Wednesday, September 26, 2007

CDU e utentes preocupados com a saúde


O protesto contra o estado do Serviço Nacional de Saúde, mobilizou no passado fim-de-semana, milhares de pessoas em vários pontos do país. Em Azambuja, cerca de meia dúzia de utentes distribuíram papeis à porta do novo centro de saúde do concelho, e reivindicando a optimização do edifício inaugurado este ano

Milhares de pessoas reivindicaram no passado sábado melhores condições do serviço nacional de saúde
A iniciativa que teve lugar a nível nacional, juntou protestos oriundos de todo o país numa vigília no Saldanha em Lisboa “em defesa do Serviço Nacional de Saúde”.
As acções que se estenderam a vários pontos do país, abarcaram também o concelho de Azambuja, onde recentemente o serviço de urgências nocturno foi desactivado.
Em frente ao edifício, uma pequena delegação de cidadãos, na maioria afectos ao partido comunista que em parte deu cobertura àquela acção, alertou para o facto do edifício estar a ser utilizado aquém das suas potencialidades.
António Nobre, vereador do PCP na Câmara Municipal de Azambuja, que não esteve presente na acção, tem sido uma voz recorrente contra o encerramento das urgências nocturnas.
É frequente o vereador indagar o executivo socialista sobre o estado da saúde no Municipio, sendo que para o próximo dia 27 já está marcada uma conferência de imprensa sobre saúde.
Elsa Couchinho porta-voz do movimento cívico em Azambuja, considera que o actual edifício do centro de saúde inaugurado o ano passado está a ser utilizado aquém da sua capacidade máxima.
A porta-voz, lembra que para além do encerramento do serviço de urgências nocturnas “foi feito aqui um grande e bom investimento em termos de instalações” mas há, na opinião da responsável “carências ao nível dos médicos de família e de outro pessoal técnico” bem como de consultas de especialidade.
Mas na radiografia que faz do concelho de Azambuja, aponta também outras lacunas, como é o caso “da Junta de Freguesia de Vila Nova da Rainha que nem sequer tem um posto de saúde, ou qualquer outro serviço a funcionar directamente junto da população”. Vila Nova da Rainha tem todavia umas instalações modernas inauguradas este ano, e com um espaço destinado para um pequeno gabinete para um médico. Esta tem sido uma reivindicação antiga do executivo da junta (PS) que há muito tem insistido junto de Antonio Ramalho, director do centro de saúde de Azambuja para colocar um médico naquele posto.
Do restante concelho, Elsa Couchinho também faz um diagnostico pouco positivo. A responsável lembra que existem locais onde os serviços de saúde “são prestados em condições muito precárias” ao nível “dos recursos humanos e do próprio espaço físico”.
Ainda inserido nesta “luta” também os cidadãos de Alenquer protestaram junto do ministério da saúde na passada sexta-feira.
A coordenadora da Comissão de Utentes e a Comissão de Utentes de Santana da Carnota, esteve presente na vigília na passada sexta-feira em frente ao ministério da saúde, onde entregou um abaixo-assinado das Extensões de Saúde do Concelho de Alenquer e uma carta aberta, ao Ministro da Saúde, sobre as condições do Serviço Nacional de Saúde naquele concelho.

Mendes e Menezes em Vila Franca e Azambuja

Marques Mendes está acorrer o país em busca de apoios para a sua recandidatura à liderança do PSD. Nesse sentido, Mendes deslocou-se a Azambuja e a Vila Franca de Xira na passa quarta-feira, onde falou aos militantes locais.
Do discurso de Marques Mendes, feito aos militantes vila-franquenses no clube da cidade e quase totalmente virado para fora, ficaram alguns elogios ao vereador Rui REI “que apesar se ser o único vereador do PSD, e apesar de ser vereador sem pelouro, tem iniciativa, acção e isso é particularmente importante, não obstante de todas as dificuldades que a oposição sente”.
Na óptica nacional, o presidente do partido não deixou de ter criticas a José Sócrates e ao governo socialista. Mendes salienta que o país está a meio de uma legislatura, e que se trata de um momento sensível, destacando que “ao fim de dois anos e meio não há resultados da governação”.
Mendes acusou Sócrates de não cumprir as promessas feitas aquando da sua candidatura a primeiro-ministro e diz acreditar que “há ano e meio atrás muitos portugueses, alguns dos quais já votaram no PSD acharia que o engenheiro Sócrates era invencível e que o PS estava para durar muitos e largos anos”.
Para Marques Mendes o país “não está bem” e exemplifica com o facto do desemprego estar a diminuir na Europa “mas em Portugal aumenta. Estamos numa fase em que as desigualdades sociais na Europa vão-se atenuando. Mas em Portugal agravam-se” referindo que o país não está a conseguir acompanhar as principais mudanças na Europa.
Marques Mendes não esconde de resto que o objectivo desta “cruzada” visa a sua eleição como primeiro-ministro, argumentação que repetiu aliás em Azambuja, num jantar com os militantes pouco antes de se deslocar para Vila Franca de Xira.
O líder do PSD, perante cerca de sessenta pessoas, o mesmo numero que o ouviu em Vila Franca de Xira, fez também questão de prometer ajuda para uma nova sede. Há três anos que o PSD de Azambuja reúne em locais diferentes “isso não pode continuar a acontecer. O PSD tem por isso dificuldades em fazer politica em Azambuja, mas tem muita gente que está connosco e que poderá estar cada vez mais no futuro”. O líder dos laranjas deixou de resto um desafio aos presentes “vamos ter de encontrar uma solução com a ajuda local e nacional” assegurando negociações com Miguel Macedo, o secretário-geral do PSD que trata das finanças “mas considero importante para que possamos dar uma ajuda para que a família social-democrata aqui, tenha uma sede onde possa reunir, conviver e trabalhar” disse.

“Ota está morta e enterrada”



Marques Mendes considera que a implantação do Aeroporto na Ota é um assunto já arrumado. O líder do PSD considera que essa não era uma boa solução para Portugal, e aponta como alternativa a localização em Alcochete, que será mais barata para o país.
O líder do PSD vinca entretanto, que a hipótese Ota, se esgotaria em poucos anos, uma vez que não tinha hipóteses de crescimento ou de ampliação, vincando que Ota “era uma solução casa, insegura e transitória”.
Confrontado pelo Vida Ribatejana sobre o pedido de indemnização dos autarcas da região refém de medidas preventivas, o líder do PSD argumentou “não fui eu que prometi um aeroporto na Ota, foi o governo”.
Todavia Mendes referiu que na sua opinião “Ota está morta e enterrada”, mas segundo o líder falta ainda definir as novas soluções. “Ou Alcochete ou a Portela mais um, sendo que mais um, poderá ser Alcochete”.
Marques Mendes refere que “de alguma forma eu compreendo que os autarcas se revoltem com o governo” argumentando “que o governo prometeu, como está à vista, aquilo que não podia prometer”, salientando que “o que interessa é o interesse nacional. E do ponto de vista do interesse nacional, eu acho que o recuo que o governo foi obrigado a fazer na Ota é uma vitória do país” salientando mais uma vez as expectativas regionais criadas a muitos autarcas “que foram defraudadas”.


