Tuesday, May 22, 2007

Rancho de Azambuja promove a Concertina


São dez os alunos que aprendem semanalmente a tocar concertina no Rancho Folclórico Ceifeiras e Campinos de Azambuja. As idades dos alunos rondam os 60 anos, mas isso parece não ser um problema para quem tem muita vontade de aprender a tocar aquele instrumento tradicional.

A escola de concertinas, é uma das grandes apostas do Rancho Folclórico Ceifeiras e Campinos de Azambuja. Os responsáveis não querem perder o tradicional instrumento, e nesse sentido criaram um espaço, onde os mais novos, mas também os mais velhos se dedicam a aprender a tocar.
José Luis, é um dos exemplos de que não há idade para aprender. Todas as semanas, este mecânico reformado de 64 anos, desloca-se de Alcanhões para praticar junto com outros “aprendizes”.
Luis, diz que este era um sonho antigo, e que para além da música “mexe com muitos sentimentos”.
O antigo mecânico, assume que “já devia ter começado há muitos anos” contudo a vida só agora lhe deu essa oportunidade. O tempo que tem agora, depois de aposentado é uma mais valia para este projecto pessoal “e por isso não queria deixar escapar esta oportunidade”, e salienta que desde cedo sempre ouviu música, mesmo na oficina de que era proprietário, onde escutava música de cariz popular.
Embora longe, José Luis afirma que “vale a pena vir de Alcanhões a Azambuja” frisando que já passou por outras escolas, destacando o convívio “ e a realização pessoal ao nível musical, porque esta era uma das coisas que todos deviam aprender. A música”.
Noutra escola, José Luis aprendeu a ler a pauta “já sabia qualquer coisa, e aqui aprendi mais um pouco”.
Depois de quase um ano a aprender a concertina, José Luis afirma que o mais difícil é articular os movimentos para as notas certas. Este aprendiz destaca que o processo de aprendizagem é bom “mas os 65 anos já não perdoam”, embora afirme que não está nos seus planos deixar a escola de concertinas.
Vasco Simões, natural de Alverca é o professor destacado para ensinar a “rapaziada”.
O professor, vinca que os alunos são disciplinados “é tudo malta já com uma certa idade. Mas há aí um miúdo mais novo” sublinhando o facto de existir em todos os alunos muita força de vontade “por isso esforçam-se ao máximo”.
A concertina, não é dos instrumentos mais caros, contudo os custos podem partir dos seiscentos euros, até quantias muito mais elevadas, o que não parece demover os alunos, pois todos têm concertinas próprias, e é com elas que aprendem o dia-a-dia.
Miguel Ouro, presidente do rancho de Azambuja, considera esta, uma boa aposta da colectividade, embora salienta que deveria “ter sido a Câmara a agarrar esta oportunidade e formar novos músicos para os ranchos folclóricos” e vinca que este, não é um projecto dispendioso e formava novos músicos para os ranchos do município, destacando a recuperação dos tradicionais instrumentos na cultura do folclore.
A escola de acordeão, tem actualmente 10 alunos. O número já é significativo, mas Ouro vinca que poderiam ser mais. Só não o são porque o rancho não tem possibilidades financeiras para isso.
O presidente do Rancho teme que o projecto possa acabar, e explica que sozinha, a colectividade não consegue fazer mais “isto promovido por um rancho, não é a mesma coisa do que feito por uma Câmara, com outros apoios, mas pronto nós estamos cá” disse.

Monday, May 21, 2007

Futuro da segurança social debatida em Azambuja


As “Conversas do Vale do Tejo” juntaram dois peritos em segurança social para debater o futuro e a sustentabilidade do sistema. A iminência da falência do sistema como está e adopção de um novo modelo, marcaram as opiniões na Quinta de Vale Fornos em Azambuja

Ainda há muito a fazer para que a segurança social portuguesa não venha a fazer parte de um sistema falido.
Esta é a conclusão tirada das “Conversas do Vale do Tejo” um debate promovido pelo Núcleo Empresarial de Santarém (NERNSANT) que decorreu na Quinta de Vale Fornos em Azambuja. Para este debate, o Nersant convidou Fernando Ribeiro Mendes e Carlos Pereira da Silva.
A sessão que contou com a presença de cerca de meia centena de empresários de todo o distrito de Santarém e concelho de Azambuja, focou essencialmente o actual estado da segurança social e as reformas necessárias, para a sua continuação.
Sendo a sustentabilidade do sistema uma preocupação da sociedade, os oradores apontam como fundamental a cobrança de impostos e o respectivo pagamento da prestação da segurança social, quer por parte das empresas ou da parte dos particulares.
Fernando Mendes, sublinha que por seu lado ai da há um longo caminho a percorrer. O ex governante defende que o sistema deverá assentar num esquema de poupanças, semelhante ao implantado na Suécia, e que dará garantias que no futuro, os portugueses terão melhores pensões. Esta é aliás uma interrogação dos dois oradores. A população portuguesa está a envelhecer, e a actual população activa teme que quando chegar a sua idade de reforma, o sistema atenha “falido e já não haja pensões para ninguém”.
Segundo Fernando Mendes, ex secretário de estado de antonio Guterres, as medidas implantadas por este governo são positivas, mas não chegam. O ex governante salienta que as decisões tomadas pelo executivo governamental vêm na linha das necessidades do país, pois “travam a produção da despesa e isso é fundamental”. Todavia ainda há que “propor um modelo de protecção como aliás também me parece que vai ter de existir algo semelhante na saúde”.
O ex governante refere entretanto que também a área da saúde, deverá ser encarada da mesma maneira “neste governo chegou-se a falar de uma comissão sobre o financiamento da saúde” Fernando Mendes, vinca no entanto que o próprio José Sócrates “falou de um pilar de seguro ou qualquer coisa desse tipo para o Sistema Nacional de Saúde, mas recuou face a alguma reacção”, todavia alerta para o facto “dessa discussão que também vai ter de ser feita” sublinhando que deve ser encontrado, também aqui, um modelo que traga garantias para o futuro do serviço nacional de saúde.
Carlos Silva, que integrou a comissão do Livro Branco, diz temer sobretudo que o sistema da segurança social deixe de dar garantias aos contribuintes.
O responsável sublinha no entanto que, no seu entender, só se poderia resolver o problema da sustentabilidade “fechando o actual sistema e criando um novo, com uma lógica diferente” e explica “quem tivesse menos de 35 anos e os novos contribuintes entrariam para o novo sistema. Aquele com mais de 45 anos tentar-se-ia resolver o problema com a divida pública” sustentando a sua tese de que é preciso ter um sistema com base na poupança.
Carlos Silva defende ainda que o estado “não pode dar 73 por cento do salário a toda a gente” argumentando que “não há economia que aguente”.
Conhecedor do sistema, Carlos Silva, defende o modelo sueco, ou seja: empresa e trabalhador descontam para uma conta e quando chega a idade da reforma “o bolo é dividido e calcula-se aquilo que a que cada um tem direito como pensão”disse.

Álvaro Pedro refuta criticas de falta de ambição


Álvaro Pedro presidente da Câmara de Alenquer refutou a criticas da oposição na última assembleia municipal, sobre o facto de Alenquer não liderar a Associação Nacional de Municípios Produtores de Vinhos.
O autarca falou pela primeira vez sobre o assunto ao Vida Ribatejana, e rejeita as críticas que lhe foram feitas. Álvaro Pedro garante que não gostou de saber pela comunicação social da criação da associação dos municípios produtores de vinhos. O edil sublinha que na altura, houve falta de comunicação entre as autarquias “o meu colega do Cartaxo disse que houve essa falha… mas pronto as coisas remediaram-se e hoje já fazemos parte dessa associação”. Aliás essa adesão foi aprovada por “unanimidade na última reunião da assembleia municipal”.
Mas a oposição na Câmara e Assembleia Municipal, critica também o facto da edilidade “ter falta de ambição nos projectos que apresenta”. Um dos exemplos apontados é a denominação de “Vila Presépio” que tem vindo, segundo a oposição, a perder terreno para a vila de Óbidos.
Álvaro Pedro reconhece entretanto, que Óbidos tem feito um “bom trabalho” por exemplo com a “Cidade Natal”, algo muito semelhante à Vila Presépio. Contudo o autarca lembra que “não posso comparar a vila de Alenquer a Óbidos, temos de ser claros. Temos uma zona parecida, mas a comparação é impossível” e lembra que o concelho de Óbidos é mais pequeno que o município de Alenquer.
O autarca alenquerense, diz que são concelhos distintos e lembra que em Alenquer ainda há muito por fazer.
Álvaro Pedro salienta que è preciso pensar primeiro nas necessidades básicas dos munícipes, e vinca que faria muitas mais coisas “se tivesse dinheiro para fazer tudo”.
O autarca destaca que “não descanso enquanto não tiver esgotos em todo o lado, e tratados” assegurando que as parcerias com a empresa Águas do Oeste e Águas de Alenquer estão a correr conforme planeado.
Ainda assim, o edil reforça que para além dos sistemas de água e saneamento, existe ainda a preocupação com a acessibilidades, capitulo que ainda não está encerrado e uma prova disso, diz “é que para eu ir à freguesia de Vila Verde tenho de entrar no concelho do Cadaval”, e reforça como exemplo de preexistência do município, as obras do rio “que já vêm com vinte anos de atraso” disse.

