Monday, February 19, 2007

Alenquer e Carregado com novas ETARS. Vila Nova de São Pedro passa para a Maçussa


A empresa Águas do Oeste vai construir duas novas estações de tratamento em Alenquer e Carregado. As actuais quase que não respeitam as actuais normas de funcionamento e por isso, a empresa prepara-se para abrir dois concursos públicos. Por outro lado, a empresa anunciou que já não vai construir a ETAR que estava prevista para Vila Nova de São Pedro no concelho de Azambuja.

As freguesias do Carregado e Alenquer vão ter uma nova ETAR (Estação de tratamento de Águas Residuais”. O anúncio foi feito por José Salgado Zenha, presidente da empresa à radio Ribatejo no passado sábado.
Segundo o responsável pela empresa, que tem a concessão do saneamento daquele município, as estações de Alenquer e Carregado, construídas ainda no âmbito municipal, já não servem qualitativamente o seu propósito.
Cabe por isso à Águas do Oeste, encontrar soluções para colmatar esse problema. Salgado Zenha, salienta que “o desenvolvimento do concelho e as questões da qualidade do tratamento que a legislação actual exige, são incompatíveis com a actual situação das ETARS”. Foi nesse sentido que a empresa já lançou um concurso público para a construção das estações de tratamento, aguardando agora as propostas dos concorrentes.
Luis Almeida, engenheiro responsável pela área de estudo e desenvolvimento da empresa, destacou por seu lado que a ETAR do Carregado, construída no inicio dos anos noventa, como de resto a maioria das estações de tratamento do país, todavia “o Carregado cresceu bastante nos últimos anos e por isso a estrutura que lá existe, já não tem capacidade suficiente para fazer todo o tratamento de todos os efluentes que lá chegam” onde se incluem os efluentes domésticos e das zonas comerciais e industriais “Como por exemplo o Campera, que fica muito próximo dessa infra-estrutura”.
Contudo o investimento da empresa não se irá esgotar no Carregado e Alenquer. Luis Almeida destacou que a empresa tem neste momento outras infra-estruturas em obras. Para além de ETARs, existem ainda em construção “os sistemas interceptores a montante das estações, como são os casos de porto da Luz, de Cadafais” entre outros.
Luis Almeida lembra entretanto que a ETAR do Carregado irá tratar esgotos de cerca de 20 habitantes, enquanto que a estação de Alenquer, tratará cerca de metade”.

Empresa pondera não construir ETAR em Vila Nova de São Pedro

No que toca ao concelho de Azambuja, a empresa Águas do Oeste está para já a ponderar a maximização da ETAR da Maçussa.
De acordo com o presidente da empresa, a utilização daquela ETAR poderá substituir a construção da estação de tratamento prevista para a zona dos Folgados em Vila Nova de São Pedro.
O responsável, salienta que tecnicamente esta é uma hipótese possível, tanto mais que a ETAR da Maçussa “está subaproveitada”. Contudo Salgado Zenha salienta que a decisão de não construir uma ETAR de raiz para servir as populações de Manique do Intendente e Vila Nova de São Pedro, terá ainda de ser discutida com a autarquia.
Todavia o responsável argumenta que esta decisão da empresa não está ainda fechada, e que “evita investimentos elevados, que seria construir uma nova ETAR, quando já temos uma disponível”.
Joaquim Ramos, presidente da Câmara Municipal de Azambuja, disse ao Vida Ribatejana que já tem conhecimento das intenções da empresa, contudo esclarece que não o sabe a nível oficial.
O autarca, diz que pelo lado da autarquia não vê quaisquer inconvenientes, todavia a proposta não foi ainda alvo de análise, pois não foi ainda formalmente apresentada.
Joaquim Ramos diz entretanto que a hipótese da construção da ETAR dos Folgados continua em cima da mesa, mas lembra que a partir do momento “em que foi feita a concessão, compete à Águas do Oeste propor à Câmara as alternativas a esse sistema de tratamento, que é o único que falta”.
À autarquia, esta hipótese parece viável. Alias Joaquim Ramos admite mesmo que venha a avançar, contudo o autarca lembra que se a empresa optar por esta situação “corresponde a um investimento significativo que tem de deixar de fazer e que tem de ser compensado de qualquer forma e em beneficio da população”.
O edil diz que a partir do momento que a proposta seja apresentada oficialmente, irá reunir com as juntas de freguesia envolvidas e se for necessário, a autarquia poderá promover sessões de esclarecimento com a população.





Sunday, February 18, 2007

"falta de informação" preocupa ACISMA


A ACISMA (Associação de Comércio e Industria do Município de Azambuja) está preocupada com o processo de venda de terrenos da Opel e da integração dos trabalhadores.

Daniel Claro, porta-voz da Associação de Comércio e Indústria e Serviços do Município de Azambuja diz que é preocupante o facto do processo sobre a Opel estar apenas nas mãos de Joaquim Ramos.
Em entrevista à Rádio Ribatejo, Daniel Claro, salienta que a associação independentemente do desconhecimento do processo, garante a ajuda da associação aos trabalhadores que a procurem para iniciar um projecto de trabalho.
Contudo Daniel Claro sublinha que pese embora exista uma “relação frutuosa com a autarquia”. Todavia o responsável diz ter uma “sensação amarga que ninguém neste concelho sabe aquilo que se vai passar relativamente ao futuro da Opel”.
Neste contexto Daniel Claro diz que a informação que tem sido veiculada para fora da autarquia tem sido vaga “sabemos por informação do senhor presidente da câmara de que algumas coisas estão a ser negociadas. Agora a questão que se coloca é que coisas estão a ser negociadas”.
O porta-voz da ACISMA que recomenda prudência neste caso, diz que Ramos tem concentrado nas suas mãos e embora reconheça “papel preponderante nestas negociações e que é uma mais valia neste processo” contudo “preocupa-nos que seja apenas uma pessoa só que concentre nas suas mãos o conhecimento sobre esta matéria”.
Noutro plano, Daniel Claro “também nos preocupa que estejam a ser estudadas soluções que transfiram para fora do concelho de Azambuja os centros de decisão sobre qualquer estrutura que seja implantada naquele espaço”.
A associação considera importante que a empresa que se venha a instalar naquele espaço “tenha o seu centro de decisão em Azambuja” e defende que não devem vir para Azambuja “organizações externas ao concelho que desconhecem o tecido empresarial local e as nossas necessidades, a colocar-se à frente de qualquer tipo de projecto”.
Sobre este assunto Joaquim Ramos presidente da Câmara Municipal de Azambuja, esclareceu o Vida Ribatejana que já falou com o responsável da ACISMA, sublinhando que a autarquia, também, pouco sabe sobre o assunto.
Ramos disse ao nosso jornal que “nada sei sobre a Opel” frisando apenas a reunião com a API (Agencia Portuguesa de Investimentos)
Depois deste encontro, o autarca admite que irá encontrar-se com a ACISMA, sobre este e outros assuntos “relacionados com o desenvolvimento económico do concelho”. Por outro lado, o edil, sublinha que tem mantido conversações com a Associação de Comércio e Indústria e Serviços do Municipio de Azambuja.

Pedra com 20 quilos solta-se do palácio Pina Manique


Uma pedra com cerca de 20 quilos desprendeu-se da fachada do palácio Pina Manique em Manique do Intendente. O incidente ocorreu na passada quinta-feira, e por se tratar de manhã, não causou quaisquer danos pessoais.
Segundo apuramos, o incidente ficou a dever-se à intempérie que se abateu sobre a região, embora a autarquia azambujense já ande há muito com o edifício debaixo de vista.
De acordo com o vereador responsável da protecção civil, José Manuel Pratas “o local foi isolado” e foi enviado para o IPAR um relatório pormenorizado elaborado pelos serviços municipais, a dar conta do estado do edifício.
TODAVIA, O ipar não é o proprietário do espaço. José Manuel Pratas, adiantou que num oficio enviado à Câmara Municipal de Azambuja, o IPAR sublinha que o assunto é da responsabilidade do Instituto de Património do Estado, que é actualmente o dono do edifício edificado por Pina Manique
Segundo apuramos, terá sido a Junta de Freguesia de Manique do Intendente a chamara a atenção para o sucedido.
Embora os serviços municipais de protecção civil tenham isolado o local, as missas são celebradas na mesma, contrariando os pareceres de segurança dos técnicos.
Ao Vida Ribatejana, Pedro Cardoso, da protecção civil municipal não pormenorizou a hora do impacto, mas afirmou que a se a “pedra tivesse caído em cima de alguém, certamente a mataria”.
Herculano Valada, presidente da junta local, destacou ao Vida Ribatejana que “a degradação do edifício tem vindo a acentuar-se”. O autarca salientou a sua preocupação neste assunto, lembrando que a protecção civil colocou no local algumas grades para impedir a entrada das pessoas pela porta principal, contudo as grades foram retiradas e nesta altura é a porta principal que está a servir de entrada aos fieis. É por isso que Herculano se mostra preocupado. Na fachada principal daquele edifício “existem outras pedras que podem cair a qualquer momento”
Sobre tudo isto o vereador com o pelouro da protecção civil, espera agora uma resposta urgente do Instituto de Património do Estado, e argumenta que em caso de um acidente a autarquia “fez tudo o que era possível” disse


Monday, February 12, 2007

Forcados de Vila Franca com setenta e cinco anos


Os Forcados de Vila Franca de Xira estão a completar 75 anos de existência. O grupo apadrinhado por Maria Vitoria de 76 anos, prepara-se para lançar um livro e dar início a uma série de projectos.
No sábado passado, os Forcados de Vila Franca de Xira inauguraram as obras da sua sede junto à igreja da misericórdia e aproveitaram para anunciar alguns dos eventos taurinos para a época que agora começa.
Um dos “sonhos” é comprar a casa do lado para ampliar as instalações. As negociações com o senhorio já começaram, mas os forcados preferem não falar sobre o assunto, tanto mais que as superstições e a fé, andam sempre de mãos dadas.
Maria Vitoria, madrinha do grupo vila-franquense, mostrou-se emocionada com o que viu. Começou por ser a mascote do grupo aos 20 meses de idade, pela mão do pai, e nunca mais deixou os forcados.
Ao fim de 76 anos, diz-se com a mesma força, com que tinha ainda adolescente, e defende com fervor os bravos forcados da terra, que a tratam carinhosamente como uma segunda mãe.
Os forcados de Vila Franca de Xira, estão de parabéns, e o EXTRA vai acompanhar as suas iniciativas. A todos um “OLÈ” e felicidades…

Carnaval de Samora Correia espera milhares de visitantes


Samora Correia prepara-se para receber no próximo fim-de-semana, milhares de visitantes. Trata-se do Carnaval local, que todos os anos, atrai forasteiros de todo o lado. Mais uma vez este ano, a ARCAS, (Associação Recreativa e Cultural dos amigos de Samora), vai deixar ao sabor da criatividade dos participantes, os temas deste Carnaval.