Ao contrário do que defendeu Marques Mendes na visita que fez a Vila Franca de Xira e a Azambuja, Menezes que também esteve nestes municípios, opta por deixar a +ultima palavra para os técnicos que estão a seguir o assunto.
Em declarações feitas ao Vida Ribatejana, à margem de um jantar com militantes em Azambuja, o candidato à liderança do maior partido da oposição, salientou que na sua opinião nada está ainda decidido, pelo que “qualquer decisão deve ser tomada em função dos estudos técnicos que devem ter em linha de conta todo o tipo de questões que estavam em cima da mesa” tanto no que toca ás questões financeiras de segurança ou ambientais “ e até a economia regional. E depois tendo em conta esses parâmetros, devemos decidir sem polemizar em excesso essa questão”, ressalvando que a questão em torno da construção do aeroporto deve ser feita de forma tranquila e sem polémicas, reiterando “que não se deve tirar proveito político circunstancial deste tipo de questões”. O candidato acusou Marques Mendes de ser “nestas matérias verdadeiramente populista. Quando ataca a nomeação determinados agentes políticos para determinados cargos ou quando discute a problemática da Ota como discute…ou quando faz cair Câmaras, como faz” salientando que nestes casos “estamos perante um populismo menos responsável”.
Contudo as criticas de Menezes apontam o dedo a Marques Mendes no que toca ás nomeações para a Caixa Geral de Depósitos. Em causa estão declarações do actual líder do PSD, que criticou as nomeações de Armando Vara e Fernando Gomes para o banco do Estado.
A este propósito, Luis Filipe Menezes, argumenta que as criticas apontadas por Mendes não fazem sentido. O candidato presidente da Câmara de Gaia prometeu não “perseguir militantes de outros partidos, só porque foram nomeados para determinados cargos” acrescentando que “amanhã o companheiro Marques Mendes quando abandonar a politica pode precisar de se afirmar do ponto de vista profissional num cargo semelhante ao do doutor Vara. Acho que o facto de ter sido ministro em Portugal, já é o suficiente para afirmar um curriculum que lhe permite ser vogal da Caixa Geral de Depósitos” esclareceu Luis Filipe Menezes.
Em declarações ao Vida Ribatejana, o candidato não descora a candidatura a primeiro-ministro, porque diz “normalmente é isso que acontece” contudo esclarece que “sou cumpridor de todos os passos formados que têm de ser dados”. Primeiro a candidatura a líder do partido, e depois uma possível candidatura a chefe do governo.
Aliás Luis Filipe Menezes, diz ter a percepção de que as bases estão consigo. O candidato tem granjeado apoios de peso na região e de algumas concelhias.
Não são os casos de Vila Franca de Xira ou de Azambuja, cujos presidentes Luis Leandro e Rui Rocha, respectivamente, que fazem parte da comissão de honra de Marques Mendes.
Contudo em Azambuja, Menezes conseguiu apoios de peso. São os casos de Leonel Santa Rita, mandatário concelhio e de Virgínia Estorninho, ex. Vereadora do PSD na Câmara de Azambuja e que tem sido uma critica da presidência de Marques Mendes.
Luis Filipe Menezes, salienta no entanto que não desejava estas eleições antecipadas. Contudo a perca da Câmara de Lisboa do PSD para o PS, deram origem, segundo Menezes, a que Marques Mendes “assumiu publicamente uma crise. Assumiu que tinha falhado à frente da liderança do partido” e prossegue dizendo “não é normal um líder que tem dois anos de mandato, ao fim de um ano e pouco demitir-se”.
À semelhança de Marques Mendes, Luis Filipe Menezes e a sua comitiva estiveram depois no clube vila-franquenses em Vila Franca de Xira, onde responderam ás perguntas dos cerca de meia centena de militantes presentes.

ALENQUER E AZAMBUJA APOIAM TGV

As câmaras de Alenquer e Azambuja aguardam com algumas expectativa para o anúncio final para a construção do futuro aeroporto internacional de Ota. Em causa está o traçado do TGV que está agora em discussão pública, mas que poderá, segundo o presidente da Câmara de Azambuja, estar condicionado à estrutura aeroportuária.



Jorge Riso vice-presidente da Câmara Municipal de Alenquer considera que o impacto do TGV (Comboio de Alta Velocidade) pouco ou nada irá alterar a vida do concelho.
Numa altura em que o estudo de impacte ambiental está em discussão pública, o vereador alenquerense salienta este como um sinal do progresso que o município de Alenquer terá de viver nos próximos anos, a par com as restrições para a construção do aeroporto na Ota.
Em declarações ao Vida Ribatejana, Jorge Riso salienta que “este estudo não nos trás, a nós que já os esperávamos, grandes novidades. Sabemos que este traçado como qualquer outro que cruzasse o concelho teria de facto alguns impactos. Quer no âmbito da paisagem ou do desenvolvimento do concelho através das servidões que vai implicar”.
O vereador considera por isso que este tipo de impactos já esperados no município de Alenquer “são próprios de uma obra desta envergadura”, argumentando que o impacto que será sentido, será quase um mal necessários dado “que é em prol de uma obra de interesse público”.
Salvaguardando as devidas diferenças com o impacto da construção do aeroporto em Ota, Jorge Riso vinca que a construção do troço do TGV, terá “um impacto muito inferior, na minha opinião pessoal, face ao impacto do aeroporto”.
Riso vinca que o traçado escolhido pelos técnicos “tanto quanto sei, não interessa nem deixa de interessar ao concelho. Já esperávamos que acontecesse. Podia ser mais para ou lado ou outro, mas nunca poderia fugir daquela porção deste concelho” explicando que tal “não ocupa só o nosso território” destacando que o projecto tem início fora do concelho de Alenquer.
Jorge Riso destaca também que este projecto trará para Alenquer e concelhos limítrofes, um impacto considerável ao nível das acessibilidades. Para o vereador este traçado “ quer uma infra-estrutura ou outra (Ota ou TGV), que são de interesse nacional para o desenvolvimento do país. E não é será o concelho de Alenquer que irá objectar para que esse interesse seja colocado em causa, como se diria mais vulgarmente este é um mal necessário”, vincando a necessidade de minimizar os impactos negativos que a estrutura possa ter “ e maximizar e potencializar os benefícios que possam daí advir”.

Azambuja prefere TGV junto a Alcoentre

À semelhança de outros municípios, também o concelho de Azambuja será atravessado por uma de duas alternativas ao traçado proposto para o TGV.
Joaquim Ramos presidente da Câmara Municipal de Azambuja, à semelhança de outros presidentes de Câmara da região, considera o TGV um mal necessários, mas que pode em algumas situações trazer algumas mais valias.
Dos dois traçados apresentados que agora estão em discussão publica e que atravessam o concelho de Azambuja “há um deles que é melhor que outro”.
Ramos diz preferir o traçado que passa mais perto de Alcoentre “há outro que se afasta mais, contudo parece ser este que menos impactes ambientais” mas que é, segundo Ramos os preferido por que está a fazer o estudo deste projecto.
Em declarações ao Vida Ribatejana, o presidente da Câmara de Azambuja explicou que o traçado preferido dos responsáveis pelo estudo pode trazer algumas condicionantes ao turismo no concelho. Ramos salienta que essa alternativa irá passar muito próximo de zonas que “têm um potencial turístico muito grande” salientando que o TGV é uma mais valia a nível nacional “nuca o é a nível local porque se trata de mais uma condicionante e mais uma estrutura que passa aqui pelo concelho e sem acrescentar qualquer mais valia”.
O autarca lembra entretanto que todo o traçado deste projecto “esta condicionado pelo aeroporto na Ota” por isso sustenta ser legitimo partir do principio que “se houver aeroporto na Ota, há TGV. A não haver aeroporto na Ota, se calhar aquele traçado extingue-se”

Monday, September 24, 2007

Novo mercado municipal inaugurado sábado


Joaquim Ramos inaugura no próximo sábado o novo mercado municipal da vila de Azambuja. O autarca salientou ao Vida Ribatejana a importância da obra, e lembra que a demora na sua conclusão se deveu a uma série de contratempos relacionados com os arranjos exteriores do espaço


Está marcado para o próximo sábado a inauguração do futuro Mercado Municipal de Azambuja. O assunto está a ser aguardado com alguma expectativa por parte dos azambujense, tanto mais que há muito que a obra espera para ser aberta ao público.
O novo espaço agora situado na Urbanização da Quinta dos Gatos mereceu algumas criticas por parte de comerciantes que há muito que viam o espaço concluído, e a degradar-se, sem que fosse utilizado.
Joaquim Ramos presidente da Câmara Municipal de Azambuja, confirma algum atraso devido à corrente eléctrica e a alguns reajustamentos ao nível da construção civil, mas lembra que no fim do ano passado a Câmara promoveu uma reunião pública onde a população debateu o enquadramento do edifício.
Em causa estava, não só os prédios vizinhos da estrutura, mas também o facto de toda a urbanização estar envolta em obras de requalificação o que segundo o edil também atrasou a abertura do edifício. Ramos salienta que “não ia abrir o mercado no meio de uma situação em obra, sem estacionamentos, com as calcadas por fazer. Isso tudo já está concluído”.
O projecto que foi alvo das críticas da oposição, tem agora segundo Ramos melhores condições para os comerciantes e para o público em geral. Nesse sentido o autarca desafia “para os que quiserem ver, e não para aqueles que não querem ver” o facto de se terem “criado ali uma série de lugares de estacionamento em mobilidade total com a escola e que era também um dos grandes receios das pessoas”, sendo que a nova estrutura já possui locais específicos para cargas e descargas destinadas aos comerciantes, situação que não acontecia no antigo edifício.
O novo espaço fica agora integrado numa zona que está em expansão na vila de Azambuja. Na mesma urbanização coabitam agora uma escola do primeiro ciclo, o novo centro de saúde, o mercado municipal e o complexo do Pátio do Valverde, onde para além de existirem uma série de serviços da Câmara, existe também um café-restuarante que abrirá em breve e que trará, como anteriormente, centenas de pessoas àquela zona da vila.
Para além destas estruturas, existe ainda o campo da Feira de Azambuja, onde uma vez por mês se realiza o mercado mensal, a feira de Maio e a praça de toiros que todos os anos, se enche de aficionados da festa brava.
Joaquim Ramos não quis deixar de recordar que há quatro anos atrás, o local onde hoje se encontra o novo edifício do mercado municipal, era um conjunto de três casas, sendo que duas delas nunca chegaram a estar concluídas.
Aquele foi de resto o primeiro espaço destinado a habitação social do município. No início dos anos 90, a autarquia na época presidida por João Benavente, escolheu aquele local para edificar três habitações destinadas aos desalojados de uma cheia, que tinha deixado sem casa algumas famílias que moravam perto do antigo campo do ribeiro.
Ramos salienta que aquele “era um espaço desqualificado, encostado ao pátio do Valverde numa zona nobre da vila. Hoje o espaço está totalmente requalificado” disse.