LAMY EM LE MANS


Pedro Lamy, prepara-se para enfrentar as 24 horas de “Le Mans”.
O piloto nascido no concelho de Alenquer já fez “um brilharete” na segunda ronda do Le Mans Séries, que teve lugar no passado dia sete no circuito espanhol de Valência.
O piloto está “confiante” até mesmo porque vai levar um Peugeot 908 Hdi. Trata-se de um carro a diesel, mas que segundo Lamy, tem tantas hipóteses de venceer, quanto os outros, lembrando que a última edição foi ganhar pela Audi, que apresentou também carros a diesel. Em declarações ao Vida Ribatejana, o piloto referiu que tem expectativas altas, face a este desafio “que começou da melhor forma. Por isso acho que não podia ter sido melhor. Agora vamos para o grande desafio que é Le Mans, são 24 horas e não se sabe o que pode acontecer”.
Lamy assegurou ás perguntas do Vida Ribatejana, que está preparado “fisicamente. A preparação é a habitual e a mesma de sempre, vamos ter5 uma semana de preparação física em franca, mas isso não será problema”. O piloto tem receio apenas do “motor e da fiabilidade do carro. Porque fazer uma corrida de 6 horas é uma coisa, e outra é fazer uma prova de 24” acrescentando que “já fizemos uma simulação e não conseguimos terminar, ficamos pelas 18 horas”, garantindo que conhece bem o carro correspondeu aos testes. A prova decorre em franca em Le Mans, de 18 a 20 de Maio.

PRÉMIOINOVAÇÃO EM EMPRESA DO CARREGADO


O primeiro-ministro José Sócrates galardoou a empresa MCG (Manuel Conceição Graça) com o prémio excelência e inovação.
O prémio atribuído pelo ministério da economia e inovação, tem como objectivo distinguir as empresas que se destaquem no sector da inovação, contribuindo também para dar ânimo ás empresas portuguesas.

Situada na freguesia do Carregado, a M.C.G. Lda exporta mais de 50 por cento da sua produção no sector automóvel.
Desde há sessenta anos, altura em que Manuel Conceição Graça, iniciou o projecto, a firma tem vindo a granjear clientes. Nacionais e internacionais, na indústria automóvel.
No curriculum, a empresa conta com a fabricação de componentes para a Scânia, para a Opel, e até para a Ford.
Sócrates, enumerou esta, como uma empresa-modelo, e sublinhou o seu contributo para a economia nacional.
José Medeiros, director Geral da firma, lembrou que a contribuição da M.C.G. deu para o projecto dos todo-o-terreno UMM, acrescentando, que essa poderia ser uma mais valia para o futuro, nomeadamente destinada à exportação para os países africanos, ou para locais onde os veículos com essas características mais se adaptam.
Noutro sector, Medeiros destacou também a participação no projecto da Ford, nomeadamente com a elaboração do P100 “que arrancou no final da década de 80 e que foi um projecto ambicioso, para a nossa empresa que fazia as peças do exterior desse carro, o que fazia de nós uma empresa distinta de todas as outras a nível nacional”.
Segundo o responsável pela empresa, foi a partir do projecto do P100 que a M.C.G deu um passo a caminho do futuro, tendo consolidado a relação com a Ford “permitindo atingir a barreira dos cinco milhões de euros de facturação”.
No fim dos anos 90, a empresa passa a barreira dos 10 milhões de euros de facturação “atingindo o objectivo de ser o fornecedor de primeira linha da GM, num modelo de grande volume. O Opel Corsa 4300”, acrescentando que este foi dos passos mais significativos desta empresa “abrindo as portas para um mercado até então desconhecido, pelo que a empresa não voltaria a ser a mesma” vincando que as politicas públicas para o sector automóvel em Portugal.
No que toca ao futuro, José Medeiros, garantes que existem receios por parte da empresa. Todavia assegura que encara os desafios que se colocarão “com optimismo e com vontade de agarras todas as oportunidades que surgirem” sublinhando que a empresa tem o seu crescimento como objectivo, mas para isso, vinca “são precisos recursos humanos qualificados e estamos neste momento em fase de consolidação das traves mestras de um programa que pretende mais uma dezena de engenheiros”.
José Sócrates anunciou esta, como uma das empresas modelo do país.
O primeiro-ministro vincou a qualidade do produto final da empresa, sublinhando o esforço e o empenho na formação dos quadros da M.C.G..
Aliás José Sócrates destacou precisamente a importância da formação dos funcionários, lembrando que dos cerca de cinco milhões de trabalhadores, só 30 por cento possui o 12º ano “a formação é talvez a área mais importante para o governo português para o futuro Quadro de Referencia Estratégica Nacional (QREN).
O primeiro-ministro sublinhou também que a verba afecta ao Fundo Social Europeu que se destina ás áreas da formação e educação “aumentou de 26 para 27 por cento”.
Por outro lado Sócrates diz reconhecer o mérito da M.C.G. “mas também venho sublinhar, apoiar e incentivar a criação de uma cultura baseada no risco, no mérito da iniciativa e do empreendorismo”.
O primeiro-ministro aponta ainda esta empresa com um bom exemplo na economia nacional, destacando que faz parte do grupo dos que arriscam, vincando que o galardão do ministério da economia, se destina sobretudo ao clube “das empresas que não estão paradas ou preocupadas com a concorrência”, acrescentando que “o país deve conhecer estes exemplos e é por isso que aqui venho”.
Sócrates elogiou ainda o facto desta empresa, ter à frente as diferentes gerações do empresário. A direcção da M.C.G. tem passado de pais para filhos, e essa continuidade é positiva, segundo o primeiro-ministro, destacando que “fico agradado ao verificar que a evolução geracional se processou com inteira normalidade” vincando a ambição da nova geração que mais tarde ou mais cedo tomará conta da empresa.

OTA - UM MOMENTO DE OPORTUNIDADES


A Ota será um momento de oportunidades único. Os autarcas e entidades económicas dos concelhos de Alenquer, Azambuja, Vila Franca de Xira e Cartaxo não têm dúvidas e anunciaram entre outras questões, a criação de uma agência regional para o aeroporto, um observatório e novas acessibilidades.



