Monday, January 22, 2007

Familia fica sem casa em Virtudes


Uma família de quatro pessoas, um casal e dois filhos, ficou esta segunda-feira desalojada, depois do apartamento que habitava na localidade de Virtudes, ter sido devastado pelas chamas.


O fogo que deflagrou na segunda-feira num apartamento na localidade de Virtudes, deixou na rua uma família de quatro pessoas, um casal e duas crianças.
Segundo o Vida Ribatejana apurou, o alarma foi dado por um vizinho que se apercebeu de algum fumo originário do apartamento ao lado. De imediato chamou os bombeiros de Azambuja, e enquanto isso arrombou a porta á procura dos vizinhos.
De acordo com informações recolhidas no local, na altura em que o incêndio deflagrou, não estava ninguém em casa. Àquela hora, quase cinco da tarde, é habitual a mãe ir buscar os filhos à escola. Foi nesse espaço de tempo que se deu o fogo, que destruiu por completo o interior do apartamento situado num primeiro andar.
Dado o estado em que ficou a habitação, a família pouco ou nada conseguiu recuperar. No meio dos destroços, apenas conseguiram meia dizia de peças de roupa, já que a restante terá ardido.
Embora os familiares não estivessem em casa na altura do fogo, viveram-se momentos dramáticos, com as vítimas bastante nervosas, e com uma preocupação: as meninas.
Uma das familiares disse ao Vida Ribatejana, que a grande preocupação eram as coisas das crianças “ardeu tudo ficamos sem nada”. Enquanto isso também os populares, que tentavam acalmar as pessoas, se iam solidarizando entre todos para tentar colmatar algumas necessidades para as crianças.
Uns vizinhos adiantaram ao Vida Ribatejana, que “vamos agora tentar arranjar algumas roupas para as crianças. Tenho um neto com dois anos, devo ter lá qualquer coisa que sirva”. Outros vizinhos ainda incrédulos, tentavam organizar-se para ajudar.
“nesta altura, tudo o que conseguir-mos será pouco, por isso vamos ver entre todos o que cada um pode fazer” disse um habitante de Virtudes.
Luis de Sousa vice-presidente da Câmara Municipal de Azambuja, e responsável pela área social, garantiu ao Vida Ribatejana que se houver necessidade a edilidade procurará ajudar esta família. Contudo o edil sublinhou já ter conhecimento de que os desalojados, um casal e duas meninas de um e sete anos de idade, ficarão em casa de familiares, que fica a escassos cem metros da habitação que agora ardeu.
Ainda assim, Luís de Sousa irá ter esta semana uma reunião com membros dessa família, para avaliar o grau das necessidades “já que hoje estão bastante nervosos. Não é a altura ideal”.
Pedro Cardoso, comandante dos Bombeiros de Azambuja adiantou também que este foi um fogo difícil de combater “tal era a carga térmica acumulada”.
O responsável vincou que o prédio não oferece perigo aos habitantes. Todavia, salienta que o apartamento em causa terá compartimentos que “terão de ser escorados. Houve uma grande carga térmica dentro do quarto, onde o fogo ficou confinado”, no entanto o fumo espalhou-se por toda a casa “que estragou o resto do recheio da casa, vamos escorar e depois serão feitas obras”.
Quanto à origem deste incêndio, Pedro Cardoso, salienta “ainda não posso adiantar nada”. O operacional diz querer esperar pelo rescaldo e pelas investigações que ficarão a cargo das autoridades policiais.
Segundo apuramos, no apartamento não havia qualquer aparelho ligado ou lareira acesa, pelo que está para já afastada a hipótese de curto-circuito.

Sunday, January 07, 2007

Alcoentre "ganha" Habitação Social


O processo já se arrasta pelo menos há quatro anos, mas a Câmara Municipal de Azambuja acredita que o actual secretario de estado da Justiça Conde Rodrigues está a fazer tudo para que finalmente as casas dos antigos funcionário do EPL passem para as mãos da Câmara que as quer transformar em habitação social.

Pode estar para breve a entrega à Câmara Municipal de Azambuja das antigas casas dos guardas prisionais de Alcoentre. De acordo com Luís de Sousa vice-presidente da autarquia, já existe um “pré-entendimento” com o ministério da justiça, de reverter essas casas para habitação social.
O vice-presidente, confirmou ao Vida Ribatejana que já existiram contactos com o secretário de estado da justiça, Conte Rodrigues e que faltam apenas ultimar alguns pormenores, para que dezasseis antigas moradias, sejam propriedade da câmara.
Em breve, e depois de formalizada a cedência, irão servir para albergar algumas famílias, entretanto já sinalizadas, como sendo carentes ao nível habitacional.
Luis de Sousa sublinha entretanto, que pese embora o facto dessas casas se encontrarem na freguesia de Alcoentre, irão estar disponíveis, inclusive para carenciados oriundos de qualquer ponto do município azambujense.
A autarquia, mais propriamente, o sector social, tem feito regularmente levantamentos sobre as famílias carenciadas, e embora o Vida Ribatejana não tenha tido acesso aos números, sabe que desde a construção dos bairros sociais de Vale do Paraíso e Azambuja, afectos ao PER (Plano Especial de Realojamento) têm vindo aumentar. Não tanto pelos emigrantes que chegaram ao concelho de Azambuja, mas por situações de carência que surgiram já depois dos primeiros realojamentos em Azambuja.
De acordo com Luis de Sousa a maioria das habitações, que ficam situadas no centro urbano de Alcoentre, estão a necessitar de obras, que só podem ser feitas depois de recebidas pela autarquia.
Ao todo são dezasseis habitações, que passarão, para as mãos e gestão da Câmara, mal o estado dê luz verde. Ao que o Vida Ribatejana apurou, faltam apenas alguns pormenores burocráticos para que a cedência aconteça. Até lá a edilidade vai continuar a ver aumentar o número de pessoas carenciadas de habitação.
Luis de Sousa confirmou no entanto, que existem mais casas que poderão alargar o PER em Alcoentre.
Para além das moradias no núcleo urbano da vila, o Ministério da Justiça é também proprietário de alguns apartamentos, junto ao Estabelecimento Prisional de Vale de Judeus. Essas casas estão vagas, na sua maioria, todavia não fazem parte para já dos planos da autarquia.
Luís de Sousa explicou que na maioria das situações detectadas em Alcoentre “as famílias não estão habituadas a viver naquele tipo de apartamentos” vincando que essa é uma opção pela qualidade de vida das famílias.
Contudo e embora não exista qualquer formalização na entrega das habitações, já existe uma família a habitar uma das casas.
Tratou-se de um caso especial, em que uma família de Alcoentre, viu a sua casa arder, há três anos, e dado que a câmara não tinha outra solução, contractualizou com o ministério da justiça a utilização de uma das casas de forma provisória.
Embora não exista qualquer data em cima da mesa para que esta cedência se formalize, Luis de Sousa, acredita que é para breve, pois “o senhor secretário de estado é nosso vizinho e conhece a situação do concelho de Azambuja” disse.

Estabelecimento Prisional de Alcoentre será ampliado

Nessa mesma reunião, Conde Rodrigues terá anunciado aos autarcas, a ampliação do Estabelecimento Prisional de Alcoentre.
Joaquim Ramos, presidente da edilidade azambujense, confirmou ao Vida Ribatejana, esse anúncio e declarou, que tal obra é bem vista pela câmara.
A ampliação do espaço será feita, tendo como base as verbas resultantes da venda do Estabelecimento Prisional de Lisboa. Contudo Joaquim Ramos tem-se mostrado critico, relativo ao facto dos últimos PIDDAC beneficiarem grandemente os estabelecimentos prisionais de Alcoentre e Vale Judeus em detrimento de outros investimentos aspirados pela autarquia.
O edil considera este investimento positivo “pois resulta de uma transacção imobiliária, que consiste na venda de um empreendimento em Lisboa e no investimento em Azambuja. Portanto é bom para Azambuja” disse.

Origens

O Estabelecimento Prisional de Alcoentre foi inaugurado a 18 de Janeiro de 1944. O objectivo era constituir uma colónia agrícola destinada a reclusos em cumprimento de pena de prisão maior, em regime de trabalho agrícola.
As instalações daquela que outrora se chamou de Colónia Penal de Alcoentre, ficam distribuídas por uma área de 650 hectares, que incluem, não só as instalações prisionais, mas também o bairro de funcionários, oficinas e, na sua maior parte, as instalações agro-pecuárias.
Actualmente, as instalações prisionais são constituídas por três zonas distintas: O Bloco Central, que integra três alas prisionais, área oficinal, cozinha, enfermaria, escola, ginásio, biblioteca, sector de segurança e instalações para o pessoal, sendo que todas estas instalações, à excepção de uma ala, que já possuía blocos sanitários, foram criadas ou remodeladas totalmente a partir de 1996 ;Dadas as características do estabelecimento foi instalado em Julho de 1993 pelo Centro Protocolar de Justiça um Centro de Formação Profissional essencialmente vocacionado para as áreas de agro-pecuária.A população prisional é essencialmente constituída por reclusos condenados em cumprimento de penas de prisão superiores a três anos, maioritariamente oriunda da área da Grande Lisboa.

Balanço quase positivo no PER - Azambuja


Quase dez anos depois do primeiro PER no concelho de Azambuja, os moradores e autarcas fazem contas à vida. Se para a autarquia e para a generalidade dos moradores o processo foi bem conseguido, para uma minoria, as coisas não são bem assim


No fim da década de 80 quando se começou a gizar o PER de Azambuja, muitos estavam longe de saber se os resultados que daí advinham eram positivos.
Na altura o PER de Azambuja foi um dos primeiros a ser implantado no país. Em consequência disso, foram perpetrados alguns erros que agora não seriam cometidos.
Era João Benavente presidente da Câmara Municipal de Azambuja, e tudo parecia correr bem. Os levantamentos dos agregados familiares e rendimentos foram feitos, e começou-se a perspectivar uma nova solução para as setenta famílias que moravam no bairro da liberdade, ou se preferir Bairro do Alto da Torre, como era conhecido pelos populares.
Nem sempre sinónimo de coisas boas, o Bairro do Alto da Torre, começou a tomar forma muito antes do 25 de Abril de 1974. Foi contudo nesse ano, que assistiu a um “explosão” demográfica, que o viria a colocar na rota dos Planos Especiais de Realojamento”, já no fim dos anos oitenta, início dos anos 90.
Nessa altura e aproveitando as verbas colocadas à disposição do país pela União Europeia, a autarquia decidiu então em conjunto com a secretaria de estado da habitação, levar a bom porto a construção de um novo bairro social e o desmantelamento do Alto da Torre, que por essa altura já era conhecido como um bairro de lata degradante, onde se refugiavam toxicodependentes e famílias de poucos recursos a viver em casas de uma divisão, e onde o agregado familiar se multiplicava.
Luis de Sousa à época vereador com o pelouro da habitação, lembra que os levantamentos foram pacíficos. As equipas da Câmara traçaram o perfil de cada família, e projectaram no futuro o seu crescimento.
Foram identificadas sessenta e sete famílias, que viviam no Alto da Torre, entre a rua dos Campinos e a estrada de acesso aos casais do farol.
Daí, segundo o vereador, foi um passo para começarem os problemas. Luis de Sousa recorda, que a maioria das pessoas apresentava alguma resistência à mudança, mas pouco a pouco, foram cedendo e aceitando as novas casas.
Ao todo a Câmara construiu setenta e cinco habitações, naquele que mais tarde viria a ser conhecido como Bairro Social da quinta da Mina, e que ainda hoje, devido a erros do passado, é fruto de desacatos e instabilidade entre alguns moradores.
Um dos motivos para s “turbulência” prende-se com o facto de entregar apartamentos, a pessoas que sempre viveram paredes-meias com a terra, com as suas coisas e que ali não o podem fazer e sentem-se deslocados. Se fosse hoje, Luís de Sousa, garante que não o faria, entregaria casas térreas a uns e a outros os apartamentos.
Mas naquela altura e à luz da falta de experiência no que toca aos PER, a situação foi diferente. Levantou resistência entre os populares, que embora reconhecessem a ilegalidade das suas construções, reclamavam o direito a permanecer nelas, já que muitas das casas eram em alvenaria, e um pequena parte em madeira ou zinco.
Houve mesmo gente que em todo este processo, tivesse instaurado processos contra a Câmara, mas que mais tarde os veio a perder em tribunal. Contudo um desses moradores ainda resiste. A sua casa fica virada para a rua D. Sancho I, e durante muito tempo manteve na fachada um cartaz que dizia “esta é a barraca que o Benavente quer deitar a baixo”. O Vida Ribatejana, tentou chegar à fala com o proprietário, mas não conseguiu em tempo útil. Contudo conseguimos saber que o processo de legalização do terreno ainda continua, e que por enquanto ainda habita aquela moradia.
Outros não conseguiram tal proeza. Os terrenos que ocupavam pertenciam grande parte a um particular que até hoje, segundo sabemos, nunca reclamou os terrenos. Outros, e porque tinham as suas casas nos terrenos da EPAL (Empresas publica de Aguas de Lisboa) foram obrigados a retirar, e embora contrariados deixaram que lhes deitassem abaixo as casas, sob o olhar atento, mas pacifico da GNR.
A entrega das novas casas deu-se então em 1997, era Leonor Coutinho Secretaria de Estado da Habitação. Na altura, não houve tempo para lamentos, mas a maioria dos moradores partiu para a casa nova, com esperança numa vida nova.