Catorze carros alegóricos e mais de 500 pessoas, entre figurantes e escolas de samba, prometem dar muita vida este ano ao Carnaval de Samora Correia.
O evento que tem crescido nos últimos anos pela mão da ARCAS (Associação Recreativa e Cultural dos amigos de Samora) já movimenta perto de cinquenta mil euros de orçamento, e está cotado nos lugares cimeiros dos Carnavais nacionais.
Com o cancelamento dos corsos de Alhandra, Almeirim ou Montijo, Samora Correia ficou a ganhar. Não é à toa que todos os anos, são milhares os forasteiros que se deslocam aquela vila ribatejana, para assistirem àquele evento.
João Pedro Casquilho, presidente da associação, salientou ao Vida Ribatejana o empenho que todos os foliões depositam no Carnaval. Uma situação explicada pelo gosto dos samorenses e inclusive de grupos forasteiros, que insistem em ligar-se aquele festival, que numa ou outra localidade já não existe. É o caso da vila de Alhandra, que noutros tempos já teve um dos melhores Carnavais do Ribatejo, mas que por questões financeiras foi cancelado. Um dos grupos participantes em Samora, é este ano de Alhandra, uma situação já repetida noutros anos, e que deixa a organização satisfeita.
João Pedro Casquilho, não gosta de falar de números. Ao Vida Ribatejana prefere destacar o empenho dos foliões, mas também dos patrocinadores. Cada carro chega a custar aos patrocinadores dois mil e quinhentos euros. Dinheiro bem vido, num associação que viva para a promoção da freguesia de Samora Correia, e que não tem fins lucrativos.
Para além de restaurantes e empresas locais, um dos catorze carros alegóricos é patrocinado pela Companhia das Lezírias. Patrocínio que já se efectua à alguns anos, e que voltou a ter continuidade.
Todavia e pese embora o facto da Câmara de Benavente “que reduziu o subsidio extraordinário para a complementação dos carros e da actividade da escola de samba e figurantes” acrescenta que “mesmo assim estamos a conseguir com esse orçamento continuar com os mesmos carros e a mesma animação do ano anterior”.
Este ano e à semelhança dos anos anteriores, o Carnaval de Samora Correia será de tema livre. João Pedro Casquilho salienta, que mais uma vez, os temas foram deixados à criatividade de cada um, e nesta edição a revista à portuguesa, o samba ou o mar, são apenas alguns dos temas caracterizados pelos grupos participantes.
Um dos impulsionadores deste cortejo é Joaquim Salvador. Um actor filho da terra, que em conjunto com o grupo de teatro “os revisteiros” tem dado “um contributo importantíssimo ao nosso Carnaval” refere João Pedro Casquilho.
O presidente da associação destaca que “é o Joaquim Salvador que ajuda a ARCAS, é de resto o coordenador do desfile, arranja-nos uma centena de figurantes” vincando que os cinco carros representativos da associação, são coordenados pelo actor.
Todavia o presidente da associação, admite que não é fácil coordenar o meio milhar de pessoas que participam no evento. Também neste caso, o empenho de Joaquim Salvador é importante. João Pedro salienta que é ao actor que cabe “o guião da saída dos carros, e a coordenação de todo o desfile”, assegurando também que as pessoas que participam neste desfile “já o fazem, em alguns casos, há anos e portanto também dão uma ajuda”.
Estes grupos de pessoas não pertencem, na maioria dos casos à ARCAS; são apenas núcleos de foliões que se juntam à associação nesta altura do ano “ e é graças a eles, que o Carnaval tem crescido” salienta o presidente da associação, que destaca que toda a actividades destes grupos é centralizada nas instalações da colectividade.
Quanto aos reis deste Carnaval, João Pedro Casquilho, salienta que há uns anos para cá, a ARCAS tem recorrido à “prata da casa”. Já lá vai o tempo em que se recorria ás figuras das telenovelas, por isso agora a oportunidade vai para os foliões locais. Este anos, os reis do Carnaval de Samora Correia serão Maria Albertina e Antonio Marcelino “Duas figuras carismáticas de Samora Correia, e que já participam neste Carnaval, mesmo antes de ser organizado pela ARCAS”.
Uma das provas do crescimento deste Carnaval, é a frequente falta de espaço. Nesta altura a associação já tem os seus carros alegóricos dispostos por vários pontos da vila, “porque a nossa sede já é pequena para tantos carros alegóricos”, vincando a boa vontade dos proprietários de um armazém vazio em Samora Correia, a escassos metros da sede da associação.
Para este ano, a ARCAS espera de novo uma “enchente” de visitantes. Contudo o presidente admite que o festival ainda carece de alguns ajustes, como por exemplo é o caso do estacionamento. Independentemente das alternativas estudadas para estacionar, as dificuldades de parqueamento em Samora Correia em dia de festa são evidentes. Para colmatar isso, este ano a organização recorreu à ajuda dos escuteiros locais, que também vão dar uma orientação aos condutores. Todavia o papel dos escuteiros vai mais longe, este ano têm também a missão de assegurar algumas receitas para a ARCAS. Os escuteiros terão com eles um recipiente, e tentarão chegar aos corações dos visitantes, pedindo-lhes uma pequena contribuição, que não será obrigatória, para reverter a favor da ARCAS.
João Pedro Casquilho, considera esta uma das formas de ajudar a perpetuar o Carnaval em Samora Correia, já que as despesas com este evento crescem de ano para ano, e em 2007, hou um decréscimo no subsidio atribuído pela Câmara de Benavente. Já a junta de freguesia, contribuiu como habitualmente com um cheque de 1000 euros.

Wednesday, February 07, 2007

PJ efectua buscas na Câmara de Salvaterra de Magos



A Polícia Judiciária (PJ) realizou hoje buscas na Câmara Municipal de Salvaterra de Magos, no âmbito de investigações sobre suspeitas de tráfico de influências e peculato. A presidente da autarquia, Ana Cristina Ribeiro, do Bloco de Esquerda, já terá sido constituída arguida.
Para além das instalações da Câmara, a Polícia Judiciária (PJ) efectuou ainda buscas em casas de alguns vereadores, indica a SIC Notícias. O canal de televisão avança ainda que a presidente da autarquia foi constituída arguida no âmbito de um processo relacionado com fraudes em licenciamentos camarários sob investigação.Fonte da PJ disse à agência Lusa que as buscas, realizadas durante a manhã por elementos da Direcção Central de Investigação da Corrupção e Criminalidade Económica e Financeira, decorreram no âmbito de investigações iniciadas ainda antes das eleições autárquicas, em Outubro de 2005, envolvendo a presidente da Câmara de Salvaterra de Magos, a única autarquia do país actualmente liderada pelo Bloco de Esquerda.Fonte do gabinete da presidência da autarquia confirmou, em declarações à TSF, que a Judiciária esteve nos Paços do Concelho, mas recusou-se a adiantar mais pormenores sobre a presença da polícia. Em declarações à mesma rádio, o vereador socialista Nuno Antão indicou que alguns funcionários e munícipes "foram impedidos" de entrar na Câmara e que a reunião do executivo camarário agendada para hoje foi cancelada sem quaisquer explicações.


(in jornal público)

Monday, February 05, 2007

Centro de observação de aves criado na na lezíria vila-franquense




O dia mundial das “zonas húmidas” foi o mote aproveitado para a assinatura de um protocolo, com vista à criação de um centro de observação de aves na lezíria de Vila Franca de Xira.


È mais comum em Inglaterra, contudo em Portugal começa-se a dar agora os primeiros passos com vista à criação de espaços de observação de aves.
Na passada sexta-feira, governo, autarquias e várias instituições ligadas à natureza, deram o primeiro passo, para a criação do Espaço de Visitação e Observação de Aves na Reserva Natural do Estuário do Tejo.
O espaço que fica situado em terrenos da Companhia das Lezírias, deverá, segundo os responsáveis, ser candidatado a apoios do novo quadro comunitário de apoio, pelo que se aponta para o corrente ano, o início da sua instalação.
Não foi à toa que o local foi escolhido pelos amantes na natureza. Aquele é um dos locais por excelência de observação de aves do estuário do Tejo.
Trata-se de um local em pleno estuário do Tejo, digno de uma beleza natural, e com características únicas para a actividade.
São perto de 100 mil, as aves, que passam pelo local. Sendo que a grande maioria são espécies protegidas, os responsáveis atribuem a este projecto uma “importância capital”.
O início desta ideia, remonta a Junho de 2005. O primeiro passo foi dado pela Aquaves, Companhia das lezírias, Câmara Municipal de Vila Franca de Xira e Liga para a Protecção da Natureza.
Depois de várias reviravoltas no projecto, os promotores não baixaram os braços, e agora depois deste primeiro passo acreditam, que será mais fácil agora obter os fundos necessários à sua concretização.
Segundo o protocolo assinado sexta-feira, os promotores desta iniciativa têm agora dois anos para conseguir os fundos. Caso isso não aconteça, terão de ser encontradas outras soluções, que são encaradas de forma positiva pelos responsáveis desta iniciativa, entre elas, o estado representado no protocolo pelo secretário de estado do ambiente Humberto Rosa.
De resto o protocolo agora assinado, foi também alargado a outras entidades, nomeadamente o Instituto da Conservação da Natureza e a Associação de Beneficiários da Lezíria grande de Vila Franca de Xira.
Este novo projecto, que será desenvolvido na lezíria vila-franquense, perto da Ponta da Erva, local onde o rio Sorraia desagua no Tejo e terá como companhia a agricultura biológica.
Victor Barros presidente da Companhia das Lezírias, sublinhou a importância do local, e o empenho em mantê-lo preservado o mais possível.
Para além de terrenos da posse da Companhia das Lezírias, o espaço de cerca de 14 mil metros quadrados, é também partilhado por “cerca de 300 agricultores que também estão a caminhar no mesmo sentido”, destacando o enquadramento técnico “feito através da Associação de Beneficiários da Lezíria grande de Vila Franca de Xira, com técnicos jovens “ e que estão a trabalhar no sentido de haver cada vez mais uma agricultura de precisão “que seja eficiente no aproveitamento dos factores de produção e que não lexivie” vincando que este empenho vai permitir a preservação dos recursos naturais existentes no local.
Por outro lado Victor Barros, diz que hoje há uma preocupação por parte dos agricultores “que têm à sua guarda valores naturais muito importantes para o cidadão em geral” acrescentando que “se aqui estamos hoje, deve-se ao facto de haver este tipo de agricultura”.
Victor Barros, aproveitou aliás a presença do secretário de estado “para lhe pedir o empenho neste projecto. Já que projectos como este são demasiado importantes”.
Maria da Luz Rosinha, presidente da Câmara Municipal de Vila Franca de Xira destacou por seu lado a importância desta iniciativa, apontando por um lado a entrada de novos parceiros neste projecto.
Para a autarca a criação do Espaço de Visitação e Observação de Aves, “poderá ser um espaço pioneiro em todo o nosso país, sabemos que tem muitos interessados e que ao mesmo tempo permite preservar as espécies e o espaço envolvente”
A edil lembrou a historia deste projecto, lamentando o facto de não ter avançado antes, pois “não foram encontrados os meios de financiamento necessários” agora e com uma parceria mais alargada, com a entrada de entidades diversas e com alguma responsabilidade na área ambiental, como é o caso da Liga para a Protecção da Natureza, a autarca acredita que estas são “o garante de uma intervenção articulada e cuidada” e por isso adianta que existem expectativas que “este seja o primeiro passo do muito que podemos fazer em conjunto” na área ambiental.
O protocolo agora assinado, vai também permitir a exploração turística do espaço, sendo esta condicionada. O regulamento de acesso ao local terá de ser concluído em dois meses.
Por outro lado, o documento veicula também responsabilidades à Companhia das Lezírias, que terá de disponibilizar um terreno, para a construção das infra-estruturas de apoio.
Humberto Rosa Secretário de Estado do Ambiente destacou de forma positiva o empenho das diversas entidades na execução deste projecto.
O governante vincou o desenvolvimento conseguido pelo país na recuperação das zonas húmidas, “estamos na fase do reconhecimento pleno dos serviços que elas nos prestam. E é isto que cremos que assinalam estes protocolos”.
São, segundo o governante, serviços que os ecossistemas “nos dão e não os valorizamos, limpam-nos as águas, fornecem-nos nutrientes são viveiros para as pescas”, lembrando que quando são implantadas algumas medidas de restrição “não é contra, mas a favor das pessoas. Portanto estamos a montante a prevenir alguns serviços, que a comunidade precisa e isso é importante”.
Humberto Rosa, lembra por outro lado que as parcerias são importantes nestes projectos. E explica que só se consegue uma boa gestão do território “onde queremos os objectivos da conservação da natureza envolvendo a comunidade” onde se destacam os produtores agrícolas, florestais, e câmaras municipais “que são quem usufrui e no fundo gere a natureza” frisando que esse é um “serviço” que também interessa aos agricultores que aqui estão. São eles que “gerem esta paisagem, e diria mesmo que a actividade deles beneficia se puderem mostrar continuadamente que conseguem produzir, mantendo os outros serviços adicionais, ao da simples produção” disse frisando que o projecto passará a ser uma mais valia adicional naquela zona húmida, que valoriza a região e os outros municípios.
No que toca ao estuário do Tejo, Humberto Rosa, fez questão de salientar que existe um novo dinamismo. Trata-se da implantação de algumas parcerias, como é o caso das salinas do Samouco em Alcochete, que ambiciona novas instalações, e onde o governo se irá empenhar para conseguir encontrar uma forma de funcionamento mais estável.