O aeroporto na Ota, represente para os municípios limítrofes um “momento de oportunidades”. Esse foi aliás o tema de um debate promovido no passado sábado pela Rádio Ribatejo, e que contou com os presidentes das câmaras de Azambuja e Cartaxo, e o vice-presidente da Câmara Municipal de Vila Franca de Xira. Nesta sessão interviram ainda o presidente da Caixa Agrícola local, e o porta-voz da Associação de Comercio e Industria (ACISMA).
Todos os intervenientes se demonstraram de acordo com o facto da nova estrutura, já ser um dado adquirido. Aliás Daniel Claro da ACISMA, salientou mesmo que o tempo agora é de mudança e as autarquias têm a responsabilidade de preparar o futuro.
O responsável salientou a preocupação da associação face ás zonas industriais do município, frisando a importância da logística no município e apontando para a necessidade de ter um olhar diferente para a futura zona industrial da Guarita, que na sua opinião deverá incluir “empresas que tragam valor acrescentado para o concelho e que rompam com a rotina da logística…”.
O responsável sublinhou que na sua opinião há escassez de informação em todo o processo de construção do aeroporto, e anunciou a criação de um observatório para a construção Ota, constituído por “um conjunto de jovens quadros deste concelho e que já se estão a organizar” no sentido de constituir um grupo de trabalho “que deve olhar para este aspecto da implantação do aeroporto e para os desafios em termos económicos e sociais com um olhar mais distanciado, que a actividade politica ás vezes não deixa ter”. Segundo o responsável pela associação, que não quis identificar os elementos do observatório, este grupo deverá produzir alguma documentação sobre Ota “o que nos parece uma mais valia em todo o processo”.
Joaquim Ramos presidente da Câmara Municipal de Azambuja, vincou por seu lado um dos objectivos da Câmara é manter a diversificação do tecido empresarial no município “ o que está perspectivado, ao contrário do que sai em órgãos de comunicação social, não é uma cidade aeroportuária. É uma cidade poli-nuclear que vai desde Vila Franca de Xira até Rio Maior”.
Ramos salienta que já tem elaborada a estratégia económica do município de Azambuja relativas ás diferentes áreas de produção económica “temos a noção que a agricultura é fundamental” e vinca que a autarquia está incluída num grupo de pressão constituído por algumas câmaras da margem sul e norte do Tejo “no sentido da industria do tomate não ser prejudicada pelas medidas europeias”.
Por outro lado, Ramos lembra que enquanto a Castanheira já tem prevista uma plataforma logística com 100 há, “Azambuja tem 270, dos 90 já estão construídos” salientando que a logística tem uma forte presença nesta região, chamando a atenção do desenvolvimento de áreas industriais, argumentando que os planos de pormenor industriais, devem ser um instrumento para diversificar o tecido produtivo.
Joaquim Ramos, anunciou ainda a criação de uma agência regional para o desenvolvimento. O anúncio foi de resto apresentado em primeira mão pelo autarca, que sublinhou não ter tido oportunidade de falar, quer com o presidente da Câmara do Cartaxo, quer com o Vice Presidente da Câmara de Vila Franca, sublinhando que na próxima semana iniciará algumas demarches no sentido de dar o primeiros passos para a criação dessa agencia regional, que terá nos seus quadros, entre outras entidades, as autarquias da região.
Todavia, todos os municípios limítrofes do aeroporto de Ota, estão agora incluídos num lobby, que tem como objectivo acentuar a construção do aeroporto.
Segundo Paulo Caldas, presidente da Câmara Municipal do Cartaxo diz que o grupo aparece no Cartaxo mas que “simboliza o esforço de toda a região e a empatia que tem na luta deste desígnio, que é regional”.
O autarca salienta que o aparecimento de vozes contra à construção na Ota “deixa-nos apreensivos, mas atentos de que as decisões politicas no país devem ser assumidas como tal” argumentando que há uma série de anos os municípios têm convivido com as medidas restritivas “e com os planos directores trancados”.
Alberto Mesquita, vice-presidente da Câmara Municipal de Vila Franca de Xira diz que a discussão já não deve ser feita à volta da localização, pois isso já está definido.
Em Castanheira do Ribatejo está prevista uma plataforma logística com cerca de 100 ha. A localização já foi pensada com o objectivo da Ota, e deverá estar concluída, segundo o vereador, a tempo do aeroporto.
Por outro lado, o vereador à semelhança do executivo da autarquia vila-franquense, destaca que a utilização do Rio Tejo para o escoamento de mercadorias, deverá um marco importante para escoar os produtos provenientes dessa plataforma.
Francisco Silva, presidente da Caixa de Crédito Agrícola de Azambuja, sublinhou a importância do aeroporto para a região. O responsável sustenta que a estrutura trará o desenvolvimento esperado há anos, e que o banco que representa está a altura dos desafios.
Para fazer face ao futuro, Francisco Silva, anunciou a criação de um “lobby” em conjunto com as caixas de Credito de Vila Franca de Xira, Cadaval, Cartaxo, Alenquer e Arruda “um lobby no bom sentido. Na medida em que hoje quando se discute a problemática do aeroporto da Ota, aparecem varias teses de lobbys que não conhecemos” e por isso, diz “queremos assumir claramente que desejamos o aeroporto para aqui, por isso gera grandes oportunidades que certamente iremos analisar e por isso a caixa está na primeira linha na defesa do aeroporto”.
O responsável anunciou ainda a construção de uma nova delegação em Aveiras de Cima, lembrando que a caixa, já possui cerca de 37 por cento do volume do comércio bancário do município de Azambuja.
Álvaro Pedro presidente da Câmara de Alenquer não esteve presente no debate devido a problemas de agenda. Todavia numa mensagem gravada e difundida na Radio Ribatejo, o edil sublinhou a importância do projecto para o seu concelho e anunciou algumas pequenas vitórias. Segundo o autarca, os municípios de Azambuja, Alenquer e Vila Franca de Xira, têm conversado com O NAER, no sentido de criarem caminhos e acessos alternativos, mas apenas para a construção da infra-estrutura.
O edil refere que as negociações estão bem encaminhadas, e sublinha que dessas reuniões irão nascer em breve algumas alternativas e variantes.
É o caso também de Azambuja, que há muito se bate pela variante de Aveiras de Cima e por uma variante à estrada nacional 3 entre Vila Nova da Rainha e Alenquer.
Ramos sublinha a importância destas negociações, e afirma que são cruciais todas as acessibilidades em Aveiras de Cima ao Cartaxo, ou ao IC2, a antiga nacional 1. O autarca explica que o IC2 será o “único acesso directo ao aeroporto não portagado”
O presidente da Câmara de Azambuja assegura que terá conseguido “que o IEP aceitasse este tipo de situações” referindo a importância de uma estratégia concertada entre todos os autarcas.

Tuesday, May 01, 2007

Militares da GNR agredidos, enviados ao hospital


A fiscalização de um veículo que circulava sem luzes, deu azo a ferimentos em dois militares da GNR de Aveiras de Cima, que tiveram de receber assistência hospitalar, na sequência de uma agressão levada a cabo por um cidadão brasileiro, que se encontrava em situação irregular em Portugal.

Dois militares da Guarda Nacional Republicana ficaram feridos, na sequência de uma operação em Aveiras de Cima.
Segundo uma fonte policial, o incidente aconteceu na madrugada do feriado do 25 de Abril, quando os militares detectaram um veículo, com dois ocupantes, suspeito a circular com as luzes apagadas em frente ao posto.
Na ocasião, um militar, deu ordem de paragem à viatura e depois de uma troca de palavras com ambos, o militar quis proceder à identificação do condutor.
Durante o procedimento de identificação, o outro homem, que viajava no lugar do pendura, desferiu alguns comentários, pouco agradáveis sobre o militar, que terá aconselhado o homem a dirigir-se para a rua, dado que a situação envolvia apenas o condutor.
Ainda assim, e de acordo com informações recolhidas pelo Vida Ribatejana, o homem recusou-se sempre a colaborar “e quando menos esperava, o militar foi atingido com um murro, que nem lhe deu tempo de reacção” disse ao Vida Ribatejana um militar daquele posto. A situação não passou despercebida a um outro militar que ia entrar ao serviço, mas que ao ajudar o colega, acabou também por ser agredido. Depois várias tentativas, os militares conseguiram dominar o agressor, que acabou também por ficar ferido, na sequência de uma queda, referiu a nossa fonte.
O homem acabou por ser assistido no hospital de Vila Franca de Xira, mas sob detenção, assim como os militares feridos neste episódio.
O agressor, um brasileiro na casa dos 30 anos, estava em Portugal em situação irregular, pelo que a GNR, com um mandato do SEF (Serviço de Estrangeiros e Fronteiras) notificou-o a abandonar o país em 20 dias.
Presente a tribunal, o juiz decretou-lhe a medida de coação termo de identidade e residência e apresentações semanais no posto da área da residência, bem como a obrigatoriedade de regularizar a sua situação no país em 8 dias.
Contudo, esta não é a primeira vez que os militares do posto de Aveiras de Cima sofrem agressões. Ainda no passado dia 19, um militar terá sido agredido por uma munícipe, pelo facto de ter recusado acompanhar o marido na cobrança de uma divida, sem mandato do tribunal.