PSD - Azambuja em guerra

Os elementos da Lista b que no mês passado desistiram de participar nas eleições para a concelhia, apelaram em comunicado aos órgãos do PSD Azambuja, para que as eleições para líder do partido se realizem em Aveiras de Cima. Os subscritores do comunicado consideram que o local escolhido pode não ser o mais indicado dado que é propriedade de um apoiante de Marques Mendes


António Jorge Lopes e Jorge Fazendas, pagaram das suas contas bancárias as quotas 33 militantes, e o partido considero que tal pagamento “em massa” não podia ser aceite.
Desde aí, os militantes e proponentes da Lista B, têm efectuado algumas diligências para resolver a situação que consideram “injusta” alegando que os militantes a quem pagaram as quotas o tinham autorizado, e em muitos dos casos pagaram mesmos as quotizações, mas a Jorge Lopes e Fazendas.
O Vida Ribatejana sabe que seis desses 33 militantes já têm a situação resolvida. Já pagaram as quotas das suas próprias contas bancárias, e já poderão votar no dia 28 para o líder nacional do PSD. Os responsáveis pela então lista B, referiram também que os restantes militantes, também terão em breve a situação regularizada e que a nacional do PSD já devolveu o dinheiro adiantado por Lopes e Fazendas.
Com as eleições para a nacional à porta, voltam algumas das reivindicações feitas aquando as eleições para a concelhia.
Num comunicado enviado à comunicação social são levantadas de novo dúvidas quanto à imparcialidade destas eleições.
Jorge Fazendas que assina o documento salienta que “António José Matos, ultimamente tem convocado e realizado as eleições na sua própria casa de habitação, o que põe em causa o normal funcionamento de qualquer Assembleia Eleitoral, a transparência e imparcialidade das respectivas eleições, bem como a garantia efectiva da pluralidade de opiniões”.
Por outro lado o militante, que em conjunto com Jorge Lopes é apoiante da candidatura de Menezes à liderança do partido lembra que Matos é o presidente da Mesa da Assembleia do PSD/ Azambuja “ e deverá integrar a comissão de honra do Dr. Marques Mendes, pelo que, desde já, devem ser criadas todas as condições para a realização de eleições sérias e justas na Secção de Azambuja do PSD”.
Nesse sentido, e argumentando que o município de Azambuja é um concelho grande e disperso, defende a realização das próximas eleições na Junta de Freguesia de Aveiras de Cima, pelo que já foi dado conhecimento disso ao presidente da mesa, através de “abaixo-assinado subscrito por 50 militantes do PSD/Azambuja”.

Comissão politica não comenta


Em declarações ao Vida Ribatejana, Luis Leandro presidente da concelhia do PSD, diz não comentar as declarações de Jorge Fazendas.
Leandro vinca que tal acção “serve apenas os interesses dos nossos adversários e, nomeadamente, do Partido Socialista”.
Contudo o presidente da concelhia considera que existem “meias-verdades” no comunicado assinado por Jorge Fazendas.
Desde logo lembra que os est6atudos do PSD referem que “um décimo dos militantes pode requerer a convocação de uma Assembleia extraordinária”, acrescentando que “compete ao presidente da Mesa efectuar as convocatórias, designando data, hora e local das reuniões”.
Quanto ás próximas eleições, para líder do PSD, Luis Leandro salienta que no caso da “a eleição do presidente do PSD e dos delegados ao Congresso, a data e hora foi estipulada já, conforme o regulamento aprovado pelo Conselho Nacional. Aos presidentes das mesas das assembleias competirá apenas designar o local”
Leandro ataca ainda Jorge Lopes, lembrando que foi este que encerrou a sede do partido onde se realizavam todos os actos eleitorais, lembrando que a falta de um espaço levou a que os actos eleitorais e assembleias se realizassem numa tertúlia propriedade de Antonio José Matos, vereador e presidente da mesa da assembleia.

As viagens do Zambujinho


Os alunos dos agrupamentos das escolas do concelho de Azambuja vão ter a hipótese de a partir de 15 de Outubro descobrir o património local. O projecto “Viagens do Zambujinho” promete nove rotas em todas as freguesias destinadas ás crianças do primeiro ciclo.

O sector da educação da Câmara Municipal de Azambuja quer promover o património do concelho junto das escolas.
Nesse sentido, a autarquia vai colocar em prática uma série de iniciativas, que têm como objectivo dar a conhecer as potencialidades do município.
Marco Leal vereador da educação da autarquia azambujense salienta que depois de uma análise aos projectos educativos dos vários agrupamentos escolares “foi detectada alguma dispersão ao nível dos planos de actividade”.
Na maioria dos casos, refere o vereador “eram utilizados recursos fora do município, quando já há coisas aqui que podem ser aproveitadas”.
As visitas a outros locais do país, são para o vereador importantes, contudo atribui também uma importância significativa aos recursos concelhios e ao património local.
Contudo a autarquia já testou este modelo com as férias desportivas. Leal argumenta que enquanto na maioria dos concelhos limítrofes as ferias desportivas dedicadas aos jovens. Realizam-se num determinado local fixo, no município de Azambuja “houve a preocupação de descentralizar porque tínhamos a noção, por exemplo, que muitas das crianças de Azambuja nunca tinham ido a Vila Nova de São Pedro”. O projecto correu bem, e embora não tenha sido uma rampa de lançamento acabou por servir também para em certa medida monitorizar algumas ideias.
Foi nesse sentido que os responsáveis da autarquia idealizaram “As viagens do Zambujinho”. Um projecto que tem como principal alvo as crianças do primeiro ciclo e que vai decorrer até ao próximo ano, todas as segundas-feiras.
Ao todo serão nove, as rotas que as escolas poderão visitar. A iniciativa vai arrancar no próximo dia 15 de Outubro e englobará as nove freguesias do município.
Paulo Louro Chefe de divisão de educação e juventude da Câmara Municipal de Azambuja, explicou ao Vida Ribatejana que a norte do concelho as Freguesias de Maçussa e Vila Nova de São Pedro estão agrupadas numa única rota “que será a Rota dos Moinhos”. Já na freguesia de Azambuja existirão duas alternativas. Uma rota dedicada a um percurso mais rural e outra mais urbano, que culminará numa sessão de Câmara “onde as crianças poderão mesmo intervir no período destinado ao público”
Das restantes freguesias destaca-se a Rota do Alto Concelho em Alcoentre, em que o objectivo é tentar dar a conheceras diferenças entre o alto e o baixo concelho de Azambuja. Em Aveiras de Baixo será implantada uma rota dedicada ao conhecimento do ambiente. Em Aveiras de Cima, o projecto terá como alvo o vinho, produto característico daquela freguesia.
Em Manique do Intendente a autarquia quer dar a conhecer o património local através da “Rota de Pina Manique”. Vale do Paraíso terá a “Rota dos Sentidos” e em Vila Nova da Rainha, será implantada a “Rota da Industria”.
A calendarização destas iniciativas já está feita “ e já foi comunicada as escolas” salienta Paulo Ouro “cabe agora ás escolas fazer a selecção das turmas que participam”.
A calendarização escolhida pela autarquia não permite nesta primeira fase que todas as turmas do primeiro ciclo tenham acesso a esta iniciativa este ano lectivo. Paulo Ouro realça que as iniciativas devem correr com tranquilidade, daí que se opte por não ter mais de uma ou duas turmas de cada vez. Ainda assim, em caso de sucesso as “Viagens do Zambujinho” poderão ser realizadas mais do que um dia por semana.
A autarquia lembra que a este projecto estão inerentes, alguns aspectos complicados de logística. Como são os casos dos transportes, materiais didácticos que a Câmara se compromete a assegurar.
Por enquanto apenas foi apresentado um ante-projecto junto do executivo municipal, até porque ainda estão a ser feitos alguns contactos com empresas particulares do concelho de Azambuja. Até à data segundo os responsáveis, as respostas dos empresários estão acima das expectativas, pelo que os alunos que integrarem as “Viagens do Zambujinho” e consequentemente as diferentes rotas estipuladas pela Câmara, terão certamente um dia diferente fora das salas de aula.