Sunday, February 04, 2007

Visita aos bombeirosde azambuja fazem delícias de duas dezenas de crianças




Perto de duas dezenas de crianças do Centro Paroquial e Social de Azambuja, deliciaram-se na passada quinta-feira, com os carros de bombeiros.
O convite das portas abertas partiu do comando azambujense, e as crianças não se fizeram rogadas.
Conhecendo-se o fascínio que as crianças têm pelos carros dos bombeiros, não é difícil imaginar o tipo de perguntas e os comportamentos irrequietos que tiveram, ao chegar junto dos veículos, cuidadosamente expostos para todos verem o trabalho dos bombeiros. O cicerone foi o próprio comandante da corporação, Pedro Cardoso, que fez questão de não deixar por responder, qualquer pergunta dos mais pequenos.
Para que serve um extintor, um compressor, ou mesmo os pinos que se encontravam numa das viaturas, nada foi deixado ao acaso pelos “aspirantes a bombeiros”.
“Oh senhor chefe, para que é aquilo” dizia uma criança apontando para um dos pinos. Cardoso lá explicava que servia para assinalar a presença dos bombeiros, num determinado teatro de operações. Mas as perguntas iam mais longe. As crianças interrogaram sobre tudo. Os carros de fogo, as ambulâncias e até como poderiam vir a ser bombeiros.
Todavia o momento alto desta visita de estudo, deu-se quando Pedro Cardoso, deixou que as crianças se sentassem num dos autotanques que estava no parque de viaturas.
Esta foi aliás uma das primeiras visitas. O comandante explicou ao Vida Ribatejana, que para já não existem mais visitas calendarizadas, contudo, uma das iniciativas dos bombeiros, é aproximarem-se da população mais jovem do concelho de Azambuja.



Nova sede da Segurança Social de Azambuja


A inauguração da nova sede da segurança social de Azambuja, ficou marcada pelo apelo de Joaquim Ramos, para que a organização reapreciasse a candidatura ao programa PARES (Programa de Alargamento da Rede de Equipamentos Sociais). O autarca lembrou a falta de espaço pelo qual a instituição luta diariamente, aproveitando os elementos da segurança social presentes no evento.


A segurança social de Azambuja inaugurou esta quinta-feira as suas novas instalações. O novo espaço, agora situado em frente ao futuro mercado municipal, já está equipado com as últimas novidades ao nível do atendimento aos utentes.
O novo equipamento, mais amplo que o anterior, fica situado numa loja, num rés-do-chão, agora mais acessível a deficientes.
Antigamente, os utentes mais idosos, ou portadores de deficiência, tinham dificuldades em se deslocar aos serviços, uma vez que se situavam num primeiro andar sem elevadores.
Agora, as novas funcionalidades do novo espaço, permitem, o acesso a todos. Contudo a entrada dos deficientes, faz-se por uma porta nas traseiras do edifício, que possui uma campainha. Segundo um responsável da segurança social, em termos técnicos não era possível construir uma rampa na parte frontal do equipamento com a inclinação necessária, optando-se pela outra solução.
Segundo Rosa Araújo, Directora Regional da Segurança Social de Lisboa, sublinhou o empenho dos funcionários na mudança de casa, vincando igualmente as necessidades que levaram a que a instituição se mudasse para a casa nova.
Nesta altura “existem aqui instrumentos facilitadores de um melhor atendimento” destacando a “segurança social directa, o pagamento por multibanco” vincando a necessidade de ter atenção “a todos que têm mobilidade reduzida. Não são só os deficientes, são também os idosos”.
O novo espaço ganhou também mais um balcão de atendimento, bem como um sistema de gestão, que entre outras funcionalidades, permite saber o tempo médio de espera nos serviços, algo inexistente nas antigas instalações existentes no Centro Social e Paroquial de Azambuja.
Joaquim Ramos, presidente da Câmara Municipal de Azambuja, salientou a mais valia daquele espaço para concelho, vincando que este representa mais um passo na aproximação da administração pública dos cidadãos.
Contudo, o autarca aproveitou o momento para interceder junto da segurança social a favor da CERCI – Flor da Vida de Azambuja.
Em causa está uma candidatura ao programa PARES (Programa de Alargamento da Rede de Equipamentos Sociais).
De acordo com o edil, a instituição está com dificuldades de espaço, e embora já possua outras instalações, o alargamento de um dos edifícios de que e proprietária, poderia ser uma solução.
Ramos lembrou a importância desta instituição “na ajuda a quem precisa” abordou Rosa Araújo, “para que a candidatura da CERCI – Flor da Vida, recusada numa primeira fase, fosse revista agora”.
Rosa Araújo disse ter registado o apelo do autarca, que de resto reconheceu que aquele não era o momento oportuno, para a reivindicação.

“Mulher de Armas” completa um século de vida em Alcoentre


Maria Duarte completou na passada sexta-feira cem anos de vida.
Em Alcoentre onde mora, todos a conhecem por Maria Mouca, um nome herdado da mãe que tinha problemas de surdez.
O aniversário de Maria mouca, foi celebrado em família. A casa onde mora foi pequena para acolher os cinco filhos, doze netos, dezassete bisnetos e dois trinetos.
Aos cem anos, a anciã da família está de perfeita saúde, tão perfeita que é raro tomar um comprimido. As idas aos médicos, fazem-se, apenas por rotina, contudo quando lá vai, fá-lo contrariada, contou um dos filhos ao Vida Ribatejana.
Da vida pouco fala. E quando lhe perguntamos como foi, responde “foi a trabalhar. A servir. A acartar lenha”.
Algumas deficiências na audição, fruto já da idade avançada, não chegam para que Maria Mouca perca o sentido de humor. Junto dos trinetos, que a beijavam carinhosamente pousando para a fotografia, esboça um sorriso, humilde e sincero. É junto deles que se sente bem.
O prato favorito é peixe, com especial gosto para uns caparaus assados, ou uma posta de bacalhau cozido “ e come bem, limpa o prato todo, confidenciou-nos um dos filhos, que lembra a forte personalidade dos pais, vincando que também o pai faleceu com 96 anos de idade.
Ainda se lembra da altura em que conheceu o marido, com quem ficou até aos últimos dias de vida “foi num baile” disse, há muitos anos.
Os tempos foram difíceis. Atravessaram algumas crises, e um dos filhos lembra mesmo o tempo “em que uma sardinha era dividida por todos” e graceja dizendo quem “ o tamanho das sardinhas era o mesmo das de hoje”.
A meio da tarde, Maria Mouca, ouviu cantar-lhe os parabéns, e de uma só sopradela, apagou as velas do seu centésimo aniversário, cujos filhos se recusam a colocar num lar. De quinze em quinze dias, roda entre os filhos a responsabilidade de olharem pela mãe. “a união da família parece ser o segredo, para a longevidade dos pais” confidenciou ao Vida Ribatejana, um amigo da família.


Thursday, February 01, 2007

Junta de Aveiras contra privatização dos CTT na freguesia


Pela segunda vez consecutiva a Junta de Freguesia de Aveiras de Cima está a promover um abaixo-assinado contra a privatização da estação de correios local. O presidente da Junta disse ao Vida Ribatejana que tal concessão vai levar à perda de alguns serviços postais naquele posto, o que não se coaduna com o desenvolvimento previsto para a freguesia.