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Inquilinos não conseguem pagar rendas


A grande parte dos moradores do bairro social da Quinta da Mina em Azambuja, queixa-se da vizinhança. Mas sobretudo queixa-se que em parte foi “abandonada e misturada” com pessoas da etnia cigana “que não sabem seguir regras” referiu uma moradora ao Vida Ribatejana que não quis ser identificada.



Os problemas têm sido muitos entre vizinhos e por isso os moradores não gostam de dar a cara, com medo de represálias dessas famílias.
À nossa reportagem, a moradora disse ser do conhecimento das autoridades o que se passa no lote quatro, o lote habitado por famílias de etnia cigana.
De noite “temos medo porque os ciganos, chamam nomes aos miúdos e metem-se connosco. E já não é a primeira vez que há aqui desacatos” disse.
Outra moradora referiu ao Vida Ribatejana que “estava melhor no Alto da Torre. As casas eram ilegais, mas não via este mau ambiente” por outro lado sublinhou que “o mau ambiente é sobretudo com os ciganos. Aqui há uns tempos partiram o café quase todo, por coisa nenhuma”disse.
Mas na generalidade, os moradores estão contentes com as casas. Garantem ter melhorado a qualidade de vida mas nem sempre é assim.
Outra das queixas, são as rendas que os moradores consideram elevadas. A Câmara tem feito demaches no sentido de cobrar as rendas aos inquilinos, mas na maioria das vezes não é bem sucedida.
Há ainda casos de que os moradores têm puxadas ilegais de luz, a partir das escadas do condomínio, e outros exibem sem qualquer pudor Bypass de água, sem passar pelo contador.
São estas algumas situações já detectadas pela autarquia, e verificada em loco pela comunicação social, numa das visitas promovidas pela Câmara ao local.
Para além da água e luz, e ausência de qualquer pagamento de renda “eles (os ciganos) arrancam os tacos do chão para fazer fogueiras. Há quem retire as portas para queimar, e fazem fogueiras no meio da sala num primeiro andar” referiu um morador que não quis ser identificado.
Esta é uma das razões pelas quais, Luís de Sousa, vice-presidente da Câmara, considera ter havido erros no PER. As questões culturais das famílias de etnia cigana e de outras, não foram acauteladas, o que deu azo a este tipo de situações “de falta de integração”. É por isso que a Câmara ainda está à procura de um terreno, para realojar essas famílias. Luis de Sousa, garante que a procura continua e que está a ser feita em colaboração com o patriarca dessas famílias que também já mostraram o desejo de abandonar os prédios.
Por outro lado há casos de manifesta incapacidade de cumprir os pagamentos. É o caso de Rosalina Lopes mãe de sete filhos, entretanto a maior parte já casados, e cujas dificuldades financeiras se agravaram nos últimos anos.
Ao Vida Ribatejana, a munícipe garante se fosse hoje “não saia de lá”. Até porque tinha mais terreno, que embora fosse propriedade da EPAL, era muito mais feliz:
Rosalina Lopes garante por seu lado que a sua vida mudou radicalmente “E está cada vez pior”, alegando que nesta altura não tem dinheiro para pagar a renda da casa, que está atrasada três anos e que espera a qualquer momento ser despejada pela autarquia.
Os últimos anos na casa de Rosalina não têm sido fáceis. Actualmente são quatro pessoas a viver do dinheiro dos “biscates” de um dos filhos consegue.
Para agravar a situação, o marido de Rosalina está preso a uma cama, com um tumor e dois dos filhos são aditos.
Um é toxicodependente o outro é alcoólico, e embora este último trabalhe, a vida acaba por não sorrir a esta família.
Rosalina confirmou entretanto que existe em marcha um plano de pagamento para as rendas atrasadas “dávamos três contos por mês da renda atrasada. Mas eu não tenho dois, quanto mais três contos”, para uma renda que se fosse cumprida não chegaria a perto de 20 euros.
Rosalina Lopes reconhece que está em divida, mas acrescenta que a doença do marido, um tumor, tem levado a maioria do dinheiro que a família ganha, e diz por isso que o pouco que vai havendo é para a comida do dia-a-dia.
Com os olhos postos no passado, Rosalina, garante que a casa que habitava no Alto da Torre, tinha melhores condições. Era mais ampla, e o terreno onde estava construída era da EPAL “por isso devia ter sido a EPAL a colocar-nos de lá para fora e não a Câmara”.
O futuro, diz que vai aguardar com expectativa. Já assumiu que não consegue pagar a renda e diz que se a Câmara partir para o despejo “vou acampar para o largo da Câmara, ou dormir para debaixo da ponte”disse.

GNR AVEIRAS DE CIMA DETEM MOLDAVOS EM FLAGRANTE


A GNR de Aveiras de Cima, deteve na passada semana em flagrante delito dois cidadãos de nacionalidade Moldava, que se preparavam para roubar uma sucata em Alcoentre.
Segundo fonte policial, os assaltantes de 21 e 24 anos, já tinham uma carrinha à porta cheia de material, predominantemente de alumínio, quando foram surpreendidos pela patrulha, que habitualmente faz a ronda por aquele local.
A mesma fonte sublinhou ao Vida Ribatejana, que provavelmente o material roubado, seria vendido no mercado paralelo, para ser fundido, dando origem a outras peças.
Na carrinha, que era propriedade de um dos assaltantes, já se encontravam alguns objectos, tais como portas de galeras em alumínio, ou depósitos de combustível de pesados acidentados.
Segundo apuramos, sobre um dos elementos, recaia um mandato de captura emitido pelo SEF (Serviço de Estrangeiros e Fronteiras), o outro aparentemente não tinha cadastro criminal.
Os dois elementos, com residência conhecida em Elvas e Loures, foram presentes a tribunal e aguardam em liberdade, mas com obrigatoriedade de apresentações periódicas nas autoridades de sresidência.

ACIDENTE PROVOCA DOIS MORTOS


Dois mortos, foi o resultado de um grave acidente ocorrido no cruzamento da Guarita em Azambuja. O forte nevoeiro que se fazia sentir e a falta de reflexos do condutor com setenta e seis anos, podem, segundo as autoridades, ter estado na origem deste acidente.


O nevoeiro cerrado e a falta de reflexos podem ter estado na origem do acidente mortal que ocorreu na manha da passada quinta-feira no cruzamento da guarita em Azambuja.
Ainda não eram sete da manhã e, os bombeiros de Azambuja já estavam a receber um alerta de um camionista que terá assistido a tudo.
Segundo o Vida Ribatejana conseguiu apurar, um casal de iodos que se fazia transportar numa carrinha de mercadorias, terá sido surpreendido por um veículo pesado, que a abalroou lateralmente, provocando a morte imediata dos dois ocupantes. Um casal de Aveiras de Cima na casa dos setenta anos.
As vítimas João e Rosa, que tinham sido proprietários de uma mercearia até há bem pouco tempo na vila de Aveiras de Cima, deslocavam-se para o hospital de Vila Franca de Xira para uma consulta de rotina. O acidente deu-se na ligação da estrada que liga Aveiras de Cima à estrada Nacional 3 no cruzamento da Guarita.
Segundo uma testemunha ouvida no local pelo Vida Ribatejana, “a carrinha estava no meio do cruzamento. A visibilidade era pouca e se calhar o homem pensava que não estava ainda no cruzamento, para virar para Azambuja. Foi então que um pesado de mercadorias, proveniente de norte, embateu fortemente na viatura ocupada por João e Rosa.
O embate foi de tal forma violento, que a carrinha foi arrastada quase duzentos metros, do ponto de embate inicial.
Fonte dos voluntários de Azambuja que deslocaram 11 homens para o local, confidenciou que os óbitos terão sido quase instantâneos “embora, só o INEM possa fazer esse diagnostico”.
Cem efeito, quando o Vida Ribatejana chegou ao local, perto das sete da manhã, o cenário já era constrangedor. Os bombeiros já tinham retirado Rosa Torrão de setenta e dois anos, e preparavam-se para a colocar na ambulância. Enquanto isso, outra equipa, retirava com cuidado a outra vítima, João Torrão que era o condutor da carrinha, com 76 anos, também para o interior de uma outra ambulância.
Cerca de meia hora depois, chegava a viatura da VMER (Viatura Médica de Emergência Médica) que confirmava no local o falecimento das vítimas, que posteriormente foram transportadas para o centro de Saúde de Azambuja, para posterior autópsia.
Quanto ao condutor do pesado, este ficou em estado de choque, contudo não teve de receber cuidados hospitalares.
O funeral do casal acabou por se realizar na passada sexta-feira, levando uma multidão de aveiricenses a despedir-se do casal, que era muito querido e conhecido na vila de Aveiras de Cima.

CAIXA AGRICOLA AZAMBUJA ASSALTADA


Um homem aparentando quarenta anos, assaltou na passada quinta-feira a Caixa de Credito agrícola de Azambuja. Segundo testemunhas ouvidas pelo Vida Ribatejana, o indivíduo que se fazia transportar num Peugeot Branco, estacionou a viatura a escassos sem metros da dependência bancárias, deixando-a a trabalhar para qualquer eventualidade. As mesmas testemunhas que presenciaram as movimentações do homem, esclareceram que o individuo aguardou a hora de fecho da dependência bancária, entrando ao mesmo tempo que a última cliente do dia. Contudo, dizem, aguardou pacientemente em frente à porta, mas do outro lado da rua, que alguém chegasse, tapou o rosto com um passa-montanhas e entrou na caixa.
Lá dentro terá pedido para encher os sacos de plástico que trazia. Os funcionários não ofereceram resistência, até porque o meliante fez o assalto sob ameaça de arma de fogo.
A única cliente que estava na dependência bancária e que segundo testemunhas, terá entrado ao mesmo tempo que o individuo, ficou nervosa, contudo isso não atrapalhou os planos do larápios, que mal viu os seus intentos satisfeitos, se dirigiu para o veiculo que tinha deixado numa estrada paralela à nacional 3, de modo a encetar a figa já planeada. Pelo caminho de regresso, as testemunhas salientaram que o homem foi despindo a roupa que trazia, chegando ao carro com uma roupa totalmente diferente, faltando apenas dizer, se nessa altura, o homem já tinha o rosto descoberto
Segundo fonte policial, o homem, terá conseguido levar cerca de seiscentos euros, encontrando-se ainda por identificar, embora todo o assalto tenha ficado registado nas câmaras de vigilância da Caixa de Crédito Agrícola de Azambuja.
O assunto foi entregue à Policia Judiciaria, que esteve no local a recolher todos os indícios do assalto, bem como ouvir as testemunhas.