Monday, September 17, 2007

Ponte da Vala Real com obras paradas


As Estradas de Portugal (EP) confirmou ao Vida Ribatejana que as obras para a construção da nova ponte da vala real em Azambuja estão mesmo paradas.
Conforme já tinha anunciado o nosso jornal, as EP rescindiram contrato com a empresa Tecnovia, alegadamente devido ao “incumprimento do prazo de conclusão da obra, que deveria ter ocorrido em Janeiro do corrente ano”
O organismo tutelado pelo ministério das obras públicas, salientou ainda que não houve lugar a derrapagens financeiras e que “ prevê que as obras se reiniciem dentro de seis meses” apontando mais um ano para a conclusão das mesmas.
Até lá, a velha ponte continuará ao serviço tendo como limite veículos com peso até 30 toneladas, o que é largamente ultrapassado, sobretudo no Verão, altura em centenas de camiões e tractores atravessam a ponte carregados de tomate ou melão, com destino ás fábricas transformadores e aos mercados da região de Lisboa.
Mas esta não é uma preocupação nova. Aliás foi por causa do excesso de peso que autarcas e populares se “bateram” pela construção de uma alternativa.
Em 2001, a queda da ponte de Entre-os-rios alertava as consciências um pouco por todo o país. Multiplicaram-se os estudos e os levantamentos e conclui-se, no caso da Ponte da Vala Real, que esta não estava em risco eminente, mas suportava excesso a carga máxima que lhe estava designada.
Em sessão de Câmara, o assunto foi levantado por Virgínia Estorninho (PSD) que na altura interrogou o executivo presidido por Carlos Alberto Oliveira, sobre as reais condições da ponte.
A par com estas medidas da autarquia, agricultores, tractoristas e munícipes deram origem um movimento de cidadãos para pressionar as instancias governamentais.
À época, a ponte da Vala Real não tinha qualquer sinalização. Contudo as Estradas de Portugal vieram a concluir, aquilo que muitos já o afirmavam; que a ponte tinha uma tonelagem máxima de 5 toneladas, mas que por lá passavam camiões e tractores com pesos muito superiores aos permitidos.
Foram então iniciadas negociações com o Instituto de Estadas, e em dois anos a ponte foi reforçada, podendo nesta altura receber pesados até 30 toneladas.
Enquanto a ponte era reforçada, o IEP deu início ao projecto. Em 2003, um responsável pelo instituto de estradas anunciou que o projecto seria uma realidade em 2006.
Mas devido a vários atrasos, e até à data no local apenas existe parte da nova ponte e a velha ponte que dentro de um ano , se forem respeitados os prazos, deixará de existir.






Esqueletos encontrados em Azambuja

Dezenas de ossos, têm sido encontrados nas ruas envolventes da Igreja Matriz de Azambuja por causa das obras de requalificação do subsolo, os moradores da Rua Rolim de Moura já não estranham os achados, pois há muito que ouvem histórias sobre a existência de um antigo cemitério



Quem mora nas imediações da igreja matriz de Azambuja já não estranha, nem considera macabros os ossos humanos que têm aparecido. Com efeito sempre que há obras no subsolo das zonas envolventes ao edifício, são encontrados restos de ossos humanos que em muitos dos casos se encontram em bom estado.
Os mais velhos dizem que há muitos anos, aquele local era um extenso cemitério, e lembra que noutros tempos, as pessoas mais pobres eram sepultadas, devido ás suas crenças, em terrenos nas zonas envolventes das igrejas.
Segundo alguns relatos, não há uma história concreta sobre estes restos humanos agora encontrados, mas há a teoria de que muitos dos esqueletos agora encontrados, possam ter sido arrastados por possíveis aluimentos de terras, resultantes do terramoto de26 de Janeiro de 1531, que terá sido, muito mais greve que o terramoto de 1755 e que também chegou a Azambuja.
Relatos da época, veiculados pelo livro “Santa Maria de Azambuja” da autoria do historiador José Machado Pereira, dizem que grande parte do Ribatejo se sucumbiu ao terramoto.
Desde Santarém a Almeirim e Vila Franca de Xira, o livro conta a existência de situações de calamidade e de desespero “En el Azenbujera no avia casa ningua, murio mucha gente en ella. Una fuente se bolvio en sangre” refere o livro citando testemunhos encontrados em alguns documentos da época.
O mesmo livro, levanta ainda a duvida que possa ter existido no local onde hoje está a igreja matriz, outro templo. Contudo essa incógnita só deverá ser respondida através de um levantamento arqueológico.
Contudo todas as hipóteses que se possam colocar, segundos os peritos, não passam de teoria, dada a necessidade de investigar mais a fundo os achados.
Os peritos levantam também frequentemente a hipótese de no local ter existido um cemitério, onde seriam sepultados por exemplo os Cristãos. Os Judeus e os Muçulmanos, seriam sepultados em terrenos contíguos à igreja, mas separados, o que poderá também explicar o aparecimento das ossadas em locais não muito perto da igreja matriz.
Contactado pelo Vida Ribatejana, Luis de Sousa Vice Presidente da Câmara Municipal de Azambuja, salientou a importância dos achados, contudo diz que o IPAR não se opôs a que as obras de requalificação continuassem, desde que o subsolo fosse preservado.
Luis de Sousa argumentou que o IPAR tirou fotografias, e que a obra voltou ao normal.
Em Azambuja têm sido frequente este tipo de achados. Já em 2003, na rua do Espírito Santo, foram encontradas moedas de origem romana. Na rua principal, e enquanto se procedia à construção do saneamento, os trabalhadores encontraram vestígios de uma Azambuja mais antiga e de outros tempos. Até à data, as obras apenas abrandaram de ritmo, nunca foram interrompidas pelo IPAR.

FOTOS: José Sousa/Susana Rodrigues

Wednesday, August 22, 2007

TORRE BELA em FILME

Está em exibição no cinema “KING” em Lisboa o mais recente documentário sobre a ocupação da Quinta da Torre Bela no concelho de Azambuja.
Thomas Harlan, que assistiu e filmou os últimos acontecimentos na Torre Bela após o 25 de Abril, volta assim a ser noticia.
O documentário, que em breve poderá ser visto também em Outubro no Cinema - Atrium Azambuja, retracta a ocupação e os momentos vividos pelos populares naqueles dias.
Este filme dá conta de muitas das discussões à volta da ocupação e da intenção de a estender a propriedades vizinhas.
A ocupação da herdade do Duque de Lafões ficou como a mais conhecida na região e liderou o movimento de ocupações que se estendeu ás herdades da Marquesa, Ameixoeira, e Quinta do Mor, onde inclusive foi formada uma cooperativa e uma escola.
Já a Quinta da Bafoa era diferente. A propriedade tinha sido alugada pelo proprietário da Torre Bela a um empresário de Azambuja.
Se a Torre Bela tinha sido ocupada pela falta de trabalho, já na Bafoa o cenário era diferente. Não faltava trabalho e os trabalhadores uniram-se mesmo para i pedir uma ocupação feita pelos mesmos que tinham ocupado a Torre Bela.
Os sinos da igreja de Azambuja tocaram a rebate, a população juntou-se a não foi consumada a ocupação da Quinta da Bafoa, onde não faltava trabalho e cujo tomate ali cultivado era vendido à Sugal, fábrica que desde sempre se destacou na comercialização de derivados de tomate.

Tuesday, August 21, 2007

Praias fluviais preocupam bombeiros



Os bombeiros do Cartaxo e Azambuja já mostraram estão preocupados pelo facto das pessoas continuarem a utilizar as praias fluviais de Valada e Casa Branca, sem que estas tenham condições de segurança. Em breve está para nascer um projecto que reclassifica as duas praias e que vai permitir melhores condições aos banhistas.