A Junta de Freguesia de Aveiras de Cima, está a promover um abaixo-assinado contra a entrega a privados da estação de correios da localidade. Já é o segundo abaixo-assinado que promove sobre este assunto. O primeiro decorreu há três anos, e resultou da primeira tentativa dos CTT em entregar a exploração da estação a um dos funcionários, que nunca chegou a ficar com a gestão do espaço.
Três anos volvidos, Justino Oliveira voltou à luta contra a entrega a privados do espaço. O presidente da Junta de Freguesia, assume-se mais uma vez contra esta medida dos CTT, alegando que se a estação de correios de Aveiras de Cima foi entregue a privados, irá ser despromovida apenas a posto de atendimento, perdendo alguns dos serviços que agora presta.
Justino Lembra que a freguesia de Aveiras de Cima tem aproximadamente cinco mil habitantes “vai ficar diminuída aos serviços inerente a uma estação” acrescentando que tal situação vai obrigar os fregueses a deslocarem-se a Azambuja ou ao Cartaxo.
.O autarca esclarece ainda, que foi a administração dos CTT que através de ofício, pediu à junta “que indicasse alguém para ficar com o espaço” e adianta que a edilidade voltou a discordar e já fizemos um comunicado público” e o abaixo assinado será enviado à administração dos correios”.
Nesse sentido Justino Oliveira lembra que “o serviço postal deve ser garantido. Está escrito na constituição”.
O autarca de Aveiras de Cima, diz ter conhecimento de casos em que “algumas pessoas tiveram de entregar de novo a estação aos CTT dado que não era rentável e não conseguiam tirar o ordenado”.
Outra das razoe que levam Justino Oliveira a estar contra esta medida prende-se com o facto dos CTT permitirem que pessoas que nada têm a ver com este serviço, possam assumir o posto de correios. O autarca exemplifica mesmo a situação de um comerciante ligado a uma mercearia, poder ficar à frente da estação, o que na sua opinião diminuindo a qualidade do serviço. Contudo o que Justino considera grave, é a perda da privacidade. Sendo, por exemplo Aveiras de Cima, um meio pequeno, o autarca teme que a correspondência que “passará por muitas mais mãos, seja motivo de conversas, e o próprio cidadão acaba por ser controlado por esta via” destacando por exemplo que a correspondência mais privada, será alvo de falta de privacidade.
O edil considera também esta decisão dos CTT descabida, tendo em conta o desenvolvimento previsto para a freguesia. No seu entender, não se coaduna esta “despromoção” e consecutiva perda de serviços, com a vinda do Aeroporto de Ota e a implantação do projecto Nova Aveiras, previsto para a freguesia.
Na mesma situação está a estação dos correios de Alcoentre. Segundo apurou o Vida Ribatejana, a junta local tem feito algumas reuniões com a administração dos CTT, no sentido de tentar evitar a sua concessão a privados. Neste caso, também há três anos, foi feita a primeira tentativa, que até à data não foi consumada.

Saúde "Avaliada " em Alenquer



A população de Alenquer esteve reunida para debater o “estado da saúde” do concelho.
Numa sessão onde participaram pouco mais de méis centena de populares, oriundos sobretudo das recém criadas comissões de utentes, as queixas mais ouvidas prenderam-se com as freguesia de Olhalvo, Santana da Carnota e Carregado.

A Câmara Municipal de Alenquer debateu na última sexta-feira o estado da saúde no município.
O retrato não se afigura famoso, tanto que só na freguesia do Carregado existem perto de 56 por cento de utentes sem médico de família
Por isso representantes da assembleia de freguesia, mostraram-se indignados com algumas situações que têm ocorrido, decorrentes ora das condições físicas do edifício, ora ao nível administrativo.
São conhecidas as fragilidades do “novíssimo, com menos de três anos” e inaugurado pelo secretário de estado de Santana Lopes, Patinha Antão. O edifício apresentava até há pouco tempo algumas infiltrações, e para além disso, dizem os populares, poderia ser melhor utilizado para o resguardo dos utentes. Esta foi uma das reivindicações mais ouvidas nesta sessão temática por parte da comissão de utentes e dos representantes da assembleia de freguesia, que consideram “inaceitável” o facto deste edifício possuir boas condições de acolhimento, e por isso não entendem o facto de até à data não ter sido encontrada uma solução para que os mais idosos que fazem fila de madrugada à sua porta, não tenham qualquer resguardo no edifício. Os populares e também o presidente da Câmara, Álvaro Pedro, salientaram que já foi pedido à ARS (Administração Regional de Saúde), que facilitasse a entrada dos utentes que se juntam de madrugada à porta daquela extensão. Existem inclusive, alguns pedidos formais, contudo a ARS nunca se pronunciou sobre o caso.
Segundo os autarcas e populares, o edifício possui uma entrada onde poderia ser instalada uma pequena sala de espera, e embora seja guardado por um vigilante, a autarquia reconhece que a este não cabe certamente a função de abrir as portas antes de horas para acolher os utentes, colocando mesmo a hipótese de ceder um funcionário municipal para resolver o assunto.
Segundo apurou o Vida Ribatejana, são quase diários os episodios em que os utentes, aguardam muitas vezes por uma consulta, e fazem-no a partir das cinco ou seis da madrugada. Os populares justificam-se dizendo que de outra forma não conseguem marcação, e por isso já há quem defenda algum dialogo entre a direcção do centro de saúde de Alenquer, que gere todas as extensões, e os governantes municipais, no sentido de encontrar uma solução, dado que este é um problema que varre todo o município de Alenquer, mas mais sentido nas freguesias mais rurais, como são os casos de Santana da Carnota Olhalvo ou mesmo Merceana.
Contudo na freguesia do Carregado a situação é ainda mais complicada dado que só este local tem perto de 3500 utentes sem médico de família.
Sendo a freguesia do Carregado uma das mais urbanas do concelho de Alenquer, a população questiona ainda o horário de funcionamento da extensão de saúde que encerra normalmente ás oito da noite “mas como sabem, aqui mora muita gente que trabalha fora e só chega depois da oito e pode ter a necessidade de por exemplo fazer um penso, ou levar uma injecção” defendeu um popular.
Já em Santana da Carnota o problema é outro. A população conseguiu ver substituído o médico que se aposentou. A adaptação da população à nova profissional e vice-versa, parece ter resultado em pleno, contudo e porque esta médica trabalha a tempo inteiro em Abrigada, a população teme que esta seja substituída por outro profissional.
Nesse sentido os populares defenderam que fosse feita uma aposta na continuidade desta profissional de forma definitiva, e embora reconheçam que são poucas as horas que a clínica presta à população actualmente, salientam o seu profissionalismo e humanismo no contacto com os doentes.
Também aqui os populares, levantaram a voz para defender os enfermeiros, sendo que José Manuel Catarino, vereador com o pelouro da Saúde da autarquia alenquerense, também se associou aos elogios, frisando que o empenho e profissionalismo dos enfermeiros que prestam serviço no concelho de Alenquer é uma mais valia para preencher, em alguma medida, a manifesta falta de médicos.


Extensão de Olhalvo volta à estaca zero


Depois de no verão o Vida Ribatejana ter dado conhecimento das deficientes condições em que funcionava a extensão de Olhalvo, foram abertas algumas portas. Nessa altura autarcas e população respiravam ainda de alívio, porque havia a promessa da ARS em readaptar um espaço cedido pela autarquia, em posto médico. Volvidos quase sete meses, o processo voltou à estaca zero, levando os autarcas e populares a afirmaram que a ARS não tem tratado deste assunto de forma séria.
Ao Vida Ribatejana, Jacinto Agostinho presidente da Junta de Olhalvo, salientou que o caso está de novo parado, pelo que não se conforma com este volte-face da Administração Regional de saúde, tanto mais que “esteve lá um arquitecto que nos disse que podíamos ficar descansados, porque ia avançar o projecto”.
O autarca admite estar confuso, até porque já existem outras versões da ARS “ouvi ali, que já estão a ponderar fazer obras no actual edifício. Isto é brincar com as pessoas” e enfatiza “antigamente não ponderavam fazer obras no actual posto, porque não compensava. E agora que temos um espaço, o espaço já não serve? Já se podem fazer as obras, depois de sete anos de espera e em que custam o triplo do dinheiro que custavam naquela altura”.
Para além da falta de condições de acesso que o posto médico encerra, há ainda outras questões que fazem daquele espaço o “último sitio para tratar pessoas”.
A inexistência de casas de banho diferenciadas para médicos e utentes, é outra das razões que levam os autarcas e populares a reiterarem a sua saída para um novo local.
Jacinto Agostinho, diz que já teve conhecimento “através de médicos que já apareceram doenças, e ainda aparecem, contagiosas” destacando que “aquilo não tem condições mínimas, nem mesmo par trabalho”.
Aliás Álvaro Pedro presidente da Câmara Municipal de Alenquer, rejeita qualquer relação com uma carta do senhorio daquele espaço, à ARS propondo-se para fazer obras no prédio, com o estagnar do processo. Embora não tenha qualquer informação da ARS sobre o estado das obras naquele posto de saúde, edil diz querer acreditar, que por de trás deste impasse estão apenas as restrições financeiras da administração central.
Enquanto isto, o presidente da Junta de Freguesia de Olhalvo, promete não baixar os braços “ e continuar a lutar para que o assunto de resolva”, acrescentando também que atribui algum mérito aos movimentos sobre a saúde no município de Alenquer para a resolução de alguns problemas locais.

Saturday, January 27, 2007

ACISMA Preocupada com processo da OPEL


A ACISMA (Associação de Comércio e Industria do Município de Azambuja) está preocupada com a falta de informação referente ao futuro dos terrenos e dos antigos trabalhadores da Opel Portugal.
Daniel claro, disse este sábado ao programa “Conversa Franca” da Ribatejo FM, que considera “perigoso” o facto de todo o processo estar nas mãos apenas de Joaquim Ramos, presidente da autarquia, embora lhe reconheça o mérito em todo este processo.
O porta-voz da ACISMA, salientou que nesta altura a associação pouco sabe das ajudas e as oportunidades concedidas aos antigos trabalhadores, e recomendou à autarquia prudência em todo o processo, referindo a disponibilidade da ACISMA, para em conjunto encontrar soluções.
Mais pormenores desta Conversa Franca, podem ser ouvidos na Ribatejo FM, em 92.2 e na Internet em www.ribatejofm.net.

