salienta que o município de Vila Franca de Xira tem outros acessos aos hospitais, que ficam na própria sede de concelho, enquanto que Azambuja, dista em alguns casos cem a duzentos quilómetros dos hospitais de Vila Franca de Xira ou de Lisboa, acrescentando que o município de Azambuja tem uma dimensão muito grande e no alto concelho as distancias agravam-se, chegando algumas localidades a ficar a escassos minutos do hospital de Santarém.
Os bombeiros de Alcoentre têm actualmente três ambulâncias. Uma do INEM (Instituto Nacional de Emergência Médica), a outra é da associação mas é reserva da primeira. Apenas o terceiro veículo, já com mais de dez anos, é propriedade da associação. Uma situação que condiciona a acção dos bombeiros, uma vez que a viatura do INEM só sai, ás ordens do CODU (Centro Orientação de Doentes Urgentes).
Ao Vida Ribatejana Luis de Sousa confessou que a posição que tem neste momento acaba por ser ingrata. O vice-presidente da Câmara e presidente dos bombeiros de Alcoentre diz que tudo se torna mais difícil na Câmara “e na reunião em que isso foi falado e comigo a dirigir os trabalhos, isto daqui para baixo não engole” disse Luis de Sousa apontando para a garganta. Ainda assim e reconhecendo que é difícil manter a calma, argumenta “tenho de saber onde estou. Há aqui um bocadinho em que tenho de mastigar, e não posso dizer as coisas, mas só nessas alturas” admitindo que as pessoas têm razão quando dizem que Luis de Sousa não devia acumular as funções “podia por exemplo colocar-me noutra posição e reivindicar alguma coisa para os bombeiros”. Contudo esta é uma missão que Luis de Sousa tem tentado levar com calma. Em Março irão haver eleições, Sousa espera não se recandidatar à direcção.
Independente de deixar, ou não a direcção, Luis de Sousa garante que não deixará de ser bombeiro. Há mais de 25 anos que Sousa é motorista auxiliar e recentemente foi promovido a bombeiro de terceira.

Habitantes contra a falta de médicos


Cerca de 150 habitantes de Santana da Carnota estiveram presentes numa vigília à porta do ministério da saúde na passada sexta-feira exigindo mais uma vez a colocação de um médico de família. A localidade tem cerca 1800 habitantes, sendo que quatrocentos têm mais de 65 anos e são os que mais precisam de cuidados médicos.



Cerca de uma centena de habitantes da freguesia de Santana da Carnota no concelho de Alenquer, participaram na passada sexta-feira numa vigília à porta do ministério da saúde em Lisboa.
A acção de protesto organizada pela coordenadora dos utentes do serviço nacional de saúde daquele concelho, teve como objectivo alertar os responsáveis políticos para a falta de médicos no municio.
Em causa está a falta de médico de família naquela extensão, alegadamente prometido pela ARS (Administração Regional de Saúde), mas que até à data ainda não foi cumprido.
Os habitantes de Santana da Carnota, a maioria idosos, reivindicam um médico permanente, uma vez que actualmente dependem da boa vontade de uma clínica, que acede àquela extensão duas horas por semana, o que na opinião dos responsáveis e da população é insuficiente.
José Manuel Catarino, vereador com o pelouro da saúde na Câmara de Alenquer diz lamentar a situação. Desde Maio de 2006 que os diversos responsáveis têm prometido um médico substituto, àquele que se reformou, mas até à data, diz o vereador, isso não aconteceu “em Janeiro prometeram um médico, não o puseram. Em Fevereiro também não, depois vieram a dizer que em Junho ou em Julho é que era, e já estamos em Outubro e não há médico em Santana da Carnota”, acrescentando que “o ministério da saúde tem vindo, lamentavelmente a mentir, a dizer que faz e depois não faz”
A freguesia de Santana da Carnota é rural, ter cerca de 1800 habitantes, sendo que quatrocentos habitantes são quem mais precisa, dado que são os mais idosos com idades superiores a sessenta e cinco anos de idade, segundo os dados do vereador José Manuel Catarino.
Nesse sentido, o vereador garante que a coordenadora não irá parar as suas acções reivindicativas. Ainda de acordo com o responsável pelo pelouro da saúde, desta vez, não passou de uma vigília em frente ao ministério da saúde, mas as próximas iniciativas poderão ser mais acutilantes.
O vereador salienta que a situação na freguesia não é fácil. Ainda esta semana, e de acordo com José Manuel Catarino “na quinta-feira a médica era para ir dar consulta, os utentes foram para lá de madrugada cerca de quarenta utentes, e a médica nem veio” vincando que esta situação não lhe parece nem “justa nem humana e isto não se faz ás pessoas e devem ser tratadas com dignidade e o ministério da saúde não trata Alenquer com dignidade”.
Quanto ao facto das autoridades nacionais de saúde apontarem o centro de saúde de Alenquer como solução, o vereador discorda argumentando que “o concelho de Alenquer já tem cerca de onze mil utentes sem médico de família” tendo ainda em conta que o centro de saúde de Alenquer “está a rebentar pelas costuras”.
Catarino vai ainda mais longe. O vereador salienta que existe falta de meios humanos nas estruturas de saúde no município “e o ministério despediu do centro de saúde de Alenquer, seis trabalhadores” o que vem a dificultar ainda mais o atendimento aos utentes “porque o médico faz uma consulta em quinze minutos e depois a pessoas está à espera mais de uma hora para colocar a vinheta, porque os administrativos não são suficiente para dar despacho à situação”.
Por último, o vereador lamentou ainda o chumbo do executivo socialista e dos vereadores do PSD, ao pedido de um autocarro da Câmara para a deslocação para vigília. Catarino diz estranhar essa atitude “no sentido que os autocarros que não são da Câmara, são do povo vêm dos nossos impostos. E que numa questão tão justa, correcta e humana, como era a exigência de um médico para Santana da Carnota, o PSD e PSD tenham proibido a utilização dos carros”.
Ainda assim o problema foi resolvido com o aluguer de um autocarro, mas que se mostrou insuficiente. Para transportar os participantes na vigília, os populares tiveram de recorrer ainda a carros particulares, segundo o vereador da saúde.

Médico uma vez por semana, e mesmo assim

Utentes da extensão de saúde de Santana da Carnota, Alenquer, vão estar hoje em vigília frente ao Ministério da Saúde para reivindicar a atribuição de um médico, mais de um ano após a aposentação do antigo clínico
Em declarações à Lusa, a porta-voz da comissão de utentes, Odete Santana, disse que, após o médico se reformar em Maio de 2006, «tem havido promessas de que iria para lá outro médico, mas até agora nada».
Segundo descreveu a porta-voz, os cerca de 1750 utentes - que estão sem médico de família - são obrigados a ir de madrugada para a porta da extensão de saúde para conseguir uma consulta, assegurada por uma médica oriunda da extensão de saúde de Abrigada, que ali trabalha quatro horas por semana.
«Quando precisamos de uma consulta temos de ir para lá à uma da manhã», disse a porta-voz, explicando que os utentes, na sua maioria idosos, costumam «meter colchões no chão» para aí passarem a noite à espera de uma consulta pela manhã.
Por outro lado, as «consultas programadas demoram três meses». A alternativa passa por ir para o Centro de Saúde de Alenquer, a dez quilómetros de distância, mas mesmo assim muitos utentes acabam por regressar sem consulta, devido à falta de médicos.
Além da falta de condições na unidade de saúde situada na sede do concelho, os utentes de Santana da Carnota «são pessoas carenciadas e sem posses para ir a médicos particulares» e dispõem apenas de um autocarro de manhã e outro ao final do dia para se dirigirem a Alenquer.
A vigília vai decorrer a partir das 21h00