Vila Nova da Rainha "ganha" sede remodelada


A tarde de sábado foi de festa para Vila Nova da Rainha. A junta inaugurou a nova sede, novos balneários e garantiu ainda a colocação de mais uma maquina Multibanco de acesso fácil e de ultima geração, junto da Caixa de Credito Agrícola de Azambuja.



A junta de Freguesia de Vila Nova da Rainha, concelho de Azambuja, inaugurou no passado sábado a ampliação as suas instalações e dos balneários públicos. O evento contou com a presença das força vivas do município, e atraiu para a rua uma pequena multidão, que para além que querer ver as novas instalações foi chamada a aplaudir a banca de Vale do Paraíso, que abrilhantou os festejos.
Com cerca de 1000 habitantes, segundos os censos de 2001, Vila Nova da Rainha prepara-se para enfrentar alguns desafios.
O aeroporto de Ota vai ficar perto da freguesia, que tem crescido a olhos vistos nos últimos anos. Os locais estimam mesmo que a população pode triplicar em breve. A construção do Bairro da Socasa e a chegadas de novas empresas à Zona Industrial da Rainha, são bons motivos que alegram a população, em embora esteja habituada a pacatez da vila, que outrora fora a terra das três mentiras, já se vai habituando à urbanidade, que vai chegando.
Para a já a vila prepara-se com uma nova e ampliada sede para a junta.
Foi construído um primeiro andar, novas salas para o posto médico no rés-do-chão. Novas áreas de apoio aos diversos serviços da junta, e um salão nobre bastante amplo.
José Rodrigues Onofre, presidente da Assembleia de Freguesia de Vila Nova da Rainha, destaca que esta era uma obra importante para enfrentar os novos desafios, lembrando os acessos rodoviários e ferroviários, cada vez mais importantes no desenvolvimento da localidade. Aliás o autarca salientou mesmo o remodelado apeadeiro de Vila Nova da Rainha, que tem sido um dos garantes de desenvolvimento local, bem com a futura ponte sobre o Tejo, entre o Carregado e Benavente e as ligações a Arruda dos Vinhos.
Também Joaquim Marques, presidente da Junta, salientou os novos desafios que para os quais a vila se prepara.
O autarca frisou a importância da obra, felicitando o presidente da Câmara Joaquim Ramos “que ao longo destes anos tem posto o seu saber ao serviço das populações do concelho de Azambuja”.
José Fidalgo, presidente da Junta de Freguesia de Vila Franca de Xira e dirigente da ANAFRE do distrito de Lisboa, salientou também a obra construída em terras de Vila Nova da Rainha. Destacando por seu lado a cooperação “estratégica” entre a freguesia e a Câmara Municipal de Azambuja. O responsável que aludiu à cooperação entre instituições, vincou também o “papel intimista dos autarcas, junto das suas comunidades” salientando que estes são 2ª gestão mais próxima da população”
O novo edifico, que foi a primeira obra construída pela EMIA (Empresa Municipal de Infra-Estruturas de Azambuja) terá, para além de um posto médico, ainda sem médico, serviço de correios, Internet, entre outros. Nesse sentido Joaquim Ramos, classificou-o como “uma espécie de loja do Cidadão, à nossa dimensão” congratulando-se com a obra, mas dizendo-se magoado com a oposição, que tem segundo o próprio, recusado entrega das obras da EMIA, à autarquia.
O autarca aproveitou o momento para frisar que “sem isto não havia hipótese de executar exacta obra” lembrando as restrições financeiras impostas aos municípios.

Caixa Agrícola de Azambuja Inaugura Multibanco

Os responsáveis da Caixa de Credito Agrícola de Azambuja, selaram com champanhe a celebração de um protocolo, com a junta de freguesia de Vila Nova da Rainha.
Os responsáveis pela instituição de crédito local, lembraram o esforço que o banco tem feito no sentido de proporcionar bons serviços em todo o concelho de Azambuja. No caso de Vila Nova da Rainha, António Silva, gerente da instituição, lembrou que embora as analises elaboradas pela instituição revelem uma “fraca viabilidade económica”, acedeu ao pedido da Junta de freguesia, que até ao momento tinha uma maquina Multibanco de outra instituição, que não funcionava convenientemente.
Assim, a instituição, passa a ter a “exclusividade” na freguesia. Primeiro com a inauguração duma delegação há dois anos, e agora com a colocação de mais uma caixa Multibanco, no exterior das instalações da junta, lembrando que foi a convergência de interesses, entre a junta e a Caixa Agrícola, que deram o mote para esta parceria, que já existe por exemplo nos Casais da Lagoa, freguesia de Aveiras de Baixo.



A Terra das Três Mentiras

José Machado Pereira, historiador e museólogo da Câmara Municipal de Azambuja, fez uma resenha histórica do passado de Vila Nova da Rainha.
O historiador, lembrou a importância que a localidade tem para a historia da aviação nacional, já que a própria força aérea portuguesa, vinca com alguma insistência o facto de “em 1916 ter acolhido a primeira escola da aeronáutica militar, no contexto da primeira guerra mundial”.
Quanto ao facto de Vila Nova da Rainha ser considerada a terra das três mentiras, José Machado Pereira, considera que para ele as coisas não são assim tão líquidas.
O historiador lembra que em 1232, “Vila Nova, aparece-nos só com esse nome”. Não no sentido das suas jurisdições “mas em termos de um lugar que dado o seu número de habitantes para a época, começava a ter uma certa preponderância e por isso começava a existir uma vila nova”.
O historiador garante que da análise que fez aos documentos, constatou que “passaria a ser Vila Nova para se distinguir da vila velha que seria Alenquer, cujo termo pertencia e da rainha, porque Alenquer, logo que era instituída a casa da rainha quer era Dona Mafalda, primeira rainha mulher de D. Afonso Henriques, também precisava dos seus rendimentos para ter a criadagem” lembrando que Alenquer e Óbidos são as primeiros povoados que entram como propriedade da casa da rainha” e daí a justificação de Vila Nova da Rainha.
Vila já era, era nova porque era preciso diferenciar da vila velha que era Alenquer e da rainha “porque passou a fazer parte das casas da rainha, e era aí que os moradores pagavam as suas decimas para sustento da casa da rainha” disse.

GNR identifica e camara resolve situação preocupante de idoso


Nem sempre quando a GNR bate à porta, é sinal de má noticia. Desta vez o núcleo da escola segura detectou um idoso a viver em condições preocupantes. Dois meses depois Manuel Jóia, está ao cuidado do Centro de Dia da Casa do Povo de Manique do Intendente, e tem uma vida quase normal.





Manuel Jóia pode se considerar uma pessoa com alguma sorte. Aos sessenta anos, o idoso vou a sua vida mudar radicalmente, quando a GNR lhe bateu à porta. Os soldados da Escola Segura de Azambuja detectaram o idoso a viver numa situação preocupante e de imediato iniciaram demaches no sentido de dar melhores condições de vida aquela pessoa.
Manuel Jóia vivia numa barraca em Vale Carril, freguesia de Alcoentre.
No anos setenta, depois de regressar da guerra colonial na Guiné, adquiriu uma pequena porção de terra, onde mais tarde vinha a erguer um pequeno edifício. Sem luz, ou água canalizada, Manuel Jóia, foi vivendo os últimos 30 anos à margem e à espera que a vida melhorasse.
Contudo o idoso, ainda mal refeito das maleitas que a guerra lhe trouxera, viu a sua vida degradar-se. Nos últimos anos, dizem os vizinhos, entregara-se à bebida, mas sempre lhe reconheceram um espírito combativo, que o tem levado, apesar das agruras da vida, a bom porto.
Manuel Jóia, vive agora o medo de ficar sem a sua casa. O terreno que comprou, não tem delimitadas quaisquer estremas, e por isso torna-se difícil saber onde começa ou acaba.
A situação agravou-se quando viu um vizinho reclamar o terreno como seu.
As técnicas sociais da Câmara Municipal de Azambuja, têm feito diligências para resolver o assunto. Segundo a assistente social Cristina Maurício, “o vizinho do senhor Jóia colocou o assunto em tribunal” e é do tribunal que depende agora o senhor Jóia, já que tem em seu poder os papeis que comprovam a aquisição do terreno.
Assim que a autarquia teve conhecimento do caso, tentou encontrar uma solução para o idoso.
Na barraca em cimento onde ainda vive, tem alguns objectos pessoais dos quais não se quer desfazer. A casa precisa de uma reparação e de uma limpeza, “mas nada pode ser feito sem que o tribunal se pronuncie” refere Cristina Maurício.
Os acessos à casa de Manuel Jóia não são fáceis. Para lá chegarem, as pessoas têm de atravessar um terreno de cultivo, e foi o facto da casa ter um aspecto de abandono, que nunca levantou suspeitas que ali morava alguém.
O caso de Manuel Jóia foi detectado em Agosto pela GNR, mas só em Outubro é que foi parcialmente resolvido, dado não haver condições físicas para acolher esta pessoa nas instituições limítrofes.
Actualmente Manuel Jóia “está perfeitamente integrado” referiu Pedro Moita responsável pelo Centro de Dia da Casa do Povo de Manique do Intendente.
O responsável tinha algum receio que o idoso não se adaptasse “mas correu tudo bem. Já fez amigos, e passa o tempo a ler, escrever e conversar” deixando para trás “o vício da bebida, talvez por não ter ninguém para conversar durante o dia”.
Manuel Jóia, mostrou-se contente por estar na instituição “tratam-me bem. A comida é boa, gosto de estar aqui” disse ao Vida Ribatejana.
Por outro lado, não se consegue abstrair dos problemas que tem tido com a sua casa “a culpa não é minha. Eu tenho os papéis todos. Não sei porque é que o imigrante está a fazer aquilo” disse referindo-se ao vizinho com quem partilha parte do terreno e que quer também o local onde está a sua casa.
Pedro Moita, refere ainda que Manuel Jóia é um homem sociável. Diz ter conhecimento das intervenções que estão a ser feitas junto do tribunal para que o assunto seja rapidamente resolvido. Enquanto não há qualquer resolução, Manuel Jóia vão continuar a passar os dias no Centro de Dia da Casa do Povo. É lá que faz a sua higiene diária, e faz as refeições.
Pedro Moita, salienta ainda o empenho da sua irmã e sobrinho. O papel da família tem sido importante neste caso, embora o senhor Manuel tenha continuado a preferir estar na sua casa, em vez de ir para casa dos familiares.