Comunistas de Alenquer "resgatam" pelouros


A CDU de Alenquer já resgatou os pelouros que lhes tinham sido retirados por Álvaro Pedro, na sequência do voto contra o plano de actividades e orçamento da autarquia. Os comunistas dizem que já chegaram a um entendimento e argumentam, que as negociações foram reatadas depois de terem visto satisfeitas algumas “exigências”


Já foi reatada a coligação entre a CDU e o Partido Socialista em Alenquer. O fim do acordo foi ditado pelo voto contra ao orçamento e plano de actividades dos comunistas, que se fizeram valer da posição que detinham na autarquia para reivindicar “melhores condições de trabalho” para prosseguir o trabalho junto dos pelouros que lhes foram cedidos por Álvaro Pedro. Recordo que o PS, ganhou as eleições em 2005, contudo sem maioria, pelo que tiveram de fazer um acordo com o único vereador comunista eleito, José Manuel Catarino, que terá ficado com os pelouros, da Saúde, Juventude, Cinegética e Agricultura.
Depois do voto contra o orçamento, por alegadamente não reunir as condições que os comunistas consideraram de mínimas e indispensáveis para continuar o trabalho, levou Álvaro Pedro a retirar o pelouros a Catarino, contudo e depois de algumas negociações, os socialistas acederam ás reivindicações da CDU, e o acordo voltou a estar de pé.
Em conferencia de imprensa, José Manuel Catarino salientou que para este regresso, pesou o facto dos “interesses da populações de Alenquer” dado eu se a CDU não reatasse o acordo, a autarquia seria gerida em duodécimos “podendo prejudicar alguns projectos importantes para o futuro do concelho”.
Na conferência de imprensa convocada pelos comunistas na última quarta-feira, Catarino admitiu, que as reivindicações foram satisfeitas, depois de muitas reuniões e negociações. O vereador ganha assim um novo espaço físico para trabalhar, um técnico em permanência para a área da juventude e mais um funcionário apoio á actividade autárquica.
Os comunistas dizem que só conseguem explicar este impasse “pelo facto do partido socialista estar a governar sozinho há mais de trinta anos, e não estar habituado a estas cedências”. Os comunistas referem que as “exigências que fizemos, não iam de maneira nenhuma aumentar o quadro financeiro da autarquia, até porque todos os funcionários que passam agora a integrar o gabinete, já são empregados da Câmara”.
Por outro lado, e devido ao impasse criado com as negociações, o anterior assessor de imprensa, e actual vereador da Câmara Municipal de Vila Franca de Xira, Nuno Libório, regressou “à Câmara da Moita, onde é quadro superior” admitindo assim José Manuel Catarino, a contratação politica de um novo assessor para a área da Imprensa.
Agora e com os pelouros resgatados, José Manuel Catarino, admite que irá dar continuidade aos projectos que tinha a correr, escusando-se a comentar se alguns desses projectos ficaram em causa devido ao impasse criado com as negociações.
Para já, o vereador anunciou o alargamento para um mês da semana da juventude: Catarino assegura que já em 2007, o mês de Março será todo ele dedicado aos jovens, sem no entanto clarificar a sua programação.
Por outro lado, o vereador quer continuar a apostar na formação em matéria de informática, nos agricultores do município de Alenquer, bem como na feira de agricultura biológica, que continuará a ter como parceiro a COOPQUER.

Junta de Aveiras muda de casa e GNR prepara-se para "ocupar" aintigas instalações da edilidade


A Junta de Freguesia de Aveiras de Cima já se mudou de armas e bagagens para o novo edifício nas traseiras do actual.
Segundo apurou o Vida Ribatejana, este novo edifício que vai albergar a autarquia local, já está pronto, e as infra-estruturas de telecomunicações, como são os casos das linhas telefónicas e outros equipamentos, só foram aplicadas na última semana, daí algum atraso nas mudanças.
Justino Oliveira, presidente daquele órgão, salientou recentemente a necessidade de desocupar aquele espaço. Por um lado para o deixar vago para a GNR local, por outro, porque a antiga sede não possuía acessos para deficientes.
O novo edifício da Junta de Freguesia de Aveiras de Cima, foi construído pela autarquia, que o programou para ser um armazém. Todavia, e como o espaço era significativamente grande, a junta alterou o projecto, tornando-o no moderno edifício para servir os fregueses de Aveiras de Cima.
A nova casa já tem um refeitório para os funcionários, uma ampla sala de sessões, gabinetes para os autarcas, bem como uma garagem e uma divisão para arrumação de ferramentas.
O autarca em entrevista ao programa “Conversa Franca” da Rádio Ribatejo, frisou a necessidade de desocupar o velho edifício, tanto que “já cá estiveram elementos da GNR, e já chegamos a um acordo”. A junta de freguesia já colocou a base para a antena das forças de segurança, e mal deixe o edifício vazio, poderão começar as obras de readaptação do espaço, que serão feitas, em parte, pela junta. Em troca a GNR irá pagar cerca de 750 euros de renda, por aquele espaço, que será nesta fase ainda provisório.
O autarca explicou que o quartel será provisório, porque está nos planos da autarquia desafectar uma parcela de terreno da AUGI (Áreas Urbanas de Génese Ilegal) pertencente à Quinta do Mor. Contudo e como esse processo está demorado, a Câmara Municipal de Azambuja e a Junta de Freguesia, já decidiram arranjar outro terreno, nas imediações da freguesia para que o quartel seja construído rapidamente.
De acordo com Justino Oliveira, falta apenas a visita da GNR ao local, para saber se aceita a nova localização. Se tudo correr como previsto, o processo poderá começar a andar nos próximos meses, e entretanto a GNR irá instalar-se nas actuais instalações da Junta.
Está é, aliás, uma “prenda” há muito reclamada pelos militares que servem o posto da GNR de Aveiras de Cima. As condições de trabalho, não têm sido fáceis, e o actual edifico que serve de quartel, tem inúmeros problemas ao nível das infiltrações e humidades, nas paredes e telhados.
Com o actual espaço é exíguo, há quatro anos foi necessário encontrar uma solução para que os militares pudessem pernoitar no posto. A hipótese foi encontrada em conjunto pela Câmara e pelo comando geral, que alugou um apartamento, nas imediações, para que os soldados pudessem ter melhores condições.

Wednesday, January 24, 2007

Oposição contra "café" no jardim urbano de Azambuja


O novo Jardim Urbano de Azambuja vai ter em breve uma cafetaria de apoio. Contudo a proposta não foi pacífica, tendo os vereadores da oposição, acusado a autarquia de promover a concorrência entre a restauração da vila, que já tem cinquenta estabelecimentos deste género.



A construção de uma cafetaria de apoio ao Jardim Urbano de Azambuja não está a ser unânime na Câmara Municipal de Azambuja.
Todas as forças politicas estão de acordo de que o equipamento faz falta, mas a sua dimensão e forma de concessão dividem os partidos.
À autarquia têm chegado algumas reclamações no sentido de dotar o espaço com balneários. Uma das formas de o fazer é construir um bar de apoio nas imediações do jardim, e essa parece ser a vontade da Câmara.
Para isso levou à última reunião do executivo a abertura do concurso Público para “Concessão de Instalação e Exploração de Quiosque/Cafetaria no Jardim Urbano de Azambuja”. Acontece que a CDU, não vê com bons olhos algumas das cláusulas da concessão.
António Nobre considera por um lado que os vinte e cinco anos de exploração, são exagerados, e por outro lamenta que o valor da renda seja baixo, cerca de 250 euros por mês.
O vereador comunista, salienta não estar de acordo com este tipo de parcerias público- privadas, até porque na sua opinião, acaba por ser sempre a parte pública a arcar com a maioria das despesas, enquanto os privados lucram.
Já António José Matos do PSD, considera errada a aposta da autarquia em fomentar um espaço daquela dimensão no Jardim Urbano.
O vereador argumenta com o facto do equipamento “ser tudo menos um bar de apoio” e acrescenta que “140 m2 já são significativos” e que irá concorrer com a restauração existente nas imediação “que são seis cafés” e dois dos quais a menos de cinquenta metros.
Luis de Sousa, vice-presidente do município, frisou entretanto que o novo espaço não deverá criar problemas de concorrência aos outros cafés.
O vice-presidente argumenta que o espaço terá características próprias, cujo futuro concessionário terá de cumprir. Luís de Sousa refere que o concessionário terá de promover eventos lúdico-culturais.
Quanto aos 25 anos de concessão, Sousa defende este prazo, para que o concessionário possa ver rentabilizado o investimento naquele espaço, já que terá de fazer o edifício de raiz, e terá entre outras a obrigatoriedade de pagar uma renda, que será superior ou igual aos 250 euros, que servirão apenas de valor base neste concurso.
Com tudo isto Antonio Nobre da CDU absteve-se, os vereadores do PSD votaram, tendo a proposta sido aprovada pela maioria socialista.

Rotunda nascente sem sinalização provoca acidentes


Os vereadores da oposição (CDU e PSD) da Câmara Municipal de Azambuja estão preocupados com a falta de sinalização da nova rotunda nascente da vila.
António Nobre vereador da CDU, disse, na reunião do executivo desta segunda-feira, ter recebido algumas queixas por parte de munícipes, devido à sinalização insuficiente.
O vereador considera “lamentável” a situação, tanto mais que “fizemos o alerta em devido tempo e deviam ter sido dito ao empreiteiro, que a obra precisava de estar melhor sinalizada, sobretudo durante a noite”.
Uma situação que terá sido discutida há quinze dias, e que segundo o vereador, não terá produzido efeitos prático.
Por isso o edil apela à autarquia, para que junto do responsável da obra, o faça cumprir a colocação da sinalização, dado que “isso faz parte do contracto, ele tem o dever legal de proceder à sinalização suficiente e necessária para evitar qualquer o acidente”.
O vereador criticou ainda, a forma de como é vista esta situação, uma vez que “a obra é do município, e será o município a dar a cara e a ter que aguentar com a justa censura de quem foi lesado”.
Antonio José Matos, manifestou também a sua preocupação constatando que a sinalização e iluminação era insuficiente.
O vereador sublinha o facto de após terem começado as obras, já existiram alguns acidentes de viação, devido ao desconhecimento daquele equipamento.
Nesse sentido o vereador laranja apelou também a colocação da iluminação, tanto mais que o local de noite não tem qualquer luz.
Luis de Sousa, vice-presidente da autarquia, disse partilhar da preocupação dos vereadores. O responsável. Sublinhou que a câmara irá de novo falar com o empreiteiro responsável pela obra, embora saliente que depois da primeira conversa “eles sinalizaram com sinais luminosos as obras durante a noite”.
Luis de Sousa vinca que no local apenas se deu um acidente, e que a autarquia já terá “enviado toda a documentação e a culpa para o empreiteiro, visto que a Câmara já o tinha chamado a atenção” sobre as condições de segurança da obra.


Monday, January 22, 2007

Familia fica sem casa em Virtudes


Uma família de quatro pessoas, um casal e dois filhos, ficou esta segunda-feira desalojada, depois do apartamento que habitava na localidade de Virtudes, ter sido devastado pelas chamas.