Museu Municipal Sebastião Mateus Arenque faz 3 anos hoje


A completar três anos de existência, o museu municipal Sebastião Mateus Arenque prepara-se para uma nova vida, o vereador da cultura da Câmara Municipal de Azambuja salienta que estão a ser preparadas novos projectos para o espaço, sendo que os apetrechos multimédia terão um lugar quase certo, junto das velhinhas pecas o que compõem


O Museu Municipal de Azambuja, Sebastião Mateus Arenque fez ontem (terça-feira) três anos de existência. Integrado no complexo do Valverde, o espaço que tem como exposição permanente uma mostra dos quotidianos de Azambuja, já recebeu mais de nove mil visitantes, um número que deixa o vereador da cultura Marco Leal, orgulhoso da obra feita.
Contudo o Museu Municipal está longe de agradar aos responsáveis que defendem maior dinamismo no seu dia-a-dia.
Em entrevista ao Vida Ribatejana, Marco Leal afirma que o espaço ainda pode vir a ser melhorado até porque diz “está na hora de olharmos para o museu municipal e dar-mos uma volta” referindo que a estratégia actual resultou nos três primeiros anos, agora completados mas por isso corre-se o risco “das pessoas deixarem de visitar um sitio que mantém a mesma lógica. E as pessoas deixam de se deslocar ao museu. Só se forem pessoas de fora. E nos queremos que as pessoas participem no dia-a-dia”
A nova estratégia do museu já está a ser trabalhada com a equipa do museu municipal, lembrando que no futuro o espaço irá continuar a preservar, salvaguardar a identidade as memórias do concelho de Azambuja.
Leal lembra que não foi fácil a implantação do museu. O espólio foi difícil de arranjar e até mesmo as negociações com o museu do Carmo, onde estão a maior parte das peças retiradas do Castro de Vila Nova de São Pedro, não foram fáceis.
O futuro do museu tem agora caminho aberto para as tecnologias. Segundo o vereador da cultura, um dos primeiros passos já foi dado. Trata-se do site do Museu Municipal Sebastião Mateus Arenque na Internet, http://museu.cm-azambuja.pt, que tem registado um número de visitas significativo, e que em alguma medida poderá estar relacionado também com o crescente numero de visitantes do espaço.
O vereador quer que no futuro o espaço seja mais acessível aos visitantes. Por outras palavras “que qualquer pessoa, que não seja do concelho de Azambuja, compreenda que exposição é que está ali” embora salienta que actualmente essa vertente já é perceptível, “mas existem algumas melhorias a faz nesse campo”.
Marco Leal salienta entretanto que as novas tecnologias poderão servir de ancora para que as pessoas possam visitar o museu.
Em causa estão agora alguns estudos que poderão levar à exibição, por exemplo, de trabalhos multimédia no local.
O vereador assegura que os custos já estão pensados, e que inclusive não serão precisos grandes investimentos. Para o museu o responsável diz que estão a ser analisadas algumas formas de comunicação visual, como podem ser os casos de ecrãs tácteis explicativos, salientando que existem “inclusivamente empresas que já fazem isso”.
Marco Leal exemplifica com o secador de arroz, que foi parcialmente recuperado, onde poderá existir um “espectáculo multimédia que mostre o funcionamento daquilo e é para esse caminho que tem de ir o museu”.
Por outro lado, Leal vinca exemplos de outros museus, onde as pessoas já têm auscultadores disponíveis, que em tempo real e ao mesmo tempo que vai visitando o espaço, vai recebendo instruções passo-a-passo daquilo que está a ver, sendo que “não seja necessário que exista um grupo de pessoas que nos explique o que está ali. Leal fala na sua experiência pessoal salientando que uma das coisas que menos gosta “é ter alguém a falar-me ouvido sobre aquilo que estou a ver. Eu gosto de ir à descoberta das coisas” citando como exemplo as duas ultimas viagens que fez na Europa.
Marco leal defende a colocação de placares demonstrativos e explicativos das diversas peças expostas, sendo que o museu deve ser acessível aos visitantes “e confesso que há algumas zonas, isso ainda não acontece. Mas estamos a trabalhar afincadamente para isso”.
Ainda assim, o museu demonstra agora uma dinâmica crescente, segundo o vereador. Um dos exemplos prende-se com as Viagens do Zambujinho. Um projecto pioneiro da Câmara Municipal de Azambuja, e que vai levar os alunos aquele espaço para conhecerem melhor o município.
Marco Leal destaca esta, como uma iniciativa importante, vincando “os ateliers de cerâmica em que as crianças vão trabalhar sobre as peças que estão no museu” acrescentando que isso “para o vereador da cultura tem interesse, argumentando que o assinalar dos terceiro aniversário ainda não tem muito peso para aquele espaço.



Thursday, October 04, 2007

Dono do Blog 2

Carta aberta ao anónimo

Hoje encontrei o João Benavente.
O ex-presidente da camara de Azambuja confirmou não ser o autor da construção das casas de habitação social na Quinta dos Gatos.
Benavente salientou que essa era uma responsabilidade do então António José Rodrigues, e disse também que nunca faria aquela construção ali.

Com isto, o anónimo, a quem convido a identificar-se, já terá razão. E como me fica bem, peço desculpa pela incorrecção

MR

Wednesday, October 03, 2007

Nota do dono do blog

Há por aqui um anónimo que insiste para que corrija uma alegada incorrecção. Segundo o Anónimo terá sido António José Rodrigues o responsável pela construção das casas na quinta dos gatos junto ao Valverde, local onde hoje está o mercado municipal.
numa noticia publicada abaixo, aponto ao João Benavente essa responsabilidade, mas o anónimo diz que não.
Então fazemos assim:

Sendo que

As casas foram construídas nos anos 80.

Não tenho me lembrado de falar com o Benavente ou o António José Rodrigues para confirmar o que o anónimo diz.

Tenho mais que fazer que andar atrás de dois fulanos que não os encontro devido á minha vida profissional.

Admito ter errado nesta noticia, mas tenho dúvidas


Vou colocar o assunto á votação aqui ao lado

Este Blog não é uma democracia.

Aqui quem manda sou eu.

Vou fechar os comentários.


Atentamente

Miguel Rodrigues

Thursday, September 27, 2007

Folclore ribatejano nao animou azambujenses


A oitava edição do Congresso de Folclore do Ribatejo que se realizou este ano em Azambuja, ficou marcada pela fraca afluência do público ás várias iniciativas, ficando patente a necessidade de criar novas formas e mais apelativas para chegar à população em geral, e aos mais novos em particular.