A semelhança de inúmeras praias fluviais de norte a sul do país, Valada do Ribatejo ainda não possui as características que a considerem como tal. A segurança é uma das principais exigências do INAG (Instituto Nacional da Agua), sendo a presença de um nadador salvador ou dos bombeiros um dos requisitos mais importantes.
Nos últimos meses têm-se multiplicado as notícias de pessoas que morrem afogadas nas águas dos rios, e embora em Valada do Ribatejo isso não aconteça há largos anos, as autoridades preferem jogar pelo seguro.
Segundo apurou o Vida Ribatejana, os Bombeiros Municipais do Cartaxo e a Câmara Municipal têm-se desdobrado em esforços para que valada do Ribatejo se torne numa praia segura, já que durante a época estival, são muitos os que aproveitam para dar um mergulho e para apanhar sol.
O projecto que ainda está em estudo na autarquia, contempla um “posto avançado” para os municipais do Cartaxo, que poderão deslocar para ali, algum equipamento de apoio, que irão desde apoio humano, a um barco e uma ambulância.
Este ano os perigos do Tejo ficaram suficientemente conhecidos, quando um pescador foi arrastado pelas águas, tendo sido encontrado quatro dias depois na praia da Casa Branca em Azambuja.
Afastadas entre si, escassos quilómetros, as duas praias fluviais ainda não oferecem condições de segurança aos banhistas. Em Azambuja os bombeiros têm vindo a alertar para o facto da “Casa Branca” ainda não ter a característica de praia, sendo que no Cartaxo a preocupação das autoridades vai no mesmo sentido.
Mário Silvestre comandante dos municipais do Cartaxo, não esconde também a sua preocupação. O Tejo esconde perigos imprevisíveis, de onde destaca as fortes correntes e os fundões.
O operacional destaca que os fundões “não são permanentes. São variáveis em termos de localização” e explica que “os fundões formam-se e deslocalizam-se tendo em conta as marés” vincando a sua perigosidade.
Mário Silvestre exemplificou com o afundamento de uma embarcação utilizada no grande prémio de motonáutica “e depois de muitas buscas ainda não o conseguimos encontrar” destacando que a agressividade das correntes. Mário Silvestre garante que a zona do afundamento estava identificada “foram diligenciadas buscas nessa altura e nunca ninguém conseguiu ver o barco” independentemente dos mergulhadores que estiveram de serviço ao resgate da embarcação e da utilização de sondas.
O comandante dos municipais do Cartaxo, admite que o barco possa ter sido arrastado pela corrente, o que dá para ter a ideia da perigosidade do local.
Nesta altura as câmaras de Azambuja e Cartaxo têm em curso um projecto no âmbito da CULT (Comunidade Urbana da Lezíria do Tejo) para a classificação das duas praias. O Vida Ribatejana sabe que Azambuja e Valada ficarão ligadas por um passeio ribeirinho e que ambas as localizações serão alvo de obras de requalificação.

Monday, August 13, 2007

ADEUS PEDRO


Centenas de pessoas prestaram na sexta-feira a última homenagem a Pedro Salema. A morte do jovem bombeiro de 26 anos, não deixou ninguém indiferente.



A violência com que aconteceu o acidente, na última quarta-feira, e os momentos seguintes, foram um duro golpe nos bombeiros de Azambuja.
Passavam poucos minutos das quatro da tarde, quando Pedro Salema e Marcos Duarte recebiam a missão de salvar um doente em Vila Nova da Rainha. Os sintomas, ditados via rádio, faziam antever um AVC (Acidente Vascular Cerebral). Como fizeram tantas outras vezes, Pedro e Marcos, colocaram-se a caminho, assinalando a marcha de urgência.
Segundo testemunhas ouvidas pelo Vida Ribatejana, já na chegada à zona da Opel, a ambulância terá deparado com um pesado de mercadorias que saía de um dos armazéns de logística. A partir daqui pouco se sabe sobre a reacção de Pedro Salema. Pedro Cardoso comandante da corporação azambujense, esclareceu que ainda faltam muitas explicações sobre o acidente. Não existem travagens da ambulância, e o pesado também aparentemente não se terá apercebido da aproximação da viatura que assinalava marcha de urgência.
O alerta do acidente foi dado por um condutor que assistiu ao acidente. De imediato os bombeiros de Azambuja deslocaram-se para o local, a fim de salvar os colegas.
Os momentos seguintes foram muito complicados, com sentimentos que oscilavam entre a revolta por aqueles minutos parecerem horas, e a impotência de evitar o pior.
Foram os próprios colegas que tudo fizeram para salvar Pedro e Marcos. Pedro estava encarcerado, e pouco tempo consciente. Marcos, embora consciente, estava visivelmente em estado de choque.
No local, poucos minutos depois do acidente, a VMER declarou o óbito de Pedro Salema. Marcos foi transportado ao hospital de Vila Franca de Xira, mas teria alta pouco tempo depois.
As horas seguintes foram de angústia e desespero para os soldados da paz e para os familiares de Pedro Salema.
No quartel, o ambiente era de consternação e de pesar. Todos conheciam bem o Pedro, que entrou naquela casa em 1999. Contudo Pedro tinha sangue de bombeiro. O pai e o irmão mais novo já tinham estado na corporação, o Pedro seguiu-lhes os passos, a até ao dia 9 de Agosto de 2007.
Entre os colegas, o “Soneca” como era apelidado carinhosamente, era conhecido pelo espírito de sacrifício e de camaradagem. A dedicação à causa valeu-lhe elogios de todos, inclusive do comandante da corporação Pedro Cardoso, com quem Pedro tinha uma relação de muita proximidade.
O corpo de Pedro Salema esteve em Câmara ardente no salão nobre da instituição, de onde saiu para o cemitério de Azambuja ás 11 horas de sexta-feira.
O cortejo fúnebre foi seguido por centenas de pessoas, que quiserem acompanhar o Pedro à sua última morada.
A saída da urna que foi transportada em ombros pelos colegas, foi um dos momentos de maior emoção. Já na rua, centenas de pessoas aplaudiram a coragem do jovem Pedro Salema, ao mesmo tempo que a sirene chorava o desaparecimento dum filho da casa, em circunstâncias trágicas.
Uma das presenças mais notadas foi a de Rui Pereira, ministro da Administração Interna que fez representou o Estado nas cerimónias fúnebres.
Pedro Cardoso, ainda visivelmente emocionado, não conseguiu disfarçar a emoção de ver partir Pedro Salema. Todavia o comandante reiterou a confiança no seu grupo de trabalho, agradecendo inclusive o apoio demonstrado pela população e pelo corpo de bombeiros de Azambuja neste momento sensível da associação.
Nesta altura, ainda de luto, os bombeiros já retomaram o trabalho normal. Todavia e desde quarta-feira, altura do acidente, e até sexta-feira os soldados da paz azambujenses contaram com o apoio de outras associações.
Foram os casos dos bombeiros de Vila Franca de Xira, Vialonga, Castanheira, Alhandra e Alverca, que asseguraram todos os serviços habitualmente feitos por Azambuja, nomeadamente fogos e emergências médicas, bem como os serviços de rotina.
Também os núcleos da Cruz Vermelha do concelho de Azambuja, estiveram, solidários com os colegas, ajudando em alguns serviços e prestando-se mesmo as últimas homenagens ao Pedro Salema, através da guarda de honra.
Com tantas emoções à flor da pele, os soldados da paz estão a receber apoio psicológico por parte da Autoridade Nacional de Protecção Civil e do psicólogo da instituição.
Resta sublinhar que foi a Cruz Vermelha do Carregado, que se encarregou de socorrer a vítima de AVC em Vila Nova da Rainha.
A despedida não foi fácil. Ao comandante Pedro Cardoso coube a dificil tarefa de falar em nome dos amigos e companheiros.
As palavras saíram com dificuldade, mas ficaram eternizadas na memória de todos:
"Amigo,
És companheiro soldado da paz
És o ombro onde todos já nos apoiámos
És o sorriso que alegra os nossos corações
És o olhar que nos transmite coragem
És a plenitude da vida pelo amor, carinho e dedicação que ofereceste a cada um de nós e àqueles que com bravura socorreste!
Ser bombeiro, ser homem, filho, irmão e companheiro… tudo foste e eternamente serás!

Diz-se que o tempo tudo apaga mas a nossa memória pode reter momentos para sempre,
Para sempre serás o nosso guia e a tua chama alcançará a terra e o mar porque onde estiver um bombeiro, estarás tu!

Um abraço Soneca! "

Thursday, August 09, 2007

Azambuja está de luto


A bandeira dos Bombeiros de Azambuja está a mia haste. Faleceu um dos filhos da corporação. Pedro Salema cresceu na instituição e era estimado por todos.
O jovem de 25 anos perdeu a vida num acidente de viação ontem ás 17 horas, quando se deslocava a Vila Nova da Rainha para socorrer uma vitima de AVC.
Ainda sem qualquer explicação, a ambulância conduzida pelo jovem bombeiro ficou encarcerada debaixo de um camião, que saía dos armazéns do Pingo Doce em Azambuja.
Com o Pedro, viajava também Marco Duarte, a quem apenas foram diagnosticados ferimentos ligeiros.
No local estiveram mais de duas dezenas de colegas, que em vão tentaram socorrer o Pedro. No quartel dos bombeiros de Azambuja, o ambiente é consternação e de pesar.
O corpo do soldado da paz, estará durante todo o dia desta quinta-feira em câmara ardente no salão nobre do quartel. O funeral realiza-se amanhã (sexta-feira) pelas 11 horas para o cemitério de Azambuja.