O fogo que deflagrou na segunda-feira num apartamento na localidade de Virtudes, deixou na rua uma família de quatro pessoas, um casal e duas crianças.
Segundo o Vida Ribatejana apurou, o alarma foi dado por um vizinho que se apercebeu de algum fumo originário do apartamento ao lado. De imediato chamou os bombeiros de Azambuja, e enquanto isso arrombou a porta á procura dos vizinhos.
De acordo com informações recolhidas no local, na altura em que o incêndio deflagrou, não estava ninguém em casa. Àquela hora, quase cinco da tarde, é habitual a mãe ir buscar os filhos à escola. Foi nesse espaço de tempo que se deu o fogo, que destruiu por completo o interior do apartamento situado num primeiro andar.
Dado o estado em que ficou a habitação, a família pouco ou nada conseguiu recuperar. No meio dos destroços, apenas conseguiram meia dizia de peças de roupa, já que a restante terá ardido.
Embora os familiares não estivessem em casa na altura do fogo, viveram-se momentos dramáticos, com as vítimas bastante nervosas, e com uma preocupação: as meninas.
Uma das familiares disse ao Vida Ribatejana, que a grande preocupação eram as coisas das crianças “ardeu tudo ficamos sem nada”. Enquanto isso também os populares, que tentavam acalmar as pessoas, se iam solidarizando entre todos para tentar colmatar algumas necessidades para as crianças.
Uns vizinhos adiantaram ao Vida Ribatejana, que “vamos agora tentar arranjar algumas roupas para as crianças. Tenho um neto com dois anos, devo ter lá qualquer coisa que sirva”. Outros vizinhos ainda incrédulos, tentavam organizar-se para ajudar.
“nesta altura, tudo o que conseguir-mos será pouco, por isso vamos ver entre todos o que cada um pode fazer” disse um habitante de Virtudes.
Luis de Sousa vice-presidente da Câmara Municipal de Azambuja, e responsável pela área social, garantiu ao Vida Ribatejana que se houver necessidade a edilidade procurará ajudar esta família. Contudo o edil sublinhou já ter conhecimento de que os desalojados, um casal e duas meninas de um e sete anos de idade, ficarão em casa de familiares, que fica a escassos cem metros da habitação que agora ardeu.
Ainda assim, Luís de Sousa irá ter esta semana uma reunião com membros dessa família, para avaliar o grau das necessidades “já que hoje estão bastante nervosos. Não é a altura ideal”.
Pedro Cardoso, comandante dos Bombeiros de Azambuja adiantou também que este foi um fogo difícil de combater “tal era a carga térmica acumulada”.
O responsável vincou que o prédio não oferece perigo aos habitantes. Todavia, salienta que o apartamento em causa terá compartimentos que “terão de ser escorados. Houve uma grande carga térmica dentro do quarto, onde o fogo ficou confinado”, no entanto o fumo espalhou-se por toda a casa “que estragou o resto do recheio da casa, vamos escorar e depois serão feitas obras”.
Quanto à origem deste incêndio, Pedro Cardoso, salienta “ainda não posso adiantar nada”. O operacional diz querer esperar pelo rescaldo e pelas investigações que ficarão a cargo das autoridades policiais.
Segundo apuramos, no apartamento não havia qualquer aparelho ligado ou lareira acesa, pelo que está para já afastada a hipótese de curto-circuito.

Sunday, January 07, 2007

Alcoentre "ganha" Habitação Social


O processo já se arrasta pelo menos há quatro anos, mas a Câmara Municipal de Azambuja acredita que o actual secretario de estado da Justiça Conde Rodrigues está a fazer tudo para que finalmente as casas dos antigos funcionário do EPL passem para as mãos da Câmara que as quer transformar em habitação social.

Pode estar para breve a entrega à Câmara Municipal de Azambuja das antigas casas dos guardas prisionais de Alcoentre. De acordo com Luís de Sousa vice-presidente da autarquia, já existe um “pré-entendimento” com o ministério da justiça, de reverter essas casas para habitação social.
O vice-presidente, confirmou ao Vida Ribatejana que já existiram contactos com o secretário de estado da justiça, Conte Rodrigues e que faltam apenas ultimar alguns pormenores, para que dezasseis antigas moradias, sejam propriedade da câmara.
Em breve, e depois de formalizada a cedência, irão servir para albergar algumas famílias, entretanto já sinalizadas, como sendo carentes ao nível habitacional.
Luis de Sousa sublinha entretanto, que pese embora o facto dessas casas se encontrarem na freguesia de Alcoentre, irão estar disponíveis, inclusive para carenciados oriundos de qualquer ponto do município azambujense.
A autarquia, mais propriamente, o sector social, tem feito regularmente levantamentos sobre as famílias carenciadas, e embora o Vida Ribatejana não tenha tido acesso aos números, sabe que desde a construção dos bairros sociais de Vale do Paraíso e Azambuja, afectos ao PER (Plano Especial de Realojamento) têm vindo aumentar. Não tanto pelos emigrantes que chegaram ao concelho de Azambuja, mas por situações de carência que surgiram já depois dos primeiros realojamentos em Azambuja.
De acordo com Luis de Sousa a maioria das habitações, que ficam situadas no centro urbano de Alcoentre, estão a necessitar de obras, que só podem ser feitas depois de recebidas pela autarquia.
Ao todo são dezasseis habitações, que passarão, para as mãos e gestão da Câmara, mal o estado dê luz verde. Ao que o Vida Ribatejana apurou, faltam apenas alguns pormenores burocráticos para que a cedência aconteça. Até lá a edilidade vai continuar a ver aumentar o número de pessoas carenciadas de habitação.
Luis de Sousa confirmou no entanto, que existem mais casas que poderão alargar o PER em Alcoentre.
Para além das moradias no núcleo urbano da vila, o Ministério da Justiça é também proprietário de alguns apartamentos, junto ao Estabelecimento Prisional de Vale de Judeus. Essas casas estão vagas, na sua maioria, todavia não fazem parte para já dos planos da autarquia.
Luís de Sousa explicou que na maioria das situações detectadas em Alcoentre “as famílias não estão habituadas a viver naquele tipo de apartamentos” vincando que essa é uma opção pela qualidade de vida das famílias.
Contudo e embora não exista qualquer formalização na entrega das habitações, já existe uma família a habitar uma das casas.
Tratou-se de um caso especial, em que uma família de Alcoentre, viu a sua casa arder, há três anos, e dado que a câmara não tinha outra solução, contractualizou com o ministério da justiça a utilização de uma das casas de forma provisória.
Embora não exista qualquer data em cima da mesa para que esta cedência se formalize, Luis de Sousa, acredita que é para breve, pois “o senhor secretário de estado é nosso vizinho e conhece a situação do concelho de Azambuja” disse.

Estabelecimento Prisional de Alcoentre será ampliado

Nessa mesma reunião, Conde Rodrigues terá anunciado aos autarcas, a ampliação do Estabelecimento Prisional de Alcoentre.
Joaquim Ramos, presidente da edilidade azambujense, confirmou ao Vida Ribatejana, esse anúncio e declarou, que tal obra é bem vista pela câmara.
A ampliação do espaço será feita, tendo como base as verbas resultantes da venda do Estabelecimento Prisional de Lisboa. Contudo Joaquim Ramos tem-se mostrado critico, relativo ao facto dos últimos PIDDAC beneficiarem grandemente os estabelecimentos prisionais de Alcoentre e Vale Judeus em detrimento de outros investimentos aspirados pela autarquia.
O edil considera este investimento positivo “pois resulta de uma transacção imobiliária, que consiste na venda de um empreendimento em Lisboa e no investimento em Azambuja. Portanto é bom para Azambuja” disse.

Origens

O Estabelecimento Prisional de Alcoentre foi inaugurado a 18 de Janeiro de 1944. O objectivo era constituir uma colónia agrícola destinada a reclusos em cumprimento de pena de prisão maior, em regime de trabalho agrícola.
As instalações daquela que outrora se chamou de Colónia Penal de Alcoentre, ficam distribuídas por uma área de 650 hectares, que incluem, não só as instalações prisionais, mas também o bairro de funcionários, oficinas e, na sua maior parte, as instalações agro-pecuárias.
Actualmente, as instalações prisionais são constituídas por três zonas distintas: O Bloco Central, que integra três alas prisionais, área oficinal, cozinha, enfermaria, escola, ginásio, biblioteca, sector de segurança e instalações para o pessoal, sendo que todas estas instalações, à excepção de uma ala, que já possuía blocos sanitários, foram criadas ou remodeladas totalmente a partir de 1996 ;Dadas as características do estabelecimento foi instalado em Julho de 1993 pelo Centro Protocolar de Justiça um Centro de Formação Profissional essencialmente vocacionado para as áreas de agro-pecuária.A população prisional é essencialmente constituída por reclusos condenados em cumprimento de penas de prisão superiores a três anos, maioritariamente oriunda da área da Grande Lisboa.

Balanço quase positivo no PER - Azambuja


Quase dez anos depois do primeiro PER no concelho de Azambuja, os moradores e autarcas fazem contas à vida. Se para a autarquia e para a generalidade dos moradores o processo foi bem conseguido, para uma minoria, as coisas não são bem assim


No fim da década de 80 quando se começou a gizar o PER de Azambuja, muitos estavam longe de saber se os resultados que daí advinham eram positivos.
Na altura o PER de Azambuja foi um dos primeiros a ser implantado no país. Em consequência disso, foram perpetrados alguns erros que agora não seriam cometidos.
Era João Benavente presidente da Câmara Municipal de Azambuja, e tudo parecia correr bem. Os levantamentos dos agregados familiares e rendimentos foram feitos, e começou-se a perspectivar uma nova solução para as setenta famílias que moravam no bairro da liberdade, ou se preferir Bairro do Alto da Torre, como era conhecido pelos populares.
Nem sempre sinónimo de coisas boas, o Bairro do Alto da Torre, começou a tomar forma muito antes do 25 de Abril de 1974. Foi contudo nesse ano, que assistiu a um “explosão” demográfica, que o viria a colocar na rota dos Planos Especiais de Realojamento”, já no fim dos anos oitenta, início dos anos 90.
Nessa altura e aproveitando as verbas colocadas à disposição do país pela União Europeia, a autarquia decidiu então em conjunto com a secretaria de estado da habitação, levar a bom porto a construção de um novo bairro social e o desmantelamento do Alto da Torre, que por essa altura já era conhecido como um bairro de lata degradante, onde se refugiavam toxicodependentes e famílias de poucos recursos a viver em casas de uma divisão, e onde o agregado familiar se multiplicava.
Luis de Sousa à época vereador com o pelouro da habitação, lembra que os levantamentos foram pacíficos. As equipas da Câmara traçaram o perfil de cada família, e projectaram no futuro o seu crescimento.
Foram identificadas sessenta e sete famílias, que viviam no Alto da Torre, entre a rua dos Campinos e a estrada de acesso aos casais do farol.
Daí, segundo o vereador, foi um passo para começarem os problemas. Luis de Sousa recorda, que a maioria das pessoas apresentava alguma resistência à mudança, mas pouco a pouco, foram cedendo e aceitando as novas casas.
Ao todo a Câmara construiu setenta e cinco habitações, naquele que mais tarde viria a ser conhecido como Bairro Social da quinta da Mina, e que ainda hoje, devido a erros do passado, é fruto de desacatos e instabilidade entre alguns moradores.
Um dos motivos para s “turbulência” prende-se com o facto de entregar apartamentos, a pessoas que sempre viveram paredes-meias com a terra, com as suas coisas e que ali não o podem fazer e sentem-se deslocados. Se fosse hoje, Luís de Sousa, garante que não o faria, entregaria casas térreas a uns e a outros os apartamentos.
Mas naquela altura e à luz da falta de experiência no que toca aos PER, a situação foi diferente. Levantou resistência entre os populares, que embora reconhecessem a ilegalidade das suas construções, reclamavam o direito a permanecer nelas, já que muitas das casas eram em alvenaria, e um pequena parte em madeira ou zinco.
Houve mesmo gente que em todo este processo, tivesse instaurado processos contra a Câmara, mas que mais tarde os veio a perder em tribunal. Contudo um desses moradores ainda resiste. A sua casa fica virada para a rua D. Sancho I, e durante muito tempo manteve na fachada um cartaz que dizia “esta é a barraca que o Benavente quer deitar a baixo”. O Vida Ribatejana, tentou chegar à fala com o proprietário, mas não conseguiu em tempo útil. Contudo conseguimos saber que o processo de legalização do terreno ainda continua, e que por enquanto ainda habita aquela moradia.
Outros não conseguiram tal proeza. Os terrenos que ocupavam pertenciam grande parte a um particular que até hoje, segundo sabemos, nunca reclamou os terrenos. Outros, e porque tinham as suas casas nos terrenos da EPAL (Empresas publica de Aguas de Lisboa) foram obrigados a retirar, e embora contrariados deixaram que lhes deitassem abaixo as casas, sob o olhar atento, mas pacifico da GNR.
A entrega das novas casas deu-se então em 1997, era Leonor Coutinho Secretaria de Estado da Habitação. Na altura, não houve tempo para lamentos, mas a maioria dos moradores partiu para a casa nova, com esperança numa vida nova.