Embora apreciada por muitos, a arte folclórica, não inspirou os azambujenses que preferiram ficar em casa, ou aproveitar os últimos dias de sol para dar um pulo à praia.
Outros, os mais participantes nestas iniciativas, declararam que a altura em que se desenrolou o congresso “coincidiu com as vindimas” pelo que se tornava difícil a presença dessas pessoas, muitas delas participantes nos ranchos do ribatejo.
Ainda assim esta edição que se dividiu por três dias, teve o mérito de juntar cerca de meia centena de pessoas numa homenagem a Ludgero Mendes e a Agustin Gonzales. Duas figuras importantes do folclore regional e nacional.
Para além das muitas iniciativas de ordem técnica, como foram os casos dos diversos debates sobre as vária problemáticas do folclore, o evento contou ainda com momentos lúdicos com representações dos vários ranchos do ribatejo no Pátio do Valverde.
A edição deste ano, ficou também marcada com as jornadas etnográficas de Azambuja. O evento integrou-se este ano e pela primeira vez no congresso de folclore, e contou com as presenças dos vários grupos do município.
Os grupos do município recrearam a montagem de um mercado à moda antiga, e posteriormente dançaram para o público presente no Pátio do Valverde.
Ainda assim, e com o público a não corresponder, os organizadores não deixaram de salientar que este festival teve um balanço positivo.
Uma das conclusões deste congresso, vai no entanto no sentido de uma reflexão profunda sobre o folclore nacional.
Aurélio Lopes, antropólogo, teceu mesmo algumas criticas ao actual momento vivido pelo folclore quem em muitos casos “não passa de uma mera montra destinada a comícios”.
Para o responsável e estudioso desta arte “é necessário encontrar formas para cativar os mais jovens” uma tarefa, diz, que deveria ter sido iniciada há pelo menos vinte anos.
Nas conclusões apresentadas por Ludgero Mendes, Aurélio Lopes salientou que é um facto “que o actual formato utilizado nos festivais de folclore não está a potenciar o acréscimo de público sobretudo ao novel dos mais novos. Nesse sentido, o responsável recomendou a todos os agentes do folclore “a criação de novas formas de apresentação do património etnográfico e de folclore” sugerindo que através de uma contextualização “ou encenação do conteúdo, se enriqueça pela inovação o espectáculo, aliciando assim mais público”.
Outra das conclusões deste congresso aponta para que os grupos de folclore não se “revejam” apenas nos festivais de folclore e que devem apostar noutras iniciativas de “divulgação e valorização” do património, nomeadamente através de exposições temáticas, colóquios ou reconstituição das actividades cíclicas tradicionais.
Entre os mais variados temas em destaque, houve ainda tempo para falar dos trajes populares dos ranchos folclóricos.
As conclusões, neste campo, salientaram a necessidade dos grupos ajustaram ás realidades da época, os diferentes trajes. Em muitos casos foram adicionados alguns adornos, dizem os responsáveis, que “em nada tem a ver com a realidade” da época.




Wednesday, September 26, 2007

CDU e utentes preocupados com a saúde


O protesto contra o estado do Serviço Nacional de Saúde, mobilizou no passado fim-de-semana, milhares de pessoas em vários pontos do país. Em Azambuja, cerca de meia dúzia de utentes distribuíram papeis à porta do novo centro de saúde do concelho, e reivindicando a optimização do edifício inaugurado este ano

Milhares de pessoas reivindicaram no passado sábado melhores condições do serviço nacional de saúde
A iniciativa que teve lugar a nível nacional, juntou protestos oriundos de todo o país numa vigília no Saldanha em Lisboa “em defesa do Serviço Nacional de Saúde”.
As acções que se estenderam a vários pontos do país, abarcaram também o concelho de Azambuja, onde recentemente o serviço de urgências nocturno foi desactivado.
Em frente ao edifício, uma pequena delegação de cidadãos, na maioria afectos ao partido comunista que em parte deu cobertura àquela acção, alertou para o facto do edifício estar a ser utilizado aquém das suas potencialidades.
António Nobre, vereador do PCP na Câmara Municipal de Azambuja, que não esteve presente na acção, tem sido uma voz recorrente contra o encerramento das urgências nocturnas.
É frequente o vereador indagar o executivo socialista sobre o estado da saúde no Municipio, sendo que para o próximo dia 27 já está marcada uma conferência de imprensa sobre saúde.
Elsa Couchinho porta-voz do movimento cívico em Azambuja, considera que o actual edifício do centro de saúde inaugurado o ano passado está a ser utilizado aquém da sua capacidade máxima.
A porta-voz, lembra que para além do encerramento do serviço de urgências nocturnas “foi feito aqui um grande e bom investimento em termos de instalações” mas há, na opinião da responsável “carências ao nível dos médicos de família e de outro pessoal técnico” bem como de consultas de especialidade.
Mas na radiografia que faz do concelho de Azambuja, aponta também outras lacunas, como é o caso “da Junta de Freguesia de Vila Nova da Rainha que nem sequer tem um posto de saúde, ou qualquer outro serviço a funcionar directamente junto da população”. Vila Nova da Rainha tem todavia umas instalações modernas inauguradas este ano, e com um espaço destinado para um pequeno gabinete para um médico. Esta tem sido uma reivindicação antiga do executivo da junta (PS) que há muito tem insistido junto de Antonio Ramalho, director do centro de saúde de Azambuja para colocar um médico naquele posto.
Do restante concelho, Elsa Couchinho também faz um diagnostico pouco positivo. A responsável lembra que existem locais onde os serviços de saúde “são prestados em condições muito precárias” ao nível “dos recursos humanos e do próprio espaço físico”.
Ainda inserido nesta “luta” também os cidadãos de Alenquer protestaram junto do ministério da saúde na passada sexta-feira.
A coordenadora da Comissão de Utentes e a Comissão de Utentes de Santana da Carnota, esteve presente na vigília na passada sexta-feira em frente ao ministério da saúde, onde entregou um abaixo-assinado das Extensões de Saúde do Concelho de Alenquer e uma carta aberta, ao Ministro da Saúde, sobre as condições do Serviço Nacional de Saúde naquele concelho.

Mendes e Menezes em Vila Franca e Azambuja

Marques Mendes está acorrer o país em busca de apoios para a sua recandidatura à liderança do PSD. Nesse sentido, Mendes deslocou-se a Azambuja e a Vila Franca de Xira na passa quarta-feira, onde falou aos militantes locais.
Do discurso de Marques Mendes, feito aos militantes vila-franquenses no clube da cidade e quase totalmente virado para fora, ficaram alguns elogios ao vereador Rui REI “que apesar se ser o único vereador do PSD, e apesar de ser vereador sem pelouro, tem iniciativa, acção e isso é particularmente importante, não obstante de todas as dificuldades que a oposição sente”.
Na óptica nacional, o presidente do partido não deixou de ter criticas a José Sócrates e ao governo socialista. Mendes salienta que o país está a meio de uma legislatura, e que se trata de um momento sensível, destacando que “ao fim de dois anos e meio não há resultados da governação”.
Mendes acusou Sócrates de não cumprir as promessas feitas aquando da sua candidatura a primeiro-ministro e diz acreditar que “há ano e meio atrás muitos portugueses, alguns dos quais já votaram no PSD acharia que o engenheiro Sócrates era invencível e que o PS estava para durar muitos e largos anos”.
Para Marques Mendes o país “não está bem” e exemplifica com o facto do desemprego estar a diminuir na Europa “mas em Portugal aumenta. Estamos numa fase em que as desigualdades sociais na Europa vão-se atenuando. Mas em Portugal agravam-se” referindo que o país não está a conseguir acompanhar as principais mudanças na Europa.
Marques Mendes não esconde de resto que o objectivo desta “cruzada” visa a sua eleição como primeiro-ministro, argumentação que repetiu aliás em Azambuja, num jantar com os militantes pouco antes de se deslocar para Vila Franca de Xira.
O líder do PSD, perante cerca de sessenta pessoas, o mesmo numero que o ouviu em Vila Franca de Xira, fez também questão de prometer ajuda para uma nova sede. Há três anos que o PSD de Azambuja reúne em locais diferentes “isso não pode continuar a acontecer. O PSD tem por isso dificuldades em fazer politica em Azambuja, mas tem muita gente que está connosco e que poderá estar cada vez mais no futuro”. O líder dos laranjas deixou de resto um desafio aos presentes “vamos ter de encontrar uma solução com a ajuda local e nacional” assegurando negociações com Miguel Macedo, o secretário-geral do PSD que trata das finanças “mas considero importante para que possamos dar uma ajuda para que a família social-democrata aqui, tenha uma sede onde possa reunir, conviver e trabalhar” disse.