20 reclusos trabalham para autarquias


José Conde Rodrigues. Secretário de estado da justiça, assinou na passada sexta feira alguns protocolos, que vão permitir que duas dezenas de reclusos do Estabelecimento Prisional de Alcoentre (EPA) passem a trabalhar fora dos muros daquela cadeia.
Os reclusos, irão colaborar em alguns trabalhos da junta de freguesia de Alcoentre, e também para a Câmara de Santarém, nas áreas da limpeza e manutenção de equipamentos sociais, mas sempre vigiados de perto por guardas prisionais.
De acordo com o secretário de estado, à agencia lusa, estas acções, revestem-se de um papel muito importante na vida destes homens, já que “conseguem melhorar a reinserção social dos reclusos” e ao mesmo tempo leva-los a uma actividade profissional “podendo obter remuneração", vincando a relevância destas unidades se “relacionarem com o exterior".
Nesta altura e segundo dados do Ministério da Justiça encontram-se a trabalhar fora das prisões 2193 reclusos.
Dos 2193 reclusos, 1978 estão em Regime Aberto voltado para o Interior (RAVI) e 215 em Regime Aberto voltado para o Exterior (RAVE).
Contudo estes não foram os primeiros protocolos com vista à inserção dos reclusos no mercado de trabalho. O EPA, já efectuou acordos com a Força Aérea (bases da Ota e de Montejunto) e as Câmaras Municipais de Azambuja e Almeirim, bem como a Resioeste entre outras instituições.
Com estes protocolos, elevam-se para 96, os reclusos a trabalhar em regime de exterior no EPA.

Ministro Antonio Costa apresenta meios para o combate a fogos


O ministro da administração interna, este domingo em Vila Franca de Xira, para anunciar as medidas do governo, para o combate aos fogos.
António Costa, galardoou todas as corporações do distrito de Lisboa, e agradecer o empenho e a dedicação dos soldados da paz, no exercício das suas funções.
Perante os bombeiros, que se apresentaram em parada, o ministro lembrou que “Portugal sem fogos depende de todos” o que aliás constitui a bandeira que dá nome à campanha que o governo colocou em acção, para sensibilizar os cidadãos para a temática dos fogos florestais.
Este ano, diz António Costa “foi possível reforçar a componente humana que atingirá no pico mais critico do ano a totalidade de 8931 elementos, distribuídos entre funções de vigilância, detecção e combate aos incêndios florestais”.
O ministro vincou a necessidade, da envolvência de todos os cidadãos, para minimizar os incêndios. Por outro lado o ministro alertou os proprietários das florestas, concessionários de vias de comunicação “da necessidade da construção de faixas de protecção, que criem maior protecção e resistência ao fogo na floresta”.
António Costa lembrou ainda que segundo os dados que dispõe “a maioria dos fogos não tem origem intencional” e reforçou que “a maioria tem na sua origem actos de descuido e negligentes”.
E se no ano passado houve menos área ardida, este ano o ministro diz querer diminui-la ainda mais. O responsável pela administração interna, assegura que “não devemos encarar estes dados com triunfalismo. E devemos partir para esta nova época com a mesma preocupação e determinação, com que partimos nos anos anteriores”, apelando ás autarquias e serviços de protecção civil, para redobrar, nos próximos meses, a vigilância e a fiscalização.
Para este ano, António Costa aposta na consolidação das medidas implantadas na época anterior. Desde logo a brigada heli-transportada, mas também medidas relativas aos diversos dispositivos da GNR e do Exercito.
O ministro salientou que já este Verão serão reforçados os meio aéreos “ e com a novidade de já podermos dispor dos primeiros meios aéreos próprios, adquiridos pelo estrado para o combate aos incêndios florestais, e que começarão a ser disponibilizados no próximo mês de Julho”.
O ministro assegurou ainda o reforço dos bombeiros canarinhos, uma unidade especializada no combate ao fogo à nascente “assim no conjunto de canarinhos e GIPs da GNR, já teremos 13 distritos cobertos, com equipa heli-transportadas profissionalizadas” caminhando para a cobertura “paulatinamente do país”.
No que toca aos bombeiros, o ministro assegura que o governo já aprovou o novo estatuto e o regime jurídico.
António Costa diz que para o dia 17 de Maio, esta agendada a discussão de outros documentos. Trata-se do regime jurídico das associações humanitárias e o diploma sobre os serviços municipais de protecção cível “assegurando que até ao fim da legislatura, estará concluído todo o trabalho de revisão e reforma do quadro jurídico da protecção cível e bombeiros”.
O ministro destaca no entanto a alteração que resulta de um protocolo assinado esta semana, para a criação das equipas permanentes de intervenção no seio dos corpos de bombeiros voluntários. Esta é aliás uma velha aspiração da liga de bombeiros “ e uma medida absolutamente essencial para consolidar e qualificar o nosso voluntariado”o ministro diz que uma das metas a atingir, é a constituição de 200 equipas até 2009, “arrancando já em 2007 com a constituição das primeiras 62, suportadas em partes iguais pelo governo e pelas câmaras municipais”disse.





Thursday, April 26, 2007

Deputados visitam zonas afectadas pelo nematodo


A sub comissão de Agricultura Desenvolvimento Rural e Pescas, comprometeu-se junto dos proprietários afectados pelas medidas de combate ao nematodo do pinheiro, a desbloquear a situação referente aos pagamentos dos eventuais prejuízos, que possam ser causados com esta medida.
Os deputados que compõem esta sub comissão estiveram esta terça-feira no concelho de Azambuja, nomeadamente nas freguesias de Aveiras de Cima e Manique do Intendente, onde falaram com os presidentes de junta e proprietários afectados.
Segundo José Manuel Pratas, vereador com a área das florestas da Câmara Municipal de Azambuja, esta visita revelou-se importante, tanto mais que o autarca acredita “que a sub comissão vai cumprir aquilo que prometeu aos agricultores”. Para o vereador os 19 concelhos atingidos por esta medida “mão podem continuar a ser o depósito de lixo para evitar que o nematodo se alastre à Europa, sem que sejam indemnizados os visados”.

PS de Vila Franca tira "coelho da cartola"


Jorge Coelho, ex-ministro socialista foi o homenageado do passado sábado do PS vila-franquense. A cerimónia que decorreu no salão dos bombeiros de Vila Franca de Xira, contou com a presença de perto de 200 militantes e simpatizantes, que não quiseram perder aquela iniciativa que assinalou os 20 anos da sede do PS de Vila Franca de Xira.