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Inquilinos não conseguem pagar rendas


A grande parte dos moradores do bairro social da Quinta da Mina em Azambuja, queixa-se da vizinhança. Mas sobretudo queixa-se que em parte foi “abandonada e misturada” com pessoas da etnia cigana “que não sabem seguir regras” referiu uma moradora ao Vida Ribatejana que não quis ser identificada.



Os problemas têm sido muitos entre vizinhos e por isso os moradores não gostam de dar a cara, com medo de represálias dessas famílias.
À nossa reportagem, a moradora disse ser do conhecimento das autoridades o que se passa no lote quatro, o lote habitado por famílias de etnia cigana.
De noite “temos medo porque os ciganos, chamam nomes aos miúdos e metem-se connosco. E já não é a primeira vez que há aqui desacatos” disse.
Outra moradora referiu ao Vida Ribatejana que “estava melhor no Alto da Torre. As casas eram ilegais, mas não via este mau ambiente” por outro lado sublinhou que “o mau ambiente é sobretudo com os ciganos. Aqui há uns tempos partiram o café quase todo, por coisa nenhuma”disse.
Mas na generalidade, os moradores estão contentes com as casas. Garantem ter melhorado a qualidade de vida mas nem sempre é assim.
Outra das queixas, são as rendas que os moradores consideram elevadas. A Câmara tem feito demaches no sentido de cobrar as rendas aos inquilinos, mas na maioria das vezes não é bem sucedida.
Há ainda casos de que os moradores têm puxadas ilegais de luz, a partir das escadas do condomínio, e outros exibem sem qualquer pudor Bypass de água, sem passar pelo contador.
São estas algumas situações já detectadas pela autarquia, e verificada em loco pela comunicação social, numa das visitas promovidas pela Câmara ao local.
Para além da água e luz, e ausência de qualquer pagamento de renda “eles (os ciganos) arrancam os tacos do chão para fazer fogueiras. Há quem retire as portas para queimar, e fazem fogueiras no meio da sala num primeiro andar” referiu um morador que não quis ser identificado.
Esta é uma das razões pelas quais, Luís de Sousa, vice-presidente da Câmara, considera ter havido erros no PER. As questões culturais das famílias de etnia cigana e de outras, não foram acauteladas, o que deu azo a este tipo de situações “de falta de integração”. É por isso que a Câmara ainda está à procura de um terreno, para realojar essas famílias. Luis de Sousa, garante que a procura continua e que está a ser feita em colaboração com o patriarca dessas famílias que também já mostraram o desejo de abandonar os prédios.
Por outro lado há casos de manifesta incapacidade de cumprir os pagamentos. É o caso de Rosalina Lopes mãe de sete filhos, entretanto a maior parte já casados, e cujas dificuldades financeiras se agravaram nos últimos anos.
Ao Vida Ribatejana, a munícipe garante se fosse hoje “não saia de lá”. Até porque tinha mais terreno, que embora fosse propriedade da EPAL, era muito mais feliz:
Rosalina Lopes garante por seu lado que a sua vida mudou radicalmente “E está cada vez pior”, alegando que nesta altura não tem dinheiro para pagar a renda da casa, que está atrasada três anos e que espera a qualquer momento ser despejada pela autarquia.
Os últimos anos na casa de Rosalina não têm sido fáceis. Actualmente são quatro pessoas a viver do dinheiro dos “biscates” de um dos filhos consegue.
Para agravar a situação, o marido de Rosalina está preso a uma cama, com um tumor e dois dos filhos são aditos.
Um é toxicodependente o outro é alcoólico, e embora este último trabalhe, a vida acaba por não sorrir a esta família.
Rosalina confirmou entretanto que existe em marcha um plano de pagamento para as rendas atrasadas “dávamos três contos por mês da renda atrasada. Mas eu não tenho dois, quanto mais três contos”, para uma renda que se fosse cumprida não chegaria a perto de 20 euros.
Rosalina Lopes reconhece que está em divida, mas acrescenta que a doença do marido, um tumor, tem levado a maioria do dinheiro que a família ganha, e diz por isso que o pouco que vai havendo é para a comida do dia-a-dia.
Com os olhos postos no passado, Rosalina, garante que a casa que habitava no Alto da Torre, tinha melhores condições. Era mais ampla, e o terreno onde estava construída era da EPAL “por isso devia ter sido a EPAL a colocar-nos de lá para fora e não a Câmara”.
O futuro, diz que vai aguardar com expectativa. Já assumiu que não consegue pagar a renda e diz que se a Câmara partir para o despejo “vou acampar para o largo da Câmara, ou dormir para debaixo da ponte”disse.

GNR AVEIRAS DE CIMA DETEM MOLDAVOS EM FLAGRANTE


A GNR de Aveiras de Cima, deteve na passada semana em flagrante delito dois cidadãos de nacionalidade Moldava, que se preparavam para roubar uma sucata em Alcoentre.
Segundo fonte policial, os assaltantes de 21 e 24 anos, já tinham uma carrinha à porta cheia de material, predominantemente de alumínio, quando foram surpreendidos pela patrulha, que habitualmente faz a ronda por aquele local.
A mesma fonte sublinhou ao Vida Ribatejana, que provavelmente o material roubado, seria vendido no mercado paralelo, para ser fundido, dando origem a outras peças.
Na carrinha, que era propriedade de um dos assaltantes, já se encontravam alguns objectos, tais como portas de galeras em alumínio, ou depósitos de combustível de pesados acidentados.
Segundo apuramos, sobre um dos elementos, recaia um mandato de captura emitido pelo SEF (Serviço de Estrangeiros e Fronteiras), o outro aparentemente não tinha cadastro criminal.
Os dois elementos, com residência conhecida em Elvas e Loures, foram presentes a tribunal e aguardam em liberdade, mas com obrigatoriedade de apresentações periódicas nas autoridades de sresidência.

ACIDENTE PROVOCA DOIS MORTOS


Dois mortos, foi o resultado de um grave acidente ocorrido no cruzamento da Guarita em Azambuja. O forte nevoeiro que se fazia sentir e a falta de reflexos do condutor com setenta e seis anos, podem, segundo as autoridades, ter estado na origem deste acidente.


O nevoeiro cerrado e a falta de reflexos podem ter estado na origem do acidente mortal que ocorreu na manha da passada quinta-feira no cruzamento da guarita em Azambuja.
Ainda não eram sete da manhã e, os bombeiros de Azambuja já estavam a receber um alerta de um camionista que terá assistido a tudo.
Segundo o Vida Ribatejana conseguiu apurar, um casal de iodos que se fazia transportar numa carrinha de mercadorias, terá sido surpreendido por um veículo pesado, que a abalroou lateralmente, provocando a morte imediata dos dois ocupantes. Um casal de Aveiras de Cima na casa dos setenta anos.
As vítimas João e Rosa, que tinham sido proprietários de uma mercearia até há bem pouco tempo na vila de Aveiras de Cima, deslocavam-se para o hospital de Vila Franca de Xira para uma consulta de rotina. O acidente deu-se na ligação da estrada que liga Aveiras de Cima à estrada Nacional 3 no cruzamento da Guarita.
Segundo uma testemunha ouvida no local pelo Vida Ribatejana, “a carrinha estava no meio do cruzamento. A visibilidade era pouca e se calhar o homem pensava que não estava ainda no cruzamento, para virar para Azambuja. Foi então que um pesado de mercadorias, proveniente de norte, embateu fortemente na viatura ocupada por João e Rosa.
O embate foi de tal forma violento, que a carrinha foi arrastada quase duzentos metros, do ponto de embate inicial.
Fonte dos voluntários de Azambuja que deslocaram 11 homens para o local, confidenciou que os óbitos terão sido quase instantâneos “embora, só o INEM possa fazer esse diagnostico”.
Cem efeito, quando o Vida Ribatejana chegou ao local, perto das sete da manhã, o cenário já era constrangedor. Os bombeiros já tinham retirado Rosa Torrão de setenta e dois anos, e preparavam-se para a colocar na ambulância. Enquanto isso, outra equipa, retirava com cuidado a outra vítima, João Torrão que era o condutor da carrinha, com 76 anos, também para o interior de uma outra ambulância.
Cerca de meia hora depois, chegava a viatura da VMER (Viatura Médica de Emergência Médica) que confirmava no local o falecimento das vítimas, que posteriormente foram transportadas para o centro de Saúde de Azambuja, para posterior autópsia.
Quanto ao condutor do pesado, este ficou em estado de choque, contudo não teve de receber cuidados hospitalares.
O funeral do casal acabou por se realizar na passada sexta-feira, levando uma multidão de aveiricenses a despedir-se do casal, que era muito querido e conhecido na vila de Aveiras de Cima.

CAIXA AGRICOLA AZAMBUJA ASSALTADA


Um homem aparentando quarenta anos, assaltou na passada quinta-feira a Caixa de Credito agrícola de Azambuja. Segundo testemunhas ouvidas pelo Vida Ribatejana, o indivíduo que se fazia transportar num Peugeot Branco, estacionou a viatura a escassos sem metros da dependência bancárias, deixando-a a trabalhar para qualquer eventualidade. As mesmas testemunhas que presenciaram as movimentações do homem, esclareceram que o individuo aguardou a hora de fecho da dependência bancária, entrando ao mesmo tempo que a última cliente do dia. Contudo, dizem, aguardou pacientemente em frente à porta, mas do outro lado da rua, que alguém chegasse, tapou o rosto com um passa-montanhas e entrou na caixa.
Lá dentro terá pedido para encher os sacos de plástico que trazia. Os funcionários não ofereceram resistência, até porque o meliante fez o assalto sob ameaça de arma de fogo.
A única cliente que estava na dependência bancária e que segundo testemunhas, terá entrado ao mesmo tempo que o individuo, ficou nervosa, contudo isso não atrapalhou os planos do larápios, que mal viu os seus intentos satisfeitos, se dirigiu para o veiculo que tinha deixado numa estrada paralela à nacional 3, de modo a encetar a figa já planeada. Pelo caminho de regresso, as testemunhas salientaram que o homem foi despindo a roupa que trazia, chegando ao carro com uma roupa totalmente diferente, faltando apenas dizer, se nessa altura, o homem já tinha o rosto descoberto
Segundo fonte policial, o homem, terá conseguido levar cerca de seiscentos euros, encontrando-se ainda por identificar, embora todo o assalto tenha ficado registado nas câmaras de vigilância da Caixa de Crédito Agrícola de Azambuja.
O assunto foi entregue à Policia Judiciaria, que esteve no local a recolher todos os indícios do assalto, bem como ouvir as testemunhas.