Tuesday, July 31, 2007

Câmara autoriza a cedência do café do Pátio do Valverde sem hasta pública


PSD e CDU contestaram a fórmula encontrada pela maioria socialista para reabrir o café do Pátio do Valverde.
O anterior concessionário do espaço, que é pertença da Câmara, esteve quase dois anos sem pagar as rendas acumulando uma divida de 64 mil euros.
Joaquim Ramos presidente da Câmara Municipal de Azambuja, apresentou uma proposta onde o anterior concessionário, indicaria o futuro concessionário e cederia a o espaço. Contudo as forças da oposição consideram que esta não é a melhor solução e defendem uma nova hasta pública.
Durante a sessão do executivo da passada segunda-feira, foram vários os argumentos utilizados pelo presidente da Câmara para levar avante a sua proposta.
Desde logo Joaquim Ramos defende que esta é a única forma de resolver o assunto, sem que o espaço fique fechado ou à mercê dos credores “que poderiam no caso de uma hasta pública, reivindicar a massa falida”.
Por outro lado o autarca destaca que a empresa que irá ficar com o espaço, terá a obrigatoriedade de pagar as rendas que o anterior inquilino deve, incluindo os juros de mora.
António José Matos do PSD e António Nobre da CDU contestaram esta posição da Câmara asseguram não haver garantias, que a nova empresa cumpra o pagamento em divida, até porque no contracto de concessão a empresa não menciona qualquer intenção em pagar os cerca de 7.500 euros resultante dos juros de mora do processo.
Entre acusações de facilitismo e laxismo à Câmara por parte da oposição, a proposta acabou por ser aprovada apenas com os votos da maioria socialista.
Joaquim Ramos, adiantou entretanto que se os pressupostos da proposta da Câmara não forem cumpridos, ou aceites pelo novo concessionário, o documento regressará de novo a sessão de câmara para ser anulada.

FOGUETES PROIBIDOS PODEM CAUSAR FOGOS



Os bombeiros de Azambuja estão preocupados com o lançamento de foguetes incandescentes. Essa é uma prática que está proibida por lei, mas a falta de sensibilidade de algumas comissões de festas, de norte a sul do concelho, que ainda desrespeitam a lei, pode estar na origem de uma grande parte dos fogos, nomeadamente se estes forem à noite.

Embora não existam estatísticas que confirmem as suspeitas dos bombeiros, a grande maioria dos fogos florestais podem ter tido origem em queimadas ou no lançamento de foguetes. É por isso que durante esta altura do ano, estão proibidas essas acções no território nacional.
Contudo, segundo os bombeiros, os cidadãos não estão ainda suficientemente sensibilizados para o problema, sendo que todos os anos os soldados da paz são chamados a intervir em fogos com a possível origem em queimadas ou no lançamento de foguetes incandescentes.
Esta é uma situação preocupante para o Serviço Municipal de Protecção Civil da Câmara Municipal de Azambuja. Pedro Cardoso que também chefia os voluntários locais, considera importante a “preservação da cultura popular” através das festas. No entanto o tipo de foguetes usados pelas diversas comissões de festas não corresponde muitas vezes à licença passada pelos serviços municipais”
O operacional refere que o lançamento de fogo incandescente está proibido nesta altura do ano, e pese embora o facto do lançamento de fogo incandescente “o que se vê é o lançamento do foguete de cana que são peças incandescentes, que caem, e que não devem ser atiradas”.
Pedro Cardoso reafirma que existe na população “uma falta de sensibilização para esse facto. E que os foguetes são proibidos” apelando ao lançamento de fogo, mas daquele que é preso que não tem perigosidade de maior”.
Pedro Cardoso explica no entanto que o fogo preso “rebenta no ar e quando chega ao solo, já vem sem qualquer tipo de ignição”.
O concelho de Azambuja possui uma grande parte de floresta, e por isso as forças de segurança reforçam sempre nesta altura a sua atenção para precaver possíveis incêndios.
Contudo as preocupações não se estendem só à floresta. Ainda na semana passada os bombeiros foram chamados para um incêndio urbano na Rua dos Campinos em Azambuja.
O alerta foi dado por um popular, que ia despejar o lixo, e que deparou com uma parte de uma barreira a arder. O mato acumulado e a falta de limpeza por parte do proprietário, levaram a que o fogo se expandisse rapidamente pela costa acima, bem perto de algumas habitações. Só a rápida intervenção dos bombeiros evitou o pior. Este incêndio veio levantar junto dos moradores algumas dúvidas no que toca à segurança neste Verão.
A Rua dos Campinos vai em breve ser alvo de requalificação, mas até que isso aconteça, os moradores queixam-se da falta de limpeza das barreiras que em tempos serviram de suporte ao Bairro do Alto da Torre que era um bairro com casas ilegais, construído após o 25 de Abril, pelas pessoas com menos posses da vila de Azambuja.
O trânsito chegou a estar parado cerca de 20 minutos, o tempo necessário para que os bombeiros extinguissem o incêndio. Enquanto isso, automobilistas e moradores concordavam com a necessidade de uma limpeza ao local feita pelos proprietários, limpeza essa que foi feita no dia seguinte pelas máquinas da Câmara Municipal de Azambuja.

PRAIA DA CASA BRANCA RECUPERADA


Um passeio ribeirinho entre a praia de Valada do Ribatejo a Casa Branca e a sua requalificação Vão custar perto de um milhão de euros. O projecto inter municipal que envolve as câmaras de Azambuja e Cartaxo elaborado no âmbito da CULT terá como objectivo principal a fomentação do turismo e a segurança

A “Praia da Casa Branca” em Azambuja vais sofrer obras de beneficiação no próximo ano. Segundo Joaquim Ramos presidente da Câmara Municipal de Azambuja, o local irá ser totalmente transformado e por isso a Câmara não fez a habitual concessão anual do bar de apoio à praia fluvial.
O edil explicou ao Vida Ribatejana que as câmaras de Azambuja e Cartaxo têm um projecto comum, no âmbito da CULT (Comunidade Urbana da Lezíria do Tejo), tendo entre outras questões, em consideração o facto de ser mais fácil a candidatura a fundos comunitários.
Estes são alguns do motivos que levam a autarquia a não concessionar o bar da Casa Branca este Verão. Ramos lamenta também que as diversas tentativas, no passado, em alugar o espaço “não resultaram e por isso na minha perspectiva não deve ser agora feita qualquer concessão, até tendo em conta a actual situação em que se encontra a praia do Tejo”.
Joaquim Ramos anunciou a construção e recuperação do passeio ribeirinho entre a praia de Valada do Ribatejo e a casa Branca em Azambuja, bem como a recuperação do dique que se situa entre as duas praias.
O estudo prévio da recuperação já foi apresentado, sendo que constitui segundo o edil azambujense “uma grande intervenção. Não só ao nível da configuração da zona de recreio e lazer, mas também em todas as infra-estruturas de apoio”.
Segundo o edil, o projecto contempla também a “construção de passeios suspensos sobre a zona inundável da praia do Tejo, de modo a conduzir as pessoas até a zona de areia”. Os passeios que ficarão sobre o actual ancoradouro, servirão de ligação a uma zona situada quase no meio do Tejo, onde existe um banco de areia, que de resto é a única zona onde se pode ir a banhos sem problemas e com segurança.
O projecto que foi elaborado em conjunto com a autarquia do Cartaxo, vai custar perto de um milhão de euros, e tratando-se de um projecto antigo ansiado pelas populações dos dois municípios será também uma mais valia para o turismo. O presidente da Câmara de Azambuja anunciou ainda ao Vida Ribatejana que em paralelo a este projecto, a autarquia apresentará um outro que tem em vista a gestão da margem ribeirinha “que vai envolver os municípios de Azambuja, Cartaxo e Salvaterra de Magos”.
Tomando como exemplo a requalificação, já feita em Salvaterra de Magos, Escarupim e o investimento feito na área ribeirinha, Joaquim Ramos acredita que é possível envolver os três municípios em projectos comuns, “podendo criar aqui uma triangulação turística e que pode potenciar o aproveitamento do rio Tejo”.