Monday, December 04, 2006

"O TEJO ENGOLIU TUDO"


As cheias do fim de Novembro quase que “mandaram” para a rua um idoso de sessenta e cinco anos. César Almeida ficou só com a roupa do corpo e pouco mais, na madrugada de sexta-feira dia 24. Com sessenta e cinco anos, passa os dias entre a APATI e a casa onde mora, vivendo um dia de cada vez, e dando graças à associação que o acolhe diariamente

César Almeida de sessenta e cinco anos, viu o Tejo levar-lhe os poucos pertences que tinha.
Reformado, há alguns anos por invalidez, o idoso habita num anexo de uma casa emprestada, mas sem electricidade nem casa de banho.
Na última sexta-feira dia 24 de Novembro, César Almeida passou por momentos de alguma aflição. As águas do Tejo subiram e o seu quarto esteve com mais de um metro de água.
César Almeida, foi surpreendido pela subida vertiginosa das águas do Tejo, e sé lhe valeram “os bombeiros da Castanheira do Ribatejo, que me vieram buscar num barco de borracha” contou o idoso.
Com as lágrimas nos olhos, o senhor Almeida diz que não ganhou para o susto. Embora saiba nadar “o vento era muito e eu não arrisquei”.
Pouco passava das quatro da manha, quando um bombeiro da corporação da Castanheira, arrombou a porta do anexo onde estava César Almeida. O idoso que esteve algumas horas com a água pela cintura “já não tinha forças para chegar à porta” por isso optou por esperar que alguém o acudisse.
Em boa hora os voluntários lembraram-se daquela casa, também partilhada com outra senhora de idade, mas que vive num primeiro andar, e por isso esteva mais longe da enchente.
César Almeida, confessou ao Vida Ribatejana, que esteve sempre com fé de que sairia daquela situação. Valeu-lhe a fé em Deus “porque sou devoto e sempre acreditei”.
Dos poucos pertences que tinha, César Almeida lamenta a falta que lhe faz uma velha telefonia, entretanto engolida pelas águas do Tejo.
“Eu ouvia todas as noites o terço. Pode querer. Sinto falta daquela companhia”. Para além do velho rádio a pilhas, César Almeida perdeu as poucas roupas que tinha.
Tem-lhe valido a APATI, uma associação da Castanheira que se dedica a pessoas idosas, como é o caso.
Os momentos que viveu no dia 24 não lhe sairão tão cedo da memória. Ainda se lembra da cheia que matou dezenas de pessoas na localidade de Quintas, que comparou à situação dessa sexta-feira “em sessenta e cinco anos de vida, nunca tinha estado numa situação destas” diz, lembrando-se dos familiares que morreram nessa cheia, nos anos setenta.
Com a mobilidade reduzida, o idoso que perdeu as suas recordações nas furiosas águas do Tejo, agradeceu aos companheiros da APATI que o têm ajudado.
“Estou cego de uma vista. O braço direito, não o consigo mexer, e ainda tenho de fazer em breve um exame que vai ser doloroso… mas a ávida é assim” explica com um sorriso marcado pelos dissabores de uma vida.
A associação, segundo diz é a sua segunda família e a segunda casa. As funcionárias cuidam da sua higiene, dão-lhe as refeições “ e à noite trago uma sopinha para casa” que come no seu quarto improvisado à luz de um candeeiro a petróleo.
Actualmente, César Almeida, está a dormir num quarto improvisado no primeiro andar no mesmo edifício onde tem o anexo. As condições são melhores, mas o que quer mesmo é voltar para o seu quarto.
Enquanto espera por melhores dias, César Almeida passa os dias entre a APATI e o seu quarto. Aliás vai ser na associação que vai passar o natal. Tem família. Uma irmã mora paredes-meias consigo. Tem um irmão no Cacem, mas é na associação que se sente bem. Não esconde a família, até porque diz a irmã deu uma ajuda na limpeza do quarto e o irmão já o convidou para o natal.
Não se arrepende de não ter casado “não me quiseram, paciência” diz o idoso que já não enjeita a forma de refazer a vida aos sessenta e cinco anos, que ainda se lembra do movimento da Vala do Carregado há anos atrás, antes de encerrarem a passagem de nível. César lamenta entretanto “eu não consigo subir escadas. Os elevadores estão sempre avariados, aquilo não funciona” diz.

Passagem superior não convence

“Está bonita, mas não funciona” que o diz é Rosa Araújo que muitas vezes tem de subir as escadas da nova passagem superior da Vala do Carregado para chegar às lojas do outro lado da linha.
Alguns moradores queixam-se que a “Vala” foi dividida ao meio pela linha “estamos aqui encafuados. Não conseguimos passar para o outro lado” lamenta Rosa que salienta “na sexta-feira, isto foi um pandemónio. Felizmente que os bombeiros vieram cá. Porque eu não conseguia sair”.
Rosa Araújo, faz parte de um grupo de vizinhos que não gostou da forma de como a REFER aboliu a passagem de nível.
“È mais seguro, mas fizeram isto e não deram cavaco a ninguém” salienta Rosa que aponta o dedo à REFER, até porque “nunca soubemos de nada. Isto foi feito sem conhecermos o projecto”.
Luis Araújo, esposo subscreve as palavras de Rosa e acrescenta que “já não consigo subir as escadas. Se não fosse a minha filha a vir cá casa buscar-me de carro para ir ao médico não sei como seria”.
A cheia de 24 de Novembro “foi um teste á nossa capacidade de resistência” diz luís com 63 anos. “Somos velhos e os elevadores estão sempre avariados, ou desligados”.
José Navalho, proprietário de uma firma, salienta entretanto que no seu caso não sentiu os efeitos das cheias.
“Só encheu ali no quintal” refere, apontando para o ribeiro que atravessa toda a Vala do Carregado. Segundo José Navalho, a situação mais complicada foi mais perto tio Tejo, e aponta o dedo a quem despeja detritos na ribeira, o que leva na sua opinião a transbordar.
Com uma serração junto à linha de caminho de ferro, Navalho diz que de prejuízo só teve a perda de algumas madeiras.
A limpeza foi também outra dificuldade, mas assegura que estava preparado para a situação, lembrando que está sempre alerta “quando chega a estas alturas, embora as pessoas não estejam habituadas aos Invernos de antigamente”, e lembra que a cheia das Quintas ainda está presente na memória “porque aquilo foi uma coisa anormal” disse.
Agora, a maioria dos lesados, fazem contas aos prejuízos, como o caso de Serafina Mota que perdeu “sacas de batatas, fruta e tenho um carro que ficou cheio de água, porque estava na garagem”. Um prejuízo ainda não calculado, mas que neste caso chega para já aos cinco mil euros “isto só contando com o carro”, porque o seguro da casa ou do carro “não cobre o prejuízo” disse.

Tuesday, November 28, 2006

Ventos fortes e chuva fazem estragos em Azambuja

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A chuva e o vento forte que se fez sentir ao longo de todo o dia de sexta-feira, condicionou o trânsito em algumas estradas, até mesmo naquelas onde não se esperava tal cenário.
Foi o caso da estrada que liga Azambuja aos Casais de Vale do Brejo. A estrada do Vale Zambujo esteve cortada ao trânsito desde as quatro da manhã de sexta-feira, devido ao aluimento de terras. O corte que obrigou à circulação alternada durou quase todo o dia. Os bombeiros e a protecção civil, só no sábado é que conseguiram garantir a circulação, nas duas faixas de rodagem.
A freguesia da Maçussa foi a mais afectada. A localidade esteve isolada durante todo o dia, e nem de barco se conseguia chegar à localidade.
As estradas de acesso (via Ereira ou Manique) estiveram debaixo de água durante quase 12 horas, com a população e os serviços de protecção civil quase de mãos atadas. Contudo resignados alguns populares lá deixaram escapar na segunda-feira seguinte um desabafo “podia ter sido pior” referiu o proprietário da única bomba de gasolina existente na Maçussa.
Não escaparam à força da água, Aveiras de Cima, Aveiras de Baixo e Vale do Paraíso, onde se registaram apenas alguns aluimentos de terras.
Em Azambuja o cenário foi mais grave. As novas ruas, construídas no âmbito de um plano de requalificação urbano, encheram-se de água, que era tanta “ou mais do que os semidouros conseguiam escoar” disse uma comerciante ao Vida Ribatejana.
Desde a rotunda poente, até ao largo da Câmara, foram poucos os bombeiros que se juntaram para tentar abrir os ralos, para que a água escoasse mais depressa. Indiferentes ao trabalho dos bombeiros, alguns condutores tentavam de qualquer forma atravessar o rio em que se transformara a principal rua da vila. Em consequência disso, alguns desrespeitos e falta de civismo, e num caso uma desobediência à GNR, levou a que um condutor embatesse violentamente num passeio entretanto submerso pelas aguas. Atitude que lhe valeu também uma coima, por parte das autoridades.
Aliás foi na rotunda poente que a situação foi mais grave. Paredes-meias do local, corre uma ribeira, com águas provenientes dos Casais dos Britos.
O caudal da ribeira encheu ate não poder mais, saindo do seu leito e acabando por alagar parte significativa do Campo da Feira.
Tal situação durou apenas algumas horas. A maré acabou por baixar, levando os ribeiros ao seu curso normal.
Em Vila Nova da Rainha, a população na pregou olho. Os rios Ota e Alenquer juntam-se na localidade, e as fortes chuvadas levaram a que ambos quase galgassem as margens, colocando em perigo algumas casas.
“A população esteve em alerta toda a noite” referiu um morador, que salientou “desde 2000 que não via uma coisa assim”.
Já na segunda-feira, com a situação normalizada, os populares ainda continuavam desconfiados dos rios. Curioso e atento um morador de Vila Nova da Rainha frisou mesmo que a situação podia ser pior se “o rio galgasse mais atrás, alagava a lezíria, e muitas casas que estão para ali” dizia o munícipe enquanto apontava para a zona da auto-estrada que atravessa a lezíria.
Mesmo com muita chuva, só na tarde de domingo é que as estradas de acesso ao campo começaram a ficar intransitáveis. Primeiro na zona de Valada do Ribatejo, isolando a localidade. Depois com o pico da maré, ficaram submersas as estradas do campo de Azambuja. Na segunda-feira já não se podia passar a partir da ponte da Vala Real. No campo segundo Pedro Cardoso da protecção Civil Municipal, ficaram apenas algumas pessoas que se recusaram a sair. Entre elas, estão os avieiros, homens habituados ás cheias, e alguns moradores que reforçaram a sua intenção de ficar em casa.
Contudo a protecção civil retirou um casal, a seu pedido de uma casa no campo que poderia ficar alagada. Os animais de criação que tinham foram colocados em locais menos acessíveis à água e no fim-de-semana, o casal já passou a noite em Azambuja e, casa de familiares.,

Tuesday, November 21, 2006

"Torrão" compra posição da ACORIL na EMIA


A empresa Construções Torrão, SA poderá ficar com a quota da ACORIL na Empresa Municipal de Infra-estruturas de Azambuja (EMIA).
Depois da falência da ACORIL, a posição da empresa ficou vaga, e na última reunião de Câmara, Joaquim Ramos, sublinhou o interesse da “Construções Torrão” a adquirirem.
Com a falência da ACORIL a quota que esta detinha na empresa ficou disponível para venda. Contudo os outros sócios têm direito de preferência. A autarquia decidiu que não o vai exercer, mas a empresa “construções Torrão” achou que poderá ser um bom negocio. Embora o possa fazer, a empresa já decidiu que não irá nomear mais nenhum administrador, para o lugar deixado vago pela administradora representante da ACORIL que não tem assistido ás reuniões da EMIA, deixando para a Câmara a hipótese de o fazer.
Joaquim Ramos que salientou o facto dos administradores da empresa não auferirem qualquer vencimento, sublinhou também a dificuldade de encontrar um elemento que possuísse conhecimentos de gestão no domínio da EMIA, e que o fizesse de forma desinteressado.
A escolha terá então recaído sobre José Alberto Sousa, que até há bem pouco tempo era sócio gerente da ECOAMBIENTE, empresa que faz a recolha de lixo no concelho de Azambuja.
Joaquim Ramos revelou que o convite terá sido feito esta segunda-feira durante um almoço, todavia o autarca não disse se José Alberto Sousa terá o aceite. Para a próxima reunião de Câmara, Ramos promete mais esclarecimentos sobre o assunto.