Vila Nova da Rainha "ganha" sede remodelada


A tarde de sábado foi de festa para Vila Nova da Rainha. A junta inaugurou a nova sede, novos balneários e garantiu ainda a colocação de mais uma maquina Multibanco de acesso fácil e de ultima geração, junto da Caixa de Credito Agrícola de Azambuja.



A junta de Freguesia de Vila Nova da Rainha, concelho de Azambuja, inaugurou no passado sábado a ampliação as suas instalações e dos balneários públicos. O evento contou com a presença das força vivas do município, e atraiu para a rua uma pequena multidão, que para além que querer ver as novas instalações foi chamada a aplaudir a banca de Vale do Paraíso, que abrilhantou os festejos.
Com cerca de 1000 habitantes, segundos os censos de 2001, Vila Nova da Rainha prepara-se para enfrentar alguns desafios.
O aeroporto de Ota vai ficar perto da freguesia, que tem crescido a olhos vistos nos últimos anos. Os locais estimam mesmo que a população pode triplicar em breve. A construção do Bairro da Socasa e a chegadas de novas empresas à Zona Industrial da Rainha, são bons motivos que alegram a população, em embora esteja habituada a pacatez da vila, que outrora fora a terra das três mentiras, já se vai habituando à urbanidade, que vai chegando.
Para a já a vila prepara-se com uma nova e ampliada sede para a junta.
Foi construído um primeiro andar, novas salas para o posto médico no rés-do-chão. Novas áreas de apoio aos diversos serviços da junta, e um salão nobre bastante amplo.
José Rodrigues Onofre, presidente da Assembleia de Freguesia de Vila Nova da Rainha, destaca que esta era uma obra importante para enfrentar os novos desafios, lembrando os acessos rodoviários e ferroviários, cada vez mais importantes no desenvolvimento da localidade. Aliás o autarca salientou mesmo o remodelado apeadeiro de Vila Nova da Rainha, que tem sido um dos garantes de desenvolvimento local, bem com a futura ponte sobre o Tejo, entre o Carregado e Benavente e as ligações a Arruda dos Vinhos.
Também Joaquim Marques, presidente da Junta, salientou os novos desafios que para os quais a vila se prepara.
O autarca frisou a importância da obra, felicitando o presidente da Câmara Joaquim Ramos “que ao longo destes anos tem posto o seu saber ao serviço das populações do concelho de Azambuja”.
José Fidalgo, presidente da Junta de Freguesia de Vila Franca de Xira e dirigente da ANAFRE do distrito de Lisboa, salientou também a obra construída em terras de Vila Nova da Rainha. Destacando por seu lado a cooperação “estratégica” entre a freguesia e a Câmara Municipal de Azambuja. O responsável que aludiu à cooperação entre instituições, vincou também o “papel intimista dos autarcas, junto das suas comunidades” salientando que estes são 2ª gestão mais próxima da população”
O novo edifico, que foi a primeira obra construída pela EMIA (Empresa Municipal de Infra-Estruturas de Azambuja) terá, para além de um posto médico, ainda sem médico, serviço de correios, Internet, entre outros. Nesse sentido Joaquim Ramos, classificou-o como “uma espécie de loja do Cidadão, à nossa dimensão” congratulando-se com a obra, mas dizendo-se magoado com a oposição, que tem segundo o próprio, recusado entrega das obras da EMIA, à autarquia.
O autarca aproveitou o momento para frisar que “sem isto não havia hipótese de executar exacta obra” lembrando as restrições financeiras impostas aos municípios.

Caixa Agrícola de Azambuja Inaugura Multibanco

Os responsáveis da Caixa de Credito Agrícola de Azambuja, selaram com champanhe a celebração de um protocolo, com a junta de freguesia de Vila Nova da Rainha.
Os responsáveis pela instituição de crédito local, lembraram o esforço que o banco tem feito no sentido de proporcionar bons serviços em todo o concelho de Azambuja. No caso de Vila Nova da Rainha, António Silva, gerente da instituição, lembrou que embora as analises elaboradas pela instituição revelem uma “fraca viabilidade económica”, acedeu ao pedido da Junta de freguesia, que até ao momento tinha uma maquina Multibanco de outra instituição, que não funcionava convenientemente.
Assim, a instituição, passa a ter a “exclusividade” na freguesia. Primeiro com a inauguração duma delegação há dois anos, e agora com a colocação de mais uma caixa Multibanco, no exterior das instalações da junta, lembrando que foi a convergência de interesses, entre a junta e a Caixa Agrícola, que deram o mote para esta parceria, que já existe por exemplo nos Casais da Lagoa, freguesia de Aveiras de Baixo.



A Terra das Três Mentiras

José Machado Pereira, historiador e museólogo da Câmara Municipal de Azambuja, fez uma resenha histórica do passado de Vila Nova da Rainha.
O historiador, lembrou a importância que a localidade tem para a historia da aviação nacional, já que a própria força aérea portuguesa, vinca com alguma insistência o facto de “em 1916 ter acolhido a primeira escola da aeronáutica militar, no contexto da primeira guerra mundial”.
Quanto ao facto de Vila Nova da Rainha ser considerada a terra das três mentiras, José Machado Pereira, considera que para ele as coisas não são assim tão líquidas.
O historiador lembra que em 1232, “Vila Nova, aparece-nos só com esse nome”. Não no sentido das suas jurisdições “mas em termos de um lugar que dado o seu número de habitantes para a época, começava a ter uma certa preponderância e por isso começava a existir uma vila nova”.
O historiador garante que da análise que fez aos documentos, constatou que “passaria a ser Vila Nova para se distinguir da vila velha que seria Alenquer, cujo termo pertencia e da rainha, porque Alenquer, logo que era instituída a casa da rainha quer era Dona Mafalda, primeira rainha mulher de D. Afonso Henriques, também precisava dos seus rendimentos para ter a criadagem” lembrando que Alenquer e Óbidos são as primeiros povoados que entram como propriedade da casa da rainha” e daí a justificação de Vila Nova da Rainha.
Vila já era, era nova porque era preciso diferenciar da vila velha que era Alenquer e da rainha “porque passou a fazer parte das casas da rainha, e era aí que os moradores pagavam as suas decimas para sustento da casa da rainha” disse.

GNR identifica e camara resolve situação preocupante de idoso


Nem sempre quando a GNR bate à porta, é sinal de má noticia. Desta vez o núcleo da escola segura detectou um idoso a viver em condições preocupantes. Dois meses depois Manuel Jóia, está ao cuidado do Centro de Dia da Casa do Povo de Manique do Intendente, e tem uma vida quase normal.





Manuel Jóia pode se considerar uma pessoa com alguma sorte. Aos sessenta anos, o idoso vou a sua vida mudar radicalmente, quando a GNR lhe bateu à porta. Os soldados da Escola Segura de Azambuja detectaram o idoso a viver numa situação preocupante e de imediato iniciaram demaches no sentido de dar melhores condições de vida aquela pessoa.
Manuel Jóia vivia numa barraca em Vale Carril, freguesia de Alcoentre.
No anos setenta, depois de regressar da guerra colonial na Guiné, adquiriu uma pequena porção de terra, onde mais tarde vinha a erguer um pequeno edifício. Sem luz, ou água canalizada, Manuel Jóia, foi vivendo os últimos 30 anos à margem e à espera que a vida melhorasse.
Contudo o idoso, ainda mal refeito das maleitas que a guerra lhe trouxera, viu a sua vida degradar-se. Nos últimos anos, dizem os vizinhos, entregara-se à bebida, mas sempre lhe reconheceram um espírito combativo, que o tem levado, apesar das agruras da vida, a bom porto.
Manuel Jóia, vive agora o medo de ficar sem a sua casa. O terreno que comprou, não tem delimitadas quaisquer estremas, e por isso torna-se difícil saber onde começa ou acaba.
A situação agravou-se quando viu um vizinho reclamar o terreno como seu.
As técnicas sociais da Câmara Municipal de Azambuja, têm feito diligências para resolver o assunto. Segundo a assistente social Cristina Maurício, “o vizinho do senhor Jóia colocou o assunto em tribunal” e é do tribunal que depende agora o senhor Jóia, já que tem em seu poder os papeis que comprovam a aquisição do terreno.
Assim que a autarquia teve conhecimento do caso, tentou encontrar uma solução para o idoso.
Na barraca em cimento onde ainda vive, tem alguns objectos pessoais dos quais não se quer desfazer. A casa precisa de uma reparação e de uma limpeza, “mas nada pode ser feito sem que o tribunal se pronuncie” refere Cristina Maurício.
Os acessos à casa de Manuel Jóia não são fáceis. Para lá chegarem, as pessoas têm de atravessar um terreno de cultivo, e foi o facto da casa ter um aspecto de abandono, que nunca levantou suspeitas que ali morava alguém.
O caso de Manuel Jóia foi detectado em Agosto pela GNR, mas só em Outubro é que foi parcialmente resolvido, dado não haver condições físicas para acolher esta pessoa nas instituições limítrofes.
Actualmente Manuel Jóia “está perfeitamente integrado” referiu Pedro Moita responsável pelo Centro de Dia da Casa do Povo de Manique do Intendente.
O responsável tinha algum receio que o idoso não se adaptasse “mas correu tudo bem. Já fez amigos, e passa o tempo a ler, escrever e conversar” deixando para trás “o vício da bebida, talvez por não ter ninguém para conversar durante o dia”.
Manuel Jóia, mostrou-se contente por estar na instituição “tratam-me bem. A comida é boa, gosto de estar aqui” disse ao Vida Ribatejana.
Por outro lado, não se consegue abstrair dos problemas que tem tido com a sua casa “a culpa não é minha. Eu tenho os papéis todos. Não sei porque é que o imigrante está a fazer aquilo” disse referindo-se ao vizinho com quem partilha parte do terreno e que quer também o local onde está a sua casa.
Pedro Moita, refere ainda que Manuel Jóia é um homem sociável. Diz ter conhecimento das intervenções que estão a ser feitas junto do tribunal para que o assunto seja rapidamente resolvido. Enquanto não há qualquer resolução, Manuel Jóia vão continuar a passar os dias no Centro de Dia da Casa do Povo. É lá que faz a sua higiene diária, e faz as refeições.
Pedro Moita, salienta ainda o empenho da sua irmã e sobrinho. O papel da família tem sido importante neste caso, embora o senhor Manuel tenha continuado a preferir estar na sua casa, em vez de ir para casa dos familiares.