Cerca de 200 militantes apresentaram-se no sábado no salão dos bombeiros de Vila Franca de Xira para um jantar de homenagem a Jorge Coelho. A iniciativa que partiu da secção local do PS, homenageou também Paula Núncio pela dedicação ao partido.
Ricardo Teixeira, coordenador da secção de Vila Franca de Xira do PS, fez questão de assinalar o simbolismo deste jantar, salientando igualmente o empenho de todos os que contribuíram para a iniciativa.
Ricardo Teixeira, frisou por seu lado algumas das obras que a autarquia tem em mãos, destacando entre outras o novo hospital e o centro de saúde da cidade.
Por outro lado o jovem coordenador, destacou que esta cerimónia já não era realizada há três anos, e que nas anteriores edições, foram galardoados militantes vila-franquenses, que de uma ou outra forma, contribuíram para os sucessos do partido.
O nome de Jorge Coelho, surge associado ao PS de Vila Franca de Xira, porque segundo diz Ricardo Teixeira “tem sido um velho amigo do PS e do concelho”. O responsável pela secção destacou ainda o empenho que o antigo ministro socialista tem tido nas diversas eleições locais, tendo sido um dos impulsionadores da candidatura de Maria da Luz Rosinha à autarquia.
Alberto Mesquita, presidente da concelhia socialista, frisou por seu lado que o PS está bem e recomenda-se. A prova disso “é o empenho dos jovens” sendo um dos exemplos, o próprio coordenador de secção Ricardo Teixeira.
O responsável pela concelhia não quis também deixar passar a oportunidade para deixar recados à oposição comunista, a quem critica o modo de fazer oposição.
Para Alberto Mesquita, os comunistas desviam a atenção dos reais problemas do município, chamando a atenção para outras questões que não sendo menos importantes, desviam “o partido socialista de cumprir as promessas que constam nos compromissos eleitorais”.
Maria da Luz Rosinha, presidente da autarquia, frisou ela também o empenho de todos nesta iniciativa. Por outro lado a autarca, destacou algumas das obras essenciais levadas a cabo pelo seu executivo, e que segundo a própria, estão relacionadas directamente com a qualidade de vida das populações.
Entre as obras anunciadas, a autarca fez questão de frisar o bom andamento no que toca à construção do Centro de Saúde de Vila Franca de Xira, mas também a construção do novo hospital de Vila Franca de Xira, que irá albergar cinco concelhos.
A edil, frisou ainda que o “Passeio Ribeirinho” será em breve uma realidade, sendo esta obra um velho cavalo de batalha do executivo do PS de Vila Franca de Xira.
Quanto aos homenageados, o PS de Vila Franca de Xira fez questão de ter uma “dobradinha”. Por um lado a homenagem a Jorge Coelho já era esperada por todos, mas o PS entendeu galardoar também Paula Núncio, pela “dedicação ao partido”.
A homenagem a esta militante foi de resto uma surpresa para a própria “de outra forma não poderia ser, pois se assim fosse, recusaria a homenagem” disse Ricardo Teixeira.
Paula Núncio, descende de uma família de socialistas, que teve responsabilidades politicas ao longo dos últimos anos em Vila Franca de Xira.
Na hora da homenagem, Paula fez questão de salientar que o seu empenho está relacionado com a causa politica, agradecendo de forma emocionada o tributo que lhe foi prestado.
Quando ao homenageado “principal” Jorge Coelho, destacou o empenho de todos os militantes de Vila Franca de Xira e agradeceu a distinção.
Coelho fez questão de lembrar alguns episódios que lhe deixaram algumas marcas, nomeadamente a doença de que foi alvo, e que poderia ter tido consequências mortais.
Aliás o ex-governante, com o humor que lhe é reconhecido, salientou mesmo que “só o facto de saber que iria receber esta homenagem, me deu esperança para continuar a lutar” caso contrário poderia “não estar aqui hoje” ironizou Coelho, depois de Ricardo Teixeira ter afirmado que esta homenagem estava marcada, mas sem dada há três anos.
No seu discurso “ás tropas socialistas”, salientou a “garra e determinação de Maria da Luz Rosinha à frente da autarquia, destacando que na sua opinião o concelho de Vila Franca de Xira tem-se modernizado e tem crescido muito nos últimos anos. Uma afirmação que o levou a dizer “tomara eu que o meu pais estivesse tão à frente como está Vila Franca de Xira”.
Sobre Sócrates, Jorge Coelho aproveitou o momento para se solidarizar com o primeiro-ministro, classificando de “mesquinha” a campanha que diz ser orquestrada contra os líderes do PS.

Antes do adeus...


Um Ford de 1932 é a estrela dos Bombeiros Voluntários de Vila Franca de Xira. a viatura foi recuperada por três antigos elementos do quadro de honra para a inauguração do novo quartel, e hoje é um testemunho cheio de histórias para contar.


Os 125 anos do Bombeiros Voluntários de Vila Franca de Xira confundem-se com a história da então jovem vila.
Foi um 1884 que se começou a desenhar a fundação dos bombeiros da cidade. À época os soldados da paz ocupavam parte das instalações que hoje são a Câmara Municipal.
António Ferreira, segundo comandante do quadro de honra, lembra que foi Palha Blanco que deu um impulso ao antigo quartel. A prova disso, diz, é o sino que se encontra no topo do edifício e que era puxado, sempre que se tratasse de um fogo ou acidente grave, pois na altura ainda não havia sirenes eléctricas.
Ao Vida Ribatejana, este veterano lembra como os tempos eram diferentes, e como as situações pareciam sempre mais difíceis.
António de 89 anos, Augusto de 74 e Serafim de 57 anos, foram os veteranos que guiaram o nosso jornal numa visita pela história.
António e Augusto, participaram na construção de três dos quatro quartéis de bombeiros da cidade, nomeadamente, o segundo e terceiro edifício, na rua dos bombeiros voluntários, o último recentemente trocado pelo mais moderno quartel de bombeiros da zona. Deram o “corpo ao manifesto e a causa” como os próprios referiram, destacando que nos tempos que correm já é difícil encontrar voluntários para ajudar a causa.
A memória ainda está bem viva nestes soldados da paz. No bar da associação estão expostas várias fotos, algumas tiradas pelo pai de Reynaldo dos Santos, que contam a vida dos bombeiros. António e Augusto fizeram questão de as mostrar e ao mesmo tempo reavivar memórias antigas numa foto da grande família dos bombeiros de outros tempos, onde figuram rostos já desaparecidos.
Embora Serafim seja o mais novo do grupo, não deixa de partilhar com os colegas alguns desabafos de circunstância. O bombeiro lembra-se dos tempos difíceis por que passou, desde 1970, altura em que entrou na associação.
Foram estes bombeiros que recuperaram um Ford de 1932. Um antigo carro de bombeiros, que muitas recordações traz aos soldados da paz e que foi recuperado para assinalar a inauguração do actual quartel dos bombeiros locais.
Foi difícil encontrar as peças para recuperar o carro, mas António, Augusto e Serafim conseguiram adquirir peças quase de origem, que permitiu uma recuperação fiel ao veículo original.
Contudo nem todas as recordações são boas. António Ferreira lembra-se de maus momentos vividos naquela viatura. Um dos momentos mais marcantes foi um acidente onde perderam a vida quatro bombeiros. O carro seguia com destino a Alenquer, e despistou-se na zona da Castanheira. O antigo segundo comandante não gosta de recordar este episódio, que lhe traz lembranças antigas e uma forte carga emocional, ao recordar os companheiros que morreram, num passeio a Alenquer que queriam fundar uma corporação de bombeiros “mas o tempo vai andando e nós continuamos cá” disse António Ferreira.
Na altura combater um fogo com este carro era difícil. As recordações aí também não são as melhores “tínhamos de andar com as bombas ás costas, de poço em poço a tirar água” mas ainda assim não se arrepende desta vida passada nos bombeiros de Vila Franca de Xira.
Aos 89 anos, António Ferreira continua a apresentar-se ao serviço todos os dias ás 8h30m. É raro o dia que não vai ao quartel, o mesmo se aplica aos companheiros Augusto e Serafim, que fizeram da sua vida, salvar a vida do próximo.

Monday, April 23, 2007

Dois acidentes de viação e dois fogos dão trabalho aos bombeiros



Os bombeiros de Azambuja registaram no passado fim-de-semana dois acidentes graves e dois fogos. Segundo o comandante dos voluntários, Pedro Cardoso, este terá sido um dos mais trabalhosos, obrigando os soldados da paz a desdobrarem-se para ocorrer a todas as situações.
Um dos acidentes ocorreu na madrugada de sábado, à saída de Vila Nova da Rainha para a Central Termoeléctrica do Carregado.
Segundo os bombeiros, o acidente terá ocorrido devido a alguma falta de atenção dos automobilistas. Enquanto um dos veículos tentava viçar à esquerda para a Termoeléctrica, o outro não se terá apercebido e embateu violentamente na traseira do primeiro.
Deste acidente, resultaram um ferido ligeiro e um grave, sendo que um dos veículos acabou numa vala que se situa ao lado deste entroncamento.
Pedro Cardoso referiu ao Vida Ribatejana que este já “não é o primeiro acidente que acontece naquele local” e aponta como causas prováveis a recta que antecede o entronamento e a velocidade que se atinge no local especialmente à noite.
O segundo acidente ocorreu em Vale do Paraíso, na Rua 25 de Abril, na tarde de sábado, a caminho da estação de serviço de Aveiras de Cima. Deste acidente resultou apenas em ferimentos graves no único ocupante da viatura, uma rapariga natural de Vale do Paraíso e que foi transportada para o hospital de Vila Franca de Xira.
Os voluntários de Azambuja registaram ainda dois fogos no domingo. Um num anexo de uma casa nas imediações dos Casais dos Penedos, outro nos Casais das Amarelas. Neste caso, os bombeiros desconfiam que teve origem numa queimada ilegal, que posteriormente devido ao vento que se sentia na altura, poderá ter alastrado. Este é um caso que suscita dúvidas, por isso está já a ser investigado pelas autoridades.