Uma tampa na estrada


Perguntar não ofende, pois não? Pois então pergunto eu na minha modesta ingenuidade. Será que esta tampa está do avesso? Sim? Bem me parecia.
Pelos vistos alguém tapou o buraco, não foi a bem, foi a mal. O problema é que agora ninguém sabe o que tapa. É que do outro lado está a inscrição que dá conta do que passa ali por baixo.
Pode sempre tirar-se à sorte, ou fazer como o Euromilhões, ir-se jogando. Se tiverem tanta sorte como eu, nunca mais acertam.
E agora quem é que vai esclarecer o que tapa aquela tampa que está na estrada nacional 365 entre Aveiras de Cima e Alcoentre?

AZAMBUJA: ÚLTIMO POLIS Á VISTA


A requalificação total da vila de Azambuja vai custar cerca de oito milhões de euros. Joaquim Ramos presidente da Câmara apresentou as ultimas três fases do programa POLIS, que entre outras, contempla a requalificação do Campo da Feira, rotunda nascente e rua dos campinos.

A vila de Azambuja terá uma nova cara em 2007. A garantia foi dada pelo presidente da câmara de Azambuja, Joaquim Ramos, que enumerou os projectos afectos ao “POLIS de Azambuja” e que irão requalificar a vila.
Depois das primeiras fases que incluíram as ruas principais, Victor Cordon, Moniz da Maia e a rotunda poente da vila, a autarquia tem já em marcha a requalificação do troço paralelo à estrada nacional 3.
Trata-se do complemento anexo à zona onde está o novo jardim municipal e que se estende desde a entrada sul da vila, até à zona da estação da CP e que estará concluída em Janeiro de 2007 e que constituirá uma alternativa ás actuais ruas principais da vila, Victor Cordon e Moniz da Maia.
Junto à estação vai nascer a interface rodoviário, que fará a ligação à estação e à praça de táxis, actualmente do outro lado da rua. Este é um projecto que ainda se encontra em fase de licenciamento.
Em Janeiro de 2007, Joaquim Ramos presidente da autarquia, sublinha que terá inicio a maior intervenção no âmbito do POLIS, até à data em Azambuja.
Trata-se do inicio da requalificação da Rua dos Campinos que actualmente escoe o transito no sentido norte-sul, ao passo que as ruas Victor Cordon e Moniz da Maia o fazem no sent6ido contrario.
Esta rua vai ser alvo de intervenções ao nível do subsolo, nomeadamente no que toca à rede de água para consumo doméstico, águas pluviais e saneamento, à semelhança do que aconteceu com a primeira fase do programa.
Neste projecto estão ainda contempladas a construção de passeios, actualmente inexistente na quase totalidade do percurso, e ainda a requalificação do largo do Victor, com a construção de lugares de estacionamento.
Esta intervenção, contemplará ainda a zona comercial do Rossio, que se estenderá até ao bairro da Ónia.
Também aqui, a autarquia faz questão de lembrar que serão construídos passeios, e será criado alguns lugares de estacionamento, devidamente regulados.
Com esta intervenção a edilidade quer também requalificar “o miolo urbano da vila” onde se incluem algumas artérias a poente da igreja matriz.
Para além das zonas envolventes, como o Largo do Victor, serão também contempladas outras zonas, como são os casos do bairro “Quinta dos Gatos” e as ruas anexas ao novo centro de saúde. Também aqui a edilidade sublinha que serão substituídas integralmente, as redes de água e saneamento, bem com a construção de canais para a drenagem das águas pluviais.
Ainda junto ao centro de saúde a Câmara vai proceder à qualificação da superfície, com a construção de passeios, arruamentos, parqueamento e áreas de estadia.
Contudo as obras serão mais visíveis no campo da feira de Azambuja, local que irá mudar radicalmente no próximo ano.
Conforme o Vida Ribatejana já tinha anunciado, a Câmara vai através do programa POLIS, alterar por completo o espaço.
Assim, o próprio campo da feira, irá dar lugar a um local mais aprazível e que se irá entrosar o actual complexo do Valverde.
O espaço que vai receber em breve uma nova escola EB1, irá ver totalmente requalificadas as margens da ribeira que atravessa o local.
Neste contexto mantém-se a praça de toiros, tal como está para desagrado de alguns aficionados. Contudo, o edifício da poisada do campino será demolido, bem como o “velhinho” pavilhão concelhio, que noutros tempos serviu de multiusos para inúmeros espectáculos e exposições.
No novo espaço irão nascer alguns lugares de estacionamento, e serão criadas algumas infra-estruturas para a realização da Feira de Maios que se manterá naquele local.
O mesmo não acontecerá com o mercado mensal da vila, que passará a ser feito do outro lado na estrada nacional 3, num dos parques de estacionamento criados no âmbito da Expo.98 e que actualmente se encontram subaproveitados.
De salientar que nesta mesma requalificação se encontra o novo mercado diário de Azambuja, que aguarda um visto da EDP, e os arranjos exteriores para ser inaugurado.

FINANÇAS AVISAM AZAMBUJA

Um relatório da Inspecção-geral de Finanças à Câmara de Azambuja, aponta o dedo à autarquia, que considera ter feito previsões orçamentais em excesso. O caso passa-se relativamente a algumas obras, cujas verbas foram inscritas de forma irregular, segundo o relatório..


A inspecção-geral de Finanças recomendou à Câmara Municipal de Azambuja que na elaboração dos orçamentos especifique “ de forma desagregada, a receita afecta a cada um dos investimentos” sobretudo no tocante ás verbas “provenientes de fundos da Administração Central e Comunitários”.
Esta recomendação consta de um relatório da IGF realizado ás contas da autarquia entre Novembro de 2004 e Fevereiro de 2005.
Por outro lado, de acordo com o relatório este facto levou a que a autarquia tenha feito previsões de receitas em excesso.
O relatório que questiona alguns procedimentos da edilidade presidida por Joaquim Ramos, salienta entre outras questões, que o facto de não agregar verbas aos projectos “não permitiu o adequado acompanhamento e controlo”, quer por parte da Câmara quer por parte de outros órgãos fiscalizadores municipais.
Por exemplo o relatório aponta ainda para algumas irregularidades ao nível da inscrição de verbas para determinados projectos, nomeadamente no tocante à Biblioteca Municipal.
Segundo o relatório q que o Vida Ribatejana teve “ verificou-se que a sua inscrição no orçamento inicial, cujo montante ascendeu a 257 379,00 euros, foi incorrecta” o relatório esclarece ainda que “o contrato-programa outorgado com o Instituto Português do Livro e das Bibliotecas (IPLB) apenas foi assinado em 13 de MAR de 2003” e por isso a verba “só podia ser considerada no orçamento de 2003 a partir da data da sua aprovação formal pelo IPLB”
Outro dos casos prende-se com uma série de empreitadas afectas à requalificação no núcleo central de Azambuja. Neste ponto o relatório dos inspectores afirma que tendo em atenção da “análise ao montante inscrito no orçamento inicial, conclui-se que a CM de Azambuja inscreveu incorrectamente a importância global de 500 042,00 euros” referindo que as candidaturas referentes à “Qualificação Urbana da Zona Oriental da Vila de Azambuja e Execução da Rotunda distribuidora de trânsito incluindo valorização da envolvente e Redes de Esgotos de Vale do Brejo e de Tagarro e Rede de Abastecimento de Água a Vila da Rainha, apenas foram formalizadas em data posterior à da elaboração do orçamento inicial de 2003, respectivamente, em 19 de Dezembro de 2003 e 8 de Janeiro de 2004”.
Os inspectores concluem, entretanto que tendo por base este relatório” poderá considerar-se que a Câmara Municipal de Azambuja, no ano de 2003, em matéria de receita, face às regras previsionais do POCAL e da boa gestão financeira, fez previsões em excesso de, no montante de 1 311 811,00 euros”. Por outro lado, os inspectores salientam que “ subsistem as situações de falta de rigor da previsão orçamental, o que resulta não apenas da desadequação do quadro legal, mas também do seu incumprimento”.
Este aliás foi um dos assuntos abordados na sessão desta segunda-feira do executivo azambujense.
António Nobre da CDU, quis que o ponto fosse agendado para a ordem de trabalhos. O vereador comunista considera que existem situações preocupantes neste relatório, que gostava de ver esclarecidos.
Todavia Joaquim Ramos, argumentou que o documento é pacifico e que no tocante à EMIA (Empresa Municipal de Infra-estruturas de Azambuja “a sua constituição é legal” e que os seus “financiamentos não relevam para o endividamento da municipal”. por outro lado, o autarca que se mostrou tranquilo nesta matéria, sublinhou que “a IGF apenas pede ao tribunal de contas a fiscalização sucessiva dos procedimentos que a EMIA seguiu na adjudicação de empreitadas”.
Ramos remeteu entretanto para a próxima reunião de Câmara a discussão deste relatório
Esta matéria terá mais desenvolvimentos na próxima edição do Vida Ribatejana.

Monday, November 06, 2006

Referendo chumbado em Azambuja


Foi chumbado com 17 votos da maioria socialista o referendo sobre a concessão da rede de águas e saneamento. O documento que baixou à assembleia municipal na quinta-feira, ficou pelo caminho, mas a CDU e o PSD prometem não dar tréguas ao executivo de Joaquim Ramos e já afinam estratégias para combater o lançamento do concurso publico em reunião de Câmara ainda este ano.


A assembleia municipal de Azambuja rejeitou na passada quinta-feira o referendo popular proposto pelo PSD.
A maioria socialista inviabilizou assim a reivindicação dos social-democratas já que consideram importante ouvir a população nesta matéria.
A reunião foi pacífica, pese embora o fato, das criticas à posição “intransigente” da autarquia, por parte do STAL (Sindicato Trabalhadores da Administração Local”, CDU e PSD.
Na ocasião Joaquim Ramos lembrou que o processo será obrigatório em 2009, um facto que a oposição contesta, mas que terá sido um dos argumentos mais utilizados pelo autarca. Outro dos argumentos, prende-se com o facto da autarquia considerar que as reparações e investimentos que terão de ser feitas na rede de água e saneamento, ultrapassam o orçamento municipal, por isso o edil diz apostar na concessão é uma hipótese financeiramente mais proveitosa para a Câmara.
Contudo a oposição não partilha da mesma opinião, considera, PSD e CDU, que a concessão das águas e saneamento, vai prejudicar os munícipes. O aumento das tarifas da água a pagar pelos cidadãos vai aumentar, diz a oposição, citando o exemplo de Alenquer, onde a taxa de saneamento aumentou para o dobro.
Contudo os argumentos do PSD e CDU não chegaram para viabilizar o referendo, bem como os votos em assembleia municipal. O documento acabou chumbado com 17 votos do PS. CDU e PSD totalizaram 11 votos, mas estes não foram suficientes para referendar a concessão da água.
Ao Vida Ribatejana, Luís Leandro deputado municipal laranja e presidente da concelhia, considera que este não é um assunto encerrado.
Leandro adianta que o balanço da iniciativa do PSD mesmo assim é positiva argumentando que “em menos de um mês, cerca de 20% dos eleitores subscreveram o abaixo-assinado, mostrando assim a sua vontade de discutir e votar a questão do abastecimento de água e saneamento” vincando a certeza que “se mais tempo houvesse para recolha de assinaturas, a esmagadora maioria dos eleitores subscreveria o referendo”.
Leandro sublinha que embora o assunto tenha “morrido” na assembleia “o PSD conseguiu que se fizesse aquilo que é correcto: divulgar esta grave questão junto dos cidadãos e suscitar a sua discussão pública – enquanto que o PS queria que este negócio passasse despercebido”.
Segundo o dirigente o PS ao usar a sua maioria na Assembleia Municipal “para fugir ao confronto democrático, num acto de inqualificável cobardia política, sai derrotado deste processo” atribuindo responsabilidades politicas aos socialistas pelo futuro deste negócio. Por outro lado Luis Leandro lembra que o presidente da junta de Vila Nova da Rainha tinha sido mandatado pela assembleia de freguesia para votar a favor do referendo. Contudo o autarca votou contra ao lado da maioria socialista.
O PSD assegura agora que está a analisar o decorrer do processo, prometendo recorrer ás instancias legais caso “alguma coisa futuramente venha a infringir a Lei”argumentando que “para além de ser o seu dever normal, este negócio é demasiado ruinoso para o concelho e o PSD não pode assistir impávido a tal”.
Já a CDU reagiu em conferência de imprensa ao chumbo pela maioria socialista.
António Nobre discorda da forma de como o processo foi conduzido, contudo conforma-se com a votação “dado que o PS tem a maioria” e qualquer outro cenário não seria provável.