“Ota está morta e enterrada”



Marques Mendes considera que a implantação do Aeroporto na Ota é um assunto já arrumado. O líder do PSD considera que essa não era uma boa solução para Portugal, e aponta como alternativa a localização em Alcochete, que será mais barata para o país.
O líder do PSD vinca entretanto, que a hipótese Ota, se esgotaria em poucos anos, uma vez que não tinha hipóteses de crescimento ou de ampliação, vincando que Ota “era uma solução casa, insegura e transitória”.
Confrontado pelo Vida Ribatejana sobre o pedido de indemnização dos autarcas da região refém de medidas preventivas, o líder do PSD argumentou “não fui eu que prometi um aeroporto na Ota, foi o governo”.
Todavia Mendes referiu que na sua opinião “Ota está morta e enterrada”, mas segundo o líder falta ainda definir as novas soluções. “Ou Alcochete ou a Portela mais um, sendo que mais um, poderá ser Alcochete”.
Marques Mendes refere que “de alguma forma eu compreendo que os autarcas se revoltem com o governo” argumentando “que o governo prometeu, como está à vista, aquilo que não podia prometer”, salientando que “o que interessa é o interesse nacional. E do ponto de vista do interesse nacional, eu acho que o recuo que o governo foi obrigado a fazer na Ota é uma vitória do país” salientando mais uma vez as expectativas regionais criadas a muitos autarcas “que foram defraudadas”.


Ao contrário do que defendeu Marques Mendes na visita que fez a Vila Franca de Xira e a Azambuja, Menezes que também esteve nestes municípios, opta por deixar a +ultima palavra para os técnicos que estão a seguir o assunto.
Em declarações feitas ao Vida Ribatejana, à margem de um jantar com militantes em Azambuja, o candidato à liderança do maior partido da oposição, salientou que na sua opinião nada está ainda decidido, pelo que “qualquer decisão deve ser tomada em função dos estudos técnicos que devem ter em linha de conta todo o tipo de questões que estavam em cima da mesa” tanto no que toca ás questões financeiras de segurança ou ambientais “ e até a economia regional. E depois tendo em conta esses parâmetros, devemos decidir sem polemizar em excesso essa questão”, ressalvando que a questão em torno da construção do aeroporto deve ser feita de forma tranquila e sem polémicas, reiterando “que não se deve tirar proveito político circunstancial deste tipo de questões”. O candidato acusou Marques Mendes de ser “nestas matérias verdadeiramente populista. Quando ataca a nomeação determinados agentes políticos para determinados cargos ou quando discute a problemática da Ota como discute…ou quando faz cair Câmaras, como faz” salientando que nestes casos “estamos perante um populismo menos responsável”.
Contudo as criticas de Menezes apontam o dedo a Marques Mendes no que toca ás nomeações para a Caixa Geral de Depósitos. Em causa estão declarações do actual líder do PSD, que criticou as nomeações de Armando Vara e Fernando Gomes para o banco do Estado.
A este propósito, Luis Filipe Menezes, argumenta que as criticas apontadas por Mendes não fazem sentido. O candidato presidente da Câmara de Gaia prometeu não “perseguir militantes de outros partidos, só porque foram nomeados para determinados cargos” acrescentando que “amanhã o companheiro Marques Mendes quando abandonar a politica pode precisar de se afirmar do ponto de vista profissional num cargo semelhante ao do doutor Vara. Acho que o facto de ter sido ministro em Portugal, já é o suficiente para afirmar um curriculum que lhe permite ser vogal da Caixa Geral de Depósitos” esclareceu Luis Filipe Menezes.
Em declarações ao Vida Ribatejana, o candidato não descora a candidatura a primeiro-ministro, porque diz “normalmente é isso que acontece” contudo esclarece que “sou cumpridor de todos os passos formados que têm de ser dados”. Primeiro a candidatura a líder do partido, e depois uma possível candidatura a chefe do governo.
Aliás Luis Filipe Menezes, diz ter a percepção de que as bases estão consigo. O candidato tem granjeado apoios de peso na região e de algumas concelhias.
Não são os casos de Vila Franca de Xira ou de Azambuja, cujos presidentes Luis Leandro e Rui Rocha, respectivamente, que fazem parte da comissão de honra de Marques Mendes.
Contudo em Azambuja, Menezes conseguiu apoios de peso. São os casos de Leonel Santa Rita, mandatário concelhio e de Virgínia Estorninho, ex. Vereadora do PSD na Câmara de Azambuja e que tem sido uma critica da presidência de Marques Mendes.
Luis Filipe Menezes, salienta no entanto que não desejava estas eleições antecipadas. Contudo a perca da Câmara de Lisboa do PSD para o PS, deram origem, segundo Menezes, a que Marques Mendes “assumiu publicamente uma crise. Assumiu que tinha falhado à frente da liderança do partido” e prossegue dizendo “não é normal um líder que tem dois anos de mandato, ao fim de um ano e pouco demitir-se”.
À semelhança de Marques Mendes, Luis Filipe Menezes e a sua comitiva estiveram depois no clube vila-franquenses em Vila Franca de Xira, onde responderam ás perguntas dos cerca de meia centena de militantes presentes.

ALENQUER E AZAMBUJA APOIAM TGV

As câmaras de Alenquer e Azambuja aguardam com algumas expectativa para o anúncio final para a construção do futuro aeroporto internacional de Ota. Em causa está o traçado do TGV que está agora em discussão pública, mas que poderá, segundo o presidente da Câmara de Azambuja, estar condicionado à estrutura aeroportuária.



Jorge Riso vice-presidente da Câmara Municipal de Alenquer considera que o impacto do TGV (Comboio de Alta Velocidade) pouco ou nada irá alterar a vida do concelho.
Numa altura em que o estudo de impacte ambiental está em discussão pública, o vereador alenquerense salienta este como um sinal do progresso que o município de Alenquer terá de viver nos próximos anos, a par com as restrições para a construção do aeroporto na Ota.
Em declarações ao Vida Ribatejana, Jorge Riso salienta que “este estudo não nos trás, a nós que já os esperávamos, grandes novidades. Sabemos que este traçado como qualquer outro que cruzasse o concelho teria de facto alguns impactos. Quer no âmbito da paisagem ou do desenvolvimento do concelho através das servidões que vai implicar”.
O vereador considera por isso que este tipo de impactos já esperados no município de Alenquer “são próprios de uma obra desta envergadura”, argumentando que o impacto que será sentido, será quase um mal necessários dado “que é em prol de uma obra de interesse público”.
Salvaguardando as devidas diferenças com o impacto da construção do aeroporto em Ota, Jorge Riso vinca que a construção do troço do TGV, terá “um impacto muito inferior, na minha opinião pessoal, face ao impacto do aeroporto”.
Riso vinca que o traçado escolhido pelos técnicos “tanto quanto sei, não interessa nem deixa de interessar ao concelho. Já esperávamos que acontecesse. Podia ser mais para ou lado ou outro, mas nunca poderia fugir daquela porção deste concelho” explicando que tal “não ocupa só o nosso território” destacando que o projecto tem início fora do concelho de Alenquer.
Jorge Riso destaca também que este projecto trará para Alenquer e concelhos limítrofes, um impacto considerável ao nível das acessibilidades. Para o vereador este traçado “ quer uma infra-estrutura ou outra (Ota ou TGV), que são de interesse nacional para o desenvolvimento do país. E não é será o concelho de Alenquer que irá objectar para que esse interesse seja colocado em causa, como se diria mais vulgarmente este é um mal necessário”, vincando a necessidade de minimizar os impactos negativos que a estrutura possa ter “ e maximizar e potencializar os benefícios que possam daí advir”.