Bombeiros testam "Busca e Salvamento"


Os bombeiros de Azambuja levaram a cabo no passado domingo uma acção de busca e salvamento em terreno hostil e desconhecido para os operacionais. Tratou-se de um exercício promovido pelo comando, com o objectivo de contribuir para a formação dos soldados da paz e que decorreu nas ruínas da Quinta da Marquesa em Azambuja.
Segundo o comandantes Pedro Cardoso, o cenário foi montado ao mais ínfimo pormenor, de modo a criar condições semelhantes a um teatro de operações. Nada foi esquecido neste exercício. O comandante dos bombeiros disse ao Vida Ribatejana que no local foi colocado um manequim com perto de sessenta quilos, de modo a simular o peso real de uma pessoa, que os bombeiros tiveram de resgatar. Ao mesmo tempo, o local foi completamente isolado, tendo sido criadas condições em termos de ambiente para dificultar a mobilidade dos bombeiros, quer através da colocação no local de objectos estranhos, quer através da introdução de fumos, de modo a dificultar também a visão.
Pedro Cardoso, referiu que o balanço deste exercício foi proveitoso, mas que só foi possível graças “ao senhor Manuel Almeida, que nos emprestou o edifício”. Aliás, segundo o operacional, “para fazermos estes exercícios temos de recorrer a Alcoentre, que tem uma casa-escola” porque em Azambuja não existe um local “onde possamos praticar exercícios de busca e salvamento”, referindo a importância de desconhecer o local onde se pratica este tipo de exercícios”.
Este exercício que envolveu perto de duas dezenas de homens, contou ainda com o apoio de quatro veículos de combate a incêndios urbanos, uma ambulância e um auto comando.
Pedro Cardoso, que destacou a importância destas iniciativas, salientou que depois do sucesso deste exercício, irá ser repetido mais vezes.

Filipe Menezes dá aulas ao PSD Azambuja


Luis Filipe Menezes presidente da Câmara de Vila Nova de Gaia e candidato à liderança do PSD esteve na passada sexta-feira em Azambuja para dar conta aos militantes locais de como se ganha uma autarquia. Durante cerca de duas horas, Menezes falou ás tropas laranjas sobre os métodos utilizados para ganhar a autarquia de Gaia, e o que devem fazer os futuros candidatos à autarquia azambujenses. A palestra que teve lugar no auditório do Pateo do vale verde em Azambuja, começou com a exibição de um vídeo sobre o concelho de Vila Nova de Gaia e o seu futuro, e contou com as presenças dos presidentes das concelhias de Alenquer e Azambuja, bem como do vereador do PSD local Perante cerca de seis dezenas de militantes, o autarca salientou que nos dias que correr “é muito difícil ter casas cheias neste tipo de coisas” argumentando que existe algum divórcio entre as pessoas e a política. Menezes aproveitou o momento para destacar a legitimidade”do PSD ser também maioria E ganhar as eleições locais” argumentando que é importante traçar alguns objectivos para chegar à liderança. Segundo Luis Filipe Menezes é importante situar a estratégia em três vectores “é importante ter um diagnostico da realidade” tendo em conta que o conhecimento do terreno é importante”. Em seguida o edil de Gaia salienta “a conceptualização de um objectivo estratégico” onde é fundamental apontar o caminho a seguir pela comunidade. Por último levar a cabo uma “metodologia faseada da acção” a que se propôs. Esta palestra de Menezes, surge na sequência das várias intervenções que tem feito junto das concelhias do PSD. Aliás este tipo de iniciativas não é nova. Em 2005 o orador foi Isaltino de Morais, à época ministro das cidades do governo de Santana Lopes, que esteve em Aveiras de Cima, meses antes das eleições autárquicas.

Wednesday, April 11, 2007

A TABERNA DO CHICO GUELA


Longe da Avinho, a Taberna do “Chico Guela” é a única resistente na freguesia de Aveiras de Cima. Há setenta e quatro anos com a porta aberta, a taberna ainda tem alguns clientes fixos, mas poucos, pois os tempos são outros e os fregueses já não procuram, na maioria, estas casas para “matar o bicho”


A taberna do “Chico Guela” é a última taberna de Aveiras de Cima. O estabelecimento já tem mais de setenta anos, e os proprietários actuais, já viram o negócio a correr melhor.
Ofélia Seabra de 74 anos, herdou o negócio do pai. Já lá vão trinta anos e cada ano “tem sido pior que o outro”. Casada com Francisco Vieira com oitenta anos, Ofélia diz que cada dia é um dia diferente e longe vão os tempos de casa farta e com muitos clientes. Hoje os tempos são outros, e de tempos a tempos lá vai aparecendo um cliente novo. Ofélia Sequeira lamenta que a falta de fregueses “os velhos vão morrendo, olhe ainda no outro dia morreu um, e os novos não vêm cá”.
A taberna do “Chico Guela” fica na rua Francisco Almeida Grandella em Aveiras de Cima, e longe da Avinho “o ano passado até fechamos mais cedo” diz Ofélia que refere o facto da maior e mais nova festa da freguesia ironicamente ligada ao vinho, não lhe trazer clientes novos.
Os novos, diz, não vão à taberna “não temos café, e não estamos a pensar nisso, porque teríamos de mudar muitas coisas” refere ao Vida Ribatejana, destacando que os tempos de hoje são difíceis.
Ofélia não tem o estatuto de reformada “não descontei, e por isso tenho de continuar aqui” mas o marido Francisco Vieira está reformado há alguns anos, ainda assim prefere dar uma ajuda à mulher.
Quase todos os dias, o ritual é o mesmo. Sem dia de folga, Ofélia e Francisco revezam-se para manter aberta a taberna, que ainda tem alguns clientes fixos, mas tudo pessoas de idade “já que os novos não nos ligam nenhuma, só os drogados” lamenta.
Ela abre a casa ás 6 da manhã para alguns clientes, ele pega depois de almoço e permanece até, muitas vezes, à meia-noite.
E enquanto a saúde vai ajudando, este casal de idosos, vai mantendo o seu ritmo de trabalho, embora os dias sejam muito diferentes do tempo em que não havia cafés, e que a taberna era o ponto de encontro de novos e velhos.
Aliás, Ofélia Seabra e Francisco dizem ter saudades do antigamente. Se por um lado o negócio era próspero, por outro “era mais novo. Carregava com sacas de cem quilos ás costas. Hoje não posso fazer o mesmo” diz Francisco lamentando também o facto de muitas vezes pelo meio-dia, altura em que chega à taberna “só tenho cinco euros na gaveta, e ás vezes nem isso”.
A Avinho, decorre já no próximo fim de semana em Aveiras de Cima, mas para este casal, o vinho é o negócio de todos os dias, talvez por isso não depositem grande fé no certame, que vai decorrer longe da rua principal da vila e que de certo não irá trazer novos clientes a uma taberna que está na mesma família há mais de setenta anos e que marca o dia-a-dia de alguns clientes habituados a outra vivência e de um outra geração.

HÁ VINHO em AVEIRAS DE CIMA


Milhares de pessoas são esperadas em Aveiras de Cima já esta sexta-feira. trata-se da Avinho, festa do vinho e das adegas, que promete para além do néctar proveniente das vinhas locais, muita festa até altas horas da madrugada.