Acesso ao abaixo-assinado suscita criticas da CDU e do PSD

Os comunistas consideraram ainda “pidesca” a forma de como os socialistas de Vila Nova de São Pedro tiveram acesso ás assinaturas do abaixo-assinado.
O facto que motiva tal critica, está relacionada com a declaração de voto de Lúcio Costa presidente da Junta de Freguesia de Vila Nova de São Pedro, segundo a qual, teria pedido o acesso ás listagens dos cidadãos que assinaram o documento.
O presidente da junta explicou na declaração de voto “que na freguesia apenas assinaram nove pessoas” e como isso representava cerca de um por cento da população, o autarca votou a proposta tendo em consideração a maioria quer não subscreveu o abaixo-assinado, garantindo que não tinha tido acesso aos nomes dos fregueses “nem sei quem são” disse.
Esta declaração, motivou fortes críticas da oposição e embora o documento não seja sigiloso “há pelo menos aqui uma questão de ética” refere António Nobre.
Os comunistas consideram que “estamos perante uma atitude pidesca” semelhante ao que se fazia antes de 25 de Abril.
Já Luis Leandro, presidente do PSD considera que “solicitar e fornecer dados sobre as pessoas que subscreveram o referendo configura uma atitude gravíssima, pois indicia que o PS, numa utilização abusiva dos meios da autarquia e num desrespeito total pelas normas democráticas, andou a vistoriar as assinaturas e a identificar os subscritores do abaixo-assinados para fins políticos próprios” embora o presidente da assembleia municipal, António Pratas Cardoso tenha garantido que forneceria os dados a quem o solicitasse e que o documento não era confidencial,
Esta é de resto uma atitude que o PSS diz que justificar “os receios de muitas pessoas que se recusaram a assinar unicamente porque temiam que esta vigilância”. O presidente da concelhia vai ainda mais longe ao afirmar que “quando tais factos são susceptíveis de acontecer, estão violados os princípios básicos do Estado de Direito democrático” argumentando “as pessoas não são verdadeiramente livres de exercerem o seu direito de opinião e de escolha” disse.

Friday, October 27, 2006

Azambuja: A.M. elege comissão para referendar águas


A assembleia municipal de Azambuja já mandatou cinco deputados para a constituição da comissão que vai analisar o processo de referendo, pese embora o facto do assunto ter sido unânime entre as forças politicas, houve lugar a troca de galhardetes entre Luis Leandro do PSD e Joaquim Ramos presidente da Câmara

O processo de referendo sobre a concessão do abastecimento de água lançado pelo PSD em Azambuja deu mais um passo com a constituição da comissão da Assembleia Municipal que o irá analisar.
Embora a eleição da comissão fosse pacífica, dado existir acordo entre PS, PSD e CDU para a sua constituição, a discussão do ponto voltou a ser acesa.
Joaquim Ramos, presidente da Câmara Municipal de Azambuja, não quis deixar de sublinhar que não pretende desistir do processo e garantiu que apenas não levou de novo o assunto para ser votado em Assembleia Municipal “por uma questão de ética e respeito” para com aquele órgão, do qual até já foi presidente por dois mandatos, e repetiu que este processo “não condicionava qualquer atitude ou actividade da Câmara”, segundo os juristas da autarquia.
Joaquim Ramos diz que não gostou da forma de como o PSD de Azambuja conduziu o processo e criticou a oposição referindo que houve “manipulação da população”, que qualificou de baixo estrato social, por parte da força laranja.
Ramos, esclarece que esta não é “a minha forma de fazer política” a aponta o dedo ao PSD, acusando que esta forma de actuar faz parte das “três primeiras linhas da cartilha da guerrilha urbana, do que era um grupo terrorista chamado de Brigadas Vermelhas, que actuou em Itália há cerca de 25 anos”.
O edil diz que há formas idênticas de actuação, nomeadamente “manipulação da população, intimidação dos eleitos locais e tentativa de manipulação dos votos desses mesmos eleitos” disse, referindo mais uma vez que “esta não é a minha forma de estar na política.
As afirmações de Ramos motivaram uma resposta crítica de Luis Leandro, presidente da concelhia local do PSD.
No contra-ataque, o também deputado municipal vincou que a edilidade não procedeu de forma séria ao agendar para o mês de Agosto a concessão das águas, porque não é correcto “guardarmos as coisas importantes que vão a reunião de Câmara e esperarmos calmamente que venha o mês de Agosto, que estejam todos de férias e que a coisa passe despercebida”.
Ainda no contra-ataque, Luís Leandro lembrou que “não é normal que a Câmara faça um processo de concurso para aprovação na Câmara, que depois os serviços andem a corrigir esse concurso e que venha para a Assembleia Municipal um concurso diferente”, recordando as peripécias que aconteceram com o processo. Este já esteve agendado para uma assembleia municipal, mas teve que ser retirado devido precisamente a alterações que não podia ter sido feitas pelos serviços camarários após a aprovação em reunião de Câmara.
Leandro acrescentou que estas “voltas” não eram “normais, nem tão pouco éticas”, e afirmou que o processo de concurso que o PS voltou a apresentar na Câmara em Setembro “continuava errado”, pelo que também não poderia vir à Assembleia Municipal. O presidente do PSD de Azambuja questionou ainda Joaquim Ramos sobre que medidas tinham sido tomadas em relação ao pessoal “responsável por toda esta trapalhada”.
Recordando que o PSD só lançara o referendo depois de o presidente da Câmara ter recusado uma discussão pública do assunto, Luis Leandro pôs em causa a vontade de Ramos em debater a concessão da água com os munícipes. Para o social-democrata, Ramos insiste no “negócio da concessão a uma empresa privada, recusando-se a abordar outras alternativas, como a criação de Serviços Municipalizados, a de uma empresa municipal ou de uma empresa participada pela autarquia e por privados”.
Sobre as acusações de “condicionamento” dos deputados municipais, Leandro disse que, a havê-lo, só “pode ser sobre os deputados do PS, pois os da oposição não estão nada condicionados”.
O contra-ataque do PSD foi ainda complementado por Conceição Maurício, que recordou ao presidente da Câmara que “as pessoas que você chama de baixo estrato social foram as mesmas que o elegeram”.
A comissão criada terá agora quinze dias para apreciar o processo, que depois será votado em Assembleia Municipal, aí se decidindo se o referendo será ou não realizado.
A comissão será composta pelos socialistas Silvino Lúcio, Maria de Fátima Martins e Rui Nabais, por Conceição Maurício pelo PSD e João Couchinho pela CDU.

Carta Educativa - Centro Escolar em Aveiras de Baixo


Já está em apreciação na DREL a Carta Educativa de Azambuja, o documento aponta para um investimento de cerca 19 milhões de euros até 2011, para a construção de novas escolas, ampliações e reformulação do parque escolar do município



Com um custo aproximado dos 19 milhões de euros, a Carta Educativa do município de Azambuja espera agora a aprovação da DREL (Direcção Regional de Educação de Lisboa) para ser colocada em prática, com validade ate 2011.
Marco Leal, vereador com o pelouro da educação da Câmara Municipal de Azambuja, sublinhou ao Vida Ribatejana que este documento vai permitir ajustar as realidades educativas das diferentes zonas do concelho de Azambuja, vincando que o documento que já passou com a concordância da Câmara e Assembleia Municipal, à semelhança da carta de Vila Franca de Xira, será monitorizado anualmente, o que permitirá ajustes ao funcionamento do sistema.
Marco Leal afirma que no presente ano lectivo não encerrou qualquer escola, mas actual Carta Educativa aponta para o fecho de alguns estabelecimentos.
São os casos de Vila Nova de São Pedro “que é a escola dos Casais de Além”. Na freguesia da Maçussa já fechou a única escola da localidade, bem como na freguesia de Manique do Intendente onde também já encerrou a escola da Arrifana.
É na freguesia de Alcoentre que a Carta Educativa prevê o encerramento do maior número de escolas. O documento aponta para a construção e ampliação de um novo edifício na sede de freguesia, mas dá como dispensáveis as escolas de Tagarro, Quebradas e Casais das Boiças. Estas últimas escolas ainda estão em funcionamento, e por isso o vereador avisa que o seu encerramento depende da construção de alternativas, pelo que “nada encerrará, se não existirem alternativas” garante Marco Leal.
Por outro lado o responsável pela pasta da educação, lembra que o documento apenas sugere, pelo que a autarquia, poderá ou não seguir essas direcções.
Na freguesia de Vale do Paraíso, não estão previstas quaisquer alterações. A actual escola irá manter-se, mas em Aveiras de Cima, o documento aponta para uma ampliação da actual escola.
Para a freguesia de Aveiras de Baixo, a Carta Educativa aponta para a criação de Centro Escolar que vai integrar as escolas da localidade. A localização deste centro ainda não esta definida, mas segundo o vereador, poderá ficar nos Casais da Lagoa, dado que este lugar da freguesia fica situado numa zona mais centralizada e para além disso está a sofrer um crescimento demográfico significativo.
A acontecer esta mudança, passariam para o Centro Escolar, os alunos de Aveiras de Baixo e Virtudes. Sendo que a própria sede de freguesia perderia a sua escola.
No caso de Azambuja, a Carta Educativa, sugere que se construa um edifício. Conforme anunciado pelo Vida Ribatejana oportunamente, este ficará situado no Campo da Feira local, nas traseiras da actual escola secundária.
Com o custo aproximado de dois milhões e meio de euros, o novo edifício terá dezasseis salas, e terá a tipologia EB1 + JI. Ou seja escola básica do primeiro ciclo, com doze salas e mais quatro salas para o jardim-de-infância público “que é o máximo permitido pelo ministério de educação” remata o vereador, sendo que o novo estabelecimento ainda está na fase de estudo prévio.
Em Alcoentre, a autarquia deverá ampliar o edifício da escola local.
Para Vila Nova da Rainha, o documento aponta para a edificação de uma nova escola. A freguesia mais a sul de Azambuja, está a crescer, e com a construção de uma grande urbanização é previsível que aumente a população escolar na zona.
Marco Leal afirma que apesar de alguma quebra de alunos, a nova urbanização promete fazer crescer a procura, é por isso que os serviços da Câmara estão a elaborar o projecto do edifício. O vereador sublinha que estas são soluções já apontadas pela Carta Educativa, sendo que nesta fase “o que estamos a fazer apenas são os projectos e localizar as escolas” lembrando que tanto em Azambuja, como em Vila Nova da Rainha, já existem localizações definidas.
Na origem destas mudanças, estão as mais recentes normas de educação em Portugal, que segundo os técnicos, é pouco pedagógico ter poucos alunos numa mesma sala em, graus de ensino diferentes. Para além disso a ausência de condições para leccionar hoje é mais exigente do que há 20 anos.
È por isso necessário criar condições para os alunos e professores, nomeadamente através da construção de refeitórios, centro de recursos (biblioteca) e recintos desportivos. No concelho de Azambuja a maioria dos estabelecimentos de ensino, tem mais de cem anos. Logo não tem espaço físico para ter um refeitório. Mas por outro lado o vereador Marco Leal, também diz que a autarquia “não pode construir um refeitório apenas para quatro alunos. É impensável. Assim como ter um centro de recursos para quatro alunos ou um recinto desportivo”. O responsável salienta ainda que essa é uma questão que “para os alunos e professores, logicamente não é muito motivante”, lembrando que possivelmente os quatro alunos até poderiam estar em níveis de ensino diferentes.
O vereador salienta ainda que todos os alunos que tenham de mudar para uma escola que não seja da zona onde residam, têm transporte assegurado, de forma gratuita pela autarquia.