Azambuja prefere TGV junto a Alcoentre

À semelhança de outros municípios, também o concelho de Azambuja será atravessado por uma de duas alternativas ao traçado proposto para o TGV.
Joaquim Ramos presidente da Câmara Municipal de Azambuja, à semelhança de outros presidentes de Câmara da região, considera o TGV um mal necessários, mas que pode em algumas situações trazer algumas mais valias.
Dos dois traçados apresentados que agora estão em discussão publica e que atravessam o concelho de Azambuja “há um deles que é melhor que outro”.
Ramos diz preferir o traçado que passa mais perto de Alcoentre “há outro que se afasta mais, contudo parece ser este que menos impactes ambientais” mas que é, segundo Ramos os preferido por que está a fazer o estudo deste projecto.
Em declarações ao Vida Ribatejana, o presidente da Câmara de Azambuja explicou que o traçado preferido dos responsáveis pelo estudo pode trazer algumas condicionantes ao turismo no concelho. Ramos salienta que essa alternativa irá passar muito próximo de zonas que “têm um potencial turístico muito grande” salientando que o TGV é uma mais valia a nível nacional “nuca o é a nível local porque se trata de mais uma condicionante e mais uma estrutura que passa aqui pelo concelho e sem acrescentar qualquer mais valia”.
O autarca lembra entretanto que todo o traçado deste projecto “esta condicionado pelo aeroporto na Ota” por isso sustenta ser legitimo partir do principio que “se houver aeroporto na Ota, há TGV. A não haver aeroporto na Ota, se calhar aquele traçado extingue-se”

Monday, September 24, 2007

Novo mercado municipal inaugurado sábado


Joaquim Ramos inaugura no próximo sábado o novo mercado municipal da vila de Azambuja. O autarca salientou ao Vida Ribatejana a importância da obra, e lembra que a demora na sua conclusão se deveu a uma série de contratempos relacionados com os arranjos exteriores do espaço


Está marcado para o próximo sábado a inauguração do futuro Mercado Municipal de Azambuja. O assunto está a ser aguardado com alguma expectativa por parte dos azambujense, tanto mais que há muito que a obra espera para ser aberta ao público.
O novo espaço agora situado na Urbanização da Quinta dos Gatos mereceu algumas criticas por parte de comerciantes que há muito que viam o espaço concluído, e a degradar-se, sem que fosse utilizado.
Joaquim Ramos presidente da Câmara Municipal de Azambuja, confirma algum atraso devido à corrente eléctrica e a alguns reajustamentos ao nível da construção civil, mas lembra que no fim do ano passado a Câmara promoveu uma reunião pública onde a população debateu o enquadramento do edifício.
Em causa estava, não só os prédios vizinhos da estrutura, mas também o facto de toda a urbanização estar envolta em obras de requalificação o que segundo o edil também atrasou a abertura do edifício. Ramos salienta que “não ia abrir o mercado no meio de uma situação em obra, sem estacionamentos, com as calcadas por fazer. Isso tudo já está concluído”.
O projecto que foi alvo das críticas da oposição, tem agora segundo Ramos melhores condições para os comerciantes e para o público em geral. Nesse sentido o autarca desafia “para os que quiserem ver, e não para aqueles que não querem ver” o facto de se terem “criado ali uma série de lugares de estacionamento em mobilidade total com a escola e que era também um dos grandes receios das pessoas”, sendo que a nova estrutura já possui locais específicos para cargas e descargas destinadas aos comerciantes, situação que não acontecia no antigo edifício.
O novo espaço fica agora integrado numa zona que está em expansão na vila de Azambuja. Na mesma urbanização coabitam agora uma escola do primeiro ciclo, o novo centro de saúde, o mercado municipal e o complexo do Pátio do Valverde, onde para além de existirem uma série de serviços da Câmara, existe também um café-restuarante que abrirá em breve e que trará, como anteriormente, centenas de pessoas àquela zona da vila.
Para além destas estruturas, existe ainda o campo da Feira de Azambuja, onde uma vez por mês se realiza o mercado mensal, a feira de Maio e a praça de toiros que todos os anos, se enche de aficionados da festa brava.
Joaquim Ramos não quis deixar de recordar que há quatro anos atrás, o local onde hoje se encontra o novo edifício do mercado municipal, era um conjunto de três casas, sendo que duas delas nunca chegaram a estar concluídas.
Aquele foi de resto o primeiro espaço destinado a habitação social do município. No início dos anos 90, a autarquia na época presidida por João Benavente, escolheu aquele local para edificar três habitações destinadas aos desalojados de uma cheia, que tinha deixado sem casa algumas famílias que moravam perto do antigo campo do ribeiro.
Ramos salienta que aquele “era um espaço desqualificado, encostado ao pátio do Valverde numa zona nobre da vila. Hoje o espaço está totalmente requalificado” disse.

PSD - Azambuja em guerra

Os elementos da Lista b que no mês passado desistiram de participar nas eleições para a concelhia, apelaram em comunicado aos órgãos do PSD Azambuja, para que as eleições para líder do partido se realizem em Aveiras de Cima. Os subscritores do comunicado consideram que o local escolhido pode não ser o mais indicado dado que é propriedade de um apoiante de Marques Mendes


António Jorge Lopes e Jorge Fazendas, pagaram das suas contas bancárias as quotas 33 militantes, e o partido considero que tal pagamento “em massa” não podia ser aceite.
Desde aí, os militantes e proponentes da Lista B, têm efectuado algumas diligências para resolver a situação que consideram “injusta” alegando que os militantes a quem pagaram as quotas o tinham autorizado, e em muitos dos casos pagaram mesmos as quotizações, mas a Jorge Lopes e Fazendas.
O Vida Ribatejana sabe que seis desses 33 militantes já têm a situação resolvida. Já pagaram as quotas das suas próprias contas bancárias, e já poderão votar no dia 28 para o líder nacional do PSD. Os responsáveis pela então lista B, referiram também que os restantes militantes, também terão em breve a situação regularizada e que a nacional do PSD já devolveu o dinheiro adiantado por Lopes e Fazendas.
Com as eleições para a nacional à porta, voltam algumas das reivindicações feitas aquando as eleições para a concelhia.
Num comunicado enviado à comunicação social são levantadas de novo dúvidas quanto à imparcialidade destas eleições.
Jorge Fazendas que assina o documento salienta que “António José Matos, ultimamente tem convocado e realizado as eleições na sua própria casa de habitação, o que põe em causa o normal funcionamento de qualquer Assembleia Eleitoral, a transparência e imparcialidade das respectivas eleições, bem como a garantia efectiva da pluralidade de opiniões”.
Por outro lado o militante, que em conjunto com Jorge Lopes é apoiante da candidatura de Menezes à liderança do partido lembra que Matos é o presidente da Mesa da Assembleia do PSD/ Azambuja “ e deverá integrar a comissão de honra do Dr. Marques Mendes, pelo que, desde já, devem ser criadas todas as condições para a realização de eleições sérias e justas na Secção de Azambuja do PSD”.
Nesse sentido, e argumentando que o município de Azambuja é um concelho grande e disperso, defende a realização das próximas eleições na Junta de Freguesia de Aveiras de Cima, pelo que já foi dado conhecimento disso ao presidente da mesa, através de “abaixo-assinado subscrito por 50 militantes do PSD/Azambuja”.