ESCOLA DOS CASAIS DE ALÉM APETECIVEL AOS DEPUTADOS


O encerramento da Escola EB1 dos Casais de Além é praticamente irreversível. Joaquim Ramos presidente da Câmara Municipal de Azambuja disse em reunião de Câmara de segunda-feira que a DREL (Direcção Regional de Educação de Lisboa) o terá informado da suspensão de actividade daquele estabelecimento de ensino.
Segundo Joaquim Ramos, das quatro crianças que podiam frequentar a escola, três já se matricularam em Manique do Intendente e outra no Cartaxo, pelo que o seu encerramento parece ser inevitável.
Nas últimas semanas, foram várias as visitas e iniciativas para evitar que a escola encerrasse por parte dos vários partidos. O PSD através do deputado Vasco Cunha pediu constantes informações ás diversas instâncias desde a DREL, até ao presidente da Assembleia da Republica através de requerimento. A resposta aos vários requerimentos veio em Julho, através do gabinete da ministra da Educação, que sublinhou o facto da escola não reunir o numero de alunos pedagogicamente necessários ao seu funcionamento, alertando para o facto de já ter dado conhecimento da suspensão do estabelecimento, aos vários órgãos autárquicos locais.
Recentemente José Paulo Areia, deputado do CDS, e vereador da Câmara de Esposende, visitou a escola, sublinhando a responsabilidade da autarquia em seguir a determinações da assembleia municipal que alertava para o pedido de esclarecimentos ao governo.
O deputado que também faz parte do concelho municipal de educação de Esposende, salientou em declarações à Radio Ribatejo que “Em geral as câmaras só alegam falta de competência legal para fazer determinadas actos, quando dessa maneira querem pôr de parte a sua incompetência politica”. Tais declarações foram refutadas veementemente pelo vereador da Câmara Municipal de Azambuja Marco Leal, que acusou o deputado do CDS de não conhecer o assunto e o concelho de Azambuja.
O responsável pelo pelouro da educação diz estranhar as declarações do deputado garantindo que a autarquia fez tudo o que estava ao seu alcance. Marco Leal afirma entretanto que “o senhor deputado que é vereador e pertencente ao concelho municipal de educação, sobre as suas escolas nada disse no seu concelho” e acrescenta que “sendo o senhor deputado da nação sabe que a assembleia da republica é um órgão de soberania onde se legisla. Por isso se existe alguma coisa para mudar relativamente à lei, ele que faca alguma coisa e que mostre trabalho”.

Thursday, July 26, 2007

POLIS AZAMBUJA "ARRASA MORADORES"


Oposição e moradores de Azambuja estão preocupados com a forma de como decorrem as obras do POLIS de Azambuja. No terreno estão abertas pelo menos cinco frentes de trabalho, e só na passada quarta é que a empresa começou o calcetamento de uma das empreitadas. A oposição considera a metodologia inaceitável, mas Ramos justifica-se com o aperto dos fundos comunitários.


As obras do POLIS de Azambuja têm sido um assunto recorrente nas últimas sessões da Câmara Municipal de Azambuja. Ora com assuntos levantados pelos munícipes, ora pela oposição a Joaquim Ramos, que insiste que as obras têm seguido a metodologia apresentada numa reunião pública realizada no fim do ano passado.
Antonio José Matos vereador do PSD na autarquia azambujense, não concorda com as metodologia que está a ser seguida pela empresa que ganhou o concurso, e classifica mesmo de inaceitável o facto de qualquer das frentes de trabalho não esteja ainda concluída.
Para o vereador, os transtornos causados aos munícipes, são evidentes. Matos diz que não entende o porquê, de se abrirem novas frentes de obra, quando as outras ainda não estão concluídas.
Segundo António José Matos “há ruas que não têm intervenções há semanas. Estão fechadas e não se passa lá absolutamente transito nenhum” argumentando que assim não “não faz sentido dizerem que não abrem as ruas porque estão à espera que o piso fique pronto para asfaltar. Para evitar que as estradas não abatam”.
Matos vinca entretanto que considera “inaceitável” existirem várias frentes de trabalho abertas ao mesmo tempo “ás vezes parece mesmo que se anda a fazer o mesmo trabalho várias vezes”.
Nesse sentido o vereador diz existir “um mau fio condutor nestas obras” e que a empresa que ganhou o concurso deverá contratar mais gente “se as pessoas que tem, são poucas para tantas obras”. Para António José Matos “diz o bom senso não é preciso ser engenheiro ou arquitecto, que se faça uma rua, que se acabe e depois se vá para outra obra” acrescentando que compreende que em alguns casos “uma ou outra rua se tenham de fechar porque estão interligadas”.
Joaquim Ramos presidente da Câmara, reconhece a impaciência dos moradores. Todavia o edil lembra que as obras foram planeadas e apresentadas ao púbico o ano passado.
Segundo Joaquim Ramos, que admite que em alguns casos os asfaltamentos já deviam ter começado, o método usado está relacionado com os fundos comunitários que financiam a obra.
O autarca vinca que as obras do POLIS de Azambuja têm uma margem estreita de manobra, e explica que de um lado está o facto “das obras serem financiadas por fundos comunitários e portanto têm um determinado prazo de execução” acrescentado que se a câmara optasse pela metodologia de uma frente de obra de cada vez “numa obra com a envergadura desta, nem daqui a dez anos tínhamos a obra concluída”.
Por outro lado o presidente da Câmara, salienta que todas as frentes de trabalho, que ao todo são cinco, não interferem entre si.
Joaquim Ramos voltou a lembrar a complexidade da obra, dado que contempla intervenções na zona histórica da vila de Azambuja. Como exemplo o autarca frisou que por não existir qualquer cadastro das infra-estruturas do subsolo, a empresa têm encontrado algumas dificuldades. E, alguns dos casos, “onde esperava encontrar apenas uma conduta de saneamento, encontrou cinco e todas activas”, o que na opinião de Joaquim Ramos, também tem contribuído para alguns sobressaltos.
Todavia os moradores da vila e das zonas intervencionadas têm tido algumas surpresas por parte da empresa concessionária. O Vida Ribatejana sabe que têm sido frequentes as queixas à Câmara. A metodologia seguida pela empresa, dizem alguns moradores, deixa muito a desejar. Celeste Oliveira, disse ao nosso jornal que ainda há dias, a empresa despejou junto na estrada por de trás da igreja matriz, quatro a cinco montes de terra. “foi numa sexta-feira. pensávamos que teríamos de ficar o fim de semana com isto aqui à porta e com os acessos ás nossas casas cortados. E se fosse preciso uma ambulância para a rua do espírito Santo?”.
Contudo, a moradora ficou mais descansada quando no sábado seguinte “ um moço que tinha casamento marcado para esta igreja, andou aqui à volta dos senhores das obras a pedir para remover a areia mais para cima. A estrada não ficou liberta, mas pelo menos os carros e nós já podíamos passar”.
Opinião idêntica têm outros dois vizinhos que também se queixaram da demora das obras e de um “esgoto que esteve a correr aqui quase uma semana e ninguém fez nada” adiantou outra moradora da rua Rolim de Moura, outra das artérias intervencionadas nesta fase.
Os moradores queixam-se da falta de segurança “onde estão os passadiços que costumam pôr nestas obras. Se a empresa não tem, que os compre” argumentou Alice Silva moradora perto da rua dos Campinos, que lamentou o facto da empresa “não ter sensibilidade para algumas questões “se for preciso deixam aqui a escavadora à minha porta ou à porta de um vizinho e depois nós entramos pelo telhado. Ou deixam buracos abertos sem estarem sinalizados. A Câmara é que devia ter isto em consideração.
O Vida Ribatejana tentou obter esclarecimento junto do empreiteiro, mas até ao fecho desta edição, tal contacto não foi possível. Contudo alguns funcionários da Câmara Municipal de Azambuja, já lamentaram a falência da ACORIL, que noutras ocasiões tinha bem presente “tudo que se relaciona com a segurança e o asseio de uma obra deste género”.