Velhas escolas podem passar a Centros de Dia.

A possível desocupação dos edifícios onde actualmente funcionam algumas escolas, podem originar locais de convívio para os mais velhos.
Segundo o vereador da educação da Câmara Municipal de Azambuja, os edifícios que passaram para a responsabilidade da autarquia em 1985, têm em média mais de cem anos.
A edilidade que reforça o valor histórico das escolas, acredita que os espaços devem ser aproveitados pelas comunidades locais.
Nesse sentido Marco Leal, tem para aqueles espaços algumas ideias. Nomeadamente a criação de Centros de Dia “como outros concelhos já estão a fazer”.
O vereador sublinha que a iniciativa tem de partir das comunidades locais, e que não deverá ser a autarquia a dinamizar os espaços. Nalguns casos, vinca Marco Leal, poderão ser criadas IPSS (Instituições Particulares de Solidariedade Social).
Mas poderão existir sítios, onde as instalações poderão, por exemplo, ser utilizadas como ATL (Actividades de Tempos Livres) e Centro de Dia. É o que acontece já na freguesia da Maçussa, que embora ainda não funcionem na prática, todos os passos já foram dados pela comunidade local nesse sentido.
Falta apenas neste caso que “existam, da parte da população local, um conjunto de munícipes, para se avançar para o projecto” e acrescenta que a autarquia como proprietária do edifício “Poder+à fazer as obras, mas terá de haver alguém na Maçussa que depois possa gerir o espaço” disse.




Vila Franca discute Carta Educativa



Os encarregados de educação de À-dos-Bispos não querem perder a escola que existe na localidade, e que as suas crianças passem para a escola Sousa Martins em Vila Franca de Xira, os pais sublinham que a localidade está a crescer e por isso não entendem esta proposta da Carta Educativa

Dezenas de pais, encarregados de educação e professores de À-dos-Bispos mostraram a sua indignação no passado sábado contra as opções da Carta Educativa do concelho de Vila Franca de Xira.
Foi durante a apresentação do documento na sala da junta de freguesia local, que alguns pais lamentaram o possível encerramento do estabelecimento e a transferência das crianças para a escola Sousa Martins no Bom Retiro.
Carla Rivera, foi uma das contestatárias desta opção. A popular lembrou a importância da “qualidade de vida que se tem em À-dos-Bispos” e que tal como ela, muitos foram os habitantes que preferiram a calma das zonas mais rurais do concelho, ao stress da cidade.
Alias, tanto os populares de À-dos-Bispos, quer das Cachoeiras ou Calhandriz, vincaram a “qualidade de vida” que se vive nestes locais.
Todos foram unânimes em não querer “que os nossos filhos passem para a escola na cidade” onde dizem, que o ensino não é tão humanizado, como nos lugares mais pequenos.
Durante a apresentação do documento feita pela vereadora do pelouro da educação Conceição Santos, foram audíveis algumas contestações as opções da carta.
Na base destas contestações dos populares está também o facto da escola Sousa Martins, não possuir, segundo eles, condições “para as crianças com seis anos” a escola que até aqui funcionava como Básica Integrada, “tem escadas de difícil acesso para as crianças. Para não falar que a escola não tem refeitório, nem tão pouco espaço para o construir” referiu um pai preocupado com o assunto.
Na mesma linha, um munícipe de À-dos-Bispos, referiu preferir “o contentor onde as crianças hoje têm as refeições. Não é o ideal, mas tem o mínimo de condições”.
A vereadora do pelouro da educação, referiu por seu lado que “o que aqui estão, são apenas propostas! Deixando em aberto que as sugestões dadas pelos munícipes em altura de consulta pública, podem ser importantes para rever algumas situações. Contudo, os encarregados de educação estranharam a disposição do documento que prevê um investimento de 104 milhões de contos nas escolas do município, mas não tem anexada qualquer verba para a remodelação da escola Sousa Martins.
Conceição Santos, salienta que no caso desta escola, “não está contemplada, porque já existe” lembrando que aquele estabelecimento de ensino não tem verbas inscritas, também porque “não vai ser ampliada apenas vai ser modificada para as aulas do primeiro ciclo”.
A vereadora acrescentou ainda que “a partir do momento em que o ministério pretenda encerrar aquela escola, onde só existem algumas turmas do segundo ciclo, a nossa proposta foi de utilizar já s instalações para o primeiro ciclo do ensino básico”.
Contudo e para receber as crianças, a escola Sousa Martins terá de sofrer algumas obras.
Enquanto a vereadora Conceição Santos afirmava que a escola já tinha sido alvo de obras, os pais contestavam dizendo que aquele estabelecimento de ensino “não tem obras de fundo há mais de 20 anos”. Depois de algumas trocas de palavras, entre a vereadora e os presentes na sala, Conceição Santos admitiu alguns arranjos pontuais ao longo dos últimos anos.
Os pais não ficaram conformados com a hipótese das crianças de À-dos-Bisbos, passaram em definitivo para aquele edifício, e vincaram à vereadora a importância “de obras de fundo, para receber as crianças”.
A maioria das pessoas que interviriam, eram oriundas de À-dos-Bispos, Calhandriz e Cachoeiras. Localidades que também vão ver alterações no parque escolar.
O balanço feito pelos pais, sobre esta sessão não foi muito positiva. Alguns viram nesta sessão uma forma de dar a conhecer os projectos da autarquia “e que ao que parece não pode ser mexido, porque a senhora vereadora já está a dar como certo, por exemplo, o encerramento da escola de À-dos-Bispos”.
João Dias de À-dos-Bispos, vincou por seu lado que a localidade está a crescer “tem muita gente para ir para lá morar. E até 2015, (altura em que a carta deverá ser concluída) vão duplicar e triplicar as pessoas que lá moram, como pode um plano deste não ter reparado nesse pormenor” ironizou.
O munícipe observou ainda que a ausência de transportes, deve ser um factor a ter em conta “a localidade é muito mal servida. Não é como Vila Franca de Xira que até existem carrinhas para as escolas” e acrescenta que no caso de À-dos-Bispos “não temos carrinhas, temos de apanhar o autocarro, ou vamos a pé” acusando a autarquia de querer concentrar as crianças em Vila Franca de Xira na escola do Bom Retiro.
Na resposta João Dias, a vereadora lembrou que a carta foi feita com base nos últimos censos e Plano Director Municipal “E por isso estas projecções são feitas com base em dados científicos” sublinhando que a autarquia está atenta à evolução demográfica das localidades. A vereadora defende o documento, também elaborado com o apoio da equipa que está a rever o PDM, dizendo que “defende exactamente as propostas e não outras
Conceição Santos, sublinhou também que este documento “pode ser revisto anualmente” o que permite segundo a autarca, uma revisão e actualização de todos os dados, que inclui as escolas que vão encerrar e as escolas que podem eventualmente ser construídas.

Thursday, October 19, 2006

Esgotos entopem devido á Feira de Maio


As fortes chuvas que se fizeram sentir nos últimos dias entupiram alguns esgotos de Azambuja, o caso passou-se na Rua Engenheiro Moniz da Maia, cujo saneamento não tem ainda dois anos


Um troço da Rua Engenheiro Moniz da Maia, à frente do edifício da Câmara Municipal de Azambuja, esteve cortado ao trânsito uma boa parte da manhã de quinta-feira.
A situação ficou a dever-se ao entupimento do sistema de esgotos e escoamento de águas pluviais daquela via, sendo que a sua reparação obrigou ao encerramento da via.
Segundo apuramos, as fortes chuvadas dos últimos dias, terão estado na origem desta situação. Contudo um funcionário da autarquia, disse ao Vida Ribatejana que o problema também estava relacionado com as areias da Feira de Maio.
Aparentemente, e segundo a mesma fonte, os semidouros instalados na rua principal da vila, poderão não ter sido tapados convenientemente.
Como se sabe a rua principal da vila, é coberta todos os anos por areia. Com vista à realização das esperas de toiros, areia essa que terá entrado através dos semidouros. As fortes chuvadas empurraram os vários detritos e areias através da rede de saneamento, o que veio a originar congestionamento nas tubagens.
Luis de Sousa, vice-presidente da autarquia azambujense, confirmou os factos ao Vida Ribatejana, reforçando a ideia que as chuvadas dos últimos dias terão contribuído para o agravar da situação.
A autarquia não teve outro remédio, senão chamar uma empresa para desentupir o sistema. Segundo um funcionário da empresa “a situação estava feia. Há muito lixo” disse.
Contudo aquela artéria não tem tido uma vida pacífica nos últimos dias. É que mais à frente da autarquia, os funcionários têm tentado em vão descobrir o porquê de um abatimento do pavimento (empedrado) sempre que chove muito.
Nos últimos dias, o pavimento em frente à rua da estação voltou a ceder “o que acontece desde que arranjaram a rua. Isto está cada vez pior” confidenciou um comerciante ao Vida Ribatejana.
Segundo um funcionário da autarquia, tal situação tem acontecido, porque alegadamente “o empreiteiro que fez a obra, não ligou à rede as águas pluviais”, o que fazia com que a água se espalhasse por baixo do piso e o fizesse ceder.

Vida difícil para as novas ruas Moniz da Maia e Victor Cordon

Assim que chegou à Câmara, o actual presidente Joaquim Ramos, quis levar avante a requalificação no núcleo central de Azambuja e zonas históricas.
O autarca tinha como objectivo dar “dignidade à vila” tornando-a mais bonita e moderna. Para levar a bom termo esse projecto, Ramos mudou de sitio as oficinas municipais, construiu um jardim público e recuperou as ruas principais da vila, aproveitando a intervenção para recuperar a rede de águas e saneamento, através de novas tubagens e canalizações.
Mas o obra desta rua, não seria feita de uma vez só.
O primeiro troço foi até ao largo da câmara, e parou ali por causa da realização da feira de Maio de 2005, que muitos pensavam perdida.
A segunda fase, englobou o resto da artéria até à saída norte da vila.
Contudo, depois de pronta a escassos dias antes das eleições autárquicas, a rua viria a sofrer novas obras. A requalificação tinha aparentemente corrido bem, mas houve sítios onde o “assentamento” do empedrado ficou aquém do desejável e em alguns pontos, a rua que agora era empedrada e não alcatroada, voltava a ceder.
A Câmara optou por recorrer à garantia da obra. A empresa voltou a “mexer” na artéria, mas desta vez à sua conta, o que veio a resolver os problemas até ali detectados, com a excepção do abatimento em frente à rua da estação.
Mas as obras de requalificação de Azambuja não vão ficar só por estas ruas. Em marcha já esta a rotunda nascente da vila, bem como a construção de vários estacionamentos junto à sala de espectáculos da vila, o celeiro da EPAC.
Posteriormente, irão avançar as obras de requalificação da Rua dos Campinos, que se prolongará até ao campo da feira.