Comissão politica não comenta


Em declarações ao Vida Ribatejana, Luis Leandro presidente da concelhia do PSD, diz não comentar as declarações de Jorge Fazendas.
Leandro vinca que tal acção “serve apenas os interesses dos nossos adversários e, nomeadamente, do Partido Socialista”.
Contudo o presidente da concelhia considera que existem “meias-verdades” no comunicado assinado por Jorge Fazendas.
Desde logo lembra que os est6atudos do PSD referem que “um décimo dos militantes pode requerer a convocação de uma Assembleia extraordinária”, acrescentando que “compete ao presidente da Mesa efectuar as convocatórias, designando data, hora e local das reuniões”.
Quanto ás próximas eleições, para líder do PSD, Luis Leandro salienta que no caso da “a eleição do presidente do PSD e dos delegados ao Congresso, a data e hora foi estipulada já, conforme o regulamento aprovado pelo Conselho Nacional. Aos presidentes das mesas das assembleias competirá apenas designar o local”
Leandro ataca ainda Jorge Lopes, lembrando que foi este que encerrou a sede do partido onde se realizavam todos os actos eleitorais, lembrando que a falta de um espaço levou a que os actos eleitorais e assembleias se realizassem numa tertúlia propriedade de Antonio José Matos, vereador e presidente da mesa da assembleia.

As viagens do Zambujinho


Os alunos dos agrupamentos das escolas do concelho de Azambuja vão ter a hipótese de a partir de 15 de Outubro descobrir o património local. O projecto “Viagens do Zambujinho” promete nove rotas em todas as freguesias destinadas ás crianças do primeiro ciclo.

O sector da educação da Câmara Municipal de Azambuja quer promover o património do concelho junto das escolas.
Nesse sentido, a autarquia vai colocar em prática uma série de iniciativas, que têm como objectivo dar a conhecer as potencialidades do município.
Marco Leal vereador da educação da autarquia azambujense salienta que depois de uma análise aos projectos educativos dos vários agrupamentos escolares “foi detectada alguma dispersão ao nível dos planos de actividade”.
Na maioria dos casos, refere o vereador “eram utilizados recursos fora do município, quando já há coisas aqui que podem ser aproveitadas”.
As visitas a outros locais do país, são para o vereador importantes, contudo atribui também uma importância significativa aos recursos concelhios e ao património local.
Contudo a autarquia já testou este modelo com as férias desportivas. Leal argumenta que enquanto na maioria dos concelhos limítrofes as ferias desportivas dedicadas aos jovens. Realizam-se num determinado local fixo, no município de Azambuja “houve a preocupação de descentralizar porque tínhamos a noção, por exemplo, que muitas das crianças de Azambuja nunca tinham ido a Vila Nova de São Pedro”. O projecto correu bem, e embora não tenha sido uma rampa de lançamento acabou por servir também para em certa medida monitorizar algumas ideias.
Foi nesse sentido que os responsáveis da autarquia idealizaram “As viagens do Zambujinho”. Um projecto que tem como principal alvo as crianças do primeiro ciclo e que vai decorrer até ao próximo ano, todas as segundas-feiras.
Ao todo serão nove, as rotas que as escolas poderão visitar. A iniciativa vai arrancar no próximo dia 15 de Outubro e englobará as nove freguesias do município.
Paulo Louro Chefe de divisão de educação e juventude da Câmara Municipal de Azambuja, explicou ao Vida Ribatejana que a norte do concelho as Freguesias de Maçussa e Vila Nova de São Pedro estão agrupadas numa única rota “que será a Rota dos Moinhos”. Já na freguesia de Azambuja existirão duas alternativas. Uma rota dedicada a um percurso mais rural e outra mais urbano, que culminará numa sessão de Câmara “onde as crianças poderão mesmo intervir no período destinado ao público”
Das restantes freguesias destaca-se a Rota do Alto Concelho em Alcoentre, em que o objectivo é tentar dar a conheceras diferenças entre o alto e o baixo concelho de Azambuja. Em Aveiras de Baixo será implantada uma rota dedicada ao conhecimento do ambiente. Em Aveiras de Cima, o projecto terá como alvo o vinho, produto característico daquela freguesia.
Em Manique do Intendente a autarquia quer dar a conhecer o património local através da “Rota de Pina Manique”. Vale do Paraíso terá a “Rota dos Sentidos” e em Vila Nova da Rainha, será implantada a “Rota da Industria”.
A calendarização destas iniciativas já está feita “ e já foi comunicada as escolas” salienta Paulo Ouro “cabe agora ás escolas fazer a selecção das turmas que participam”.
A calendarização escolhida pela autarquia não permite nesta primeira fase que todas as turmas do primeiro ciclo tenham acesso a esta iniciativa este ano lectivo. Paulo Ouro realça que as iniciativas devem correr com tranquilidade, daí que se opte por não ter mais de uma ou duas turmas de cada vez. Ainda assim, em caso de sucesso as “Viagens do Zambujinho” poderão ser realizadas mais do que um dia por semana.
A autarquia lembra que a este projecto estão inerentes, alguns aspectos complicados de logística. Como são os casos dos transportes, materiais didácticos que a Câmara se compromete a assegurar.
Por enquanto apenas foi apresentado um ante-projecto junto do executivo municipal, até porque ainda estão a ser feitos alguns contactos com empresas particulares do concelho de Azambuja. Até à data segundo os responsáveis, as respostas dos empresários estão acima das expectativas, pelo que os alunos que integrarem as “Viagens do Zambujinho” e consequentemente as diferentes rotas estipuladas pela Câmara, terão certamente um dia diferente fora das salas de aula.