A vila de Aveiras de Cima está a preparar-se para mais um fim-de-semana de festa. Trata-se da Avinho - festa do vinho e das adegas, que pela terceira vez é realizada naquela vila do concelho de Azambuja.
Se as anteriores edições foram um sucesso, a edição de 2007 tem tudo para o voltar a ser.
Nas palavras do vereador Marco Leal, a Ávinho “já está a ficar consolidada em Aveiras e no concelho” pelo que o vereador acredita “que a festa irá continuar, independentemente dos executivos que venham a seguir para a Câmara Municipal de Azambuja”, frisando que “a população logo na edição zero, abraçou de corpo e alma este projecto”
O vereador congratula-se entretanto com a adesão da população de Aveiras de Cima mas sobretudo com a adesão dos produtores.
Se por um lado esta é uma festa dedicada à vinha e ao vinho, é também e por outro, recheada de hospitalidade, pois a prova de que os aveiricenses sabem receber bem, é dada na noite de sexta-feira, onde os visitantes são convidados a visitar as adegas, a provar o vinho e a comer febras ou entremeadas (ver programa).
Neste sentido, o vereador sublinha a hospitalidade dos anfitriões “esquecendo tricas e rivalidades antigas que desde sempre separaram Azambuja e Aveiras de Cima”.
Ao todo serão distribuídos mais de 100 quilos de febras e entremeadas, muito pão e vinho, num certame que tem vindo a ganhar adeptos, e que já tem um lugar próprio na agenda cultural do Ribatejo.
Um dos objectivos desta iniciativa, passa pela divulgação do vinho local, mas também das tradições que estão ligadas ao vinho. Existem ainda muitos produtores no alto concelho, e muitos deles em Aveiras de Cima.
Leal considera que este certame pode ser uma mais valia para a promoção do vinho do concelho de Azambuja, até porque segundo o vereador “existe um problema aqui na região do Ribatejo, não existe uma marca forte no vinho. Existe a Rota dos Vinhos, mas não funciona” diz o vereador.
Já no que toca à marca “Ribatejo” Marco Leal sustenta que esta “também não vinga para além da tentativa por parte da Câmara do Cartaxo de ser a Capital do Vinho” e esclarece que “o facto é que outras marcas, nomeadamente do Douro ou Alentejanas têm muito mais força, porque apostam muito na publicidade e na imagem da marca”.
No que toca ao concelho de Azambuja “não temos a pretensão de sermos a capital do vinho ou de toda a gente ficar a conhecer o vinho de Aveiras” e salienta que com este certame o objectivo é “dar a conhecer Aveiras de Cima. E ao conhecer Aveiras de Cima vai conhecer o vinho de Aveiras e depois vai alargando aos poucos ao restante concelho” e acrescenta que esta é uma “festa de rua”.
O vereador com o pelouro da cultura explica entretanto, que para além dos objectivos ligados à produção, há também uma componente lúdica, como são os casos dos fados cantados nas adegas locais, até ás mais altas horas da madrugada, ou das actuações de diferentes grupos, como são os casos das tunas, dos “Pilhas Galinhas” com a música tradicional, das bandinhas que vão estar a actuar no terreno ou do Quim Barreiros, o cabeça de cartaz deste ano e que deverá actuar no Largo da República, ás 10 da noite de sábado.
E se o certame tem corrido bem, dentro destes três dias, era de esperar que a Câmara aumentasse o número de dias. Mas não. Marco Leal sublinha que este é um certame diferente da Feira de Maio que já vai em cinco dias, e que devido à agenda dos produtores envolvidos, torna-se uma questão difícil de contornar.
Um exemplo disso, diz o autarca, foi o horário da primeira edição da Avinho. À época 2005, o certame começava ás 3 da tarde, mas a adesão não foi a esperada. Por isso a autarquia considera que o início marcado para as 19 horas é o ideal.
Este ano não foi possível, por motivos de “tyiming” mas para o próximo ano, a autarquia promete inovar e incluir a gastronomia local neste certame. Segundo o vereador, para a edição 2008, serão distribuídos aos restaurantes, milhares de guardanapos com a chancela do município e da Avinho, com alguma antecedência para de certa forma divulgar a festa.
Está também prevista a introdução da gastronomia, com a confecção de alguns pratos típicos, nos restaurantes aderentes, bem como o fomento da venda dos vinhos locais nos restaurantes de Aveiras de Cima.
Aliás este ano, a gastronomia fará parte de um colóquio que decorrerá domingo de manha na Casa do Povo local com a temática “Novos Rumos para o Vinho e Gastronomia” e que será inserido no XXV Concurso de Vinhos do Concelho de Azambuja.
Quanto ao funcionamento deste certame, este manterá o figurino habitual. O visitante será convidado a adquirir uma caneca por um euro, e depois poderá beber de graça em todas as adegas aderentes.
Este ano o destinatário da receita das canecas será a Filarmónica Aveirense, embora segundo Marco Leal, a autarquia preferisse dar ás receitas um fim mais social e abrangente. O vereador contou ao Vida Ribatejana que a decisão foi dos produtores e que a Câmara “não tem voto na matéria” mas que o facto das receitas serem para um instituição com fins sociais, como foi o caso do ano passado para a Casa Mãe, poderá despertar nas pessoas o interesse de ajudar uma causa. Contudo o vereador vinca que o sucesso da Avinho é garantido, a menos que o tempo não ajude, dizemos nós.

Monday, April 09, 2007

Aveiras de Baixo espera pelo Vale Gerardo






Aveiras de Baixo deposita toda a esperança de crescimento na aprovação do plano de pormenor do Vale Gerardo, que é visto como um balão de oxigénio, dado que a freguesia é muito limitada no que concerne a áreas de construção. Situada entre REN e RAN, entre outras condicionantes, Aveiras de Baixo poderá ver o seu desenvolvimento naquele vale, com cerca de 17 hectares onde serrão construídas 120 habitações.


Aveiras de Baixo no concelho de Azambuja está a contar com a aprovação do pleno de pormenor do Vele Gerardo para uma nova dinâmica na sede de freguesia.
Segundo Silvino Lúcio presidente da Junta de Aveiras de Baixo, a autarquia tem esperança que com a aprovação daquele plano, se fixem mais jovens casais na freguesia e assim não decresça a população.
O espaço foi comprado pela Câmara Municipal de Azambuja há alguns anos, tendo custado perto de 150 mil euros.
Na altura, e segundo o presidente da junta, parte do vale com cerca de 17 hectares, estaria destinado a habitação mas também a uma quinta pedagógica. P+assados alguns anos a situação alterou-se ligeiramente. Silvino Lúcio continua a apostar na criação da quinta pedagógica, mas a prioridade passa agora pela construção de 120 moradias, com o objectivo de criar outra dinâmica no local.
O enorme espaço verde que se perde no horizonte, está agora nas mãos da CCDR (Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional) para a aprovação do plano de pormenor.
Durante uma visita ao local, inserida nas reuniões descentralizadas, levadas a babo pela Câmara Municipal de Azambuja, o presidente da junta considerou de “máxima importância” a elaboração deste plano “os documentos já foram entregues, agora estamos à espera. E segundo o que temos ouvido todos os planos de pormenor, estão parados em função do PROT (Plano Regional Ordenamento do Território”, que estará aprovado “até ao fim do ano, segundo dizem” referiu Silvino Lúcio.
Para o local e com a prospectiva das cerca de 120 moradias, rumarão muitas famílias. Um dado também contemplado na carta educativa, que desenhou para o local, um centro escolar, também de modo a garantir condições de estudo ás crianças.
Nesta visita onde Joaquim Ramos, presidente da Câmara Municipal de Azambuja não participou, devido à presença do ministro da agricultura numa cerimonia da Caixa Agrícola Local, houve ainda tempo para dar conta de algumas preocupações dos autarcas de Aveiras de Baixo.
Já na localidade das Virtudes, Silvino Lúcio destacou a importância da valorização do único espaço desportivo da freguesia, com a construção de bancadas e da sede social da associação. Por outro lado o autarca anunciou que já estão em curso as negociação com alguns proprietários de terrenos contíguos à futura estrada de ligação a Azambuja.
Este é aliás um assunto eu tem sido recorrente nas visitas da autarquia. Na última visita Joaquim Ramos salientou a importância desta via para uma ligação mais segura a Azambuja.
O edil terá dito na altura que a autarquia ainda não tinha um acordo coma REFER para a pavimentação e regularização da estrada.
Contudo confirmou que já existe um técnico destacado para acompanhar as obras da estrada e vincou que “vamos reperfilar a estrada, que vai entrar em terrenos particulares, mas já contactei alguns proprietários e já estão disponíveis para fazer a cedência de terreno”. Uma versão confirmada pelo vice-presidente da Câmara Luis de Sousa, que sublinhou o esforço que a autarquia tem vindo a fazer para conseguir com os seus meios reperfilar a estrada, que passará a ser alcatroada e terá cerca de seis metros de largira, de modo a permitir a circulação em segurança, num troco de quase dois quilómetros, que liga actualmente em terra batida, a localidade de Virtudes, à vila e sede de concelho de Azambuja.
Ainda em Virtudes, o presidente da Junta anunciou a aquisição do convento. Segundo Silvino Lúcio, a câmara irá despender, após muitas negociações, perto de 65 mil euros para a aquisição do imóvel, já em avançado estado de degradação.
A autarquia vai agora renovar o arranjos exteriores ao edifício, e prepara-se para instalar uma cobertura assente em alguns pilares, que servirá apenas para que o convento não se degrade ainda mais.
Joaquim Ramos, presidente da Câmara Municipal de Azambuja, disse entretanto que uma das ideias passa por fazer daquele local “um auditório e centro cultural minimalista".