Pais de Á-dos-Bispos contra a Carta Educativa de Vila Franca de Xira



Os encarregados de educação de À-dos-Bispos não querem perder a escola que existe na localidade, e que as suas crianças passem para a escola Sousa Martins em Vila Franca de Xira, os pais sublinham que a localidade está a crescer e por isso não entendem esta proposta da Carta Educativa




Dezenas de pais, encarregados de educação e professores de À-dos-Bispos mostraram a sua indignação no passado sábado contra as opções da Carta Educativa do concelho de Vila Franca de Xira.
Foi durante a apresentação do documento na sala da junta de freguesia local, que alguns pais lamentaram o possível encerramento do estabelecimento e a transferência das crianças para a escola Sousa Martins no Bom Retiro.
Carla Rivera, foi uma das contestatárias desta opção. A popular lembrou a importância da “qualidade de vida que se tem em À-dos-Bispos” e que tal como ela, muitos foram os habitantes que preferiram a calma das zonas mais rurais do concelho, ao stress da cidade.
Alias, tanto os populares de À-dos-Bispos, quer das Cachoeiras ou Calhandriz, vincaram a “qualidade de vida” que se vive nestes locais.
Todos foram unânimes em não querer “que os nossos filhos passem para a escola na cidade” onde dizem, que o ensino não é tão humanizado, como nos lugares mais pequenos.
Durante a apresentação do documento feita pela vereadora do pelouro da educação Conceição Santos, foram audíveis algumas contestações as opções da carta.
Na base destas contestações dos populares está também o facto da escola Sousa Martins, não possuir, segundo eles, condições “para as crianças com seis anos” a escola que até aqui funcionava como Básica Integrada, “tem escadas de difícil acesso para as crianças. Para não falar que a escola não tem refeitório, nem tão pouco espaço para o construir” referiu um pai preocupado com o assunto.
Na mesma linha, um munícipe de À-dos-Bispos, referiu preferir “o contentor onde as crianças hoje têm as refeições. Não é o ideal, mas tem o mínimo de condições”.
A vereadora do pelouro da educação, referiu por seu lado que “o que aqui estão, são apenas propostas! Deixando em aberto que as sugestões dadas pelos munícipes em altura de consulta pública, podem ser importantes para rever algumas situações. Contudo, os encarregados de educação estranharam a disposição do documento que prevê um investimento de 104 milhões de contos nas escolas do município, mas não tem anexada qualquer verba para a remodelação da escola Sousa Martins.
Conceição Santos, salienta que no caso desta escola, “não está contemplada, porque já existe” lembrando que aquele estabelecimento de ensino não tem verbas inscritas, também porque “não vai ser ampliada apenas vai ser modificada para as aulas do primeiro ciclo”.
A vereadora acrescentou ainda que “a partir do momento em que o ministério pretenda encerrar aquela escola, onde só existem algumas turmas do segundo ciclo, a nossa proposta foi de utilizar já s instalações para o primeiro ciclo do ensino básico”.
Contudo e para receber as crianças, a escola Sousa Martins terá de sofrer algumas obras.
Enquanto a vereadora Conceição Santos afirmava que a escola já tinha sido alvo de obras, os pais contestavam dizendo que aquele estabelecimento de ensino “não tem obras de fundo há mais de 20 anos”. Depois de algumas trocas de palavras, entre a vereadora e os presentes na sala, Conceição Santos admitiu alguns arranjos pontuais ao longo dos últimos anos.
Os pais não ficaram conformados com a hipótese das crianças de À-dos-Bisbos, passaram em definitivo para aquele edifício, e vincaram à vereadora a importância “de obras de fundo, para receber as crianças”.
A maioria das pessoas que interviriam, eram oriundas de À-dos-Bispos, Calhandriz e Cachoeiras. Localidades que também vão ver alterações no parque escolar.
O balanço feito pelos pais, sobre esta sessão não foi muito positiva. Alguns viram nesta sessão uma forma de dar a conhecer os projectos da autarquia “e que ao que parece não pode ser mexido, porque a senhora vereadora já está a dar como certo, por exemplo, o encerramento da escola de À-dos-Bispos”.
João Dias de À-dos-Bispos, vincou por seu lado que a localidade está a crescer “tem muita gente para ir para lá morar. E até 2015, (altura em que a carta deverá ser concluída) vão duplicar e triplicar as pessoas que lá moram, como pode um plano deste não ter reparado nesse pormenor” ironizou.
O munícipe observou ainda que a ausência de transportes, deve ser um factor a ter em conta “a localidade é muito mal servida. Não é como Vila Franca de Xira que até existem carrinhas para as escolas” e acrescenta que no caso de À-dos-Bispos “não temos carrinhas, temos de apanhar o autocarro, ou vamos a pé” acusando a autarquia de querer concentrar as crianças em Vila Franca de Xira na escola do Bom Retiro.
Na resposta João Dias, a vereadora lembrou que a carta foi feita com base nos últimos censos e Plano Director Municipal “E por isso estas projecções são feitas com base em dados científicos” sublinhando que a autarquia está atenta à evolução demográfica das localidades. A vereadora defende o documento, também elaborado com o apoio da equipa que está a rever o PDM, dizendo que “defende exactamente as propostas e não outras
Conceição Santos, sublinhou também que este documento “pode ser revisto anualmente” o que permite segundo a autarca, uma revisão e actualização de todos os dados, que inclui as escolas que vão encerrar e as escolas que podem eventualmente ser construídas.

Comissão para preparar o referendo sobre a água


A assembleia municipal de Azambuja já mandatou cinco deputados para a constituição da comissão que vai analisar o processo de referendo, pese embora o facto do assunto ter sido unânime entre as forças politicas, houve lugar a troca de galhardetes entre Luis Leandro do PSD e Joaquim Ramos presidente da Câmara


O processo de referendo sobre a concessão do abastecimento de água lançado pelo PSD em Azambuja deu mais um passo com a constituição da comissão da Assembleia Municipal que o irá analisar.
Embora a eleição da comissão fosse pacífica, dado existir acordo entre PS, PSD e CDU para a sua constituição, a discussão do ponto voltou a ser acesa.
Joaquim Ramos, presidente da Câmara Municipal de Azambuja, não quis deixar de sublinhar que não pretende desistir do processo e garantiu que apenas não levou de novo o assunto para ser votado em Assembleia Municipal “por uma questão de ética e respeito” para com aquele órgão, do qual até já foi presidente por dois mandatos, e repetiu que este processo “não condicionava qualquer atitude ou actividade da Câmara”, segundo os juristas da autarquia.
Joaquim Ramos diz que não gostou da forma de como o PSD de Azambuja conduziu o processo e criticou a oposição referindo que houve “manipulação da população”, que qualificou de baixo estrato social, por parte da força laranja.
Ramos, esclarece que esta não é “a minha forma de fazer política” a aponta o dedo ao PSD, acusando que esta forma de actuar faz parte das “três primeiras linhas da cartilha da guerrilha urbana, do que era um grupo terrorista chamado de Brigadas Vermelhas, que actuou em Itália há cerca de 25 anos”.
O edil diz que há formas idênticas de actuação, nomeadamente “manipulação da população, intimidação dos eleitos locais e tentativa de manipulação dos votos desses mesmos eleitos” disse, referindo mais uma vez que “esta não é a minha forma de estar na política.
As afirmações de Ramos motivaram uma resposta crítica de Luis Leandro, presidente da concelhia local do PSD.
No contra-ataque, o também deputado municipal vincou que a edilidade não procedeu de forma séria ao agendar para o mês de Agosto a concessão das águas, porque não é correcto “guardarmos as coisas importantes que vão a reunião de Câmara e esperarmos calmamente que venha o mês de Agosto, que estejam todos de férias e que a coisa passe despercebida”.
Ainda no contra-ataque, Luís Leandro lembrou que “não é normal que a Câmara faça um processo de concurso para aprovação na Câmara, que depois os serviços andem a corrigir esse concurso e que venha para a Assembleia Municipal um concurso diferente”, recordando as peripécias que aconteceram com o processo. Este já esteve agendado para uma assembleia municipal, mas teve que ser retirado devido precisamente a alterações que não podia ter sido feitas pelos serviços camarários após a aprovação em reunião de Câmara.
Leandro acrescentou que estas “voltas” não eram “normais, nem tão pouco éticas”, e afirmou que o processo de concurso que o PS voltou a apresentar na Câmara em Setembro “continuava errado”, pelo que também não poderia vir à Assembleia Municipal. O presidente do PSD de Azambuja questionou ainda Joaquim Ramos sobre que medidas tinham sido tomadas em relação ao pessoal “responsável por toda esta trapalhada”.
Recordando que o PSD só lançara o referendo depois de o presidente da Câmara ter recusado uma discussão pública do assunto, Luis Leandro pôs em causa a vontade de Ramos em debater a concessão da água com os munícipes. Para o social-democrata, Ramos insiste no “negócio da concessão a uma empresa privada, recusando-se a abordar outras alternativas, como a criação de Serviços Municipalizados, a de uma empresa municipal ou de uma empresa participada pela autarquia e por privados”.
Sobre as acusações de “condicionamento” dos deputados municipais, Leandro disse que, a havê-lo, só “pode ser sobre os deputados do PS, pois os da oposição não estão nada condicionados”.
O contra-ataque do PSD foi ainda complementado por Conceição Maurício, que recordou ao presidente da Câmara que “as pessoas que você chama de baixo estrato social foram as mesmas que o elegeram”.
A comissão criada terá agora quinze dias para apreciar o processo, que depois será votado em Assembleia Municipal, aí se decidindo se o referendo será ou não realizado.
A comissão será composta pelos socialistas Silvino Lúcio, Maria de Fátima Martins e Rui Nabais, por Conceição Maurício pelo PSD e João Couchinho pela CDU.

Centro de Saúde ganha estacionamento

A Câmara Municipal de Azambuja prepara-se para pagar cerca de 120 mil euros aos proprietários de dois terrenos junto ao centro de saúde local, o espaço foi considerado de interesse publico e deverá servir para a construção de um parque de estacionamento de apoio à unidade hospitalar


A Câmara Municipal de Azambuja aprovou em reunião do executivo a expropriação de dois terrenos junto futuro centro de saúde local.
A proposta apresentada pelo executivo socialista, tem por base uma intenção antiga que visa a criação de parques de estacionamento junto ao edifício, que actualmente não tem possibilidade de qualquer tipo de parqueamento.
Com a construção deste parque, serão conseguidos 26 lugares, e a unidade irá ganhar dois novos acessos, um junto ao quartel de bombeiros e o outro nas traseiras do centro.
Pese embora o facto desta intenção da Câmara já não ser de hoje a oposição na autarquia insurgiu-se contra a ideia da expropriação. Tanto o PSD como a CDU consideram que as verbas que serão gastas para pagar a expropriação, não têm justificação. No caso da CDU, Antonio Nobre salientou o facto do novo edifício não ter as urgências em funcionamento “por isso acho que não se devia gastar estas verbas que são significativas”.
O PSD segue a mesma linha de pensamento, sendo que António José Matos criticou a localização do edifício.
O vereador laranja sublinhou que houve neste processo uma notável “incompetência de quem escolheu este terreno” que terá sido adquirido num dos primeiros mandatos de João Benavente.
Luis de Sousa, que presidiu à reunião, devido à ausência de Joaquim Ramos, vincou que quando chegou à autarquia “já o processo estava em marcha. E na altura tive uma reunião com o senhor (Antonio José Matos) e verificamos que nada já havia a fazer porque o processo estava muito adiantado na ARS” concluiu.
Segundo apurou o Vida Ribatejana, os terrenos foram avaliados por um perito a pedido da autarquia. Um dos terrenos foi valorizado em cerca de quarenta e dois mil euros. O outro em quase setenta e dois mil euros. Neste último caso o proprietário chegou a pedir à Câmara mais de 200 mil euros, segundo uma fonte da autarquia.
Desde que este processo começou a correr, Joaquim Ramos tem vindo a público refereir que as negociações com os proprietários têm sido difíceis. Apenas num caso, a edilidade conseguiu chegar a acordo, ou outros dois têm agora valores atribuídos, mas vão seguir para tribunal, para determinar o preço final. Até porque os expropriados, segundo a edilidade que não revelou a sua identidade, recusam-se a aceitar as propostas da Câmara.
A proposta foi aprovada pela maioria socialista, mas com o voto contra da CDU. O PSD absteve-se.