Monday, September 17, 2007

Ponte da Vala Real com obras paradas


As Estradas de Portugal (EP) confirmou ao Vida Ribatejana que as obras para a construção da nova ponte da vala real em Azambuja estão mesmo paradas.
Conforme já tinha anunciado o nosso jornal, as EP rescindiram contrato com a empresa Tecnovia, alegadamente devido ao “incumprimento do prazo de conclusão da obra, que deveria ter ocorrido em Janeiro do corrente ano”
O organismo tutelado pelo ministério das obras públicas, salientou ainda que não houve lugar a derrapagens financeiras e que “ prevê que as obras se reiniciem dentro de seis meses” apontando mais um ano para a conclusão das mesmas.
Até lá, a velha ponte continuará ao serviço tendo como limite veículos com peso até 30 toneladas, o que é largamente ultrapassado, sobretudo no Verão, altura em centenas de camiões e tractores atravessam a ponte carregados de tomate ou melão, com destino ás fábricas transformadores e aos mercados da região de Lisboa.
Mas esta não é uma preocupação nova. Aliás foi por causa do excesso de peso que autarcas e populares se “bateram” pela construção de uma alternativa.
Em 2001, a queda da ponte de Entre-os-rios alertava as consciências um pouco por todo o país. Multiplicaram-se os estudos e os levantamentos e conclui-se, no caso da Ponte da Vala Real, que esta não estava em risco eminente, mas suportava excesso a carga máxima que lhe estava designada.
Em sessão de Câmara, o assunto foi levantado por Virgínia Estorninho (PSD) que na altura interrogou o executivo presidido por Carlos Alberto Oliveira, sobre as reais condições da ponte.
A par com estas medidas da autarquia, agricultores, tractoristas e munícipes deram origem um movimento de cidadãos para pressionar as instancias governamentais.
À época, a ponte da Vala Real não tinha qualquer sinalização. Contudo as Estradas de Portugal vieram a concluir, aquilo que muitos já o afirmavam; que a ponte tinha uma tonelagem máxima de 5 toneladas, mas que por lá passavam camiões e tractores com pesos muito superiores aos permitidos.
Foram então iniciadas negociações com o Instituto de Estadas, e em dois anos a ponte foi reforçada, podendo nesta altura receber pesados até 30 toneladas.
Enquanto a ponte era reforçada, o IEP deu início ao projecto. Em 2003, um responsável pelo instituto de estradas anunciou que o projecto seria uma realidade em 2006.
Mas devido a vários atrasos, e até à data no local apenas existe parte da nova ponte e a velha ponte que dentro de um ano , se forem respeitados os prazos, deixará de existir.






Esqueletos encontrados em Azambuja

Dezenas de ossos, têm sido encontrados nas ruas envolventes da Igreja Matriz de Azambuja por causa das obras de requalificação do subsolo, os moradores da Rua Rolim de Moura já não estranham os achados, pois há muito que ouvem histórias sobre a existência de um antigo cemitério



Quem mora nas imediações da igreja matriz de Azambuja já não estranha, nem considera macabros os ossos humanos que têm aparecido. Com efeito sempre que há obras no subsolo das zonas envolventes ao edifício, são encontrados restos de ossos humanos que em muitos dos casos se encontram em bom estado.
Os mais velhos dizem que há muitos anos, aquele local era um extenso cemitério, e lembra que noutros tempos, as pessoas mais pobres eram sepultadas, devido ás suas crenças, em terrenos nas zonas envolventes das igrejas.
Segundo alguns relatos, não há uma história concreta sobre estes restos humanos agora encontrados, mas há a teoria de que muitos dos esqueletos agora encontrados, possam ter sido arrastados por possíveis aluimentos de terras, resultantes do terramoto de26 de Janeiro de 1531, que terá sido, muito mais greve que o terramoto de 1755 e que também chegou a Azambuja.
Relatos da época, veiculados pelo livro “Santa Maria de Azambuja” da autoria do historiador José Machado Pereira, dizem que grande parte do Ribatejo se sucumbiu ao terramoto.
Desde Santarém a Almeirim e Vila Franca de Xira, o livro conta a existência de situações de calamidade e de desespero “En el Azenbujera no avia casa ningua, murio mucha gente en ella. Una fuente se bolvio en sangre” refere o livro citando testemunhos encontrados em alguns documentos da época.
O mesmo livro, levanta ainda a duvida que possa ter existido no local onde hoje está a igreja matriz, outro templo. Contudo essa incógnita só deverá ser respondida através de um levantamento arqueológico.
Contudo todas as hipóteses que se possam colocar, segundos os peritos, não passam de teoria, dada a necessidade de investigar mais a fundo os achados.
Os peritos levantam também frequentemente a hipótese de no local ter existido um cemitério, onde seriam sepultados por exemplo os Cristãos. Os Judeus e os Muçulmanos, seriam sepultados em terrenos contíguos à igreja, mas separados, o que poderá também explicar o aparecimento das ossadas em locais não muito perto da igreja matriz.
Contactado pelo Vida Ribatejana, Luis de Sousa Vice Presidente da Câmara Municipal de Azambuja, salientou a importância dos achados, contudo diz que o IPAR não se opôs a que as obras de requalificação continuassem, desde que o subsolo fosse preservado.
Luis de Sousa argumentou que o IPAR tirou fotografias, e que a obra voltou ao normal.
Em Azambuja têm sido frequente este tipo de achados. Já em 2003, na rua do Espírito Santo, foram encontradas moedas de origem romana. Na rua principal, e enquanto se procedia à construção do saneamento, os trabalhadores encontraram vestígios de uma Azambuja mais antiga e de outros tempos. Até à data, as obras apenas abrandaram de ritmo, nunca foram interrompidas pelo IPAR.

FOTOS: José Sousa/Susana Rodrigues

Wednesday, August 22, 2007

TORRE BELA em FILME

Está em exibição no cinema “KING” em Lisboa o mais recente documentário sobre a ocupação da Quinta da Torre Bela no concelho de Azambuja.
Thomas Harlan, que assistiu e filmou os últimos acontecimentos na Torre Bela após o 25 de Abril, volta assim a ser noticia.
O documentário, que em breve poderá ser visto também em Outubro no Cinema - Atrium Azambuja, retracta a ocupação e os momentos vividos pelos populares naqueles dias.
Este filme dá conta de muitas das discussões à volta da ocupação e da intenção de a estender a propriedades vizinhas.
A ocupação da herdade do Duque de Lafões ficou como a mais conhecida na região e liderou o movimento de ocupações que se estendeu ás herdades da Marquesa, Ameixoeira, e Quinta do Mor, onde inclusive foi formada uma cooperativa e uma escola.
Já a Quinta da Bafoa era diferente. A propriedade tinha sido alugada pelo proprietário da Torre Bela a um empresário de Azambuja.
Se a Torre Bela tinha sido ocupada pela falta de trabalho, já na Bafoa o cenário era diferente. Não faltava trabalho e os trabalhadores uniram-se mesmo para i pedir uma ocupação feita pelos mesmos que tinham ocupado a Torre Bela.
Os sinos da igreja de Azambuja tocaram a rebate, a população juntou-se a não foi consumada a ocupação da Quinta da Bafoa, onde não faltava trabalho e cujo tomate ali cultivado era vendido à Sugal, fábrica que desde sempre se destacou na comercialização de derivados de tomate.

Tuesday, August 21, 2007

Praias fluviais preocupam bombeiros



Os bombeiros do Cartaxo e Azambuja já mostraram estão preocupados pelo facto das pessoas continuarem a utilizar as praias fluviais de Valada e Casa Branca, sem que estas tenham condições de segurança. Em breve está para nascer um projecto que reclassifica as duas praias e que vai permitir melhores condições aos banhistas.