Planos de emergência preocupam bombeiros


O serviço municipal de protecção civil de Azambuja esteve reunido pela primeira vez na passada semana, desde que José Manuel Pratas assumiu a responsabilidade daquele pelouro. Os técnicos municipais e as diversas entidades que compõem o serviço, trocaram experiências, dúvidas e aproveitaram o momento conhecer alguma legislação recentemente aprovada, naquele sector.

A implantação dos planos de emergência das escolas do concelho de Azambuja foi um dos assuntos abordados passou pela colocação em prática dos plenos de emergência das escolas do município. Uma situação considerada importante por todos os intervenientes, mas cuja implantação, responsabilidade das escolas, ainda está atrasada.
Em todo o processo, apenas a escola secundária de Azambuja, tem um plano de emergência devidamente homologado pelo serviço nacional de protecção civil, mas há dois anos que o estabelecimento de ensino não realiza qualquer simulacro, a fim de testar todo o plano.
Segundo Pedro Cardoso, coordenador da protecção civil municipal, os restantes estabelecimentos de ensino, já têm em elaboração os planos, contudo o operacional lamenta a falta de adesão a uma reunião feita há dois anos, e cujo objectivo passava por esclarecer as escolas sobre o assunto.
Pedro Cardoso, diz no entanto que a protecção civil municipal está à disposição dos professores e dos agrupamentos para colaborar. O serviço fornece todas as ferramentas necessárias para a elaboração dos planos, mas reforça que a iniciativa deve partir dos agrupamentos, reforçando que no agrupamento de vale de Aveiras “já foi feita formação em todas as escolas, tendo em conta o plano de emergência e de evacuação”, por outro lado o coordenador destaca que os planos de emergência das escolas só poderão ser testados depois de aprovados e colocados em prática.
O responsável vinca também que todos os planos, antes de chegarem à entidade máxima que é o SNBPC; passam pelo seu gabinete, “a fim de serem revistos e corrigidas algumas situações” e argumenta com alguma certeza que os planos que estão ainda em elaboração em algumas escolas dos diversos agrupamentos “terão aprovação garantida” por parte da entidade.
Para a elaboração deste plano, foi distribuído um projecto tipo ás escolas “que depois é adaptado à estrutura da escola e ao número de alunos e professores”.
Estes, são aliás planos que devem mudar todos os anos. O responsável sublinhou ao Vida Ribatejana esta necessidade de ajuste, até porque qualquer plano de emergência tem alguns procedimentos personalizados, sendo considerados “planos activos e não passivos”.
Pedro Cardoso explica que é necessário alterar os documentos, todos os anos devido ao aumento ou diminuição de alunos e professores, mas também à constante mudança de professores de escola em escola.
Na prática “todos os planos dizem por exemplo que o professor x apaga as luzes, o y fecha o gás e a maioria dos professores nem fica mais de um ano nas escolas”.
Cada plano muda consoante a escola. A tipologia do edifício, a sua construção e as vertentes que lecciona. Neste caso o operacional lembra que os procedimentos não são os mesmos numa escola com laboratório de química, ou de uma básica apenas com uma ou duas salas. Mudam as indicações, os procedimentos a tomar numa possível evacuação e até os extintores têm de ser diferentes.
No concelho de Azambuja o coordenador do serviço refere que em alguns casos apenas falta para colocar no terreno alguns dos planos já aprovados, a colocação da sinalética, como por exemplo a indicação de saída de emergência ou das casas de banho. São os casos da Escola Integrada de Azambuja, do agrupamento do Vale de Aveiras “o pessoal empenhou-se e a única coisa em falta é a implementação de toda a sinalética, faltando nestes casos a aprovação do serviço nacional de bombeiros”.
Apenas no agrupamento de Manique do Intendente, que inclui Alcoentre existe algum atraso “têm havido obras e alterações nas infra-estruturas e por isso há um atraso”.
Contudo o operacional revela-se mais preocupado com os planos de emergência dos estabelecimentos de ensino do pré-escolar, cujos documentos nunca chegaram à protecção civil municipal e por isso, não há conhecimento dos procedimentos a ter em conta nas instituições, em caso de uma emergência.
Pedro Cardoso, refere por seu lado que no caso do município de Azambuja “vamos estabelecer contactos com as várias entidades e pedir que nos seja (ao serviço municipal de protecção civil” cedidos esses planos, para podermos fazer os nossos planos prévios de prevenção, o que só é possível conhecendo os documentos das instituições”.
O operacional vinca entretanto que nesta situação, estão todas as instituições do concelho com as valências de creche, pré-escolar ou mesmo centro de dia e lar com internamento.
É também na vertente de lar que o serviço municipal de protecção civil, está apostado em mudar algumas coisas. Pedro Cardoso vinca que é da responsabilidade da segurança social fiscalizar esses estabelecimentos, mas confirma que existem instituições cujas plantas de emergência são desconhecidas para o serviço.
Pedro Cardoso, acentua mais a sua preocupação, quando salienta que nos “Casais da Lagoa existe um lar de idosos que ainda não está licenciado” que é dirigido por uma entidade particular.
Cardoso salienta que nestes casos as plantas de emergência, são muito importantes, assim como os consequentes testes de operacionalidade. Contudo com ou sem planos de emergência, “todos os lares são preocupantes”, e reafirma que está em causa a pouca mobilidade dos seus utentes “e num lar onde há muitos residentes com pouca mobilidade, tenho a certeza que as instituições não conseguem ter muitos funcionário para que num caso de emergência se faça uma evacuação rápida, não é fácil”, mas acrescenta que “aquilo que sei é que todos os lares deste concelho têm sistema de emergência contra incêndios, que estando operacionais vão dar um alerta e vão fazer com que as coisas se minimizem” acrescentando que num caso de incêndio real num lar “é sempre uma situação complicada” disse.

Sunday, April 01, 2007

Presidente da Junta contra separador central


Hélio Justino presidente da junta de freguesia de Samora Correia diz-se preocupado com as inúmeras reclamações que têm chegado ao seu gabinete. Em causa esta a colocação de um separador no Porto Alto com mais de 20 centímetros de altura, e que está a deixar a população e os comerciantes indignados.
Segundo o presidente da Junta, este separador foi colocado pela direcção de estradas de Santarém, contudo nem a junta nem a Câmara de Benavente, foram consultadas.
O autarca referiu à Rádio Ribatejo, que sabia apenas oficialmente da construção de duas rotundas, e que do separador apenas tinha a informação por parte da população. Em reunião com o presidente da Junta, Antonio José Ganhão, presidente da Câmara de Benavente afirmou também o Desconhecimento de toda a situação, mostrando-se, segundo Hélio Justino, surpreendido com o assunto.
Justino vinca que foi numa reunião com a direcção de estradas que ficou a saber da decisão “de construir um separador central ininterrupto entre rotundas por razões de segurança. Esta foi a argumentação do director de estradas”.
O presidente da junta considera que o separador representa um impacto negativo para aquela zona, nomeadamente junto dos empresários mas não só.
O edil salienta que numa reunião pública entre a população e o director de estradas de Santarém na sede da Junta de Freguesia, onde fiaram patentes outros problemas causados por aquele separador com quase dois quilómetros de extensão.
Desse encontro resultaram para já alguns melhoramentos “ em alguns casos pontuais” segundo diz Hélio Justino.
Mas as preocupações do autarca não ficam por aqui. Depois destas obras as dificuldades no trânsito naquele troço avolumaram-se. Para além de trazerem mais tráfego para a vila “o que é contrario aquilo que queríamos. Uma vez que veio trazer mais camiões para dentro da localidade”.
Por outro lado, lembra que não podem ser efectuadas viragens à esquerda, o que obriga os veículos a fazer a inversão de marcha nas rotundas, resultando daí um impacto negativo para os inúmeros empresários que ali têm os seus negócios.
Também a segurança é uma preocupação dos autarcas e população. Em caso de acidente, o socorro torna-se mais difícil, até porque só há uma via para cada lado, e isso pode prejudicar o trabalho dos bombeiros.
O edil diz que a construção de uma dou duas rotundas pode ser uma das possibilidades, para minimizar o impacto deste separador.
Nesta altura o processo está num impasse. Hélio Justino anunciou que o presidente da Câmara de Benavente já solicitou uma reunião com o director geral do Instituto das Estradas, e que nesta altura a junta está expectante, até porque está a correr junto da população um abaixo-assinado e vinca que “o executivo da junta de freguesia de Samora Correia, também não concorda com a colocação daquele separador” disse.