Eleições do PSD Azambuja



Das duas listas candidatas ás eleições da concelhia laranja de Azambuja apenas uma foi a votos. António Jorge Lopes acabou por desistir devido a um parecer do concelho de jurisdição nacional, facilitando a vida à lista de luís Leandro que acabou por ser reeleito presidente


Luis Leandro foi reeleito presidente da concelhia do PSD de Azambuja. A sua lista reuniu 84 votos favoráveis em face de cinco brancos. Em entrevista ao Vida Ribatejana, vincou que esta foi uma vitória “dos que defendem a estabilidade e coesão” num PSD que deverá ficar unido e preparar as eleições autárquicas de 2009.
Segundo o agora reeleito presidente, o PSD irá “continuar o seu trabalho de oposição, intensificando o à medida em que se aproximam as eleições”, salientando que caberá aos militantes escolher o próximo candidato à Câmara.
Embora a sua lista tenha sido a única a ir a votos, Leandro salientou a elevada participação dos militantes neste escrutínio, que classificou como demonstrativa da sua vontade dos militantes, sobretudo depois do processo conturbado que levou à desistência da lista B.
Ao longo de várias semanas, António Jorge Lopes, antigo vereador laranja e que já foi várias vezes presidente da concelhia, levou a cabo uma campanha junto dos militantes laranjas com vista à sua eleição. Todavia, a lista de Lopes acabaria por apresentar a sua desistência às eleições na manhã do acto eleitoral.
Em causa esteve uma decisão do Conselho de Jurisdição Nacional do PSD que dava conta de algumas irregularidades praticadas por Lopes e por Jorge Fazendas que se candidatava ao cargo de vice-presidente.
As irregularidades prenderam-se com o facto dos dois elementos procederem ao pagamento “massivo” das quotas de vários militantes, através das suas contas pessoais, o que ia contra aos estatutos e regulamentos do PSD, conforme vincou o parecer do Conselho de Jurisdição Nacional.
Entre os militantes abrangidos pelo pagamento, encontravam-se também alguns elementos da lista B, que foram impedidos de votar e de participar, porque o Concelho de Jurisdição não considerou válido o pagamento das quotas.
Jorge Lopes já explicou que foram os militantes que lhe solicitaram o pagamento das quotizações, e que lhe entregaram as verbas correspondentes.
Contudo e até à data António Jorge Lopes tem sido parco em explicações, no blogg de candidatura, lamenta a situação e diz não aceitar a decisão do Conselho de Jurisdição Nacional, referindo que o partido tem dois pesos e duas medidas para a mesma situação “num só dia, foram pagas por vale postal dezenas de quotas de militantes nos CTT de Azambuja. E esses militantes puderam votar” acrescentando que”as quotas que foram pagas por transferência bancária em dias diferentes e em horas diferentes, foram considerados como pagamentos em massa, pelo que esses militantes não puderam votar, apesar de terem dado o respectivo dinheiro e de assinarem uma declaração a autorizar essa operação bancária”.
Nesse sentido Lopes lançou duras criticas ao presidente do partido vincando que “o caderno eleitoral foi "martelado" pelos serviços tutelados pelo Dr. Marques Mendes e que as eleições deste sábado não foram sérias”. A esta situação acresce ainda o facto de Lopes ser um dos apoiantes de Luis Filipe Menezes na corrida à presidência do PSD.
Sobre este tema, Luís Leandro não tece grandes comentários. “O militante Jorge Lopes fez uma reclamação junto do Conselho de Jurisdição. Este não lhe deu razão. Ponto final.”, afirmou, salientando que “aquilo que me preocupa é a má forma como o PS está a governar o concelho e transmitir aos munícipes as propostas do PSD. Guerrilhas internas não me interessam e, conforme o demonstraram, também não interessam aos militantes do PSD”.

Monday, July 16, 2007

Amigos do alheio vandalizam floreiras em Vila franca


O desaparecimento e o vandalismo das floreiras na cidade de Vila Franca de Xira, está a preocupar os munícipes que alertaram o Vida Ribatejana para a situação que se vive um pouco por toda a cidade. A Junta de Freguesia já está a seguir o caso e promete tomar medidas.


A Junta de Freguesia de Vila Franca de Xira diz que está atenta ao desaparecimento das ligas de metal que adornam as floreiras da cidade de Vila Franca de Xira.
O furto daqueles materiais, tem sido uma constante nos últimos meses, o que já levou, por exemplo, os comerciantes do mercado municipal da cidade a pedir a intervenção das autoridades.
José Fidalgo presidente da junta de freguesia, que tem como obrigação a preservação e manutenção daquelas floreiras, disse ao Vida Ribatejana que “quem faz aquilo confunde o metal com cobre ou com latão” salientando que os autores da brincadeira “pensam que vão ter algum rendimento com o furto”.
Fidalgo considera que os actos de furtar as ligas de metal “são um mero exercício de vandalismo puro”. O autarca diz que os furtos estão a estender-se por toda a freguesia, e para o futuro promete tomar previdências.
Fidalgo rejeita a ideia de recolocar as ligas de novo nas floreiras, mas em compensação ó presidente da junta promete outros materiais e avisa os autores da brincadeira que “o divertimento pode ser feito de outras maneiras. Deixem as plantas em paz” lembrando que as floreiras são “um bem de todos nós e por uma questão de respeito e bom senso parassem com a brincadeira”.
A decoração das floreiras será a partir de agora diferente. O autarca promete que pouco a pouco, a junta, e na medida das possibilidades irá reagindo aos actos de vandalismo.
A junta está agora a estudar outras formas de decoração das floreiras. A solução poderá passar pela pintura de uma faixa de cor idêntica ás ligas subtraídas. Uma solução mais barata e duradoura, como refere José Fidalgo.
Por outro lado, o autarca lembra que também a incúria dos condutores é responsável pelo mau estado das floreiras. Fidalgo diz que não poucas as vezes que os carros batem nas floreiras ou nas grades, deixando prejuízos para os outros. Além disso, há também os bancos de jardim que são constantemente virados “nós colocamo-los no sitio e eles voltam a vira-los outra vez, andamos aqui numa competição que não sei muito bem quem está a ganhar”.
Fidalgo refere que a junta não consegue controlar o “vandalismo” e por isso procura reagir à medida que as coisas vão acontecendo.
Por outro lado, José Fidalgo diz que o vandalismo não é restrito apenas ás floreiras e aos bancos.
Os sinais de trânsito de alumínio, são outros dos alvos dos amigos do alheio, que são vendidos a bom preço.

General "tito" encontrada sem vida em casa


Maria Teresinha a mulher que se fez passar por Tito Paixão, foi encontrada morta em sua casa em Ferraguda, zona do Carregado.
A mulher que durante anos viveu de expedientes e enganou a policia, morreu sozinha e só foi encontrada, presume-se dias depois do óbito.


Maria Teresinha, a mulher que se fez passar por um general do exército, foi encontrada sem vida na casa onde habitava há alguns anos em Ferraguda, freguesia do Carregado.
Segundo uma fonte policial contactada pelo Vida Ribatejana, Maria Teresinha estava incontactável desde o dia 22, altura em que atendeu o ultimo telefonema dos familiares com quem vivia, e com quem recusou partilhar uma mini-férias, alegando problemas de saúde.
O facto de não atender o telefone, levantou suspeitas à família, que regressou no passado sábado a casa e deparou com Maria Teresinha já sem vida, apresentando o corpo alguns sinais de decomposição já avançada.
Segundo a mesma fonte contactada pelo Vida Ribatejana, não foi possível por enquanto determinar a causa da morte, contudo à partida está afastada a tese de homicídio, prevalecendo a morte por doença.
O corpo será alvo de autópsia para determinar as causas da morte no Instituto de Medicina Legal em Lisboa, só depois será entregue à família, para a realização das cerimónias fúnebres.
Em vida Maria Teresinha viveu histórias rocambolescas. Durante 17 anos fez-se passar por um importante General do exército.
Era conhecida no meio como “Tito Paixão Gomes” uma situação que conseguiu manter graças ao aspecto físico, um porte altivo e emproado, com uma farda com estrelas reluzentes que enganaram toda a gente. Até a companheira Joaquina, com quem viveu 17 anos.
O nome de Tito Paixão foi buscar ao irmão que morreu de pneumonia no Funchal, local onde era natural e com 20 meses de idade.
Foi devido a um desgosto amoroso que veio para Lisboa, tendo sido dada como desaparecida pouco tempo depois, porque também nunca disse a ninguém que iria sair do Funchal.
A comunicação social da época, acreditava que Maria Teresinha se teria suicidado do cimo de uma falésia e que o corpo fora arrastado pelo mar da Madeira
Porém o destino foi outro. Veio para Lisboa, cortou o cabelo curto e adquiriu uma nova pose. A pose militar.
Em 1974, encomendou num alfaiate da Baixa de Lisboa uma farda de general do Exército e numa loja do Rossio comprou as insígnias.
Pouco tempo depois do 25 de Abril conheceu Joaquina Conceição da Costa com quem viria a fazer vida em comum, e foram viver para os arredores de Lisboa.
Pouco tempo depois conseguiu convencer uma vizinha a lhe dar dinheiro que supostamente seria aplicado nos estados unidos.
Os 2500 contos que a vizinha lhe confiou terão sido entretanto investidos na compra da vivenda ‘Saudade’, em Alenquer, para onde foi viver com Joaquina da Costa.Maria Teresinha vivia de expedientes e foram as burlas que fizeram com que a policia desconfiasse.
Durante anos, os investigadores procuravam Tito Paixão, mas em pouco tempo descobriram que havia uma mulher com o mesmo apelido desaparecida na Madeira desde meados dos anos 60.
Em 1992 foi detida e a farda confiscada. No IML (Instituto de Medicina Legal) foi fotografada sem roupa, e as dúvidas dissiparam-se.
Desde então viveu desde o julgamento em Ferraguda, e até aos últimos dias, sempre se vestiu como um homem.