A semelhança de inúmeras praias fluviais de norte a sul do país, Valada do Ribatejo ainda não possui as características que a considerem como tal. A segurança é uma das principais exigências do INAG (Instituto Nacional da Agua), sendo a presença de um nadador salvador ou dos bombeiros um dos requisitos mais importantes.
Nos últimos meses têm-se multiplicado as notícias de pessoas que morrem afogadas nas águas dos rios, e embora em Valada do Ribatejo isso não aconteça há largos anos, as autoridades preferem jogar pelo seguro.
Segundo apurou o Vida Ribatejana, os Bombeiros Municipais do Cartaxo e a Câmara Municipal têm-se desdobrado em esforços para que valada do Ribatejo se torne numa praia segura, já que durante a época estival, são muitos os que aproveitam para dar um mergulho e para apanhar sol.
O projecto que ainda está em estudo na autarquia, contempla um “posto avançado” para os municipais do Cartaxo, que poderão deslocar para ali, algum equipamento de apoio, que irão desde apoio humano, a um barco e uma ambulância.
Este ano os perigos do Tejo ficaram suficientemente conhecidos, quando um pescador foi arrastado pelas águas, tendo sido encontrado quatro dias depois na praia da Casa Branca em Azambuja.
Afastadas entre si, escassos quilómetros, as duas praias fluviais ainda não oferecem condições de segurança aos banhistas. Em Azambuja os bombeiros têm vindo a alertar para o facto da “Casa Branca” ainda não ter a característica de praia, sendo que no Cartaxo a preocupação das autoridades vai no mesmo sentido.
Mário Silvestre comandante dos municipais do Cartaxo, não esconde também a sua preocupação. O Tejo esconde perigos imprevisíveis, de onde destaca as fortes correntes e os fundões.
O operacional destaca que os fundões “não são permanentes. São variáveis em termos de localização” e explica que “os fundões formam-se e deslocalizam-se tendo em conta as marés” vincando a sua perigosidade.
Mário Silvestre exemplificou com o afundamento de uma embarcação utilizada no grande prémio de motonáutica “e depois de muitas buscas ainda não o conseguimos encontrar” destacando que a agressividade das correntes. Mário Silvestre garante que a zona do afundamento estava identificada “foram diligenciadas buscas nessa altura e nunca ninguém conseguiu ver o barco” independentemente dos mergulhadores que estiveram de serviço ao resgate da embarcação e da utilização de sondas.
O comandante dos municipais do Cartaxo, admite que o barco possa ter sido arrastado pela corrente, o que dá para ter a ideia da perigosidade do local.
Nesta altura as câmaras de Azambuja e Cartaxo têm em curso um projecto no âmbito da CULT (Comunidade Urbana da Lezíria do Tejo) para a classificação das duas praias. O Vida Ribatejana sabe que Azambuja e Valada ficarão ligadas por um passeio ribeirinho e que ambas as localizações serão alvo de obras de requalificação.

Monday, August 13, 2007

ADEUS PEDRO


Centenas de pessoas prestaram na sexta-feira a última homenagem a Pedro Salema. A morte do jovem bombeiro de 26 anos, não deixou ninguém indiferente.



A violência com que aconteceu o acidente, na última quarta-feira, e os momentos seguintes, foram um duro golpe nos bombeiros de Azambuja.
Passavam poucos minutos das quatro da tarde, quando Pedro Salema e Marcos Duarte recebiam a missão de salvar um doente em Vila Nova da Rainha. Os sintomas, ditados via rádio, faziam antever um AVC (Acidente Vascular Cerebral). Como fizeram tantas outras vezes, Pedro e Marcos, colocaram-se a caminho, assinalando a marcha de urgência.
Segundo testemunhas ouvidas pelo Vida Ribatejana, já na chegada à zona da Opel, a ambulância terá deparado com um pesado de mercadorias que saía de um dos armazéns de logística. A partir daqui pouco se sabe sobre a reacção de Pedro Salema. Pedro Cardoso comandante da corporação azambujense, esclareceu que ainda faltam muitas explicações sobre o acidente. Não existem travagens da ambulância, e o pesado também aparentemente não se terá apercebido da aproximação da viatura que assinalava marcha de urgência.
O alerta do acidente foi dado por um condutor que assistiu ao acidente. De imediato os bombeiros de Azambuja deslocaram-se para o local, a fim de salvar os colegas.
Os momentos seguintes foram muito complicados, com sentimentos que oscilavam entre a revolta por aqueles minutos parecerem horas, e a impotência de evitar o pior.
Foram os próprios colegas que tudo fizeram para salvar Pedro e Marcos. Pedro estava encarcerado, e pouco tempo consciente. Marcos, embora consciente, estava visivelmente em estado de choque.
No local, poucos minutos depois do acidente, a VMER declarou o óbito de Pedro Salema. Marcos foi transportado ao hospital de Vila Franca de Xira, mas teria alta pouco tempo depois.
As horas seguintes foram de angústia e desespero para os soldados da paz e para os familiares de Pedro Salema.
No quartel, o ambiente era de consternação e de pesar. Todos conheciam bem o Pedro, que entrou naquela casa em 1999. Contudo Pedro tinha sangue de bombeiro. O pai e o irmão mais novo já tinham estado na corporação, o Pedro seguiu-lhes os passos, a até ao dia 9 de Agosto de 2007.
Entre os colegas, o “Soneca” como era apelidado carinhosamente, era conhecido pelo espírito de sacrifício e de camaradagem. A dedicação à causa valeu-lhe elogios de todos, inclusive do comandante da corporação Pedro Cardoso, com quem Pedro tinha uma relação de muita proximidade.
O corpo de Pedro Salema esteve em Câmara ardente no salão nobre da instituição, de onde saiu para o cemitério de Azambuja ás 11 horas de sexta-feira.
O cortejo fúnebre foi seguido por centenas de pessoas, que quiserem acompanhar o Pedro à sua última morada.
A saída da urna que foi transportada em ombros pelos colegas, foi um dos momentos de maior emoção. Já na rua, centenas de pessoas aplaudiram a coragem do jovem Pedro Salema, ao mesmo tempo que a sirene chorava o desaparecimento dum filho da casa, em circunstâncias trágicas.
Uma das presenças mais notadas foi a de Rui Pereira, ministro da Administração Interna que fez representou o Estado nas cerimónias fúnebres.
Pedro Cardoso, ainda visivelmente emocionado, não conseguiu disfarçar a emoção de ver partir Pedro Salema. Todavia o comandante reiterou a confiança no seu grupo de trabalho, agradecendo inclusive o apoio demonstrado pela população e pelo corpo de bombeiros de Azambuja neste momento sensível da associação.
Nesta altura, ainda de luto, os bombeiros já retomaram o trabalho normal. Todavia e desde quarta-feira, altura do acidente, e até sexta-feira os soldados da paz azambujenses contaram com o apoio de outras associações.
Foram os casos dos bombeiros de Vila Franca de Xira, Vialonga, Castanheira, Alhandra e Alverca, que asseguraram todos os serviços habitualmente feitos por Azambuja, nomeadamente fogos e emergências médicas, bem como os serviços de rotina.
Também os núcleos da Cruz Vermelha do concelho de Azambuja, estiveram, solidários com os colegas, ajudando em alguns serviços e prestando-se mesmo as últimas homenagens ao Pedro Salema, através da guarda de honra.
Com tantas emoções à flor da pele, os soldados da paz estão a receber apoio psicológico por parte da Autoridade Nacional de Protecção Civil e do psicólogo da instituição.
Resta sublinhar que foi a Cruz Vermelha do Carregado, que se encarregou de socorrer a vítima de AVC em Vila Nova da Rainha.
A despedida não foi fácil. Ao comandante Pedro Cardoso coube a dificil tarefa de falar em nome dos amigos e companheiros.
As palavras saíram com dificuldade, mas ficaram eternizadas na memória de todos:
"Amigo,
És companheiro soldado da paz
És o ombro onde todos já nos apoiámos
És o sorriso que alegra os nossos corações
És o olhar que nos transmite coragem
És a plenitude da vida pelo amor, carinho e dedicação que ofereceste a cada um de nós e àqueles que com bravura socorreste!
Ser bombeiro, ser homem, filho, irmão e companheiro… tudo foste e eternamente serás!

Diz-se que o tempo tudo apaga mas a nossa memória pode reter momentos para sempre,
Para sempre serás o nosso guia e a tua chama alcançará a terra e o mar porque onde estiver um bombeiro, estarás tu!

Um abraço Soneca! "